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agosto 31, 2009

D´INCISE/FAUSTINO/SOUSA NA LX FACTORY

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A Granular (http://www.granular.pt) em parceria com a Galeria Arthobler/Livraria Lerdevagar apresentam na próxima sexta-feira 4 de Setembro, pelas 22h00, na LX Factory (Rua Rodrigues de Faria 103, Edifício G.03, Alcântara, 1300-501 Lisboa), um concerto com D'Incise (electrónica), Hernâni Faustino (contrabaixo) e Pedro Sousa (saxofone alto).

Inserido no projecto Diatribes ou sob a designação que habitualmente o identifica, D'Incise, o manipulador de electrónica suíço Laurent Peter assume por inteiro a mais essencial das particularidades da improvisação: a criação de música iminentemente colectiva, pela associação com
improvisadores das mais diversas orientações e origens geográficas. No caso presente, junta-se aos portugueses Hernâni Faustino (contrabaixo) e Pedro Sousa (saxofone alto). As suas intervenções são um híbrido de abordagens diversas, com passagem pelo ambientalismo e pelo noise, regra geral em contextos conotáveis com o free jazz e a free music. É dentro destas coordenadas que se movem Faustino e Sousa, o primeiro com uma abordagem muito física do instrumento que toca, em formações como o Red Trio e o Nobuyasu Furuya Trio, o outro especialmente dedicado à exploração sonora, enquanto pilar fundamental dos grupos electroacústicos OTO e Flu.

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agosto 30, 2009

JOSÉ DUARTE NA RÁDIO

Na emissão deste domingo do programa "A Menina Dança?" poderemos escutar Adriana, Frank Sinatra, Mayra Andrade, Concha Buika, Ray Charles e Betty Carter. A Menina Dança? é um programa de José Duarte que vai para o ar na Antena 1, aos domingos, das 23h10h às 24h00.

Nas emissões desta semana do programa "Cinco Minutos de Jazz", vai estar em destaque Andrea Brachfeld (até sexta, 4), Cinco Minutos de Jazz é um programa de José Duarte que vai para o ar na Antena 1, de segunda a sexta às 22h50 e às 03h50.

Na região de Beja, a Antena 1 pode ser escutada em 87.7 FM (em Mértola 90.9 FM).

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agosto 29, 2009

AQUI JAZZ + UM TOQUE DE JAZZ NA ANTENA 2

Hoje na Antena 2 há "Aqui Jazz", programa da autoria de José Navarro de Andrade. Não foi disponibilizada informação sobre os conteúdos a serem emitidos. "Aqui Jazz" vai para o ar aos sábados entre as 23h04 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM e Mértola 92.2 FM).

Amanhã será a vez do programa "Um Toque de Jazz" com Concertos Portugueses (5) - A Orquestra Jazz de Matosinhos – Excertos de dois concertos realizados em 16 de Março de 2007 na Casa da Música (Porto) e em 17 de Março de 2007 no Teatro Municipal de Almada, com os convidados norte-americanos Rich Perry (saxofone tenor), Nick Marcione (trompete) e John Riley (bateria). Repertório de Thad Jones e Bob Brookmeyer. "Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos domingosentre as 23h04 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM e Mértola 92.2 FM).

Webcast: http://tv1.rtp.pt/wportal/popups/player.php?canal=2
Arquivos: http://tv1.rtp.pt/wportal/multimedia/programa.php?prog=1126&from_iframe=on

Emissão on-line: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

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agosto 28, 2009

RODRIGO GONÇALVES APRESENTA "TRIBOLOGY VOL. 2"

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Rodrigo Gonçalves

O pianista Rodrigo Gonçalves apresenta hoje, ao final da tarde (19h), no Museu do Oriente, em Lisboa, o segundo tomo do seu projecto "Tribology". Far-se-á acompanhar na ocasião por Jesús Santandreu (saxofone tenor), Mário Delgado (guitarra), Bernardo Moreira (contrabaixo) e Carlos Miguel (bateria).

“Tribology” é o projecto concebido, escrito e dirigido pelo pianista Rodrigo Gonçalves que materializa o seu universo musical pessoal. No primeiro disco do projecto, editado em 2004 (Capella) e que conta com a participação dos saxofonistas Perico Sambeat e Mark Turner, o jazz contemporâneo funde-se com sonoridades ibéricas. O projecto foi apresentado em vários festivais e nele colaboraram, para além de Perico Sambeat, Mário Delgado, Paco Charlín e Alexandre Frazão, os saxofonistas Llibert Fortuny e Chris Cheek. Após um interregno de dois anos para se dedicar a outros projectos, o grupo foi agora reactivado e reformulado.

Publicado por António Branco às 01:29 PM | Comentários (0) | TrackBack

POSTO DE ESCUTA

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Em audição intensiva o disco de Dave Douglas & Brass Ecstasy - Spirit Moves (Greanleaf Music).

A formação que marcou presença no último Jazz em Agosto - Dave Douglas (trompete), Vincent Chancey (trompa), Luis Bonilla (trombone), Marcus Rojas (tuba) e Nasheet Waits (bateria) - evocativa das lendárias brass bands, oferece-nos um portentoso disco, com imenso potencial para agradar às diferentes franjas de amadores de jazz.

Publicado por António Branco às 11:38 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 27, 2009

MIGUEL MARTINS EM TENERIFE

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Miguel Martins (foto António Branco)

O guitarrista Miguel Martins não pára. Presentemente, anda por Espanha (mais concretamente em Tenerife, nas Canárias) com uma banda sugestivamente baptizada de Tenerife & Algarve Konnetions e constituída por Miguel Manescau (guitarra), Miguel Martins (guitarra), Tomaz L P Cruz (contrabaixo) e Sergio Diaz (bateria).

Eis as datas onde poderão ser vistos e ouvidos:

Hoje - Jazzcafè Atlantico
Amanhã- Festival Keroxen 09 "espacio cultural "El Tanque"
Sábado - Bodega Balcon del Valle

Mais informação em http://www.myspace.com/miguelmartinskaleidoscopio.

Publicado por António Branco às 12:25 PM | Comentários (0) | TrackBack

JAZZ ÀS 5AS NO CCB HOJE COM GONÇALO PRAZERES QUARTETO

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Prossegue esta quinta-feira no Centro Cultural de Belém (CCB) a iniciativa "Jazz às 5ªs", que todas as quintas-feiras, a partir das 22h00, leva jazz à Cafetaria Quadrante. Este espaço transforma-se então em clube de jazz, com uma programação diversificada pensada por Pedro Costa e Ilídio Nunes (da Trem Azul).

Hoje será a vez de podermos o quarteto do saxofonista alto Gonçalo Prazeres, acompanhada por Nuno Costa (guitarra), Bernardo Moreira (contrabaixo) e Luís Candeias (bateria).

"O ponto de partida do trabalho desenvolvido pelo Quarteto de Gonçalo Prazeres é o jazz e a improvisação, mas elementos de outros géneros musicais são identificáveis. Os temas – todos originais do líder deste quarteto – são abertos e concebidos à partida para fomentar a espontaneidade criativa de todos os membros do grupo, desenvolvendo uma música orgânica e fluida que fuja às delimitações do que habitualmente se considera como mainstream ou “vanguarda”. Aluno do Berklee College of Music, Gonçalo Prazeres estudou com saxofonistas tão distintos (mas unânimes na forma inclusiva, e não exclusiva, como tocam) quanto George Garzone, Tony Malaby e Steve Lehman, deles tendo herdado a flexibilidade discursiva e a ausência de preconceitos relativamente a materiais, estilos, técnicas, etc. Com ele estão Nuno Costa, Bernardo Moreira e Luís Candeias, nomes cada vez mais consensuais do jazz feito em Portugal." (texto da organização)

A entrada é livre.

Publicado por António Branco às 06:59 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 26, 2009

A SEMANA NO HOT

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O Hot Clube de Portugal (Praça da Alegria, 39 - Lisboa) apresenta hoje o projecto Tribology Vol. 2, do pianista Rodrigo Gonçalves, com Jesús Santandreu (saxofone tenor), Mário Delgado (guitarra), Bernardo Moreira (contrabaixo) e Carlos Miguel (bateria).

Amanhã, sexta e sábado apresenta-se o quarteto do guitarrista André Matos, com Noah Preminger (saxofone tenor), Demian Cabaud (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria).

O Hot Clube está aberto de terça a sábado, das 22h00 às 02h00, e que os concertos têm duas partes sendo a primeira das 23h00 às 24h00 e a segunda das 00h30 à 01h30.

Mais informação sobre o Clube pode ser adquirida através da consulta em http://www.hotclubedeportugal.org, http://pt.wikipedia.org/wiki/Hot_Clube_de_Portugal ou http://www.myspace.com/hotclubedeportugal.

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agosto 25, 2009

RIBEIRO PINTO AGRACIADO EM ANGRA DO HEROÍSMO

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José Ribeiro Pinto (foto cortesia João Moreira dos Santos/JNPDI)

Benditas as terras que reconhecem o jazz! Foi com enorme satisfação que recebi a notícia de que a Assembleia Municipal de Angra do Heroísmo, por proposta da Câmara Municipal, deliberou atribuir a José Ribeiro Pinto - membro da direcção da Associação Cultural Angrajazz e autor do programa "Os Sabores do Jazz", na Antena 1 Açores - a Medalha Municipal na classe de Mérito Cultural.

"Engenheiro Civil de Profissão, José Ribeiro Pinto, ganhou gosto pela rádio nos seus tempos de faculdade. Desde o já longínquo ano de 1992 que Ribeiro Pinto realiza na Antena Um Açores “Os Sabores do Jazz”, num louvável acto de coragem cultural.Revelando uma dedicação invulgar à musica, José Ribeiro Pinto promove a divulgação do Jazz e a ele muito se deve a realização do AngraJazz, sendo membro da Direcção da Associação Cultural AngraJazz e participado activamente nas 10 edições que se realizaram ate ao momento do Festival Internacional de Jazz de Angra do Heroísmo. O Engenheiro Ribeiro Pinto ficará, deste modo, indelevelmente associado à promoção e divulgação do jazz na Região e no nosso concelho, tendo contribuído para que Angra seja uma referencia internacional, graças á elevada qualidade do seu festival."

A Medalha foi entregue na Sessão Solene, comemorativa dos 475 anos de elevação de Angra do Heroísmo a cidade, sessão que terminou com um concerto na Praça Velha da Orquestra AngraJazz com a cantora Paula Oliveira.

O Improvisos Ao Sul envia os mais sinceros parabéns a Ribeiro Pinto pelo seu continuado esforço e apego à causa da divulgação do jazz naquelas magníficas paragens!

Publicado por António Branco às 10:04 AM | Comentários (0) | TrackBack

RENDEZVOUS FESTIVAL EM SETÚBAL

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A edição 2009 do Rendezvous Festival decorrerá em Setúbal nos próximos dias 22, 23, 24 e 25 de Outubro, no mítico espaço da Av. Luísa Todi nº 99, que alberga o Club Setubalense.

Naquela que será a sua segunda edição, o festival apresenta uma programação que explora relações "entre o jazz e a música experimental, de improviso e electrónica", construindo um cartaz que integra participações nacionais e internacionais e que pretende ser "plataforma comum a produtores de discurso transversal na área do jazz.

O programa de concertos completa-se com uma série de iniciativas paralelas – workshops, debates, cinema e after-hours.

Mais informação sobre o Rendezvous Festival em www.rendezvousinfo.org e no blogue http://rendezvousfestival.wordpress.com.

