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maio 31, 2008MÁRIO LAGINHA E MARIA JOÃO NA ÓPERA DE LYONO pianista Mário Laginha e a cantora Maria João apresentam-se esta noite na Ópera de Lyon, às 20h30, no âmbito do projecto “Follow the Songlines”. Estreado em 21 de Junho de 2007 em Bruxelas, o projecto “Follow the Songlines”, liderado pelo cantor belga David Linx, vai retomar o contacto com o público no próximo sábado, 31 de Maio, em França, na Ópera de Lyon. Trata-se de um invulgar projecto musical, já apreciado em Portugal num concerto que teve lugar no espaço exterior da Casa da Música, no Porto, em 7 de Julho de 2007, com a participação de Maria João e Mário Laginha, então acompanhados pela Orquestra Nacional do Porto. O projecto remete para o modo como, ao longo de muitos séculos, os aborígenes australianos se orientavam nas inóspitas regiões desérticas, servindo-se de referências cantadas que funcionavam como uma espécie de bússola musical, transmitida de geração em geração. Estas “songlines” ancestrais serviram de inspiração a David Linx, Diederik Wissels, Maria João e Mário Laginha, que ergueram um conjunto de músicas que lançam pontes entre várias cidades do planeta. O concerto é assegurado pelas prestações de dois cantores – David Linx e Maria João -, de dois pianistas – Diederik Wissels e Mário Laginha - e de dois músicos convidados – o contrabaixista Chistophe Wallemme e o percussionista Helge Norbakken -, acompanhados, desta vez, pelas Orquestra da Ópera de Lyon. O temas são da autoria de Linx, João, Wissels e Laginha, com os dois últimos a assegurarem as orquestrações. |
UM TOQUE DE JAZZHoje não haverá emissão de "Um Toque de Jazz" devido à transmissão directa desde o Grande Teatro do Liceu, em Barcelona, da Ópera "A Valquíria", de Wagner. Amanhã será a vez do clarinetista Michel Portal e o pianista Jacky Terrasson (França) no Festival de Jazz INNtöne (Diersbach, Áustria) em 26 de Maio de 2007. Uma gravação Euroradio. "Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h05 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM e Mértola 92.2 FM). Emissão on-line: mms://rdp.oninet.pt/antena2. Webcast: http://195.245.176.20/antena2 Arquivos: http://tv1.rtp.pt/wportal/multimedia/programa.php?prog=1126&from_iframe=on |
maio 30, 2008MINNEMANN BLUES BAND GRAVA CD AO VIVOHoje e amanhã, pelas 00h00, no Hot Five Jazz & Blues Club (largo Actor Dias,junto ao viaduto da Batalha, na cidade do Porto), a Minnemann Blues Band irá gravar o seu próximo CD, intitulado "All Night Long", ao vivo, durante os dois concertos dessas noites. |
maio 29, 2008ANDRÉ FERNANDES 4TETO EM ATENASO quarteto do guitarrista português André Fernandes vai apresentar o seu mais recente trabalho, “Cubo”, hoje à noite (23h00) no Festival internacional de Jazz de Atenas (Technopolis, Gazi, Atenas). O grupo não vai apresentar a sua formação habitual, sendo o pianista Mário Laginha substituído por Júlio Resende e o baterista Alexandre Frazão por Marcos Cavaleiro. André Fernandes na guitarra e Nelson Cascais no contrabaixo completam o quarteto. O disco “Cubo” confirmou tudo o que se esperava do jovem André Fernandes como instrumentista e compositor, colocando-o definitivamente entre as certezas mais firmes do actual panorama do jazz português. |
JAZZ ÀS 5AS NO CCB HOJE COM MIKADO LABProssegue hoje a iniciativa "Jazz às 5ªs", que todas as quintas-feiras, a partir das 22h00 (novo horário!), leva jazz à Cafetaria Quadrante, do Centro Cultural de Belém. Hoje será a vez de se apresentar em concerto o projecto Mikado Lab, com Ana Araújo (piano, fender rhodes, electrónica), Pedro Gonçalves (baixo eléctrico, electrónica), André Matos (guitarra) e Marco Franco (bateria, electrónica). "Impulsionado pela bateria “preparada” de Marco Franco e condimentado com uma equilibrada dose de electrónica, o Mikado Lab oferece a plástica ideal para a música fresca e impregnada de contemporaneidade que pratica. Canções melódicas, numa criativa mistura de estilos e climas, onde a improvisação é parte fundamental... épico, delicado, infantil, sónico, frenético, poético, diurno, nocturno... são algumas das coordenadas que caracterizam esta música e quem a toca." (texto da organização) As entradas são livres. |
maio 28, 2008LOPES E FERRANDINI NA TREM AZULHoje, ao final da tarde (19h30) na Trem Azul Jazz Store (rua do Alecrim, 21A, ao Cais do Sodré, em Lisboa) apresenta-se um duo formado por Luís Lopes (guitarra) e Gabriel Ferrandini (bateria). A entrada custa € 3. |
