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maio 31, 2008

MÁRIO LAGINHA E MARIA JOÃO NA ÓPERA DE LYON

O pianista Mário Laginha e a cantora Maria João apresentam-se esta noite na Ópera de Lyon, às 20h30, no âmbito do projecto “Follow the Songlines”.

Estreado em 21 de Junho de 2007 em Bruxelas, o projecto “Follow the Songlines”, liderado pelo cantor belga David Linx, vai retomar o contacto com o público no próximo sábado, 31 de Maio, em França, na Ópera de Lyon. Trata-se de um invulgar projecto musical, já apreciado em Portugal num concerto que teve lugar no espaço exterior da Casa da Música, no Porto, em 7 de Julho de 2007, com a participação de Maria João e Mário Laginha, então acompanhados pela Orquestra Nacional do Porto.

O projecto remete para o modo como, ao longo de muitos séculos, os aborígenes australianos se orientavam nas inóspitas regiões desérticas, servindo-se de referências cantadas que funcionavam como uma espécie de bússola musical, transmitida de geração em geração. Estas “songlines” ancestrais serviram de inspiração a David Linx, Diederik Wissels, Maria João e Mário Laginha, que ergueram um conjunto de músicas que lançam pontes entre várias cidades do planeta.

O concerto é assegurado pelas prestações de dois cantores – David Linx e Maria João -, de dois pianistas – Diederik Wissels e Mário Laginha - e de dois músicos convidados – o contrabaixista Chistophe Wallemme e o percussionista Helge Norbakken -, acompanhados, desta vez, pelas Orquestra da Ópera de Lyon. O temas são da autoria de Linx, João, Wissels e Laginha, com os dois últimos a assegurarem as orquestrações.

Publicado por António Branco às 07:45 AM | Comentários (0) | TrackBack

UM TOQUE DE JAZZ

Hoje não haverá emissão de "Um Toque de Jazz" devido à transmissão directa desde o Grande Teatro do Liceu, em Barcelona, da Ópera "A Valquíria", de Wagner.

Amanhã será a vez do clarinetista Michel Portal e o pianista Jacky Terrasson (França) no Festival de Jazz INNtöne (Diersbach, Áustria) em 26 de Maio de 2007. Uma gravação Euroradio.

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h05 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM e Mértola 92.2 FM).

Emissão on-line: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

Webcast: http://195.245.176.20/antena2

Arquivos: http://tv1.rtp.pt/wportal/multimedia/programa.php?prog=1126&from_iframe=on

Publicado por António Branco às 06:54 AM | Comentários (0) | TrackBack

maio 30, 2008

MINNEMANN BLUES BAND GRAVA CD AO VIVO

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Hoje e amanhã, pelas 00h00, no Hot Five Jazz & Blues Club (largo Actor Dias,junto ao viaduto da Batalha, na cidade do Porto), a Minnemann Blues Band irá gravar o seu próximo CD, intitulado "All Night Long", ao vivo, durante os dois concertos dessas noites.

Os músicos serão Wolfram Minnemann (voz e piano), Rui Azul (sax tenor e percussões), António Mão de Ferro (guitarra e voz), ManuZé (baixo eléctrico) e Rui 'Cenoura' Ferraz (bateria).

Publicado por António Branco às 06:49 AM | Comentários (0) | TrackBack

maio 29, 2008

ANDRÉ FERNANDES 4TETO EM ATENAS

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André Fernandes

O quarteto do guitarrista português André Fernandes vai apresentar o seu mais recente trabalho, “Cubo”, hoje à noite (23h00) no Festival internacional de Jazz de Atenas (Technopolis, Gazi, Atenas).

O grupo não vai apresentar a sua formação habitual, sendo o pianista Mário Laginha substituído por Júlio Resende e o baterista Alexandre Frazão por Marcos Cavaleiro. André Fernandes na guitarra e Nelson Cascais no contrabaixo completam o quarteto.

O disco “Cubo” confirmou tudo o que se esperava do jovem André Fernandes como instrumentista e compositor, colocando-o definitivamente entre as certezas mais firmes do actual panorama do jazz português.

Publicado por António Branco às 05:36 AM | Comentários (0) | TrackBack

JAZZ ÀS 5AS NO CCB HOJE COM MIKADO LAB

Jazz às 5ªas no CCB

Prossegue hoje a iniciativa "Jazz às 5ªs", que todas as quintas-feiras, a partir das 22h00 (novo horário!), leva jazz à Cafetaria Quadrante, do Centro Cultural de Belém.

Hoje será a vez de se apresentar em concerto o projecto Mikado Lab, com Ana Araújo (piano, fender rhodes, electrónica), Pedro Gonçalves (baixo eléctrico, electrónica), André Matos (guitarra) e Marco Franco (bateria, electrónica).

"Impulsionado pela bateria “preparada” de Marco Franco e condimentado com uma equilibrada dose de electrónica, o Mikado Lab oferece a plástica ideal para a música fresca e impregnada de contemporaneidade que pratica. Canções melódicas, numa criativa mistura de estilos e climas, onde a improvisação é parte fundamental... épico, delicado, infantil, sónico, frenético, poético, diurno, nocturno... são algumas das coordenadas que caracterizam esta música e quem a toca." (texto da organização)

As entradas são livres.

Publicado por António Branco às 05:16 AM | Comentários (0) | TrackBack

maio 28, 2008

LOPES E FERRANDINI NA TREM AZUL

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Hoje, ao final da tarde (19h30) na Trem Azul Jazz Store (rua do Alecrim, 21A, ao Cais do Sodré, em Lisboa) apresenta-se um duo formado por Luís Lopes (guitarra) e Gabriel Ferrandini (bateria). A entrada custa € 3.

Publicado por António Branco às 12:15 PM | Comentários (0) | TrackBack

ALBERT SANZ E SARA SERPA NA CASA DAS MUDAS

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Continuam no próximo sábado à noite, as Mudas Jazz Sessions, no Centro das Artes – Casa das Mudas, Calheta (ilha da Madeira), com um concerto duplo: primeiro (22h00) o trio do pianista Albert Sanz - com Masa Kamaguchi (contrabaixo) e RJ Miller (bateria) - e depois (23h00) como o quinteto da cantora Sara Serpa - com André Matos (guitarra), Albert Sanz (piano) / Masa Kamaguchi (contrabaixo) e RJ Miller (bateria).

"Sara Serpa apresenta, na sua música, uma combinação entre o jazz tradicional e o contemporâneo, cantando e improvisando, maioritariamente sem letra, as suas composições em que a voz funciona como um instrumento. Sara Serpa tem actuado em diversas salas em Portugal e nos Estados Unidos, como o famoso Hot Clube de Portugal, o Teatro S. Luiz, o Onda Jazz, a Fábrica Braço de Prata (Lisboa), o Regatta Bar, o Ryles Jazz Club (Boston), o Berklee Performance Center (Boston), o Kennedy Center (Washington DC), o Wortham Theater (Houston) e o reputado Cornelia Street Cafe (Nova Iorque). Sara Serpa começou o ano de 2008 com uma actuação no Festival de Jazz do Panamá. Nascida em Lisboa, Portugal, Sara Serpa começou os seus estudos musicais aos 7 anos. Depois do Conservatório Nacional de Lisboa, onde estudou Piano e Canto, Sara entrou na Escola de Jazz Luís Villas Boas (Hot Clube de Portugal), onde teve o seu primeiro contacto com o jazz. Em Maio de 2005, Sara recebeu uma bolsa de estudo da Berklee College of Music e mudou-se para Boston, EUA, onde vive actualmente. Depois de um ano a estudar na Berklee, Sara recebeu uma bolsa de estudo do New England Conservatory, onde está a completar um Master em Jazz Performance. Desde que vive em Boston Sara Serpa estudou com Dominique Eade, Jerry Bergonzi, Ed Tomassi, Dave Santoro, Hal Crook, Ran Blake, Danilo Perez, John McNeill e Theo Bleckmman. Nos últimos três anos, Sara Serpa tem partilhado o palco com vários músicos como André Matos, Albert Sanz, Masa Kamaguchi, RJ Miller, Nelson Cascais, Jorge Reis, Bruno Pedroso, André Sousa Machado, Demian Cabaud, Jesse Chandler, Ferenc Nemeth, Matt Pavolka, Pete Rende, Nick Falk, John Lockwood, Esperanza Spalding, Peter Slavov, Aruan Ortiz, Leo Genovese, Vardan Ovsepian, Andreia Pinto-Correia. Sara Serpa é uma recente adição ao Greg Osby Five, novo grupo do detacado saxofonista e compositor americano Greg Osby, além de liderar o seu quinteto, com o guitarrista André Matos, o pianista Albert Sanz, o contrabaixista Masa Kamaguchi e o baterista RJ Miller." (texto da organização)

"Albert Sanz nasceu em Valência, em 1978. Filho de pais músicos, iniciou os seus estudos de música aos 14 anos, como auto-didacta, tocando baixo, guitarra e finalmente piano. Estudou no Conservatório de Valência, no Taller de Musics em Barcelona e em 2001 mudou-se para Boston, para a Berklee College of Music com uma bolsa de estudo. Após a sua graduação, mudou-se para Nova Iorque, onde colaborou com músicos como Kurt Rosewinkel, Joe Lovano, Mark Turner, Chris Cheek, Larry Grenadier, Jeff Ballard, tendo gravado com os três últimos o seu álbum de estreia, “Los Guys”, que recebeu um excelente acolhimento pela crítica internacional. Sanz ganhou o Prémio Revelação Tete Montoliu em 1999 e foi membro da European Jazz Youth Orchestra em 1997. Gravou para a editora catalã Fresh Sound, Satchmo Records e Xabia Jazz. Actualmente vive em Barcelona onde toca com Perico Sambeat, Masa Kamaguchi, Joe Smith, Raynald Colom, David Xirgu, Carme Canela, Jorge Rossy, Jordi Matas, Guillermo Klein, Bruce Arkin e RJ Miller, entre muitos outros. Lecciona na escola de música Musikene, em San Sebastian. Com Masa Kamaguchi e RJ Miller, gravou o seu segundo álbum para a Fresh Sound New Talent, Metamorphosis, editado em 2007." (texto da organização)

O projecto Mudas Jazz Sessions (programado pelo incansável Paulo Barbosa) visa apresentar mensalmente, ao longo de 2008, concertos por vários músicos consagrados no cenário nacional ou internacional da área do jazz.

Os bilhetes estão à venda na Casa das Mudas (reservas: 291 820 900) e no Chega de Saudade Café e custam € 20 (geral) / € 10 (alunos do Conservatório - Escolas das Artes).

Mais informações aqui: mudasjazz.blogspot.com.

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maio 27, 2008

SCORCH TRIO HOJE NA CASA DA MÚSICA

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Scorch Trio

Continua esta noite (22h00) na Casa da Música (Porto) o Ciclo Føcus Nórdico, com a presença do Scorch Trio - Raoul Björkenheim (guitarra), Ingebrigt Håker Flaten contrabaixo e Paal Nilssen-Love (bateria). Improvisação, traços rock e a energia características do jazz que se pratica no Norte da Europa.