Publicado por António Branco às 07:27 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 24, 2009

VII FESTIVAL DE JAZZ DE ALBUFEIRA, EM SETEMBRO

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De 10 a 12 de Setembro, realiza-se o VII Festival de Jazz de Albufeira. Três noites e três concertos, sob a direcção artística de João Galante, no Auditório da Câmara Municipal de Albufeira, a partir das 22h00.

O programa é o que se segue:

10 de Setembro (quinta-feira)
Kirk Lightsey Trio (com Maria Viana, Hugo Alves e Peter King)

"Kirk Lightsey é um dos mais incontornáveis pianistas de Detroit, uma cidade que tem deixado profundas marcas na linguagem e trilhos por onde se tem movido o jazz nos últimos 60 anos, através de uma certa “escola”. Kirk foi aluno de Johnson Flanagan (irmão do mais conhecido Tommy Flanagan), colega de escola de Ron Carter, tendo sido introduzido ao Jazz pelo (enorme) contrabaixista Paul Chambers. A Nova Iorque chega já nos anos 60 e o percurso auspicioso continua: gravou com Chet Baker, Sonny Stitt, Bennie Green. O maior destaque deste músico foi, sem dúvida, “estúdio”, mais do que a performance ao vivo. O encontro com Dexter Gordon leva-o finalmente ao seu primeiro projecto como líder em 1982: “Lightsey 1”. Seguem-se mais seis gravações, mais sessões com nomes tão relevantes como Ja mes Moody, Sonny Fortune ou Clifford Jordan. Este é o pianista que lidera o trio deste concerto. Há pouco mais de um ano, Maria Viana , actualmente a voz mais madura e incontornável do Jazz Português, toma por base num dos seus projectos, este Trio. O sucesso alcançado é enorme, em palcos como os do Centro Cultural de Belém ou Centro Cultural de Cascais. Não há margem para dúvida, maturidade acima de tudo. Maria Viana mantém, além deste projecto, outro, em Trio, que junta o pianista Joan Monet ao contrabaixista Zé Eduardo. Maria Viana trabalha ainda regularmente com a Orquestra de Jorge Costa Pinto, entre outros projectos. Albufeira Jazz 2009 vem ainda permitir que dois grandes nomes se encontrem, tornando este espectáculo uma edição única. Hugo Alves é um dos mais conceituados trompetistas nacionais, com uma assinalável carreira, sendo nos últimos anos preferido por alguns músicos norte-americanos, em variados projectos, aquando de tourneés europeias: Antonio Ciacca Quintet, Greg Burk (duo), Michael Lauren All Stars, entre outros. Fundou e dirige a Orquestra de Jazz de Lagos, bem como o Atelier de Jazz e Música Moderna do Algarve, sendo ainda docente na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo do Porto. Peter King . Um dos “senhores” do Jazz europeu, com uma carreira que remonta a 1959, no famoso Ronnie Scott's de Londres, passou por inúmeros músicos e formações: Maynard Ferguson, Ray Charles, Philly Joe Jones, Zoot Sims, Al Cohn, Red Rodney, a lista é quase infindável. O seu trabalho é também destacado pela Composição e Arranjo, tendo, na sua lista de composições, imagine-se, uma Ópera: Zyclon. King é normalmente conotado pelos seus pares, como um dos melhores saxofonistas-alto do mundo... e é bem provável!" (texto da organização)

11 de Setembro (sexta-feira)
Kevin Mahogany com Jessie Davis 4tet

"Natural de Kansas City, cidade incontornável na História do Jazz (berço de Charlie Parker e tantos outros), Kevin Mahogany iniciou a sua carreira como saxofonista, ainda na escola, mas, detentor de uma voz profunda, esta viria a suplantar aquele instrumento. Aprofundou os seus estudos em voz, chegando a formar o seu próprio coro. Passou ainda pelos estilos R&B, entre outros muito populares nos anos 80 na sua cidade. É descoberto e apresentado a Frank Mantooth, um dos mais importantes orquestradores norte-americanos, com quem inicia um importante trabalho, passado a CD. Kevin é conhecido pelo seu respeito pela tradição, mas também pela sua inovação. Os seus dois últimos trabalhos trazem um CD em Big band, e outro de tributo a Johnny Hartman, uma das lendas do jazz cantado. Para trás, e desde 1993, fica ainda uma mão cheia de discos, todos projectos importantes que navegaram mundos. Acompanha esta voz o Quarteto do saxofonista Jessie Davis : a uma voz lendária, um quarteto do lendário saxofonista." (texto da organização)

12 de Setembro (sábado)
Bobby Watson 4tet

"De novo Kansas City. Bobby Watson : saxofonista,compositor, produtor e docente, “Doutorado” na “Universidade de Blakey”, foi Director Musical dos “Jazz Messengers” do famoso baterista Art Blakey, perpetuando aquela formação após o seu desaparecimento. Ele próprio um Jazz Messenger entre 1977 e 81, trabalhou com nomes incontornáveis como Louis Hayes, Max Roach, Brandford Marsalis, George Coleman, Sam Rivers, Wynton Marsalis, Joe Williams, Betty Carter... as listas continuam quase infindáveis. Watson destacou-se ainda em projectos como Horizon, ou ainda High Court, um tributo à música de Johnny Hodges - o lendário saxofone-alto de Duke Ellington. Taylor-Made Big Band, é outro projecto importante que atinge a nomeação para um Grammy Award, no filme debut de Robert De Niro enquanto realizador, “A Bronx Tale”, que ostenta a sua música original. 26 são as gravações como líder, mais de 100 as que aparece como sideman. “Love Remains” é o seu disco que figura no Penguin Guide como uma gravação “must have”... ao lado de todas aquelas que conhecemos de Parker, Miles ou Coltrane. O seu percurso no ensino é notável, tendo sido o primeiro docente distinguido com o “William D. and Mary Grant/Missouri, Distinguished Professorship in Jazz Studies”. É actualmente docente e director do curso de Jazz na universidade de Missouri (Kansas City)." (texto da organização)

Mais informação em: http://www.albufeira-jazz.com/.

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agosto 23, 2009

JOSÉ DUARTE NA RÁDIO

Na emissão deste domingo do programa "A Menina Dança?" poderemos escutar Adriana, Frank Sinatra, Billie Holiday, Rosemary Clooney, Tony Bennett, Marlene Dietrich, Stacey Kent, Dianne Reeves e
Steve Tyrrell. A Menina Dança? é um programa de José Duarte que vai para o ar na Antena 1, aos domingos, das 23h10h às 24h00.

Nas emissões desta semana do programa "Cinco Minutos de Jazz", vai estar em destaque Curtis Fuller (até sexta, 28), Cinco Minutos de Jazz é um programa de José Duarte que vai para o ar na Antena 1, de segunda a sexta às 22h50 e às 03h50.

Na região de Beja, a Antena 1 pode ser escutada em 87.7 FM (em Mértola 90.9 FM).. A Menina Dança? é um programa de José Duarte que vai para o ar na Antena 1, aos domingos, das 23h10h às 24h00.

Nas emissões desta semana do programa "Cinco Minutos de Jazz", vai estar em destaque Julian Arguelles (segunda, 10), Julian Arguelles (terça, 11), Enrico Rava (quarta, 12), Enrico Rava (quinta, 13) e Akiko Pavolka (sexta, 14), Cinco Minutos de Jazz é um programa de José Duarte que vai para o ar na Antena 1, de segunda a sexta às 22h50 e às 03h50.

Na região de Beja, a Antena 1 pode ser escutada em 87.7 FM (em Mértola 90.9 FM).

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agosto 22, 2009

AQUI JAZZ + UM TOQUE DE JAZZ NA ANTENA 2

Hoje na Antena 2 há "Aqui Jazz", programa da autoria de José Navarro de Andrade. Não foi disponibilizada informação sobre os conteúdos a serem emitidos. "Aqui Jazz" vai para o ar aos sábados entre as 23h04 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM e Mértola 92.2 FM).

Amanhã será a vez do programa "Um Toque de Jazz" com Concertos Portugueses (4) – O quinteto do saxofonista Pedro Moreira, com João Moreira (trompete), André Fernandes (guitarra), Bernardo Moreira (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria), numa actuação realizada no clube Onda Jazz (Lisboa) a 15 de Fevereiro de 2008. "Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos domingosentre as 23h04 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM e Mértola 92.2 FM).

Webcast: http://tv1.rtp.pt/wportal/popups/player.php?canal=2
Arquivos: http://tv1.rtp.pt/wportal/multimedia/programa.php?prog=1126&from_iframe=on

Emissão on-line: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

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agosto 21, 2009

CLEAN FEED FEST IV NY

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Dando continuidade ao sucesso das três edições anteriores, a editora portuguesa Clean Feed irá levar a cabo, em Nova Iorque, entre os próximos dias 16 e 20 de Setembro, o festival CF Fest NY IV.

A edição deste ano será no Cornelia Connelly Center (220 East 4th street, Lower East Side, NY - http://www.connellycenter.org).

Para além da música, haverá a divulgação de especialidade portugueses (que fizeram um grande sucesso no ano passado): queijo, azeitonas, azeite e vinho verde.

Eis o programa completo do CF Fest NY IV:

16 de Setembro (quarta-feira)

20h00 – Luis Lopes / Daniel Levin / Reuben Radding
Luis Lopes (guitarra), Daniel Levin (violoncelo) e Reuben Radding (contrabaixo)

21h30 – Harris Eisenstadt "Canada Day"
Nate Wooley (trompete), Ellery Eskelin (saxofone tenor), Chris Dingman (vibrafone) e Eivind Opsvik (contrabaixo) e Harris Eisenstadt (bateria)

17 de Setembro (quinta-feira)

20h00 – John O'Gallagher Trio “Dirty Hands”
John O'Gallagher (saxofone alto), Masa Kamaguchi (contrabaixo) e Jeff Williams (bateria)

21h30 – Daniel Levin Quartet "Live at Roulette"
Daniel Levin (violoncelo), Matt Moran (vibrafone), Peter Bitenc (contrabaixo) e Nate Wooley (trompete)

18 de Setembro (sexta-feira)

20h00 – Julio Resende Group
Júlio Resende (piano), Dave Ambrosio (contrabaixo) e Joel Silva (bateria)

21h30 – Avram Fefer Trio "Ritual"
Avram Fefer (saxofones tenor e alto, clarinete), Eric Revis (contrabaixo) e Chad Taylor (bateria)

22h30 – Jorrit Dijkstra Solo
Jorrit Djikstra (saxofone alto, lyricon, electrónicas)

19 de Setembro (sábado)
(co-organizado com o Festival of New Trumpet Music (FONT))

20h00 – Kirk Knuffke Quartet “Big Wig”
Kirk Knuffke (trompete), Brian Drye (trombone), Reuben Radding (contrabaixo), Jeff Davis (bateria)

21h30 – Darren Johnston "The Edge of the Forest"
Darren Johnston (trompete), Sheldon Brown (saxofone tenor), Oscar Noriega (clarinete e clarinete baixo)
Trevor Dunn (contrabaixo) e Ches Smith (bateria)

20 de Setembro (domingo)

20h00 – Charles Rumback Quartet "Two Kinds of Art Thieves"
Charles Rumback (bateria), Jason Ajemian (contrabaixo), Joshua Sclar (saxofone tenor) e Greg Ward (saxofone alto)

21h30 – Fight the Big Bull "All is Gladness in the Kingdom”
Steven Bernstein (trompete), Bob Miller (trompete), Bryan Hooten (trombone), Reggie Pace (trombone),
Jason Scott (saxofone tenor, clarinete), John Lilley (saxofone tenor), Matthew White (guitarra, composição), Cameron Ralston (contrabaixo), Brian Jones (percussão) e Pinson Chanselle (trap set).

