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agosto 31, 2008

CARLOS BICA E JOÃO PAULO EM LISBOA

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Carlos Bica (foto: Nuno Calado Mateus)

Esta tarde (17h00) concerto no Coreto do Parque Eduardo VII, em
Lisboa, com o contrabaixista Carlos Bica e o pianista João Paulo.

Mais conhecido pelo seu projecto “Azul”, numa parceria com dois músicos excepcionais (Frank Möbus na guitarra e Jim Black na bateria), o contrabaixista Carlos Bica tem outras frentes de trabalho e de criação. Uma delas desenvolve-se na difícil disciplina do contrabaixo solo, sustentada num disco de Outubro de 2005, denominado “Single”. A base deste concerto em Lisboa é precisamente esta gravação em estúdio, acrescida de uma mais valia chamada João Paulo Esteves da Silva, ao piano. O concerto insere-se no programa do Pleno Out Jazz.

Publicado por António Branco às 11:38 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 30, 2008

UM TOQUE DE JAZZ

O programa "Um Toque de Jazz" apresenta hoje as sessões de gravação dos pequenos grupos de Buddy Rich para a Argo, a EmArcy e a Verve (1953-1961). (1º Programa)

Amanhã será a vez do programa ser preenchido com as sessões de gravação dos pequenos grupos de Buddy Rich para a Argo, a EmArcy e a Verve (1953-1961). (2º Programa)

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h05 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM e Mértola 92.2 FM).

Emissão on-line: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

Webcast: http://tv1.rtp.pt/wportal/popups/player.php?canal=2

Arquivos: http://tv1.rtp.pt/wportal/multimedia/programa.php?prog=1126&from_iframe=on

Publicado por António Branco às 07:08 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 29, 2008

CHARLIE PARKER

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Charlie Parker

Se fosse vivo, completava hoje 88 anos de idade um dos maiores GÉNIOS do jazz: Charlie Parker...

Publicado por António Branco às 10:06 AM | Comentários (1) | TrackBack

VI FESTIVAL DE JAZZ DE ALBUFEIRA

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No próximos dias 11, 12 e 13 de Setembro tem lugar o VI Festival de Jazz de Albufeira. Os concertos são às 22h no Auditório Municipal.

11 de Setembro
Martírio

12 de Setembro
Miguel Braga Transatlântica

13 de Setembro
The Bad Plus

Publicado por António Branco às 07:34 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 28, 2008

JAZZ ÀS 5AS NO CCB HOJE COM O TRIO DE ANDRÉ MATOS

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Prossegue hoje a iniciativa "Jazz às 5ªs", que todas as quintas-feiras, a partir das 22h00, leva jazz à Cafetaria Quadrante, do Centro Cultural de Belém.

Hoje será a vez de se apresentar em concerto o André Matos Trio, com André Matos (guitarra), Demian Cabaud (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria).

O guitarrista André Matos conta com Demian Cabaud e Alexandre Frazão para formar este trio que tem como características fundamentais a versatilidade e o descomprometimento.

A entrada é livre.

Publicado por António Branco às 05:05 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 27, 2008

A SEMANA NO HOT

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O Hot Clube de Portugal (Praça da Alegria, 39 - Lisboa) apresenta quinta, sexta e sábado concertos com o trio do guitarrista Bruno Santos, que se completa com Bernardo Moreira (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria).

O Hot Clube está aberto de terça a sábado, das 22h00 às 02h00, e que os concertos têm duas partes sendo a primeira das 23h00 às 24h00 e a segunda das 00h30 à 01h30.

Mais informação sobre o Clube pode ser adquirida através da consulta em http://www.hcp.pt, http://pt.wikipedia.org/wiki/Hot_Clube_de_Portugal ou http://www.myspace.com/hotclubedeportugal.

Publicado por António Branco às 05:53 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 26, 2008

CANJAZZ 2008

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O Canjazz - Festival Internacional de Jazz de Cangas apresenta nesta sua décima primeira edição uma proposta que trará bom jazz de Nova Iorque a Cangas, na Galiza. O principal destaque do evento vai para as presenças do saxofonista norte-americano Marcus Strickland e do guitarrista Lage Lund que se apresentarão acompanhados de músicos locais, como Xan Campos (piano) e Iago Fernández (bateria). Juntamente com o contrabaixista Jose Carlos Ferro formarão o Canjazz Reunion, projecto que ficará para a posteridade, dado que será gravado para edição discográfica.

Eirado do Costal

27 de Agosto (quarta-feira, 22h30)
Marcus Strickland-Lage Lund Canjazz Reunion
Marcus Strickland (saxofone tenor), Lage Lund (guitarra), Xan Campos (Rhodes), Jose Carlos Ferro (contrabaixo) e
Iago Fernández (bateria)

"O concerto estelar desta edición reune a dous grandísimas figuras da cidade dos rañaceos con tres músicos locais. Quizabes esta e unha das maiores apostas que se teñen feito na historia do jazz na Galiza, e que pretende ser un referente para poñer aos nosos músicos en igualdade coas estrelas norteamericanas. Marcus Strickland foi elidido como o “Mellor artista revelación”polos lectores da prestixiosa revista JazzTimes Magazine no ano 2006. Strickland acompaña actualmente a músicos da talla de Dave Douglas, Jeff 'Tain' Watts, Will Calhoun, ou o prestixioso batería Roy Haynes. Estivo nominado aos grammy cos discos("Fountain of Youth" - Roy Haynes & "Keystone" - Dave Douglas).Tamén ten acompañado a músicos da talla de Lonnie Plaxico, Nicholas Payton, Tom Harrell, The Carnegie Hall Big Band, The Mingus Band, the Village Vangaurd Band, Milt Jackson Big Band, The Lincoln Center Jazz Orchestra & Reggie Workman's African American Legacy Band. Luge Lund estudou na Berklee School of Music, Julliard Institute, gañou o premio Thelonious Monk de guitarra no 2005 e acompaña actualmente a artistas da talla de Carmen Lundy, Ingrid Jensen, Wynton Marsalis and the LCJO, Eric Revis, Seamus Blake, Walter Smith III, David Sanchez, Jaleel Shaw, Ari Hoening, Wil Vinson, Rodney Green, Robert Glasper, Aaron Goldberg; Johnathan Blake, Kendrick Scott ,entre outros. Xan Campos, Iago Fernández e Jose Carlos Ferro son tres das novas figuras do jazz galego, colaborando con grandes artistas tanto estatais, coma internacionais da talla de Matt Brewer, Walter Smith III, Johnathan Blake, John O´Gallagher, André Fernándes, Jesús Santandreu, Bob Sands, Doris Cales, Mikel Anduela, Ramón Cardo, Juanma Barroso, Javier Colina, Perico Sambeat, Joao Moreira, etc." (texto da organização)

Quinta-feira (22h30)
Doris Cales Quintet
Doris Cales (voz), Javier Pereiro (trompete), Felipe Villar (guitarra), Juansy Santomé (contrabaixo) e Juanma Barroso (bateria)

"Doris Cales nace en Brooklyn, Nueva York, leva anos residindo en Madrid. Posee unha voz chea de forza, sentimentos, de un feeling abrumador, é sen dubida unha das voces máis importantes da escea musical actual no estado español. Todo un privilexio. Dende que se instala en Madrid traballa con compositores y músicos da talla de Juan Carlos Calderón, Miralles, Kitflus, Serrat, Miguel Ríos, Ana Belén, Víctor Manuel, Auseron, por citar algúns exemplos, e tamén con músicos internacionais como Lionel Ritchie, Harry Belafonte ou Spandau Ballet. No mundo do jazz ten colaborado con Jorge Pardo, Jerry González, Horacio Icasto, Víctor Merlo, Carlos Carli, Raimundo Amador, Antonio Serrano, Jesús Pardo, Nono García, Miguel Ángel Chastang, Pedro Sarmiento, Tomas San Miguel ou Pedro Ruy Blas. Este quinteto auna a dous grandes músicos madrileños Doris Cales e Juanma Barroso, xunto con tres músicos galegos, o cangués Javier Pereiro, o moañés Juansy Santomé e o nigranés Felipe Villar.
(texto da organização)

Eirado do Señal

Sexta-feira (22h30)
Big Band do Município da Nazaré (dir. Adelino Mota)

Joaquim Pequicho e João Capinha (saxofone alto), André Duarte e Wilson Ferreira (saxofone tenor), Pedro Morais (saxofone barítono), Victor Guereiro, André Venancio, Luís Guerreiro e Margarida Louro (trompete), Reinold Vrielink, Élio Frois , Luís Pires e Fábio Matias (trombone), Gonçalo Justino (guitarra), Ricardo Caldeira (piano), Tiago Lopes (baixo), Bruno Monteiro (bateria) e Julia Valentín (voz).

"A Big Band do Município da Nazaré se formou en Setembro de 1999, baixo a dirección de Adelino Mota. O repertório apresentado nos espectáculos está baseado en “standard’s” de Jazz e composicións para Big Band de músicos como: Duke Ellington, Count Basie, Dizzy Gillespie etc. e actualmente inclúe tamén temas máis contemporáneos de autores como: Chick Corea, Herbie Hancock, Quincy Jones, Pat Metheny, entre outros. Esta agrupación está composta por 5 Saxofóns (2 Altos, 2 Tenores e 1 Barítono), 4 Trompetas, 4 Trombóns, Piano, Guitarra, Baixo, Batería e Voz en algúns temas. Esta Big-Band fixo concertos en Portugal, España e Alemania, destacando a participación no Festival de Jazz da Alta Estremadura, Festival de Jazz de Aljustrel, Festival de Jazz de Portalegre, Festival de Jazz de Pontevedra, Festa do Jazz no Teatro S. Luís, nos Encontros de Jazz de Évora (com Carlos Martins como convidado), no Festival de Tomar, Palco 1º de Maio da Festa do Avante, no Hot Club de Portugal e no Bflat en Matosinhos." (texto da organização)

Haverá ainda as habituais street parades (passarúas) com a Gdjazz Street Band do 27 a 29 de Agosto, entre as 13h-14h e as 20h-21h . Gdjazz Street Band é formada por Xavier Pereiro (trompete), Fernando Sánchez (saxofone alto), Antonio Rodríguez (trombone), Oscar Prieto (tuba) e Javier Barral (percussão).

As jam sessions terão lugar entre 27 e 29 de Agosto, à meia-noite no bar Plantacións, com o The Khronology Trio: Seir Caneda (piano), Pablo Pérez (contrabaixo) e Chus Pazos (bateria).

O Canjazz Workshop 2008 terá como professores Marcus Strickland e Lage Lund. Decorrerá no Auditorio Municipal de Cangas, entre 22 e 26 de Agosto. O custo de inscrição é de € 60.

Mais infoermação sobre o Canjazz 2008 em www.canjazz.org.

Publicado por António Branco às 05:29 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 25, 2008

ENTREVISTA MARCO BARROSO

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Marco Barroso (© Manuel Luís Cochofel)

Marco Barroso é pianista, compositor e figura central do Lisbon Underground Music Ensemble, colectivo que tem sido alvo de um crescente reconhecimento pela forma como mistura o jazz, o rock, os ritmos latinos e outras sonoridades. O Improvisos Ao Sul quis conhecer melhor o homem do LUME.