"O Scorch Trio reúne três dos músicos mais activos do jazz nórdico numa formação enérgica e plena de referências ao jazz-rock pós-fusão: o finlandês Raoul Björkenheim e os noruegueses Ingebrigt Håker Flaten e Paal Nilssen-Love. Björkenheim, com algumas das suas raízes nas guitarras de Jimi Hendrix e John McLaughlin, mas também na música de Coltrane, cultiva um som cheio e poderoso, focado em aspectos particulares do trabalho sobre as seis cordas, algo de muito sólido e explosivo. A forma de tocar guitarra de Raoul Björkenheim é descrita frequentemente como uma força da natureza, com uma abordagem que parte do jazz e do rock para se tornar mais visceral e expressionista nos timbres e na velocidade. Procurando constantemente novas sonoridades na sua guitarra, Raoul Björkenheim criou uma linguagem pessoal única. A música de Ingebrigt Håker Flaten é baseada na linguagem do jazz e da música improvisada, tanto acústica como electrónica, mas o seu interesse pelo rock e pela música étnica também é revelado nas suas colaborações com as bandas norueguesas de rock Motorpsycho e Cato Salsa Experience, bem como no trabalho através da Rikskonsertene com músicos da Palestina e da Índia. Ingebrigt Håker Flaten é um dos músicos europeus mais importantes da nova geração, tendo sido premiad, em Julho de 2004, com o “Vitalprisen” do Festival de Jazz de Kongsberg – o prémio mais alto para músicos de jazz na Noruega. Paal Nilssen-Love foi criado num clube de jazz gerido pelos seus pais, tendo escolhido a bateria do seu pai como instrumento e o jazz como trabalho. Com pouco mais de 30 anos, Paal Nilssen-Love é já um dos bateristas mais prestigiados da Europa, com apresentações em inúmeros festivais e clubes na Europa e EUA e participações em mais de 50 gravações. Dirige o seu próprio festival anual de música improvisada em Oslo, o All Ears. Alguns críticos afirmam que estes músicos cruzam a liberdade compositiva de Albert Ayler com a energia de Jimi Hendrix, outros consideram que o Scorch Trio é o principal responsável pelo regresso do jazz às origens. A unanimidade só é restabelecida quando se discute os motivos do seu sucesso: Björkenheim, Nilssen-Love e Håker Flaten não se limitam ao papel de meros domadores de instrumentos, mas são também verdadeiros exploradores de ritmos, texturas e sons." (texto da organização)

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maio 26, 2008

SOCIEDADE PARA APRECIAÇÃO DO JAZZ

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De Salvador (Bahia, Brasil) chega-me um simpático e-mail de Ricardo Silva (um abraço!), dando conta da existência de Sociedade para Apreciação do Jazz, cujo blogue pode ser visitado em: http://www.sojazz.org.br.

Esta associação promove encontros para escutar, assistir e discutir jazz, bossa nova, raridades da MPB e da música internacional aos sábados, por volta das 16h00, no agradável restaurante La Provence - Rua Leonor Calmon, 44, Qd. 02, Lt. 01. Candeal, Salvador - Bahia. Como referem, "o chopp é bem tirado e as contas são individuais" (!)).

Se estiver de férias por essas paragens, dê um salto para conhecer a Sociedade para Apreciação do Jazz!!

Publicado por António Branco às 09:47 AM | Comentários (0) | TrackBack

ALLGARVE JAZZ 2008

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O Allgarve Jazz apresenta, nos dois primeiros fins-de-semana de Julho, nomes como Herbie Hancock (acompanhado de Dave Holland, Chris Potter, Lionel Loueke e Vinnie Colaiuta e de duas vozes, grupo com o qual vai recriar o disco premiado com o Grammy para melhor CD do ano) e a cantora Dee Dee Bridgewater.

O programa do festival completa-se com a presença do guitarrista Lucky Peterson, Manhattan Transfer, Freddy Cole (irmão de Nat King Cole) e Maria João e Mário Laginha.

Os preços variam entre os € 25 e € 30. Os bilhetes estão à venda nas FNAC, Worten, Agências Abreu e Ticketline.

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maio 24, 2008

UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de "Um Toque de Jazz" – Novos discos (7) – "The Classical Variations" (Uri Caine); "Between The Times" (Knut Rossler); "Baecker Jazz Woshi Service" (The John Cooper Jazz Orchestra); "Breakfast on the Morning Tram" (Stacey Kent); "Project Project" (Keefe Jackson); "Double Step" (Llibert Fortuny); "Fado Roubado" (Paula Oliveira); "Woody Herman".

Amanhã será a vez de Novos discos (8) – "Arquipélago" (José Luís Tinoco); "Jeudi 26" (European Tuba Trio); "Live in Leipzig" (Ketil Bjornstad-Terje Rypdal); "Between Shadow and Space" (Michael Dessen); "Monterey Jazz Festival 50th Anniversary All-Stars".

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h05 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM e Mértola 92.2 FM).

Emissão on-line: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

Webcast: http://195.245.176.20/antena2

Arquivos: http://tv1.rtp.pt/wportal/multimedia/programa.php?prog=1126&from_iframe=on

Publicado por António Branco às 05:08 AM | Comentários (0) | TrackBack

maio 23, 2008

POSTO DE ESCUTA

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Elliot Sharp´s Terraplane - "Forgery"
Intuition, 2007

Elliot Sharp (guitarras, glissentar, saxofone tenor, voz); Alex Harding (saxofone barítono, voz); Curtis Fowlkes (trombone, voz); David Hofstra (baixo eléctrico, tuba); Tony Lewis (bateria); Eric Mingus (voz); Tracie Morris (voz)

Nova Iorque, Março de 2007

Os blues são uma das mais genuínas manifestações musicais norte-americanas. É natural, então, que a sua presença se faça sentir, de forma mais ou menos vincada, na música de gente dos mais diversos quadrantes. Poucos são os músicos que têm abrangido um espectro musical tão alargado como Elliot Sharp. Sem qualquer espécie de contestação possível, Sharp é um dos mais inovadores guitarristas e exploradores sónicos das últimas três décadas. Dividindo-se por inúmeros projectos, lançou no ano passado o mais recente tomo do seu projecto Terraplane – verdadeiro all-star da cena nova-iorquina –, onde os blues pós 9/11 – urbanos e claustrofóbicos – assumem um papel central. Apaixonado pelo universo dos blues desde que descobriu Howlin´ Wolf, Muddy Waters e Robert Johnson, Sharp sempre os retorceu à medida das suas convicções como improvisador inquieto. «Os meus blues são os de Nova Iorque e, ao mesmo tempo, blues extraterrestre», referiu a propósito. Com “Forgery”, o músico abre um novo capítulo com os Terraplane, aproximando-se – talvez como poucas vezes o havia feito antes – do formato canção. A interacção entre o acústico e o eléctrico revela-se igualmente mais frutuosa do que antes, com a construção de ambiências mais minimalistas (“How Much Longer Blues”) e de alta voltagem (“Smoke And Mirrors”, “Long Way To Go” ou a mui hendrixiana “Boom Baby Boom”). O próprio line-up do grupo sofreu alterações, com a morte do saxofonista Sam Furnace, substituído por Alex Harding e pelo próprio Sharp, que chega a tomar conta do saxofone tenor. O líder concede espaço a todos os músicos, sem que isso signifique um desmembrar da unidade da formação. Na cadeira de produtor, opta – não obstante variantes – por manter um certo denominador comum, um fio condutor que se faz sentir ao longo de todo o disco. Uma ponte entre os blues do passado e do século XXI.

Publicado por António Branco às 05:20 AM | Comentários (0) | TrackBack

maio 22, 2008

JAZZ ÀS 5AS NO CCB HOJE COM INTERLÚNIO

Jazz às 5ªas no CCB

Prossegue hoje a iniciativa "Jazz às 5ªs", que todas as quintas-feiras, a partir das 22h00 (novo horário!), leva jazz à Cafetaria Quadrante, do Centro Cultural de Belém.

Hoje será a vez de se apresentar em concerto o projecto Interlúnio, com Gonçalo Lopes (clarinetes baixo e soprano), Johannes Krieger (trompete), Eduardo Lála (trombone), Ricardo Freitas (guitarra baixo acústica) e Raimund Engelhardt (tabla, percussão).

"Entre luas, espaço de tempo "enquanto o diabo esfrega um olho"? Da lua cheia ao seu ocaso, uma folha em branco por preencher, um céu negro e infinito de estrelas por desvendar. Questões que não esperam resposta, é pelo caminho que se vai. Não estaremos, pois, nos terrenos da formalidade e da pura abstracção, o quotidiano insinua-se, a experiência interpela-nos, aquilo em que nos inventamos procura pular a cerca. Para o outro lado. À procura do equilíbrio e interpenetrabilidade entre material composto, contra-pontístico, e a improvisação, que se poderá estender à sua expressão mais livre. O desenvolvimento de uma linguagem que, no contexto contemporâneo de um espaço de influências espartilhado, assenta numa expressão e fluir mediterrânicos, trabalhando pelas impurezas, sem lugar para exotismos. Na cultura o que não se cruza e mistura será o que estiver já morto, passado cristalizado. Fusão, não, ganhou má fama pelo perigo nuclear! Da infusão resulta um chá... Talvez um café, por favor, escuro e forte. Filtragem e imersão sobre diversos estímulos, na procura de um discurso interiorizado, sistematizado e uno. É pouco cool, não ginga nem swinga? O cool, no pedaço de terra em que me encontro, é fresquinho para entreter conversas ensonadas pela manhã… fresca. A música, mesmo se sabendo redonda, procurará afiar as suas arestas. É um projecto de intenções." (texto da organização)

As entradas são livres.

Publicado por António Branco às 06:12 AM | Comentários (0) | TrackBack

maio 21, 2008

NELSON CASCAIS 5TETO EM CONCERTO

O quinteto do contrabaixista Nelson Cascais - com Pedro Moreira (saxofone), André Fernandes (guitarra), João Paulo (piano) e Iago Fernandez (bateria) - inicia hoje um fim-de-semana prolongado de concertos:

Hoje Hot Clube, 23h00
Amanhã - Hot Clube, 23h00
Sexta-feira - Onda Jazz, 23h00
Sábado - Fábrica Braço de Prata, 22h00

Publicado por António Branco às 11:56 AM | Comentários (0) | TrackBack

TRiSoNTe NA TREM AZUL E BRAÇO DE PRATA

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O projecto TRiSoNTe apresenta-se ao vivo, hoje, na Trem Azul Jazz Store (Rua do Alecrim, 21, ao Cais do Sodré, em Lisboa), às 19h30 e na próxima sexta-feira, 23 de Maio, na Fábrica de Braço de Prata, à meia-noite.

TRiSoNTe é um projecto experimental de música improvisada sem barreiras estilísticas. Toca músicas originais e ao vivo juntam-se VJs que projectam e improvisam imagens em cada música, conferindo à mesma um carácter ainda mais visual.

