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Adriana Miki
A propósito do lançamento do seu disco de estreia, intitulado "Sashimiki", o "Improvisos Ao Sul" falou com a cantora Adriana Miki.
É brasileira e descendente de japoneses. Tem a música no sangue?
Tenho a música no sangue mas não por ser brasileira. Meu pai é Físico mas apaixonado por música, cinema, literatura...e eu cresci sempre ouvindo muita música.A minha mãe cantava e tocava violão mas não profissionalmente. Não tive como escapar!!!
Em traços largos, faça-nos uma breve retrospectiva do seu percurso musical...
Comecei a cantar no coral da minha escola com 11 anos depois fui estudar num conservatório em São Paulo , paralelamente tinha aulas de canto lírico.Fazia também a escola de teatro profissional.
E o jazz? Como o descobriu?
Descobri pequena...meu pai não se cansava de ouvir Ella Fitzgerald, Carmen Mc Rae, Sarah Vaughan...Louis Armstrong...Doris Day(ninguém fala muito dela porque ela ficou mais consagrada como atriz mas canta muito bem) e ainda passávamos o final de semana assistindo todos aqueles filmes da época de ouro de Hollywood...
Quais as cantoras que elege como referências principais?
Ella Fitzgerald, Doris Day, Mahalia Jackson, Mercedes Sosa, Joan Baez, Dolores Duran (Vcs tem que ouvir a versão dela de My Funny Valentine),Elis Regina,Nana Caymmi...são tantas que eu ficaria aqui o dia todo!
Define-se como uma cantora de jazz ou este género é apenas parte do que faz?
Eu não gosto de limitar isso...Eu canto simplesmente....porque senão fico restrita a um estilo só e eu gosto de vários estilos. Posso cantar jazz, mpb...música francesa... O importante prá mim é que a música em si me diga alguma coisa.
Considera que o jazz cantado tem um maior poder para cativar públicos menos habituados à linguagem do jazz?
Depende de como ele é cantado.Claro que uma abordagem mais comercial e popular consegue cativar mais pessoas. É o caso de alguns artistas que apareceram recentemente.Isso também ajuda a promover o jazz , retirando assim a exclusividade da camada mais elitista.
Que importância atribui às palavras que canta?
Toda a importância! Cantar prá mim é como falar.É a minha conversa com o mundo!! Como posso cantar alguma coisa que não falaria?!
Fale-nos um pouco sobre o seu disco de estreia, “Sashimiki”.
É um disco eclético que traz muito das minhas influências.Desde as minhas raízes , ao Jazz.Foi a minha primeira experiência como compositora em dois temas além de ter tido o previlégio de estar rodeada por grandes músicos e principalmente meus amigos!
Está satisfeita com o resultado?
Estou...mas é claro que quando começo a pensar ...gostaria de ter feito algumas coisas de outro jeito...mas é sempre assim. Foi a minha primeira experiência e aprendi muito com ela.Já para o próximo disco já subo mais um degrau.
Como têm sido as reacções ao disco?
Estou muito feliz porque aonde quer que eu tenha apresentado o cd as pessoas gostam muito.
Está planeada alguma digressão de apresentação do disco?
Está sim! Leva algum tempo mas estamos trabalhando prá isso. Acabei de assinar um contrato com uma gravadora holandesa para lançar o disco na Europa porque até agora a minha gravadora americana ficava restrita aos Estados Unidos.E já temos uma turnê em Dezembro na Holanda.Estive no ano passado em Nova Iorque para alguns concertos. É possível voltar esse ano. Em Portugal temos agora no dia 17 de Julho um concerto no Olga Cadaval.
Publicado por António Branco às abril 21, 2009 06:00 AM
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