Improvisos Ao Sul: Quer contar-nos um pouco da história do LUME (origens, momentos importantes…)?
Marco Barroso: O LUME surgiu há cerca de um ano e meio como o resultado da minha vontade de levar a cabo um projecto onde pudesse participar activamente não só como compositor mas também como intérprete, à qual se juntou o interesse do Eduardo Lála (que também toca no grupo) na sua produção e promoção. A ideia de uma formação alargada de sopros surgiu naturalmente dado o gosto que tenho pela sonoridade e expressividade dos sopros e por se tratar de um veículo suficientemente elástico e expressivo onde pudesse incorporar eficazmente as minhas ideias. Por outro lado, pareceu-me que podia acrescentar algo ao panorama actual das orquestras ligadas ao jazz no sentido de uma orientação simultaneamente mais ecléctica e autoral como fazem por exemplo uma Carla Bley, Viena Art Orchestra ou mais recentemente Flat Earth Society. Existem, hoje em Portugal, projectos interessantes como a Big Band de Matosinhos, VGO, Tora Tora, Big Band do HCP mas que seguem outros caminhos estéticos. Assim, começámos a tocar em Julho de 2006, no Maxime. Foi um concerto interessante, onde nos apercebemos da boa receptividade do público e de que o projecto tinha pernas para andar. Desde então, temos feito alguns concertos em diversas salas que nos têm permitido evoluir e dar a conhecer a nossa música como o teatro S.Luiz, Académico Gil Vicente, Cine-teatro de Sesimbra, Lux, ZDB, Santiago Alquimista, etc. Estamos actualmente a preparar a gravação do disco.

O repertório do LUME – todo composto por si – é uma amálgama que vai do jazz ao rock, passando pela música erudita contemporânea, entre outras referências que foi assimilado ao longo do seu trajecto musical. É difícil fazer essa articulação, de modo consequente, sem perder a unidade da formação?
É menos difícil quando se trabalha com músicos versáteis, como é o caso. Mas tudo passa por conhece-los bem e saber o que lhes é adequado e se lhes pode exigir. Seja como for, esta música não pretende soar concretamente a rock, jazz, música contemporânea ou seja lá o que for (ainda que esses índices estejam lá).

O LUME – formação constituída por 15 músicos – inclui nas suas fileiras nomes importantes do jazz e da música erudita nacionais. Como é liderar todas essas pessoas, de diferentes backgrounds e diferentes orientações estilísticas?
Aprendemos todos uns com os outros. É um processo de conhecimento mútuo que se torna mais enriquecedor pelo facto de termos proveniências diversas. Há um espírito comunitário, onde toda a gente intervém e dá a sua opinião. Cabe-me a mim fazer a coordenação.

No LUME, como é feito o equilíbrio entre composição e improvisação? Interessa-lhe a chamada “composição em tempo-real”?
Bem, apesar de serem coisas distintas, existe uma relação de continuidade e permeabilidade entre improvisação e composição. Na realidade, nada se pode fixar no tempo em termos absolutos e a fruição pura de um suposto momento é uma ilusão. Nesta questão, interessa-me não ver as coisas a preto e branco e encontrar zonas de intersecção entre improvisação e composição segundo diferentes perspectivas. Deste modo, nuances de improvisação podem servir intuitos estritamente compositivos (por exemplo, segmentos de contraponto aleatório) como determinadas indicações (por exemplo, notação gráfica) servir o favorecimento de uma maior momentaneidade. Mas, concretamente, esta relação é feita, no LUME, a diferentes níveis, numa lógica de exploração de diversas possibilidades que essa relação oferece, quer sejam em contextos mais solísticos ou mais de conjunto.

E o swing… é um vector central? Como se posiciona na recorrente questão improvisação vs. swing, que tanta tinta tem feito correr?
Não é um vector central. Sinceramente, acho que essa polémica não tem interesse.

Há planos para o disco de estreia do LUME? Se sim, tem ideia de como será?
Estamos a pensar gravar no Verão. Ainda não sei bem, mas passará por uma selecção do reportório que temos tocado até agora com algum material novo, eventualmente.

O Marco Barroso toca piano desde os 8 anos. O que guarda desse primeiro contacto com o instrumento? Foi a primeira escolha?
Foi a primeira escolha e lembro-me da primeira vez. Lancei os dedos ao piano e toquei de forma aleatória massas e texturas com alguma truculência (coisa que ainda hoje faço). O primeiro contacto com tudo aquilo de que se venha a gostar muito tem sempre o encanto e o êxtase da descoberta, depois pode-se instalar uma certa relação de amor-ódio…e, claro, há o aborrecimento do estudo. Mas, quase desde o início, percebi que o piano era para mim, essencialmente, um meio para explorar e compor, não para interpretar.

Li que ouviu de todo na sua juventude, o que contribui sempre para alargar horizontes…
Ouvir de tudo não é necessariamente bom. Vivemos num supermercado cultural onde muitas vezes a relação com o que nos é veiculado é bastante superficial. É preferível consumir menos mas com mais profundidade. Em todo o caso, ouvir de tudo um pouco ajuda a desenvolver melhor noções de perspectiva e enquadramento.

Quais as suas principais referências? É influenciado por outras formas de arte?
Não gosto muito de falar sobre isso. Reflectir demasiado sobre questões de influência pode levar a uma certa castração (não vejo, em todo o caso, como algo de angustiante). Objectivamente, há muita coisa de que gosto que não se reflecte naquilo que faço e é curioso ver associações por parte de outra pessoa que eu próprio não vislumbrei. Mas, sucintamente, no caso da música, o leque das minhas referências, explana-se por diferentes universos que passam pelo rock, jazz, música clássica e contemporânea. De forma simples, posso dizer que tenho uma grande paixão pelo rock, muita curiosidade pelo jazz e um interesse pela música contemporânea que envolve estudo mais formal da técnica e da análise. Tal não quer dizer que não me deleite a ouvir os estudos de Ligeti ou que não me ponha, por exemplo, a analisar os rifes dos Soundgarden. São referências importantes para mim compositores ou grupos como Frank Zappa, Residents, Mr. Bungle, Tortoise, Charles Ives, Stravinsky, Ligeti e Messiaen. Do jazz, interesso-me, essencialmente pelo universo orquestral, o Free, a Improvisada e a cena Downtown, em geral. Nomes como Don Ellis, Viena Art Orchestra, Albert Ayler, Evan Parker, John Zorn, Dave Dougals ou Fred Frith, são para mim referências. Quanto a outras formas de arte, tenho ainda mais dificuldade em falar. Interesso-me por tudo um pouco, especialmente por cinema e literatura, artes que decorrem, objectivamente do tempo. No caso do cinema, há vários autores que aprecio realmente e onde descubro afinidades mas não sei dizer até que ponto são influências. Fascinam-me, em especial, realizadores como o David Lynch ou o Cronenberg. Acho-os particularmente originais e subversivos na forma como articulam o universo psicológico com o exterior e como pulverizam o que é aparentemente linear e normal, seja através da incursão onírica (Lynch) ou da manipulação grotesca e bizarra do corpo (Cronenberg). Acho que a minha música joga um pouco nessa dualidade e subversão. Na literatura, há um caso de afinidade clara. Há muitos anos, quando comecei a ler escritores como o Henry Miller, Celine, Bukowsky e alguns Beats, percebi claramente o que andava a fazer mas não tinha ainda verdadeira consciência e que tinha a ver com a recuperação de uma certa oralidade urbana para o contexto da escrita.

Considera-se então um músico de jazz, ou essa definição é algo redutora, tendo em atenção e espectro musical que traz para a sua música?
Não me considero um músico de jazz. Pessoalmente, não me atribuo nenhum rótulo. Tenho afinidades com diferentes mundos mas acho que da perspectiva de um outsider. Ser um músico de jazz ou disto ou daquilo, implica a circunscrição clara numa determinada matriz ou tradição (não necessariamente no sentido de uma estilização), o que não é o meu caso.

Prosseguiu estudos na Academia de Amadores de Música e na Escola Superior de Música. Passou também pela Escola do Hot. Quem importância teve esta aprendizagem formal na sua evolução enquanto músico e compositor?
Teve a importância de estabelecer bases para o domínio da linguagem musical em sentido lato. Essa aprendizagem foi perdendo peso à medida que ia procurando exprimir-me de uma forma mais pessoal. Mas valorizo o conhecimento em geral, independentemente de ter ou não uma proveniência académica.

Quer descrever-nos o seu processo criativo? O que privilegia na sua escrita?
Não sei bem explicar. É irregular e dependente das circunstâncias. Idealmente, deverá haver um período de gestação, ligado a alguma investigação ou à simples acumulação de energias, antes de se iniciar uma nova composição. Mas, por vezes, não há tempo e tem que se compor à pressa. Por outro lado, trabalho de uma forma muito emocional. A criação envolve quase sempre a conciliação de aspectos mais instintivos com aspectos mais ligados à reflexão e formulação. No meu caso penso que há uma certa precedência de um lado mais irracional. De resto, acho que a minha abordagem é, essencialmente, formalista. Nunca senti muita necessidade de me exprimir em termos programáticos, preocupo-me mais em desenvolver as minhas ideias de um posto de vista estritamente musical (o que não quer dizer que não possa levar a cabo outras abordagens).

Escolheu, pelo menos para já, exprimir-se numa formação de médio/grande formato… Não se vê a trabalhar com formações mais reduzidas?
Vejo-me trabalhar com formações mais reduzidas como com maiores. Recentemente, fiz um quarteto de saxofones que tem sido tocado por vários grupos e tenho material variado composto para outros contextos. Depende também das circunstâncias, oportunidades e da forma como as minhas necessidades forem evoluindo.

Está nos seus planos encetar, digamos assim, uma carreira “a solo”?
Sim, como compositor.

Integra actualmente outros projectos?
Exteriormente ao LUME, componho para projectos pontuais onde não participo como intérprete.

Como analisa o actual panorama do jazz em Portugal?
Acho que o jazz em Portugal é um fenómeno que tem crescido. Tem-se investido na educação (inclusivamente ao nível superior), sendo notório um incremento na qualidade e quantidade de jovens músicos. Por outro lado, parece-me haver uma boa dinâmica de oferta com muitos espectáculos e festivais (embora ainda não suficientemente descentralizado), alguns apostando no produto nacional como Injazz, Luxjazzsessions ou a Festa do jazz. Em geral, sente-se uma vitalidade na cena jazzística ao nível da qualidade e diversidade de propostas.

Continua a ser consumidor de música? O que houve habitualmente? Compra discos?
Sim, continuo a consumir música. Alterno fases de procura de coisas novas (não necessariamente recentes) com fases de reprocessamento de coisas já ouvidas.

Se pudesse convidar um solista da cena internacional para tocar com o LUME, quem escolheria? Porquê?
Bem, poderiam ser vários. Parece-me que a música do LUME permite adaptar-se a diversos contextos e personalidades solísticas. Estou a pensar em alguém como o Evan Parker , no seu riquíssimo universo de possibilidades sonoras onde o saxofone é tratado de uma forma realmente plástica e textural (quase que nos faz esquecer tratar-se de um instrumento monofónico). Por outro lado, seria interessante ver alguém com o groove do Maceo Parker a tocar no LUME…

Quais os passos seguintes do Marco Barroso e do LUME?
O próximo passo será gravar o disco do LUME, promover a banda e tocar. Sentimos que temos crescido e que a cada a concerto temos ganho novo público. Os concertos são, por isso, fundamentais para a evolução do grupo.
De resto, espero ter tempo e oportunidade para compor para outros contextos.

[Entrevista de base para a elaboração do Perfil de Marco Barroso publicado no n.º 19 (Jul/Ago) da revista Jazz.pt]

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agosto 23, 2008

UM TOQUE DE JAZZ

No terceiro aniversário do Furacão Katrina, o programa "Um Toque de Jazz" apresenta Higher Ground – Hurricane Relief Benefit Concert, concerto em benefício das vítimas do furacão Katrina realizado em 17 de Setembro de 2005 no Lincoln Center de Nova Iorque. Participam vários músicos, entre os quais Wynton Marsalis, Herbie Hancock, Joe Lovano, Cassandra Wilson, Diana Krall e Terence Blanchard.

