« outubro 2007 | Entrada | dezembro 2007 »

novembro 30, 2007

MIGUEL MARTINS APRESENTA "THE NEWCOMER"

Miguel Martins
Miguel Martins

Depois do lançamento do seu disco de estreia na estrada, "The Newcomer", o guitarrista Miguel Martins não pára!

Hoje e amanhã toca no Hot Five (Porto) e terça-feira (4 de Dezembro) no Club Mix, em Barcelona, cidade para onde brevemente se mudará de armas e bagagens...

Publicado por António Branco às 04:23 PM | Comentários (0) | TrackBack

EMJO EM PORTUGAL

European Movement Jazz Orchestra

A European Movement Jazz Orchestra" (EMJO), dirigida por Zé Eduardo, estará em Portugal no próximo mês de Dezembro, por ocasião do encerramento da Presidência Portuguesa da UE.

A EMJO é composta por 19 músicos:

Zé Eduardo (Direcção), Kristina Brodersen (1º saxofone alto), Jaka Kopac 2º saxofone alto), Jure Pukl (1º saxofone tenor), Phillip Gropper (2º saxofone tenor), Elmano Coelho (saxofone barítono), Lars Arens (1º trombone), Paulo Perfeito (2º trombone), Jorn Markussen-Wulf (3º trombone), Rui Bandeira (4º trombone), Matthias Schriefl (1º trompete), Alexander Hartmann (2º trompete), Igor Matkovic (3º trompete), Susana S. Silva (4º trompete), Kaja Draksler (piano), Sacha Henkel (guitarra), Robert Jukic (contrabaixo), André Carvalho (contrabaixo), Tobias Backhaus (bateria) e Maria João Mendes (voz).

A EMJO estreará um repertório original composto expressamente por: Andreia Pinto-Correia, Paulo Gomes, Claus Nymark, Paulo Perfeito e Matthias Schriefl.

Os concertos previstos são os seguintes:

12 de Dezembro - Guimarães (Centro Cultural de Vila Flor)

14 de Dezembro - Coimbra (Teatro Gil Vicente)

16 de Dezembro - Porto (Casa da Música)

18 de Dezembro - Faro (Teatro das Figuras)

19 de Dezembro - Lisboa, (Centro Cultural de Belém), a fim de celebrar o encerramento da Presidência Portuguesa da União Europeia.

Publicado por António Branco às 06:38 AM | Comentários (0) | TrackBack

novembro 29, 2007

80 ANOS DE JAZZ EM CASCAIS

I Roteiro do Jazz em Cascais
Anúncio do 1.º grupo de Jazz a actuar em Cascais de que há registos: Dezembro 1927

Como já aqui fizémos referência, terá lugar no próximo sábado (1 de Dezembro), pelas 14h30, o I Roteiro do Jazz em Cascais, iniciativa que procura comemorar os 80 anos do primeiro concerto de Jazz em Cascais de que há registos documentais.

A condução do Roteiro será realizada por João Moreira dos Santos, autor dos livros "O Jazz Segundo Villas-Boas" (2007) e "Duarte Mendonça: 30 anos de Jazz em Portugal" (2005), fundador do blogue Jazz No País do Improviso!, colaborador do site norte-americano AllAboutJazz e investigador da história do Jazz em Portugal. O Roteiro conta ainda com a participação de Duarte Mendonça, produtor dos festivais Cascais Jazz, Jazz Num Dia de Verão e Estoril Jazz.

Em finais de Dezembro de 1927 chegavam a Cascais os The Robinson's Syncopators, formação cujos registos na imprensa da época permitem classificar como o primeiro grupo norte-americano de Jazz a apresentar-se ao vivo em Portugal , facto que era até hoje desconhecido e que resulta da investigação que vimos fazendo no âmbito da história do Jazz em Portugal. Esta orquestra, que era publicitada como originária de Chicago e composta por "dez autênticos artistas negros", actuou no reveillon do já desaparecido Grande Casino Internacional Monte Estoril, onde culminou uma pequena digressão que passou primeiramente pelo Teatro da Trindade, em Lisboa.

Para celebrar os 80 anos desta importante (e até agora desconhecida) efeméride realiza-se no próximo dia 1 de Dezembro o Roteiro do Jazz em Cascais, projecto inovador e pioneiro - desenvolvido pelo autor deste blogue em colaboração com a cantora Maria Viana - que pretende proporcionar ao público uma visita guiada aos locais históricos do Concelho por onde passaram os sons do Jazz no século XX ao longo destas oito décadas.

Entre os vários espaços a visitar contam-se, entre outros, o local do antigo Pavilhão do Dramático (sede do Cascais Jazz, de 1971 a 1980), a antiga sede do Rádio Clube Português (a partir da qual Luís Villas-Boas produziu entre 1946 e 1969 o programa Hot Clube), o Clube Luisiana (fundado por Villas-Boas em 1965), o local onde se ergueu em tempos o Grande Casino Internacional Monte Estoril e o actual Casino Estoril (palco de múltiplos concertos de Jazz a partir dos anos 40).

Publicado por António Branco às 06:19 AM | Comentários (0) | TrackBack

novembro 28, 2007

PORTUGAL JAZZ - GRANDE FESTA DO JAZZ NO CCB

O Centro Cultural de Belém, em Lisboa, recebe no próximo dia 4 de Dezembro, o Portugal Jazz - Grande Festa do Jazz, uma iniciativa organizada pelo JACC- Jazz Ao Centro Clube.

