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Prossegue hoje no Conservatório Regional do Baixo Alentejo (CRBA) o Curso de Iniciação à História do Jazz, intitulado “Os Trilhos do Jazz”. A quinta sessão está marcada para logo à noite no Auditório Prof.ª Ernestina Pinheiro (CRBA, (Beja), pelas 21h30.
Esta quinta sessão do curso será subordinada ao tema "As Sequelas do Bebop: o Cool Jazz e o Hard-Bop.
Sinopse:
A década de 50 do século XX ficou marcada por contrastes sociais e políticos. O mundo vivia então sob a ameaça da Guerra-Fria e de um terrível holocausto nuclear. A “corrida ao espaço” estava no auge e acrescentava rivalidade entre o “mundo ocidental” e o bloco soviético… Nos Estados Unidos este foi um período de intensa luta pelos direitos civis e pela abolição de leis segregacionistas. Tinha então início uma era de domínio global da cultura americana nos meios de comunicação social (cinema, rádio, TV, música). No jazz os tempos eram de evolução. A revolução do bebop (nos anos 1940), constituiu um corte profundo com o jazz praticado nas décadas precedentes. Depois de ter seguido uma linha evolutiva quase contínua, o jazz transforma-se no final dos anos 1940, num “delta” de diferentes “sub-estilos”. Nos anos que se seguiram ao bebop, surgiram duas tendências estéticas fundamentais, senão antagónicas, pelo menos claramente opostas: o cool jazz e o hard-bop. Em Nova Iorque, no final dos anos 1940, um jovem músico de nome Miles Davis começava a definir as bases daquilo que viria a ser apelidado de jazz cool. Este estilo (e, posteriormente, o west coast jazz) incorporavam elementos mais delicados e descontraídos, mais influenciados pela música europeia e afastando-se do blues e da música negra (hot). Será igualmente abordada a chamada third-stream (literalmente a “terceira corrente”), movimento que surgiu no final da década de 1950 e procurou levar o jazz para além das suas fronteiras sem abdicar das suas características fundamentais – a improvisação e o swing –, numa aproximação à “música clássica”. O hard-bop foi, por seu turno, um movimento de reafirmação dos valores fundamentais da cultura negra afro-americana, os blues e os espirituais negros. Inspirou-se nos mesmos princípios rítmicos e harmónicos do bebop, mas desenvolveu-o em motivos mais simples e directos. Na década de 1950 surge outro nome absolutamente incontornável da história do jazz – John Coltrane –, que seria o “modelo” principal de todo o jazz que viria depois…
Recorde-se que este Curso está dividido em 8 sessões, com uma duração de cerca de 60 minutos cada. Pretende-se que os participantes adquiram conhecimentos na área do jazz: enquadramento histórico, principais correntes, músicos e discos mais marcantes, etc.. Esta iniciativa surge como uma oportunidade para reunir os apreciadores do jazz – e aqueles que o desejem vir a ser – e contribuir para uma sempre estimulante troca de conhecimentos e experiências sobre esta temática. No final de cada sessão semanal será aberta uma fase de discussão, em que os presentes poderão participar.
A entrada é livre.
Publicado por António Branco às fevereiro 12, 2009 06:51 AM
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