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julho 31, 2008JAZZ ÀS 5AS NO CCB HOJE COM PELÁGIO/FRANCO 4TETProssegue hoje a iniciativa "Jazz às 5ªs", que todas as quintas-feiras, a partir das 22h00, leva jazz à Cafetaria Quadrante, do Centro Cultural de Belém. Hoje será a vez de se apresentar em concerto o Sérgio Pelágio/Mário Franco Quartet, com Sérgio Pelágio (guitarra eléctrica), Luís Cunha (trombone), Mário Franco (contrabaixo) e Pedro Segundo (bateria). "Retoma de uma parceria na década de 1980, este quarteto volta a juntar Sérgio Pelágio e Mário Franco, nomes entretanto firmados na cena nacional. O guitarrista Sérgio Pelágio consagrou-se como compositor de cena e co-criador de espectáculos como Casio Tone, Subtone e Tritone, juntamente com a coreógrafa Sílvia Real. Já o contrabaixista Mário Franco encetou uma carreira a solo que tem sido elogiada dentro e fora de portas e merecido o envolvimento de músicos com o relevo de Dave Binney e Jesse Chandler. Se nos anos do arranque desta parceria a influência era, muito obviamente, a do “som ECM” numa mistura de jazz, música clássica e rock próxima da etiqueta discográfica alemã, hoje partem de onde ficaram para ir mais longe, tão longe quanto acharem que faz sentido.”. (texto da organização) A entrada é livre. |
julho 30, 2008KÜHN/SCLAVIS DUO SÁBADO EM ESTREIA NACIONALÉ apresentada no próximo sábado, nas Caldas da Rainha, a première nacional do duo formado pelo pianista alemão Joachim Kühn e pelo clarinetista e saxofonista francês Louis Sclavis. O concerto é às 22h00 no grande auditório do Centro de Congressos das Caldas da Rainha. "Ainda que muitos tenham como assente que o mundo é governado pelo Acaso, há coisas cuja inevitabilidade parece mesmo obra do destino. Uma delas era (e vai ser nas Caldas da Rainha) a apresentação ao vivo do duo formado por Joachim Kuhn e Louis Sclavis, dois músicos com percursos paralelos nas lides da música criativa de matriz jazz, mas que raramente ser tocaram no passado, excepto numa única e acalamada vez em duo, no ano passado. Vamos agora ter o prIvilégio de vê-los e ouvi-los juntos, pela primeira vez em Portugal, no mais directo dos “tête-a-têtes”, clarinetes em si bemol e baixo e saxofone soprano de um lado, piano do outro. Não estranhará que algumas das composições a servir de base para o trabalho improvisacional de ambos provenham de outros discos destes reconhecIdos compositores, mas neste contexto soarão a algo de muito diferente. Com uma maior crueza, provavelmente, mas também com um reforço de imediatismo. A fórmula escolhida estará, sem dúvida, carregada de referências das músicas “eruditas” contemporânea mas também clássica (Rameau é uma referência para Sclavis e Bach representa o mesmo para Kuhn) mas igualmente de experimentalismos vários e até das sonoridades mais Jazz, terreno comum para ambos e que fácilmente irá despontar neste concerto. Poderão igualmente acontecer alguns motivos relacionados com a música tradicional francesa, muito presente no discurso de Louis Sclavis, ou outras, para Kuhn serve de referência o majestoso “Journey to the Center of na Egg” com o oudista Rabih Abou Khalil. Não há, de qualquer modo, pastiche de estilos nestes procedimentos, nem piscadelas de olho à facilidade ou superficiais pretenciosismos “pós-modernos”. Este é um jazz-esponja que tudo absorve e torna seu. E por mais que se tente fazer prever o que irá acontecer, génios destes são tudo menos previsíveis… Como músico prodígio, Joachim Kuhn, começou a tocar profissionalmente em 1961 e com o seu próprio trio, fundado em 1964, apresentou pela primeira vez o free jazz europeu na Alemanha ocidental. Tocou em Berlim e Newport e gravou com nomes dos dois lados do oceano atlantico, Gato Barbieri, Don Cherry, Karl Berger, Slide Hampton, Philly Joe Jones, Phil Woods, Joe Lovano, Michael Brecker, Tony Malaby, Scott Colley, Chris Potter, nos Estados Unidos, e Albert Mangelsdorff, Aldo Romano, Jean-Luc Ponty, Michel Portal na Europa. Formou com Jean-François Jenny Clark e Daniel Humair um super trio, aclamado como um dos mais importantes ensembles de piano no Jazz. Com eles tocou desde o seu primeiro encontro em 1985, até à morte do contrabaixista Jenny Clark em 1998. Em 1990, foi possível a Joachim Kuhn voltar a tocar na Alemanha de leste depois de 23 anos fora. Depois de muitos anos a gravar para a Verve (onde gravou um mítico dueto com Ornette Coleman), é actualmente a alemã ACT que dá guarida ás suas gravações a solo ou em trio. Herdeiro em vida de Michel Portal, com quem, de resto, actua regularmente, Louis Sclavis é reconhecido como um dos mais inventivos clarinetistas do planeta jazz e seus arredores, tendo colaborado já com muitas das luminárias da improvisação livre ou estruturada, de Cecil Taylor a Fred Frith, passando por Evan Parker e Mark Dresser. Cada álbum que lança é mais do que uma colecção de peças avulsas, obedecendo a um conceito específico, como foi o caso da pintura mural de Ernest Pignon-Ernest homenageada em “Napoli’s Walls”. As suas composições são realçadas pela invoção dos seus conceitos musicais e cada projecto deste músico Francês é aguardado com enorme expectativa pelo mundo do Jazz. O seu Trio com Aldo Romano e Henri Texier correu mundo (inclusivé algumas viagens de exploração musical por Africa que lhes serviram de inspiração para a música criada) e é, talvez, o mais forte grupo do Jazz Europeu dos últimos anos." (texto da organização) Mais informação, aqui: http://www.ccc.eu.com/artigos/artigo.asp?nid=101&sec=8. |
MARIA ANADON HOJE À NOITE NO TNDMIINo âmbito da programação “Outros Palcos”, volta a ouvir-se jazz hoje, pelas 23h30, na Praça do Rossio, em Lisboa. Na esplanada do Teatro Nacional D. Maria II, a cantora Maria Anadon experimenta um cenário completamente novo, fazendo-se acompanhar pelo violoncelista Davide Zaccaria e o guitarrista José Soares. O espectáculo do Maria Anadon Trio revisitará o cancioneiro norte-americano, através de compositores tão emblemáticos quanto Cole Porter, George Gershwin, Miles Davis e Duke Ellington, entre outros. A cantora propõe uma interpretação personalizada e arranjos para esta formação particular, onde a guitarra e o violoncelo convivem com a sua voz. A entrada é livre.