No âmbito desta iniciativa, terá lugar, pelas 11h00 "O Jazz Trocado por Miúdos", e às 21h00, o concerto de encerramento.

O Portugal Jazz - Festival Itinerante de Jazz é um evento que compreende três valências fundamentais: concertos, acções pedagógicas e distribuição gratuita de revistas Jazz.pt. É uma aposta pedagógica decisiva e estruturante, com uma abrangência sem precedentes no panorama da programação Cultural portuguesa.

Em cerca de oito meses este festival levou o jazz a 24 municípios geograficamente dispersos por Portugal continental: milhares de espectadores assistiram aos concertos, e muitas crianças e jovens entraram em contacto com as práticas artísticas do jazz. A todos foram oferecidas revistas especializadas Jazz.pt.

Para celebrar o primeiro ano desta iniciativa JACC, a Grande festa do Portugal Jazz no CCB que, no dia 4 de Dezembro, recuperará a fórmula repetida ao longo do festival oferecendo uma acção didáctica pela manhã e um concerto à noite.

Participarão na Festa a aclamada Orquestra de Jazz de Matosinhos, cuja actuação será antecedida por quartetos provenientes de três das maiores escolas de Jazz do país: Escola de Jazz do Barreiro, Escola de Jazz Luíz Villas-Boas - Hot Clube de Portugal e Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo (ESMAE).

A não perder, no dia 4 de Dezembro, a Grande Festa do Portugal Jazz no Centro Cultural de Belém.

Publicado por António Branco às 06:56 AM | Comentários (1) | TrackBack

novembro 27, 2007

LIVE AT THE MONTEREY JAZZ FESTIVAL

Em 2008, o festival de jazz de Monterey completa 50 anos de existência. Com o propósito de recordar actuações de nomes históricos no prestigiado festival californiano, a Monterey Jazz Festival Records lançou recentemente gravações inéditas ao vivo de Louis Armstrong, Miles Davis, Dizzy Gillespie, Thelonious Monk e Sarah Vaughan.

Os amantes do jazz da Bay Area de São Francisco não escondiam as suas dúvidas quando ouviam dizer que o promotor Jimmy Lyons estaria a preparar um festival de jazz para ter lugar em Monterey. Seria possível realizar naquela solarenga e pacata cidade californiana um evento capaz de rivalizar com o de Newport, em Rhode Island, organizado por George Wein e inaugurado quatro anos antes? Lyons, ajudado pelo escritor e crítico de jazz Ralph J. Gleason e por um punhado de músicos e empresários locais, provou que sim. A ideia era que Monterey se afirmasse como um contraponto a Newport, apostando em trunfos como a apresentação de novos músicos e de novas formações. A primeira edição do Monterey Jazz Festival teve lugar em Outubro de 1958, há quase meio século. Desde então, ano após ano, Monterey cimentou a sua posição no panorama dos festivais norte-americanos de jazz, sendo hoje um dos mais prestigiados eventos jazzísticos nos Estados Unidos. A organização – através da Monterey Jazz Festival Records – lançou recentemente cinco discos com material inédito, que registam para a posteridade a passagem pelo festival de gigantes do jazz, até agora apenas na memória de quem e elas assistiu. A missão da editora passa por realçar o legado artístico e promover as metas educacionais do festival, através de gravações que documentam o passado histórico do mesmo. Os lucros obtidos com a venda destes CD´s são destinados a apoiar o seu programa educacional, centrado na formação de jovens músicos de jazz de todo o mundo. Os eleitos nesta primeira fornada são Louis Armstrong, Miles Davis, Dizzy Gillespie, Thelonious Monk e Sarah Vaughan. Avancemos cronologicamente.

Louis Armstrong – “Live at the 1958 Monterey Jazz Festival”

Louis Armstrong – “Live at the 1958 Monterey Jazz Festival”
Louis Armstrong (trompete, voz); Trummy Young (trombone, voz); Peanuts Hucko (clarinete); Billy Kyle (piano); Mort Herbert (contrabaixo); Danny Barcelona (bateria); Velma Middleton (voz)
Data de gravação: 3 de Outubro de 1958

O primeiro dos discos agora lançados – o de Louis Armstrong – foi gravado na noite inaugural do festival, 3 de Outubro de 1958. Para essa mesma noite esteve igualmente prevista a actuação do lendário Sidney Bechet – Lyons tinha em mente um encontro histórico entre os dois músicos – mas tal não se veio a concretizar devido ao débil estado de saúde de Bechet. Dizzy Gillespie, investido no papel de mestre-de-cerimónias, apresenta Satchmo como “o maior, o rei”. Em pleno pico de popularidade, Armstrong – então a caminho dos 60 – apostou nos clássicos de sempre como “St. Louis Blues”, “Mack the Knife”, “When the Saints Go Marchin´ In” ou “Blueberry Hill” (recebida em euforia pelo público), virou-se também para ícones do swing (“Perdido”, “Stompin´ at the Savoy”), atacou uma versão supersónica de “Tiger Rag”. Fez-se acompanhar por uma formação que incluía um Billy Kyle em grande forma e um Michael “Peanuts” Hucko a soar como nunca (ouçam-no em “After You´ve Gone”).

Miles Davis Quintet – “Live at the 1963 Monterey Jazz Festival”

Miles Davis Quintet – “Live at the 1963 Monterey Jazz Festival”
Miles Davis (trompete); George Coleman (saxofone tenor); Herbie Hancock (piano); Ron Carter (contrabaixo); