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setembro 30, 2008JAZZ FOR OBAMANuma altura em que a campanha presidencial norte-americana se prepara para entrar numa fase decisiva, multiplicam-se as iniciativas para angariação de fundos. Amanhã será a vez de em Nova Iorque ter lugar um concerto de jazz cujas receitas revertem para a campanha de Barack Obama. Subirão ao palco músicos como Roy Haynes, Hank Jones, Joe Lovano, Brad Mehldau, Kurt Elling, Roy Hargrove, Stefon Harris, Christian McBride e Dianne Reeves, entre muitos outros. Mais informação em: www.jazzforobama.com. |
SHEILA JORDAN NO MUDAS JAZZ SESSIONSRegressam as Mudas Jazz Sessions, no Centro das Artes - Casa das Mudas, na Calheta, ilha da Madeira, sob a incansável batuta do Paulo Barbosa. É já no próximo dia 3 de Outubro (sexta-feira) que actua a cantora Sheila Jordan, acompanhada por Filipe Melo (piano), Demian Cabaud (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria). Para mais informação sobre Sheila Jordan clique aqui. Para áudio e vídeo clique aqui | para informações sobre bilhetes clique aqui. |
LUSO SKANDINAVIAN AVANT MUSIC ORCHESTRA NO PORTOEsta noite (22h30) na Sala Suggia da Casa da Música (Porto), concerto com a Luso Skandinavian Avant Music Orchestra, um projecto que reúne músicos portugueses com os seus congéneres da Escandinávia. A direcção é do baterista Raymond Strid, um músico sueco que integrou o trio Gush com Mats Gustafsson e Sten Sandell. A formação é composta pelo já citado Raymond Strid (bateria, direcção), Sten Sandell (piano), Dave Stackenas (guitarra), Sture Ericson (saxofone), Per Zanussi (contrabaixo), Per-Ake Holmlander (tuba), Rodrigo Amado (saxofone), João Paulo (piano), Nuno Rebelo (guitarra), Ernesto Rodrigues (violino) e Gabriel Ferrandini (bateria). |
setembro 29, 2008GUIMARÃES JAZZ 2008De 10 a 22 de Novembro o belíssimo espaço do Centro Cultural Vila Flor (CCVF), recebe mais uma edição do Guimarães Jazz, um dos mais importantes certames jazzísticos do nosso país. O cartaz do festival da cidade-berço é o que se a seguir se apresenta: 13 de Novembro (quinta-feira, 22h00, grande auditório) 14 de Novembro (sexta-feira, 18h00, pequeno auditório) 14 de Novembro (sexta-feira, 22h00, grande auditório) "Saxofonista e compositor, Steve Coleman nasceu em Chicago, em 1956, onde fez a sua formação musical académica, mudando-se para Nova Iorque em 1978. Nesta cidade tocou em várias big bands e, como sideman acompanhou músicos como David Murray, Dave Holland, Mike Brecker e Abbey Lincoln. No entanto, era nas ruas de Manhattan que ia tocando com a sua banda, FIVE ELEMENTS, com a qual gravou os primeiros discos e muitos outros que se seguiram (o mais recente em 2006) e com a qual continua a apresentar-se regularmente em concertos. Steve Coleman é considerado um dos expoentes da filosofia “M-BASE” (Macro Basic Array of Structured Extemporization). Apesar de mostrar particularidades que a tornam uma linguagem jazzística identificável e consolidada, A M-BASE não pode ser vista como um estilo formalizado de música, mas como um pensamento, um movimento que engloba uma filosofia de criação musical, expressando experiências através da estrutura da composição e da improvisação. Segundo Steve Coleman, a M-BASE nasce de uma verdadeira intenção de inovar uma ideia imparcial de concepção, sem a necessidade de ser associada à corrente conservadora do jazz ou à corrente vanguardista. A M-BASE é, acima de tudo, um conceito criador de linguagens musicais, sem que tenha de se comprometer com uma estética definida ou enfatizada a partir das correntes mais vanguardistas, desrespeitando as mais conservadoras. Alguns dos elementos indentificativos da M-BASE usam compassos compostos que mostram uma grande proliferação de ritmos funk, quase sempre apoiados em polirritmias complexas; a utilização de vários ritmos africanos e afro-americanos, numa interacção de sons urbanos com sons étnicos. Revelando interesse na investigação da cultura e da música africanas, ou de origem africana, S. Coleman fez várias viagens a África, a Cuba, ao Egipto e à Índia, tentanto encontrar ritmos que enriquecessem a sua estratégia conceptual. Desde a década de 80, incorpora na sua música diversos elementos folclóricos da diáspora africana e ideias musicais influenciadas por conceitos metafísicos, resultantes das reflexões acumuladas a partir das investigações empreendidas. S. Coleman realiza, indubitavelmente, uma abordagem muito singular à música, marcada por uma particular concepção metafísica do mundo. Com uma extensa discografia como líder, produtor ou sideman, e uma larga experiência como professor, Steve Coleman é um dos músicos mais influentes do jazz contemporâneo." (texto da organização) 15 de Novembro (sábado, 18h00, pequeno auditório) 15 de Novembro (sábado, 22h00, grande auditório) "Compositor criativo e músico virtuoso, Django Bates nasceu em Kent – Inglaterra, em 1960. Teve lições de piano, violino e trompete, frequentou o Royal College of Music em Londres, onde estudou composição, curso que deixou duas semanas depois, tendo optado pelo jazz e assumindo-se como músico independente, compositor e autodidacta. Dedicou-se aos teclados, trompa tenor e composição. Django Bates ficou conhecido através de alguns projectos artísticos que concebeu, sendo o seu principal compositor. De todos estes projectos destaca-se um grupo alargado de músicos, “LOOSE TUBES”, uma das orquestras de jazz mais criativas dos anos 80. Os “L-TUBES” foram a primeira orquestra de jazz a actuar no "Royal Albert Hall" BBC Prons, em Londres, apresentando ao mundo uma nova geração de músicos criativos. Django Bates tem uma importante série de discos gravados. "Good Evening... Here is The News", nomeado para o Mercury Music Award; "Summer fruits (and unrest)", votado como "Pick of The Year" pelos produtores e apresentadores da BBC Rádio 3 Mixing It; "Music for the Third Policeman", eleito um dos melhores álbuns do ano pelo “The Guardian” e pela “Q Magazine”. A revista "Wire" considerou D. Bates como o melhor compositor de jazz do Reino Unido, em 1987 e 1990. O músico recebeu ainda o prémio "Bobby Jaspar" pela academia francesa "Academie du Jazz". D. Bates foi convidado a compor para grupos e orquestras de todo o mundo, nomeadamente para a "WDR Symphony Orchestra" da Alemanha, tendo dirigido músicos internacionais como Joanna MacGregor e Evelyn Glennie. Em 1996, foi compositor residente em Copenhaga e participou nas festividades da Capital Europeia da Cultura. Uma das suas passagens regulares ao longo dos anos foi pela "HUMAN CHAIN", banda cooperativa, capaz de realizar as mais atrevidas fusões de estilos, provocando suprendentes interacções musicais entre hinos fúnebres, tangos, bebop e versões distorcidas de "cocktail lounge muzak". Após a extinção dos “LOOSE TUBES”, Django Bates formou a "POWDER ROOM COLLAPSE ORCHESTRA" e a "DELIGHTFUK PRECIPICE". Mais recentemente foi director artístico do “Fuse Leeds04” – uma bienal de música que celebra a riqueza e a diversidade da actual cena musical. Em Julho de 2005 foi nomeado professor de música no prestigiado Conservatório de Música Rítmica de Copenhaga, na Dinamarca." (texto da organização) 19 de Novembro (quarta-feira, 22h00, grande auditório) "Jovem saxofonista soprano e tenor, Marcus Strickland distingue-se pela desenvoltura instrumental da sua técnica, mas também pelo facto de ser ainda muito jovem. Strickland nasceu em 1979 em Miami – Florida, mas mudou-se para Nova Iorque em 1997. O seu pai, baterista e entusiasta do jazz, foi uma das suas primeiras influências. Juntamente com o irmão gémeo, o baterista E. J. Strickland que actualmente integra o seu quarteto, M. Strickland cresceu a ouvir a música de Miles Davis, John Coltrane, Crusaders, Stevie Wonder… Apesar da sua curta carreira, M. Strickland já tocou com nomes como Roy Haynes, Mos Def, Dave Douglas, Nicholas Payton, Jeff “Tain” Watts, Will Calhoun, Charles Tolliver, entre outros, o que tem contribuído para a sua rápida progressão e formação. Os discos "Fountain of Youth", de Roy Haynes, e "Keystone", de Dave Douglas têm a sua participação e foram nomeados para os Grammy Awards. M. Strickland tocou também com algumas das melhores big bands do mundo: THE CARNAGIE HALL BIG BAND, THE MINGUS BAND, THE VILLAGE VANGUARD BAND, MILT JACKSON BIG BAND e THE LINCOLN CENTER JAZZ ORCHESTRA. Em 2006, foi distinguido pelos leitores da prestigiada revista “JazzTimes” que o nomearam “Melhor Artista Revelação”, e em 2008 pelos críticos da revista “Downbeat”. Recentemente abraçou um projecto pessoal mais ambicioso, criando a sua própria editora, “Strick Muzik”, na qual editou, em 2006, o bem sucedido CD duplo “Twi-Life” e, em 2007, realizou um álbum ao vivo, “Open Reel Deck". O futuro parece bastante promissor para este músico e o mais impressionante é que a sua carreira ainda está só a começar." (texto da organização) 20 de Novembro (quarta-feira, 22h00, grande auditório) 21 de Novembro (quinta-feira, 22h00, grande auditório) Kenny Barron nasceu em Filadélfia, em 1943 e é considerado "um dos maiores pianistas de jazz do mundo". Tendo acompanhado alguns dos grandes nomes desta música, adaptou-se com facilidade a todos os contextos que lhe surgiram e tem conseguido manter um elevado nível artístico nas suas prestações. Este facto permitiu-lhe desenvolver uma espécie de “talento de camaleão” que desencoraja qualquer tentativa de definir a sua singularidade. K. Barron foi influenciado pelos melhores pianistas da escola de Detroit: Hank Jones, Tommy Flanagan e Wynton Kelly e estudou piano com a irmã de Ray Bryant. A sua progressão foi tão rápida que, em 1959 (aos 16 anos) tocava com o baterista Philly Joe Jones e, em 1960, juntou-se ao grupo de Yusef Lateef. Neste mesmo ano, trocaria Detroit por Nova Iorque, sendo contratado por James Moody. Nos dois anos seguintes, K. Barron acompanharia brevemente Lee Morgan, Lou Donaldson e Roy Haynes, para logo ingressar na orquestra de Dizzy Gillespie, onde permaneceu até 1966. O início dos anos 70 levou K. Barron a tocar novamente com Yusef Lateef e com Milt Jackson, Jimmy Heath e Buddy Rich, nomes que viriam a somar-se a um currículo musical invejável, onde já constavam os nomes de Stanley Turrentine, Freddie Hubbard e Jimmy Owens e, mais tarde, Ron Carter. Nesta mesma década grava pela primeira vez, como líder, e associa-se à prestigiada Rutgers University, onde leccionou piano, harmonia e teoria da música. Os anos 80 trouxeram-lhe novos desafios e novos projectos, dos quais se destaca a criação do quarteto SPHERE, fundado em parceria com Charlie Rouse, Ben Riley e Buster Williams e cujo propósito era tocar a música de Thelonious Monk. Esta formação gravou discos notáveis para a editora Verve: “Four for all” e “Bird Songs”. Outros momentos importantes durante esta década foram a sua associação com o vibrafonista Bobby Hutcherson, o registo discografico no álbum “Voyage”, com Stan Getz e a prolongada digressão europeia e norte-americana no quarteto deste saxofonista, ao lado de Rufus Reid e Victor Lewis. Os anos 90 marcaram a consagração de Kenny Barron e do seu extraordinário trio composto por Ray Drummond (contrabaixo) e Ben Riley (bateria). Na década de 90 obteve diversos prémios: “Melhor Pianista de Jazz” nas votações dos críticos de jazz nas revistas “Jazziz” em 1996; “Jazz Times” em 1997 e 1998; “Downbeat” em 1997, 1998 e 1999; “Melhor Pianista de Jazz” nas votações dos leitores das revistas “Jazz Times” em 1995 e 1996; “Downbeat” em 1997 e “Jazz Iz” em 1999. Em 1998 obteve ainda o “New York Jazz Award” para o melhor pianista e, em 2000, ganhou o prémio de “Melhor Pianista” atribuído pela Associação Americana de Jornalistas de Jazz." (texto da organização) 22 de Novembro (sexta-feira, 22h00, grande auditório) "Fundada por Dolf van der Linden em 1945, na Holanda, a METROPOLE ORKEST é actualmente, uma das mais importantes orquestras. Conhecida pelo seu vasto repertório, tem trabalhado com conceituados músicos da cena jazzística, mas também da música pop, recebendo grandes elogios pela qualidade dos seus desempenhos. Sob a direcção de Vince Mendoza – vencedor de três Grammys –, a METROPOLE ORKEST continua a crescer e a experimentar novas sonoridades. Uma vasta lista de intérpretes tem partilhado o palco com a M-ORKEST, confirmando a flexibilidade deste grupo alargado de instrumentistas em experimentar e explorar uma grande variedade de géneros musicais: Oleta Adams, Charles Aznavour, Shirley Bassey, Andrea Bocelli, John Cale, Joe Cocker, Elvis Costello, Eddie Daniels, Céline Dion, Brian Eno, Ella Fitzgerald, Stan Getz, Astrud Gilberto, Dizzy Gillespie, Herbie Hancock, Junkie XL, The King’s Singers, Chaka Khan, Pat Metheny, Ivan Lins, John Scofield, The Swingle Singers, Jean ‘Toots’ Thielemans, Mel Tormé, Steve Vai, Sarah Vaughan, Dionne Warwick, Andy Williams, Nancy Wilson, Dino Saluzzi, Trijntje Oosterhuis, Sezen Aksu e a fadista portuguesa Mariza. Dolf van der Linden dirigiu a METROPOLE ORKEST durante 35 anos e foi um dos seus maiores impulsionadores. A Orquestra foi formada após a Segunda Guerra Mundial com o objectivo de criar um conjunto de músicos de elevado nível, capazes de executarem grandes performances para a radiodifusão pública. Van der Linden viajou por toda a Europa a fim de encontrar a combinação perfeita dos naipes de instrumentos para a orquestra. As suas ideias musicais inovadoras e estimulantes atraíram a atenção do público holandês que ansiava um novo projecto musical. Grandes solistas, da ópera à música pop, passando pelo jazz, já trabalharam com a M-ORKEST, contribuindo fortemente para a sua expansão europeia. No entanto, a METROPOLE ORKEST orgulha-se de ter mantido a sua própria identidade e personalidade musicais, num contexto diversificado de estilos e de inovações técnicas. Sob a direcção artística de Vince Mendoza, desde 2005, a METROPOLE ORKEST continua a ampliar e a experimentar novas sonoridades. Arranjador e compositor norte-americano, Vince Mendoza ocupa um lugar de destaque na cena do jazz internacional dos últimos 25 anos. O âmbito alargado das suas obras demonstra uma extraordinária compreensão das diferentes linguagens musicais. Vencedor de três Grammys e nomeado outras quinze vezes, V. Mendoza é, neste momento, um dos mais requisitados compositores da actualidade. Da sua extensa lista de colaborações constam nomes como Peter Erskine, Randy e Michael Brecker, John Abercrombie, Bob Mintzer, Russell Ferrante, Joni Mitchell, Björk, Brecker Brothers, Pierre Blanchard, The Yellowjackets, Mike Stern, Clare Fisher Quintet & Voices, Joe Lovano, New York Voices, Roy Hargrove, Elvis Costello, Dino Saluzzi, Trijntje Oosterhuis, entre muitos outros. A presença de Vince Mendoza, no concerto da METROPOLE ORKEST no Guimarães Jazz 2008 pretende iniciar uma nova experiencia musical e conta ainda com a presença de Peter Erskine como solista convidado. P. Erskine é o lendário baterista dos Weather Report, músico dotado e brilhante que partilhou o palco com grandes instrumentistas: Michael Brecker, Don Grolnick, Steely Dan, Pat Metheny, Chick Corea, Mike Stern, Freddie Hubbard, John Scofield, Herbie Hancock, Diana Krall, Elvin Jones, Bill Frisell, Jan Garbarek, Jony Mitchell, John Scofield, Bill Frisell, Marc Johnson e outros. Detentor de um avançadíssimo controlo sobre o tempo, de uma técnica de execução notável e de uma dinâmica muito singular, P. Erskine possui uma discografia impressionante como sideman e como líder, tendo composto obras para big band e pequenos ensembles, teatro e filmes de animação da Disney. Paralelamente, desenvolveu uma actividade pedagógica na formação de jovens músicos, editando diversos livros e DVD’s pedagógicos, no ensino da bateria." (texto da organização) Paralelamente aos concertos haverá um vasto conjunto de actividades. Entre os dias 10 (segunda) e 14 (sexta), das 14h30 às 17h30, funcionarão as Oficinas de Jazz, no CCFV (inscrição gratuita). De quinta, 13 a sábado, 15 de Novembro, depois dos concertos (24h00) há jam sessions, a cargo de Marcus Strickland Quintet, na Associação Cultural Convívio. De quinta, 20 a Sábado, 22 de Novembro, as jam sessions terão lugar à mesma hora (24h00), mas no Centro Cultural Vila Flor. No dia 15 de Novembro (sábado), pelas 18h30, será lançado o CD "Guimarães Jazz / TOAP Colectivo “Vol.2” no Pequeno Auditório do CCVF. No dia 16 de Novembro, pelas 16h00, Django Bates dá uma Conferência sobre a sua música e o jazz no momento actual, acompanhando as suas palavras com algumas exemplificações no piano. Será na Associação Cultural Convívio. Em dias de espectáculo, durante o período de apresentação, estará patente no Foyer do Grande Auditório, a instalação "The Blues Quartet", de João Paulo Feliciano. Haverá também o Ciclo de Cinema “Tons da Música”, uma Organização do CCVF e do Cineclube de Guimarães. No dia 18 de Novembro (terça-feira), pelas 21h45, será exibido o filme "Fim-de-semana no Ascensor ("L'Ascenseur pour L'Échafaud"), de Louis Malle (Pequeno Auditório). No dia 25 (terça-feira), igualmente às 21h45, será a oportunidade para visionar "Round Midnight", de Bertrand Tavernier (Pequeno Auditório). Estará patente durante todo o mês de Novembro, uma exposição de fotografia no São Mamede - Centro de Artes e Espectáculos, local onde se realizarão jam sessions, entre os dias16 (domingo) e 19 (quarta-feira), pelas 22h00. A assinatura Guimarães Jazz 2008 (todos os espectáculos) custa € 80,00. Mais informação em: www.ccvf.com. |
setembro 27, 2008UM TOQUE DE JAZZO programa "Um Toque de Jazz" apresenta hoje Discos recentes (7) – "The Classical Variations" (Uri Caine), "Between The Times" (Knut Rossler), "Baecker Jazz Woshi Service" (The John Cooper Jazz Orchestra), "Breakfast on the Morning Tram" (Stacey Kent), "Project Project" (Keefe Jackson), "Double Step" (Llibert Fortuny) e "Fado Roubado" (Paula Oliveira). Amanhã será a vez de Discos recentes (8) – "Arquipélago" (José Luís Tinoco), "Jeudi 26" (European Tuba Trio), "Live in Leipzig" (Ketil Bjørnstad-Terje Rypdal), "Between Shadow and Space" (Michael Dessen); "Monterey Jazz Festival 50th Anniversary All-Stars". "Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h05 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM e Mértola 92.2 FM). Emissão on-line: mms://rdp.oninet.pt/antena2. Webcast: http://tv1.rtp.pt/wportal/popups/player.php?canal=2 Arquivos: http://tv1.rtp.pt/wportal/multimedia/programa.php?prog=1126&from_iframe=on |
PORTUGAL JAZZ EM SEVER DO VOUGAO Portugal Jazz - Festival Itinerante de Jazz passa hoje por Sever do Vouga, com um concerto (21h30, CAE Sever do Vouga) pelo quarteto de Ana Paula Sousa, com a própria ao piano, Afonso Pais (guitarra), Hugo Antunes (contrabaixo) e Luís Candeias (bateria), formação que irá apresentar o disco "Valsa para a Terri", gravado no mítico espaço do Hot Clube de Portugal. Antes, decorrerá um Workshop de Jazz orientado por Ana Paula Sousa, das 10h00 às 16h00, com intervalo para almoço das 12h30 às 14h00. O Portugal Jazz é um projecto apoiado pelo MC/Direcção-Geral das Artes e com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República, que iniciou o seu périplo por Portugal continental em Maio de 2007 e, desde então, já levou acções didácticas a milhares de jovens do 2º e 3º ciclo, assim como concertos destinados a um público alargado em que actuaram com algumas das principais figuras do jazz português. Em todas as iniciativas promovidas pelo Festival Itinerante foram distribuídas gratuitamente revistas Jazz.pt, num esforço de dar a conhecer a realidade viva do jazz português. Mais informações em www.portugaljazz.org. |
setembro 26, 2008CLEAN FEED FEST NYC III - RESCALDOA Clean Feed completa em 2008 sete anos de intensa actividade. Desde 2001 – altura em que lançou o primeiro disco – o percurso tem sido sempre ascendente, com os títulos a sucederem-se a um ritmo verdadeiramente assinalável. A editora nacional continua a pôr em prática a sua criteriosa política editorial, assente na selectividade de músicos e edições, o que lhe tem granjeado respeito e admiração nos meios ligados ao jazz e à música improvisada, em especial – reconheça-se – fora de portas. Como bem nota Rui Neves num texto publicado no sítio do Serviço de Música da Fundação Calouste Gulbenkian, tal é o culminar de «um sólido trabalho de equipa que descobriu a sua auto sustentação, feito com entusiasmo e sentido visionário com o pragmatismo necessário.» Rasgados encómios estão por toda a parte: “Downbeat”, “Signal to Noise”, “Time Out NY”, “Village Voice”… Em finais do ano passado, o sítio norte-americano “All About Jazz” elegeu mesmo a Clean Feed como uma das 5 melhores editoras de jazz de todo o mundo, sinal do papel que tem vindo a ser desempenhado pelo selo dirigido por Pedro Costa, Hernâni Faustino e Ilídio Nunes, já a um nível global. É precisamente aí que reside um dos aspectos mais interessantes da Clean Feed e um dos seus mais poderosos trunfos: uma editora independente que, apostando na especialização, conseguiu encontrar espaço de manobra para se afirmar no turbilhão da globalização. A sublinhar esta linha de pensamento, o apresentador de serviço nesta edição do Clean Feed Fest – o poeta nova-iorquino Steve Dalachinsky – afirmou numa das suas introduções que «a melhor coisa da globalização é a música.» É sabido que como principais pólos da filosofia Clean Feed estão Nova Iorque e o Norte da Europa, com os quais têm sido estabelecidos fortes laços estratégicos. É pois natural que estes locais funcionem igualmente como montra para o catálogo e para os músicos ligados umbilicalmente à editora. Mais um passo neste processo de internacionalização da Clean Feed foi dado entre os passados dias 19 e 24 de Setembro (com interrupção a 23) na terceira edição do Clean Feed Fest, que teve lugar em Nova Iorque. Três anos, três locais diferentes. Depois do clube Barbès (2006) e do Cornelia Street Café (2007) – dois espaços de reduzidas dimensões –, este ano foi o Living Theater, no coração do Lower East Side, a ser o anfitrião do festival. Dirigido por uma equipa jovem e dedicada, o Living Theatre (fundado em 1947 por Judith Malina e Julian Beck, como alternativa ao teatro comercial) continua a ser um baluarte do teatro de feição mais experimental em Nova Iorque, sendo também um local onde se apresentam eventos ligados à música, à poesia ou ao novo circo. A lembrar antigos clubes – com a íngreme escadaria a conduzir à cave, onde tiveram lugar os concertos – trata-se de um espaço interessante, não obstante alguns problemas acústicos que poderão ser debelados sem grande dificuldade em futuras ocasiões. O festival arrancou na noite de 19 de Setembro com o trio formado por Mark Whitecage (saxofone alto e clarinete), Adam Lane (contrabaixo) e Lou Grassi (bateria), trio este que acabara de lançar o seu primeiro disco, “Drunk Butterfly”. Três excelentes improvisadores que neste contexto também patenteiam as suas capacidades enquanto compositores. As sonoridades desenvolvidas pelo grupo assentam numa formulação bop, como atesta o primeiro tema interpretado (que também abre o disco), “The Last of the Beboppers”, intensamente swingante. “Like Nothing Else” começou lento, com Lane a usar o arco de forma magistral, ganhado depois densidade. “Sanctum” revelou uma linha de contrabaixo insinuante, com Whitecage bem no clarinete. Fizeram-se ainda ouvir outros temas do disco, como o tema título e “Chichi Rides The Tiger”. Adam Lane é um superior contrabaixista, dotado de um notável sentido orquestral. Whitacage, veterano improvisador, também rubricou momentos interessantes. Lou Grassi mostrou-se por vezes algo preso, deixando-se enredar em algumas métricas “old school”, não se libertando como gostamos de o ouvir. Uma prestação interessante, mas que ainda assim não correspondeu inteiramente às expectativas que nela havíamos depositado. A noite inaugural prosseguiu com o trio do trombonista Micheal Dessen, antigo aluno de Yussef Lateef e George Lewis e membro do quarteto Cosmologic, com o qual tem atraído a atenção da crítica. Surgiu aqui acompanhado pelo seu trio, que se completa com dois jovens mas notáveis músicos: o contrabaixista Christopher Tordini e o baterista Tyshawn Sorey. O título do disco na Clean Feed – “Between Shadow and Space” – é bem revelador da música que o trio pratica, cheia de espaço, num registo quase sempre planante e contemplativo, por vezes hipnótico até. As composições denotam cuidada organização e requinte, evidenciando uma forte componente introspectiva e abstracta – a que não será alheio o gosto do trombonista pelas artes plásticas –, abrindo caminhos à improvisação. Dessen faz um irrepreensível uso das electrónicas, criando paisagens sonoras sempre com propósito e bom gosto. Nota de realce para o incrível baterista que é Tyshawn Sorey, capaz de alternar intensidade com subtileza num abrir e fechar de olhos. O contrabaixista – o nome menos conhecido dos três – também deu boa conta de si, revelando-se como uma peça fundamental na construção do som do trio. Um dos melhores concertos de todo o evento, de uma formação com muito para dar. A segunda noite do festival começou com o Basso Continuo do saxofonista Stephen Gauci, consubstanciado numa formação algo inusual: saxofone, trompete (Nate Wooley) e dois contrabaixos (Mike