ALBERT SANZ E SARA SERPA NA CASA DAS MUDASContinuam no próximo sábado à noite, as Mudas Jazz Sessions, no Centro das Artes – Casa das Mudas, Calheta (ilha da Madeira), com um concerto duplo: primeiro (22h00) o trio do pianista Albert Sanz - com Masa Kamaguchi (contrabaixo) e RJ Miller (bateria) - e depois (23h00) como o quinteto da cantora Sara Serpa - com André Matos (guitarra), Albert Sanz (piano) / Masa Kamaguchi (contrabaixo) e RJ Miller (bateria). "Sara Serpa apresenta, na sua música, uma combinação entre o jazz tradicional e o contemporâneo, cantando e improvisando, maioritariamente sem letra, as suas composições em que a voz funciona como um instrumento. Sara Serpa tem actuado em diversas salas em Portugal e nos Estados Unidos, como o famoso Hot Clube de Portugal, o Teatro S. Luiz, o Onda Jazz, a Fábrica Braço de Prata (Lisboa), o Regatta Bar, o Ryles Jazz Club (Boston), o Berklee Performance Center (Boston), o Kennedy Center (Washington DC), o Wortham Theater (Houston) e o reputado Cornelia Street Cafe (Nova Iorque). Sara Serpa começou o ano de 2008 com uma actuação no Festival de Jazz do Panamá. Nascida em Lisboa, Portugal, Sara Serpa começou os seus estudos musicais aos 7 anos. Depois do Conservatório Nacional de Lisboa, onde estudou Piano e Canto, Sara entrou na Escola de Jazz Luís Villas Boas (Hot Clube de Portugal), onde teve o seu primeiro contacto com o jazz. Em Maio de 2005, Sara recebeu uma bolsa de estudo da Berklee College of Music e mudou-se para Boston, EUA, onde vive actualmente. Depois de um ano a estudar na Berklee, Sara recebeu uma bolsa de estudo do New England Conservatory, onde está a completar um Master em Jazz Performance. Desde que vive em Boston Sara Serpa estudou com Dominique Eade, Jerry Bergonzi, Ed Tomassi, Dave Santoro, Hal Crook, Ran Blake, Danilo Perez, John McNeill e Theo Bleckmman. Nos últimos três anos, Sara Serpa tem partilhado o palco com vários músicos como André Matos, Albert Sanz, Masa Kamaguchi, RJ Miller, Nelson Cascais, Jorge Reis, Bruno Pedroso, André Sousa Machado, Demian Cabaud, Jesse Chandler, Ferenc Nemeth, Matt Pavolka, Pete Rende, Nick Falk, John Lockwood, Esperanza Spalding, Peter Slavov, Aruan Ortiz, Leo Genovese, Vardan Ovsepian, Andreia Pinto-Correia. Sara Serpa é uma recente adição ao Greg Osby Five, novo grupo do detacado saxofonista e compositor americano Greg Osby, além de liderar o seu quinteto, com o guitarrista André Matos, o pianista Albert Sanz, o contrabaixista Masa Kamaguchi e o baterista RJ Miller." (texto da organização) "Albert Sanz nasceu em Valência, em 1978. Filho de pais músicos, iniciou os seus estudos de música aos 14 anos, como auto-didacta, tocando baixo, guitarra e finalmente piano. Estudou no Conservatório de Valência, no Taller de Musics em Barcelona e em 2001 mudou-se para Boston, para a Berklee College of Music com uma bolsa de estudo. Após a sua graduação, mudou-se para Nova Iorque, onde colaborou com músicos como Kurt Rosewinkel, Joe Lovano, Mark Turner, Chris Cheek, Larry Grenadier, Jeff Ballard, tendo gravado com os três últimos o seu álbum de estreia, “Los Guys”, que recebeu um excelente acolhimento pela crítica internacional. Sanz ganhou o Prémio Revelação Tete Montoliu em 1999 e foi membro da European Jazz Youth Orchestra em 1997. Gravou para a editora catalã Fresh Sound, Satchmo Records e Xabia Jazz. Actualmente vive em Barcelona onde toca com Perico Sambeat, Masa Kamaguchi, Joe Smith, Raynald Colom, David Xirgu, Carme Canela, Jorge Rossy, Jordi Matas, Guillermo Klein, Bruce Arkin e RJ Miller, entre muitos outros. Lecciona na escola de música Musikene, em San Sebastian. Com Masa Kamaguchi e RJ Miller, gravou o seu segundo álbum para a Fresh Sound New Talent, Metamorphosis, editado em 2007." (texto da organização) O projecto Mudas Jazz Sessions (programado pelo incansável Paulo Barbosa) visa apresentar mensalmente, ao longo de 2008, concertos por vários músicos consagrados no cenário nacional ou internacional da área do jazz. Os bilhetes estão à venda na Casa das Mudas (reservas: 291 820 900) e no Chega de Saudade Café e custam € 20 (geral) / € 10 (alunos do Conservatório - Escolas das Artes). Mais informações aqui: mudasjazz.blogspot.com. |
maio 27, 2008SCORCH TRIO HOJE NA CASA DA MÚSICAContinua esta noite (22h00) na Casa da Música (Porto) o Ciclo Føcus Nórdico, com a presença do Scorch Trio - Raoul Björkenheim (guitarra), Ingebrigt Håker Flaten contrabaixo e Paal Nilssen-Love (bateria). Improvisação, traços rock e a energia características do jazz que se pratica no Norte da Europa. "O Scorch Trio reúne três dos músicos mais activos do jazz nórdico numa formação enérgica e plena de referências ao jazz-rock pós-fusão: o finlandês Raoul Björkenheim e os noruegueses Ingebrigt Håker Flaten e Paal Nilssen-Love. Björkenheim, com algumas das suas raízes nas guitarras de Jimi Hendrix e John McLaughlin, mas também na música de Coltrane, cultiva um som cheio e poderoso, focado em aspectos particulares do trabalho sobre as seis cordas, algo de muito sólido e explosivo. A forma de tocar guitarra de Raoul Björkenheim é descrita frequentemente como uma força da natureza, com uma abordagem que parte do jazz e do rock para se tornar mais visceral e expressionista nos timbres e na velocidade. Procurando constantemente novas sonoridades na sua guitarra, Raoul Björkenheim criou uma linguagem pessoal única. A música de Ingebrigt Håker Flaten é baseada na linguagem do jazz e da música improvisada, tanto acústica como electrónica, mas o seu interesse pelo rock e pela música étnica também é revelado nas suas colaborações com as bandas norueguesas de rock Motorpsycho e Cato Salsa Experience, bem como no trabalho através da Rikskonsertene com músicos da Palestina e da Índia. Ingebrigt Håker Flaten é um dos músicos europeus mais importantes da nova geração, tendo