Amanhã será a vez do programa ser preenchido com Charles Mingus at UCLA – A audição musical integral do célebre concerto realizado em 25 de Setembro de 1965, na Universidade da Califórnia, em Los Angeles (UCLA), pelo octeto de Charles Mingus (contrabaixo), com Jimmy Owens, Lonnie Hillyer e Hobart Dotson (trompetes), Charles McPherson (saxofone alto), Julius Watkins (trompa), Howard Johnson (tuba) e Danny Richmond (bateria).

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h05 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM e Mértola 92.2 FM).

Emissão on-line: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

Webcast: http://tv1.rtp.pt/wportal/popups/player.php?canal=2

Arquivos: http://tv1.rtp.pt/wportal/multimedia/programa.php?prog=1126&from_iframe=on

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agosto 22, 2008

PELÁGIO/FRANCO 4TET DOMINGO NO CANTALOUPE

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Quarteto Sérgio Pelágio/Mário Franco

O Cantaloupe Bar, nos Mercados de Olhão, apresenta no próximo domingo à noite (22h30), um concerto com o Quarteto Sérgio Pelágio/Mário Franco: Luís Cunha (trombone), Sérgio Pelágio (guitarra), Mário Franco (contrabaixo) e Pedro Segundo (bateria).

Retomando a parceria iniciada na década de 1980, este quarteto volta a juntar Sérgio Pelágio e Mário Franco, nomes entretanto firmados na cena nacional. O guitarrista Sérgio Pelágio consagrou-se como compositor de cena e co-criador de espectáculos como “Casio Tone”, “Subtone” e “Tritone”, juntamente com a coreógrafa Sílvia Real. Já o contrabaixista Mário Franco iniciou uma carreira a solo que tem sido elogiada dentro e fora de portas e merecido o envolvimento de músicos como Dave Binney e Jesse Chandler. Se nos anos de arranque desta parceria a influência era, muito obviamente, a do “som ECM” numa mistura de jazz, música clássica e rock próxima da etiqueta discográfica alemã, hoje partem de onde ficaram para ir mais longe, tão longe quanto acharem que faz sentido,

Publicado por António Branco às 05:24 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 21, 2008

JAZZ ÀS 5AS NO CCB HOJE COM KALEIDOSCÓPIO

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Prossegue hoje a iniciativa "Jazz às 5ªs", que todas as quintas-feiras, a partir das 22h00, leva jazz à Cafetaria Quadrante, do Centro Cultural de Belém.

Hoje será a vez de se apresentar em concerto o projecto Miguel Martins "Kaleidoscópio", com Miguel Martins (guitarra), Carlos Barretto (contrabaixo) e José Salgueiro (bateria).

Este trio de formação variável, que conta com Carlos Barretto no contrabaixo e Markku Ounaskari ou José Salgueiro na bateria, tem o funcional propósito de “despertar sensações no público” e de introduzir “problemáticas humanas” a quem os ouve.

A entrada é livre.

Publicado por António Branco às 06:14 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 20, 2008

HERB GELLER COMPÕE "OBAMA BOUNCE"

Enquanto as sondagens vão dando empate técnico entre Barack Obama e John McCain, Herb Geller compôs para Obama o tema "Barack Bounce".

O vídeo está aqui: http://www.youtube.com/watch?v=hp3dQH5h-xQ&eurl=http://jnpdi.blogspot.com/.

Publicado por António Branco às 11:16 AM | Comentários (0) | TrackBack

10 MELHORES DE SEMPRE

O leitor brasileiro Gabriel Melani sugere uma votação dos 10 melhores músicos de jazz de todos os tempos.

Apesar de naturalmente muito redutora, este é o link para a lista: http://www.weshow.com/top10/pt/musica/top-10-melhores-musicos-de-jazz-de-todos-os-tempos.

A espreitar e votar!

Publicado por António Branco às 10:29 AM | Comentários (1) | TrackBack

DOWNBEAT AGO 08

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Acaba de me chegae às mãos o número de Agosto da revista norte-americana Downbeat.

Eis o que há para ler neste número:

CAPA
Return to Forever
FIRST TAKE (Jason Koransky)
“Veterans, Newcomers and Other Poll Thoughts”
CHORDS & DISCHORDS
THE BEAT
“Post IAJE Crash Courses”
“SFJazz Honors Shorter at 25th Anniversary Gala”
“Musical Greats on Board for Playboy Jazz Cruise Maiden Voyage”
"Musicians Praise Giuffre´s Vision, Determination"
BACKSTAGE WITH…
Luciana Souza
EUROPEAN SCENE (Peter Margasak)
"Hungarian Viola Player Speaks Community-Based Musical Language"
THE ARCHIVES
22 Agosto 1958
LIVING JAZZ (D. D. Jackson)
"The Art of Comping"
RIFFS
Noticiário diverso
THE QUESTION IS...? (Dan Ouellette)
“With the IAJE bankruptcy, how will the void be filled?"
THINGS TO COME
CAUGHT
“New Orleans Fest Shows Off City´s Global Reach”
“Victoriaville´s 25th Anniversary Brings Its Own Noise”
“Moers Festival Keeps Embracing the Uninhibited”
PLAYERS
Dana Leong (“Global Production Science”)
Janiva Magness (“War Zone Blues”)
J. D. Allen (“Six-Year Snap”)
Christian Wallumrod (“Nordic Neo-Chamber Adventure”)
ARTIGOS
Return to Forever (“Let Them Hear Fusion!”)
56th CRIITICS POLL
Herbie Hancock
Joe Zawinul
Veterans Committee Hall Of Fame (Jo Jones/Jimmie Lunceford/Erroll Garner/Harry Carney/Jimmy Blanton)
Cassandra Wilson
Maria Schneider
Manfred Eicher & ECM Records
The Claudia Quintet/John Hollenbeck
Donny McCaslin
Hadrien Féraud
Official Results
REVIEWS
Hot Box
Ahmad Jamal – “It´s Magic”
Avishai Cohen Trio – “Gently Disturbed”
Martial Solal Trio – “Longitude”
Marc Ribot´s Ceramic Dog – “Party Intellectuals”
BOOKS
“Follow Your Heart: Moving with the Giants oj Jazz, Swing and Rhythm and Blues”, de Joe Evans (University of Illinois Press)
TOOLSHED
“Gear Box”
WOODSHED
Solo – “Vincent Herring´s Symmetrical Ato Saxophone Solo on "Straight Street"” (Tyler Farr)
Master Class – “Transcription and Interpretation´s Six Steps” (Antonio Hart)
JAZZ ON CAMPUS
“San Francisco Symphony Marks 20 Years of Beyond-Classical Education”
“School Notes”
BLINDFOLD TEST
Christian McBride

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agosto 19, 2008

LAGOS JAZZ 2008 - RESCALDO

Ano após ano, o Lagos Jazz tem vindo a consolidar o seu lugar entre os principais festivais de Verão de jazz em Portugal. Sob a direcção artística e pedagógica de Hugo Alves, o festival apostou na continuidade, com o programa de concertos no Centro Cultural de Lagos a ser complementado com os habituais workshops, que contaram este ano com a presença de cerca de 30 participantes. De entre o leque de professores, destaque-se a presença do saxofonista norte-americano Stacy Dillard (Eric Reed, Roy Hargrove ou Wynton Marsalis são nomes com quem já colaborou), do contrabaixista japonês Kengo Nakamura (também ligado ao universo “marsaliano”) e dos italianos Antonio Ciacca (piano) e Lucio Ferrara (guitarra) e ainda do baterista Ulysses Owen.

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Orquestra de Jazz de Lagos com Luís Cunha (foto: Francisco Castelo)

A abertura do evento coube – como já vem sendo regra – à “prata da casa”. A Orquestra de Jazz de Lagos (OJL), formação multigeracional já com quase quatro anos de existência, continua o seu percurso ascendente. Durante 2007, a orquestra deu 45 concertos e em 2008 não será muito diferente, destacando-se, desde já, a apresentação na Assembleia da República. Dirigida por Hugo Alves, a OJL aposta num repertório recheado de “crowd pleasers”, tendo soado nesta ocasião melhor que nunca: músicos mais maduros e desinibidos, naipes mais entrosados, dinâmica mais apurada. Destaque para temas do alfobre de Count Basie (“Wind Machine” e “Moten Swing”), para as competentes interpretações de clássicos como “Sister Sadie”, o emblema “golsoniano” “I Remember Clifford”, “Work Song” (de Nat Adderley) e para um curioso arranjo de “Desafinado”, de Jobim. Como convidado especial, a orquestra contou este ano com a presença do jovem trombonista Luís Cunha, também ele em claro percurso de afirmação na cena jazzística nacional. Os principais solistas da orquestra – Hugo Alves no trompete, António Flosa no saxofone tenor e Pedro Rijo (surpresa) no saxofone alto – assinaram momentos inspirados. Já o cantor José Ribeiro – não obstante ser dono de uma boa voz – entregou-se demasiado a floreados desnecessários. Um excelente trabalho que se espera vir a ser vertido para disco, muito em breve. A OJL, sempre acarinhada pelo público, sem dúvida que o merece.

Na segunda noite do festival foi a vez do trio Kaleidoscópio, do guitarrista Miguel Martins, com uma dupla rítmica formada por dois históricos do jazz nacional: Carlos Barretto, no contrabaixo, e José Salgueiro, na bateria. Tendo como ponto de partida o recomendável disco de estreia, “The Newcomer” o trio apresentou-se em boa forma. O líder – que actualmente reparte o seu tempo entre Portugal e Barcelona – está em plena processo de mutação do seu som, recorrendo cada vez mais às electrónicas. O concerto arrancou com o groove intenso de “Backstage Home”, da autoria do contrabaixista Mário Franco. Seguiram-se temas como o mais fragmentado “Elephant in Chinese Store” (com o contrabaixista exímio na alternância pizzicato e arco, recorrendo a alguns efeitos), a alta voltagem de “Four Beears” (sic), “Raimund´s Groove” ou a balada “Apolo”, com a linha melódica a ser desenhada por Martins e ornamentada superlativamente por Barretto. Salgueiro, com o seu som muito físico, é o baterista ideal para este projecto, verdadeiro garante de adequada propulsão. Já em encore, atiraram-me a uma vibrante leitura de “Peculiar”, de John Scofield.

No dia seguinte, reuniu-se o Orsara-Lagos Jazz 7tet, fruto da colaboração estabelecida entre a organização do festival lacobrigense e a associação Orsara Musica (Orsara di Puglia, Itália), que leva a cabo o Rasegna Jazz. O colectivo foi formado pelos professores que por esses dias leccionavam os “workshops”: Hugo Alves (trompete), Stacy Dillard (saxofone), Luís Cunha (trombone), Antonio Ciacca (piano), Lucio Ferrara (guitarra), Kengo Nakamura (contrabaixo) e Ulysses Owen (bateria). Para além da indiscutível qualidade dos músicos em presença, o acontecimento vale também pela improbabilidade da repetição (esta foi a segunda vez que tocaram em conjunto) e pelo compreensivelmente reduzido tempo de preparação, o que aumento o risco, mas aguça o interesse do momento... A inusitada formação apresentou um misto de temas originais e também de clássicos, preparados para o efeito. De entre os originais, destaque para “Mingus Figures” (do contrabaixista Kengo Nakamura em homenagem a ums das suas principais referências, Charles Mingus), para o mais delicado “Bologna” (do guitarrista Lúcio Ferrara) e para o já conhecido “Lagos Blues”, que se iniciou com um interessante diálogo entre Nakamura e Owen, a que se vieram juntar os outros músicos, num espírito de celebração. Os clássicos “Someday My Prince Will Come” (com Dillard a rubricar o seu melhor apontamento da noite) e “I´ll Remember April”, fizeram-se ouvir com renovado deleite.