Bisio e Ken Filiano, este último em substituição de Ingebrigt Haker-Flaten). Documentado na Clean Feed com o disco “Nididhyasana”, o projecto apresentou a sua música cerebral e contida. Fazendo jus ao nome, os dois consagrados contrabaixistas – que demonstraram um total entendimento – constituíram-se como a sua coluna vertebral, encarregando-se de construir um tapete contínuo que serviu de base às explorações sónicas dos dois sopradores. Filiano destacou-se sobretudo pelo seu exímio uso do arco. Ao longo do concerto o quarteto subdividiu-se em duos, para melhor explorar os recantos da cumplicidade. Gauci, conduzindo subtilmente as operações, alternou entre um registo mais nervoso e outro mais lírico, sem nunca explodir verdadeiramente, criando ligações com as suas mais notadas referências: Coltrane e George Garzone. O melhor do concerto foi contudo a soberba prestação do trompetista Nate Wooley – um improvisador de primeiríssima água –, a quedar-se mesmo como uma das melhores de todo o festival. No segundo concerto da noite apresentou-se o projecto Dual Identity, formação liderada por dois dos mais reputados saxofonistas alto da actualidade – Steve Lehman e Rudresh Mahanthappa – e que se completa com uma secção rítmica recheada de outros nomes sonantes: Liberty Ellman (guitarra), Matt Brewer (contrabaixo) e Damion Reid (bateria). As díspares abordagens de Lehman e Mahanthappa foram postas em confronto, daí resultando os maiores picos de interesse da jornada. As composições apresentadas revelaram-se com bastante potencial – estruturadas, mas com espaço qb para a imaginação e criatividade –, mas pareceu haver ainda um caminho a percorrer. Apesar da comprovada excelência dos cinco improvisadores em presença, o facto é que a música soou demasiado hermética e compacta, revelando uma certa falta de respiração, acabando, a espaços, por se tornar até algo maçadora. Com os músicos muito presos à pauta, foi nítido que a formação busca ainda o seu som próprio. Quando tal for atingido outro galo certamente cantará. Um concerto que teve alguns momentos interessantes, mas que não chegou a entusiasmar verdadeiramente. O terceiro dia do festival foi co-patrocinado pelo FONT – Festival of New Trumpet Music, dirigido por Dave Douglas, que entre os dois concertos da noite dirigiu algumas palavras à assistência, salientado a importância deste tipo de parcerias para a divulgação do jazz e da música improvisada. As apostas recaíram em dois trompetistas, de diferentes gerações, mas ambos do agrado de Douglas: o veterano Dennis González e Kris Tiner, à frente do seu Empty Cage Quartet. Este quarteto – Kris Tiner (trompete e fliscórnio), Jason Mears (saxofone alto e clarinete), Ivan Johnson (contrabaixo) e Paul Kikuchi (bateria) – é uma das mais promissoras formações originárias da Costa Oeste dos EUA surgidas nos últimos tempos. “Stratostrophic”, o seu muito recomendável disco de estreia (na Clean Feed), é constituído por um leque de composições originais, numa desafiante amálgama de diferentes abordagens e sonoridades, o que aguçou ainda mais as expectativas quanto ao seu desempenho ao vivo. É precisamente nessa capacidade de criação de ambiências mutantes que reside o ponto forte do grupo, que optou por apresentar peças incluídas no disco de estreia e outras composições mais recentes. A primeira peça apresentada – logo uma novidade – começou com uma delicada introdução de bateria, que se prolongou numa toada etérea, de onde emergiu a elegância do discurso do trompetista, que logo comprovou as suas credenciais de improvisador de elevado calibre. Seguiu-se uma outra peça com Jason Mears a mudar-se para o clarinete e Tiner a usar a surdina de modo consequente, num dos melhores momentos de todo o concerto. Também houve lugar a momentos mais agitados, com destaque para aquele em que o saxofonista fez uso de técnicas de overblowing para agitar as massas. Mas o melhor da formação está mesmo na forma como constrói e depura as passagens mais introspectivas. Uma formação que, sem dúvida, há que seguir com redobrada atenção. Seguiu-se a apresentação do duo formado pelo trompetista texano Dennis González (músico que dispensa apresentações e um dos nomes mais emblemáticos do catálogo Clean Feed) e o misterioso contrabaixista que dá pelo nome de Rachiim Ausar-Sahu, originário de Brooklyn, e sobretudo conhecido pelo seu trabalho ao lado de Abdullah Ibrahim. O contacto entre os dois músicos havia sido escasso até então, pelo que a sua prestação lado a lado revestia-se de acrescido interesse. O trompetista começou com um longo solo de uma beleza enternecedora. Aliás, a sua sonoridade espaçosa, plena de espiritualidade e carga melódica, feitas de poucas e cuidadosas notas, continua a ser o seu ex-libris. Por seu turno, o contrabaixista soube criar linhas imaginativas, mas por vezes resvalou para lugares-comuns. Teria sido interessante uma postura que confrontasse mais a abordagem de González, explorando equilíbrios e contrastes. Mas o resultado final da prestação do duo foi bastante recompensador. O quarto dia do Clean Feed Fest era aquele que se afigurava – pelo menos de antemão –, como o mais forte, a julgar pelos antecedentes dos nomes em cartaz. Tal terá justificado a presença entre o público de pessoas vindas de outros pontos dos EUA (de Washington DC, por exemplo) e mesmo da Europa (Alemanha). A noite de música começou com o celebrado duo Elliot Sharp-Scott Fields, dois compositores/improvisadores/experimentadores da linha da frente, cuja presença no catálogo da Clean Feed (em especial na intitulada “Guitar Series”) é já significativa. O som profundamente orgânico (sem amplificação) e muito peculiar do duo evoca e entrecruza imaginários tão diversos como os da música erudita contemporânea, do free jazz e dos blues. Não há efeitos electrónicos: apenas o som cru das cordas metálicas e da madeira. Sentados lado a lado e socorrendo-se apenas de algumas notas escritas, os dois músicos exploram a interacção entre as suas guitarras acústicas, entrelaçando as teias urdidas por cada uma delas, através da utilização de diferentes técnicas, mais ou menos ortodoxas. O magnífico “Scharfefelder” – o primeiro disco do duo – foi o ponto de partida para uma actuação muito conseguida. Escutaram-se peças dele retiradas, como “Braindrane”, “Between Octopus and Squid” e “Big, Brutal, Cold Raindrops”. Destaque, porém, para a telúrica “Minerali” e para a mais planante “Freefall”. Seguiu-se aquele que foi – diga-se sem mais demoras – o melhor concerto de todo o festival. Com efeito, o trio Tamarindo, formado pelo superlativo saxofonista Tony Malaby, o contrabaixista William Parker e o baterista Nasheet Waits – responsáveis, na opinião do autor destas linhas, por um dos melhores discos de todo o catálogo Clean Feed –, não deixaram os seus créditos por mãos alheias e presentearam o numeroso público presente com uma actuação estupenda, focada, sem rodeios e cheia de intensidade e vigor. Malaby, todos o sabemos, é um dos saxofonistas mais influentes do nosso tempo, inteiramente dedicado à sua causa, com paixão e labor. A forma como parte de elementos da tradição do saxofone para inventar o futuro é verdadeiramente marcante. Muito curiosa a forma como – alternando entre o tenor e o soprano – fixa o olhar enquanto mergulha nas suas improvisações, ora lancinantes e dolorosas, ora mais reflexivas e plenas de sentimento. Não há aqui notas desnecessárias, concessões e floreados de qualquer espécie ou demonstrações de virtuosismo inócuo. O que há é Música, magnífica Música. A seu lado, William Parker esteve à altura dos seus pergaminhos: um colosso de segurança e criatividade, um verdadeiro garante de adequada e constante propulsão. Desembainhou o arco sempre com notável acerto. Soberbo esteve também Nasheet Waits, responsável pela criação de um manto lávico, lento, incandescente e imparável, quer através de rufos quer de um magistral trabalho de pratos. Um concerto magnífico. Depois de um dia de interregno (23 de Setembro, devido a uma sessão evocativa de um dos fundadores do Living Theater), a última noite do festival arrancou com o quarteto Re:Action, liderado pelo contrabaixista Sean Conly, com Joe Fiedler (trombone) – em substituição de Tony Malaby –, Michäel Attias (saxofones alto e barítono) e Pheeroan Aklaff (bateria). Conly já alcançou importante reputação ao acompanhar nomes sonantes como Andrew Hill, Freddie Hubbard, James Moody ou Nicholas Payton – e igualmente jovens músicos em processo de ascenção. Centrado no recente disco, o quarteto começou por apresentar a sua leitura bastante interessante de “Gazzelloni” – um clássico de Eric Dolphy dedicado ao flautista italiano Severino Gazzelloni – de onde sobressaíram os diálogos tímbricos entre Fiedler e Attias. Contrabaixo e bateria introduzem “Daily Mutation”, na qual Fiedler demonstra com um fulgurante solo porque é actualmente um dos trombonistas mais reputados na cena nova-iorquina. O líder dedicou, com sarcasmo, “Suburban Angst” aos jovens com pouco talento mas bastante equipamento electrónico… Outro dos momentos mais altos da actuação do quarteto aconteceu em “Refutable Logic”, com a sua cadência dolente introduzido pelo contrabaixo com arco e pelo barítono de Attias (que depois trocou pelo alto). “Something I Said?” evidenciou a excelente dinâmica do conjunto, dirigido por um Conly autoritário e seguro. O veterano baterista foi, como é seu timbre, sensível e dinâmico. O evento encerrou com o projecto Hellbent do saxofonista Michael Blake, acompanhado pelo conceituado tubista Marcus Rojas, o violinista Charlie Burnham e o imparável baterista Calvin Weston, antigo músico de Ornette Coleman. Formado nos inícios do ano passado, este projecto – ainda sem qualquer registo gravado – já andou em digressão pelos EUA, Canadá e Itália, sempre com bastante sucesso. O quarteto iniciou a sua prestação com um tema intitulado “Mr. John” (dedicado a Coltrane), uma espécie de hino, com Blake a exibir um lirismo altivo e cativante. Nos tempos mais lentos, como em “Father and Son” – quase uma canção de embalar – Blake chegou a ser comovente. Em “Two Step” (tema da autoria do baterista dinamarquês Kresten Osgood) foi de novo Blake a sobressair, com o violinista a secundá-lo. “Flip”, original de Blake, trouxe um solo interminável de Weston (o tal exercício de ginástica de que falava Pinho Vargas…). Rojas é um virtuoso da tuba e esteve bem no papel que lhe foi destinado. Em grande parte do concerto Burnham fez soar o seu violino quase como uma guitarra eléctrica, evocando uma certa fusão jazz-rock (aqui e ali de gosto duvidoso). Calvin Weston fez valer a sua costela funk e acabou por se tornar no centro de todas as atenções devido à sua fogosa prestação, mesmo quando esta foi exageradamente exibicionista e desproporcionada. Foi, sem dúvida, o mais acessível de todos os concertos, e encerrou em clima de festa a terceira edição do Clean Feed Fest em Nova Iorque. Mas a Clean Feed não pára. Já nos próximos dias 25 e 26 deste mês de Novembro irá organizar as "Noites Clean Feed", respectivamente em Barcelona e Madrid. Segundo os responsáveis da editora, para 2009 está também a ser equacionada a realização de eventos semelhantes em Estocolmo e em Bruxelas. Aguardemos as novidades da Rua do Alecrim. |
setembro 25, 2008JAZZIN´ TONDELA 2008A ACERT - Associação Associação Cultural e Recreativa de Tondela, realiza, nos dias 2, 3 e 4 de Outubro, a quinta edição do Jazzin´ Tondela. O programa é o que se segue: 2 de Outubro (quinta-feira) 3 de Outubro (sexta-feira) 4 de Outubro (sábado) Nos dias do festival haverá ainda Café-Concerto com o Quimera Quinteto - Nuno Silva (acordeão), Miguel Cardoso (contrabaixo), André Ramos Cardoso (guitarra), José Miguel Amaral (piano) e Carlos Ferreira (violino). Mais informação em: www.acert.pt. |
setembro 24, 2008CRIATIVIDADE E COOPERAÇÃO NO JAZZO Centro de Estudos Sociais da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra organiza hoje e amanhã uma iniciativa em torno da "Criatividade e cooperação no jazz norte-americano", a cargo de Howard S. Becker e Robert Faulkner. Howard S. Becker e Robert Faulkner são dois reputados sociólogos norte-americanos, que ao longo dos últimos anos têm desenvolvido em conjunto trabalho e reflexão original sobre a organização do trabalho artístico, com especial ênfase nos universos da música e do jazz. Esse trabalho inovador, muito inspirado na teoria dos “mundos da arte”, constitui um importante contributo não apenas para a compreensão do funcionamento da esfera artística, mas também para a renovação da teoria sociológica, de forma mais ampla. Nesse trabalho conjunto ganha ainda especial relevo a articulação que os dois sociólogos fazem entre os instrumentos da análise sociológica e a prática de experimentação artística, que Howard S. Becker e Robert Faulkner associam a partir da sua experiência como músicos de jazz. O programa é o que se segue: 24 de Setembro Conferência "Os repertórios do jazz americano" Concerto 25 de Setembro Seminário "O Trabalho de Campo e a Observação Participante" |
