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setembro 23, 2009

BILLIE HOLIDAY EVOCADA NO CLUBE DE JAZZ DO CRBA

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Billie Holiday

Passado o Verão, são retomadas as actividades do Clube de Jazz do Conservatório Regional do Baixo Alentejo. A primeira sessão insere-se num Ciclo intitulado “Vidas de Jazz” – dedicado a abordar a vida e obra das principais figuras da história do jazz – e evocará os 50 anos da morte da cantora Billie Holiday (1915-1959).

Diz-se que Thelonious Monk tinha uma fotografia de Billie Holliday pendurada no tecto sobre o seu piano. Ainda hoje, cinquenta anos volvidos após a sua morte, Billie Holiday continua a ostentar o título de maior cantora de jazz de sempre, sobretudo pela especialíssima forma de cantar, com uma voz etérea e sensual, mas levemente rouca, uma dicção sofrida e um fraseado inigualavelmente intenso.
Em 1929, Holiday mudou-se para Nova Iorque com a mãe. Nesse ano rebentava em Wall Street a Grande Depressão.Cantou em clubes e viu-se obrigada a prostituir-se para fazer face às dificuldades. A consagração definitiva só chegaria mais tarde, por via das suas lendárias apresentações com as orquestras de Duke Ellington, Count Basie e Artie Shaw.

A sensibilidade e a emoção que colocava na forma profunda como cantava, aproximaram-na da abordagem desenvolvida no saxofone tenor por Lester Young. O resultado está consubstanciado em algumas das mais sublimes gravações da história do jazz.

Apesar do sucesso que conseguiu granjear, Billie Holiday viu-se, a partir de 1940, completamente enredada pelos vícios do álcool e das drogas, facto que marcaria indelevelmente a sua carreira. Se é certo que a partir do início da década de 50 a sua voz começou a perder qualidades, não é menos verdade que é precisamente nessa fase, quando os problemas se intensificaram, que a intensidade emocional e o dramatismo das suas interpretações alcançam uma expressão inigualável...

Publicado por António Branco às setembro 23, 2009 06:42 AM

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