Mais informação em http://www.cleanfeed-records.com.

Publicado por António Branco às 06:33 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 20, 2009

JAZZ ÀS 5AS NO CCB HOJE COM NOAH PREMINGER QUARTET

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Prossegue esta quinta-feira no Centro Cultural de Belém (CCB) a iniciativa "Jazz às 5ªs", que todas as quintas-feiras, a partir das 22h00, leva jazz à Cafetaria Quadrante. Este espaço transforma-se então em clube de jazz, com uma programação diversificada pensada por Pedro Costa e Ilídio Nunes (da Trem Azul).

Hoje será a vez de podermos escutar o Noah Preminger Quartet, com Noah Preminger (saxofone tenor), André Matos (guitarra), Demian Cabaud (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria).

"O saxofonista tenor Noah Preminger estreia-se em Portugal, depois de conquistar, em 2008, a crítica e o público nova-iorquinos com o álbum Dry Bridge Road. Rodeado de músicos já bem rodados, como Russ Johnson, Ben Monder, Frank Kimbrough, John Hebert e Ted Poor, nesse disco de estreia Noah Preminger, com apenas 22 anos, apresentou uma voz muito pessoal, com matriz no pós-bop e sem medo de entrar por terrenos de maior liberdade improvisacional. Nesta sua primeira vinda a Portugal junta-se a André Matos, amigo e cúmplice em associações que certamente darão que falar no futuro, e a dois emigrantes do jazz que encontraram em Portugal o seu segundo país, o argentino Demian Cabaud e o brasileiro Alexandre Frazão. O gosto de Preminger pelas situações de jam não deixará de se fazer sentir e, com esta companhia, é de se esperar o melhor." (texto da organização)

A entrada é livre.

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agosto 19, 2009

SINES EM JAZZ 2009, DE SEXTA A DOMINGO

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No próximo fim de semana (21, 22 e 23 de Agosto, de sexta a domingo) decorre a terceira edição do festival Sines em Jazz, com um programa de concertos, no Centro de Artes da cidade, e de palestras e workshops, na nova Escola das Artes.

Confiramos o programa completo do Sines em Jazz 2009:

21 de Agosto (sexta-feira)

22h00
Afonso Pais Trio
Afonso Pais (guitarra), Nelson Cascais (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria)

"A primeira noite de música arranca, às 22h00, com o Afonso Pais Trio. Considerado um dos melhores jovens guitarristas do jazz nacional, Afonso Pais faz-se acompanhar do baterista Alexandre Frazão e do contrabaixista Nelson Cascais para um concerto em torno de “Subsequências” (Enja), o seu disco mais recente." (texto da organização).

23h15
Acácio Salero – Secret Apache

"Às 23h15, é a vez de Acácio Salero – Secret Apache, o agrupamento de um dos mais consistentes “jazzmen” portugueses. Jazz, rock e música contemporânea, tudo se cruza num espectáculo conduzido pelos saxofones tenor, alto e soprano de Acácio Salero." (texto da organização)

22 de Agosto (sábado)

22h00
El Fad
José Peixoto (guitarra), Carlos "Zìngaro" (violino), Yuri Daniel (contrabaixo) e José Salgueiro (bateria).

"Quatro músicos de excepção num projecto de jazz contemporâneo com inspiração na música árabe abrem, às 22h00, a segunda noite do Sines Jazz. Em El Fad, o guitarrista José Peixoto chama Carlos Zíngaro (violino), Yuri Daniel (contrabaixo) e José Salgueiro (bateria e percussões) para uma exploração musical da memória da presença moura na Península Ibérica." (texto da organização)

23h15
Low Budget Research Kitchen plays Zappa

"Às 23h15, o património do lendário compositor Frank Zappa é o ponto de partida para mais um concerto a não perder, com o octeto Low Budget Research Kitchen plays Zappa." (texto da organização)

23 de Agosto (domingo)

22h00
Paula Oliveira "Fado Roubado"

"Na última noite do festival, às 22h00, a cantora Paula Oliveira sobe ao palco com pianista Leo Tardin para uma viagem pelo disco “Fado Roubado”, entre outro repertório. Jazz sobre música popular em língua portuguesa por uma das maiores referências do género no nosso país." (texto da organização)

23h15
Quarteto de Vasco Agostinho In Tempus
Vasco Agostinho (guitarra), Jeff Davis (vibrafone), Filipe Teixeira (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria)

"O programa de concertos fecha, às 23h15, com In Tempus - Quarteto de Vasco Agostinho. Jeff Davis (vibrafone), Filipe Teixeira (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria) trabalham em conjunto com a guitarra de Vasco Agostinho repertório variado que inclui não só composições originais, como também temas do cancioneiro português e de outras linguagens raramente incluídas no universo do jazz." (texto da organização)

A programação paralela de palestras realiza-se na nova Escola das Artes de Sines, que abriu em 2008 e tem no jazz um dos pilares do seu programa pedagógico.

O multi-instrumentista Luís Lapa está em Sines para explicar a sua tese de que a música não é uma arte, mas sim uma língua. Mais do que uma palestra, é um mini-curso dividido em quatro sessões: 21 de Agosto, das 10h30 às 13h00; 22 de Agosto, das 10h30 às 17h00; e 23 de Agosto, das 10h30 às 13h00.

Ainda no dia 21, às 17h30, Virgil Mihaiu propõe o tema "Jazz no início do século XXI - Entre linguagem universal e identidades etnoculturais”, uma reflexão sobre a riqueza e a variedade do jazz no nosso tempo. Às 19h00, Carlos Azevedo, um dos grandes impulsionadores e pioneiros do ensino do jazz ao nível do ensino superior no nosso país, fala sobre as suas experiências com a academia e a Orquestra de Jazz de Matosinhos.

No dia 22 de Agosto, às 17h30, José Duarte, um dos maiores divulgadores da história do jazz em Portugal, parte do livro “Poezz” para explorar a poesia criada em torno deste género musical. Às 19h00, na palestra “Como ouvir o jazz?”, Zé Eduardo propõe desvendar alguns "truques" para a audição e compreensão do jazz.

Finalmente, no dia 23 de Agosto, às 17h30, Paulo Perfeito explica a sua interpretação do que “O que é um jazz composer?”, relacionando as temáticas da composição e da improvisação.

Para além das palestras, realizam-se também workshops na Escola das Artes de Sines. No dia 21 de Agosto, às 14h30, Acácio Salero conduz uma oficina sobre os Fundamentos Rítmicos do Jazz, para bateristas.

No dia 23 de Agosto, também às 14h30, Vasco Agostinho fala de Técnica de Estudo para Música Improvisada, para guitarristas e outros músicos.

Os bilhetes para os concertos custam € 5/noite. As palestras têm entrada gratuita, mediante inscrição na Escola das Artes de Sines. Os workshops são gratuitos para os alunos da Escola das Artes de Sines e custam € 5 para não alunos.

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agosto 18, 2009

POSTO DE ESCUTA

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Jesús Santandreu
Out Of The Cage
Fresh Sound New Talent
Jesús Santandreu (saxofone tenor); Abe Rábade (piano); Paco Charlín (contrabaixo); Vicente Espí (bateria)
Barcelona, 3 e 4 de Novembro de 2005

Jesús Santandreu
Sound Colors
Fresh Sound New Talent
Jesús Santandreu (saxofone tenor); Albert Palau (piano); Nelson Cascais (contrabaixo); Iago Fernández (bateria)
Gaia, 7, 8 e 9 de Junho de 2008

O saxofonista-tenor valenciano Jesús Santandreu (n. 1970) é um músico em rota francamente ascendente no meio jazzístico do país vizinho. O som nome é igualmente bem conhecido do lado de cá da fronteira, sobretudo por via da sua presença no fulgurante Unit do contrabaixista Zé Eduardo, bem como através de outras colaborações mais ou menos pontuais. O seu percurso musical teve início na terra natal, com passagem, algum tempo depois, pelo Conservatório de Madrid (começou pelo alto, mas desde 1997 toca exclusivamente tenor). Em 2000, licenciou-se com distinção no prestigiado Berklee College of Music, de Boston, cidade onde começou a traçar as linhas mestras que têm vindo a guiar a sua abordagem. Dela ressaltam bem patentes as claras influências de Coltrane e de um ramo da sua descendência artística: Joe Henderson, Michael Brecker, Dave Liebman, Steve Grossman e Jerry Bergonzi (que foi seu professor em Boston). O seu estilo muito pessoal, marcado por um domínio técnico perfeito e por uma sonoridade altiva e flexível, harmonicamente complexa e com um apurado sentido rítmico, tem-lhe permitido um conjunto de experiências em diferentes contextos. Esta habilidade para gerir as influências do passado e os desafios do presente é, aliás, vector central no seu trajecto. Se já havíamos captado os inegáveis talentos de Santandreu como instrumentista e improvisador de primeira água, chegou a vez de lhe apreciarmos também os seus méritos enquanto compositor e líder das suas próprias formações. “Out Of The Cage”, gravado em Novembro de 2005, em Barcelona, foi precisamente o disco que marcou a estreia do saxofonista na condição de líder. Nesta gravação – onde assume a responsabilidade pela totalidade das composições e dos arranjos – é acompanhado por um trio de músicos que bem conhece: o pianista Abe Rábade, o contrabaixista Paco Charlín e o baterista Vicente Espí. Nele avulta, desde logo, o papel central que é desempenhado pelo pianista, com quem o saxofonista protagoniza diálogos interessantes. Se Rábade – com o seu pianismo de recorte clássico, fundado em jogos harmónios complexos – remete mais para a tradição jazzística, Santandreu, por seu turno, é quem mais dela se procura libertar, através de longas frases expressivas, ora mais obsessivas e densas, ora mais fluidas e contidas. O saxofonista parece, no entanto, ceder em vários momentos a alguns estereótipos, que acabam por, de certa forma, lhe tolher a inventividade e limitar os movimentos. O disco arranca bastante bem, com “Title”, uma peça onde se podem escutar as diferentes vozes instrumentais em discursos repetitivos, ao jeito das formas musicais barrocas. “Una de Tantes” é marcada pela fluidez do discurso do saxofonista, acolitada pelo dinamismo do piano e pela base rítmica competente e equilibrada fornecida por Charlín e Espí. Outros momentos de interesse acontecem em “Mustafá Sostenido” e “Avant i Arrere”, com Santandreu a rubricar nesta última uma das suas melhores prestações em todo o disco. Sem dúvida uma estreia interessante, plena de boas ideias, mas ainda algo refém de um certo “academismo”.
“Sound Colors”, o segundo disco de Santandreu enquanto líder, gravado em Junho do ano passado e também com selo Fresh Sound, é claramente um passo em frente. A maior liberdade de movimentos que nos é dada a escutar – comparativamente a “Out Of The Cage” –, reflecte-se no mais alargado espectro de soluções apresentadas e, por conseguinte, na qualidade global do disco, onde o saxofonista volta a fazer o pleno na autoria das composições e arranjos. Acompanha-o uma formação diferente, com Albert Palau ao piano, o português Nelson Cascais no contrabaixo e Iago Fernández na bateria. Logo na peça de abertura, “Dani Emulation”, se podem escutar as diferenças face ao registo anterior. “Suarajeb Ababa”, começa com suaves acordes de piano, a que se junta o contrabaixo, as escovas e o saxofone encorpado. O ambiente é solarengo e descontraído. O mais evidente ponto de contacto com o registo anterior estabelece-se em “Montecristo”, peça de cambiantes interessantes. A pontuar o disco três breves interlúdios, inspirados nas três cores primárias, a partir das quais se podem formar todas as outras: “Yellow Interlude” mais vivo e fogoso, “Red Interlude” só com o tenor e o contrabaixo ,“Blue Interlude” mais terno. Notável é “Fluctux”, longa peça de drive diabólico que revela o saxofonista na plenitude das suas capacidades. Aguardemos para saber qual será o passo seguinte deste músico que promete surpreender ainda mais.