A SEMANA NO HOTO Hot Clube de Portugal (Praça da Alegria, 39 - Lisboa) apresenta nesta quarta-feira o Benny Lackner Trio, com Benny Lackner (piano), Hugo Antunes (contrabaixo) e João Lencastre (bateria). Esta quinta, sexta e sábado será a vez de podermos assistir a concertos com o Quarteto de Jorge Moniz: Mário Delgado (guitarra), Júlio Resende (piano), João Custódio (contrabaixo) e Jorge Moniz (bateria). O Hot Clube está aberto de terça a sábado, das 22h00 às 02h00, e que os concertos têm duas partes sendo a primeira das 23h00 às 24h00 e a segunda das 00h30 à 01h30. Mais informação sobre o Clube pode ser adquirida através da consulta em http://www.hcp.pt, http://pt.wikipedia.org/wiki/Hot_Clube_de_Portugal ou http://www.myspace.com/hotclubedeportugal. |
setembro 23, 2008X FESTIVAL DE JAZZ DE PONTA DELGADAA décima edição do Festival de Jazz de Ponta Delgada, tem lugar entre os próximos dias 22 e 26 de Outubro, no Teatro Micaelense. Eis o programa do evento: 22 de Outubro (quarta-feira, 21h30) 23 de Outubro (quinta-feira, 21h30) 24 de Outubro (sexta-feira, 21h30) 25 de Outubro (sábado, 21h30) 26 de Outubro (domingo, 21h30) Mais informação em: www.teatromicaelense.pt. |
setembro 22, 2008POSTO DE ESCUTAPasborg´s Odessa 5 - "Pasborg´s Odessa 5" Stefan Pasborg (bateria e percussão); Anders Banke (saxofone tenor); Jonas Müller (corneta); Mads Hyhne (trombone); Jakob Munck (sousafone); Mikko Innanen (saxofone barítono) Dinamarca, 24 e 25 de Julho de 2007 e 22 de Janeiro de 2008 O baterista dinamarquês Stefan Pasborg (n. 1974, Copenhaga) é um dos músicos mais dinâmicos da cena jazzística do norte da Europa, desenvolvendo uma actividade tentacular em inúmeros e diversificados projectos, como Ibrahim Electric, Delirium, Megaphone, Ictus, Rød Planet e Fra de Varme Lande, assim como neste agora em apreço. Conhecido sobretudo pelo seu trabalho em áreas “marginais” e mais experimentais do jazz, Pasborg tem trabalhado com nomes destacados da cena internacional, como são os casos de John Tchicai, Tomasz Stanko, Ray Anderson, Marc Ducret ou Ellery Eskelin. O projecto Odessa 5 foi criado em 2006, baptizado a partir do fascínio que a movimentada cidade portuária do Mar Negro – onde nunca esteve, refira-se, mas que lhe serviu de mote – sempre exerceu sobre o jovem músico, apaixonado pelo filme “O Couraçado Potemkine”, opus de 1925 do realizador Sergei Eisenstein. A música do quinteto é um efervescente caldeirão de diferentes ambientes e sonoridades, um verdadeiro “melting pot” de múltiplos ingredientes, embora com o jazz (do “tradicional” ao mais livre) à cabeça. Destaque para a leitura festiva de “Free” (de Ornette) e para uma surpreendente versão de “Dogon A.D.”, peça emblemática de Julius Hemphill. Da energia crua do rock, passando pelo som das “marching bands” de Nova Orleães (na dolência solene de “Hymne”), pela música da Europa oriental (os garridos “Romski Chochek” e “Gullash Baron”) ou até da América latina (“Mambo Royal”) o quinteto apresenta uma proposta deveras estimulante. A instrumentação utilizada para pôr em prática este intrincado imaginário sonoro prima, desde logo, pela estranheza: uma bateria e quatro sopros – saxofone tenor, corneta, trombone e sousafone. Os cinco jovens músicos – todos eles de créditos firmados na cena dinamarquesa – emprestam à música que fazem um vigor e uma energia transbordantes, cada qual ciente do papel que lhe cabe num todo colorido e refrescante. |
setembro 21, 2008SHEILA JORDAN NO 5º ANIVERSÁRIO DO BLOGUE JNPDIConsiderada a última sobrevivente das grandes vozes criativas do jazz, a cantora Sheila Jordan - apresenta-se pela primeira vez em Lisboa, no próximo dia 1 de Outubro, actuando no pequeno auditório do Centro Cultural de Belém no âmbito das comemorações do 5.º aniversário do blogue Jazz No País do Improviso, criado em Setembro de 2003 pelo investigador e divulgador João Moreira dos Santos. A cantora será acompanhada na ocasião por uma secção rítmica nacional, composta por Filipe Melo (piano), Bernardo Moreira (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria) e conta ainda com a participação dos convidados Maria Viana (voz) e João Moreira (trompete). Sheila Jordan é herdeira do pioneirismo musical de Charlie Parker, do qual colheu directamente o seu estilo e inspiração durante os anos 40 e 50. O conceituado crítico de jazz Scott Yanow considerou-a recentemente "uma das cantoras de jazz com maior consistência criativa", reconhecendo um percurso original e pioneiro iniciado com o marco de ter sido a primeira voz contratada pela prestigiada editora Blue Note. Na sua longa carreira profissional de mais de 50 anos destacam-se a alma que projecta nas suas interpretações, uma entrega total ao jazz e um scat singing e vocalese notáveis. |
ROSENWINKEL+OJM NA CASA DA MÚSICAEsta noite (22h00) na Sala Suggia da Casa da Música apresenta-se a Orquestra de Jazz de Matosinhos acompanhado pelo guitarrista norte-americano Kurt Rosenwinkel. Rosenwinkle é um virtuoso que tem cimentado a sua posição no panorama jazzístico internacional desde o final dos anos 1990, ao lado de nomes como Brad Mehldau e Mark Turner. Nesta ocasião, aceita o convite da OJM e estreia-se na Casa da Música, para interpretar oito temas de sua autoria - como "Zhivago", "Use of Light" ou "The Cloister" - que se tornaram rapidamente referências obrigatórias do jazz contemporâneo. Os novos arranjos para big band são de Ohad Talmor, Pedro Guedes e Carlos Azevedo e foram escritos especialmente para esta ocasião. Mais informação, aqui. |
setembro 20, 2008UM TOQUE DE JAZZO programa "Um Toque de Jazz" apresenta hoje Discos recentes (5) – "Better Than Anything" (Neena Freelon), "Naranja" (Demian Cabaud), "Live at MCG" (Billy Taylor & Gerry Mulligan), "BigWig" (Kirk Knuffke), "Blue Fable" (Larry Willis), "On The Rising of The 64 Paths" (Steve Coleman & Five Elements) e "Changing Faces" (David Link & The Brussels Jazz Orchestra). Amanhã será a vez de Discos recentes (6) – "School of Tristano" (Eric Rasmussen), "Scharffelder" (Elliott Sharp-Scott Fields), "Story Teller" (Marta Hugon), "January" (Marcin Wasilewski), "One Hopeful Day" (Mark Soskin), "U.L.M." (François Corneloup), "Reminiscence" (Gary Versace) e "The Best of Quartet West" (Charlie Haden). "Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h05 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM e Mértola 92.2 FM). Emissão on-line: mms://rdp.oninet.pt/antena2. Webcast: http://tv1.rtp.pt/wportal/popups/player.php?canal=2 Arquivos: http://tv1.rtp.pt/wportal/multimedia/programa.php?prog=1126&from_iframe=on |
setembro 19, 2008FESTIVAL DE JAZZ DA ALTA ESTREMADURAArranca hoje o Festival de Jazz da Alta Estremadura 2008, que terá lugar nas cidades de Leiria e Marinha Grande. O programa completo é o seguinte: Hoje (21h30 - Teatro José Lúcio da Silva, Leiria) "A Big Band do HCP, foi a primeira grande formação existente em Portugal, com actividade regular, dedicada exclusivamente ao Jazz . Surgiu em finais de 1990 para preencher uma lacuna que existia na formação dos nossos músicos de jazz. Este concerto da Big Band do Hot Clube com Mário Laginha e Maria João, que teve como objectivo principal assinalar a efeméride dos 60 anos de actividade do Hot Clube de Portugal (1948-2008), é em grande parte inédito no nosso país, foi estreado com grande sucesso em Março, no Cinema S. Jorge em Lisboa e as composições resultaram de encomendas da Orquestra da Rádio de Frankfurt (Hessicher Rundfunk Big Band), da Brussels Jazz Orchestra, assim como da Orquestra de Jazz de Matosinhos e do Hot Clube de Portugal, ao compositor e pianista Mário Laginha. Um concerto de abertura do Festival, a não perder!" (texto da organização) Amanhã (22h00, Teatro Miguel Franco, Leiria) "Mark Turner, Larry Grenadier e Jeff Ballard, três dos mais importantes músicos do jazz actual, criaram no final dos anos 90 este magnífico Trio, que prescinde de instrumentos harmónicos (piano ou guitarra) para criar e interpretar a sua musica. A palavra FLY, no calão norte-americano, tem vários significados mas é a sua utilização como “estar bem”, “soar bem”, “correr bem” que os levou a usar o termo para nome do Trio. Músicos extraordinários, de personalidades que se complementam, criaram um grupo coeso, onde o colectivo pesa tanto como o individual. Os temas interpretados têm diferentes origens e desenvolvem-se em níveis variados, mostrando complexidade através de uma linguagem por vezes de grande simplicidade. Todos eles foram e são parceiros de músicos como Chick Corea, Joshua Redman, Brad Mehldau, Kurt Rosenwinkel, Pat Metheny ou Charles Lloyd, para referir apenas alguns. Pela primeira vez em Portugal, espera-se que este concerto possa ser para os amantes do jazz, um dos momentos musicais do ano." (texto da organização) 21 de Setembro (domingo, 17h00 - Teatro Miguel Franco, Leiria, entrada livre) "A Orquestra do Festival de Jazz da Alta Estremadura é uma formação resultante de um workshop orientado pelos músicos Marta Hugon, Filipe Melo, Bruno Santos, André Sousa Machado e Luís Cunha, a decorrer entre os dias 17 e 21 de Setembro nas instalações da SAMP (Sociedade Poisos) em Leiria. O workshop culminará com este concerto da OFJAE, composta principalmente por jovens músicos dos Concelhos de Leiria e Marinha Grande." (texto da organização) 21 de Setembro (domingo, 22h00, Teatro Miguel Franco, Leiria) "Marta Hugon é um caso raro, não só devido ao talento e à maturidade que demonstra, mas também por conseguir conciliar algo por vezes difícil - a aceitação dos músicos e o carinho do público. "Story Teller", o seu segundo disco, é feito de canções diversas e imprevisíveis. Dos standards ao pop-rock, a sua música combina de forma inesperada a clareza das canções e a sofisticação da linguagem jazzística conseguindo uma simplicidade difícil de alcançar. Outro factor importante para o sucesso deste projecto é a unidade dos músicos. Nele podemos encontrar o rigor que é apenas possível num grupo que toca e respira em uníssono. Marta Hugon garante essa liberdade e tem como máxima preocupação a procura constante da essência da música. (texto da organização) 26 de Setembro (sexta, 22h00.- Sport Operário Marinhense, Marinha Grande) "A participação de André Fernandes em vários projectos de destacada relevância no panorama do jazz nacional, o convite de Lee Konitz para integrar o seu noneto e a sua big band e o crescente reconhecimento por parte da crítica nacional e internacional, fazem do guitarrista uma espécie de representante do jazz feito em Portugal. “Cubo” o novo disco de André Fernandes, com etiqueta TOAP, é a quarta gravação com a sua assinatura, depois de “O Osso” (2002), “Howler” (2003) e “Timbuktu” (2006). Esta música, literalmente nova, é, sob os pontos de vista estético e estilístico, paradoxalmente universal e própria, fruto exclusivo da mente musical brilhante que é a do seu criador, um autêntico diluente de fronteiras entre estilos e géneros musicais. Um dos caminhos futuros do jazz passa garantidamente por aqui. (texto da organização) 27 de Setembro (sábado, 22h00, Teatro Miguel Franco, Leiria) "Tom Harrell nasceu em Illinois, em 1946. O pai, professor na Universidade de Stanford, na California, levou o jovem Harrell para esse Estado e foi aí, com oito anos, que começou a estudar trompete. Em 1969, começou a tocar na Orquestra de Woody Herman e em 1973, integrou o famoso Quinteto do pianista Horace Silver. Mais tarde, em New York, entre 1978 e 80, dirigiu uma grande orquestra de jazz, juntamente com o contrabaixista Sam Jones. Tocou com Mel Lewis (1981-82), com Lionel Hampton e com Bob Berg, (1983). Entre 1984 e 1989, enquanto membro destacado do quinteto do saxofonista Phil Woods, foi provavelmente o período que o consagrou como um dos melhores e mais respeitados trompetistas do jazz moderno. Tom Harrell participou na gravação de mais de 120 discos, muitos dos quais como líder. Na qualidade de compositor, tem cerca de 150 peças registadas em seu nome, publicadas e incluídas em discos. O seu mais recente CD, “Light On” (ed, High Note), editado em 2007, recebeu elogiosas críticas, tendo sido gravado com a formação que agora nos visita. (texto da organização) 28 de Setembro (domingo, 22h00, Sport Operário Marinhense, Marinha