sido premiad, em Julho de 2004, com o “Vitalprisen” do Festival de Jazz de Kongsberg – o prémio mais alto para músicos de jazz na Noruega. Paal Nilssen-Love foi criado num clube de jazz gerido pelos seus pais, tendo escolhido a bateria do seu pai como instrumento e o jazz como trabalho. Com pouco mais de 30 anos, Paal Nilssen-Love é já um dos bateristas mais prestigiados da Europa, com apresentações em inúmeros festivais e clubes na Europa e EUA e participações em mais de 50 gravações. Dirige o seu próprio festival anual de música improvisada em Oslo, o All Ears. Alguns críticos afirmam que estes músicos cruzam a liberdade compositiva de Albert Ayler com a energia de Jimi Hendrix, outros consideram que o Scorch Trio é o principal responsável pelo regresso do jazz às origens. A unanimidade só é restabelecida quando se discute os motivos do seu sucesso: Björkenheim, Nilssen-Love e Håker Flaten não se limitam ao papel de meros domadores de instrumentos, mas são também verdadeiros exploradores de ritmos, texturas e sons." (texto da organização) |
maio 26, 2008SOCIEDADE PARA APRECIAÇÃO DO JAZZDe Salvador (Bahia, Brasil) chega-me um simpático e-mail de Ricardo Silva (um abraço!), dando conta da existência de Sociedade para Apreciação do Jazz, cujo blogue pode ser visitado em: http://www.sojazz.org.br. Esta associação promove encontros para escutar, assistir e discutir jazz, bossa nova, raridades da MPB e da música internacional aos sábados, por volta das 16h00, no agradável restaurante La Provence - Rua Leonor Calmon, 44, Qd. 02, Lt. 01. Candeal, Salvador - Bahia. Como referem, "o chopp é bem tirado e as contas são individuais" (!)). Se estiver de férias por essas paragens, dê um salto para conhecer a Sociedade para Apreciação do Jazz!! |
ALLGARVE JAZZ 2008O Allgarve Jazz apresenta, nos dois primeiros fins-de-semana de Julho, nomes como Herbie Hancock (acompanhado de Dave Holland, Chris Potter, Lionel Loueke e Vinnie Colaiuta e de duas vozes, grupo com o qual vai recriar o disco premiado com o Grammy para melhor CD do ano) e a cantora Dee Dee Bridgewater. O programa do festival completa-se com a presença do guitarrista Lucky Peterson, Manhattan Transfer, Freddy Cole (irmão de Nat King Cole) e Maria João e Mário Laginha. Os preços variam entre os € 25 e € 30. Os bilhetes estão à venda nas FNAC, Worten, Agências Abreu e Ticketline. |
maio 24, 2008UM TOQUE DE JAZZNa emissão de "Um Toque de Jazz" – Novos discos (7) – "The Classical Variations" (Uri Caine); "Between The Times" (Knut Rossler); "Baecker Jazz Woshi Service" (The John Cooper Jazz Orchestra); "Breakfast on the Morning Tram" (Stacey Kent); "Project Project" (Keefe Jackson); "Double Step" (Llibert Fortuny); "Fado Roubado" (Paula Oliveira); "Woody Herman". "Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h05 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM e Mértola 92.2 FM). Emissão on-line: mms://rdp.oninet.pt/antena2. Webcast: http://195.245.176.20/antena2 Arquivos: http://tv1.rtp.pt/wportal/multimedia/programa.php?prog=1126&from_iframe=on |
maio 23, 2008POSTO DE ESCUTAElliot Sharp´s Terraplane - "Forgery" Elliot Sharp (guitarras, glissentar, saxofone tenor, voz); Alex Harding (saxofone barítono, voz); Curtis Fowlkes (trombone, voz); David Hofstra (baixo eléctrico, tuba); Tony Lewis (bateria); Eric Mingus (voz); Tracie Morris (voz) Nova Iorque, Março de 2007 Os blues são uma das mais genuínas manifestações musicais norte-americanas. É natural, então, que a sua presença se faça sentir, de forma mais ou menos vincada, na música de gente dos mais diversos quadrantes. Poucos são os músicos que têm abrangido um espectro musical tão alargado como Elliot Sharp. Sem qualquer espécie de contestação possível, Sharp é um dos mais inovadores guitarristas e exploradores sónicos das últimas três décadas. Dividindo-se por inúmeros projectos, lançou no ano passado o mais recente tomo do seu projecto Terraplane – verdadeiro all-star da cena nova-iorquina –, onde os blues pós 9/11 – urbanos e claustrofóbicos – assumem um papel central. Apaixonado pelo universo dos blues desde que descobriu Howlin´ Wolf, Muddy Waters e Robert Johnson, Sharp sempre os retorceu à medida das suas convicções como improvisador inquieto. «Os meus blues são os de Nova Iorque e, ao mesmo tempo, blues extraterrestre», referiu a propósito. Com “Forgery”, o músico abre um novo capítulo com os Terraplane, aproximando-se – talvez como poucas vezes o havia feito antes – do formato canção. A interacção entre o acústico e o eléctrico revela-se igualmente mais frutuosa do que antes, com a construção de ambiências mais minimalistas (“How Much Longer Blues”) e de alta voltagem (“Smoke And Mirrors”, “Long Way To Go” ou a mui hendrixiana “Boom Baby Boom”). O próprio line-up do grupo sofreu alterações, com a morte do saxofonista Sam Furnace, substituído por Alex Harding e pelo próprio Sharp, que chega a tomar conta do saxofone tenor. O líder concede espaço a todos os músicos, sem que isso signifique um desmembrar da unidade da formação. Na cadeira de produtor, opta – não obstante variantes – por manter um certo denominador comum, um fio condutor que se faz sentir ao longo de todo o disco. Uma ponte entre os blues do passado e do século XXI. |