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agosto 17, 2009

ALJUSTREL RECEBE VIII JAZZMIN EM SETEMBRO

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A vila mineira de Aljustrel recebe, entre 18 e 20 de Setembro, a oitava edição do festival JazzMin, uma organização da Câmara Municipal local, com direcção artística novamente a cargo do maestro Adelino Mota.

O coordenador do Espaço Oficinas da Câmara Municipal de Aljustrel, Carlos Pedro, referiu em declarações à Rádio Voz da Planície, de Beja, que "o JazzMin já tem tradição e um público que tem vindo a crescer, quer na vila onde se realiza, quer na região". Salientou igualmente "a realização e a importância do workshop, que se desenrola, na semana anterior ao festival e que culmina na formação Orquestra JazzMin, que abre, habitualmente, os concertos".

18 de Setembro (sexta-feira)
Orquestra JazzMin
DixieNaza Jazz Band

19 de Setembro (sábado)
Big Band do Município da Nazaré

20 de Setembro
Paulo Gaspar & Friends - “Tributo a Benny Goodman”

Entre 14 e 18 de Setembro decorrem os workshops, orientados por Claus Nymark.

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agosto 16, 2009

JOSÉ DUARTE NA RÁDIO

Na emissão deste domingo do programa "A Menina Dança?" poderemos escutar Adriana, Frank Sinatra, Marta Hugon, Tony Bennett e 6 meninas de Santa Comba Dão. A Menina Dança? é um programa de José Duarte que vai para o ar na Antena 1, aos domingos, das 23h10h às 24h00.

Nas emissões desta semana do programa "Cinco Minutos de Jazz", vai estar em destaque Matt Wilson, baterista em 4teto (ed. 1998) (até sexta, 21), Cinco Minutos de Jazz é um programa de José Duarte que vai para o ar na Antena 1, de segunda a sexta às 22h50 e às 03h50.

Na região de Beja, a Antena 1 pode ser escutada em 87.7 FM (em Mértola 90.9 FM).. A Menina Dança? é um programa de José Duarte que vai para o ar na Antena 1, aos domingos, das 23h10h às 24h00.

Nas emissões desta semana do programa "Cinco Minutos de Jazz", vai estar em destaque Julian Arguelles (segunda, 10), Julian Arguelles (terça, 11), Enrico Rava (quarta, 12), Enrico Rava (quinta, 13) e Akiko Pavolka (sexta, 14), Cinco Minutos de Jazz é um programa de José Duarte que vai para o ar na Antena 1, de segunda a sexta às 22h50 e às 03h50.

Na região de Beja, a Antena 1 pode ser escutada em 87.7 FM (em Mértola 90.9 FM).

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agosto 15, 2009

RASHIED ALI (1935-2009)

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Rashied Ali (foto de António Branco - NY, Junho de 2006)

Morreu na passada quarta-feira, de complicações cardíacas, o baterista Rashied Ali, conhecido sobretudo pelo seu trabalho com John Coltrane, na última fase da carreira deste.

Ali nasceu em Filadélfia no seio de uma família musical (a sua mãe cantou com Jimmie Lunceforde o seu irmão Muhammad, igualmente baterista, tocou, entre outros, com Albert Ayler. Mudou-se para nova Iorque em 1963 e trabalhou com Paul Bley e Bill Dixton, entre outras luminárias da new thing. Gravou com Pharoah Sanders, Alice Coltrane, James Blood Ulmer, só para citar alguns nomes. Coltrane quis que Rashied Ali fosse o segundo baterista (juntamente com Elvin Jones), no histórico "Ascension", mas Ali deixou a formação pouco antes de as gravações começarem. Coltrane acabaria por não o substituir. Gravou os lendários "Meditations" e os inesquecíveis duetos de "Interstellar Space".

Fundou e mantinha nos últimos anos a editora Survival Records. O nome diz tudo.

Publicado por António Branco às 12:44 PM | Comentários (0) | TrackBack

AQUI JAZZ + UM TOQUE DE JAZZ NA ANTENA 2

Hoje na Antena 2 há "Aqui Jazz", programa da autoria de José Navarro de Andrade. Não foi disponibilizada informação sobre os conteúdos a serem emitidos. "Aqui Jazz" vai para o ar aos sábados entre as 23h04 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM e Mértola 92.2 FM).

Amanhã será a vez do programa "Um Toque de Jazz" com Concertos Portugueses (3) – O quarteto do pianista Júlio Resende com o convidado especial Perico Sambeat (saxofones alto e soprano) e ainda João Custódio (contrabaixo) e José Salgueiro (bateria), numa actuação realizada no clube Onda Jazz (Lisboa) a 2 de Maio de 2008. "Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos domingosentre as 23h04 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM e Mértola 92.2 FM).

Webcast: http://tv1.rtp.pt/wportal/popups/player.php?canal=2
Arquivos: http://tv1.rtp.pt/wportal/multimedia/programa.php?prog=1126&from_iframe=on

Emissão on-line: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

Publicado por António Branco às 07:28 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 13, 2009

JAZZ ÀS 5AS NO CCB HOJE COM ANDREA WOLPER

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Prossegue esta quinta-feira no Centro Cultural de Belém (CCB) a iniciativa "Jazz às 5ªs", que todas as quintas-feiras, a partir das 22h00, leva jazz à Cafetaria Quadrante. Este espaço transforma-se então em clube de jazz, com uma programação diversificada pensada por Pedro Costa e Ilídio Nunes (da Trem Azul).

Hoje será a vez de podermos escutar a cantora norte-americana Andrea Wolper, acompanhada por Ken Filiano (contrabaixo) e Kris Davis (piano).

"A voz de Andrea Wolper, o contrabaixo de Ken Filiano e o piano de Kris Davis formam uma surpreendente embaixada do melhor jazz vocal dos Estados Unidos. Mesmo com um repertório de standards a que junta temas pouco utilizados dos grandes compositores do jazz, Andrea Wolper é uma cantora que se destaca com naturalidade entre as dezenas que nos últimos anos têm conquistado os palcos e os hits das vendas discográficas. Pode não ser muito conhecida internacionalmente, mas tal deve-se apenas ao facto de não vergar a qualidade das suas prestações a critérios comerciais e de agrado fácil. Os músicos que a acompanham neste trio denotam bem a seriedade dos seus investimentos: Kris Davis, a nova coqueluche do piano na cena nova-iorquina, e Ken Filiano, um dos gigantes do contrabaixo na actualidade." (texto da organização)

A entrada é livre.

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agosto 12, 2009

A SEMANA NO HOT

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O Hot Clube de Portugal (Praça da Alegria, 39 - Lisboa) apresenta amanhãsexta e sábado o quinteto do contrabaixista Mário Franco, com Julian Argüelles (saxofone tenor),Sérgio Pelágio (guitarra), João Paulo (piano) e Alexandre Frazão (bateria).

O Hot Clube encerra a 16 e reabre a 25 de Agosto.

Mais informação sobre o Clube pode ser adquirida através da consulta em http://www.hotclubedeportugal.org, http://pt.wikipedia.org/wiki/Hot_Clube_de_Portugal ou http://www.myspace.com/hotclubedeportugal.

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agosto 11, 2009

JAZZ EM AGOSTO - BREVES NOTAS (II)

O segundo bloco do Jazz em Agosto 2009 (JeA09) arrancou na noite ventosa e fria da passada quinta-feira com a Brass Ecstasy, do trompetista Dave Douglas, um das estrelas globais do jazz actual, que veio apresentar "Spirit Moves", disco recentemente saído na sua Greenleaf Music. Inspirado na Brass Fantasy de Lester Bowie - depois do projecto Sequel, de George Lewis, o mítico trompetista do Art Ensemble of Chicago volta a ser referência central para outra formação que se apresentou neste JeA -, o quinteto, formado por quatro sopros (trompete, trombone, tuba e trompa) e bateria evoca o espírito e o som das antigas brass bands, pilar central no nascimento e consolidação do jazz. Municiada por músicos de excepção e imbuída de espírito festivo, através dos arranjos garridos e dinâmicos e da mestria individual, a banda proporcionou bons momentos. Tudo começou em tons funk, propulsionado pela bateria do imparável Nasheet Waits. Douglas prestou homenagem a algumas das suas principais referências, como Fats Navarro, esta através de uma peça de cariz vincadamente bop. As coisas melhoraram no tributo seguinte, a Enrico Rava, que começou apenas com trompete, tuba e bateria e a que se vieram juntar depois os outros instrumentos, com o trompetista a rubricar aqui umas das suas mais conseguidas intervenções da noite. "Prayer for Baghdad" contou com uma interessante solo de trompa, de Vincent Chancey (que, refira-se, tocou na Brass Fantasy). A peça central de todo o concerto viria, contudo, a ser "Bowie", com as suas diferentes nuances a potenciar ao máximo as interacções entre os elementos do grupo (vibrante o solo de Luis Bonilla, no trombone). Nota também para a dedicatória à saída de George W. Bush da Casa Branca, em "Twilight of the Dogs". Um encore - solicitado entusiasticamente pelo público presente - com mais duas peças, encerrou um concerto muito agradável.

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Peter Evans (foto cortesia FCG/Joaquim Mendes)

Ao final da tarde de sexta-feira teve lugar um dos momentos à partida mais aguardados neste JeA09: a apresentação a solo do jovem trompetista norte-americano Peter Evans. Descoberto por Evan Parker, vinha rotulado como trompetista de excepção, apesar da juventude. As expectativas foram, diga-se desde já, inteiramente cumpridas. Evidenciando um domínio técnico perfeito e um poder de síntese assinalável, Evans esteve exímio na exploração das potencialidades sónicas do instrumento, na criação de texturas, no domínio dos multifónicos e do feedback, ora utilizando diferentes técnicas (como a de respiração circular, bastante mais difícil de executar do que, por exemplo, num saxofone soprano) ora recorrendo - com parcimónia - à electrónica para criar linhas ora torrenciais e abrasivas ora mais planantes. Notável o momento em que utiliza simultaneamente dois instrumentos: o trompete, cujo som do corpo percutido era processado electronicamente, e o piccolo. Excelente também quando usou a surdina e tirou por breves momentos uma sonoridade mais próxima do cânone jazzístico. Com um ar tímido e discreto, Evans deu um maravilhoso concerto, seguramente um dos melhores a que assisti este ano. Ficou no ar a sensação de estarmos a assistir a um passo em frente na história... Outro momento aguardado com natural interesse era o da actuação nessa noite do super-grupo Buffalo Collision, formado pelo saxofonista Tim Berne, o violoncelista Hank Roberts e dois terços dos Bad Plus: o pianista Ethan Iverson e o baterista David King. Todos eles improvisadores de créditos firmados, embora pertencentes a gerações diferentes, exibiram um som ora mais próximo de um "jazz de câmara" denso e cerebral, ora mais intenso e visceral, de forte impulso rítmico (neste propósito, King esteve magistral), sempre livre e desafiador. O sopro de Berne denotou de forma evidente as influências de Ornette e de Julius Hemphill. A formação desdobrou-se em duos e trios, revelando uma forte capacidade de interacção, com o duo Berne-Roberts a estar próximo da perfeição. Aliás, o motor criativo da formação parece ser a constante tensão criada entre os pólos (búfalos!...) Berne-Roberts e Iverson-King. A colisão torna-se então inevitável, a bem da criatividade. Soberba a forma como Iverson faz planar acordes pungentes sobre o manto lávico... Como alguém disse, o todo revelou-se, de facto, maior do que a soma das partes. Jazz contemporâneo de alto calibre, num concerto de óptimo nível.

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Carla Bley em "Escalator Over the Hill"

Já no sábado, começamos assistir à projecção de um interessante documento fílmico que nos conduziu às entranhas de "Escalator Over the Hill", mítica "jazz-opera" com música de Carla Bley e poemas de Paul Haines, pela mão do realizador Steve Gebhardt, presente na sala. Este filme foi rodado em 1970/1971 mas, por dificuldades várias, permaneceu na gaveta durante quase três décadas, só vendo a luz do dia em 1999, no Festival de Cinema de Locarno. Um olhar íntimo sobre o processo de criação da obra - fora do formato habitual de documentário "making of" - apenas com recurso à música e ao ambiente do estúdio e sem voz off ou uma única entrevista... A utilização de uma película reversível especial permitiu uma fotografia belíssima. O elenco é histórico: Carla Bley, Don Cherry, Charlie Haden, Leroy Jenkins, Viva, Jack Bruce, Michael Mantler e Howard Johnson, entre outros. Mais ao final da tarde foi a vez de presenciarmos a actuação - que tinha suscitado alguma dose de curiosidade prévia - da dupla suiça formada por Franziska Baumann e Mathias Ziegler. Ela utilizou a voz acoplada a uma luva electrónica (que baptizou de Sensorlab) e ele desdobrou-se pelas flautas, com especial relevo para as raras flautas baixo e contrabaixo, explorando a ancestral complementaridade entre a voz humana e os instrumento de sopro. O duo construiu sobretudo paisagens sonoras suaves, quase atmosféricas, mas com alto poder soporífero. Houve momentos interessantes, mas valeu especialmente pela inusitada combinação sonora, mais do que propriamente pela relevância da música apresentada. À noite, ficámos a conhecer outra vertente do trabalho do trompetista Peter Evans, aqui em quarteto, acompanhado pelo pianista Ricardo Gallo, o contrabaixista Tom Blancarte e o baterista Kevin Shea. A formação pratica um jazz intenso e desafiante, estabelecendo um equilíbrio entre composição e improvisação de forma bastante conseguida. Bastante mais próximo da tradição jazzística do que tinha estado na véspera - aquando da sua apresentação a solo - conseguiu alguns momentos de excelente nível, embora a alguns furos da sua magistral anterior actuação. Evans deu mais uma vez mostras de ser exímio da leitura do passado, na sua transformação, e na apresentação de uma linguagem muito própria. Iremos, certamente, ouvir falar muito acerca de Peter Evans nos anos vindouros. O concerto foi gravado com vista a uma eventual passagem a disco na Clean Feed.

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Bill Dixon e Exploding Star Orchestra (foto cortesia FCG/Joaquim Mendes)

O derradeiro dia do JeA09 iniciou-se com o visionamento do interessante filme "Imagine the Sound", da autoria de Ron Mann (estava prevista a sua presença na sessão, o que acabou por não se verificar). Um olhar íntimo ao free jazz dos anos 1960 - vinte anos depois (o filme foi rodado em 1981) - através dos testemunhos e da música de quatro dos seus protagonistas: Bill Dixon (o pragmático), Cecil Taylor (o poeta), Paul Bley (o lúcido) e Archie Shepp (o político). Logo a seguir escutámos o quarteto francês de saxofones Propagations, constituído por Marc Baron (alto), Jean-Luc Guionnet (alto), Bertrand Denzler (tenor) e Stéphane Rives (soprano), todos eles músicos de créditos firmados como improvisadores de excepção. O quarteto - de onde ninguém sobressai - produziu um manto sonoro contínuo, que se ia lentamente moldando e adquirindo diferentes formas. Veio-me à ideia uma espécie de "cântico" religioso medieval, uma longa melopeia colectiva, sob a forma de modulações improvisadas sucessivas em precário equilíbrio. Não foi propriamente aquilo de que se estava à espera, mas não deixou de ser uma actuação curiosa. Para fechar em grande esta edição, a gloriosa actuação da caleidoscópia e intensa Exploding Star Orchestra, dirigida pelo trompetista Rob Mazurek, tendo como convidado especial o veterano Bill Dixon, lenda-viva do free. A orquestra produziu uma massa sonora de enorme exuberância tímbrica e pujança rítmica, revelando-se exímia na gestão das dinâmicas e dos contrastes, alternando momentos de quasi-caos com outros de contagiante groove, olhando em diferentes direcções, numa catadupa de emoções. Apesar da mais-valia ser a força luminosa do conjunto, há que não deixar passar em claro os excelentes apontamentos solísticos, sobretudo de Mazurek, Nicole Mitchell, Matt Bauder e Jebb Bishop. Adoptando a sua habitual postura recatada, Dixon utilizou o trompete (acoplado a efeitos electrónicos) de forma esparsa, mas sempre concisa. Terminava em apoteose - com outro candidato a concerto do ano - mais uma edição do Jazz em Agosto, "o outro lado do jazz". O que olha em frente, na direcção certa.

Publicado por António Branco às 08:04 AM | Comentários (0) | TrackBack

LAGOS JAZZ 2009 ARRANCA HOJE

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Arranca hoje a edição 2009 do Lagos Jazz, que se realiza até ao próximo domingo. O Lagos Jazz, já na sua oitava edição, é uma organização da Câmara Municipal local com coordenação geral e direcção artística de Hugo Alves.

Todos os concertos têm lugar no Centro Cultural de Lagos, às 21h30.

O programa do evento é o seguinte:

11 de Agosto (terça-feira)
Big Band Battle - Orquestra de Jazz de Lagos vs. Orquestra de Jorge Costa Pinto

"Uma abertura de peso que baterá o recorde de número de músicos em palco deste festival. As batalhas eram comuns nos anos 30 (e até antes), quando enchiam os salões de baile e tocavam duas, às vezes três Orquestras, num misto de continuidade e desgarrada. A tradição da desgarrada é popular, europeia, e certamente muito longa: também nós temos os fados à desgarrada. A Orquestra de Jorge Costa Pinto conta, no seu elenco, com a voz de Maria Viana, enquanto que a Orquestra de Jazz de Lagos contará com um convidado na guitarra, o italiano Lucio Ferrara." (texto da organização)

12 de Agosto (quarta-feira)
Joaquín Chacon & José Luís Gamez "Duets"

"Vamos agora por terras de “nuestros hermanos” para apresentar um duo de guitarras, que junta em perfeita simbiose dois dos mais importantes guitarristas jazz de Espanha, e da Europa, se quisermos. Apresentarão um repertório de standards, tão apurado como os mais de vinte e cinco anos que os juntam no palco. Uma simbiose a não perder." (texto de organização)

13 de Agosto (quinta-feira)
The Cookers (Billy Harper, Eddie Henderson, Craig Handy, David Weiss, George Cables, Cecil McBee, Billy Hart)

"Chegam de Nova Iorque, está quase tudo dito. Não há espaço para falar de todos estes músicos individualmente, mas cruzam aqui duas gerações de pesos pesados. Quem não reconhece, uma busca na Net ajudará. O projecto é mais que uma interessante reedição e inspiração da música de um dos discos mais importantes da Blue Note, de 1965, que juntava os trompetistas Freddie Hubbard (falecido recentemente) e Lee Morgan: Night Of the Cookers. Esta banda tomou esse disco por mote, e desenvolveu este projecto, nitidamente hard-bop, nitidamente NY." (texto da organização)

14 de Agosto (sexta-feira)
ESMAE Faculty - "A História do Jazz" (dir. Michael Lauren)

"Para a workshop deste ano temos parte dos professores da Licenciatura em Jazz da ESMAE (Porto), liderados pelo nosso já conhecido Michael Lauren (bateria): Pedro Guedes (piano), Demian Cabaud (contrabaixo), Nuno Ferreira (guitarra), Lars Arens (trombone), Mário Santos (saxofone), Hugo Alves (trompete). A estes professores junta-se ainda o guitarrista italiano Lucio Ferrara, mercê da colaboração com a Associação Orsara Música (Itália). O concerto vai ser uma adaptação de um trabalho que este grupo já realiza há alguns anos, e que visa contar, com música, a História do Jazz. É o passar de mais de 100 anos de História de Jazz diante de nós, e dos nossos ouvidos, respeitando os estilos e instrumentações das várias épocas. Este concerto conta ainda com a participação de músicos da Orquestra de Jazz de Lagos. " (texto da organização)

15 de Agosto (sábado)
Concerto final dos alunos

"O encerramento do festival, fica como sempre a cargo dos nossos alunos, que têm sabido demonstrar os seus dotes. Este concerto não é uma “corrida” nem nunca assim foi encarado, embora seja importante, à sua maneira, para cada aluno. Para os principiantes, não é certamente em 5 dias que se aprende Jazz, ou a improvisar em pleno, mas as portas que se abrem permitem alargar alguns horizontes. Para os menos iniciados, é uma excelente maneira de avançar mais ainda, esclarecer dúvidas, e continuar a estudar, e sobretudo partilhar experiências." (texto da organização)

Mais uma vez é dada grande atenção à componente de formação, com os workshops que decorrerão ao longo dos dias do festival. Todo o corpo docente do Lagos Jazz 2009 é parte integrante do corpo docente da escola Superior de Música e Artes do espectáculo do Instituto Politécnico do Porto ESMAE - Instituto Politécnico do Porto.

Este evento volta a contar novamente com a iniciativa "Jazz na Rua" (datas e locais a designar) com The Messy Band.

Informação completa em http://www.lagosjazz.com.

Publicado por António Branco às 08:02 AM | Comentários (0) | TrackBack

EXPOSIÇÃO "A CASA DO JAZZ" NA TREM AZUL

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Até ao próximo dia 31 de Agosto está patente na Trem Azul Jazz Store (rua do Alecrim, 21A, ao Cais do Sodré, em Lisboa) a exposição "A Casa do Jazz", da autoria de Carlos Miguel.

No texto de apresentação da iniciativa poder ler-se que "O Carlos Miguel é arquitecto. Não sei o que nele começou primeiro: a paixão pela arquitectura, pelos desenhos e pela pintura é antiga, mas o Jazz é também um persistente enamoramento. Nele o Jazz, a arquitectura, o desenho e a pintura convivem como amigos de sempre. Os desenhos e as pinturas que agora nos mostra testemunham esta forte amizade. E esta mostra é, sobretudo, uma festa de amigos: uns, estoicamente fixados na parede, não sendo deste mundo, são eternos; os outros somos nós, os que aqui nos reunimos à volta desta música tão livre como a liberdade. O Carlos Miguel trouxe para esta festa alguns dos músicos que passam a vida lá em casa. Nós, os amigos, aqui estamos, para com ele partilharmos a alegria e o sentimento que o Jazz nos transmite." (José Teófilo Duarte)

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agosto 10, 2009

JOÃO PAULO EM ENTREVISTA

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João Paulo

João Paulo é um dos mais conceituados pianistas portugueses de jazz. Já este ano lançou "Scapegrace", com o trompetista texano Dennis González, e "White Works", disco a solo onde o pianista trabalha repertório de Carlos Bica. O "Improvisos Ao Sul" falou com ele.