Grande) "As colaborações do guitarrista John Abercrombie com os Brecker Brothers, Gil Evans, Billy Cobham e outros, assim como os seus históricos discos gravados para a editora ECM com nomes como Jack DeJohnette, Dave Holland, Mark Johnson ou Peter Erskine tornaram-no num músico lendário do jazz contemporâneo. Em Portugal, no FJAE, apresentará o seu mais recente trabalho "The Third Quartet" com Mark Feldman (violino), Thomas Morgan (contrabaixo) e Joey Baron (bateria). Este projecto, que dá especial ênfase aos instrumentos de corda (guitarra, violino, contrabaixo), faz a ponte entre o jazz, a música improvisada e a música de câmara. Este novo Quarteto de John Abercrombie é sem dúvida um dos mais aclamados grupos da actualidade. (texto da organização) 1 de Outubro (quarta-feira, 22h00, Teatro Miguel Franco, Leiria, entrada livre) "A Big Band do Município da Nazaré formou-se em 1999 e desde então tem contribuído de forma inigualável para a formação e desenvolvimento de muitos músicos da região. Liderada desde o seu inicio pelo maestro e dinâmico pedagogo, Adelino Mota, esta formação tem visto passar pelas suas fileiras inúmeros jovens que aqui desenvolvem os seus conhecimentos, principalmente na área do jazz e do instrumento a que se dedicam. Com actividade semi- profissional e qualidade acima da média este concerto no Dia Mundial da Música não poderia ter protagonista mais apropriado. O repertório desta Big Band é baseado em clássicos de compositores como Duke Ellington, Count Basie, Dizzy Gillespie, assim como de autores mais contemporâneos como Chick Corea, Herbie Hancock ou Quincy Jones. (texto da organização) WORKSHOP Dirigido pelos músicos Marta Hugon (voz), Filipe Melo (piano), Bruno Santos (guitarra), André S.Machado (bateria) e Luís Cunha (trombone) a decorrer entre os dias 17 e 21 de Setembro nas instalações da SAMP (Sociedade Poisos), em Leiria. As inscrições são gratuitas. Horário: O concerto comentado “Aprender a Ouvir Jazz” contará com a presença do maestro Adelino Mota + Quinteto de Jazz da Academia Municipal das Artes da Nazaré: Adelino Mota (direcção), Susana Gomes (voz), João Capinha (sax alto), Márcio Silvério (guitarra), Tiago Lopes (baixo) e Vítor Copa (bateria). Terá ainda lugar uma exposição de fotografia de Luís Aguiar, em Leiria, de 19 de Setembro a 1 de Outubro, no Teatro Miguel Franco. A Feira do Disco de Jazz será nos locais dos espectáculos. |
setembro 18, 2008RODRIGO AMADO - SEARCHING FOR ADAM“Searching for Adam – A New York Imaginary Tale” é o título do mais recente projecto de Rodrigo Amado, trabalho multidisciplinar sobre a procura, conceito generalista que marca a quase totalidade da criação artística contemporânea. “Searching for Adam” teve a sua origem numa série de imagens, captadas ao longo de quatro anos na cidade de Nova Iorque, um “work in progress” que se tornou uma das actividades mais intensas da sua actividade como fotógrafo. Ao olhar recentemente para essas imagens, para a forma como evoluíram ao longo desse período, tornou-se claro que este projecto significava para si a busca de uma linguagem própria, na música e na fotografia. O projecto integra uma exposição de fotografia na Galeria Módulo – Centro Difusor de Arte, em Lisboa (inaugurada no passado dia 13), e dois concertos no Porto (hoje, na Casa da Música, Sala 2, 22h00)) e amanhã em Lisboa, na Culturgest (21h30). Para estes concertos, Amado convidou outro fotógrafo, Guillaume Pazat (Kameraphoto) para projectar e sequenciar em tempo real uma escolha alargada do conjunto de imagens que compõem “Searching for Adam”. Nos concertos, Rodrigo Amado (saxofones) será acompanhado por Taylor Ho Bynum (corneta), John Hebert (contrabaixo) e Gerald Cleaver (bateria). |
setembro 17, 2008A SEMANA NO HOTO Hot Clube de Portugal (Praça da Alegria, 39 - Lisboa) apresenta quinta, sexta e sábado concertos com o Rodrigo Gonçalves 5teto: Rodrigo Gonçalves (piano), César Cardoso (saxofone tenor), Bruno Santos (guitarra), Miguel Amado (baixo eléctrico) e João Rijo (bateria). O Hot Clube está aberto de terça a sábado, das 22h00 às 02h00, e que os concertos têm duas partes sendo a primeira das 23h00 às 24h00 e a segunda das 00h30 à 01h30. Mais informação sobre o Clube pode ser adquirida através da consulta em http://www.hcp.pt, http://pt.wikipedia.org/wiki/Hot_Clube_de_Portugal ou http://www.myspace.com/hotclubedeportugal. |
setembro 16, 2008CLEAN FEED FEST III ARRANCA SEXTA-FEIRA EM NYCA Clean Feed vai realizar entre os dias 19 e 24 de Setembro a terceira edição do seu festival em Nova Iorque, mais um passo em frente no consistente processo de internacionalização da editora portuguesa. Relembre-se que a Clean Feed foi considerada pelo site All About Jazz uma das 5 mais importantes editoras de jazz do mundo. Conta-nos Pedro Costa, um dos seus responsáveis, que “as expectativas são bastante elevadas pelo facto de esta ano para a terceira edição do festival termos mudado bastante o figurino”. A edição deste ano do Clean Feed Fest terá lugar no prestigiado Living Theatre (21, Clinton St.), em pleno Lower East Side. “Em vez de fazermos o festival num clube, alugamos um teatro emblemático de Nova Iorque e vamos explorar o bar. Assim, vamos ter queijos portugueses, vinho tinto, azeite e vinho do Porto a aportuguesar o festival. Pode parecer que não a alguns, mas os produtos portugueses associados à editora e às pessoas que vão de Portugal, dão um espírito muito peculiar à coisa”, acrescenta Pedro Costa. Sem querer destacar nenhum concerto em particular, aquele responsável prefere salientar o “grande carinho por todos os grupos que vão estar presentes no festival”. Ainda assim, afirma que “talvez pelo trabalho que deu juntar os três músicos eu possa destacar o trio Tamarindo do Tony Malaby, mas só por isso”. Aqui fica o programa complete do Clean Feed Fest NY III: 19 de Setembro 21h00 22h30 20 de Setembro 21h00 22h30 21 de Setembro 20h00 21h30 22 de Setembro 20h00 21h30 24 de Setembro 20h00 – Sean Conly’s Re:Action 21h30 A entrada custa $ 15,00 para o público e $ 7,50 para os artistas Clean Feed. Mais informação em: http//www.cleanfeed-recods.com. |
ABERTAS INSCRIÇÕES NO AJMMAEstão abertas as inscrições 2008/2009 para o AJMMA – Atelier de Jazz e Música Moderna do Algarve. Os alunos podem-se inscrever em bateria, baixo e contrabaixo, guitarra, piano, voz, saxofone, trombone e trompete. O AJMMA aceita ainda alunos de qualquer outro instrumento, desde que detenham um bom domínio do mesmo, sendo direccionados para as questões mais relacionadas com jazz (sobretudo improvisação), mas não só. Inaugurado em Setembro de 2007, o AJMMA é um workshop permanente organizado em três níveis, levado a cabo pela Associação Músicas No Sul, que assim a juntou a outros projectos que já lidera como sejam a Orquestra de Jazz de Lagos, o Quarteto de Saxofones da OJL, o Projecto Jazz Na Escola, o Programa Jazz No Hotel ou ainda o mais recente Projecto de Concertos e Agenda, Jazz Com Todos. A AJMMA é leccionada por um colectivo de sete professores, liderados pedagogicamente pelo músico de jazz Hugo Alves e pelo saxofonista Pedro Rijo, e funciona nas instalações sede, sitas na Rua dos Combatentes da Grande Guerra, nº10, em Lagos. A AJMMA destina-se a crianças e adultos, e para todos os níveis de conhecimentos, quer estejam a iniciar-se no estudo da música e de um instrumento musical, quer para quem queira desenvolver maiores estudos, ou ainda, e simplesmente, aprender a ouvir melhor esta música. Mais Informações: tel. 919950921 ou 309919022; E-mail: ajmma.ensino@gmail.com ; Internet: http://www.ajmma.tk |
setembro 15, 2008AAJ - NY SETEMBRO 2008Edição de Setembro do All About Jazz - New York em http://www.allaboutjazz.com/newyork/aaj_ny_200809.pdf. |
ESCOLA DE JAZZ DO BARREIRO ABRE INSCRIÇÕESA Escola de Jazz do Barreiro está prestes a iniciar o seu nono ano de actividade. As inscrições para o novo ano lectivo estão abertas a partir de hoje e até 26 de Setembro, de 2ª a 5ª feira, entre as 18h00 e as 21h00. A Escola de Jazz do Barreiro, galardoada há dois anos pela autarquia com a medalha de mérito cultural da cidade, foi criada no ano de 1999, e conta com os apoios da Câmara Municipal do Barreiro, Junta de Freguesia do Barreiro e Cooperativa Cultural Operária Barreirense. Do corpo docente fazem parte os professores Mário Delgado, Miguel Barrosa, Francisco Abreu, João Maurílio, Jorge Moniz, Luís Santos, Gonçalo Marques, Bárbara Lagido, Sara Corte Real, Alberta Soares e Filipe Abrantes. As novidades para este ano serão a criação de uma classe de Big Band e a realização de workshops regulares. O primeiro realizar-se-á a 24 e 25 de Outubro com Carlos Bica. A funcionar em horário pós-laboral, entre as 18h00 e as 24h00, a Escola de Jazz do Barreiro lecciona os seguintes cursos: bateria, baixo eléctrico, canto, contrabaixo, guitarra, piano, saxofone, trombone e trompete. Os interessados na frequência da escola poderão optar por duas modalidades lectivas: O Curso Geral, com a duração total de 5 anos, encontra-se dividido por níveis divididos em semestres e é composto por uma vertente teórica (Formação Musical, Harmonia e Improvisação e História do Jazz) e por uma vertente prática (constituída pelas disciplinas de instrumento e combo – prática de conjunto). No Curso Livre o aluno opta apenas por uma das vertentes: prática ou teórica. Esta modalidade não é comparticipada. Para além destas modalidades encontram-se abertas inscrições para cursos de iniciação para crianças dos 6 aos 10 anos. Os interessados poderão obter informações sobre as inscrições, nas instalações da escola, rua Dr Eusébio Leão, nº11, 2830-343 Barreiro, pelos telefones 212073116 ou 914959132 ou colocar questões através do email escolajazzbarreiro@clix.pt. Mais informação em www.escolajazzbarreiro.com.pt. |
setembro 14, 2008EST´JAZZ 2008 EM ESTREMOZEstá aí o Est´Jazz 2008 - Festival de Jazz de Estremoz. Os concertos integrados neste evento norte-alentejano são os que se seguem: 18 de Setembro (quinta-feira) 19 de Setembro (sexta-feira) 20 de Setembro (sábado) Paralelamente aos concertos, haverá ainda um ciclo de cinema, conversas com artistas, exposições, jam sessions e uma feira de jazz. Mais informação em: www.estremozmarca.com. |
setembro 13, 2008RODRIGO AMADO APRESENTA "SEARCHING FOR ADAM"É inaugurada hoje ao final da tarde (18h00) na Galeria Módulo - Centro Difusor de Artes (Calçada dos Mestres, em Lisboa) a exposição "Searching for Adam", do saxofonista e fotógrafo Rodrigo Amado. |
UM TOQUE DE JAZZO programa "Um Toque de Jazz" continua a apresentar hoje Discos recentes (3) – "The Wind" (Franco Ambrosetti), "Parisian Portraits" (Enrico Pieranunzi), "Électrique" (Orchestre National de Jazz), "Here" (Eric Reed), "Free Advice" (Pandelis Karayorgis), "The Good Book – Chaper I" (Vincent Gardner), "Seraphic Light" (Saxophone Summit) e "Imagina" (Karrin Allyson). Amanhã será a vez do programa ser preenchido com Discos recentes (4) – "The Third Man" (Enrico Rava / Stefano Bollani), "The New Crystal Silence" (Chick Corea / Gary Burton), "Songbook" (Jason Palmer), "Depth of Emotion" (Ed Saindon / Dave Liebman), "One!" (João Lencastre “Communion”) e "Blues Twilight" (Richard Boulger). "Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h05 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM e Mértola 92.2 FM). Emissão on-line: mms://rdp.oninet.pt/antena2. Webcast: http://tv1.rtp.pt/wportal/popups/player.php?canal=2 Arquivos: http://tv1.rtp.pt/wportal/multimedia/programa.php?prog=1126&from_iframe=on |
setembro 12, 2008RED TRIO AMANHÃ EM BRAÇO DE PRATAO RED Trio - Rodrigo Pinheiro (piano), Hernâni Faustino (contrabaixo) e Gabriel Ferrandini (bateria) - toca amanhã à noite (22h30) na Fábrica Braço de Prata, em Lisboa. Mais informação sobre o RED Trio em: www.myspace.com/redtriospot. |
IN LOKO AMANHÃ EM BRAÇO DE PRATAO projecto In Loko, do contrabaixista Carlos Barretto apresenta-se amanhã, à meia-noite, na Fábrica Braço de Prata, na tenda. Este colectivo é constituído por Carlos Barretto, Bernardo Sassetti (Rhodes), João Moreira (trompete), Mário Delgado (guitarra), José Salgueiro (bateria) e Sebastian Scheriff (percussão). Mais informação em: www.carlosbarrettoonline.com. |