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julho 29, 2008POSTO DE ESCUTA
Kalle Kalima (guitarra); Oliver Potratz (contrabaixo); Oliver Steidle (bateria) Berlim, Agosto de 2006 Klima Kalima é um power trio baseado em Berlim, liderado pelo guitarrista Kalle Kalima, a que se juntam o contrabaixista Oliver Potratz e o baterista Oliver Steidle. Dos três músicos, aquele que poderá fazer soar mais campainhas junto do público português é o de Kalima, essencialmente devido à sua associação ao contrabaixista Carlos Bica, no disco “A Chama do Sol”, de 2006, onde toca guitarra acústica. Kalle Kalima (n. 1973, Helsínquia) começou, aos seis anos, por aprender piano. Cinco anos depois, decide mudar para a guitarra, instrumento que não mais viria a largar. Estudou na Academia Sibelius, em Helsínquia, e com Raoul Björkenheim no Conservatório Hanns Eisler, em Berlim, cidade onde actualmente reside e se localiza o epicentro da sua actividade. Do seu percurso constam colaborações com Tomasz Stanko, Sirone, Marc Ducret ou Simon Stockhausen, para além do já mencionado Carlos Bica. O mais recente disco do trio chama-se “Chasing Yellow”, e foi editado pela Enja. Em todo o disco é perceptível a cumplicidade existente entre os três músicos, numa interpenetração construtiva que é fundamental para garantir a dinâmica do triângulo instrumental. Apesar do relativismo da afirmação, poder-se-á dizer que a música que nele encontramos, não navega em águas muito distantes das do Trio Azul, excepção feita a algum uso mais áspero dos efeitos electrónicos e da distorção. Para enquadrar o guitarrismo de Kalima, poder-se-ão evocar os nomes de Frank Möbus e Mário Delgado, ambos mestres na manipulação electrónica do seu próprio som. A música de Kallima extravasa qualquer tipo de catalogação, sendo clara a coexistência de inúmeras referências, que vão do jazz (“City Of Spies”) ao blues mais visceral (“99 Hookers”), da energia rock (“Uran Mining”) à acidez funk (“Paracities”), do experimentalismo noise (“FC Tango Wuppertal”) a alguns laivos de música étnica (“Balkanismus”). O guitarrista organiza todas estas fontes e procura a sua própria voz, desiderato que parece ainda não ter atingido na plenitude. |
COLETCIVO IBÉRICO EM OLHÃO
O Cantaloupe Bar, nos Mercados de Olhão, apresenta esta noite, pelas 22h30, um concerto com o Colectivo Ibérico: Perico Sambeat (saxofone), Juan Steinway (piano), João Custódio (contrabaixo) e João Rijo (bateria). |
julho 26, 2008QUARTETO DE MICHEL PORTAL ENCERRA JAZZ NO PARQUEEncerra hoje, ao final da tarde (das 18h00 às 19h30), a 17ª edição do Jazz no Parque (Fundação de Serralves, Porto), com o quarteto deMichel Portal, com o próprio em saxofone alto, bandoneon e clarinete, Tony Malaby (saxofone), Bruno Chevillon (contrabaixo) e Daniel Humair (bateria). "Michel Portal poderia simbolizar um dos veios mais ricos e representativos do jazz contemporâneo, onde os grandes líderes não se esgotam num único projecto, antes partilham a pluralidade de caminhos, a diversidade estética e a independência conceptual. O jazz e a música erudita (clássica e contemporânea) conviveram sempre na sua vida musical. Aos 73 anos, a definição possível do multi-instrumentista Portal seria a de (re)inventor de si próprio como homem repartido que se sente uno e indivisível. No jazz não assistiu ao free jazz, fê-lo. Primeiro com os americanos exilados, depois com os europeus independentes. E juntou-o, ou pelo menos não o apartou, de tradições populares que o conduziriam, entre destinos vários, ao tango e suas vozes instrumentais (quem consegue divorciar o bandoneon das noites mais musicais de Buenos Aires?). Não é possível falar dos anos 70 ignorando esse laboratório experimental que foi o Michel Portal Unit. A nata do jazz francês (ou feito em França) que protagonizou o free jazz (mas não só) teve em Portal um mestre e um cúmplice: de Bernard Lubat e François Jeanneau a Henri Texier e Jean François-Jenny Clark, de Daniel Humair, Aldo Romano e Joachim Kuhn a Martial Solal e Jean-Luc Ponty. E fora das fronteiras gaulesas, nomes como Dave Liebman, John Surman e Sunny Murray teriam uma palavra a dizer sobre Portal. No quarteto de Portal, o público do Jazz no Parque irá rever dois amigos do peito, Daniel Humair e Bruno Chevillon, e descobrir uma futura amizade – o saxofonista Tony Malaby, que é já um nome firme do jazz contemporâneo. Da Liberation Music Orchestra à Electric Bebop Band, dos grupos de Mario Pavone ao quinteto de Fred Hersh, de William Parker e Marty Ehrlich a Tim Berne e Drew Gress, a presença de Malaby é um certificado de qualidade e honestidade criativas." (texto da organização) Veja um vídeo do quarteto de Michel Portal em: http://www.youtube.com/watch?v=ObwWMIUcjXw. |
UM TOQUE DE JAZZNa emissão de hoje de "Um Toque de Jazz", "At Carnegie Hall", concerto pelo Quarteto de Thelonius Monk (Ahmed Abdul-Malik no contrabaixo e Shadow Wilson na bateria), com o saxofonista John Coltrane, no Carnegie Hall (Nova Iorque). Gravação de 29 de Novembro de 1957, até hoje inédita. Edição Blue Note. (Repetição) "Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h05 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM e Mértola 92.2 FM). Emissão on-line: mms://rdp.oninet.pt/antena2. Webcast: http://tv1.rtp.pt/wportal/popups/player.php?canal=2 Arquivos: http://tv1.rtp.pt/wportal/multimedia/programa.php?prog=1126&from_iframe=on |
julho 25, 2008DESBUNDIXIE NOS AÇORESOs Desbundixie estão hoje e amanhã na ilha de S. Miguel nos Açores, integrados na "1ª Mostra ANIMA Dixieland", no Campo de São Francisco. Para novidades sobre os próximos concertos dos Desbundixie consultar: www.myspace.com/desbundixie, ou www.desbundixie.blogspot.com. |