maio 22, 2008JAZZ ÀS 5AS NO CCB HOJE COM INTERLÚNIOProssegue hoje a iniciativa "Jazz às 5ªs", que todas as quintas-feiras, a partir das 22h00 (novo horário!), leva jazz à Cafetaria Quadrante, do Centro Cultural de Belém. Hoje será a vez de se apresentar em concerto o projecto Interlúnio, com Gonçalo Lopes (clarinetes baixo e soprano), Johannes Krieger (trompete), Eduardo Lála (trombone), Ricardo Freitas (guitarra baixo acústica) e Raimund Engelhardt (tabla, percussão). "Entre luas, espaço de tempo "enquanto o diabo esfrega um olho"? Da lua cheia ao seu ocaso, uma folha em branco por preencher, um céu negro e infinito de estrelas por desvendar. Questões que não esperam resposta, é pelo caminho que se vai. Não estaremos, pois, nos terrenos da formalidade e da pura abstracção, o quotidiano insinua-se, a experiência interpela-nos, aquilo em que nos inventamos procura pular a cerca. Para o outro lado. À procura do equilíbrio e interpenetrabilidade entre material composto, contra-pontístico, e a improvisação, que se poderá estender à sua expressão mais livre. O desenvolvimento de uma linguagem que, no contexto contemporâneo de um espaço de influências espartilhado, assenta numa expressão e fluir mediterrânicos, trabalhando pelas impurezas, sem lugar para exotismos. Na cultura o que não se cruza e mistura será o que estiver já morto, passado cristalizado. Fusão, não, ganhou má fama pelo perigo nuclear! Da infusão resulta um chá... Talvez um café, por favor, escuro e forte. Filtragem e imersão sobre diversos estímulos, na procura de um discurso interiorizado, sistematizado e uno. É pouco cool, não ginga nem swinga? O cool, no pedaço de terra em que me encontro, é fresquinho para entreter conversas ensonadas pela manhã… fresca. A música, mesmo se sabendo redonda, procurará afiar as suas arestas. É um projecto de intenções." (texto da organização) As entradas são livres. |
maio 21, 2008NELSON CASCAIS 5TETO EM CONCERTOO quinteto do contrabaixista Nelson Cascais - com Pedro Moreira (saxofone), André Fernandes (guitarra), João Paulo (piano) e Iago Fernandez (bateria) - inicia hoje um fim-de-semana prolongado de concertos: Hoje Hot Clube, 23h00 |
TRiSoNTe NA TREM AZUL E BRAÇO DE PRATAO projecto TRiSoNTe apresenta-se ao vivo, hoje, na Trem Azul Jazz Store (Rua do Alecrim, 21, ao Cais do Sodré, em Lisboa), às 19h30 e na próxima sexta-feira, 23 de Maio, na Fábrica de Braço de Prata, à meia-noite. TRiSoNTe é um projecto experimental de música improvisada sem barreiras estilísticas. Toca músicas originais e ao vivo juntam-se VJs que projectam e improvisam imagens em cada música, conferindo à mesma um carácter ainda mais visual. Os TRiSoNTe são Gonçalo Prazeres (saxofone alto, efeitos), Ricardo Barriga (guitarra, loops), Miguel Cordeiro (piano, efeitos), Rui Pereira (bateria) e Francisco Ariztia e Nuno Ventura (VJs). |
ENTREVISTA JOÃO LOBONos últimos tempos tem sido alvo de (merecidos) encómios um pouco por toda a parte. Enrico Rava considerou-o mesmo como um dos bateristas mais interessantes que ouviu nos últimos anos. Entre Lisboa e Bruxelas, João Lobo falou-nos sobre o seu trajecto e sobre o que quer fazer daqui para a frente. Como surgiu o interesse pela música? Tem familiares músicos ou deu os primeiros passos por sua conta e risco? A bateria foi primeira escolha como instrumento? Quais os aspectos que determinaram esta opção? Tem estudos musicais "formais"? Em que medida estes foram (são) importantes? Quais são as suas principais referências? (bateristas, não-bateristas…) Vê a música como um veículo de expressão? O que mais lhe interessa na música? E o jazz? Quando e como surgiu o interesse mais profundo por este universo? Na área do jazz tem tocado com muitos dos nomes emergentes do panorama nacional, mas também com figuras de referência. Trace-nos um breve historial da sua actividade como baterista de jazz. Como se posiciona esteticamente, enquanto músico? Na recorrente questão "swing vs. não-swing" para que lado se inclina? A improvisação é para si um elemento central? Gosta de impor limitações à improvisações? De entre as novas correntes do jazz, sente afinidade especial com alguma(s) dela(s)? Qual é o seu jazz? Quer referir nomes actuais com os quais se identifique? Em que projectos está actualmente envolvido? Desenvolve actividade de composição? Está nos seus planos gravar e editar projectos enquanto líder? Tem tocado em diferentes contextos musicais. Em qual(ais) dele(s) se sente mais à vontade? Onde está o segredo para esta constante adaptação? Como vê o actual panorama do jazz em Portugal (músicos, discos, editoras, festivais, etc.)? Como pensa que este vai evoluir nos próximos tempos? O que ouve habitualmente? Tem gostos eclécticos? Considera que existem traços que permitem definir um "jazz português"? Interessa-lhe esta vertente? Se lhe fosse concedida a oportunidade de trabalhar com um músico importante da cena internacional, quem escolheria? Porquê? O que podemos esperar do João Lobo nos tempos mais próximos? DISCOGRAFIA Scott Fields Freetet –“Bitter Love Songs” (Clean Feed, 2008) Para saber mais: http://www.myspace.com/joaolobo. |
MATOSINHOS EM JAZZ 2008Arrancam hoje os concertos relativos à edição 2008 do Matosinhos em Jazz. Esta será a décima segunda edição de um festival que reafirma o seu empenho em apresentar um programa de alta qualidade artística, mostrando o que de melhor se faz no panorama do jazz nacional e internacional, num equilíbrio que tem mantido acesa a chama em cada uma das suas edições. O festival desdobra-se em inúmeras actividades: concertos, actividades lúdicas, jam sessions, animação de rua, exposições, feira do disco e do livro, acções pedagógicas nas escolas e workshops. Estas actividades terão lugar no Salão Nobre dos Paços do Concelho, no auditório da Exponor e no clube B Flat.. PROGRAMA Hoje, 21h30, Câmara Municipal de Matosinhos - Salão Nobre Amanhã, 22 de Maio, 21h30, Auditório da Exponor 1ª parte "Depois de ter estudado piano e acordeão com Lucien Galliano, seu pai e Claude Noel ingressou no Conservatório de Nice onde obteve nota máxima. Participou nos concursos internacionais e ganhou os primeiros prémios do Troféu Mundial de Valência (1966) e de Calais (1967) e ainda o primeiro prémio do concurso “Presidente da República Charles de Gaulle” (1968). Em 1983, Astor Piazolla escreve a música para a comédia francesa “Song d'une couleur nuit d'été” de William Shakespeare e convida Richard para interpretá-la. Entre 1980 e 2003 Galliano toca com: Chet Baker, Ron Carter, Joe Zawinul, Philip Catherine, Charlie Haden, Toots Thielemans, Jan Garbarek, Paquito D'Rivera, Didier Lockwood, Michel Portal, Michel Petrucciani e Bobby McFerrin, entre muitos outros." (texto da organização) 2ªparte "Criada em 1999 com o apoio da Câmara Municipal de Matosinhos, a Orquestra Jazz de Matosinhos (OJM) tem vindo a afirmar-se como uma das formações mais dinâmicas do jazz português actual. Sob a direcção de Carlos Azevedo e Pedro Guedes e constituída por alguns dos melhores músicos de jazz da região norte do país, a orquestra desenvolve uma linha de orientação que privilegia, por um lado, a criação de um repertório próprio e, por outro, a organização de projectos específicos para os quais vem convidando solistas e maestros de relevo internacional. Sexta-feira, 23 de Maio, 21h30, Auditório da Exponor 1ª parte "Renee começou a estudar piano com três anos de idade e interessou-se pelo jazz na faculdade. Trocou Vancouver por Nova Iorque e em 1986 foi convidada para fazer parte do quarteto de Joe Henderson. Em 1988 tocou, durante um ano, com o quinteto de Wayne Shorter e no ano seguinte participou no grupo do legendário trombonista J.J.Johnson. Renee tocou com as seguintes orquestras: “Carnegie Hall Jazz Band”, “The Dizzy Gillespie All-Star Tribute Band”, “Gerald Wilson Orchestra” e com a “Danish Radio Big Band”. Desde 1990 que mantém uma relação editorial com a editora Blue Note e ganhou quatro “Juno Awards”, assim como vários prémios da “Canadian National Jazz Awards”. (texto da organização) 2ª parte "Desde 1995 que os discos de Maria João são editados pela prestigiada marca de discos Verve - um dos mais importantes catálogos de toda a história do jazz --, um facto que junto com os inúmeros concertos em que tem actuado um pouco por todo o mundo a tornaram numa das mais reconhecidas cantoras portuguesas, tanto em Portugal como fora de portas. O seu talento não é, no entanto, redutível a fronteiras musicais. Seu talento para transformar estruturas musicais em escorreitas melodias, sussurros, suspiros e até palavras é singular e surpreendente e tem encantado plateias nos quatro cantos do mundo. (texto da organização) Sábado, 24 de Maio, 21h30, auditório da Exponor "Em 1995 Hamilton foi consagrado como o melhor intérprete do Festival de Choro do Estado do Rio de Janeiro. Depois de ter estudado os grandes compositores Villa-Lobos, Debussy, Shostakovich e Bach, lança o primeiro disco “Destroçando” com o grupo Dois de Ouro. O CD “A Nova Cara do Velho Choro” é um fenómeno de vendas, vendendo mais que os Rolling Stones na rede de lojas 2001/Gabriela Discos. A sua colaboração com o violonista Marco Pereira leva-o a ser conhecido internacionalmente (Venezuela e França)." (texto da organização) 2ªparte "Criança prodígio, nascido em Cuba, aos dez anos já era membro da Orquestra Cubana de Música Moderna. A sua formação erudita levou-o a participar como clarinetista e saxofonista com a “Cuban National Symphony Orchestra”. Fundador de um dos grupos mais importantes e com maior impacto internacional os “Irakere”, em 1996 recebeu, como instrumentista solista, o “Grammy Recording Academy”. Foi galardoado com oito grammys para “Best Classical Recording”, com a Bueno Aires String Orchestra e recebeu ainda a “National Medal for the Arts” na Casa Branca pelo presidente George W. Bush em 2005. (texto da organização) B-FLat – 22, 23 e 24 Maio Shine |
maio 20, 2008JAZZ AO CENTRO 2008O Jazz ao Centro – Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra 2008 decorre entre os próximos dias 2 e 15 de Junho. Após quatro edições no formato bianual o ano de 2008 acarreta significativas novidades na orgânica do “Jazz ao Centro - Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra”. Doravante o evento realizar-se-á em plena Primavera, concentrando-se a sua programação nas duas primeiras semanas de Junho. Visando o reforço da dinâmica da Alta e Baixa Coimbrãs, o “Jazz ao Centro” traz a animação para as ruas, com os quatro principais concertos a decorrer nas Escadas do Quebra Costas e as seis sessões “fora-de-horas” no seu “habitat natural”, o Salão Brazil. A ligação entre estes dois espaços procura envolver de forma o mais directa possível os que habitam e trabalham nestes locais e, ao mesmo tempo, captar a atenção de todos os Conimbricenses e de todos quantos visitam a cidade. Implantado bem no seio deste eixo, junto à Sé Velha, o Ateneu de Coimbra, colectividade fundada em 1940 e com uma assinalável actividade no sector cultural, será palco do concerto inaugural do “Jazz ao Centro”. Em colaboração com a Universidade de Coimbra e o Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV) este festival abraça, em 2008, novos desafios, incluindo na sua programação um pequeno ciclo de cinema documental e uma palestra versando a temática da Arte, Ciência e tecnologia no contexto das músicas improvisadas. O TAGV acolhe ainda um concerto, bem como uma das seis exposições de fotografia e design gráfico previstas no programa. Animação de rua (com pequenas actuações, um espectáculo educativo e através de uma emissão radiofónica dedicada transmitida em circuito fechado para a Baixa da cidade) e o envolvimento dos lojistas (através de um percurso fotográfico nas diferentes montras) contribuirão, simultaneamente, para divulgar a iniciativa e aproximá-la dos cidadãos. Do ponto de vista de estética musical, o “Jazz ao Centro” aposta, como até aqui, numa inserção qualificada no circuito global da música criativa, abrindo portas a diversas abordagens que convergem no vasto território do jazz. No entanto, mais do que antes, este evento extravasa a música assumindo-se, na memória individual e colectiva, como a experiência vivida de um tempo e de um lugar. Eventos como este, abrangentes e inclusivos, oferecem a Coimbra uma oportunidade de forjar o seu próprio universo de significados, contribuindo para o reforço da sua auto-imagem como cidade do conhecimento e da cultura. PROGRAMA Quinta-feira, 5 de Junho pelas 22h00 (Ateneu de Coimbra, Sé Velha) Sexta-feira, 6 de Junho pelas 22h00 (Escadas do Quebra Costas) Sábado, 7 de Junho pelas 22h00 (Escadas do Quebra Costas) Quinta, sexta e sábado, 5, 6 e 7 de Junho pelas 23h55 (Salão Brazil) Quinta-feira, 12 de Junho pelas 21h30 (Teatro Académico de Gil Vicente? Sexta-feira, 13 de Junho pelas 22h00 (Escadas do Quebra Costas) Sábado, 14 de Junho pelas 22h00 (Escadas do Quebra Costas) 12, 13 e 14 de Junho pelas 23h55 (Salão Brazil) ANIMAÇÃO DE RUA 2 a 15 de Junho Por este estúdio de rádio instalado no Museu do Chiado, na Rua Ferreira Borges, no coração da Baixa de Coimbra, dinamizado por colaboradores da RUC – Rádio Universidade de Coimbra, passarão diferentes convidados, onde se incluem músicos, membros da organização e equipa de produção, patrocinadores e cidadãos comuns/transeuntes. EXPOSIÇÕES Fotografia 2 a 15 de Junho 2 a 15 de Junho 2 a 15 de Junho Design Gráfico 2 a 15 de Junho 2 a 15 de Junho Instrumentos musicais CINEMA Rememorando sobre uma vida de antigas glórias como campeão de boxe, Belarmino ganha a vida engraxando sapatos e colorindo fotografias. Lisboa é a sua cidade, na qual vive como um marginal. Género: Documentário Quarta-feira, 11 de Junho pelas 21h30 Em 2000, o antropólogo francês Laurence Petit-Jouvet acompanhou o contrabaixista alemão Peter Kowald numa viagem pelos Estados Unidos. Das imagens captadas nessa ocasião resulta este documentário, um “road movie” que relata as 10 semanas nas quais Kowald viajou pelos EUA numa carrinha “Chevy” Caprice de 1968. Género: Documentário / Música ACTIVIDADES PEDAGÓGICAS Terça-feira, 3 de Junho Quarta-feira, 4 de Junho PALESTRA Quarta-feira, 4 de Junho às 15h00 Esta palestra será seguida de uma visita guiada ao Museu da Física da Universidade de Coimbra com ênfase no espólio relacionado com o estudo da acústica. FEIRA DO DISCO 6,7,13 e 14 de Junho das 14h00 às 23h45 MERCADO Sábado, 7 e 14 de Junho das 14h00 às 20h00 O Mercado Quebra-Costas começou em Março de 2007 neste lugar metafórico do centro histórico de Coimbra. Trata-se de um espaço com um pendor público e uma densidade humana, económica e cultural onde se mostram, vendem e trocam coisas necessárias ou atractivas. ENTRADAS - Bilhetes gerais Mais informações em http://www.jacc.pt/noticias.php?id=455. |