Os TRiSoNTe são Gonçalo Prazeres (saxofone alto, efeitos), Ricardo Barriga (guitarra, loops), Miguel Cordeiro (piano, efeitos), Rui Pereira (bateria) e Francisco Ariztia e Nuno Ventura (VJs).

Publicado por António Branco às 11:14 AM | Comentários (0) | TrackBack

ENTREVISTA JOÃO LOBO

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João Lobo

Nos últimos tempos tem sido alvo de (merecidos) encómios um pouco por toda a parte. Enrico Rava considerou-o mesmo como um dos bateristas mais interessantes que ouviu nos últimos anos. Entre Lisboa e Bruxelas, João Lobo falou-nos sobre o seu trajecto e sobre o que quer fazer daqui para a frente.

Como surgiu o interesse pela música? Tem familiares músicos ou deu os primeiros passos por sua conta e risco?
O meu pai é um melómano. Tem imensos discos, ouve muita música. Tenho a imagem muito presente de o ver a trabalhar ao fim de semana, em casa, a ouvir música clássica a alto volume. (nunca percebi bem como era capaz). A minha mãe tocava guitarra e cantava bastante bem e cantava e tocava uma versão lindíssima de “Romaria” (que a Elis Regina cantava também). O meu irmão (mais velho) também foi uma forte influência porque também ele ouvia muita música e eu, por arrasto e admiração, ouvia a música que ele ouvia. Ele chegou a aprender uns acordes na guitarra, com a minha mãe, e chegámos a tocar os dois. Também o meu padrinho cantava canções dos tempos da revolução, suas e do Zeca Afonso. Tinha umas belas canções e uma voz grave, quente com uma respiração asmática entre as palavras de que sempre gostei muito. Também o meu avô era um melómano e, devido a uma memória notável e uma curiosidade enorme, conhecia muita música, sobretudo clássica. Foi ele quem me gravou a minha primeira cassete de jazz com música das orquestras do Duke Ellington e Gene Krupa com longos solos de bateria deste ultimo e do Sam Woodyard. Foram os meus primeiros nomes de referência para a bateria. Não há, no entanto na família nenhum historial de músicos profissionais (pelo menos que eu saiba), mas com todo este interesse na família é natural que também eu me interessasse.

A bateria foi primeira escolha como instrumento? Quais os aspectos que determinaram esta opção?
Sim. Não me lembro de ter escolhido a bateria como instrumento. Foi uma coisa muito natural. Recentemente, o meu pai descobriu um boletim da professora de música da minha pré-primária (tinha eu 4 ou 5 anos) que dizia que o meu instrumento preferido era o tambor. Não me lembro dessas aulas mas pelos vistos o gosto pela percussão começou muito cedo. Depois dum período a tocar nos tupperwares e baldes e sofás de casa acabei por decidir comprar uma bateria quando tinha 11 ou 12 anos. Logo a seguir a fazê-lo arrependi-me durante uma semana por não ter comprado uma consola Nintendo com aquele dinheiro. Mas depois lá fui começando a tocá-la e o arrependimento rapidamente desapareceu.

Tem estudos musicais "formais"? Em que medida estes foram (são) importantes?
Sim. Tenho um Bachelor em bateria jazz que fiz no Conservatório Real da Haia (Holanda). Tive um professor, Erik Ineke, que foi importante para mim logo ao princípio porque insistia muito com a importância de ter um bom som e do swing e também me fez conhecer as big bands do Thad Jones e Mel Lewis e do Bob Brookmeyer às quais provavelmente não chegaria sem a sua influência. Não era um músico que me emocionasse mas também não era pretensioso e tinha bastante experiência tendo tocado com nomes como Dexter Gordon, Tete Montoliu ou Dave Liebman. Também foi importante ter tido um bom professor de harmonia ao piano e de ter tocado na big band da escola com um grande saxofonista e professor, John Ruocco, como maestro. Mas o melhor dos estudos não foram as aulas em si nem os professores que tive (com algumas excepções). O melhor foi ter conhecido músicos de todo o mundo (era uma escola bastante internacional) com um nível mais avançado que o meu quando entrei. Aprendi muito com os meus colegas e a outra coisa boa deste conservatório é que tinha boas condições: salas para praticar, para fazer sessões, para gravar, dar concertos. É bom estar num ambiente onde toda a gente se interessa pela música, por aprender, por experimentar e onde existe uma certa concorrência saudável que não nos permite estagnar. Mas, na minha opinião, deve-se saber manter a distância entre a nossa relação pessoal com a música e aquela que às vezes a instituição nos impõe. Uma das melhores coisas para mim enquanto músico foi precisamente acabar a escola. Foi um alívio grande deixar de me sentir aluno e começar a sentir-me músico. Mas eu nunca me dei muito bem com escolas e o melhor destas foi sempre as amizades que fiz e o facto de ter acabado.

Quais são as suas principais referências? (bateristas, não-bateristas…)
As minhas principais referências no instrumento especificamente são várias: as primeiras foram (como já disse) Gene Krupa, Sam Woodyard. Mais tarde fui descobrindo o Philly Jo Jones, Elvin Jones, Paul Motian, Tony Williams, Mel Lewis, Ed Blackwell, Jack De Johnette, Billy Hart, Jon Christensen, Joey Baron, Jim Black, Pal Nilssen-Love. À parte dos bateristas são tantas as referências que nem me lembro de todas para além da lista estar sempre a aumentar, mas posso dizer os primeiros que me vêm à cabeça: J.S.Bach, M.Davis, Jim O’Rourke, Elis Regina, J.Coltrane, K.Jarrett, P.Bley, O.Coleman, Arve Henriksen. Depois existem aqueles músicos com quem tenho ou tive o prazer de tocar que são referências e fontes de inspiração tão ou mais importantes que estes grandes nomes. É o caso de bateristas como Marek Patrman, Oriol Roca, Marco Franco, pianistas como Giovanni Di Domenico, Michal Vanoucek, Giovanni Guidi, João Paulo, Augusto Pirodda. Contrabaixistas como Manolo Cabras, Stefano Senni. Saxofonistas como Alexandra Grimal, Dan Kinzelman, Francesco Bigoni, Joachim Badenhorst, guitarristas como Nico Roig, Norberto Lobo, Nuno Rebelo, Nelson Veras (com este toquei apenas uma vez mas foi uma experiência marcante), a extraordinária cantora belga Lynn Cassiers, e claro (mas estes sendo nomes mais sonantes) o Enrico Rava, Gianluca Petrella e o Carlos Bica.

Vê a música como um veículo de expressão? O que mais lhe interessa na música?
Sim. A música é um modo de comunicar. Interessam-me muitas coisas na música. O facto de não haver fronteiras na música e de esta permitir um entendimento entre todas as pessoas e de apelar à sensibilidade e inteligência delas e de poder ser usada de tantas maneiras para nos fazer melhores e de tão poucas para nos fazer piores, fascina-me. Outra vertente que me atrai na musica é a do contacto entre músicos e entre músicos e público. Através da música fiz muitas e grandes amizades e isso é maravilhoso. A música dá esperança porque é uma daquelas belas coisas que o Homem sabe fazer.

E o jazz? Quando e como surgiu o interesse mais profundo por este universo?
Como já disse antes, o primeiro contacto que tive com o Jazz foi através do meu avô (eu devia ter uns 15 anos). Mas aquela cassete foi também o resultado de eu me começar a interessar por aquela música. O facto de tocar bateria tem muita a ver com isso, porque da mesma maneira que um violoncelista não pode evitar as suites de Bach, um baterista não pode evitar o jazz, que é de onde a bateria vem, para cuja música foi inventada. Essa foi a primeira razão. À medida que fui ouvindo, a minha curiosidade foi aumentando, também porque requeria alguma atenção e porque me parecia uma música bastante misteriosa. Lentamente, fui entrando mais e mais nesse mundo e o facto de ter entrado na escola do Hot Clube e de ter tido como primeiro professor de combo o Pedro Moreira foi também uma injecção de motivação. Ele deu-me a primeira definição de swing e até agora foi a melhor que ouvi. Ele foi também uma pessoa bastante importante para mim no curto espaço de tempo em que o tive como professor. Ele encorajou-me muito quando decidi ir para a Holanda estudar com a pouca preparação que tinha. Desde então fui aprofundando este interesse, e cada vez me identificava mais com essa linguagem.

Na área do jazz tem tocado com muitos dos nomes emergentes do panorama nacional, mas também com figuras de referência. Trace-nos um breve historial da sua actividade como baterista de jazz.
O historial é mesmo breve. O primeiro concerto de jazz que fiz foi com uma big band de Lisboa, que acho que ainda existe, chamada Lisbon Swingers. Era (ou é) um grupo de amadores e amantes do jazz que encontravam tempo nas suas vidas ocupadas com outras coisas para se dedicarem um pouco ao repertório de Sam Nestico, Count Basie, Duke Ellington. Tive de tocar só com dois ensaios, uma música que conhecia mal e com os meus muito limitados dotes de leitura. Foi no princípio do meu segundo ano no Hot Clube. Foi assustador e deve ter soado muito mal mas tenho um certo orgulho no facto de o ter feito. Depois comecei com aulas de combo no Hot Clube e fazendo algumas sessões com colegas. Depois fui para a Holanda e aí, numa cidade que era um terço de Lisboa, havia jam sessions praticamente todos os dias em vários sitios que eu comecei a frequentar. Depois havia as muitas sessões com colegas do Conservatório. Começaram os grupos e concertos. Entretanto fazia parte dum grupo chamado As Guests 4tet com o qual vencemos a mais importante competição holandesa, a Dutch Jazz Competition, que nos permitiu gravar um álbum e tocar no prestigiado North Sea Jazz Festival. Depois comecei a dar cada vez mais concertos, a ter cada vez mais grupos, a tocar fora da Holanda e quando acabei o conservatório comecei de imediato a ter algum trabalho. Foi nesse ano que comecei a tocar com o Giovanni Guidi, pianista italiano que tinha conhecido no workshop de Siena, onde também conheci o Enrico Rava, e que me ligou um dia para fazer uma série de concertos no Umbria Jazz. Depois fui conhecendo mais músicos, um bocadinho por acaso. Comecei a tocar com o Scott Fields graças ao Pedro Costa da Clean Feed, e depois tive o convite dos meus sonhos, o de substituir o Roberto Gatto no quinteto do Enrico Rava, no Canadá. Pouco depois passei a fazer parte do grupo New Generation do Enrico, e ainda menos depois surgiu o convite do Carlos Bica para fazer uns concertos no final de 2007 e no verão de 2008 com um grupo de ilustres do jazz português. Foi um segundo sonho tornado realidade porque sempre gostei muito do Bica, quer individualmente como músico quer como lider do trio Azul. Além desta recente colaboração com o Bica, João Paulo e Mário Delgado, as minhas colaborações com músicos de jazz portugueses resumem-se a uns poucos concertos com a cantora portuense Sofia Ribeiro e alguns concertos e participação no primeiro disco do pianista Júlio Resende.