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Mulgrew Miller Trio (foto: Francisco Castelo)

Para o final estava reservado o momento mais aguardado de todo o festival, o trio do pianista norte-americano Mulgrew Miller, um dos mais consagrados pianistas “mainstream” da actualidade e também um dos mais requisitados para concertos e gravações. Em formato de trio clássico – talvez o ideal para melhor se escutar a sua mestria – com Ivan Taylor no contrabaixo e Rodney Greene na bateria, seus habituais comparsas – Miller espalhou toda a classe do seu pianismo, fortemente enraizado na tradição hard-bop, legítimo sucessor de mestres como Oscar Peterson, Horace Silver ou Kenny Barron. O standard intemporal “If I Should Loose You” abriu o concerto de forma solta, a que se seguiram temas como o mais bluesy “When I Get There” e “Um Grande Amor”, de Jobim. Nota de relevo para as leituras de “Monk´s Dream” e “Relaxin´ At Camarillo” (de Charlie Parker), com um aplaudido solo de bateria pelo meio. A irrepreensível dupla rítmica demonstrou um entendimento telepático, embora estivesse pouco comunicativa e algo distante, deixando as luzes da ribalta para o pianista.

O último dia do evento foi como habitualmente reservado ao concerto de encerramento, que contou com a presença dos alunos dos “workshops”, repartidos por diversos combos, orientados pelos respectivos professores. Terminava assim uma festa do jazz, a sul.

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POSTO DE ESCUTA

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Special Quartet - "Namouche"
2008

Narciso González (saxofone tenor); Javier Alcântara (guitarra); Pablo Romero (piano e órgão); Pepin Muñoz (bateria); Alexis Cuadrado (contrabaixo); Perico Sambeat (saxofone alto) e Hugo Alves (trompete)

Lisboa, 6 a 8 de Dezembro de 2007

Proveniente da Extremadura espanhola, o Special Quartet é uma das formações actualmente mais activas no panorama jazzístico do sudoeste peninsular. O quarteto é formado pelo saxofonista tenor Narciso González (de Almendralejo), o guitarrista Javier Alcántara, o pianista Pablo Romero e o baterista Pepin Muñoz (estes 3 últimos originários de Badajoz). O disco de estreia da formação – baptizado de “Namouche” por ter sido gravado no estúdio lisboeta com o mesmo nome, em finais de 2007 – conta também com a participação especial do contrabaixista Alexis Cuadrado, do saxofonista Perico Sambeat, e do trompetista luso Hugo Alves, três músicos com quem o quarteto revela afinidades e com os quais quis compartilhar esta experiência. Sem correr grande riscos, o som do grupo encontra-se indubitavelmente ligado à principal corrente do pós bop – vislumbrando-se ainda assim o desejo de incorporar alguns elementos característicos de outros universos musicais. É-nos dado a escutar um jazz sólido e de recorte elegante – porém sem grandes rasgos de inovação –, consubstanciado em arranjos competente. Ouçam-se a este propósito “Of Mice And Men”, “Looking for the Line” e “The Search”. O saxofonista Narciso González é autor da maior fatia de composições do disco (seis), cabendo três a Javier Alcântara e apenas uma ao pianista Pablo Romero. O trompetista algarvio Hugo Alves – que retribui a participação de Romero no seu recomendável “Given Soul” – é uma mais-valia para a sonoridade global do quarteto, emprestando a sua habitual clareza de discurso em peças como “Looking for the Line” e “Tron”. O saxofonista valenciano – que surge como referência da formação – também se apresenta em bom plano em “Tres Panes” e no mais relaxado “Like Perico”. A secção rítmica, sem deslumbrar, dá mostra de entrosamento e competência. Um disco que cairá certamente mais no goto dos apreciadores de um jazz de feição mais “mainstream” do que no de apreciadores de outras liberdades.

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agosto 18, 2008

CLEAN FEED FEST NY III

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A Clean Feed vai realizar entre 19 e 24 de Setembro a terceira edição do seu festival em Nova Iorque, mais um passo em frente no consistente processo de internacionalização da editora portuguesa. Relembre-se que a Clean Feed foi considerada pelo site All About Jazz uma das 5 mais importantes editora de jazz do mundo.

Conta-nos Pedro Costa, um dos seus responsáveis, que “as expectativas são bastante elevadas pelo facto de esta ano para a terceira edição do festival termos mudado bastante o figurino”.

A edição deste ano do Clean Feed Fest terá lugar no prestigiado Living Theatre (21, Clinton St.), em pleno Lower East Side. “Em vez de fazermos o festival num clube, alugamos um teatro emblemático de Nova Iorque e vamos explorar o bar. Assim, vamos ter queijos portugueses, vinho tinto, azeite e vinho do Porto a aportuguesar o festival. Pode parecer que não a alguns, mas os produtos portugueses associados à editora e às pessoas que vão de Portugal, dão um espírito muito peculiar à coisa”, acrescenta Pedro Costa.

Sem querer destacar nenhum concerto em particular, aquele responsável prefere salientar o “grande carinho por todos os grupos que vão estar presentes no festival”. Ainda assim, afirma que “talvez pelo trabalho que deu juntar os três músicos eu possa destacar o trio Tamarindo do Tony Malaby, mas só por isso”.

Aqui fica o programa complete do Clean Feed Fest NY III:

19 de Setembro

21h00
Adam Lane / Mark Whitecage / Lou Grassi “Drunk Butterfly”
Mark Whitecage (saxofone alto, clarinete), Adam Lane (contrabaixo) e Lou Grassi (bateria)

22h30
Michael Dessen Trio “Between Shadow and Space”
Michael Dessen (trombone), Christopher Tordini (contrabaixo) e Tyshawn Sorey (bateria)

20 de Setembro

21h00
Stephen Gauci “Basso Continuo”
Stephen Gauci (saxofone tenor), Nate Wolley (trompete), Ken Filiano – (contrabaixo) e Mike Bisio (contrabaixo).

22h30
Dual Identity
Steve Lehman (saxofone alto), Rudresh Mahanthappa (saxofone alto), Liberty Ellman (guitarra), Matt Brewer (contrabaixo) e Damion Reid (bateria).

21 de Setembro

20h00
The Empty Cage Quartet “Stratostrophic”
Jason Mears (saxofone alto, clarinete), Kris Tiner (trompete, flugelhorn), Paul Kikuchi (bateria, percussão, electrónicas) e Ivan Johnson (contrabaixo)
(em parceria com o Festival of New Trumpet Music (FONT))

21h30
Dennis González / Rachiim Ausar Sahu Duo
Dennis Gonzalez (trompete) e Rachiim Ausar Sahu (contrabaixo)
(em parceria com o Festival of New Trumpet Music (FONT))

22 de Setembro

20h00
Elliott Sharp / Scott Fields “Scharfefelder”
Elliott Sharp (guitarra acústica) e Scott Fields (guitarra acústica)

21h30
Tony Malaby’s Tamarindo with William Parker and Nasheet Waits
Tony Malaby (saxofones tenor e soprano), William Parker (contrabaixo) e Nasheet Waits (bateria)

24 de Setembro

20h00 – Sean Conly’s Re:Action
Joe Fiedler (trombone), Michaël Attias (saxofones alto e baritono), Sean Conly (contrabaixo) e Pheeroan Aklaff (bateria)

21h30
Michael Blake “Hellbent”
Michael Blake (saxofone tenor), Marcus Rojas (tuba), Charlie Burnham (violino) e Calvin Weston (bateria)

A entrada custa $ 15,00 para o público e $ 7,50 para os artistas Clean Feed.

Mais informação em: http//www.cleanfeed-recods.com.

Publicado por António Branco às 06:39 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 16, 2008

UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de hoje de "Um Toque de Jazz", as sessões de gravação pela big band de Oliver Nelson para a Argo, Verve e Impulse! (1962-1967). (2º Programa)

Amanhã será a vez do programa ser preenchido com o quinteto Ohad Talmor NewsReel – com Ohad Talmor (saxofone tenor), Shane Endsley (trompete), Jacob Sacks (piano), Matt Pavolka (contrabaixo) e Dan Weiss (bateria). Concerto realizado em 5 de Fevereiro de 2007, no Teatro Municipal Baltazar Dias (Funchal).

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h05 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM e Mértola 92.2 FM).

Emissão on-line: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

Webcast: http://tv1.rtp.pt/wportal/popups/player.php?canal=2

Arquivos: http://tv1.rtp.pt/wportal/multimedia/programa.php?prog=1126&from_iframe=on

Publicado por António Branco às 08:05 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 15, 2008

FESTIVAL DA JAZZ.PT EM SETEMBRO

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Para comemorar o terceiro ano de edições da Jazz.pt – revista bimestral de Jazz, única publicação periódica especializada em jazz editada no nosso país, o JACC – Jazz ao Centro Clube, associação cultural sem fins lucrativos responsável por esta publicação, lançou o desafio à direcção do Hot Clube de Portugal, para que acolhesse no seu mítico espaço na Praça da Alegria, em Lisboa, a primeira realização do festival Jazz.pt. O festival terá lugar nos dois primeiros fins-de-semana de Setembro (dias 4, 5, 6, 11, 12 e 13).

O cartaz do festival é o que se segue:

4 de Setembro (quinta-feira)

22h00 (Jardim)
Ohad Talmor/Steve Swallow/Adam Nussbaum (Suíça/EUA)
Ohad Talmor (saxofone tenor), Steve Swallow (baixo eléctrico) e Adam Nussbaum (bateria)

23h45 (Bar)
Red Trio (Portugal)
Rodrigo Pinheiro (piano), Hernâni Faustino (contrabaixo) e Gabriel Ferrandini (bateria)

5 de Setembro (sexta-feira)

22h00 (Jardim)
Fundbureau (Noruega/Portugal)
Stephan Meidell, Hugo Antunes e Luís Candeias

23h45 (Bar)
David Binney Quintet feat. Mark Turner (EUA)
David Binney (saxofone alto), Mark. Turner (saxofone tenor), Jacob Sacks (piano), Thomas Morgan (contrabaixo) e Dan Weiss (bateria)

6 de Setembro (sábado)

22h00 (jardim)
After Fall (EUA/Portugal)
Luís Lopes (guitarra), Joe Giardullo (saxofone soprano), Sei Miguel (trompete), Ken Filiano (contrabaixo) e Harvey Sorgen (bateria)

23h45 (Bar)
David Binney Quintet feat. Mark Turner (EUA)
David Binney (saxofone alto), Mark. Turner (saxofone tenor), Jacob Sacks (piano), Thomas Morgan (contrabaixo) e Dan Weiss (bateria)

11 de Setembro (quinta-feira)

22h00 (Jardim)
André Matos “Rosa Shock” (Portugal/Argentina/Brasil)
André Matos (guitarra), Sara Serpa (voz), Demian Cabaud (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria)
(lançamento de disco)

23h45 (Bar)

Afonso Pais “Subsequências” (Portugal / Brasil)
Afonso Pais (guitarra), Nelson Cascais (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria)
(lançamento de disco)

12 de Setembro (sexta-feira)

22h00 (Jardim)

Jason Stein's Locksmith Isidore (EUA)
Jason Stein (saxofone barítono), Jason Roebke (contrabaixo) e Mike Pride (percussão)

23h45 (Bar)

Happening (Portugal)
João Paulo Esteves da Silva (piano), Júlio Resende (piano), Luís Cunha (trombone), Carlos Bica (contrabaixo) e João Lobo (bateria)

13 de Setembro (sábado)

22h00 (Jardim)

José Peixoto “El Fad” (Portugal)
José Peixoto (guitarra), Carlos "Zíngaro" (violino), Miguel Leiria Pereira (contrabaixo) e José Salgueiro (bateria)

23h00 (Jardim)

Pedro Moreira Quinteto (Portugal)
Pedro Moreira (saxofones), Susana Silva (trompete), André Fernandes (guitarra), Nelson Cascais (contrabaixo) e André Sousa Machado (bateria)

00h30 (Bar)

Tetterapadequ (Itália/Portugal)
Daniele Martini (saxofones), Giovanni Di Domenico (piano), Gonçalo Almeida (contrabaixo) e João Lobo (bateria)
(lançamento de disco)

O bilhete diário custa € 10. O bilhete fim de semana (válido para um dos fins de semana) custa € 20. Está ainda disponível um pacote especial (livre-trânsito para todos os concertos e assinatura anual jazz.pt) que custa € 50.