maio 19, 2008MARIA JOÃO E BERNARDO SASSETTI EM BEJAPax Julia Teatro Municipal (Beja) 16 de Maio (sexta-feira) 17 de Maio (sábado) O festival itinerante InJazz passou por Beja no passado fim de semana, com dois concertos: na sexta-feira, o quarteto da cantora Maria João e no sábado a solo do pianista Bernardo Sassetti. Na sexta-feira, Maria João – envergando um longo vestido vermelho fogo – fez aquilo que melhor sabe: cantar, experimentar, provocar emoções. Alternou, como é imagem de marca, as suas tão características erupções vocais com uma voz cristalina e de espantosa expressividade. Fez-se acompanhar por uma formação composta especialmente para a ocasião, com o guitarrista André Fernandes, o contrabaixista Demian Cabaud e o baterista Vicky. Com cerca de meia hora de atraso no início do espectáculo, a cantora não se viu livre de um pequeno incidente, quando um espectador aludiu ao facto em voz alta. Temeu-se na sala que isto viesse a prejudicar o concerto, o que, em boa verdade, talvez se tenha notado, mas apenas nos primeiros instantes. O concerto centrou-se no recente “João”, disco onde a cantora se dedica a revistar temas de compositores brasileiros, uma paixão antiga. Muito boas as versões de “Partido Alto” de Chico Buarque, - com o ritmo frenético imposto pela baterista (muito influenciado pela escola rock) – e no mais subtil “Retrato Em Preto e Branco”, de Tom Jobim e Chico Buarque. Destque também para a leitura de “Valsa Brasileira”, de Edu Lobo (se bem reconheci). Sempre divertida e com um sorriso de menina grande estampado na face, Maria João recuperou ainda temas da sua celebrada parceria com Maria Laginha, como o excelente “Sete Facadas”, de onde sobressaíram os diálogos entre a voz e a guitarra de André Fernandes. O guitarrista esteve, aliás, como já nos habitou, em grande plano, desdobrando-se consequentemente entre a guitarra eléctrica – em registos ora mais rock ora mais bluesy (recorrendo, a espaços, a uma eficaz utilização das electrónicas) e a acústica (que vem utilizando com crescente frequência, o que se saúda). Mais discreto, o contrabaixista Demian Cabaud (um argentino radicado entre nós, atenção ao seu último disco!) foi no entanto um pilar essencial na dinâmica rítmica da formação. Um concerto de bom nível. Na noite de sábado foi a vez de se apresentar, a solo absoluto, o pianista Bernardo Sassetti. Voz essencial no jazz nacional da actualidade, o músico tem vindo a desenvolver uma linguagem própria, matizada por diferentes influências. Desenvolvendo intensa actividade em diversos campos artísticos, tem adquirido um estatuto que o faz ser constantemente requisitado para compor, arranjar e tocar com nomes provenientes de vários quadrantes musicais. Os seus discos mais recentes (“Nocturno”, “Indigo”, “Ascent” ou “Unreal Sidewalk Cartoon”), para além de terem recebido invariavelmente os laudos da crítica especializada, nacional e internacional, têm também constituído um invejável sucesso de vendas, atingindo números impensáveis há alguns anos para um músico de jazz no mercado português. Trajando de negro, sempre comunicativo e pedagógico, começou por tocar uma complexa massa pianística improvisada, da qual emergiram, lentamente, temas saídos do inesgotável filão que é o legado de José Afonso, como “Os Vampiros” e “Traz Outro Amigo Também”, num arranjo circular, bem ao seu jeito. O pianista revisitou temas de discos anteriores, como “Promessas” (de “Indigo”) ou “Sonho dos Outros” (de “Nocturno”), numa nova versão, a que adicionou “Tema para uma Leitura Encenada”, num ritmo 6/8 inspirado no cancioneiro popular português. Mudou então a agulha e estreitou a ligação ao jazz puro e duro, que aconteceu sobretudo na interpretação de dois temas emblemáticos de Thelonious Monk (“Misterioso” e “Blue Monk”). Os melhores momentos da noite foram, no entanto, o belíssimo “Caballo Viejo”, um tema de origem venezuelana, que Sassetti aproximou sensivelmente do seu universo e a longa e encantatória peça que encerrou o concerto, complementada com a projecção de fotografia, celebrando a íntima relação que alimenta entre as suas duas paixões artísticas: a música e a fotografia/cinema. Um final deslumbrante para um excelente concerto. |
maio 17, 2008INJAZZ 2008 BEJA - BERNARDO SASSETTI SOLOO pianista Bernardo Sassetti está esta noite (21h30), para um concerto a solo integrado no festival InJazz 2008, festival itinerante dedicado exclusivamente ao jazz feito por músicos portugueses. NOTA BIOGRÁFICA |
UM TOQUE DE JAZZNa emissão de "Um Toque de Jazz" – Novos discos (5) – "Better Than Anything" (Neena Freelon); "Naranja" (Demian Cabaud); "Live at MCG" (Billy Taylor & Gerry Mulligan); "BigWig" (Kirk Knuffke); "Blue Fable" (Larry Willis); "On The Rising of The 64 Paths" (Steve Coleman & Five Elements); "Changing Faces" (David Link & The Brussels Jazz Orchestra). "Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h05 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM e Mértola 92.2 FM). Emissão on-line: mms://rdp.oninet.pt/antena2. Webcast: http://195.245.176.20/antena2 Arquivos: http://tv1.rtp.pt/wportal/multimedia/programa.php?prog=1126&from_iframe=on |