Como se posiciona esteticamente, enquanto músico?
Eu gosto de imensa música diferente e mesmo como músico (e sobretudo como jovem que sou no mundo musical) interessa-me tocar um pouco de tudo. Mas tenho, é claro, as minhas preferências. Gosto sobretudo de música com liberdade e onde tenha a liberdade de tocar aquilo que oiço. Por isso gosto de improvisar e por gostar de improvisar gosto do jazz. Também me interessa a música de carácter mais experimental mas não necessariamente pelo resultado final. E gosto, é claro de música enraízada no rock/pop/alternativo/independente/hip-hop/baião (não gosto muito da classificação de estilos musicais) que é o que ouvi em grande parte da minha adolescência.

Na recorrente questão "swing vs. não-swing" para que lado se inclina?
O swing, como o entendo eu, pode ter 3 significados. Ou define uma época da história do jazz (que não me parece ser o sentido usado aqui), ou define um padrão rítmico no sentido académico do jazz (o que não me interessa) ou descreve uma tensão rítmica que, de uma maneira um pouco misteriosa, dá movimento a qualquer tipo de música. Eu gosto dessa tensão, desse movimento.

A improvisação é para si um elemento central? Gosta de impor limitações à improvisações?
A improvisação é , para mim, muito importante. É uma forma de composição e, como qualquer outra forma de criação, é ao mesmo tempo a coisa mais difícil de fazer e a mais fácil. É também um grande desafio que requer muito do músico. As limitações às vezes vêm por bem e quando assim é são bem-vindas. Depende das limitações. Se são para se defender do risco, não gosto. Se são por uma razão específica, para servir a música, pode ser.

De entre as novas correntes do jazz, sente afinidade especial com alguma(s) dela(s)? Qual é o seu jazz? Quer referir nomes actuais com os quais se identifique?
É muito difícil para mim, definir, cortar, separar, descrever estilos, correntes. Também tento não perder muito tempo com isso porque não me interessa. A minha música é muita e diversa e identifico-me com muitos músicos, sobretudo aqueles com quem toco...

Em que projectos está actualmente envolvido?
Tenho vários projectos neste momento. Na Itália estou a tocar no quarteto do pianista Giovanni Guidi (que recebeu recentemente o prémio de melhor jovem talento do jazz italiano) e no grupo New Generation do Enrico Rava. Em Bruxelas comecei há pouco tempo a tocar no grupo do guitarrista catalão Nico Roig chamado “os meus shorts” com o qual fizemos alguns concertos em Portugal em Dezembro passado. Sempre nesta cidade continuo a colaboração que já vai em 5 anos com o Giovanni Di Domenico: temos um duo (piano-bateria e outros instrumentos) chamado Verdes Sons dedicado à música de Carlos Paredes e também à improvisação. Gravámos em 2003 para a compilação “Movimentos Perpétuos - Música para Carlos Paredes” e gostavamos muito e estamos mais que preparados para gravar um álbum mas ainda não encontrámos modo de o fazer. Entre Bruxelas e Paris tenho também um quarteto com a saxofonista parisiense Alexandra Grimal, o pianista Giovanni Di Domenico e o contrabaixista Manolo Cabras. É um projecto colectivo com um som muito especial com o qual toco já há alguns anos mas que teima em sair pouco da gaveta apesar da qualidade e originalidade que tem. Ganhámos a competição de Avignon o verão passado e o 3º prémio no Festival de la Defense em Paris e, em princípio, editaremos um álbum em breve. Entre Bruxelas e Roterdão um quarteto de improvisações italo-portuguesas com o Daniele Martini no saxofone tenor, Giovanni Di Domenico no piano e o Gonçalo Almeida no contrabaixo (somos os Tetterapadequ) com o qual tocámos já algumas vezes em Portugal. Em Colónia toco no trio do Scott Fields com o qual saírá este ano um novo album pela CleanFeed. Em Lisboa tenho o meu mais antigo grupo, os Norman, com o qual espero este ano editar um album e fazer mais do que os habituais 3 concertos por ano, e também um muito recente quarteto com Norberto Lobo, Ana Araújo e Marco Franco chamado Microméchant. Para além, é claro, de fazer parte do grupo do Carlos Bica com o Mário Delgado e João Paulo.

Desenvolve actividade de composição? Está nos seus planos gravar e editar projectos enquanto líder?
Componho muito pouco mas espero fazê-lo mais no futuro. Está nos meus planos editar um disco que não falta muito para acabar com a minha banda mais antiga, os Norman. Somos 3 (eu na bateria, Norberto Lobo na guitarra electrica e Manuel Lobo nos teclados e baixo) que co-lideramos e escrevemos música para um projecto que nos é muito querido e que esperamos editar até ao fim deste ano que começa. Também está nos meus planos gravar e editar um disco com o quarteto de que falei antes (com a Alexandra Grimal, Giovanni Di Domenico e Manolo Cabras). Espero editar também este ano com os Tetterapadequ um disco que já está gravado. Enquanto líder não tenho nenhum projecto nem planos de o fazer. Além de escrever pouca música, interessa-me mais, neste momento, trabalhar em colaboração com outros músicos. Tenho em mente também um projecto a solo, que começou por incentivo do meu amigo e grande músico Manolo Cabras que gravou algumas vezes, durante pausas de sessões com grupos dos quais fazíamos parte os dois, pequenas improvisações minhas, a solo, algumas das quais se podem ouvir no meu MySpace. A ideia é gravar mais improvisações e co-produzi-las com o Manolo. Por isso, mesmo neste caso seria um projecto de colaboração.

Tem tocado em diferentes contextos musicais. Em qual(ais) dele(s) se sente mais à vontade? Onde está o segredo para esta constante adaptação?
Para mim é muito importante a relação pessoal que tenho com os músicos com quem toco. Isso é já um factor importante para me sentir mais ou menos à vontade. Mas é certo que há situações musicais em que me sinto mais à vontade e quase sempre são contextos de música improvisada (mas depende também muito de quem se trata) e jazz.
Não existe segredo para a adaptação. Acho que é importante manter abertura em relação a qualquer tipo de música, respeitar a sua tradição, saber imitar (é a melhor maneira de aprender) e levar a sério as sugestões dos outros músicos. A partir daí tentar encontrar a própria voz nesse contexto.

Como vê o actual panorama do jazz em Portugal (músicos, discos, editoras, festivais, etc.)? Como pensa que este vai evoluir nos próximos tempos?
Acho que não sou a pessoa mais indicada para falar disso já que não passo muito tempo em Portugal. Mas parece-me que público não falta. Parece-me também que há cada vez mais concertos, mais festivais, mais discos, já há 2 (se não estou em erro) editoras (TOAP e Clean Feed) sendo uma delas mesmo uma referência internacional (Clean Feed). Há mais músicos mas continua a não haver muitos. Ainda assim tenho a impressão que o número aumentou bastante. Até já existe, no Porto, um curso superior (que não existia quando fui para a Holanda). Espero que continue a crescer.

O que ouve habitualmente? Tem gostos eclécticos?
Oiço muita música e muito variada. E gosto de muito do que oiço. Gosto de descobrir música nova e de procurá-la, mas também há sempre aqueles discos aos quais volto sempre. É o caso da música brasileira, do Miles Davis, do Coltrane, do Arve Henriksen, do Carlos Paredes, do Bach, dos Tethered Moon, Stevie Wonder, Beatles, entre outros tantos…

Considera que existem traços que permitem definir um "jazz português"? Interessa-lhe esta vertente?
Não me interessa muito definir o “jazz português” e confesso que não o conheço muito bem. Conheço mais os nomes do que a sua música. Da música que conheço acho que a “cena” de jazz portuguesa é tão pequena que é difícil defini-la (para além de eu ser um mau definidor). Acho que o Mário Laginha é uma coisa, o Carlos Bica outra, o Carlos Barreto outra, o André Fernandes outra, o João Paulo outra, o Marco Franco e os Mikado Lab (adoro!) outra. De maneira geral, e olhando para a minha geração de músicos de jazz portugueses mas também as gerações anteriores, vejo que muitos se viram para os Estados Unidos como referência principal. É normal que tal aconteça mas também existem muitas “cenas” interessantes na Europa e às vezes tenho a sensação que não chegam a Portugal (e vice-versa) apesar de estarem bem mais perto tanto geograficamente como musicalmente. Mas também vejo que isso está a mudar um bocadinho. No ano em que fui para a Holanda eramos dois portugueses no departamento de jazz (eu e o Rui Silva). No ano seguinte já eramos uns 5 entre várias cidades da Holanda e entretanto perdi-lhes a conta.

Se lhe fosse concedida a oportunidade de trabalhar com um músico importante da cena internacional, quem escolheria? Porquê?
É uma pergunta difícil mas acho que teria de ser o Ornette Coleman. Para além de ser um dos músicos que mais me influenciaram (e continua a fazê-lo), ele faz música intemporal que emana liberdade. Acho que é isso que mais me fascina na sua música: a liberdade que os músicos têm e como isso não compromete a música mas, pelo contrário, dá-lhe maior coesão e força. Além disto tudo é um saxofonista único com um som que adoro e um compositor fora de série com um sentido mágico para melodias. Adoro tocar a sua música.

O que podemos esperar do João Lobo nos tempos mais próximos?
Durante este ano podem esperar (e espero que comprar…) discos nos quais participo: o novo disco do Scott Fields Freetet, “Bitter Love Songs”, um outro com o Scott Fields em quarteto com Scott Roller e Sebastian Gramssch que será gravado em Janeiro para a Dalmart, o segundo disco do quarteto do Giovanni Guidi que vai ser gravado em Fevereiro e sairá ainda este ano pela CamJazz. Espero também editar o disco dos Tetterapadequ, acabar o de Norman, e gravar com Verdes Sons. Durante este ano gostava também de criar pontes entre os vários projectos em que estou envolvido e conseguir trazer projectos da Bélgica ou Itália a Portugal e levar grupos portugueses lá fora, porque me encontro em várias “cenas” diferentes e vejo que há muito potencial e muito em comum entre todas elas, e por isso gostava de tentar “entrelaçá-las”.

DISCOGRAFIA

Scott Fields Freetet –“Bitter Love Songs” (Clean Feed, 2008)
Júlio Resende –“Da Alma” (Clean Feed, 2007)
Tetterapadequ – “FNAC Novos Talentos 2007” (compilação) (FNAC, 2007)
Giovanni Guidi – “Indian Summer” (CamJazz, 2007)
Munchen – “Fala Mongue” (edição de autor, 2005)
As Guests 4tet – “Enter” (Baileo, 2005)
“Movimentos Perpétuos – Música para Carlos Paredes” (compilação) (Universal, 2003)

Para saber mais: http://www.myspace.com/joaolobo.

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MATOSINHOS EM JAZZ 2008

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Arrancam hoje os concertos relativos à edição 2008 do Matosinhos em Jazz. Esta será a décima segunda edição de um festival que reafirma o seu empenho em apresentar um programa de alta qualidade artística, mostrando o que de melhor se faz no panorama do jazz nacional e internacional, num equilíbrio que tem mantido acesa a chama em cada uma das suas edições.