Mais informação em: www.jazz.pt/festival.

Publicado por António Branco às 05:26 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 14, 2008

JAZZ ÀS 5AS NO CCB HOJE COM FUNDBUREAU

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Prossegue hoje a iniciativa "Jazz às 5ªs", que todas as quintas-feiras, a partir das 22h00, leva jazz à Cafetaria Quadrante, do Centro Cultural de Belém.

Hoje será a vez de se apresentar em concerto o projecto Fundbureau, com Stephan Meidell (guitarra), Hugo Antunes (contrabaixo) e Luís Candeias (bateria).

Com elementos recolhidos nos “perdidos e achados” de várias famílias musicais, designadamente do jazz, do rock, do experimentalismo e do pop, a tónica deste projecto vai para a inovação e a excentricidade.

A entrada é livre.

Publicado por António Branco às 07:07 AM | Comentários (0) | TrackBack

A SEMANA NO HOT

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O Hot Clube de Portugal (Praça da Alegria, 39 - Lisboa) apresenta hoje, amanhã e sábado concertos com o Pedro Viana “Invitation”: Gonçalo Marques (trompete), Gonçalo Prazeres (saxofone), Nuno Costa guitarra), João Custódio (contrabaixo) e Pedro Viana (bateria).

O Hot Clube está aberto de terça a sábado, das 22h00 às 02h00, e que os concertos têm duas partes sendo a primeira das 23h00 às 24h00 e a segunda das 00h30 à 01h30.

Mais informação sobre o Clube pode ser adquirida através da consulta em http://www.hcp.pt, http://pt.wikipedia.org/wiki/Hot_Clube_de_Portugal ou http://www.myspace.com/hotclubedeportugal.

Publicado por António Branco às 05:10 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 13, 2008

LAGOS JAZZ 2008 ARRANCA HOJE

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O Lagos Jazz está de regresso este ano ao seu calendário habitual. Depois da edição do ano transacto ter decorrido por alturas da Páscoa, o evento barlaventino volta ao mês de Agosto, entre hoje e domingo, com direcção artística e pedagógica de Hugo Alves.

TEXTO DE APRESENTAÇÃO

"2008 traz-nos então a sétima edição deste Festival, que continua a crescer. Sem a Câmara Municipal de Lagos não haveria Lagos Jazz, e nem talvez Jazz nesta Cidade. Todos agradecemos, não só nós, mas também o público em geral, pelo que nos tem dado a entender ao longo dos últimos anos. Em 2008 houve mais novidades, a criação da Orquestra de Jazz de Lagos Redux, uma formação reduzida da original de 18 elementos, o programa Jazz Com Todos com um concerto mensal no Auditório do Centro Cultural de Lagos, o primeiro ano lectivo do AJMMA - Atelier de Jazz e Música Moderna do Algarve... e tudo isto mantendo todas as iniciativas que já realizávamos: Jazz No Hotel, Jazz Na Escola,... Mas voltando ao nosso Lagos Jazz, o formato já é conhecido e manter-se-á. O cartel de concertos mantém a linha de diversidade a que já nos habituamos, e o lote de professores é dos melhores de sempre. Este ano há uma importante colaboração de um Festival italiano, em Orsara, com quem abrimos intercâmbio de alunos e professores. Uma importante colaboração que permite precisamente o intercâmbio da maioria dos professores que vão este ano ocupar os alunos. Orsara faz-se há cerca de cinco anos e utiliza também um modelo semelhante ao Lagos Jazz. Mas vamos então ver que nos reserva... (texto da organização)

CONCERTOS (22h00; Centro Cultural de Lagos):

Hoje
Orquestra de Jazz de Lagos feat. Luís Cunha (dir. Hugo Alves)

"A OJL apresenta o convidado Luís Cunha (trombone). A OJL é a Big Band "cá da terra", mas como muita projecção nacional: além dos Festivais que já percorreu destacamos por exemplo o concerto que deu na Assembleia da República este ano. Depois o concerto para a Ordem dos Advogados, e agora os Jazz No Hotel com mais de uma dezena de concertos. A OJL vem de um 2007 cheio de concertos (45 ao todo!), e ao que parece 2008 não será muito diferente! Luís Cunha é o convidado que se segue na lista das dezenas de convidados que já passaram pela OJL. É um jovem trombonista português, "Made in Portugal" pela Escola do Hot Club de Portugal. É sem dúvida o mais promissor valor no seu instrumento no nosso País, para a área do Jazz, e estará assim em concerto num repertório, como sempre, preparado especialmente para o efeito: um repertório diversificado e onde não faltarão os grandes standards do cancioneiro americano, ou ainda os sons de Duke Ellington ou Count Basie. A Direcção Musical, como sempre e desde o primeiro dia, estará a cargo de Hugo Alves." (texto da organização)

Amanhã
Miguel Martins Kaleidoscópio "The Newcomer"
Miguel Martins (guitarra), Carlos Barretto (contrabaixo) e José Salgueiro (bateria)

"O Miguel Martins Kaleidoscópio "The Newcomer", um trio liderado pelo guitarrista que lhe dá o nome, e que editou este seu primeiro trabalho em finais de 2007. Trará com ele o contrabaixista Carlos Barretto, e o baterista José Salgueiro, ambos nomes incontornáveis do Jazz Português. A Música de Miguel Martins está ao nível do que de melhor e mais novo se faz em Portugal neste momento, e "The Newcomer" não fugiu à crítica especializada, sendo destacado. Move-se em conteúdos hard-bop e contemporâneos." (texto de apresentação)

Sexta-feira
Orsara Lagos Jazz Summit.
Antonio Ciacca (piano), Kengo Nakamura (contrabaixo), Ulysses Owen (bateria), Lucio Ferrara (guitarra), Stacy Dillard (saxofone), Luís Cunha (trombone), Hugo Alves (trompete)

"O colectivo de professores apresenta-se em concerto, tendo previamente preparado um "preparado" de temas originais. É sempre um dos concertos mais aguardados neste festival, e vá-se lá perceber porquê? Percebe-se claro! Antonio Ciacca (USA, piano), Kengo Nakamura (USA, contrabaixo), Ulysses Owen (USA, bateria), Lucio Ferrara (ITA, guitarra), Stacy Dillard (USA, saxofone), Luís Cunha (POR, trombone), Hugo Alves (POR, trompete)".(texto de apresentação)

Sábado
Mulgrew Miller Trio
Mulgrew Miller (piano)

"Um nome que dispensa grandes apresentações, é um dos mais importantes nomes mundiais do piano jazz. Tem uma extensa discografia de mais de quatrocentas gravações como líder ou sideman, e é um dos pianistas preferidos entre... pianistas! Foi companheiro de nomes como Woody Shaw, Art Blakey, Benny Golson ou Tony Williams. O trabalho que nos apresenta numa clara linha hard-bop, é o trio que o tem acompanhado nas últimas tours por esse mundo fora, da América, à Europa, e ao Sol Nascente. (texto de apresentação)

Domingo
Concerto de alunos

"O dia "D" dos nossos alunos em palco, muitos nervos, alguma confusão, natural, como só seria natural. É uma pequena apresentação daquilo que se trabalhou durante a semana. Não é demais lembrar que já ultrapassamos as três centenas de alunos aos longo destes sete anos, e desses muitos foram os que seguiram estudos mais sérios. E foi aqui, no Lagos Jazz, que tudo lhes começou...

WORKSHOPS (13 a 17 de Agosto, 14h00 - 17h00, Centro Cultural de Lagos)

Objectivos:
1) Proporcionar aos participantes 4 dias de trabalho, seguidos de 1 de ensaio geral e concerto, de experiências que contribuam para o alargamento e aprofundamento dos seus conhecimentos musicais e, em particular, do Jazz;
2) Experimentação e divulgação do Jazz enquanto género musical;
3) Criação de Combos (pequenas formações) que interpretarão dois a três temas cada, em concerto final;
4) Criação de um combo de Big Band, também para apresentação no concerto final (dependente do número de inscritos e instrumentos).

Destinatários:
1) Todos quantos toquem um instrumento musical e detenham conhecimentos gerais sobre Música;
2) O workshop não restringe instrumentos mas poderá limitar o número de participantes de acordo com as instalações disponíveis por forma a proporcionar a melhor qualidade de ensino possível;
3) Serão admitidos alunos “ouvintes” não praticantes de instrumento;
4) Não há limite de idade de inscrição; Nota: os alunos devem trazer sempre o seu instrumento (à excepção de pianistas e bateristas), bem como estante para partituras.

Programa de Trabalho:
De 13 a 16 de Agosto, com aula de Big Band (11h00 às 12h30 - apenas se houver alunos e instrumentação suficientes!), aula instrumento/teórica (14h00 às 15h30), aula de combo (15h30 às 17h00);
Dia 17 de Agosto, ensaios gerais e concerto final pelas 22h00 com entrega de diplomas;
Nota: os horários podem ser sujeitos a alterações, sendo então os inscritos informados.

Corpo Docente:
Antonio Ciacca (EUA, piano/combo)
Kengo Nakamura (EUA, contrabaixo/combo)
Ulysses Owen (EUA, bateria/combo)
Lucio Ferrara (ITA, guitarra/combo)
Stacy Dillard (EUA, saxofone/combo)
Luís Cunha (POR, trombone/combo)
Hugo Alves (POR, trompete, coordenação pedagógica, big band)

JAZZ NA RUA (13 Agosto, Centro Histórico de Lagos, 15 Agosto Vila da Praia da Luz):

The New Orleans Jazz Band

JAM SESSIONS (Stevie Rays Blues Jazz Bar: 13, 14, 15 e 16 de Agosto, a partir das 22h30)

Publicado por António Branco às 05:45 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 12, 2008

RODRIGO AMADO APRESENTA SEARCHING FOR ADAM

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(© Rodrigo Amado)

Searching for Adam – A New York Imaginary Tale” é o título do mais recente projecto de Rodrigo Amado, trabalho multidisciplinar sobre a procura, conceito generalista que marca a quase totalidade da criação artística contemporânea. “Searching for Adam” teve a sua origem numa série de imagens, captadas ao longo de quatro anos na cidade de Nova Iorque, um “work in progress” que se tornou uma das actividades mais intensas da sua actividade como fotógrafo. Ao olhar recentemente para essas imagens, para a forma como evoluíram ao longo desse período, tornou-se claro que este projecto significava para si a busca de uma linguagem própria, na música e na fotografia.

O projecto integra uma exposição de fotografia na Galeria Módulo – Centro Difusor de Arte, em Lisboa (que será inaugurada a 13 de Setembro), e dois concertos em Lisboa, a 18 de Setembro, na Culturgest, e no Porto, a 19 de Setembro, na Casa da Música. Para estes concertos, Amado convidou outro fotógrafo, Guillaume Pazat (Kameraphoto) para projectar e sequenciar em tempo real uma escolha alargada do conjunto de imagens que compõem “Searching for Adam”.

Nos concertos, Rodrigo Amado (saxofones) será acompanhado por Taylor Ho Bynum (corneta), John Hebert (contrabaixo) e Gerald Cleaver (bateria).

Publicado por António Branco às 06:32 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 11, 2008

ZORN & CIA EM PORTALEGRE

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John Zorn

Segundo notícia o jornal Expresso na edição do passado sábado, o saxofonista John Zorn estará de regresso ao nosso país a 27 de Fevereiro de 2009, para um concerto único no Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre.