FESTIVAL DE LOULÉ ARRANCA HOJEArranca hoje o 14º Festival Internacional de Jazz de Loulé, uma organização da Casa da Cultura de Loulé organiza , que se prolonga até domingo, na Cerca do Convento, no centro histórico daquela cidade algarvia. O Festival Internacional de Jazz de Loulé tem 13 anos de história e um vasto portfólio de artistas que, por esta ocasião, já passaram pelo palco de Loulé. É o caso de nomes como Joe Chambers, Frank Mobus, Ray Brown, David Sanchez, Henry Texier, Mariano Steimberg, e os portugueses Bernardo Sassetti, Michael Laurent, Carlos Bica ou Paulo Gomes, entre muitos outros. O programa do 14º Festival Internacional de Jazz de Loulé é o que se segue: Hoje (22h00, Cerca do Convento) “Uma das mais importantes forças da nova geração de músicos portugueses, o pianista Júlio Resende, foi inicialmente orientado por um dos mais significativos pedagogos do Jazz nacional, Zé Eduardo, prosseguindo os seus estudos com Rodrigo Gonçalves e Pedro Moreira, duas referências do jazz em Portugal. Resende começou por fazer estudos clássicos, cedo descobrindo que não ficava satisfeito em ser apenas um intérprete de peças musicais em que não pudesse improvisar. Decidiu então estudar e trabalhar com os melhores mestres do Hot Clube, New School for Jazz and Contemporary Music, Berklee College of Music e a Bill Evans Academy, entre o tempo que passou na Université de St. Denis, em Paris. “Da Alma” é o seu primeiro disco, constituindo uma estreia muito promissora. Enraízado na tradição, mas com uma abordagem criativa, aberta e moderna, a sua música é brilhante, colorida, sedutora, intrincada e bela. Resende tem um talento natural para a melodia. Podemos dizer que o “futuro” do Jazz em Portugal é agora feito “presente” com este grupo e o seu disco, “Da Alma” ”. (texto da organização) Amanhã (22h00, Cerca do Convento) “Filha de emigrantes iranianos, a cantora Cymin Simawati nasceu em Braunschweig, Alemanha, sendo uma das grandes revelações do moderno jazz europeu. Estudiosa dos poetas persas dos séculos XI e XII (Hafiz-s Shirazi e Omar Khayyám), é-o igualmente da música erudita, que estudou na Hochschule fur Musik und Theater, em Hanover, e do jazz vocal, que começou a estudar na Hochschule der Kunste, em Berlim. Trabalhou com mestres como Steve Coleman, Mark Dresser, Dianne Reeves e Bobby McFerrin. Com este último, no festival de Braunschweig, interpretou poemas musicados dos autores persas acima referidos. Pela Europa e Extremo Oriente as suas tournées têm-se multiplicado e o seu primeiro disco, Cyminology, per se, é já uma referência. Atestam-no as inúmeras e abonatórias críticas. Por exemplo: “…uma obra-prima do jazz vocal”, Sound and image; “Cyminology é um conjunto de músicas maravilhosamente tocadas. O canto é incrível…a influência do Irão é predominante e a transição para os conceitos do jazz extremamente válidos. Fantástico.”, David Friesen. Cyminology é uma síntese, um equilíbrio possível, entre tradição e modernidade, entre duas inspirações: a de uma música e tradição milenares e, por outro lado, a da liberdade única do jazz. Uma cantora de ascendência iraniana, um pianista francês, um contrabaixista alemão e um baterista indiano: aqui está Cyminology, um projecto que reúne quatro grandes artistas e que prova, através da sua música, que a interculturalidade é hoje uma realidade do nosso quotidiano.” (texto da organização) Domingo (22h00, Cerca do Convento) “O SF Jazz Collective é já um nome mítico do jazz contemporâneo, uma verdadeira instituição. É constituído por nomes que dispensam apresentações, alguns deles que já nos visitaram e que todos, interrompem os seus projectos pessoais para se devotarem ao Collective. O grupo distingue-se não só pelo nível dos seus membros mas, sobretudo, pela diversidade dos seus talentos. Além de excelentes instrumentistas, todos são compositores e arranjadores de primeira água. O repertório do grupo contém composições próprias e brilhantes arranjos que contemplam, em cada ano, a música de grandes instrumentistas e compositores do jazz moderno: Ornette Coleman (2004), John Coltrane (2005), Herbie Hancock (2006), Thelonious Monk (2007); este ano será a vez de Wayne Shorter. O SFJazz Collective foi eleito “Melhor Grupo de Jazz Emergente” pela DownBeat, em 2006, e as suas gravações têm estado na lista dos melhores álbuns da National Public Radio e Jazz Times. ” (texto da organização) Os bilhetes diários para o Festival Internacional de Jazz de Loulé custam 8 e 10 euros (sócios CC e não sócios) e o passe para os 3 dias do festival custa 20 e 25 euros (sócios e não sócios) e pode ser adquirido na Casa da Cultura (por telefone - 289 415 860, ou presencialmente, das 10h00 às 13h00 e das 15h00 às 19h00). |
julho 24, 2008JAZZ ÀS 5AS NO CCB HOJE COM SCOTT FIELDS FREETETProssegue hoje a iniciativa "Jazz às 5ªs", que todas as quintas-feiras, a partir das 22h00 (novo horário!), leva jazz à Cafetaria Quadrante, do Centro Cultural de Belém. Hoje será a vez de se apresentar em concerto o Scott Fields Freetet, com Scott Fields (guitarra), Sebastian Gramss (contrabaixo) e João Lobo (bateria). "À guitarra de Scott Fields junta-se o contrabaixo de Sebastian Gramss e a bateria de João Lobo numa revisitação ao free jazz, não para o repetir ou para se juntarem aos seus presentes desenvolvimentos, mas para experimentarem outra coisa. Conhecido pelas suas complexas e intrigantes composições com técnicas “picadas” da música erudita contemporânea, o guitarrista Scott Fields faz com estes freetet um investimento muito particular: pega no modelo do free jazz original, de Ornette Coleman, e projecta-lhe outras implicações que não necessariamente aquelas a que hoje assistimos. A simplificação dos recursos, o enfoque na subtileza dos elementos e até um certo reducionismo são as regras do jogo, pelo que Fields não submete a guitarra aos seus habituais objectos de manipulação sonora nem ao processamento de pedais de efeitos”. (texto da organização) A entrada é livre. |