O festival desdobra-se em inúmeras actividades: concertos, actividades lúdicas, jam sessions, animação de rua, exposições, feira do disco e do livro, acções pedagógicas nas escolas e workshops. Estas actividades terão lugar no Salão Nobre dos Paços do Concelho, no auditório da Exponor e no clube B Flat..

PROGRAMA

Hoje, 21h30, Câmara Municipal de Matosinhos - Salão Nobre
Fado em Si Bemol
Pedro Matos (voz), Miguel Silva (guitarra portuguesa), Paulo Gonçalves (guitarra clássica), Pedro Silva (contrabaixo) e Juca Monteiro (percussão)

"Juntam-se neste espectáculo cinco músicos com formação e experiência muito distintas, do fado ao jazz, procurando encontrar o fio condutor entre estes e outros estilos. Apresentando-se de forma informal e despretensiosa, diluem-se os formalismos característicos dos diferentes géneros e abre-se a porta a uma fusão, desprendida, da linguagem musical. No repertório encontram-se versões de temas já bem conhecidos do público português com arranjos dentro da sonoridade acima descrita. (texto da organização)

Amanhã, 22 de Maio, 21h30, Auditório da Exponor

1ª parte
Richard Galliano Quartet
Richard Galliano (acordeão), Alex Cardenas (violino), Philippe Aerts (contrabaixo) e Rafael Mejias (percussão)

"Depois de ter estudado piano e acordeão com Lucien Galliano, seu pai e Claude Noel ingressou no Conservatório de Nice onde obteve nota máxima. Participou nos concursos internacionais e ganhou os primeiros prémios do Troféu Mundial de Valência (1966) e de Calais (1967) e ainda o primeiro prémio do concurso “Presidente da República Charles de Gaulle” (1968). Em 1983, Astor Piazolla escreve a música para a comédia francesa “Song d'une couleur nuit d'été” de William Shakespeare e convida Richard para interpretá-la. Entre 1980 e 2003 Galliano toca com: Chet Baker, Ron Carter, Joe Zawinul, Philip Catherine, Charlie Haden, Toots Thielemans, Jan Garbarek, Paquito D'Rivera, Didier Lockwood, Michel Portal, Michel Petrucciani e Bobby McFerrin, entre muitos outros." (texto da organização)

2ªparte
Orquestra de Jazz de Matosinhos (com o pianista Jim McNeely)

"Criada em 1999 com o apoio da Câmara Municipal de Matosinhos, a Orquestra Jazz de Matosinhos (OJM) tem vindo a afirmar-se como uma das formações mais dinâmicas do jazz português actual. Sob a direcção de Carlos Azevedo e Pedro Guedes e constituída por alguns dos melhores músicos de jazz da região norte do país, a orquestra desenvolve uma linha de orientação que privilegia, por um lado, a criação de um repertório próprio e, por outro, a organização de projectos específicos para os quais vem convidando solistas e maestros de relevo internacional.

Sexta-feira, 23 de Maio, 21h30, Auditório da Exponor

1ª parte
Renee Rosnes Quartet
Renee Rosnes (piano), Steve Wilson (saxofone), Todd Coleman (contrabaixo) e Lewis Nash (bateria)

"Renee começou a estudar piano com três anos de idade e interessou-se pelo jazz na faculdade. Trocou Vancouver por Nova Iorque e em 1986 foi convidada para fazer parte do quarteto de Joe Henderson. Em 1988 tocou, durante um ano, com o quinteto de Wayne Shorter e no ano seguinte participou no grupo do legendário trombonista J.J.Johnson. Renee tocou com as seguintes orquestras: “Carnegie Hall Jazz Band”, “The Dizzy Gillespie All-Star Tribute Band”, “Gerald Wilson Orchestra” e com a “Danish Radio Big Band”. Desde 1990 que mantém uma relação editorial com a editora Blue Note e ganhou quatro “Juno Awards”, assim como vários prémios da “Canadian National Jazz Awards”. (texto da organização)

2ª parte
Maria João
Maria João (voz), Eleoner Picas (harpa), Mário Delgado (guitarra), Demian Cabaud (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria)

"Desde 1995 que os discos de Maria João são editados pela prestigiada marca de discos Verve - um dos mais importantes catálogos de toda a história do jazz --, um facto que junto com os inúmeros concertos em que tem actuado um pouco por todo o mundo a tornaram numa das mais reconhecidas cantoras portuguesas, tanto em Portugal como fora de portas. O seu talento não é, no entanto, redutível a fronteiras musicais. Seu talento para transformar estruturas musicais em escorreitas melodias, sussurros, suspiros e até palavras é singular e surpreendente e tem encantado plateias nos quatro cantos do mundo. (texto da organização)

Sábado, 24 de Maio, 21h30, auditório da Exponor
Hamilton da Holanda Quinteto
Hamilton de Holanda (bandolim), Gabriel Grossi (harmónica), Daniel Santiago (guitarra), André Vasconcellos (contrabaixo) e Márcio Bahia (bateria)

"Em 1995 Hamilton foi consagrado como o melhor intérprete do Festival de Choro do Estado do Rio de Janeiro. Depois de ter estudado os grandes compositores Villa-Lobos, Debussy, Shostakovich e Bach, lança o primeiro disco “Destroçando” com o grupo Dois de Ouro. O CD “A Nova Cara do Velho Choro” é um fenómeno de vendas, vendendo mais que os Rolling Stones na rede de lojas 2001/Gabriela Discos. A sua colaboração com o violonista Marco Pereira leva-o a ser conhecido internacionalmente (Venezuela e França)." (texto da organização)

2ªparte
Paquito D’Rivera Quintet
Paquito D’Rivera (saxofone, clarinete), Diego Urcola (trompete, trombone), Alex Brown (piano), Óscar Staganaro (contrabaixo) e Mark Walker (bateria)

"Criança prodígio, nascido em Cuba, aos dez anos já era membro da Orquestra Cubana de Música Moderna. A sua formação erudita levou-o a participar como clarinetista e saxofonista com a “Cuban National Symphony Orchestra”. Fundador de um dos grupos mais importantes e com maior impacto internacional os “Irakere”, em 1996 recebeu, como instrumentista solista, o “Grammy Recording Academy”. Foi galardoado com oito grammys para “Best Classical Recording”, com a Bueno Aires String Orchestra e recebeu ainda a “National Medal for the Arts” na Casa Branca pelo presidente George W. Bush em 2005. (texto da organização)

Matosinhos Jazz 2008 – Actividades Paralelas

B-FLat – 22, 23 e 24 Maio

Shine
"Shine nasceu em Barcelona em 2007 com os guitarristas Hernan Senra, Albert Bello e o contrabaixista Ivan Kovacevic. Tocam um jazz alegre e descomprometido com influências do Manouche, do Tango e do Swing (anos 20 e 30). Actuaram no “Harlem Jazz Club”, “Jazz Cava de Sitges”, “Pipa Club”, El Artesano”, no “Festival de Musica Creativa” e no “Jazz de Ciutat Vella", entre outros locais. Ganharam o primeiro prémio e o prémio do público na 10ª edição do “Concurso de Música Acústica” que é organizado no “Centro Civico Garcilaso” de Barcelona." (texto da organização)

Publicado por António Branco às 05:24 AM | Comentários (0) | TrackBack

maio 20, 2008

JAZZ AO CENTRO 2008

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O Jazz ao Centro – Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra 2008 decorre entre os próximos dias 2 e 15 de Junho.

Após quatro edições no formato bianual o ano de 2008 acarreta significativas novidades na orgânica do “Jazz ao Centro - Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra”. Doravante o evento realizar-se-á em plena Primavera, concentrando-se a sua programação nas duas primeiras semanas de Junho.

Visando o reforço da dinâmica da Alta e Baixa Coimbrãs, o “Jazz ao Centro” traz a animação para as ruas, com os quatro principais concertos a decorrer nas Escadas do Quebra Costas e as seis sessões “fora-de-horas” no seu “habitat natural”, o Salão Brazil. A ligação entre estes dois espaços procura envolver de forma o mais directa possível os que habitam e trabalham nestes locais e, ao mesmo tempo, captar a atenção de todos os Conimbricenses e de todos quantos visitam a cidade. Implantado bem no seio deste eixo, junto à Sé Velha, o Ateneu de Coimbra, colectividade fundada em 1940 e com uma assinalável actividade no sector cultural, será palco do concerto inaugural do “Jazz ao Centro”.

Em colaboração com a Universidade de Coimbra e o Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV) este festival abraça, em 2008, novos desafios, incluindo na sua programação um pequeno ciclo de cinema documental e uma palestra versando a temática da Arte, Ciência e tecnologia no contexto das músicas improvisadas. O TAGV acolhe ainda um concerto, bem como uma das seis exposições de fotografia e design gráfico previstas no programa.

Animação de rua (com pequenas actuações, um espectáculo educativo e através de uma emissão radiofónica dedicada transmitida em circuito fechado para a Baixa da cidade) e o envolvimento dos lojistas (através de um percurso fotográfico nas diferentes montras) contribuirão, simultaneamente, para divulgar a iniciativa e aproximá-la dos cidadãos.

Do ponto de vista de estética musical, o “Jazz ao Centro” aposta, como até aqui, numa inserção qualificada no circuito global da música criativa, abrindo portas a diversas abordagens que convergem no vasto território do jazz. No entanto, mais do que antes, este evento extravasa a música assumindo-se, na memória individual e colectiva, como a experiência vivida de um tempo e de um lugar. Eventos como este, abrangentes e inclusivos, oferecem a Coimbra uma oportunidade de forjar o seu próprio universo de significados, contribuindo para o reforço da sua auto-imagem como cidade do conhecimento e da cultura.