O músico nova-iorquino trará um concerto inteiramente dedicado à música de Serge Gainsbourg. Recorde-se que Zorn editou em 1997 o disco "Serge", precisamente dedicado à música de Gainsbourg, na sua editora Tzadik.

Ainda segundo o semanário, Zorn virá acompanhado de Sean Lennon, da húngara Esther Balint, dos Elysian Fields, dos Ceramic Dogs do guitarrista Marc Ribot e dos Banquet of the Spirits do multipercussionista Cyro Baptista.

Publicado por António Branco às 10:00 AM | Comentários (0) | TrackBack

AAJ - NY AGOSTO 2008

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Edição de Agosto do All About Jazz - New York em http://www.allaboutjazz.com/newyork/aaj_ny_200808.pdf.

Publicado por António Branco às 05:46 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 10, 2008

THE NOTE RIVER NO CANTALOUPE

O Cantaloupe Bar, nos Mercados de Olhão, apresenta esta noite (23h00), um concerto com o grupo The Note River, formado por Wenzl McGowen (saxofone tenor), Giotto Roussies (piano), Attila Muehl (guitarra), Eddie Jensen (percussão) e Charlie Roussel (baixo).

Publicado por António Branco às 07:42 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 09, 2008

UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de hoje de "Um Toque de Jazz", as sessões de gravação realizadas por John Coltrane, como líder, para a Prestige e para a Impulse! (entre 1956 e 1967) e com o quarteto de Thelonious Monk (1957). (3º programa)

Amanhã será a vez do programa ser preenchido com as sessões de gravação pela big band de Oliver Nelson para a Argo, Verve e Impulse! (1962-1967). (1º Programa)

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h05 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM e Mértola 92.2 FM).

Emissão on-line: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

Webcast: http://tv1.rtp.pt/wportal/popups/player.php?canal=2

Arquivos: http://tv1.rtp.pt/wportal/multimedia/programa.php?prog=1126&from_iframe=on

Publicado por António Branco às 07:26 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 08, 2008

PORTUGAL JAZZ AMANHÃ EM VAGOS

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O festival itinerante do Jazz ao Centro Clube, o Portugal Jazz, passa amanhã (22h00) por Vagos (Praia da Vagueira), com um concerto do trio de Jorge Moniz, com o próprio na bateria, Mário Delgado (guitarra) e Carlos Barretto (contrabaixo).

"Após alguns anos como freelancer, o baterista Jorge Moniz decide, agora, formar o seu próprio projecto com alguns dos amigos e músicos portugueses com que mais se identifica. Para este espectáculo Jorge Moniz propõe fazer-se acompanhar por Mário Delgado na guitarra e Carlos Barretto no contrabaixo. Este trio de músicos amigos que actuam sob a liderança de Jorge Moniz apresentará as suas próprias composições, escritas nos últimos anos, a que se juntam alguns arranjos a partir de obras de outros compositores." (texto da organização)

Mais informação em: http://portugaljazz.blogs.sapo.pt.

Publicado por António Branco às 10:13 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 07, 2008

JAZZ ÀS 5AS NO CCB HOJE COM O LIVING THING SEXTET

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Prossegue hoje a iniciativa "Jazz às 5ªs", que todas as quintas-feiras, a partir das 22h00, leva jazz à Cafetaria Quadrante, do Centro Cultural de Belém.

Hoje será a vez de se apresentar em concerto o The Living Thing Sextet, com José Menezes (saxofones e clarinete baixo), Gonçalo Marques (trompete), Daniel Vieira (saxofone alto), Júlio Resende (piano), João Custódio (contrabaixo) e Pedro Viana (bateria).

O sexteto Living Thing reúne diversas gerações de improvisadores que, como indica o nome do colectivo, entendem o jazz como uma coisa viva.

A entrada é livre.

Publicado por António Branco às 07:34 AM | Comentários (0) | TrackBack

A SEMANA NO HOT

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O Hot Clube de Portugal (Praça da Alegria, 39 - Lisboa) apresenta hoje, amanhã e sábado concertos com o Francisco Pais Quartet: Josefine Lindstrand (voz), Francisco Pais (guitarra), Demian Cabaud (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria). Nestes concertos, será apresentado o CD "School Of Enlightenment".

O Hot Clube está aberto de terça a sábado, das 22h00 às 02h00, e que os concertos têm duas partes sendo a primeira das 23h00 às 24h00 e a segunda das 00h30 à 01h30.

Mais informação sobre o Clube pode ser adquirida através da consulta em http://www.hcp.pt, http://pt.wikipedia.org/wiki/Hot_Clube_de_Portugal ou http://www.myspace.com/hotclubedeportugal.

Publicado por António Branco às 07:02 AM | Comentários (0) | TrackBack

JAZZ EM AGOSTO 2008 - 2º BLOCO

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Começa hoje o segundo bloco da edição 2008 do Jazz em Agosto, evento promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian, que se prolonga até sábado , sob o conceito “Extensões”.

““Extensões” é o conceito que define o Jazz em Agosto 2008, a sua 25ª edição desde 1984, atravessando mais de duas décadas de documentação sincrónica do jazz actual e revelando personalidades que marcaram o seu movimento. Dobrando o Século XX, quando nasceu, o jazz, hoje, no Século XXI, mais do que nunca, questiona a sua própria identidade, a realidade da sua permanência fruto de mecanismos de contínuas trocas intercontinentais e mesmo interdisciplinares. Sobrepondo-se a querelas e excomunhões resultantes, alimentadas por uma ideia de pensamento único, interessa mais, contudo, seguir o trajecto dos músicos criativos, compreendê-los, aceitá-los, veiculá-los e apresentá-los em condições adequadas. Ao longo da sua existência, o Jazz em Agosto programou e apresentou pela primeira vez em Portugal importantes músicos que se inscreveram na História dos últimos 25 anos, uma lista vasta que inclui, entre outros, Bill Frisell, Joe Lovano, Terje Rypdal, Art Ensemble of Chicago, Jimmy Giuffre, George Russell, Dave Douglas, Matthew Shipp, Don Byron, Tim Berne, World Saxophone Quartet. Sobre parte deles, incidindo numa plêiade mais recente, dedica-se agora um olhar que permite a revitalização da sua dimensão artística, como são os casos de Peter Brötzmann e do seu Chicago Tentet, que acentua o plano intercontinental, de Sylvie Courvoisier, na sua dimensão de jazz de câmara, de Fritz Hauser, na excelência da sua concepção de bateria e percussão, o único instrumento inventado pelo jazz, e de uma nova geração detonada por Anthony Braxton: de Taylor Ho Bynum e do trio Memorize The Sky. Por outro lado e ampliando-o, o conceito Extensões é também entendido num sentido geográfico ao focar-se a realidade do Japão com a presença de Otomo Yoshihide, Satoko Fujii e Paap, enquanto que os duos de Pascal Contet / Barre Phillips e de John Zorn/Fred Frith, colocam em relevo uma das mais caras fórmulas evidenciadas pelo jazz de hoje. Entrosado na malha programática assinala-se o génio de Eric Dolphy, nascido em 1928, há 80 anos, através do filme de Hans Hylkema Last Date e também na própria temática da Orquestra de Otomo Yoshihide. Assumindo-se a importância que o jazz tem conquistado na sua documentação em filme, exibir-se-ão mais dois filmes, um dedicado a John Zorn, outro a Misha Mengleberg que, com a sua Instant Composers Pool, esteve presente no Jazz em Agosto 2000. Uma mesa redonda moderada pelo crítico Bill Shoemaker, denominada The Changing Scene, associando músicos, contribuirá para firmar o pensamento do jazz nesta época de mudança e de proliferação, onde os consensos serão, porventura, mais difíceis e da qual o Jazz em Agosto tem sido farol de tendências, colocando-as à discussão, criando motivos bastantes de fruição ao seu público fiel, em paralelo à renovação suscitada pela própria Arte.” (texto da organização)

Eis o programa completo do que resta doJazz em Agosto 2008:

Hoje (18h30 – Auditório 2)
“Misha Mengelberg Afijn”
Filme documental sobre Misha Mengelberg com a presença da realizadora e montadora Jellie Dekker e editor de som Dick Lucas

Hoje (21h30 - Anfiteatro ao Ar Livre)
Taylor Ho Bynum Sextet (EUA)
T. Ho Bynum (corneta), Matt Bauder (sax tenor, clarinete, clarinete baixo), Mary Halvorson (guitarra eléctrica), Evan O’Reilly (guitarra eléctrica), Jessica Pavone (viola, baixo eléctrico), Tomas Fujiwara (bateria)

Amanhã (15h30 - Auditório 2)
“The Changing Scene”
Mesa Redonda moderada por Bill Shoemaker com a participação dos músicos Joe McPhee, Taylor Ho Bynum e Mary Halvorson

Amanhã (18h30 - Auditório 2)
Memorize the Sky (EUA)
Matt Bauder (sax tenor, clarinete, clarinete baixo, percussão), Zach Wallace (contrabaixo, vibrafone, percussão), Aaron Siegel (tarola, bombo, percussão)

Amanhã (21h30 - Anfiteatro ao Ar Livre)
Sylvie Courvoisier Lonelyville (Suíça, França, Japão, EUA)
Sylvie Courvoisier (piano), Mark Feldman (violino), Vincent Courtois (violoncelo), Ikue Mori (laptop), Gerald Cleaver (bateria)

Sábado (15h30 - Auditório 2)
Fritz Hauser (Suiça)
Solo percussão

Sábado (18h30 - Auditório 2)
Pascal Contet/Barre Phillips (França, EUA)
Pascal Contet (acordeon), Barre Phillips (contrabaixo)

Sábado (21h30 - Anfiteatro ao Ar Livre)
Peter Brötzmann Chicago Tentet (Alemanha, EUA, Suécia, Noruega)
Peter Brötzmann (clarinete, taragot, sax alto e tenor), Mats Gustafsson (sax barítono, slide sax), Ken Vandermark (clarinete, sax tenor e barítono), Joe McPhee (trompete, sax alto), Johannes Bauer (trombone), Jeb Bishop (trombone), Per Ake Holmlander (tuba), Fred Longberg-Holm (violoncelo), Kent Kessler (contrabaixo), Paal Nilssen-Love e Michael Zerang (bateria)

Mais informação em: http://www.musica.gulbenkian.pt/jazz.

Publicado por António Branco às 06:22 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 06, 2008

SUMMER PARTY DA TREM AZUL COM MATS GUSTAFSSON

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Será em ambiente festivo que se vai improvisar ao final da tarde de hoje, na habitual Summer Party da Trem Azul (Rua do Alecrim, 21-A, ao Cais do Sodré, em Lisboa).

O saxofonista sueco Mats Gustafsson - membro do Peter Brotzmann Chicago Tentet e convidado especial da Otomo Yoshihide New Jazz Orchestra, formações que se apresentam no Jazz em Agosto, além de líder da The Thing - vai tocar a solo, a ele se juntando depois outros grandes nomes internacionais de visita a Lisboa no decorrer do festival da Gulbenkian. Esperam-se grandes surpresas...

A festa começa às 21h30, com entrada livre.

Publicado por António Branco às 06:45 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 05, 2008

O JAZZ N´ O BOM GIGANTE

O Ricardo Cataluna já tem disponível a segunda edição do podcast d' O Bom Gigante, que versa “O Jazz em Portugal (A propósito dos 60 anos do HCP)”.

O podcast pode ser escutado no player situado no início da barra lateral do blogue. Esta edição inclui uma interessante conversa com o Presidente do Hot Clube de Portugal, Eng.º Bernardo Moreira, sobre a génese do Hot, o seu espólio e as actividades associadas ao 60º aniversário.

O podcast d' O Bom Gigante pode ser ouvido aqui ou aqui.

O pano de fundo musical está a cargo de António Pinho Vargas, Mário Laginha, Bernardo Sassetti Trio, Carlos Bica, Charlie Haden & Carlos Paredes e André Fernandes.