Para além da bem conhecida amizade e cumplicidade musical que o liga a Carlos Bica, como surgiu a ideia de fazer um disco baseado na música dele? É uma ideia antiga?
Sim, é uma ideia antiga, do Carlos. O disco "Diz", (de 2001, se não estou em erro) incluía uma composição do Carlos Bica para piano solo. Lembro-me de já nessa altura ele exprimir o desejo (ainda vago) de produzir um disco com composições dele tocadas por mim, a solo. A ideia terá depois amadurecido com o tempo e, há cerca de dois anos, o Carlos fez-me a proposta concreta e começamos a trabalhar no projecto.

Qual foi o critério então utilizado para a escolha do repertório a incluir no disco? Foi uma decisão sua ou trabalhada em conjunto com ele?
Trabalhámos em conjunto. O Carlos foi trazendo resmas de composições para cima do piano, eu fui tocando; e o repertório foi-se clarificando progressivamente, por filtragem, ou filtragens, sucessivas. O objectivo era o de chegar a um conjunto de peças o mais harmonioso possível.

Os dois partilham um universo musical com evidentes pontos de contacto, designadamente através da acentuada componente melódica e da exploração de uma certa dimensão poética. Concorda com esta ideia?
De certa maneira, sim. Quanto à partilha e aos pontos de contacto, concordo, claro. Só que a afinidade vai para além deste ou daquele aspecto da música, seja a melodia, ou não. Acho mais simples dizer que se trata de um caso de verdadeira amizade musical, de cada um gostar de ouvir a música do outro.

Quais são então os traços essenciais da música de Carlos Bica com que mais se identifica?
Eu gosto muito, mesmo muito, da música do Carlos Bica mas isto não quer dizer que me identifique com ela. Não me lembro de nenhuma composição do Carlos que pudesse ter sido composta por mim. E quando escuto uma composição dele, vejo a cara dele, não vejo a minha.

Achei particularmente conseguida a sua expressão “aqui toca-se a solo com o outro”...
Sem aprofundar muito o lado paradoxal da ideia, que é o de tocar com a ausência do parceiro, com as marcas deixadas por quem não está, etc. diria que o tocar com alguém a solo, neste caso, também se refere muito prosaicamente ao modo como o disco foi gravado; aqui o compositor estava fisicamente presente, na qualidade de produtor discográfico, activo , intervindo com comentários e sugestões. No caso de um disco de Bach, por exemplo, isto não seria possível.

Mas o que há efectivamente de João Paulo neste disco? O que acrescentou? As três improvisações que juntou são espelho disso?
A improvisação está presente ao longo do disco, sob diversas formas, desde a improvisação livre, caso das três peças que vêm assinadas por mim, até à forma mais "clássica" das variações sobre um tema, próxima do tratamento dado habitualmente a um standard de jazz. Também há casos de "pura interpretação" em que as notas são todas escolhidas pelo Carlos Bica, "A Princesa e o Lago" por exemplo. Mas mesmo aqui terei deixado a minha marca, para o bem ou para o mal. No momento de tocar, é também a vida do intérprete que se faz ouvir nas linhas traçadas pelo compositor. Um pouco (não totalmente, mas um pouco) como o retratista que traça as linhas de um outro rosto. Não é autor do rosto mas autor do traço.

Certa vez, em entrevista, o Carlos Bica disse-me que “todo o músico tem interesse em estar em permanente movimento, tem necessidade de ser constantemente surpreendido”. Partilha desta convicção?
Se não entrarmos em pormenores e distinções quanto ao tipo de movimento, velocidade, distância percorrida e outras miudezas, sim, concordo que a experiência musical contribui bastante para inculcar a convicção anti-platónica de que o ser é, na verdade, movimento.

Associa-se muitas vezes a música de ambos a uma certa noção de “portugalidade”. Assume isso? Incorpora essa vertente? É algo deliberado ou que surge espontaneamente no processo criativo?
A “portugalidade”, sinto-a como uma característica do corpo. Do corpo que fala, canta, toca…e, assim sendo, «português» nomeia certas qualidades básicas do instrumento, do corpo como instrumento. É portanto uma condição, para não dizer uma fatalidade. Em determinado ponto da existência terei conseguido aceitar essa condição de «português»; julgo que o Carlos Bica também.

Alguma vez se confrontou com a possibilidade de gravar este disco de leituras de peças de Bica com outro tipo de formação?
Está talvez a pensar em orquestrações ou versões para quarteto de cordas, por exemplo...

Por exemplo...
Ainda não, mas pode vir a acontecer. Falou-se, em tempos, de um projecto com uma banda filarmónica que depois não se concretizou…

Jogando com o nome do disco: a música de Bica é "branca"?
O título foi, confesso, uma proposta minha. Não que a música seja, simplesmente, branca…a certa altura, reparei que, nos títulos que o Carlos dava as peças, a ideia de "branco" aparecia recorrentemente, quer na própria palavra "White Wall", "White Vivace", quer nas conotações da palavra "A Infanta Defunta", "Iceland"…e então lembrei-me de propor este traço comum, o nome da cor. Também teve algum peso na decisão por White Works o reparar na homofonia com o título do célebre poema «The White Birds» de W. B. Yeats.

“White Works” é o seu segundo trabalho a solo lançado em apenas 2 anos (depois de “Memórias de Quem”, em 2007). Será este o contexto que prefere para melhor veicular a sua personalidade musical?
A haver preferência, não é da minha parte. O solo é apenas uma das vias de expressão possíveis.

Presumo que não se considere um músico de jazz, na mais redutora acepção da expressão. Como se posiciona esteticamente, enquanto músico e compositor?
Sinto-me bastante desarmado para responder…os nomes de estilos e tendências só me fazem sentido enquanto histórias, não enquanto sistemas fixos. O melhor que consigo arranjar para nomear algo central naquilo que faço é «improvisação», palavra fugitiva, admito, que diz muito do processo criativo e nada da obra propriamente dita. Mas este dizer pouco agrada-me e inspira-me confiança.

Tem estado em grande actividade. Já este ano lançou “Scapegrace”, com o trompetista texano Dennis González. Já tem planos sobre o que vai fazer nos próximos tempos?
Sim, planos e esperanças. No próximo ano lectivo vai, em princípio, intensificar-se a minha actividade como professor na Escola Superior de Música de Lisboa, que abriu este ano uma licenciatura em Jazz. Continuarão os concertos a solo, em trio etc.. hei-de levar a cabo, em breve, um projecto com a OJM; também têm vindo a crescer as colaborações com gente mais jovem, e espero que a tendência se mantenha.

[O Improvisos Ao Sul deve um agradecimento especial à Raquel Lains por ter proporcionado esta entrevista.]

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agosto 09, 2009

JOSÉ DUARTE NA RÁDIO

Na emissão deste domingo do programa "A Menina Dança?" poderemos escutar Adriana, Frank Sinatra, Julie London, Claude Nougaro, China Moses, Tony Bennett/Bill Evans, Ernestine Anderso/George Shearing, Tierney Sutton, Ann Hampton Callaway, Melody Gardot. A Menina Dança? é um programa de José Duarte que vai para o ar na Antena 1, aos domingos, das 23h10h às 24h00.

Nas emissões desta semana do programa "Cinco Minutos de Jazz", vai estar em destaque Julian Arguelles (segunda, 10), Julian Arguelles (terça, 11), Enrico Rava (quarta, 12), Enrico Rava (quinta, 13) e Akiko Pavolka (sexta, 14), Cinco Minutos de Jazz é um programa de José Duarte que vai para o ar na Antena 1, de segunda a sexta às 22h50 e às 03h50.

Na região de Beja, a Antena 1 pode ser escutada em 87.7 FM (em Mértola 90.9 FM).

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agosto 08, 2009

AQUI JAZZ + UM TOQUE DE JAZZ NA ANTENA 2

Hoje na Antena 2 há "Aqui Jazz", programa da autoria de José Navarro de Andrade. Não foi disponibilizada informação sobre os conteúdos a serem emitidos. "Aqui Jazz" vai para o ar aos sábados entre as 23h04 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM e Mértola 92.2 FM).

Amanhã será a vez do programa "Um Toque de Jazz" com Concertos Portugueses (2) – A cantora norte-americana Sheila Jordan com o trio de Filipe Melo (piano), Bernardo Moreira (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria), numa actuação realizada no Hot Clube de Portugal (Lisboa) em 8 de Outubro de 2008 (2ªParte). "Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos domingosentre as 23h04 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM e Mértola 92.2 FM).

Webcast: http://tv1.rtp.pt/wportal/popups/player.php?canal=2
Arquivos: http://tv1.rtp.pt/wportal/multimedia/programa.php?prog=1126&from_iframe=on

Emissão on-line: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

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FESTIVAL JAZZ.PT #2 EM SETEMBRO

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Nos fins-de-semana de 3 a 5 e de 10 a 12 de Setembro terá lugar a segunda edição do festival da revista jazz.pt, a única publicação regular sobre jazz em Portugal e a com maior longevidade desde que se fala desta música em Portugal.

A oferta musical cobrirá uma larga variedade de abordagens do jazz, procurando subir para um patamar mais elevado: além dos concertos no jardim e no bar do Hot Clube de Portugal, em Lisboa, ocupará três locais da cidade de Évora, a Praça do Giraldo, o Teatro Garcia de Resende e o Espaço Celeiros. Estão previstas 15 actuações, juntando músicos jovens e consagrados, oito lançamentos de novos discos e três apresentações de álbuns a editar brevemente no circuito internacional.

A jazz.pt conterá no seu número 26 uma extensa secção exclusivamente às formações que participam no festival.

Aqui fica o cartaz do festival jazz.pt #2:


LISBOA
Hot Club de Portugal
(22h00 Jardim; 24h00 Bar)

3 de Setembro (quinta)
22h00 Alberton Pinton /Jonas Kullhammar Quartet
24h00 Alípio C Neto & Angelo Olivieri – Quintetto Harafè

4 de Setembro (sexta)
22h00 Jeffery Davis Quartet
24h00 Rodrigo Amado Motion Trio

5 de Setembro (sábado)
22h00 Big Band da Nazaré
24h00 Mikado Lab

10 de Setembro (quinta)
22h00 Nuno Costa Quinteto
24h00 Jorge Moniz Quarteto
Júlio Resende International 4tet
com Ole Morten Vagan

11 de Setembro (sexta)
22h00 LUME
24h00 Nobuyasu Furuya Trio

12 de Setembro (sábado)
22h00 Ricardo Luppi`s “Murmure”
24h00 João Lencastre’s Communion

ÉVORA
Praça do Giraldo (19h00)
Teatro Municipal Garcia Resende (22h00)
Espaço Celeiros (23h00 e 24h00)

3 de Setembro (quinta)
19h00 Combo da Universidade de Évora
23h00 Jam Session

4 de Setembro (sexta)
22h00 Big Band da Nazaré
24h00 Alípio C Neto & Angelo Olivieri – Quintetto Harafè

5 de Setembro (sábado)
22h00 João Lencastre’s Communion
24h00 Alberton Pinton /Jonas Kullhammar Quartet

10 de Setembro (quinta)
19h00 Combo da Universidade de Évora
23h00 Jam Session

11 de Setembro (sexta)
22h00 Paulo Gaspar and Friends “Tributo a Benny Goodman”
24h00 Ricardo Luppi`s “Murmure”

12 de Setembro (sábado)
22h00 LUME
24h00 Jeffery Davis Quartet

Informação completa em http://www.jazz.pt/festival.