PROGRAMA

Quinta-feira, 5 de Junho pelas 22h00 (Ateneu de Coimbra, Sé Velha)
ZFP Quartet (Portugal / Inglaterra / Brasil)
Carlos “Zíngaro” (violino), Simon H. Fell (contrabaixo), Márcio Mattos (violoncelo) e Mark Sanders (bateria)
Integrado nas comemorações do 70º aniversário do British Council em Portugal
SMS: JACCE3 Valor: € 5

Sexta-feira, 6 de Junho pelas 22h00 (Escadas do Quebra Costas)
Júlio Resende Quarteto feat. John Hebert (Portugal / EUA)
Júlio Resende (piano), Zé Pedro Coelho (saxofone tenor), John Hebert (contrabaixo) e João Lobo (bateria)
SMS: JACCE5 Valor: € 10

Sábado, 7 de Junho pelas 22h00 (Escadas do Quebra Costas)
Agustí Fernández / Barry Guy / Ramón López “Aurora” (Espanha/Inglaterra)
Agustí Fernández (piano), Barry Guy (contrabaixo) e Ramón López (bateria e percussão)
SMS: JACCE7 Valor: € 10

Quinta, sexta e sábado, 5, 6 e 7 de Junho pelas 23h55 (Salão Brazil)
Michaël Attias Quintet: Twines of Colesion (EUA)
Michaël Attias (saxofone alto), Tony Malaby (saxofone tenor), Russ Lossing (piano), John Hebert (contrabaixo)
e Satoshi Takeishi (bateria)
Gravação para posterior edição na JACC Series
Transmissão em directo na RUC – Rádio Universidade de Coimbra
Transmissão vídeo em directo na Internet
SMS: JACCE4 (Dia 5), JACCE6 (Dia 6), JACCE8 (Dia 7) Valor: € 7

Quinta-feira, 12 de Junho pelas 21h30 (Teatro Académico de Gil Vicente?
JWO - JACC Workshop Orchestra Direcção Michaël Attias (Portugal / Alemanha / Brasil)
João Guimarães (saxofone alto), Alípio C Neto (saxofones), Gonçalo Lopes (clarinete baixo), Johannes Krieger (trompete, trompa), Luís Cunha (trombone), Els Vandeweyer (vibrafone), Hugo Antunes (contrabaixo) e João Lobo (bateria)
SMS: JACCE9 Valor: € 5

Sexta-feira, 13 de Junho pelas 22h00 (Escadas do Quebra Costas)
Ravish Momin’s Trio Tarana (EUA / India)
Ravish Momin (bateria, percussão, voz), Brandon Terzic (oud) e Sam Bardfeld (violino)
SMS: JACCE11 Valor: € 10

Sábado, 14 de Junho pelas 22h00 (Escadas do Quebra Costas)
Hélène Labarrièrre Quartet “Les Temps Changent” (França)
François Corneloup (saxofone barítono), Hasse Poulsen (guitarra), Hélène Labarrièrre (contrabaixo), Christophe Marguet (bateria)
SMS: JACCE13 Valor: € 10

12, 13 e 14 de Junho pelas 23h55 (Salão Brazil)
Alberto Pinton & Chant (Itália / Suécia )
Alberto Pinton (saxofone barítono), Jonas Kullhammar (saxofone tenor), Torbjörn Zetterberg (contrabaixo) e
Kjell Nordeson (bateria, vibrafone)
Gravação para posterior edição na JACC Series
Transmissão em directo na RUC – Rádio Universidade de Coimbra
Transmissão vídeo em directo na Internet
SMS: JACCE10 (Dia 12), JACCE12 (Dia 13), JACCE14 (Dia 14) Valor: € 7

ANIMAÇÃO DE RUA

2 a 15 de Junho
Estúdio instalado no Museu Municipal Edifício Chiado
Emissão de rádio com programação específica
Colaboradores da RUC – Rádio Universidade de Coimbra

Por este estúdio de rádio instalado no Museu do Chiado, na Rua Ferreira Borges, no coração da Baixa de Coimbra, dinamizado por colaboradores da RUC – Rádio Universidade de Coimbra, passarão diferentes convidados, onde se incluem músicos, membros da organização e equipa de produção, patrocinadores e cidadãos comuns/transeuntes.
Ao longo dos dias de festival será difundida para a instalação sonora nas ruas da cidade uma programação específica, com muita música, intervenções em directo, passatempos e spots de divulgação dos diferentes eventos.

EXPOSIÇÕES

Fotografia

2 a 15 de Junho
Alliance Française Coimbra
All Free
Gérard Rouy

2 a 15 de Junho
Bar Quebra Costas
Retrospectiva Jazz ao Centro - Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra
Vários autores

2 a 15 de Junho
Teatro Académico de Gil Vicente (foyer e sala branca)
Retrospectiva Portugal Jazz 2007
Hélio Gomes
Encomenda do Centre de la Imatge i la Tecnologia Multimèdia da Universidade Politécnica da Catalunha inaugurada na 27ª edição do Jazz Terrassa

2 a 15 de Junho
Caixa Geral de Depósitos – Agência Central de Coimbra
Retrospectiva Jazz ao Centro - Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra
Vários autores

Design Gráfico

2 a 15 de Junho
Livraria XM, Quebra Costas
Cartazes do Portugal Jazz 2007
Design FBA.

2 a 15 de Junho
Salão Brazil
Cartazes do Jazz ao Centro - Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra, 2003
Design Rui Garrido

Instrumentos musicais

Terça a Sábado das 11 às 13 e das 14 às 19 horas
Galeria do Turismo (à Portagem)
Exposição de cordofones Colecção Dr. Louzã Henriques
Visita sugerida no âmbito do Jazz ao Centro 2008

CINEMA
Terça-feira, 10 de Junho pelas 21h30
Teatro Académico de Gil Vicente
Belarmino
Fernando Lopes
Projecção seguida de conversa com a presença dos seguintes convidados:
- Fernando Lopes, realizador;
- Eng. Bernardo Moreira, Presidente do Hot Clube de Portugal e membro do Quinteto do Hot Clube (que interpreta a banda sonora).

Rememorando sobre uma vida de antigas glórias como campeão de boxe, Belarmino ganha a vida engraxando sapatos e colorindo fotografias. Lisboa é a sua cidade, na qual vive como um marginal.
Movendo-se na cidade cinzenta ao som do jazz e ouvimo-lo contar a sua história à medida que responde à voz-off do jornalista Baptista-Bastos.
A música, interpretada pela Orquestra do Hot Club de Lisboa, creditada a Manuel Jorge Veloso e a Justiniano Canelhas não é um simples acompanhamento, integrando-se de forma notável na construção do filme.

Género: Documentário
Ano de estreia: 1964
Duração: 72 min
Origem: Portugal
Língua: Português

Quarta-feira, 11 de Junho pelas 21h30
Teatro Académico de Gil Vicente
Off the Road
Laurence Petit-Jouvet

Em 2000, o antropólogo francês Laurence Petit-Jouvet acompanhou o contrabaixista alemão Peter Kowald numa viagem pelos Estados Unidos. Das imagens captadas nessa ocasião resulta este documentário, um “road movie” que relata as 10 semanas nas quais Kowald viajou pelos EUA numa carrinha “Chevy” Caprice de 1968.
Em Off the Road, por entre diálogos musicais e conversas, descobrimos as razões pelas quais Kowald era respeitado pela comunidade de músicos nova-iorquinos, cidade para a qual se mudou em 2002. Pouco depois da morte de Kowald, no mesmo ano de 2002, William Parker refere: "Peter would stop by a place that an American musician would walk past 20 times, and get something started just by being personable".

Género: Documentário / Música
Duração: 72 min
Origem: França
Língua: Inglês (sem legendas)

ACTIVIDADES PEDAGÓGICAS

Terça-feira, 3 de Junho
Praça 8 de Maio
Espectáculo educativo
“Era uma vez um gato maltês tocava kazoo num grupo de jazz português”
Sinopse:
Raul é um gato azul que nasceu no seio de uma família de gatos músicos de jazz. Toca kazoo e integra a banda os “swingatos”, da qual faz também parte a sua melhor amiga, Felisbela, a gata amarela. Raul e Felisbela guiam o público numa extraordinária viagem à volta da história do jazz que é ilustrada pelos restantes músicos da banda. Pelo caminho o público é convidado a participar nesta festa de música, experimentando reproduzir ritmos swingados, cantar alguns standards, acompanhar temas com instrumentos musicais de fácil manuseamento e dançar.

Quarta-feira, 4 de Junho
Museu da Ciência da Universidade de Coimbra
Descobrir o Som
Actividade pedagógica dirigida a crianças do ensino básico
Supervisão científica de Dr.ª Carlota Simões (Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra - FCTUC)

PALESTRA

Quarta-feira, 4 de Junho às 15h00
Museu de Física da Universidade de Coimbra
Arte, Ciência e tecnologia na temática da improvisação no Jazz, da improvisação livre e da improvisação estruturada
Carlos "Zíngaro" - músico
Rui Eduardo Paes - crítico, ensaísta
Rui Vilão - professor e investigador (Departamento de Física da FCTUC)
Fernando Penousal Machado - professor e investigador (Departamento de Engenharia Informática da FCTUC)

Esta palestra será seguida de uma visita guiada ao Museu da Física da Universidade de Coimbra com ênfase no espólio relacionado com o estudo da acústica.

FEIRA DO DISCO

6,7,13 e 14 de Junho das 14h00 às 23h45
Escadas do Quebra Costas
Dargil, Mundo da Canção, Trem Azul, Stradivarius

MERCADO

Sábado, 7 e 14 de Junho das 14h00 às 20h00
Escadas do Quebra Costas
Mercado Quebra-Costas

O Mercado Quebra-Costas começou em Março de 2007 neste lugar metafórico do centro histórico de Coimbra. Trata-se de um espaço com um pendor público e uma densidade humana, económica e cultural onde se mostram, vendem e trocam coisas necessárias ou atractivas.
Pelo mercado, passaram entretanto, actividades e produtos tão diversificados como roupa, bijuteria, acessórios, artigos em segunda mão, design, mobiliário, discos, livros, banda desenhada, fotografia, equipamentos áudio, flores, plantas, produtos biológicos, comida macrobiótica, bolos regionais, massagem shiatsu, cabeleireiro, manicure…
Em termos conceptuais, o formato da iniciativa caracteriza-se pelo caracter inclusivo, “de rua”, urbano e actual.
Um mercado, pessoas, música, espectáculo — tudo boas razões para desfrutar de um dos espaços públicos mais notáveis e característicos da cidade de Coimbra.

ENTRADAS
Concertos
- Bilhetes pontuais
Ateneu de Coimbra | € 5
Teatro Académico de Gil Vicente | € 5
Salão Brazil | € 7
Escadas do Quebra Costas | € 10

- Bilhetes gerais
12 concertos| € 50
Livre acesso a todos os concertos do festival
6 concertos | € 30
Livre acesso a 2 concertos de €10, 1 concerto de €5 e 3 concertos de €7
Exposições
Entrada livre
Cinema
Entrada livre

Mais informações em http://www.jacc.pt/noticias.php?id=455.

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maio 19, 2008

MARIA JOÃO E BERNARDO SASSETTI EM BEJA

Pax Julia Teatro Municipal (Beja)

16 de Maio (sexta-feira)
Maria João 4 teto
Menos de meia casa

17 de Maio (sábado)
Bernardo Sassetti solo
Menos de meia casa

O festival itinerante InJazz passou por Beja no passado fim de semana, com dois concertos: na sexta-feira, o quarteto da cantora Maria João e no sábado a solo do pianista Bernardo Sassetti.