setembro 11, 2008JAZZ ÀS 5AS NO CCB HOJE COM JASON STEIN´S LOCKSMITH ISIDOREProssegue hoje a iniciativa "Jazz às 5ªs", que todas as quintas-feiras, a partir das 22h00, leva jazz à Cafetaria Quadrante, do Centro Cultural de Belém. Hoje será a vez de se apresentar em concerto o projecto Jason Stein’a Locksmith Isidore, com Jason Stein (clarinete baixo), Jason Roebke (contrabaixo) e Mike Pride (bateria). "Um operário da música por natureza e convicção, Jason Stein tanto pode ser ouvido no grupo Bridge 61, praticando um free bop com sólidas raízes na tradição, ou a abrir novos caminhos inserido no ensemble de câmara experimental Wrack. À frente do seu próprio combo, com o nome de Locksmith Isidore em memória do seu avô, Stein estabelece um compromisso entre duas facetas, ora entrando em territórios de máxima abstracção, se bem que com uma abordagem económica e suave em termos de utilização dos sons, ora recuando para o solo mais reconhecidamente jazzístico e até mesmo convencional. Com Jason Roebke no contrabaixo, a substituir o violoncelista kevin Davis, e Mike Pride na bateria, o clarinetista dispõe da secção rítmica para cobrir esta variedade A entrada é livre. |
2º BLOCO DO FETIVAL JAZZ.PT NO NOTPara comemorar o terceiro ano de edições da Jazz.pt – revista bimestral de Jazz, única publicação periódica especializada em jazz editada no nosso país, o JACC – Jazz ao Centro Clube, associação cultural sem fins lucrativos responsável por esta publicação, lançou o desafio à direcção do Hot Clube de Portugal, para que acolhesse no seu mítico espaço na Praça da Alegria, em Lisboa, a primeira realização do festival Jazz.pt. O segundo bloco do festival terá lugar este fim-de-semana. O cartaz deste segundo bloco festival é o que se segue: 11 de Setembro (quinta-feira) 22h00 (Jardim) 23h45 (Bar) Afonso Pais “Subsequências” (Portugal / Brasil) 12 de Setembro (sexta-feira) 22h00 (Jardim) Jason Stein's Locksmith Isidore (EUA) 23h45 (Bar) Happening (Portugal) 13 de Setembro (sábado) 22h00 (Jardim) José Peixoto “El Fad” (Portugal) 23h00 (Jardim) Pedro Moreira Quinteto (Portugal) 00h30 (Bar) Tetterapadequ (Itália/Portugal) O bilhete diário custa € 10. O bilhete fim de semana (válido para um dos fins de semana) custa € 20. Está ainda disponível um pacote especial (livre-trânsito para todos os concertos e assinatura anual jazz.pt) que custa € 50. Mais informação em: www.jazz.pt/festival. |
setembro 09, 2008SEIXAL JAZZ 2008De 17 de Outubro a 1 de Novembro terá lugar o Festival Internacional de Jazz do Seixal, como habitualmente no Fórum Cultural do Seixal e nos antigos refeitórios da Mundet. O Seixal Jazz já trouxe até nós nomes como Laurent Filipe, Tim Hagans, Billy Kilson, Steve Coleman, Benny Golson, Kenny Garrett, Joe Lovano, Ravi Coltrane, Chico Freeman, Chick Corea, Dave Holland, Dave Douglas, Brad Mehldau, entre muitos outros. O cartaz principal começa no dia 29 de Outubro e prolonga-se até ao dia 1 de Novembro, com duas actuações por dia. Os principais concertos são os seguintes: 29 de Outubro (quarta-feira) 30 de Outubro (quinta-feira) 31 de Outubro (sexta-feira) 1 de Novembro (sábado) Mas o festival abre as portas, a partir do dia 17 de Outubro, com o Seixal Jazz Clube, um espaço de animação e convívio com actuações de músicos nacionais e estrangeiros, exposições e um serviço de bar. O Seixal Jazz Clube funciona das 22h00 às 02h00 (sets às 23h00 e às 00h30). 17 e 18 de Outubro (sexta-feira e sábado) "Quando em 2005, “Tender Trap”, o seu primeiro registo discográfico a solo foi editado, chegou a confirmação daquilo que já se sabia dos concertos – uma voz magnífica apoiada numa direcção musical brilhante. Com “Story Teller”, seu segundo disco, que será base do concerto que irá apresentar no Seixal Jazz Clube, Marta Hugon assegura uma carreira cada vez mais sólida no panorama musical e jazzístico Português. Marta Hugon é um caso raro, não só devido ao seu talento e á maturidade que demonstra quando canta, mas também por conseguir conciliar algo extremamente díficil – a aceitação dos músicos e o carinho do público. Outro factor importante para o sucesso deste projecto é a unidade dos músicos que a acompanham, Filipe Melo no piano, Bernardo Moreira no contrabaixo, André Sousa Machado na bateria e ainda a presença de um convidado surpresa entre o guitarrista André Fernandes e o trompetista João Moreira. Com eles podemos encontrar neste projecto o rigor que é apenas possível num grupo que toca e respira em uníssono. Marta Hugon garante essa liberdade e tem como máxima preocupação a procura constante da essência da música. É fácil encontrar vocalistas que impressionem quem as escuta. É cada vez mais díficil encontrar uma que nos consiga inspirar – é o caso de Marta Hugon." (texto da organização) 23 de Outubro (quinta-feira) 24 e 25 de Outubro (sexta-feira e sábado) "O RIDD Quartet inclui quatro músicos da cena jazz e improvisada de Nova Iorque já bem estabelecidos: o contrabaixista Reuben Radding (“tom ressoante e fraseado ágil, uma força dominante” - All About Jazz), a pianista Kris Davis (“entre os mais promissores jovens pianistas e compositores surgidos nos últimos anos” - New York Times), o saxofonista Jon Irabagon (“um dos sopradores mais mortíferos da cidade” - Time Out New York) e o baterista Jeff Davis (“um solista criativo e um agitador” - All About Jazz). O colectivo formou-se em 2005, primeiro tendo como objectivo explorar as possibilidades da improvisação livre, mais tarde, depois de um ano de ensaios, convertendo-se num grupo conceptualizado e interessado em criar improvisações estruturadas e fluidas. O RIDD Quartet procura, no essencial, uma musicalidade sem limites. Texturas sonoras e estados de espírito convivem com melodias e harmonias instantâneas, sempre evoluindo e procurando uma verdadeira improvisação de grupo. Com muitos anos a tocarem com este formato e em outros ensembles, os membros do RIDD Quartet pensam e agem como se fossem um só, privilegiando a caracterização colectiva do projecto. O seu disco de estreia, “Fiction Avalanche” é uma clara demonstração destas qualidades." (texto da organização) 29 de Outubro (quarta-feira) "A música tocada pelo grupo The Electrics reflecte as experiências dos seus membros nos domínios do jazz e da livre-improvisação. Como já a revista The Wire comentou, as suas derivas por entre géneros musicais adjacentes leva-o à formulação de uma música total que depende em alto grau das capacidades combinadas de Axel Dorner, Sture Ericson, Ingebrigt Haker-Flaten e Raymond Strid, conhecidos pelo facto de reinventarem o léxico e as técnicas dos seus respectivos instrumentos. Dorner é um dos mais versáteis trompetistas da actualidade, indo do free bop das interpretações do repertório de Thelonious Monk no projecto Monk's Casino de Alexander von Schlippenbach a situações de deflagração radical do timbre e da textura na companhia de músicos como Ãndrea Neumann, Thomas Lehn ou Robin Hayward. Ericson integrou uma formação de grande popularidade na Suécia, Position Alpha, durante 16 anos e depois solidificou os seus créditos como saxofonista e improvisador nos mais diversos contextos, como a King Ubu Orchestru, os Phosphor e a Territory Band de Ken Vandermark. Haker Flaten é um dos mais energéticos contrabaixistas em cena e também um dos mais requisitados, a começar por músicos como Mats Gustafsson e o já referido Vandermark. Strid é um baterista com sensibilidade de tecelão, um dos lados do triângulo Gush de Gustafsson, colaborador de Marilyn Crispell e motor da Barry Guy New Orchestra. “Nunca se sabe o que eles vão fazer a seguir”, escreveu já a crítica." (texto da organização) 30 de Outubro (quinta-feira) 31 de Outubro e 1 de Novembro (sexta-feira e sábado) Como actividades paralelas, estão previstas Exposições, a Feira do Disco, workshops e o A Escola vai ao Jazz, um projecto pedagógico de divulgação do jazz com uma componente prática e de experimentação (a 28 de Outubro, em 2 sessões (10h00 e 15h00) pelo quarteto de Júlio Resende). Mais informação em: http://www.cm-seixal.pt/seixaljazz/. |
setembro 08, 2008XÔPANA JAZZ 2008 - RESCALDOQuando o Improvisos Ao Sul chegou ao Choupana Hills Resort & Spa ao final da tarde do primeiro dia do festival, deparou-se com um cenário climatérico particularmente adverso: um denso nevoeiro e uma chuva miudinha mas impiedosa que não parava de cair. A deslumbrante vista sobre a baía do Funchal estava limitada a apenas alguns metros, mal deixando ver o palco do outro lado da piscina (este ano assemelhando-se ao do principal auditório da Fundação Gulbenkian, em Lisboa, com o jardim iluminado). Para um evento ao ar livre que vive muito da espectacularidade do cenário, o caso estava feio. O director artístico desdobrava-se em contactos, procurando antecipar o evoluir da situação. São Pedro, o próprio, terá sido um deles, dado que, quase miraculosamente, a cerca de uma hora do início do concerto inaugural, foi possível começar a vislumbrar as luzes do Funchal… o nevoeiro dissipava-se, dando lugar a uma estupenda noite de música. Com algum – compreensível – atraso, subiu ao palco o TrioAngular, formação liderada pelo guitarrista Bruno Santos, com Bernardo Moreira no contrabaixo e Bruno Pedroso na bateria. Com o tom cálido e repousado que caracteriza a sua abordagem (“Ponto Final”, “Glue”, “Lift” espelham-no) – ancorada na tradição dos grandes mestres da guitarra –, o músico madeirense conduziu as operações de forma segura, com a sua técnica guitarrística irrepreensível e a forma cúmplice como comunica com os outros dois vértices do triângulo, que parecem ser a melhor aposta para concretizar as suas ideias. Se Bernardo Moreira é aquele garante de solidez que conhecemos – a beneficiar da margem de manobra que este contexto mais intimista lhe confere – Pedroso foi o elemento de contraste, com a sua flexibilidade e o seu touch hiper-dinâmico, injectando constantemente doses de imprevisibilidade ao conjunto. Santos dedicou-lhe “Plastic Man” e percebemos bem porquê. Ocasião para apresentar material novo, como o tema “3.2”. Um arranque de bom nível. Sensivelmente a meio de uma mini-digressão nacional, o quinteto do saxofonista alto norte-americano David Binney apresentou-se no Xôpana Jazz, para um dos concertos aguardados com maior expectativa de todo o evento. Uma formação constituída por superlativos músicos – o pianista Jacob Sacks, o contrabaixista Thomas Morgan e o baterista Dan Weiss – a que acresce Mark Turner, um dos maiores astros do saxofone tenor dos nossos dias. O quinteto aproveitou a oportunidade essencialmente para apresentar material novo, já gravado mas ainda a aguardar edição, mas não deixou de espreitar o notável “Cities and Desire” (gravado com esta mesma formação, com a excepção de Sacks no lugar de Craig Taborn). Este novo punhado de composições não se afasta muito das coordenadas que conhecemos da música de Binney: composições precisas (não previsíveis), um equilíbrio assinalável entre a componente escrita e a improvisação, com suficientes graus de liberdade para se constituírem como desafios permanentes ao ouvinte. Ouviram-se temas geralmente expostos em uníssono pelos dois saxofones, que depois partiam em deambulações solísticas, quase sempre inspiradas (em abono da verdade, a prestação de Binney esteve, na generalidade do concerto, uns bons furos acima da de Turner). Foi comum a subdivisão da formação em unidades mais pequenas, para assim melhor explorar a interactividade entre os músicos. A secção rítmica, só por si, é um regalo para os ouvidos, funcionando em perfeita sintonia (não será caso para estranhar, dado que os três músicos constituem o habitual trio de Dan Weiss). O pianista oscilou um feeling mais lírico e contido (próximo do virtuoso clássico, que também é) e outro mais livre (ecoando por vezes os sons desconcertantes de Cecil Taylor). Morgan foi a verdadeira trave mestra da formação, preenchendo espaços, sublinhado inflexões rítmicas, ouvindo e interagindo. Weiss – dotado de uma técnica por vezes algo bizarra – é um pulmão inesgotável e autor de figuras rítmicas notáveis. Toda a formação funcionou com um verdadeiro bloco, coeso e bem oleado, proporcionando aos presentes grandes momentos de jazz enérgico e absorvente, num excelente concerto. Ao segundo dia do Xôpana Jazz uma troca no alinhamento. O trio composto por Steve Swallow (baixo eléctrico), Ohad Talmor (saxofone tenor) e Adam Nussbaum (bateria) – outro dos principais pólos de interesse do evento madeirense –, contrariamente ao que estava inicialmente previsto, foi o primeiro a subir ao palco. E, diga-se desde já, para uma prestação absolutamente memorável. O grupo – criado na esteira do trio Damaged in Transit (com Chris Potter em vez de Talmor) e formado por três personalidades musicais bastante vincadas – revelou-se bastante interligado, apresentando peças requintadas e ricas em subtilezas, cujos créditos cabem aos três elementos. Os músicos souberam libertar-se da pauta, partindo para explorações criativas, com a geometria do trio a modificar-se ao sabor dos propósitos. Notável a destreza com que Swallow – do alto