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agosto 07, 2009

CARLOS "ZÍNGARO" EM ITÁLIA

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Carlos “Zingaro”

O consagrado violinista, improvisador e experimentador português Carlos "Zingaro" vai estar presente no Roccella Jazz Festival 2009, integrando uma formação liderada pelo pianista Gianni Lenoci, que apresentará o espectáculo "Panji (Sacred Dances)".

Tocam Gianni Lenoci (piano), Carlos “Zingaro” (violino), Benat Achiary (voz), Joelle Leandre (contrabaixo), Marcello Magliocchi (bateria, percussão) e Norontako Bagus Kentus (danças de Java).

O concerto realiza-se em Martone, Reggio Calabria -, no próximo dia 18 de Agosto, pelas 21h30.

Publicado por António Branco às 11:17 AM | Comentários (0) | TrackBack

ANGRAJAZZ 2009

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Já é conhecido o cartaz do Angrajazz 2009, prestigiado festival que se realiza em Angra do Heroísmo nos dias 2, 3 e 4 de Outubro.

O programa dos concertos é o seguinte:

2 de Outubro (sexta-feira)

21h30 - Orquestra Angrajazz com Hugo Alves

23h30 - Jane Monheit Quarteto

3 de Outubro (sábado)

21h30 - Mário Laginha Quarteto

23h30 - Henry Texier Strada Sextet

4 de Outubro (domingo)

21h30 - Chano Domínguez Trio

23h30 - Charles Lloyd New Quartet

Mais informação em http://www.angrajazz.com.

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agosto 06, 2009

JAZZ ÀS 5AS NO CCB HOJE COM KRIS DAVIS

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Prossegue esta quinta-feira no Centro Cultural de Belém (CCB) a iniciativa "Jazz às 5ªs", que todas as quintas-feiras, a partir das 22h00, leva jazz à Cafetaria Quadrante. Este espaço transforma-se então em clube de jazz, com uma programação diversificada pensada por Pedro Costa e Ilídio Nunes (da Trem Azul).

Hoje será a vez de podermos escutar a pianista Kris Davis a solo.

"A pianista Kris Davis oferece-nos uma música caleidoscópica, em constante movimento, fluida, sem fazer concessões ao óbvio e ao fácil, mas ainda assim capaz de conquistar plateias inteiras. Que o jazz de Nova Iorque está em ebulição já sabia quem atenta no que por lá se passa, mas se quisermos falar de autênticas surpresas aí a acontecer por estes dias temos de referir um nome em especial: Kris Davis. 2008 foi o ano da consagração desta pianista, compositora e improvisadora nascida no Canadá, devido ao lançamento de dois discos magistrais, ambos editados na Península Ibérica: Rye Eclipse (pela editora espanhola Fresh Sound New Talent) e Fiction Avalanche (pela portuguesa Clean Feed). A generalidade da crítica internacional não tem sido contida no elogio ao refrescamento desta área musical trazido pelo surgimento em cena desta extraordinária performer, falando-se muito em especial do seu “espírito de aventura”." (texto da organização)

A entrada é livre.

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agosto 05, 2009

GRANULAR APRESENTA O DUO ULHER/SANTOS

A Granular apresenta no próximo dia 7 de Agosto (sexta-feira), pelas 22h00, na galeria arthobler/livraria lerdevagar (Rua Rodrigues de Faria - LX Factory, em Lisboa), Lisboa um concerto com a trompetista Birgit Ulher e o manipulador de electrónica Carlos Santos.

Um encontro inusitado entre dois improvisadores esteticamente próximos que abordam conceitos de "near silence" em contexto electroacústico. Birgit Ulher trabalha o corpo do trompete e o sopro, na produção de texturas e sinais que formam uma gramática sonora muito pessoal dentro das actuais correntes da música improvisada e experimental. Tem colaborado com inúmeros músicos, destacando-se o quarteto UNSK, com Martin Küchen, Lise-Lott Norelius e Raymond Strid, e o trio PUT, com Ulrich Phillipp e Roger Turner. Carlos Santos é um músico experimental ligado à electrónica desde o início da década de 1990, trabalhando com software criado por si próprio em Max/MSP. Utiliza elementos piezo-eléctricos, microfones, gravações de campo ou electrónica abstracta como geradores de sinal, modelados ao vivo com o objectivo de criar uma linguagem específica e interventiva. O seu percurso tem passado igualmente por numerosas parcerias, em especial com Ernesto Rodrigues e no duo de electrónica improvisada Vitriol, com Paulo Raposo. Ulher e Santos têm um CD em trio com Ernesto Rodrigues, "Doppelgänger" (Creative Sources, 2007).

A entrada custa € 5.

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JAZZ EM AGOSTO - SEGUNDA PARTE

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Começa amanhã a segunda parte do Jazz em Agosto na Fundação Calouste Gulbenkian - que se prolonga até domingo, sob o conceito Ícones e Inovadores. O evento volta a apresentar personalidades do jazz contemporâneo que têm forjado novas linguagens e novas identidades, ao longo do último quarto de século.

O Jazz em Agosto volta a exibir um conjunto de propostas judiciosamente escolhidas, procurando efectuar uma selecção da realidade do jazz que abre novos caminhos. A programação contempla o berço do jazz, os Estados Unidos da América, mas não só, acreditando num novo equilíbrio mundial em matéria de jazz e de música improvisada.

Aqui fica o programa da segunda parte do Jazz em Agosto:

6 de Agosto (quinta-feira, 21h30, Anfiteatro ao Ar Livre)
Dave Douglas & Brass Ecstasy (EUA)
Dave Douglas (trompete), Vincent Chancey (trompa), Marcus Rojas (tuba), Luis Bonilla (trombone), Nasheet Waits (bateria)

"Estreado em 2005 no Festival of New Trumpet Music de Nova Iorque e consagrando-se no Chicago Jazz Festival 2008, este novo projecto de Dave Douglas, uma brass band, evoca o trompetista Lester Bowie na sua Brass Fantasy, grupo de referência nos anos 1980/90, bem como o actual presidente dos E.U.A, na composição Barack Obama, revelando aqui a sua consciência política. Músico de referência no jazz actual com ilustre carreira e receptor de inúmeras distinções, Dave Douglas considera igualmente importante celebrar os predecessores do trompete jazz e explorar os legados de Otis Redding, Marta Wainwright, John Mayer, Missy Elliott e das antigas brass bands. Quatro instrumentos extensivos da voz humana por excelência, acrescidos de bateria e que, tocados por músicos exímios, traduzem um espírito de música pura." (texto da organização)

7 de Agosto (sexta-feira, 18h30 - Auditório Dois)
Peter Evans (EUA)
solo trompete

"O mundo do jazz e da improvisação já assinalou Peter Evans (n. 1981), revelado por Evan Parker, como trompetista de excepção. Membro da comunidade musical de Nova Iorque, desde 2003, cidade para onde se deslocou depois de uma graduação em trompete clássico no Oberlin Conservatory of Music, Ohio, tal como Evan Parker, este trompetista adapta técnicas multifónicas e de sopro contínuo, ultrapassando, contudo, a similaridade, oferecendo a sua visão enciclopédica e fracturada da história do jazz com um virtuosismo em nada gratuito." (texto da organização)

7 de Agosto (sexta-feira, 21h30 - Anfiteatro ao Ar Livre)
Buffalo Collision (EUA)
Tim Berne (saxofone alto), Ethan Iverson (piano), Hank Roberts (violoncelo), Dave King (bateria)

"Buffalo Collision é o mais improvável super grupo, reunindo dois terços do trio The Bad Plus, Ethan Iverson e Dave King, e dois singulares e já consagrados improvisadores, Tim Berne e Hank Roberts, da cena vanguardista de Nova Iorque, desde 1980. Juntando duas gerações, o efeito de colisão do quarteto, confortável, assinale-se, é moldado no instante a partir de material improvisado, sem prévia composição. Tendo marcado o Festival de Jazz de Saalfelden 2008, Áustria, o quarteto, em supremo equilíbrio, dilata o tempo e o espaço, combinando, com sabedoria, liberdade e ordem." (texto da organização)

8 de Agosto (sábado, 15h30 - Auditório Três)
"Escalator Over the Hill" (EUA), filme de Steve Gebhardt (1970-71)

"As sessões de gravação em estúdio da obra consagrada de Carla Bley e Paul Haines, «Escalator Over The Hill», uma jazz-opera, filmadas por Steve Gebhardt deram a conhecer o processo criativo de trabalho dos músicos intervenientes. Trata-se de um filme que levou 30 anos a ser concluído, estreando-se em 1999 no Festival de Cinema de Locarno. O histórico elenco das sessões com Jack Bruce, Don Cherry, Don Preston, Sheila Jordan, Charlie Haden, John McLaughlin, Jeanne Lee, Michael Mantler, Roswell Rudd, Howard Johnson, Paul Motian e LeRoy Jenkins, entre outros, confere ao documento uma extraordinária importância." (texto da organização)

8 de Agosto (sábado, 18h30 - Auditório Dois)
Franziska Baumann + Matthias Ziegler (Suiça)
Franziska Baumann (voz, electrónica, sensorlab), Matthias Ziegler (flauta, flauta baixo, flauta contrabaixo, loops)

"a relação ancestral da voz e instrumentos de sopro se baseia este original tandem que integra um tratamento electrónico pouco usual e sofisticado, explorando novas possibilidades no seu campo. As metamorfoses musicais que se produzem a dois, no acto e na resposta, na criação de espaços, na catadupa de sons e formas, recriam zonas polifónicas, tensões aurais, landscapes e novos horizontes de som." (texto da organização)

8 de Agosto (sábado, 21h30 - Anfiteatro ao Ar Livre)
Peter Evans Quartet (EUA, Colômbia)
Peter Evans (trompete, trompete piccolo), Ricardo Gallo (piano), Tom Blancarte (contrabaixo), Kevin Shea (bateria)

"Outra dimensão de Peter Evans, o trompetista revelação, na qual a sua sintonia pelo cancioneiro do jazz é mais evidente, subvertendo-o, contudo, com densas e labirínticas estruturas. A linguagem do quarteto, vital e hiperactiva, é, no entanto, reconhecível, fluxo equilibrador entre o composto e o improvisado. Jazz exploratório e irreverente de uma nova geração que começa a afirmar-se com autoridade." (texto da organização)

9 de Agosto (domingo, 15h30 - Auditório Três)
"Imagine the Sound" (Canadá) filme de Ron Mann (1981)

"«Imagine the Sound» (1981), de Ron Mann, articula entrevistas e actuações de Cecil Taylor, Paul Bley, Archie Shepp e Bill Dixon, figuras maiores da renovação do jazz nos anos 1960, tendo obtido o prémio de «Winner Best Documentary» no Chicago International Film Festival. Realizado quando Ron Mann tinha 23 anos e fora dos clichés do género, o filme é um poderoso documento que homologa o pensamento de uma geração de músicos hoje consagrados e que fizeram avançar decisivamente a linguagem." (texto da organização)

9 de Agosto (domingo, 18h30 - Auditório Dois)
Propagations (França)
Marc Baron (saxofone alto), Bertrand Denzler (saxofone tenor), Jean-Luc Guionnet (saxofone alto), Stéphane Rives (saxofone soprano)

"Um quarteto de saxofones com atitude cirúrgica, renegando qualquer catarse ou paroxismo num discurso que redefine o papel do instrumento neste contexto. A nenhum músico se concede preponderância e o sopro colectivo em delicado equilíbrio tonal desenha uma sucessão de modulações. Belamente estruturada, a música deste grupo, improvisada, é profunda e insinuante no seu reducionismo." (texto da organização)

9 de Agosto (domingo, 21h30 - Anfiteatro ao Ar Livre)
Bill Dixon with Exploding Star Orchestra (EUA)
Bill Dixon e Rob Mazurek (trompete, composição), John Herndon (bateria), Damon Locks (voz), Josh Abrams (contrabaixo), Jeff Parker (guitarra eléctrica), Nicole Mitchell (flauta, voz), Jebb Bishop (trombone), Jason Adasewicz (vibrafone, carrilhão), Matt Lux (baixo eléctrico), Matt Bauder (clarinete baixo, saxofone tenor), Mike Reeed (bateria, tímpano).

