« JOHNNY GRIFFIN (1928-2008) | Entrada | MARIA ANADON HOJE À NOITE NO TNDMII »
julho 29, 2008
POSTO DE ESCUTA
|
Kalle Kalima (guitarra); Oliver Potratz (contrabaixo); Oliver Steidle (bateria) Berlim, Agosto de 2006 Klima Kalima é um power trio baseado em Berlim, liderado pelo guitarrista Kalle Kalima, a que se juntam o contrabaixista Oliver Potratz e o baterista Oliver Steidle. Dos três músicos, aquele que poderá fazer soar mais campainhas junto do público português é o de Kalima, essencialmente devido à sua associação ao contrabaixista Carlos Bica, no disco “A Chama do Sol”, de 2006, onde toca guitarra acústica. Kalle Kalima (n. 1973, Helsínquia) começou, aos seis anos, por aprender piano. Cinco anos depois, decide mudar para a guitarra, instrumento que não mais viria a largar. Estudou na Academia Sibelius, em Helsínquia, e com Raoul Björkenheim no Conservatório Hanns Eisler, em Berlim, cidade onde actualmente reside e se localiza o epicentro da sua actividade. Do seu percurso constam colaborações com Tomasz Stanko, Sirone, Marc Ducret ou Simon Stockhausen, para além do já mencionado Carlos Bica. O mais recente disco do trio chama-se “Chasing Yellow”, e foi editado pela Enja. Em todo o disco é perceptível a cumplicidade existente entre os três músicos, numa interpenetração construtiva que é fundamental para garantir a dinâmica do triângulo instrumental. Apesar do relativismo da afirmação, poder-se-á dizer que a música que nele encontramos, não navega em águas muito distantes das do Trio Azul, excepção feita a algum uso mais áspero dos efeitos electrónicos e da distorção. Para enquadrar o guitarrismo de Kalima, poder-se-ão evocar os nomes de Frank Möbus e Mário Delgado, ambos mestres na manipulação electrónica do seu próprio som. A música de Kallima extravasa qualquer tipo de catalogação, sendo clara a coexistência de inúmeras referências, que vão do jazz (“City Of Spies”) ao blues mais visceral (“99 Hookers”), da energia rock (“Uran Mining”) à acidez funk (“Paracities”), do experimentalismo noise (“FC Tango Wuppertal”) a alguns laivos de música étnica (“Balkanismus”). O guitarrista organiza todas estas fontes e procura a sua própria voz, desiderato que parece ainda não ter atingido na plenitude. Publicado por António Branco às julho 29, 2008 05:14 AM |
Trackback pings
TrackBack URL para esta entrada:
http://improvisosaosul.weblog.com.pt/privado/mt-tb.cgi/173003