Na sexta-feira, Maria João – envergando um longo vestido vermelho fogo – fez aquilo que melhor sabe: cantar, experimentar, provocar emoções. Alternou, como é imagem de marca, as suas tão características erupções vocais com uma voz cristalina e de espantosa expressividade. Fez-se acompanhar por uma formação composta especialmente para a ocasião, com o guitarrista André Fernandes, o contrabaixista Demian Cabaud e o baterista Vicky. Com cerca de meia hora de atraso no início do espectáculo, a cantora não se viu livre de um pequeno incidente, quando um espectador aludiu ao facto em voz alta. Temeu-se na sala que isto viesse a prejudicar o concerto, o que, em boa verdade, talvez se tenha notado, mas apenas nos primeiros instantes. O concerto centrou-se no recente “João”, disco onde a cantora se dedica a revistar temas de compositores brasileiros, uma paixão antiga. Muito boas as versões de “Partido Alto” de Chico Buarque, - com o ritmo frenético imposto pela baterista (muito influenciado pela escola rock) – e no mais subtil “Retrato Em Preto e Branco”, de Tom Jobim e Chico Buarque. Destque também para a leitura de “Valsa Brasileira”, de Edu Lobo (se bem reconheci). Sempre divertida e com um sorriso de menina grande estampado na face, Maria João recuperou ainda temas da sua celebrada parceria com Maria Laginha, como o excelente “Sete Facadas”, de onde sobressaíram os diálogos entre a voz e a guitarra de André Fernandes. O guitarrista esteve, aliás, como já nos habitou, em grande plano, desdobrando-se consequentemente entre a guitarra eléctrica – em registos ora mais rock ora mais bluesy (recorrendo, a espaços, a uma eficaz utilização das electrónicas) e a acústica (que vem utilizando com crescente frequência, o que se saúda). Mais discreto, o contrabaixista Demian Cabaud (um argentino radicado entre nós, atenção ao seu último disco!) foi no entanto um pilar essencial na dinâmica rítmica da formação. Um concerto de bom nível.

Na noite de sábado foi a vez de se apresentar, a solo absoluto, o pianista Bernardo Sassetti. Voz essencial no jazz nacional da actualidade, o músico tem vindo a desenvolver uma linguagem própria, matizada por diferentes influências. Desenvolvendo intensa actividade em diversos campos artísticos, tem adquirido um estatuto que o faz ser constantemente requisitado para compor, arranjar e tocar com nomes provenientes de vários quadrantes musicais. Os seus discos mais recentes (“Nocturno”, “Indigo”, “Ascent” ou “Unreal Sidewalk Cartoon”), para além de terem recebido invariavelmente os laudos da crítica especializada, nacional e internacional, têm também constituído um invejável sucesso de vendas, atingindo números impensáveis há alguns anos para um músico de jazz no mercado português. Trajando de negro, sempre comunicativo e pedagógico, começou por tocar uma complexa massa pianística improvisada, da qual emergiram, lentamente, temas saídos do inesgotável filão que é o legado de José Afonso, como “Os Vampiros” e “Traz Outro Amigo Também”, num arranjo circular, bem ao seu jeito. O pianista revisitou temas de discos anteriores, como “Promessas” (de “Indigo”) ou “Sonho dos Outros” (de “Nocturno”), numa nova versão, a que adicionou “Tema para uma Leitura Encenada”, num ritmo 6/8 inspirado no cancioneiro popular português. Mudou então a agulha e estreitou a ligação ao jazz puro e duro, que aconteceu sobretudo na interpretação de dois temas emblemáticos de Thelonious Monk (“Misterioso” e “Blue Monk”). Os melhores momentos da noite foram, no entanto, o belíssimo “Caballo Viejo”, um tema de origem venezuelana, que Sassetti aproximou sensivelmente do seu universo e a longa e encantatória peça que encerrou o concerto, complementada com a projecção de fotografia, celebrando a íntima relação que alimenta entre as suas duas paixões artísticas: a música e a fotografia/cinema. Um final deslumbrante para um excelente concerto.

Publicado por António Branco às 05:05 AM | Comentários (0) | TrackBack

maio 17, 2008

INJAZZ 2008 BEJA - BERNARDO SASSETTI SOLO

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Bernardo Sassetti

O pianista Bernardo Sassetti está esta noite (21h30), para um concerto a solo integrado no festival InJazz 2008, festival itinerante dedicado exclusivamente ao jazz feito por músicos portugueses.

NOTA BIOGRÁFICA
Nasceu em Lisboa em Junho de 1970. Iniciou os seus estudos de piano clássico aos nove anos com a professora Maria Fernanda Costa e, mais tarde, com o professor António Menéres Barbosa, tendo frequentado também a Academia dos Amadores de Música.
Dedicou-se ao Jazz, estudando com Zé Eduardo, Horace Parlan e Sir Roland Hanna. Em 1987, começa a sua carreira profissional, em concertos e clubes locais, com o quarteto de Carlos Martins e o Moreiras Jazztet; participa em inúmeros festivais com músicos tais como Al Grey, John Stubblefield, Frank Lacy e Andy Sheppard. Desde então, nos primeiros 15 anos de carreira, apresenta-se por todo o mundo ao lado de Art Farmer, Kenny Wheeler, Freddie Hubbard, Paquito D´Rivera, Benny Golson, Curtis Fuller, Eddie Henderson, Charles McPherson, Steve Nelson, integrado na United Nations Orchestra e no quinteto de Guy Barker com o qual gravou o CD "Into the blue" (Verve), nomeado para os Mercury Awards 95-Ten albuns of the year. Em Novembro de 1997, também com Guy Barker, gravou "What Love is", acompanhado pela London Philarmonic Orchestra e tendo como convidado especial o cantor Sting.
Como compositor destacam-se as suites "Ecos de África", "Sons do Brasil", "Mundos", "Fragments (Of Cinematic Illusion)", "Entropé" (para piano e orquestra) e "4 Movimentos Soltos" (para piano, vibrafone, marimba e orquestra).
O seu primeiro trabalho discográfico como líder, Salsetti (Groove/Movieplay), foi gravado em Abril de 1994 com a participação de Paquito D’Rivera, o segundo, Mundos (Emarcy/Polygram), em Janeiro de 1996; "Nocturno", lançado pela editora Clean Feed em 2002, foi distinguido com o 1º prémio Carlos Paredes. "Indigo" e "Livre" são outras das suas mais recentes gravações de piano solo para a mesma editora.
Dedica-se regularmente à música para cinema, tendo realizado vários trabalhos nos quatro últimos anos, de entre os quais se destaca a sua participação no filme do realizador Anthony Minguella -"The Talented Mr. Ripley" (Paramount/Miramax). Para este projecto gravou "My Funny Valentine" com o actor Matt Damon, entre outros temas. Compôs igualmente, em parceria com o trompetista Guy Barker, uma série de temas para serem apresentados na Premiére deste filme realizada em Los Angeles, Nova Iorque, Chicago, Berlim, Paris Londres e Roma. Os seus mais importantes trabalhos de composição para cinema são os seguintes: "Maria do Mar" de Leitão Barros, "Facas e Anjos" de Eduardo Guedes, "Quaresma" de José Álvaro Morais, "O Milagre Segundo Salomé" de Mário Barroso, "A Costa dos Murmúrios" de Margarida Cardoso, "Alice" de Marco Martins, o documentário "Noite em Branco" de Olivier Blanc e a curta-metragem "As Terças da Bailarina Gorda" de Jeanne Waltz. Como solista, participou também no filme "Pax" de Eduardo Guedes e na curta-metragem "Bloodcount" de Bernard McLoughlan.
Como concertista, no tempo presente, apresenta-se em piano solo, em trio com Carlos Barretto e Alexandre Frazão ou em duo com o pianista Mário Laginha, com quem gravou os CD's "Mário Laginha/Bernardo Sassetti" e "Grândolas" (uma homenagem a Zeca Afonso e aos 30 anos do 25 de Abril).
De entre muitos discos gravados (como solista, acompanhador e compositor) podem destacar-se os seguintes: Conrad Herwing e Trio de Bernardo Sassetti -"Ao vivo no Guimarães jazz"; Orquestra Cubana Sierra Maestra -"Dundumbanza" e "Tibiri tabara"; Carlos Barreto -"Impressões" e "Olhar"; Carlos Martins com Cindy Blackman -"Passagem"; Luis Represas Cumplicidades"; Carlos do Carmo "Ao vivo no Coliseu"; Guy Barker -"Into the blue", "Timeswing" e "What love is"; Perico Sambeat -"Perico"; Guillermo McGill -"Cielo" e "Oración"; Tetvocal -"Desafinados"; Djurumani "Reencontro" e Andy Hamilton -"Jamaica by night", entre muitos outros.
" (texto da organização)

Publicado por António Branco às 06:22 AM | Comentários (0) | TrackBack

UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de "Um Toque de Jazz" – Novos discos (5) – "Better Than Anything" (Neena Freelon); "Naranja" (Demian Cabaud); "Live at MCG" (Billy Taylor & Gerry Mulligan); "BigWig" (Kirk Knuffke); "Blue Fable" (Larry Willis); "On The Rising of The 64 Paths" (Steve Coleman & Five Elements); "Changing Faces" (David Link & The Brussels Jazz Orchestra).

Amanhã será a vez de Novos discos (6) – "School of Tristano" (Eric Rasmussen); "Scharffelder" (Elliott Sharp-Scott Fields); "Story Teller" (Marta Hugon); "January" (Marcin Wasilewski); "One Hopeful Day" (Mark Soskin); "U.L.M." (François Corneloup); "Reminiscence" (Gary Versace); "The Best of Quartet West" (Charlie Haden).

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h05 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM e Mértola 92.2 FM).

Emissão on-line: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

Webcast: http://195.245.176.20/antena2

Arquivos: http://tv1.rtp.pt/wportal/multimedia/programa.php?prog=1126&from_iframe=on

Publicado por António Branco às 06:03 AM | Comentários (0) | TrackBack

KRONSTADT BIG BAND

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Neste sábado, pelas 22h30, comemoram-se na Fábrica de Braço de Prata / Tenda, em Lisboa, os 40 anos do Maio de 68, numa iniciativa que contará com a presença da "Kronstadt Big Band", constituída por mais de 30 músicos,

