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julho 31, 2009

COMEÇA HOJE O JAZZ EM AGOSTO

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Arranca amannã a edição 2009 do Jazz em Agosto na Fundação Calouste Gulbenkian - que este ano decorrerá entre 1 e 9 de Agosto, sob o conceito Ícones e Inovadores. O evento volta a apresentar personalidades do jazz contemporâneo que têm forjado novas linguagens e novas identidades, ao longo do último quarto de século.

O Jazz em Agosto exibe um conjunto de propostas judiciosamente escolhidas, procurando efectuar uma selecção da realidade do jazz que abre novos caminhos. A programação contempla o berço do jazz, os Estados Unidos da América, mas não só, acreditando num novo equilíbrio mundial em matéria de jazz e de música improvisada.

Aqui fica o programa do primeiro dim-de-semana do Jazz em Agosto:

1 de Agosto (sábado 21h30, Anfiteatro ao Ar Livre )
George Lewis Sequel (EUA, Itália, Reino Unido, Alemanha)
George Lewis (trombone, laptop), Jeff Parker (guitarra eléctrica), Siegfried Rössert (contrabaixo, voz, laptop), Miya Masaoka (koto, laptop, electrónica), Kaffe Matthews (electrónica), DJ Mutamassik (gira-discos), Ulrich Müller (guitarra, laptop), Guillermo E. Brown (bateria, percussão, electrónica)

"Estreado no New Jazz Meeting 2004, em Baden-Baden, o projecto Sequel conhece, em concerto inaugural no Jazz em Agosto 2009, a sua segunda exposição pública. George Lewis, trombonista de excepção e que também cultiva, com autoridade, a expressão electroacústica, cria um híbrido que estabelece direcções estéticas diversas. O espírito da AACM de Chicago é, aqui, visível, fundamentando-se na época em que os músicos pertencentes a esta Associação se estabeleceram na Europa (1969), fugindo ao ostracismo no seu país e estabelecendo conexões com improvisadores da primeira geração europeia. Sequel é dedicado ao trompetista Lester Bowie, membro ilustre da AACM e do Art Ensemble of Chicago, que actuou no Jazz em Agosto 1987." (texto da organização)

2 de Agosto (domingo, 15h30, Auditório Três)
Conferência por George Lewis
Tema: "A Power Stronger than Itself / The AACM and American Experimental Music"

"Fundada em 1965, a AACM, Association for the Advancement of Creative Musicians de Chicago, adquiriu uma crescente reputação internacional. Seguindo o exemplo dos seus faróis Muhal Richard Abrams, Anthony Braxton, Art Ensemble of Chicago e Steve McCall, novas gerações encorparam o movimento, das quais surgiram nomes como o de George Lewis, em 1971, que foi compilando ao longo dos anos a obra «A Power Stronger than Itself/ The AACM and American Experimental Music», editada em 2008, cobrindo com monumentalidade em 690 páginas, um universo multicultural único nas suas relações com Nova Iorque e Paris, tema da conferência a proferir." (texto da organização)

2 de Agosto (domingo, 18h30, Auditório Dois)
Rough Americana (Itália, EUA)
DJ Mutamassik (gira-discos, gravador magnético, efeitos), Morgan Craft (guitarra preparada)

"O projecto Rough Americana estabelece um oásis de abstracção num universo onde nem tudo é samplado. Os seus oficiantes descrevem-no como uma mistura de folk egípcio e de pan africanismo com transmissões de rádio e televisão, notícias, hardcore punk, militarismo, encarando seriamente um processo de desconstrução musical e criando um território sónico radical, manifestação experimental na qual também se inscreve o activismo político de DJ Mutamassik e Morgan Craft." (texto da organização)

2 de Agosto (domingo, 21h30, Anfiteatro ao Ar Livre)
Nublu Orchestra condução ® Lawrence D. "Butch" Morris (EUA, Dinamarca, Suécia, Itália)
Lawrence D. «Butch» Morris (condução), Fabio Morgera (trompete), Jonathon Haffner (saxofone alto), Ilhan Ersahin (saxofone tenor), Ava Mendoza (guitarra), Doug Wieselman (guitarra, clarinete baixo), Thor Madsen (guitarra), J.A. Deane (samples em tempo real, electrónica), Juini Booth (contrabaixo), Michael Kiaer (baixo eléctrico), Kenny Wollesen (bateria)

"Nublu é um clube alternativo no Lower East Side de Nova Iorque, também sede de uma editora discográfica, onde se reúnem, regularmente em concerto, desde 2006, músicos residentes de origens variadas, que se submetem à visão de Butch Morris materializada no processo que inventou, a condução (Conduction ®). Vocabulário de sinais e gestos que activam, constroem ou modificam, em tempo real, uma composição ou arranjo musical, a condução sobrepõe-se a estruturas sociais e culturais, afirmando-se independente de estilo e categoria, pois os seus músicos tocam apenas o que sabem tocar, mas no seu melhor plano. Butch Morris estreia no Jazz em Agosto 2009 a sua obra Conduction ® Nº 186, Nublu 12, com uma formação diferente das anteriores desta orquestra de constituição variável." (texto da organização)

Informação completa em: http://www.musica.gulbenkian.pt/jazz.

Publicado por António Branco às julho 31, 2009 07:39 AM

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