Parabéns ao Ricardo pelo seu trabalho! Que ele sirva para aguçar ainda mais o seu gosto pelo jazz!

Publicado por António Branco às 07:15 AM | Comentários (1) | TrackBack

agosto 04, 2008

JAZZ EM AGOSTO – 1º BLOCO – BREVES NOTAS

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Fred Frith e John Zorn em Lisboa, Agosto 3 (© Joaquim Mendes/Fundação Calouste Gulbenkian, retirada daqui)

Cumpriu-se no passado fim-de-semana o primeiro bloco do Jazz em Agosto 2008, na Fundação Calouste Gulbenkian, este ano sob o lema “Extensões”. Dos 4 concertos deste primeiro bloco, três foram de projectos oriundos do Japão.

As hostilidades abriram na noite de sexta-feira com a inclassificável New Jazz Orquestra, do japonês Otomo Yoshihide, uma versão alargada do quinteto que tão boa conta de si deu na edição de 2004 deste mesmo festival. A música triturada da formação, que tanto vai beber ao jazz como à livre improvisação e ao rock, combinados com instrumentos orientais e electrónica, tudo joeirado pelo nipónico Otomo, chegou a ser realmente empolgante, embora tenha havido momentos em que empastelou em demasia. O ponto mais alto foi mesmo a versão de “Straight Up And Down”, do opus máximo de Eric Dolphy, “Out To Lunch”, que serviu de base a uma substancial fatia do concerto. No plano solístico, destaques para o sopro vigoroso de Mats Gustafsson, para o sempre desafiante Axel Dörner e ainda para esse verdadeiro pulmão rítmico que foi o baterista Yasuhiro Yoshigaki. Ainda assim um concerto muito estimulante, apesar de ter ficado um nadinha aquém das (elevadas) expectativas que nele tinha depositado.

Ao final da tarde de sábado foi projectado o documentário “Last Date” (1991), dirigido por Hans Hylkema a partir da biografia de Eric Dolphy, escrita por Thierry Brunneau. Tendo como pano de fundo a estada do lendário saxofonista, clarinetista e flautista na Holanda em Junho de 1964, o realizador traça uma panorâmica de toda a carreira do seminal músico, que terminaria, a 29 desse fatídico mês, em Berlim. Apesar de menos tocante do que o documentário sobre Albert Ayler, exibido no ano passado, trata-se de um interessante documento – com sentidos contributos de músicos que partilharam com Dolphy os seus últimos dias, com destaque para os de Han Bennink e Misha Mengelberg.

À noite, o Anfiteatro ao Ar Livre recebeu o Min-Yoh Ensemble, da pianista japonesa Satoko Fujii. Desprovido de secção rítmica tradicional (leia-se contrabaixo e bateria) o quarteto baseia a sua música numa pretensa adaptação de melodias tradicionais japonesas, servindo-se delas como base para a improvisação. Acontece, porém, que o resultado foi francamente decepcionante. Os melhores momentos saíram do trompete de Natsuki Tamura. Andrea Parkins no acordeão tratado electronicamente esteve inconsequente, atabalhoada mesmo. Tendo feito fé em todos aqueles que referiram o interesse suscitado pelos discos da formação, este concerto resultou numa grande desilusão.

A tarde de domingo iniciou-se com o visionamento de mais um filme documental, desta feita sobre John Zorn, “A Bookshelf On The Top Of The Sky” (2002), de Claudia Heuermann. Sendo embora um valioso documento sobre Zorn, peca sobretudo pelo narcisismo da abordagem, demasiado centrado na sua perspectiva artística individual. Por exemplo, teria sido sem dúvida relevante contar com testemunhos de músicos que consigo colaboram e ouvir a seu depoimento… As próprias técnicas de editing utilizadas pela realizadora, apesar de interessantes (embora não particularmente inovadoras) tornaram o filme algo maçador, a partir de determinado momento. Não obstante tratar-se de uma visão pessoal, era dispensável que a realizadora passasse para o outro lado do ecrã. Talvez síndrome de fã...

No primeiro concerto de domingo, mais uma formação que serviu de montra para a cena da música improvisada japonesa. O trio PAAP (anteriormente conhecidos como Radar – foram com esta designação que despertaram a atenção de John Zorn), de cujos discos também nos chegaram apreciações laudatórias, evoca o espírito de outras pequenas formações acústicas, impregnando-o de laivos de música japonesa. Inada Makoto (contrabaixo, voz), Katori Koichiro (piano, flauta, acordeão), Mizutani Yasuhisa (saxofones alto e soprano) deram um concerto sui generis. A sua música, ora espaçosa e feita de notas prolongadas, ora agressiva e gritada (o contrabaixista vociferou a plenos pulmões) deu origem a momentos que apelidaria de muito curiosos. Uma surpresa.

O primeiro bloco do Jazz em Agosto terminou na noite de domingo com um duo de geniais improvisadores, Fred Frith e John Zorn, que deram um estupendo concerto, desde já candidato a melhor do ano. Perante um Auditório ao Ar Livre completamente cheio, Zorn, envergando calças de camuflado (sua imagem de marca) esteve exímio, destilando energia e poder, bem ao seu estilo. Soprou furiosamente, de cortar o fôlego (utilizando as técnicas de respiração circular) –, mas sempre de forma consequente e imaginativa. Trouxe por vezes o perfume da música hebraica que só ele sabe baralhar e dar daquela maneira. Fazendo, como é seu apanágio, um uso pouco ortodoxo da guitarra (transformou-a por vezes num instrumento de percussão), Frith manipulou descalço a imensa parafernália a seus pés, e utilizou os mais variados acessórios para criar diferentes texturas. Foi a companhia ideal para Zorn. Os dois deram mostras de um perfeito entendimento, alicerçado em anos e anos de forte cumplicidade. Um magnífico concerto, reitero.

O Jazz em Agosto 2008 regressa já na quinta-feira, prolongando-se até sábado. Os nossos destaques vão para o projecto Memorize the Sky (com Matt Bauder, Zach Wallace e Aaron Siegel) e para o final que se antevê em cheio com o Peter Brötzmann Chicago Tentet.

Publicado por António Branco às 08:14 PM | Comentários (0) | TrackBack

XÔPANA JAZZ II EM SETEMBRO

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Na sequência do sucesso alcançado com a edição inaugural, o Choupana Hills Spa & Resort (Funchal, Madeira) subiu a fasquia e aposta fortemente este ano no jazz. E fá-lo, de novo, sob a orientação atenta e conhecedora do promotor e crítico Paulo Barbosa, que conseguiu reunir um cartaz de fazer inveja a muitos certames jazzísticos, em Portugal e além fronteiras.

Num deslumbrante enquadramento paisagístico, com a majestosa baía do Funchal como cenário, o festival contará com a presença de nomes destacados do jazz actual, verificando-se também, mais uma vez, a presença de figuras gradas do jazz nacional. O modelo de programação mantém-se: três noites de concertos duplos.

O programa do Xôpana Jazz II é o que se segue:

4 de Setembro (quinta-feira)

21h30
TrioAngular
Bruno Santos (guitarra), Bernardo Moreira (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria)

O arranque do evento dá-se com o TrioAngular, do guitarrista Bruno Santos, acompanhado por outros dois grandes nomes do jazz nacional, o contrabaixista Bernardo Moreira e o baterista Bruno Pedroso. O disco do trio, editado no ano passado pela TOAP, foi alvo de críticas abonatórias. Bruno Santos, madeirense, é um valor seguro do jazz nacional, formando com Mário Delgado e André Fernandes o trio de guitarristas portugueses de jazz actualmente mais requisitados. Dono de uma técnica irrepreensível e de uma notável concepção rítmica, tem vindo a cotar-se como um dos guitarristas mais interessantes da nova geração, sabendo mesclar a tradição com a originalidade, numa abordagem elegante, mas sempre flexível e desafiante. Depois da auspiciosa estreia em nome próprio, em 2005, com “Wrong Way”, este “TrioAngular” veio confirmar os predicados e colocar o guitarrista no pelotão da frente do jazz em Portugal.

23h00
David Binney Quintet feat. Mark Turner
David Binney (saxofone alto), Mark Turner (saxofone tenor), Jacob Sacks (piano), Thomas Morgan (contrabaixo) e Dan Weiss (bateria)

No segundo concerto da noite apresenta-se o superlativo quinteto do saxofonista alto norte-americano David Binney, que inclui nas suas fileiras um outro astro do saxofone, desta feita do tenor: Mark Turner. Excepção feita ao pianista, esta é a formação que gravou, em Março de 2006, o disco “Cities and Desire”. Aclamado pelas suas capacidades como dotado instrumentista, mas também como compositor e organizador de ideias, Binney é um nome fundamental do jazz contemporâneo. O seu estilo absorvente é caracterizado por uma singular fluidez de execução, pelo balanço perfeito entre escrita e improvisação, em arranjos opulentos e refrescantes, sempre adaptados à personalidade musical dos músicos com que conta, encarnando, neste particular, o legado “ellingtoniano”. Multiplicando-se entre diversos projectos, a sua prolífica actividade – atestada por uma discografia infindável, em nome próprio e colaborações – estende-se também aos domínios da produção. A secção rítmica da formação é constituída por outros três músicos que dispensam apresentações: o pianista Jacob Sacks, o contrabaixista Thomas Morgan e o baterista Dan Weiss, todos eles como um percurso que fala por si, quer como líderes dos seus próprios projectos quer como peças fundamentais em formações alheias. Um momento que se aguarda com natural expectativa, dadas as forças em presença.

5 de Setembro (sexta-feira)

21h30
Julian Argüelles + André Fernandes
Julian Argüelles (saxofones), André Fernandes (guitarra), Bernardo Moreira (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria)

O segundo dia do Xôpana Jazz 2008 inicia-se com o quarteto “português” do saxofonista britânico Julian Argüelles, que integra o guitarrista André Fernandes, e ainda Bernardo Moreira (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria). Talento precoce, Argüelles – um dos mais conceituados músicos de jazz das ilhas britânicas – ganhou reputação ainda antes de ter completado 20 anos, integrando a European Community Big Band e a big band britânica Loose Tubes. Gravou em 1990 o seu disco de estreia, “Phaedrus”, com o pianista John Taylor. Cinco anos depois, o segundo disco, “Home Truths”, contou com a participação de Steve Swallow, no baixo eléctrico. O seu disco ‘Partita”, foi gravado em Nova Iorque e conta com a participação de Tom Rainey e Michael Formanek. Do seu curriculum constam ainda colaborações com outros músicos, como Carla Bley, Kenny Wheeler Django Bates e Colin Steele. Presença habitual em palcos nacionais, Julian Argüelles cruzou por diversas vezes o seu caminho com o de músicos portugueses, como Mário Laginha e André Fernandes, em cujo álbum de estreia, “O Osso” (TOAP), participou. Espera-se muito desta nova colaboração entre quatro músicos de excepção.