"Se o Maio de 68, na sua essência, foi um levantamento libertário, nada melhor do que uma orquestra de improvisadores para comemorar musicalmente o seu 40º aniversário. Como salientou o percussionista franco-vietnamita Lê Quan Ninh, entre as práticas artísticas actuais a improvisação é, precisamente, aquela em que “a presença dos princípios anarquistas mais se manifesta”. Isso se propõe fazer a Kronstadt, “big band” de 29 elementos cuja designação alude a uma outra rebelião, a dos marinheiros e soldados daquela cidade portuária, em 1921, contra a repressão do regime soviético. A utilização de “Song For Che”, de Charlie Haden, e “Les Anarchistes”, de Leo Ferré, bem como de hinos revolucionários como Bandiera Rossa, Bandera Negra e A Internacional, vale mais pelo seu valor simbólico do que como estruturas condutoras deste concerto. Servirão apenas de base para os músicos improvisarem, sem especiais preocupações de tempos, compassos, tonalidades, seccionamentos, etc. Aliás, o mote escolhido para a intervenção deste ensemble é bem sugestivo do que estará em causa: “A volúpia da destruição é, simultaneamente, uma volúpia criadora” (Bakunine). Da manipulação dessas composições de referência, outras matérias musicais nascerão... E o que estará em causa passa pelo desaparecimento das hierarquias que regra geral definem a organização de uma orquestra, “no respeito de cada voz e de cada elemento”, permitindo “a elaboração de formas únicas e efémeras que sejam o reflexo das relações criadas entre os seus protagonistas”, tal como Ninh assinalou. No que a grandes formatos instrumentais diz respeito, também o conhecido trombonista George Lewis chamou a atenção para a colocação em prática de “uma nova abordagem da ordem social” por parte do orquestralismo amplamente democrático nascido com o free jazz e com propostas como as da Scratch Orchestra de Cornelius Cardew, da Sonic Meditations de Pauline Oliveros e das Conductions de Butch Morris, nas quais até os “maestros” improvisavam ou improvisam, reagindo no momento às contribuições interindividuais dos executantes em vez de imporem as suas próprias. Deste modo, as orquestras de improvisadores vêm promovendo a identidade colectiva, a diferenciação cultural interna e a autodeterminação. É este legado que a Kronstadt adopta, homenageia e reproduz. Iniciativa de Monsieur Trinité, percussionista / bruiteur influenciado pelo Situacionismo e pela poética da revolução (“as pedras da calçada escondem a areia da praia” era uma frase justificativa das batalhas campais com a polícia francesa) com lugar reservado na história da música improvisada em Portugal, a Kronstadt caracteriza-se por ter vários arranjadores / condutores e por juntar músicos de diferentes origens estéticas e percursos, entre consagrados (como Carlos “Zíngaro”, que sobre si mesmo disse já o que segue: “Na minha maneira de estar, de pensar e de agir há um instinto, há um querer e um fazer que não são voluntariamente inseríveis no sistema. É uma atitude de rejeição dos pressupostos e dos esquemas estabelecidos, libertária por conseguinte. Desde muito cedo que tive uma enorme dificuldade em aceitar a ideia de chefe, por exemplo”) e jovens instrumentistas (como José Lencastre e Johannes Krieger, a quem cabe apresentar as interpretações do repertório escolhido que vão sujeitar às transformações dos seus pares). Algo estará implícito naquilo que se ouvir: a noção de que a música expressa muito mais do que os seus próprios sons, ao contrário do que defendia Stravinsky. Quer se queira, quer não, a música é sempre política, reflectindo a realidade para em simultâneo lhe opor uma transcendência – já o afirmava um pensador que imediatamente identificamos com o Maio de 68, Herbert Marcuse, lançando até um aviso: quanto mais panfletária é a arte, mais reduzidos ficam “os objectivos radicais e transcendentes da mudança”. Ou seja, uma arte revolucionária não precisa de ostentar que é revolucionária, pois é-o já pela sua natureza. Apesar das alusões e da temática desta efeméride, a Kronstadt está bem ciente disso, pelo que vamos ouvi-la fazer a revolução e não simplesmente publicitá-la.
Rui Eduardo Paes (retirada, com a devida vénia, de http://rep.no.sapo.pt/noticias.htm)

Publicado por António Branco às 05:54 AM | Comentários (0) | TrackBack

maio 16, 2008

INJAZZ 2008 EM BEJA - MARIA JOÃO 4TETO

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Maria João

O jazz está de regresso esta noite (21h30) a Beja com a passagem do festival InJazz 2008, festival itinerante dedicado exclusivamente ao jazz feito por músicos portugueses.

Nesta sexta-feira apresenta-se no Pax-Julia Teatro Municipal o quarteto da cantora Maria João.

A cantora traz na bagagem "João", o mais recente trabalho discográfico a solo, constituído integralmente por canções de compositores brasileiros

NOTA BIOGRÁFICA

"Maria João Monteiro Grancha nasceu em Lisboa, no dia 27 de Junho de 1956, filha de pai português e mãe moçambicana. Da infância guarda imagens dispersas e coloridas de uma África já não tão distante assim. Das férias passadas por lá, do calor, das praias com redes por causa dos tubarões... A entrada na adolescência revelou o seu espírito rebelde e inquieto. A menina gordinha, de óculos e cabelo encrespado não gostou nada de ser chamada «caixa de óculos» e «Gungunhana» pelos colegas louros e magros do Colégio Inglês, St. Julian School, e aprendeu a defender-se como podia, com um murro aqui e um pontapé ali. Aos 13 anos, o patinho feio mudou: emagreceu e tornou-se uma mulher! Descobriu então os rapazes, fugia da escola, não punha os pés nas aulas. Em resultado, passou a aluna interna para o colégio da Bafureira, que nem por isso constituiu obstáculo às fugas. Incontrolável, foi expulsa ou convidada a sair de 5 colégios, para enorme desespero da mãe!
Aikido .... a salvação
Surge então o desporto, a derradeira tentativa... Primeiro a Natação e depois a escola do mestre Georges Stobbaerts, onde saltou do Ioga para o Judo e Karaté, até se encantar pelo Aikido que, além de lhe incutir regras e disciplina, lhe valeu um orgulhoso cinturão negro. O Aikido mudou-lhe a vida, sendo ainda hoje uma das suas paixões. Praticava intensamente todos os dias da semana e, por essa altura, começou também a dar aulas de natação a crianças autistas, através da Direcção-Geral de Desportos.
A descoberta da música
A música cruzou-se nos seus caminhos sem aviso. Nunca tinha sonhado ser cantora e até nem ouvia muita música. Ouvia o que passava na rádio e gostava muito da cantora Joni Mitchel. Por estranho que pareça, foi num curso de nadador salvador que Maria João, pela primeira vez, teve noção dos seus dotes vocais, graças a uma colega – Cândida (obrigado Cândida!!), que era cantora e a fez constatar: «eu berro mais que a Cândida!» A Escola de Natação fechou e a praia e a boa vida foram uma hipótese a considerar, até que um amigo guitarrista a convidou a integrar a sua banda rock, como vocalista. Esqueceu-se apenas de avisar que a banda era tão perfeccionista que só ensaiava. Um mês foi suficiente para Maria João dar por finda a experiência.
Hot Club
Em 1982, quando abriram inscrições na Escola de Jazz do Hot Club, o amigo desafiou-a para a audição. Sobre Jazz, Maria João lembrava-se dos CascaisJazz, festival organizado por Luis Villas-Boas, de ter visto o Miles Davis, o Keith Jarrett, o Jean Luc Ponty, a Nancy Wilson! Não percebia nada, mas gostava imenso. Para a audição, escolheu a música brasileira “Cantador”, da autoria de Dori Caymmi, que conhecia na voz de Flora Purim. Ensaiou-a vezes sem conta, mas chegada a audição, os músicos pediram-lhe as partituras. Não tinha, nem tão pouco as saberia ler, por isso, atirou-se a um improviso sobre o clássico de Cole Porter, “Night and Day”. Foi admitida de imediato, sem que tenha chegado a saber se entrou pela espectacularidade do improviso ou porque havia falta de cantores no Hot!
Durante os meses que esteve no Hot Club aprendeu a ouvir, porque para aprender a cantar tem de se saber ouvir. E ouviu muito, as divas do jazz e não só: a Ella (Fitzgerald), a Billie (Holiday), a Elis (Regina) ... apaixonou-se pela Betty Carter, progrediu para o Al Jarreau e outros cantores de vanguarda.
Ainda no Hot Club, formou o seu primeiro grupo – Maria João & Friends – e foi também nesses tempos que se estreou em concerto, na abertura de um restaurante. O concerto corria como estava previsto até que, na terceira música, se esqueceu de tudo e teve que improvisar em scat. Um sucesso e uma sensação fantástica, algo assim como voar.
Primeiros tempos
Ainda em 1983 saiu o primeiro disco, Quinteto de Maria João, recheado de standards americanos, entre eles "Blue Moon", popularizado por Billie Holiday. Data também dessa época uma participação no disco de Jorge Palma, Acto Contínuo.
Em 1984, foi a anfitriã de um programa televisivo de jazz, no qual foi galardoada com o prémio de revelação do ano. Já em 1985, subiu ao palco do Festival de Jazz de Cascais, a prova de fogo, de onde saiu com os aplausos do público e da crítica. Cem Caminhos, o segundo álbum com o quinteto, foi lançado nesse ano e inclui 2 poemas musicados de Eugénio de Andrade e clássicos como "Take Five", "Lush Life" ou "My Favorite Things". Arrecadou mais dois prémios, um no prestigiado Festival de Jazz de San Sebastian (Espanha) e o outro atribuído pela Revista Nova Gente, como intérprete feminina do ano.
Em 1986, Maria João aventurou-se numa tournée avassaladora pela Alemanha, num ritmo de 24 concertos em 5 semanas, dados em pequenos clubes de jazz, com direito a cachets miseráveis e noites mal dormidas. Foi também neste ano que saiu o seu terceiro disco, “Conversa”, lançado pela editora alemã Nabel e já com um novo quinteto. Num dos concertos da tournée alemã, teve uma espectadora especial que, depois de a ouvir, a convidou para cantar com ela: a pianista japonesa Aki Takase.
Ela e Aki
Aki Takase movia-se no mundo do free-jazz; Maria João cantava ainda muito presa aos standards norte-americanos e o contacto com a pianista marcou a viragem para um estilo e repertório mais seus. Com Aki, Maria João descobriu que é possível fazer tudo!
Largou o quinteto e embarcou pela Europa fora, com a sua voz, com Aki e o piano. Durante 5 anos, enlouqueceram os públicos dos festivais de jazz europeus, arriscando tudo na corda bamba dos improvisos, umas vezes com, outras vezes sem, o contrabaixista Niels Orsted-Pedersen. Pelo caminho, lançaram dois discos, gravados ao vivo: Looking for Love, em 1987, gravado no festival de jazz de Leverkusen e Alice, em 1990, gravado no Festival de Nürnberg.
Em 1990, nasceu o seu filho, João Carlos e a vontade de rumar em outras marés começou a fazer-se sentir em Maria João. Chegava ao fim o ciclo de loucuras com Aki Takase e a cantora regressava à pátria, envolvendo-se num projecto com o grupo português Cal Viva.
Cal Viva
Do Cal Viva faziam parte conceituados músicos portugueses como José Peixoto, Carlos Bica, José Salgueiro e Mário Laginha, e o resultado da colaboração saiu num disco intitulado Sol, em 1991, onde a música tradicional portuguesa e o jazz se fundiram em sons bem originais. Seguiram-se então novas tournées com o grupo, divertidas, mas duríssimas. Do projecto Cal Viva não saiu mais nenhum trabalho discográfico e, no ano seguinte, os desafios foram outros.
Outras experiências
Em 1992, Maria João trabalhou com a cantora Lauren Newton e em quarteto com Christof Lauer, Bob Stenson e Mário Laginha, participando igualmente no Europália e na Expo de Sevilha. O prestígio alcançado pela cantora, foi, mais uma vez, confirmado no contrato com a famosa editora de jazz, Verve.
Maria João e Mário Laginha
O disco Danças, lançado em 1994, já pela Verve, marcou o início de uma nova fase e de um novo duo, que persiste até hoje, com o pianista Mário Laginha. Ap