KRONSTADT BIG BANDNeste sábado, pelas 22h30, comemoram-se na Fábrica de Braço de Prata / Tenda, em Lisboa, os 40 anos do Maio de 68, numa iniciativa que contará com a presença da "Kronstadt Big Band", constituída por mais de 30 músicos, "Se o Maio de 68, na sua essência, foi um levantamento libertário, nada melhor do que uma orquestra de improvisadores para comemorar musicalmente o seu 40º aniversário. Como salientou o percussionista franco-vietnamita Lê Quan Ninh, entre as práticas artísticas actuais a improvisação é, precisamente, aquela em que “a presença dos princípios anarquistas mais se manifesta”. Isso se propõe fazer a Kronstadt, “big band” de 29 elementos cuja designação alude a uma outra rebelião, a dos marinheiros e soldados daquela cidade portuária, em 1921, contra a repressão do regime soviético. A utilização de “Song For Che”, de Charlie Haden, e “Les Anarchistes”, de Leo Ferré, bem como de hinos revolucionários como Bandiera Rossa, Bandera Negra e A Internacional, vale mais pelo seu valor simbólico do que como estruturas condutoras deste concerto. Servirão apenas de base para os músicos improvisarem, sem especiais preocupações de tempos, compassos, tonalidades, seccionamentos, etc. Aliás, o mote escolhido para a intervenção deste ensemble é bem sugestivo do que estará em causa: “A volúpia da destruição é, simultaneamente, uma volúpia criadora” (Bakunine). Da manipulação dessas composições de referência, outras matérias musicais nascerão... E o que estará em causa passa pelo desaparecimento das hierarquias que regra geral definem a organização de uma orquestra, “no respeito de cada voz e de cada elemento”, permitindo “a elaboração de formas únicas e efémeras que sejam o reflexo das relações criadas entre os seus protagonistas”, tal como Ninh assinalou. No que a grandes formatos instrumentais diz respeito, também o conhecido trombonista George Lewis chamou a atenção para a colocação em prática de “uma nova abordagem da ordem social” por parte do orquestralismo amplamente democrático nascido com o free jazz e com propostas como as da Scratch Orchestra de Cornelius Cardew, da Sonic Meditations de Pauline Oliveros e das Conductions de Butch Morris, nas quais até os “maestros” improvisavam ou improvisam, reagindo no momento às contribuições interindividuais dos executantes em vez de imporem as suas próprias. Deste modo, as orquestras de improvisadores vêm promovendo a identidade colectiva, a diferenciação cultural interna e a autodeterminação. É este legado que a Kronstadt adopta, homenageia e reproduz. Iniciativa de Monsieur Trinité, percussionista / bruiteur influenciado pelo Situacionismo e pela poética da revolução (“as pedras da calçada escondem a areia da praia” era uma frase justificativa das batalhas campais com a polícia francesa) com lugar reservado na história da música improvisada em Portugal, a Kronstadt caracteriza-se por ter vários arranjadores / condutores e por juntar músicos de diferentes origens estéticas e percursos, entre consagrados (como Carlos “Zíngaro”, que sobre si mesmo disse já o que segue: “Na minha maneira de estar, de pensar e de agir há um instinto, há um querer e um fazer que não são voluntariamente inseríveis no sistema. É uma atitude de rejeição dos pressupostos e dos esquemas estabelecidos, libertária por conseguinte. Desde muito cedo que tive uma enorme dificuldade em aceitar a ideia de chefe, por exemplo”) e jovens instrumentistas (como José Lencastre e Johannes Krieger, a quem cabe apresentar as interpretações do repertório escolhido que vão sujeitar às transformações dos seus pares). Algo estará implícito naquilo que se ouvir: a noção de que a música expressa muito mais do que os seus próprios sons, ao contrário do que defendia Stravinsky. Quer se queira, quer não, a música é sempre política, reflectindo a realidade para em simultâneo lhe opor uma transcendência – já o afirmava um pensador que imediatamente identificamos com o Maio de 68, Herbert Marcuse, lançando até um aviso: quanto mais panfletária é a arte, mais reduzidos ficam “os objectivos radicais e transcendentes da mudança”. Ou seja, uma arte revolucionária não precisa de ostentar que é revolucionária, pois é-o já pela sua natureza. Apesar das alusões e da temática desta efeméride, a Kronstadt está bem ciente disso, pelo que vamos ouvi-la fazer a revolução e não simplesmente publicitá-la. |
maio 16, 2008INJAZZ 2008 EM BEJA - MARIA JOÃO 4TETOO jazz está de regresso esta noite (21h30) a Beja com a passagem do festival InJazz 2008, festival itinerante dedicado exclusivamente ao jazz feito por músicos portugueses. Nesta sexta-feira apresenta-se no Pax-Julia Teatro Municipal o quarteto da cantora Maria João. A cantora traz na bagagem "João", o mais recente trabalho discográfico a solo, constituído integralmente por canções de compositores brasileiros NOTA BIOGRÁFICA "Maria João Monteiro Grancha nasceu em Lisboa, no dia 27 de Junho de 1956, filha de pai português e mãe moçambicana. Da infância guarda imagens dispersas e coloridas de uma África já não tão distante assim. Das férias passadas por lá, do calor, das praias com redes por causa dos tubarões... A entrada na adolescência revelou o seu espírito rebelde e inquieto. A menina gordinha, de óculos e cabelo encrespado não gostou nada de ser chamada «caixa de óculos» e «Gungunhana» pelos colegas louros e magros do Colégio Inglês, St. Julian School, e aprendeu a defender-se como podia, com um murro aqui e um pontapé ali. Aos 13 anos, o patinho feio mudou: emagreceu e tornou-se uma mulher! Descobriu então os rapazes, fugia da escola, não punha os pés nas aulas. Em resultado, passou a aluna interna para o colégio da Bafureira, que nem por isso constituiu obstáculo às fugas. Incontrolável, foi expulsa ou convidada a sair de 5 colégios, para enorme desespero da mãe! |