dos seus quase 70 anos e unanimemente considerado o expoente máximo do baixo eléctrico em contexto jazz – passeia magistralmente os seus dedos pelo baixo, de uma forma que chega a ser comovente. Os seus momentos de walking bass continuam também a ser desarmantes. Músico habitualmente cerebral, Ohad Talmor (que orgulhosamente envergava uma t-shirt com os dizeres “No More Bush”) esteve magnífico, com o seu típico fraseio fluido e consistente, ora aveludado, ora mais agreste, mas sempre eivado de um apurado controlo tímbrico. Um dos momentos mais interessantes da noite foi quando Talmor deixou por momentos o saxofone e – num momento de superior organicidade – pegou numa flauta de cana oriental (bashuri) para interpretar um raga indiano. Voltou ao tenor e continuou a explorar a serpenteante melodia-base. Belíssimo. Nussbaum foi sempre um monstro de inventividade rítmica, demonstrando uma incrível capacidade para dialogar com os outros músicos, nunca dando ponto sem nó. Quase no final do concerto a chuva que começou a cair deu um toque ainda mais intimista a uma música que deslumbrou. O concerto foi gravado para posterior edição pelo selo italiano Auand. Estejamos alerta. A segunda noite do festival completou-se com o quarteto “luso” do saxofonista britânico Julian Argüelles – conhecido entre nós sobretudo pelas suas colaborações com Mário Laginha –, que escolheu para o acompanhar músicos que bem conhece: o grande guitarrista que cada vez mais é André Fernandes, o contrabaixista Bernardo Moreira e o baterista Alexandre Frazão, uma dupla rítmica cheia de recursos e rodadíssima. Argüelles – um dos mais conceituados músicos de jazz das ilhas britânicas – revisitou temas antigos, como o que dá título ao seu primeiro disco, “Phaedrus”, onde patenteou o seu estilo eloquente e de grande carácter melódico, revelando-se porém, por vezes, pouco afoito nas improvisações. Prosseguiu num registo próximo com “Peace for Jess”, introduzida delicadamente pela guitarra de André Fernandes, e onde o saxofonista deu mostras de um intenso lirismo. Virou depois a agulha para o mais anguloso “Evan´s Freedom Pass” (dedicada a Evan Parker), com Fernandes a debitar um solo de alta voltagem. Recolheu-se de novo a uma toada mais espaçosa em “Lester´s” (referência sentida a Lester Young) e terminou com o dinâmico “500 Broadway” (onde brilhou Frazão). Estava cumprida a segunda jornada. A derradeira noite iniciou-se com outro dos momentos esperados: a apresentação do projecto “Chocolate”, de Maria João e Mário Laginha, numa altura em se completam 25 de celebrada parceria musical (“que sorte eu tive”, afirmou, a dado passo, a cantora, visivelmente emocionada). A criativa e bem sucedida dupla – dos poucos projectos nacionais com real projecção além-fronteiras – apresentou-se rejuvenescida e em grande forma, convidando os cúmplices Julian Argüelles (saxofone tenor), Bernardo Moreira (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria), para um regresso aos standards do cancioneiro norte-americano, mas não só. Envergando um sumptuoso vestido amarelo – Maria João fez aquilo que melhor sabe: cantar, experimentar, espicaçar emoções, alternando as suas tão características erupções vocais com uma voz cristalina e de espantosa expressividade. Laginha é um músico enorme, qualquer adjectivo sabe sempre a pouco. O som que sai das suas teclas chega a ser arrepiante. Notáveis os arranjos de temas históricos como “When You Wish Upon A Star”, “Goodbye Pork Pie Hat”, o “swingante” “I´m Old Fashioned” ou “I´ve Grown Accustomed to Her Face” (com o “her” a ser cirurgicamente substituído por “his”). Revisitou-se o passado com “Sete Facadas”, do disco “Chorinho Feliz”, um tema onde parece ecoar a música de José Afonso. Em “Beatriz” (da dupla Chico Buarque/Edu Lobo), Maria João encantou: “será que é divina / a vida da actriz/se ela um dia / despencar do céu”. Para o encore – vibrantemente solicitado pelo público – uma tocante balada ainda sem nome. Argüelles esteve particularmente inspirado, claramente uns degraus acima da sua prestação na noite anterior. Moreira e Frazão estiveram também em óptimo plano, tocando quase de olhos fechados, tal a cumplicidade reinante. Aguardado com natural expectativa, o novo disco deverá ver a luz do dia até final do ano. A segunda edição do Xôpana Jazz terminou com uma das formações dirigidas pelo consagrado trompetista italiano Enrico Rava, o projecto Generations. Ao líder juntam-se – num grupo constituído por músicos de diferentes gerações –, Mauro Negri, no clarinete e saxofone, o pianista Giovanni Guidi, o contrabaixista Stefano Senni e o baterista Fabrizio Sferra. Denotando entrosamento, o quinteto dispensou papéis e entregou-se de corpo e alma a um conjunto de peças quase todas da autoria do líder. Nota de realce para a interpretação de “More” (também conhecido como “Ti Guardero' Nel Cuore”), um tema incluído na banda sonora escrita por Nino Oliviero e Riz Ortolani para o filme “Mondo Cane” (1962). Rava apresentou-se em boa forma, dirigindo os músicos com gestos subtis, e alternando, como é seu hábito e por vezes de forma quase abrupta, entre um registo mais tranquilo e momentos de maior liberdade (rubricou mesmo alguns dos solos mais fogosos que lhe ouvimos em concerto), um eco das colaborações que manteve com músicos Don Cherry ou Steve Lacy. Pela abordagem que adoptou em solos sinuosos, Mauro Negri deixou claro que a influência de Eric Dolphy está bem presente. Interessante a forma como os dois sopradores buscaram diferentes jogos tímbricos e exploraram diversas dinâmicas, inclusivamente movimentando-se para diferentes posições no palco. O jovem pianista Giovanni Guidi mostrou valor para dar cartas nos anos vindouros (Bollani que se cuide!). A secção rítmica esteve competente, em especial o contrabaixista. Já o baterista esteve algo apagado. Se por vezes foi alcançado um elevado nível de qualidade ao nível das improvisações, o certo é que houve outros em que os resultados não foram assim tão conseguidos. Ainda assim, foi sem dúvida um concerto interessante. Com uma escolha criteriosa de projectos e músicos, o Xôpana Jazz assume-se em definitivo como o mais importante certame jazzístico madeirense e um dos melhores a nível nacional. Assim continue. |
DOWNBEAT SET08Acabo de receber o número de Setembro da revista norte-americana Downbeat. Eis o que há para ler neste número: CAPA |
setembro 07, 2008POSTO DE ESCUTAFlorian Ross - "Eight Ball & White Horse" Florian Ross (piano, Fender Rhodes, composição); Dietmar Fuhr (contrabaixo); Jonas Burgwinkel (bateria); Frank Vaganée (saxofones alto e soprano, flauta); Felix Wahnschaffe (saxofones alto e soprano); Jasper Blom (saxofone tenor, clarinete); Wolfgang Fuhr (saxofone tenor, clarinete); Niels Klein (saxofone barítono, clarinete baixo) 6 a 8 de Novembro de 2006 O pianista, compositor e arranjador alemão Florian Ross (n. 1972) tem escolhido para os seus discos, títulos que remetem para um jogo de contrastes: “Lilacs & Laughter” (2000), “Blinds & Shades” (2004), “Home & Some Other Place” (2005), “Big Fish & Small Pond” (2006). Segundo o próprio, tal fica a dever-se à forma como gere os dois lados da sua actividade musical: por um lado, o de instrumentista, por outro o de compositor, organizador e arranjador. O certo é que cada trabalho anterior – independentemente do contexto e do tipo de formação utilizada – evidencia uma clara tendência, num ou noutro sentido. No seu novo disco “Eight Ball & White Horse” (outra dicotomia) nota-se que procura esbater essa tendência, intercruzando e equilibrando – como poucas vezes o terá feito antes – as duas vertentes. Para isso juntou um octeto, com secção rítmica e madeiras (sem metais), formação de certo modo pouco habitual. Nem por isso a sua música deixou de ser regida pelos vectores fundamentais que lhe conhecíamos, assentes num balanço entre a tradição mainstream (sem conotação pejorativa) e traços mais contemporâneos. Ross é um rigoroso arquitecto sonoro, que investe no rigor formal das suas peças como imagem de marca. A forma como dispõe as pedras no seu xadrez orquestral continua a revelar uma maturidade acima da média. A sua música é organizada, delicada e acessível à generalidade dos ouvidos. Ouçam-se peças como “Cry Out Loud”, “White Horse”, “Egberto” ou “Quahog Wayland” para se aquilatar isto mesmo. No entanto, este disco deixa um travo amargo, pelo menos a este ouvinte, como invariavelmente aconteceu com discos anteriores. Não por serem maus, longe disso, mas por lançarem a dúvida sobre quais teriam sido os resultados se tivesse dado mais um passo em frente. Este disco continua a não ser excepção. |
setembro 06, 2008UM TOQUE DE JAZZO programa "Um Toque de Jazz" apresenta hoje as sessões de gravação dos pequenos grupos de Buddy Rich para a Argo, a EmArcy e a Verve (1953-1961). (1º Programa) Amanhã será a vez do programa ser preenchido com as sessões de gravação dos pequenos grupos de Buddy Rich para a Argo, a EmArcy e a Verve (1953-1961). (2º Programa) "Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h05 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM e Mértola 92.2 FM). Emissão on-line: mms://rdp.oninet.pt/antena2. Webcast: http://tv1.rtp.pt/wportal/popups/player.php?canal=2 Arquivos: http://tv1.rtp.pt/wportal/multimedia/programa.php?prog=1126&from_iframe=on |
setembro 05, 2008JAZZ.PT #20 (SET/OUT) À VENDAJá está nas bancas o n.º 20 (Setembro/Outubro 08) da revista Jazz.pt - Revista bimestral de jazz, a única revista portuguesa de jazz e a publicação regular sobre jazz em Portugal, com maior longevidade!... A Jazz.pt é propriedade do JACC - Jazz Ao Centro Clube. O seu Director é Pedro Rocha Santos, o Editor é Rui Eduardo Paes e o responsável pelo grafismo, Rui Garrido. O preço de capa da revista é de € 5,00. Aqui fica o sumário da Jazz.pt #20, especialmente dedicado ao Festival Jazz.pt no Hot Clube de Portugal, a acontecer nos dois primeiros fins de semana de Setembro: CAPA Pode efectuar a assinatura da revista enviando um e-mail para: assinaturas@jacc.pt. O site da revista pode ser visitado em www.jazz.pt. |
setembro 04, 2008JAZZ ÀS 5AS NO CCB HOJE COM AFTERFALLProssegue hoje a iniciativa "Jazz às 5ªs", que todas as quintas-feiras, a partir das 22h00, leva jazz à Cafetaria Quadrante, do Centro Cultural de Belém. Hoje será a vez de se apresentar em concerto o projecto Afterfall, com Sei Miguel (trompete), Joe Giardullo (saxofone soprano), Luís Lopes (guitarra), Ken Filiano (contrabaixo) e Harvey Sorgen (bateria). A música deste quinteto pode não ser suave, mas está com certeza à dimensão dos homens que a fazem. Depois das estéticas da velocidade (be bop) e do grito (free), o jazz parece estar a descobrir um novo comedimento, por vezes adquirindo mesmo os contornos e a simplicidade de um autêntico ascetismo Zen – misticismos orientais excluídos, ou não, conforme os casos e os músicos. Menor expressionismo, menos notas, menos volume sonoro, menos “gimmicks”: são estas as características dos músicos que compõem o Grupo Afterfall. A entrada é livre. |
FESTIVAL DA REVISTA JAZZ.PT NO HOTPara comemorar o terceiro ano de edições da Jazz.pt – revista bimestral de Jazz, única publicação periódica especializada em jazz editada no nosso país, o JACC – Jazz ao Centro Clube, associação cultural sem fins lucrativos responsável por esta publicação, lançou o desafio à direcção do Hot Clube de Portugal, para que acolhesse no seu mítico espaço na Praça da Alegria, em Lisboa, a primeira realização do festival Jazz.pt. O festival decorre de hoje até domingo e também no fim de semana de 11, 12 e 13. O cartaz do primeiro fim de semana do festival é o que se segue: Hoje 22h00 (Jardim) 23h45 (Bar) Amanhã 22h00 (Jardim) 23h45 (Bar) Sábado 22h00 (jardim) 23h45 (Bar) O bilhete diário custa € 10. O bilhete fim de semana (válido para um dos fins de semana) custa € 20. Está ainda disponível um pacote especial (livre-trânsito para todos os concertos e assinatura anual jazz.pt) que custa € 50. Mais informação em: www.jazz.pt/festival. |