julho 23, 2008PAULA SOUSA QUINTETO HOJE NO HOTNesta quarta-feira, a pianista Paula Sousa, apresenta no Hot Clube de Portugal (Praça da alegria, 39, em Lisboa) o seu disco "Valsa para a Terri" (dist. Dargil). Paula Sousa apresentar-se-á em Quinteto com a mesma formação que faz parte deste disco: Afonso Pais (guitarra), João Guimarães (saxofone alto), Hugo Antunes (contrabaixo) e Luís Candeias (bateria). O concerto consiste de duas partes e começará como habitualmente às 23h00. Pianista e compositora, Paula Sousa completou o curso de piano no Conservatório de Musica do Porto. Entre diversas actividades como pianista, integrou algumas bandas com as quais gravou: Stick, Ban, Repórter Estrábico e Três Tristes Tigres. Mais tarde, estuda jazz no Hot Clube de Portugal, após o que faz a sua graduação em Jazz Performance, na Berklee College of Music, em Boston. Vive em Lisboa, onde lecciona piano clássico e jazz. Toca em várias formações assim como com os seus próprios projectos: Quinteto, Quarteto Trio, 4EvanSake (tributo a Bill Evans) e Monk Dreamers (tributo a Thelonious Monk). |
POSTO DE ESCUTAMarilyn Crispell - "Vignettes" Marilyn Crispell (piano) Lugano (Suiça), Abril de 2007 Apesar da já longa ligação de Marilyn Crispell (n. 1947) à ECM, “Vignettes” é o primeiro disco a solo da pianista para a editora germânica e surge, em larga medida, na esteira dos lançamentos anteriores, “Amaryllis” (2001) e “Storyteller” (2004). Nos anos mais recentes, Crispell tem vindo a explorar com crescente insistência o lado mais lírico, reflexivo e intimista do seu pianismo, contrastando com as abordagens mais agressivas e ásperas que caracterizam boa parte do seu trabalho anterior. De formação barroca e clássica, Crispell descobriu o jazz ao escutar “A Love Supreme”, e, mais tarde ao embrenhar-se na obra de Cecil Taylor. A parceria com Anthony Braxton permitiu-lhe continuar a explorar novas soluções, catapultando-a para as altas esferas do jazz mais livre e da música improvisada. O título escolhido é perfeitamente apropriado, visto a pianista nele alternar peças previamente compostas, com improvisações espontâneas, a que chamou precisamente “Vignettes”, miniaturas sonoras polvilhadas ao longo do disco. A música é límpida e cristalina, feita de detalhes e subtilezas, onde os jogos com o silêncio e o espaço deixam transparecer diferentes sentimentos e emoções. As influências de Paul Bley (na precisão) e do jazz do Norte da Europa (há uma peça sugestivamente intitulada “Sweden”) fazem-se sentir de forma evidente, essencialmente ao nível da construção de atmosferas gélidas e de grande contenção. A toada é meditativa, poética, introspectiva (“Cuida Tu Espiritu” – soberbo –, “Gathering Light”), o que não significa que não hajam passagens de maior abstracção, como a peça de abertura, “Vignette I”. Nos momentos improvisados, a pianista percorre, com rara elegância, o espectro das emoções, da etérea “Vignette II” à mais enérgica “Vignette III”. A ligação à mais convencional tradição do jazz – aqui entendida no seu sentido mais lato – é feita em “Time Past”, porém com a pianista a subvertê-la à sua estética pessoal. A peça que encerra o disco, “Little Song for My Father” é uma tranquila canção de embalar de espantosa eloquência. Para os cultores do piano solo este é um disco a não perder. Belíssimo. |
julho 22, 2008BRAD MEHLDAU TRIO HOJE EM ESPINHOIntegrado no FIME 2008 - 34º Festival Internacional de Música de Espinho, apresenta-se em concerto esta noite (22h00), no Auditório de Espinho, o trio do pianista norte-americano Brad Mehldau, com Larry Grenadier (contrabaixo) e Jeff Ballard (bateria). |
julho 21, 2008JAZZ #19 (JUL/AGO) À VENDAJá está nas bancas o n.º 19 (Julho/Agosto 08) da revista Jazz.pt - Revista bimestral de jazz, a única revista portuguesa de jazz e a publicação regular sobre jazz em Portugal, com maior longevidade!... A Jazz.pt é propriedade do JACC - Jazz Ao Centro Clube. O seu Director é Pedro Rocha Santos, o Editor é Rui Eduardo Paes e o responsável pelo grafismo, Rui Garrido. O preço de capa da revista é de € 5,00. Aqui fica o sumário da Jazz.pt #19: CAPA Pode efectuar a assinatura da revista enviando um e-mail para: assinaturas@jacc.pt. O site da revista pode ser visitado em www.jazz.pt. |
julho 19, 2008JORGE MONIZ 4TETO HOJE NO ONDAJAZZO Jorge Moniz 4teto apresenta-se esta noite no Ondajazz (ao Campo das Cebolas, em Lisboa), pelas 23h00. O quarteto é constituído por Mário Delgado: (guitarra), Júlio Resende (piano), João Custódio (contrabaixo) e Jorge Moniz (bateria). |
NEKHEPHTU HOJE NA TREM AZULAbdul Moimême (guitarra eléctrica) regressa hoje à tarde às Micro Sessions na Trem Azul Jazz Store (rua do Alecrim, 21A, ao Cais do Sodré, em Lisboa), desta vez para apresentar o seu novo projecto a solo “Nekhephthu”. Trata-se de improvisos onde gama sonora do seu instrumento de eleição, uma Stratocaster, é prolongada por meios meramente acústicos, usando apenas objectos pertencentes ao universo construtivo do próprio instrumento. Por vezes auxilia-se de uma segunda guitarra, construída por ele próprio, evitando o uso de qualquer processamento electrónico, mesmo que seja o reverb do seu velho amplificador Sinmarc. Em “Micro Sessions” Abdul Moimême tocará uma pequena peça de meia em meia hora (entre as 15h30 e as 19h30), integrando os sons da própria loja, assim como aqueles vindos da rua. |