"Prolífero músico da cena de Chicago, mentor de vários projectos, alguns apresentados no Jazz em Agosto (Chicago Underground Quartet, Mandarin Movie), Rob Mazurek instituiu esta orquestra em 2005. Em 2006, no Festival de Jazz de Guelph, Canada, a orquestra serviu de veículo ao lendário Bill Dixon que lhe atribuiu novas dimensões. Transposta para disco em 2008, esta marcante associação, de imediato reconhecida, caleidoscópica, multidireccional e em constante mutação, encerra condignamente o Jazz em Agosto 2009." (texto da organização)

Informação completa em: http://www.musica.gulbenkian.pt/jazz.

Publicado por António Branco às 07:42 AM | Comentários (0) | TrackBack

A SEMANA NO HOT

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O Hot Clube de Portugal (Praça da Alegria, 39 - Lisboa) apresenta amanhã, sexta e sábado o Mikado Lab, com Ana Araújo (teclados),André Matos (guitarra), Pedro Gonçalves (baixo) e Marco Franco (bateria).

O Hot Clube está aberto de terça a sábado, das 22h00 às 02h00, e que os concertos têm duas partes sendo a primeira das 23h00 às 24h00 e a segunda das 00h30 à 01h30.

Mais informação sobre o Clube pode ser adquirida através da consulta em http://www.hotclubedeportugal.org, http://pt.wikipedia.org/wiki/Hot_Clube_de_Portugal ou http://www.myspace.com/hotclubedeportugal.

Publicado por António Branco às 07:05 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 04, 2009

JAZZ EM AGOSTO - BREVES NOTAS (I)

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George Lewis (foto cortesia de Joaquim Mendes/FCG)

O Jazz em Agosto é um festival único. O apertado critério de selecção dos projectos a apresentar em cada ano - que primam em grande medida pela qualidade e pela actualidade - e um público sequioso de novas descobertas musicais são imagens de marca de um evento que cumpre este ano a sua 26.ª edição. Desdobrando-se em entrevistas e declarações, o incontornável programador Rui Neves lá vai procurando passar a mensagem, tantas vezes debatendo-se com perguntas do género "por que razão este ano não há músicos portugueses?" (ainda assim uma indagação com o seu quê de plausível...) ou "o que faz ali um laptpop?" (esta a roçar a ignorância total)... Tendo por lema "Ícones e Inovadores", o Jazz em Agosto voltou a apostar este ano num conjunto de figuras que têm forjado linguagens próprias, sempre nas franjas do jazz, remetendo para territórios sonoros de cada vez mais difícil definição, subvertendo catalogações e diluindo fronteiras, disposto, como nenhum outro evento no nosso país.

Este ano, a abertura do Jazz em Agosto coube ao projecto Sequel, do trombonista e improvisador George Lewis e dedicado ao trompetista Lester Bowie. Ensemble experimental electroacústico - de "improvisadores cibernéticos", como têm sido descritos, - estreado em 2004 no New Jazz Meeting de Baden-Baden, teve nesta ocasião a sua segunda apresentação pública. E aqui parece ter estado o principal problema. Dominado pelas sucessivas camadas electrónicas processadas e injectadas pelos vários músicos, ora mais fluidas ora adquirindo maior densidade, o som final acabou por parecer algo deslaçado, talvez devido a pouco tempo de preparação... As ideias boas que foram aqui e ali brotando não conheceram - regra geral - o melhor aproveitamento. De entre a massa disforme que ganhava, a espaços, contornos mais definidos, nasceram intervenções de interesse desigual. De entre os pontos positivos, destaco a prestação de Miya Masaoka no koto (que teve momentos de brilhantismo quando complementada pelo guitarrista Jeff Parker, já no final do concerto) e de Guillermo E. Brown na bateria, que acrescentaram organicidade ao conjunto. George Lewis utilizou pouco o trombone e quando isso aconteceu fê-lo da forma nada convencional que lhe conhecemos. Já Kaffe Matthews e Ulrich Muller foram inconsequentes. Siegrfried Rossert, no baixo eléctrico, chegou a ser infeliz... A DJ Mutamassik só no final deu um ar da sua graça. O resultou soube a pouco, resvalando mesmo, em alguns momentos, para a monotonia criativa.

No domingo à tarde ouvimos George Lewis dissertar sobre os quase 45 anos de história da seminal AACM – Association for the Advancement of Creative Musicians, criada em 1965, em Chicago. Baseado no seu magistral “A Power Stronger Than Itself – The AACM and American Experimental Music”, Lewis abordou os vectores essenciais que nortearam o processo de criação da associação – em especial os motivos que levaram à não inclusão da palavra jazz nem no seu nome nem nos documentos promocionais –, assim como as principais fases do seu desenvolvimento. Destacou também o papel desempenhado por Muhal Richard Abrams, Anthony Braxton, Joseph Jarman, Roscoe Mitchell, Steve McCall e pelo Art Ensemble of Chicago, a forte ligação à capital francesa, as diferenças face à cena free jazz nova-ioquina, entre outros aspectos históricos relacionados com a contribuição da AACM para a promoção da música experimental de matriz afro-americana ao longo das últimas quatro décadas.

Ao final da tarde de domingo actuou o projecto Rough Americana e à noite Lawrence D. "Butch" Morris conduziu a Nublu Orchestra. Depois de três dias para respirar, o Jazz em Agosto regressa já esta quinta-feira.

Publicado por António Branco às 10:50 AM | Comentários (0) | TrackBack

TREM AZUL SUMMER PARTY

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Jeff Parker

É já amanhã (dia 5), pelas 21h30, que tem a lugar habitual Summer Party da Trem Azul Jazz Store (rua do Alecrim, 21A, ao Cais do Sodré, em Lisboa), que este ano apresenta como protagonista o guitarrista Jeff Parker, uma das mais emblemáticas figuras da cena musical interestilística de Chicago.

Parker vai mostrar por que motivo está envolvido nos projectos mais díspares, indo do hard bop e do avant jazz ao experimentalismo electroacústico, com passagem pelo rock, o hip-hop, o dub ou a música de câmara. Na Chicago Underground Orchestra de Rob Mazurek ou nos Tortoise, colaborando com Ken Vandermark ou ao serviço de George Lewis, este é um singular músico que, apesar de multifacetado e extremamente flexível, tem uma voz e um som que são apenas seus.

Publicado por António Branco às 09:05 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 03, 2009

NOVIDADES EM JAZZ XXI

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Há novidades em Jazz XXI, sítio do Paulo Barbosa:

- Álbuns onrigatórios: Parte 1 - EUA, 1925-1961;

- Actualização (relativa aos meses de Julho e Agosto) da Lista do mês;

- Programa do 11º Angrajazz.

É só ir aqui: http://jazzxxi.pt.to.

Publicado por António Branco às 06:07 PM | Comentários (0) | TrackBack

MÚSICAS NO PLURAL 03 AGO 09

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Músicas no Plural - Um programa de Rui Neves com edição de Tiago Jónatas, que se encontra disponível no site do Serviço de Música da Fundação Calouste Gulbenkian.
Edição de 03 de Agosto de 2009

"Sexta e última emissão dedicada ao Jazz em Agosto 2009: o quarteto de saxofones Propagations que explora, sobretudo, texturas, ignorando processos de catarse ou paroxismo típicos do free jazz e onde não há composições nem intervalos, tudo se processando em discurso contínuo e em modulações sucessivas; Bill Dixon e a Exploding Star Orchestra, grupo emblemático de Chicago, hoje, reunindo um escol de músicos da cidade, criado e dirigido por Rob Mazurek: a memória do seu único disco de 2008 a ser revivificada no derradeiro concerto do Jazz em Agosto 2009."

Para descarregar, aqui.

Publicado por António Branco às 09:42 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 02, 2009

JOSÉ AFONSO - 80 ANOS

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Se fosse vivo, José Afonso completaria hoje 80 anos...

A toda a parte Chegam os vampiros
Poisam nos prédios Poisam nas calçadas
Trazem no ventre Despojos antigos
Mas nada os prende Às vidas acabadas

São os mordomos Do universo todo
Senhores à força Mandadores sem lei
Enchem as tulhas Bebem vinho novo
Dançam a ronda No pinhal do rei

Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada

Palavras sábias e com total actualidade...

Publicado por António Branco às 09:29 AM | Comentários (1) | TrackBack

JOSÉ DUARTE NA RÁDIO

Na emissão deste domingo do programa "A Menina Dança?" poderemos escutar Adriana, Frank Sinatra, Maria Berasarte, Louis Armstrong, Louis Jordan, Jamie Cullum, Michael Bublé, Marylin Monroe, Sara Lazarus, Elizabeth Kontumanon, Perry Como e Lena Horme. A Menina Dança? é um programa de José Duarte que vai para o ar na Antena 1, aos domingos, das 23h10h às 24h00.

Nas emissões desta semana do programa "Cinco Minutos de Jazz", vai estar em destaque Roberto Magris (segunda, 3 de Agosto). Roberto Magris (terça, 4 de Agosto), Daniel Levin (quarta, 5 de Agosto), Grant Green (quinta, 6 de Agosto) e Rodrigo Amado (sexta, 7 de Agosto), Cinco Minutos de Jazz é um programa de José Duarte que vai para o ar na Antena 1, de segunda a sexta às 22h50 e às 03h50.

Na região de Beja, a Antena 1 pode ser escutada em 87.7 FM (em Mértola 90.9 FM).

Publicado por António Branco às 08:10 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 01, 2009

AQUI JAZZ + UM TOQUE DE JAZZ NA ANTENA 2

Hoje na Antena 2 há "Aqui Jazz", programa da autoria de José Navarro de Andrade. Não foi disponibilizada informação sobre os conteúdos a serem emitidos. "Aqui Jazz" vai para o ar aos sábados entre as 23h04 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM e Mértola 92.2 FM).

Amanhã será a vez do programa "Um Toque de Jazz" com Concertos Portugueses (1) – A cantora norte-americana Sheila Jordan com o trio de Filipe Melo (piano), Bernardo Moreira (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria), numa actuação realizada no Hot Clube de Portugal (Lisboa) em 8 de Outubro de 2008 (1ªParte). "Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos domingosentre as 23h04 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM e Mértola 92.2 FM).

Webcast: http://tv1.rtp.pt/wportal/popups/player.php?canal=2
Arquivos: http://tv1.rtp.pt/wportal/multimedia/programa.php?prog=1126&from_iframe=on

Emissão on-line: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

Publicado por António Branco às 08:03 AM | Comentários (0) | TrackBack