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junho 23, 2009
POSTO DE ESCUTA
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The Flatlands Collective - "Maatjes" Jorrit Dijkstra (saxofone alto, lyricon, sintetizador analógico); James Falzone (clarinete); Jeb Bishop (trombone); Fred Lonberg-Holm (violoncelo, electrónica analógica); Jason Roebke (contrabaixo); Frank Rosaly (bateria, percussão) Chicago, 18 de Fevereiro de 2008 Quando, em 2002 se mudou para Boston, o saxofonista e manipulador de electrónicas holandês Jorrit Dijkstra já era um nome com créditos firmados na cena do jazz mais aventuroso e da música improvisada no seu país natal. Desde então, tem mantido estreitas colaborações com músicos norte-americanos. No caso presente do Flatlands Collective chama a si nomes cimeiros da cena de Chicago: James Falzone, Jeb Bishop, Fred Lonberg-Holm, Jason Roebke e Frank Rosaly. Apesar de claramente marcada pelo idioma do jazz, a visão musical de Dijkstra incorpora elementos muito diversos, que vão da referida tradição jazzística à música improvisada contemporânea, passando por correntes mais minimalistas e pelas electrónicas. Dijkstra é um devoto do lyricon, um instrumento de sopro electrónico dos anos 1970, cujas potencialidades continua a utilizar com bom gosto. O músico e compositor holandês mostra-se um cuidadoso arquitecto sonoro, dispondo as pedras num interplay pouco convencional. As simbioses instrumentais – aqui mais ásperas ali contemplativas – revelam-se através da sobreposição de camadas sonoras, da exploração da alargada paleta de recursos tímbricos ou de jogos contrapontísticos. Em “Mission Rocker” entrelaçam-se serpentes sonoras. Graciosa nos seus uníssonos e motivos melódicos, “Micro Mood” é uma jóia. “Partially Overdone” e “In D Flat Minor” são dominadas pelas texturas criadas pelo lyricon, pelo contrabaixo e pelo violoncelo (acolitado por uma panóplia de pedais de efeitos) e por uma percussão de relojoaria, sobre as quais pairam os sopros. Peça muito interessante é “Druil”, que, a dado passo, evolui para territórios épico-swingantes. “Maatjes 2” é uma peça de contornos mais coloridos que termina de forma belíssima. Mais fantasmagórica e sombria é “Phil´s Tesora”. Muito bom. (texto publicado na Jazz.pt n.º 24 (Mar/Abr 09) Publicado por António Branco às junho 23, 2009 09:21 AM |
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