QUARTETO DE ANDRÉ FERNANDES EM SERRALVESHoje, ao final da tarde (das 18h00 às 19h30), no Jazz no Parque (Fundação de Serralves, Porto), o quarteto de André Fernandes, que apresenta "Cubo", aclamado disco de 2007. O quarteto de André Fernandes é composto pelo próprio na guitarra, Mário Laginha (piano), Nelson Cascais (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria). "Nas mais recentes edições, o guitarrista André Fernandes (n. Lisboa, 1976) tem sido uma presença regular no de Jazz no Parque. Em 2002 liderou, com Nuno Ferreira, um inovador projecto dedicado a Lennie Tristano. Em 2006 integrou o quinteto de Nelson Cascais e reincidiu em 2007 como convidado da Orquestra de Jazz de Matosinhos, num concerto com música e direcção do baterista John Hollenbeck. Quem teve a sageza de acompanhar todas essas presenças sabe que nenhum concerto soou a “déjà vu”. Porque é de natureza dos grandes jazzmen servir a música dos seus líderes com a mesma eficácia com que cuidam das suas próprias composições. Do regresso de André Fernandes em 2008 se poderá dizer, mais uma vez, que nada será como antes. No seu actual quarteto abundam argumentos de força, a começar pela presença de um piano entregue a (que o mesmo é dizer inventado por) Mário Laginha. Os ouvintes do primeiro disco do quarteto, “Cubo”, sabem que os méritos de compositor de André Fernandes crescem a par do seu talento de aglutinador musical e de intérprete." (texto da organização) Veja um vídeo do quarteto de André Fernandes em: http://www.youtube.com/watch?v=ZKF_BOKfoI8 |
UM TOQUE DE JAZZNa emissão de hoje de "Um Toque de Jazz", "From Spirituals to Swing" (1) – os célebres concertos produzidos por John Hammond no Carnegie Hall de Nova Iorque em 23 de Dezembro de 1938, com a orquestra de Count Basie, o sexteto de Benny Goodman, os New Orleans Feetwarmers de Sidney Bechet e os cantores Big Bill Broonzy, Joe Turner, Helen Humes e Billie Holiday, entre outros. 1ª. Parte. (Repetição) "Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h05 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM e Mértola 92.2 FM). Emissão on-line: mms://rdp.oninet.pt/antena2. Webcast: http://tv1.rtp.pt/wportal/popups/player.php?canal=2 Arquivos: http://tv1.rtp.pt/wportal/multimedia/programa.php?prog=1126&from_iframe=on |
julho 18, 2008ALMEIDA+ACUNA NA TREM AZULHoje, ao final da tarde (18h30), na Trem Azul Jazz Store (rua do Alecrim, 21 A, ao Cais do Sodré, em Lisboa), concerto com Gonçalo Almeida (contrabaixo) e Lucas Acuna (guitarra & noisi stuff) A entrada custa € 3. |
MULGREW MILLER & WINGSPAN HOJE NO CCBÉ esta noite, pelas 21h00, no grande auditório do Centro Cultural de Belém o concerto de Mulgrew Miller & Wingspan, com Mulgrew Miller (piano), Steve Nelson (vibrafone), Antonio Hart (saxofone alto), Duane Eubanks (trompete), Ivan Taylor (contrabaixo) e Rodney Green (bateria). Mulgrew Miller é um dos músicos do panorama jazzístico actual com mais discos gravados, cerca de 400, ficando em segundo lugar apenas atrás do seu colega e amigo Kenny Barron. Desde muito cedo, este pianista americano procurou rodear-se apenas dos melhores músicos, tendo tocado com a maioria dos grandes nomes do jazz - os Jazz Messengers de Art Blakey, Quinteto de Tony Williams, Duke Ellington Orchestra, Joe Lovano, Trio de Ron Carter... entre tantos outros. Mulgrew Miller traz ao CCB, pela primeira vez, o seu sexteto - Wingspan, sexteto que Mulgrew Miller tem conduzido ao longo de vinte anos, conta actualmente com Steve Nelson no vibrafone, Duane Eubanks no trompete, Steve Wilson no saxofone alto (nesta participação substituído por Antonio Hart), Ivan Taylor no contrabaixo e Rodney Green na bateria. O grupo retomou a sua actividade em 2006 com um concerto em tributo a James Williams, a quem Mulgrew Miller sucedeu enquanto Director de Estudos de Jazz na William Paterson University em New Jersey. Wingspan é também o título de um tema original do pianista, composto em tributo a Charlie Parker. O único disco de originais do projecto, "The Sequel", foi editado em 2002 pela Maxjazz. Neste registo podemos encontrar originais de Miller (nota de destaque para "Go East Young Man", "Know Wonder" e "Elation") e leituras de temas alheios, como "It Never Entered My Mind" e um excelente "Dreamsville". O repertório do grupo inclui composições originais de Mulgrew Miller e temas do cancioneiro americano. Mulgrew Miller & Wingspan é também o grupo convidado pelo CCB para leccionar a primeira edição da Lisbon Jazz Summer School. Para mais informação consultar: http://www.ccb.pt/sites/ccb/pt-PT/Programacao/Projectos/Pages/LisbonjazzSummerSchool.aspx |
ONP+OJM NA CASA DA MÚSICANesta sexta-feira, na Casa da Música (Porto), uma orquestra sinfónica encontra uma big band de jazz. É as 22h00 que a Orquestra Nacional do Porto e a Orquestra de Jazz de Matosinhos, sob a direcção musical de Alexander Shelley, apresentam o seguinte programa: I Parte II Parte "Uma orquestra sinfónica divide o palco com uma big band, num concerto que junta, pela primeira vez, a Orquestra Nacional do Porto e a Orquestra de Jazz de Matosinhos. Apresentando-se regularmente na Casa da Música, a Orquestra de Jazz de Matosinhos tem marcado as temporadas de jazz com novos projectos e com a presença de grandes solistas como Lee Konitz, Perico Sambeat ou Dee Dee Bridgewater. Depois da reunião com o Remix Ensemble para um projecto único de grande sucesso, agora é a Orquestra Nacional do Porto que recebe a big band no palco da Praça. Na primeira parte do concerto, as duas formações tocam separadamente. A OJM abre o programa com três composições do seu repertório: BJO e Does It Matter, de Carlos Azevedo, e Jamiro, de Pedro Guedes. O concerto prossegue com a ONP e as Danças sinfónicas de West Side Story, uma suite orquestral a partir