setembro 03, 2008II XÔPANA JAZZ ARRANCA AMANHÃNa sequência do sucesso alcançado com a edição inaugural, o Choupana Hills Spa & Resort (Funchal, Madeira) subiu a fasquia e aposta fortemente este ano no jazz. E fá-lo, de novo, sob a orientação atenta e conhecedora do promotor e crítico Paulo Barbosa, que conseguiu reunir um cartaz de fazer inveja a muitos certames jazzísticos, em Portugal e além fronteiras. Num deslumbrante enquadramento paisagístico, com a majestosa baía do Funchal como cenário, o festival contará com a presença de nomes destacados do jazz actual, verificando-se também, mais uma vez, a presença de figuras gradas do jazz nacional. O modelo de programação mantém-se: três noites de concertos duplos. O programa do Xôpana Jazz II é o que se segue: Amanhã 21h30 O arranque do evento dá-se com o TrioAngular, do guitarrista Bruno Santos, acompanhado por outros dois grandes nomes do jazz nacional, o contrabaixista Bernardo Moreira e o baterista Bruno Pedroso. O disco do trio, editado no ano passado pela TOAP, foi alvo de críticas abonatórias. Bruno Santos, madeirense, é um valor seguro do jazz nacional, formando com Mário Delgado e André Fernandes o trio de guitarristas portugueses de jazz actualmente mais requisitados. Dono de uma técnica irrepreensível e de uma notável concepção rítmica, tem vindo a cotar-se como um dos guitarristas mais interessantes da nova geração, sabendo mesclar a tradição com a originalidade, numa abordagem elegante, mas sempre flexível e desafiante. Depois da auspiciosa estreia em nome próprio, em 2005, com “Wrong Way”, este “TrioAngular” veio confirmar os predicados e colocar o guitarrista no pelotão da frente do jazz em Portugal. 23h00 No segundo concerto da noite apresenta-se o superlativo quinteto do saxofonista alto norte-americano David Binney, que inclui nas suas fileiras um outro astro do saxofone, desta feita do tenor: Mark Turner. Excepção feita ao pianista, esta é a formação que gravou, em Março de 2006, o disco “Cities and Desire”. Aclamado pelas suas capacidades como dotado instrumentista, mas também como compositor e organizador de ideias, Binney é um nome fundamental do jazz contemporâneo. O seu estilo absorvente é caracterizado por uma singular fluidez de execução, pelo balanço perfeito entre escrita e improvisação, em arranjos opulentos e refrescantes, sempre adaptados à personalidade musical dos músicos com que conta, encarnando, neste particular, o legado “ellingtoniano”. Multiplicando-se entre diversos projectos, a sua prolífica actividade – atestada por uma discografia infindável, em nome próprio e colaborações – estende-se também aos domínios da produção. A secção rítmica da formação é constituída por outros três músicos que dispensam apresentações: o pianista Jacob Sacks, o contrabaixista Thomas Morgan e o baterista Dan Weiss, todos eles como um percurso que fala por si, quer como líderes dos seus próprios projectos quer como peças fundamentais em formações alheias. Um momento que se aguarda com natural expectativa, dadas as forças em presença. Sexta-feira 21h30 O segundo dia do Xôpana Jazz 2008 inicia-se com o quarteto “português” do saxofonista britânico Julian Argüelles, que integra o guitarrista André Fernandes, e ainda Bernardo Moreira (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria). Talento precoce, Argüelles – um dos mais conceituados músicos de jazz das ilhas britânicas – ganhou reputação ainda antes de ter completado 20 anos, integrando a European Community Big Band e a big band britânica Loose Tubes. Gravou em 1990 o seu disco de estreia, “Phaedrus”, com o pianista John Taylor. Cinco anos depois, o segundo disco, “Home Truths”, contou com a participação de Steve Swallow, no baixo eléctrico. O seu disco ‘Partita”, foi gravado em Nova Iorque e conta com a participação de Tom Rainey e Michael Formanek. Do seu curriculum constam ainda colaborações com outros músicos, como Carla Bley, Kenny Wheeler Django Bates e Colin Steele. Presença habitual em palcos nacionais, Julian Argüelles cruzou por diversas vezes o seu caminho com o de músicos portugueses, como Mário Laginha e André Fernandes, em cujo álbum de estreia, “O Osso” (TOAP), participou. Espera-se muito desta nova colaboração entre quatro músicos de excepção. 23h00 A noite prossegue com aquele que será, certamente, um dos momentos mais aguardados de todo o festival, o da apresentação do trio formado por Steve Swallow (baixo eléctrico), Ohad Talmor (saxofone tenor) e Adam Nussbaum (bateria). Esta formação, criada à imagem e semelhança do trio Damaged in Transit (com Nussbaum e Chris Potter), aproveitará a ocasião para gravar o CD “Live at Xôpana Jazz”, a conhecer posterior edição pela italiana Auand. Swallow é um nome incontornável do jazz das últimas quatro décadas. Ao longo da sua extensa carreira já participou em várias centenas de discos. Começou a apresentar-se no contrabaixo no início da década de 1960, tendo gravado durante esse período ao lado de Jimmy Giuffre e Paul Bley (num trio seminal), George Russell, Eric Dolphy e Thad Jones. Tocou com um enorme rol de músicos importantes, como Thelonious Monk, Benny Goodman, Dizzy Gillespie, Stan Getz, Gary Burton, Bob Brookmeyer, Roy Haynes, Jim Hall, Chick Corea, John Scofield, Paul Motian, Michael Brecker, Carla Bley (a sua actual companheira), entre muitos outros. Em 1970, trocou definitivamente o contrabaixo pelo baixo eléctrico, tendo-se tornado no seu mais virtuoso executante. Desde 1983 ocupa a primeira posição na votação anual dos críticos da revista “Downbeat”(!). Actualmente, desdobra-se em inúmeros projectos, não deixando de liderar os seus próprios grupos. Acompanha-o nesta incursão madeirense o saxofonista, compositor e arranjador Ohad Talmor, também conhecido pela sua associação a Lee Konitz e, entre nós, à Orquestra de Jazz de Matosinhos (“Portology”). Lembre-se que o sexteto de Swallow e Talmor deu à luz o magistral “L’Histoire du Clochard: The Bum’s Tale” (2004). Completa o trio o conceituado baterista Adam Nussbaum, cuja vasta e preenchida carreira inclui colaborações com Stan Getz, Bob Brookmeyer, James Moody, John Abercrombie, Miroslav Vitous, Niels-Henning Ørsted Pedersen, Carla Bley e John Scofield, só para referir algumas. Sábado 21h30 O derradeiro dia do festival arranca com uma das mais cúmplices e bem sucedidas parcerias da música nacional, a que junta a cantora Maria João ao pianista Mário Laginha. Foi com o disco “Danças”, lançado em 1994 pela Verve, que se iniciou uma nova fase na colaboração entre os dois, após ambos terem integrado o projecto Cal Viva. Nos onze anos seguintes, editaram mais 7 discos em conjunto: “Fábula”, “Cor”, “Lobos, Raposas e Coiotes”, “Chorinho Feliz”, “Mumadji”, “Undercovers” e “Tralha”, todos eles representativos da originalidade e da consistência da dupla. À parte da mesma, são frequentemente convidados a colaborar em projectos de outros músicos. Já depois do lançamento do último disco conjunto, Mário Laginha publicou “Canções e Fugas”, álbum premiado e extremamente bem acolhido pela crítica, e “Espaço”, em trio com Bernardo Moreira e Alexandre Frazão. Em 2007, a cantora lançou, a solo, “João”, um disco integralmente composto por canções de compositores brasileiros. Já este ano, os dois voltaram a juntar-se numa gravação em quinteto, com o saxofonista Julian Argüelles, o contrabaixista Bernardo Moreira e o percussionista Helge Norbakken, a qual, celebrando os 25 anos de carreira da cantora, marca o regresso aos standards do cancioneiro norte-americano. É este projecto que, com o baterista Alexandre Frazão, o duo irá apresentar. 23h00 Esta segunda edição do Xôpana Jazz encerra com o trompetista italiano Enrico Rava, um dos mais prestigiados músicos de jazz à escala global. Ao líder, juntam-se Mauro Negri, no clarinete e saxofone, o pianista Giovanni Guidi (galardoado em 2007 com o prémio de "Melhor Novo Talento" da revista “Musica Jazz” e com dois CDs gravados em seu nome), o contrabaixista Stefano Senni e o baterista Fabrizio Sferra (tocou no excelente “Full of Life” e gravou também com Enrico Pieranunzi). O grupo foi baptizado de Enrico Rava Generations, exactamente porque Sferra é bem mais velho do que os restantes membros do grupo, embora bem mais novo do que Rava. Já apaixonado pelo som de Bix Beiderbecke e de Chet Baker, foi aos dezoito anos que, após assistir a um concerto de Miles Davis com Lester Young em Turim, Enrico Rava decidiu comprar o seu primeiro trompete. No início da década de 1960, estabelece contacto com músicos como Gato Barbieri, Don Cherry e Steve Lacy, com os quais irá encetar uma viagem pelo jazz mais livre. Já nos anos 1970, incorporadas todas aquelas influências, encontramos um trompetista com uma sonoridade própria, nas gravações com Roswell Rudd, Michael Mantler e Carla Bley, participando na Jazz Composers Orchestra, nomeadamente no histórico “Escalator Over The Hill”. Nesse fértil período gravou ainda com Gunter Hampel e Manfred Schoof (“European Echoes”). Na segunda metade da década de 1970, grava algumas das suas obras-primas para a ECM, designadamente “The Pilgrim and the Stars” (1975) e “The Plot” (1976). Na década de 1980 gravaria ao lado de Cecil Taylor (“Winged Serpent” e “Alms/Tiergarten”) e de Jimmy Lyons (“Give It Up”). Após lhe ter sido atribuído o JazzPar Prize, em 2002, Rava gravou outras obras magistrais para a ECM, “Easy Living” (2005) e o sublime “The Words And The Days” (2007). O trompetista divide-se actualmente entre vários projectos, destacando o seu sólido quinteto, o duo com o pianista Stefano Bollani, o Enrico Rava New Generation, formado por músicos da nova geração, e este que apresentará no Xôpana Jazz. Por tudo isto, a segunda edição deste evento jazzístico madeirense está a motivar grandes e fundadas expectativas. Mais informações em http://xopanajazz.wordpress.com. |
setembro 02, 2008JAZZ NA UNIVERISADE LUSÍADAA Universidade Lusíada prepara-se para abrir, já no ano lectivo cuja abertura se avizinha, uma nova licenciatura em Jazz e Música Moderna. De acordo com o site da Universidade, o curso tem como objectivo "estudar de forma teórica e prática, sistematizada e científica, os mais importantes aspectos relacionados com a performance, a história, a teoria musical do jazz e da música moderna, tendo como objectivo não só desenvolver instrumentistas e compositores nesta área, como também músicos com conhecimentos noutras áreas da música e das ciências sociais. Este curso procura ainda objectivar-se na concessão de uma formação que permita ao futuro licenciado frequentar outros ciclos de estudos, de modo a que este possa vir a aprofundar os conhecimentos teóricos e práticos nesta área, assim como desempenhar funções de docência em instituições de ensino público e privado." Ainda se pode ler no site, que este curso "procura ainda objectivar-se na concessão de uma formação que permita ao futuro licenciado frequentar outros ciclos de estudos, de modo a que este possa vir a aprofundar os conhecimentos teóricos e práticos nesta área, assim como desempenhar funções de docência em instituições de ensino público e privado. Mais informações poderão ser obtidas em: http://www.lis.ulusiada.pt/cursos/bolonha/ciclos_2008_2009/jazzmusicamoderna/1_ciclo/default.htm. |
WOODS HOJE NO SÉCULOOs Woods apresentam-se esta noite (22h00) em concerto no Centro Cultural O Século (rua de O Século, 78-84, em Lisboa). Amanhã, pelas 23h00, actuarão no Cabaret Maxime (Praça da Alegria, 58, em Lisboa), espaço de ciclópica tradição em actividades artísticas e afins. Os Woods são Bruno Parrinha (clarinete alto), João Pedro Viegas (clarinete baixo), Miguel Mira (violoncelo), João Camões (viola) e João Parrinha (bateria e objectos). Os interesses dos elementos dos Woods vão do jazz à música electro-acústica e das novas correntes reducionistas à música mais orgânica, concentrando a sua atenção na música de câmara improvisada. As suas apresentações ao vivo compreendem a interpretação de peças escritas pelos elementos do grupo e a improvisação livre, sempre num registo intimista que joga incessantemente com as componentes tímbricas dos instrumentos que tocam. Podemos falar assim de um ensemble que privilegia a composição espontânea e a exploração micro-tonal e a atonalidade. Refira-se que os Woods convidaram os manipuladores de electrónica D'Incise (Suiça) e João Pinto (Portugal) para gravarem um registo, para posterior edição, em que se espera um confronto musical entre os timbres acústicos dos instrumentos tradicionais e as texturas emitidas pelos laptops. |
setembro 01, 2008JAZZMIN 2008A sétima edição do JazzMin, em Aljustrel, que se realiza no Auditório da Biblioteca Municipal, entre os dias 19 e 21 de Setembro, prima pelo elevado grau de excelência. Este, que é um dos festivais de referência da região, tem vindo ao longo dos anos a conquistar um público cada vez mais vasto e interessado. Este ano o festival irá contar com a presença da Orquestra JazzMin, do quarteto da cantora Doris Cales e encerra com o quarteto do guitarrista André Fernandes, com Mário Laginha (piano), Nelson Cascais (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria). Entre 15 e 19 de Setembro decorrem os habituais workshops de instrumentos e voz orientados pelo maestro Adelino Mota. |


