23h00
Steve Swallow/Ohad Talmor/Adam Nussbaum
Steve Swallow (baixo eléctrico), Ohad Talmor (saxofone tenor) e Adam Nussbaum (bateria)

A noite prossegue com aquele que será, certamente, um dos momentos mais aguardados de todo o festival, o da apresentação do trio formado por Steve Swallow (baixo eléctrico), Ohad Talmor (saxofone tenor) e Adam Nussbaum (bateria). Esta formação, criada à imagem e semelhança do trio Damaged in Transit (com Nussbaum e Chris Potter), aproveitará a ocasião para gravar o CD “Live at Xôpana Jazz”, a conhecer posterior edição pela italiana Auand. Swallow é um nome incontornável do jazz das últimas quatro décadas. Ao longo da sua extensa carreira já participou em várias centenas de discos. Começou a apresentar-se no contrabaixo no início da década de 1960, tendo gravado durante esse período ao lado de Jimmy Giuffre e Paul Bley (num trio seminal), George Russell, Eric Dolphy e Thad Jones. Tocou com um enorme rol de músicos importantes, como Thelonious Monk, Benny Goodman, Dizzy Gillespie, Stan Getz, Gary Burton, Bob Brookmeyer, Roy Haynes, Jim Hall, Chick Corea, John Scofield, Paul Motian, Michael Brecker, Carla Bley (a sua actual companheira), entre muitos outros. Em 1970, trocou definitivamente o contrabaixo pelo baixo eléctrico, tendo-se tornado no seu mais virtuoso executante. Desde 1983 ocupa a primeira posição na votação anual dos críticos da revista “Downbeat”(!). Actualmente, desdobra-se em inúmeros projectos, não deixando de liderar os seus próprios grupos. Acompanha-o nesta incursão madeirense o saxofonista, compositor e arranjador Ohad Talmor, também conhecido pela sua associação a Lee Konitz e, entre nós, à Orquestra de Jazz de Matosinhos (“Portology”). Lembre-se que o sexteto de Swallow e Talmor deu à luz o magistral “L’Histoire du Clochard: The Bum’s Tale” (2004). Completa o trio o conceituado baterista Adam Nussbaum, cuja vasta e preenchida carreira inclui colaborações com Stan Getz, Bob Brookmeyer, James Moody, John Abercrombie, Miroslav Vitous, Niels-Henning Ørsted Pedersen, Carla Bley e John Scofield, só para referir algumas.

6 de Setembro (sábado)

21h30
Maria João & Mário Laginha + Julian Argüelles
Maria João (voz), Mário Laginha (piano), Julian Argüelles (saxofones), Bernardo Moreira (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria)

O derradeiro dia do festival arranca com uma das mais cúmplices e bem sucedidas parcerias da música nacional, a que junta a cantora Maria João ao pianista Mário Laginha. Foi com o disco “Danças”, lançado em 1994 pela Verve, que se iniciou uma nova fase na colaboração entre os dois, após ambos terem integrado o projecto Cal Viva. Nos onze anos seguintes, editaram mais 7 discos em conjunto: “Fábula”, “Cor”, “Lobos, Raposas e Coiotes”, “Chorinho Feliz”, “Mumadji”, “Undercovers” e “Tralha”, todos eles representativos da originalidade e da consistência da dupla. À parte da mesma, são frequentemente convidados a colaborar em projectos de outros músicos. Já depois do lançamento do último disco conjunto, Mário Laginha publicou “Canções e Fugas”, álbum premiado e extremamente bem acolhido pela crítica, e “Espaço”, em trio com Bernardo Moreira e Alexandre Frazão. Em 2007, a cantora lançou, a solo, “João”, um disco integralmente composto por canções de compositores brasileiros. Já este ano, os dois voltaram a juntar-se numa gravação em quinteto, com o saxofonista Julian Argüelles, o contrabaixista Bernardo Moreira e o percussionista Helge Norbakken, a qual, celebrando os 25 anos de carreira da cantora, marca o regresso aos standards do cancioneiro norte-americano. É este projecto que, com o baterista Alexandre Frazão, o duo irá apresentar.

23h00
Enrico Rava Generations
Enrico Rava (trompete), Mauro Negri (clarinete e saxofone), Giovanni Guidi (piano), Stefano Senni (contrabaixo) e Fabrizio Sferra (bateria)

Esta segunda edição do Xôpana Jazz encerra com o trompetista italiano Enrico Rava, um dos mais prestigiados músicos de jazz à escala global. Ao líder, juntam-se Mauro Negri, no clarinete e saxofone, o pianista Giovanni Guidi (galardoado em 2007 com o prémio de "Melhor Novo Talento" da revista “Musica Jazz” e com dois CDs gravados em seu nome), o contrabaixista Stefano Senni e o baterista Fabrizio Sferra (tocou no excelente “Full of Life” e gravou também com Enrico Pieranunzi). O grupo foi baptizado de Enrico Rava Generations, exactamente porque Sferra é bem mais velho do que os restantes membros do grupo, embora bem mais novo do que Rava. Já apaixonado pelo som de Bix Beiderbecke e de Chet Baker, foi aos dezoito anos que, após assistir a um concerto de Miles Davis com Lester Young em Turim, Enrico Rava decidiu comprar o seu primeiro trompete. No início da década de 1960, estabelece contacto com músicos como Gato Barbieri, Don Cherry e Steve Lacy, com os quais irá encetar uma viagem pelo jazz mais livre. Já nos anos 1970, incorporadas todas aquelas influências, encontramos um trompetista com uma sonoridade própria, nas gravações com Roswell Rudd, Michael Mantler e Carla Bley, participando na Jazz Composers Orchestra, nomeadamente no histórico “Escalator Over The Hill”. Nesse fértil período gravou ainda com Gunter Hampel e Manfred Schoof (“European Echoes”). Na segunda metade da década de 1970, grava algumas das suas obras-primas para a ECM, designadamente “The Pilgrim and the Stars” (1975) e “The Plot” (1976). Na década de 1980 gravaria ao lado de Cecil Taylor (“Winged Serpent” e “Alms/Tiergarten”) e de Jimmy Lyons (“Give It Up”). Após lhe ter sido atribuído o JazzPar Prize, em 2002, Rava gravou outras obras magistrais para a ECM, “Easy Living” (2005) e o sublime “The Words And The Days” (2007). O trompetista divide-se actualmente entre vários projectos, destacando o seu sólido quinteto, o duo com o pianista Stefano Bollani, o Enrico Rava New Generation, formado por músicos da nova geração, e este que apresentará no Xôpana Jazz. Por tudo isto, a segunda edição deste evento jazzístico madeirense está a motivar grandes e fundadas expectativas.

Mais informações em http://xopanajazz.wordpress.com.

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agosto 02, 2008

UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de hoje de "Um Toque de Jazz", as sessões de gravação realizadas por John Coltrane, como líder, para a Prestige e para a Impulse! (entre 1956 e 1967) e com o quarteto de Thelonius Monk (1957). (1º programa)

Amanhã será emitido o segundo programa relativo às sessões de gravação realizadas por John Coltrane, como líder, para a Prestige e para a Impulse! (entre 1956 e 1967) e com o quarteto de Thelonius Monk (1957).

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h05 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM e Mértola 92.2 FM).

Emissão on-line: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

Webcast: http://tv1.rtp.pt/wportal/popups/player.php?canal=2

Arquivos: http://tv1.rtp.pt/wportal/multimedia/programa.php?prog=1126&from_iframe=on

Publicado por António Branco às 08:05 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 01, 2008

JAZZ EM AGOSTO 2008 - PRIMEIRO BLOCO

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Arranca hoje o primeiro bloco do Jazz em Agosto, evento promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian, terá lugar entre os dias 1 e 9 de Agosto próximo, sob o conceito “Extensões”.

““Extensões” é o conceito que define o Jazz em Agosto 2008, a sua 25ª edição desde 1984, atravessando mais de duas décadas de documentação sincrónica do jazz actual e revelando personalidades que marcaram o seu movimento. Dobrando o Século XX, quando nasceu, o jazz, hoje, no Século XXI, mais do que nunca, questiona a sua própria identidade, a realidade da sua permanência fruto de mecanismos de contínuas trocas intercontinentais e mesmo interdisciplinares. Sobrepondo-se a querelas e excomunhões resultantes, alimentadas por uma ideia de pensamento único, interessa mais, contudo, seguir o trajecto dos músicos criativos, compreendê-los, aceitá-los, veiculá-los e apresentá-los em condições adequadas. Ao longo da sua existência, o Jazz em Agosto programou e apresentou pela primeira vez em Portugal importantes músicos que se inscreveram na História dos últimos 25 anos, uma lista vasta que inclui, entre outros, Bill Frisell, Joe Lovano, Terje Rypdal, Art Ensemble of Chicago, Jimmy Giuffre, George Russell, Dave Douglas, Matthew Shipp, Don Byron, Tim Berne, World Saxophone Quartet. Sobre parte deles, incidindo numa plêiade mais recente, dedica-se agora um olhar que permite a revitalização da sua dimensão artística, como são os casos de Peter Brötzmann e do seu Chicago Tentet, que acentua o plano intercontinental, de Sylvie Courvoisier, na sua dimensão de jazz de câmara, de Fritz Hauser, na excelência da sua concepção de bateria e percussão, o único instrumento inventado pelo jazz, e de uma nova geração detonada por Anthony Braxton: de Taylor Ho Bynum e do trio Memorize The Sky. Por outro lado e ampliando-o, o conceito Extensões é também entendido num sentido geográfico ao focar-se a realidade do Japão com a presença de Otomo Yoshihide, Satoko Fujii e Paap, enquanto que os duos de Pascal Contet / Barre Phillips e de John Zorn/Fred Frith, colocam em relevo uma das mais caras fórmulas evidenciadas pelo jazz de hoje. Entrosado na malha programática assinala-se o génio de Eric Dolphy, nascido em 1928, há 80 anos, através do filme de Hans Hylkema Last Date e também na própria temática da Orquestra de Otomo Yoshihide. Assumindo-se a importância que o jazz tem conquistado na sua documentação em filme, exibir-se-ão mais dois filmes, um dedicado a John Zorn, outro a Misha Mengleberg que, com a sua Instant Composers Pool, esteve presente no Jazz em Agosto 2000. Uma mesa redonda moderada pelo crítico Bill Shoemaker, denominada The Changing Scene, associando músicos, contribuirá para firmar o pensamento do jazz nesta época de mudança e de proliferação, onde os consensos serão, porventura, mais difíceis e da qual o Jazz em Agosto tem sido farol de tendências, colocando-as à discussão, criando motivos bastantes de fruição ao seu público fiel, em paralelo à renovação suscitada pela própria Arte.” (texto da organização)

Eis o programa deste primeiro fim de semana do Jazz em Agosto 2008:

Hoje (21h30 - Anfiteatro ao Ar Livre)
Otomo Yoshihide New Jazz Orchestra (Japão, Alemanha, Países Baixos, Suécia)
Otomo Yoshihide (condutor, guitarra), Kahimi Karie (voz), Kenta Tsugami (sax alto, soprano), Alfred Harth (sax tenor, clarinete baixo), Mats Gustafsson (sax tenor), Sachiko M (sinewaves), Kumiko Takara (vibraphone), Hiroaki Mizutani (contrabaixo), Yasuhiro Yoshigaki (bateria, trompete), Axel Dörner (trompete), Masahiko Okura (sax alto, clarinete baixo, carrilhão), Taisei Aoki (trombone), Cor Fuhler (piano), Ko Ishikava (sho), Taku Unami (objectos), Yoshiaki Kondoh (desenho som)

Amanhã (18h30 - Auditório 2)
“Last Date”
Filme documental sobre Eric Dolphy com a presença do realizador, Hans Hylkema

Amanhã (21h30 - Anfiteatro ao Ar Livre)
Satoko Fujii Min-Yoh Ensemble (Japão/EUA)
S. Fujii (piano), Natsuki Tamura (trompete), Curtis Hasselbring (trombone), Andrea Parkins (acordeão)

Domingo (15h30 - Auditório 2)
“A Bookshelf on Top of The Sky”
Filme documental sobre John Zorn com a presença da realizadora, Claudia Heuermann

Domingo (18h30 - Auditório 2)
PAAP (Japão)
Inada Makoto (contrabaixo, voz), Katori Koichiro (piano, accordeon, voz), Mizutani Yasuhisa (sax soprano, clarinete, flauta, percussão)

Domingo (21h30 - Anfiteatro ao Ar Livre)
John Zorn / Fred Frith (EUA)
John Zorn (sax alto), Fred Frith (guitarra eléctrica)

Mais informação em: http://www.musica.gulbenkian.pt/jazz.

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