da música original de um dos maiores êxitos de sempre da Broadway (um Romeu e Julieta adaptado aos subúrbios de Nova Iorque), passando por melodias que ficaram na história do teatro musical e do cinema. A segunda parte é preenchida por obras dos anos 50, compostas especificamente para os dois tipos de formação – orquestra de jazz e orquestra sinfónica. Enquanto o norte-americano Duke Ellington, com Night Creature, vem das orquestras de jazz, o suíço Rolf Liebermann está mais ligado ao mundo das orquestras sinfónicas, sendo um compositor conhecido pelo carácter multifacetado das suas obras. O Concerto de Liebermann passa por vários géneros ligados à música popular, explícitos em andamentos com títulos como “Blues”, “Boogie-woogie” e “Mambo”. Neste concerto, a Orquestra de Jazz de Matosinhos conta com dois convidados especiais, os músicos norte-americanos John Riley, na bateria, e Jacob Andrew Sacks, no piano. A direcção musical está a cargo de Alexander Shelley, um jovem maestro que conquistou, em 2005, o Concurso de Direcção de Leeds, desenvolvendo uma carreira ascendente à frente das principais orquestras europeias." (texto da organização) |
julho 17, 2008TRiSoNTe ATOS HOJE NO MUSICBOXEsta quinta feira, pelas 23h00, o MusicBox, em Lisboa, apresenta concertos com os projectos TRiSoNTe e ATOS. Os TRiSoNTe são Ricardo Barriga (guitarra e loops), Gonçalo Prazeres (saxofone alto e efeitos), Miguel Cordeiro (piano e efeitos), Rui Pereira (bateria) e Francisco Ariztia e Nuno Ventura (VJs). Os ATOS são Lucas Acuna (guitarra), Gonçalo Almeida (contrabaixo) e Luís Candeias (bateria). |
JAZZ ÀS 5AS NO CB HOJE COM TRIO SONIC MOTIONProssegue hoje a iniciativa "Jazz às 5ªs", que todas as quintas-feiras, a partir das 22h00 (novo horário!), leva jazz à Cafetaria Quadrante, do Centro Cultural de Belém. Hoje será a vez de se apresentar em concerto o Trio Sonic Motion, com Jorge Reis (saxofones), Demian Cabaud (contrabaixo) e André Sousa Machado (bateria). "Os Sonic Motion reúnem o saxofonista Jorge Reis, o contrabaixista argentino Demian Cabaud e o baterista André Sousa Machado num trio que procura novas formas de explorar e apresentar o jazz.Pegando num formato instituído pelo hard bop que depois o free continuou, os Sonic Motion reivindicam a liberdade conceptual para manipular os conteúdos melódicos e estruturais dos temas e até realizar uma permuta dos papéis convencionais dos instrumentos envolvidos, seja com composições originais ou com os standards do jazz. Estes últimos não são encarados de forma passiva, mas como “fonte de inspiração para novas maneiras de abordar, exprimir e investigar esta música”. (texto da organização) A entrada é livre. |
julho 16, 2008MOIMÊME APRESENTA NEKHEPHTU NA TREM AZULAbdul Moimême (guitarra eléctrica) regressa às Micro Sessions na Trem Azul Jazz Store (rua do Alecrim, 21A, ao Cais do Sodré, em Lisboa) no próximo sábado, desta vez para apresentar o seu novo projecto a solo “Nekhephthu”. Trata-se de improvisos onde a gama sonora do seu instrumento de eleição, uma velha Stratocaster, é prolongada por meios estritamente acústicos, usando apenas objectos pertencentes ao universo construtivo do próprio instrumento. Por vezes auxilia-se de uma segunda guitarra, construída por ele próprio, evitando o uso de qualquer processamento electrónico, mesmo que seja o reverb do seu velho amplificador Sinmarc. Em “Micro Sessions” Abdul Moimême tocará uma pequena peça de meia em meia hora (entre as 15h30 e as 19h30), integrando os sons da própria loja, assim como aqueles vindos da rua. |
WIRED PARADISE HOJE NO HOTHoje, quarta-feira, apresentar-se-á no Hot Clube de Portugal o quinteto Wired Paradise do saxofonista holandês Yuri Honing. Um quinteto com saxofone, duas guitarras (Frank Mobus e Paul Jan Bakker), baixo eléctrico (Tony Overwater) e bateria (Joost Lijbaart). |
14º FESTIVAL INTERNACIONAL DE JAZZ DE LOULÉA Casa da Cultura de Loulé organiza o 14º Festival Internacional de Jazz de Loulé, que se realiza nos dias 25, 26 e 27 de Julho, na Cerca do Convento, no centro histórico daquela cidade algarvia. O Festival Internacional de Jazz de Loulé tem 13 anos de história e um vasto portfólio de artistas que, por esta ocasião, já passaram pelo palco de Loulé. É o caso de nomes como Joe Chambers, Frank Mobus, Ray Brown, David Sanchez, Henry Texier, Mariano Steimberg, e os portugueses Bernardo Sassetti, Michael Laurent, Carlos Bica ou Paulo Gomes, entre muitos outros. O programa do 14º Festival Internacional de Jazz de Loulé é o que se segue: 25 de Julho (sexta-feira, 22h00, Cerca do Convento) “Uma das mais importantes forças da nova geração de músicos portugueses, o pianista Júlio Resende, foi inicialmente orientado por um dos mais significativos pedagogos do Jazz nacional, Zé Eduardo, prosseguindo os seus estudos com Rodrigo Gonçalves e Pedro Moreira, duas referências do jazz em Portugal. Resende começou por fazer estudos clássicos, cedo descobrindo que não ficava satisfeito em ser apenas um intérprete de peças musicais em que não pudesse improvisar. Decidiu então estudar e trabalhar com os melhores mestres do Hot Clube, New School for Jazz and Contemporary Music, Berklee College of Music e a Bill Evans Academy, entre o tempo que passou na Université de St. Denis, em Paris. “Da Alma” é o seu primeiro disco, constituindo uma estreia muito promissora. Enraízado na tradição, mas com uma abordagem criativa, aberta e moderna, a sua música é brilhante, colorida, sedutora, intrincada e bela. Resende tem um talento natural para a melodia. Podemos dizer que o “futuro” do Jazz em Portugal é agora feito “presente” com este grupo e o seu disco, “Da Alma” ”. (texto da organização) 26 de Julho (sábado, 22h00, Cerca do Convento) “Filha de emigrantes iranianos, a cantora Cymin Simawati nasceu em Braunschweig, Alemanha, sendo uma das grandes revelações do moderno jazz europeu. Estudiosa dos poetas persas dos séculos XI e XII (Hafiz-s Shirazi e Omar Khayyám), é-o igualmente da música erudita, que estudou na Hochschule fur Musik und Theater, em Hanover, e do jazz vocal, que começou a estudar na Hochschule der Kunste, em Berlim. Trabalhou com mestres como Steve Coleman, Mark Dresser, Dianne Reeves e Bobby McFerrin. Com este último, no festival de Braunschweig, interpretou poemas musicados dos autores persas acima referidos. Pela Europa e Extremo Oriente as suas tournées têm-se multiplicado e o seu primeiro disco, Cyminology, per se, é já uma referência. Atestam-no as inúmeras e abonatórias críticas. Por exemplo: “…uma obra-prima do jazz vocal”, Sound and image; “Cyminology é um conjunto de músicas maravilhosamente tocadas. O canto é incrível…a influência do Irão é predominante e a transição para os conceitos do jazz extremamente válidos. Fantástico.”, David Friesen. Cyminology é uma síntese, um equilíbrio possível, entre tradição e modernidade, entre duas inspirações: a de uma música e tradição milenares e, por outro lado, a da liberdade única do jazz. Uma cantora de ascendência iraniana, um pianista francês, um contrabaixista alemão e um baterista indiano: aqui está Cyminology, um projecto que reúne quatro grandes artistas e que prova, através da sua música, que a interculturalidade é hoje uma realidade do nosso quotidiano.” (texto da organização) 27 de Julho (domingo, 22h00, Cerca do Convento) “O SF Jazz Collective é já um nome mítico do jazz contemporâneo, uma verdadeira instituição. É constituído por nomes que dispensam apresentações, alguns deles que já nos visitaram e que todos, interrompem os seus projectos pessoais para se devotarem ao Collective. O grupo distingue-se não só pelo nível dos seus membros mas, sobretudo, pela diversidade dos seus talentos. Além de excelentes instrumentistas, todos são compositores e arranjadores de primeira água. O repertório do grupo contém composições próprias e brilhantes arranjos que contemplam, em cada ano, a música de grandes instrumentistas e compositores do jazz moderno: Ornette Coleman (2004), John Coltrane (2005), Herbie Hancock (2006), Thelonious Monk (2007); este ano será a vez de Wayne Shorter. O SFJazz Collective foi eleito “Melhor Grupo de Jazz Emergente” pela DownBeat, em 2006, e as suas gravações têm estado na lista dos melhores álbuns da National Public Radio e Jazz Times. ” (texto da organização) Os bilhetes diários para o Festival Internacional de Jazz de Loulé custam 8 e 10 euros (sócios CC e não sócios) e o passe para os 3 dias do festival custa 20 e 25 euros (sócios e não sócios) e pode ser adquirido na Casa da Cultura (por telefone - 289 415 860, ou presencialmente, das 10h00 às 13h00 e das 15h00 às 19h00). |
JAZZ EM CASTANHEIRA DE PERACastanheira de Pera vai receber um concerto de Jazz, que vai decorrer na Villa Praia, com o Trio Bonsai e a cantora Emilie, no próximo sábado, dia 19 de Julho, pelas 23h00. |
julho 15, 2008WOODS HOJE NO REGUEIRÃO DOS ANJOSOs Woods vão estar hoje no Regueirão dos Anjos (antiga Abril em Maio). Os Woods são Bruno Parrinha (clarinete alto), João Pedro Viegas (clarinete baixo), Hernâni Faustino (contrabaixo) e João Parrinha (bateria e objectos). O concerto principia às 22h00. |
CARLOS MARTINS APRESENTA NOVO CD "ÁGUA"O saxofonista Carlos Martins apresenta hoje (23h00) no Hot Clube de Portugal (Praça da Alegria, Lisboa), o seu novo disco "Água". Neste concerto de lançamento estarão presentes Carlos Martins (saxofones tenor e soprano), Alexandre Frazão (bateria), André Fernandes (guitarra), Bernardo Sassetti - piano ; Júlio Resende (piano) e Nelson Cascais (contrabaixo). Como dia Carlos Martins: “Ser músico de jazz é ter confiança no acaso. É aceitar a disciplina necessária para manusear o instrumento como se domina uma linguagem É acreditar no erro como fonte de inspiração. É compreender o outro e aceitá-lo. É um diálogo permanente, sem palavras, do som e das cores que pintam os estados de espírito. É mesmo inventar esses estados em conjunto libertando-nos do eu sendo assim cada um mais o que realmente é. Como um quinteto a solo neste disco respiramos o mesmo ar e acertamos os nossos gestos e sonoridades fingindo o que deveras somos, um conjunto de impressões e solidões partilhadas. E fazemos disso a música que produzimos e se a música gostar de nós faz-nos ser outras pessoas, com mais alegria. Trocamos identidades para dar à música o que tanto desejamos: a liberdade.” |
ANGRA JAZZ 2008Já é conhecido o programa do AngraJazz 2008 - 10º Festival Internacional de Jazz de Angra do Heroísmo, que se irá realizar de 2 a 5 de Outubro, no Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo. Para além do programa musical, estará patente uma exposição de fotografia que retrata os 10 anos do Angrajazz, a feira do disco com as bancas que habitualmente colaboram conosco, vamos lançar um livro sobre o jazz na Terceira, da autoria de João Moreira dos Santos e António Rubio e vamos dar destaque à nossa orquestra convidando todos os anteriores convidados da orquestra. Aqui fica o Programa do evento terceirense: 2 de Outubro (quinta-feira) 3 de Outubro (sexta-feira) 4 de Outubro (sábado) 5 de Outubro (domingo) Mais informação no site www.angrajazz.com (que no final de Julho estará pronto e com informação mais detalhada). |
julho 14, 2008SOFIA RIBEIRO NO PORTO CANALNesta segunda-feira, a cantora Sofia Ribeiro vai ser entrevistada em directo no programa Porto Alive - Porto Canal - entre as 19h30 e as 20h30. |
MÚSICA PORTUGUESA, HOJE – BREVES IMPRESSÕESDecorreu no passado fim-de-semana no Centro Cultural de Belém, o festival Música Portuguesa, Hoje, uma ímpar mostra do que de mais estimulante tem a música nacional para oferecer nos campos do jazz, da música erudita, da música improvisada e electrónica. Das cerca de três dezenas de concertos integrados no evento, a escolha recaiu sobre seis deles. Na tarde de sábado, o início das hostilidades esteve a cargo do quinteto de Sei Miguel, visivelmente incomodado com a pouco usual hora vespertina. Acompanhado pelo núcleo duro que trabalha regularmente consigo – Fala Mariam (trombone alto), César Burago (percussões), Pedro Lourenço (baixo eléctrico) e João Castro Pinto (electrónica) – apresentou uma única peça, “Acalanto 5”, com as electrónicas, a percussão e o baixo a fornecerem a base textural para as deambulações melódicas de Miguel e Mariam. Depois, às 17h, foi a vez de ver ao vivo, numa rara apresentação, o duo Pocketbook of Lighning, formado por duas das maiores luminárias da livre improvisação nacional, Nuno Rebelo (guitarra e manipulações electrónicas) e Marco Franco (bateria e electrónica). Nas várias peças apresentadas, foi bem patente a cumplicidade e o elevado grau de interactividade musical existente entre os dois músicos. Seguiu-se aquela que era, à partida, uma das propostas que maior expectativa gerava, o quinteto do violonista Ernesto Rodrigues, com que contou com as presenças de Rhodri Davies na harpa electrónica e de Stephane Davis no saxofone soprano, para além de Guilherme Rodrigues (violoncelo) e Carlos Santos (laptop). A música muito abstracta do quinteto criou momentos deveras interessantes, não obstante o facto de ser a primeira vez que os 5 músicos se apresentavam em conjunto. O concerto acabou algo abruptamente, ficando a ideia de que algum elo da cadeia improvisacional se terá quebrado… Às 21h apresentou-se o trio “Nascer”, do pianista João Paulo Esteves da Silva, com Peter Epstein (saxofones) e Ricardo Dias (acordeão). Terminada que está a gravação do segundo disco do projecto – o primeiro já tem anos quase 8 anos – os três músicos mesclaram temas destas duas fases, (quase) sempre tendo como base canções populares portuguesas. Escutaram-se temas hiper-melódicos que farão parte do novo disco, como “Onde Vais, Ò Carolina”, “Meninas, Vamos às Murtas” e “Canção Açoriana” (da autora do pianista). De entre os momentos mais altos do concerto, registo a interpretação de “Já Fui ao Reino da China…” (recolhida por Michel Giacometi), em solo absoluto, e o bem conhecido “Durme”, tema da tradição sefardita, aqui num arranjo para o trio (ainda assim pessoalmente prefiro a versão a solo incluída no magnífico “Memórias de Quem”). Já no domingo, a tarde iniciou-se com o bem oleado quarteto do guitarrista André Fernandes, acompanhado por Mário Laginha (piano e Rhodes), Nelson Cascais (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria). A base do concerto foram temas retirados do aclamado “Cubo”, de onde se ouviram “Not The Vibe”, “Sal” (tema muito orelhudo, que contou com um belo solo de piano de Laginha) e “Vizz”, no qual Fernandes deu mostras de exploração crescente da guitarra acústica. Tempo para recordar “Smoker” (do anterior disco “Timbuktu”) e um tema novo, que, se bem descortinei, se chama “Radio Vibe”. Para terminar o punhado de concertos a que assisti, nota para as explorações sónicas levadas a cabo por Rafael Toral (munido de um amplificador MT-10 modificado), acompanhado do Hernâni Faustino, no contrabaixo, e Marco Franco, na bateria. Com um nó na garganta deixei o CCB sem ver Carlos “Zíngaro”, com John Butcher e Gunther Muller e ainda o trio de Rodrigo Amado, com Kent Kessler e Paal Nilssen-Love. Uma iniciativa louvável que contou com uma generosa adesão do público e que, espero, seja para repetir já para o ano. |
NYNDK AMANHÃ EM BRAGAO Espaço Cultural Pedro Remy , em Braga, apresenta amanhã, pelas 22h00, o quarteto NYNDK, constituído por Soren Moller (piano), Per Mathisen (contrabaixo), Ole Mathissen (saxofones) e Chris Washburne (trombone). Trata-se de um colectivo transatlântico que compreende músicos de Nova Iorque, Dinamarca e Noruega. A decisão de se juntarem foi inspirada nas suas experiências internacionais, natureza própria do jazz.NYNDK mistura a refinada calma do espírito escandinavo com a agressividade nova-iorquina, com uma sensibilidade pós - bop. Mais informação sobre os NYNDK em http://www.myspace.com/nyndk. |
julho 13, 2008AMADO+KESSLER+NIELSEN-LOVE NO CCB |
julho 12, 2008UM TOQUE DE JAZZNa emissão de hoje de "Um Toque de Jazz", as gravações completas de estúdio realizadas para a Clef e para a Verve pela Orquestra de Count Basie nos anos 1950 (3º programa - Repetição). "Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h05 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM e Mértola 92.2 FM). Emissão on-line: mms://rdp.oninet.pt/antena2. Webcast: http://195.245.176.20/antena2 Arquivos: http://tv1.rtp.pt/wportal/multimedia/programa.php?prog=1126&from_iframe=on |
julho 11, 2008FESTIVAL MÚSICA PORTUGUESA, HOJEDecorre entre hoje e domingo no Centro Cultural de Belém a maior mostra de música portuguesa realizada até hoje num Festival que celebra os compositores, as obras e os músicos portugueses. 52 obras de 48 compositores, 3 orquestras, 2 ensembles, 3 concertos de câmara com 19 músicos, 12 concertos de jazz, música improvisada ou electrónica, em formatos e criações inovadoras, e ainda 4 conferências e 2 colóquios. Comissariado por António Pinho Vargas, Pedro Santos e Rodrigo Amado, o Festival Música Portuguesa, Hoje pretende apresentar o que de melhor se faz actualmente na música portuguesa, atravessando géneros musicais e apostando nu |



























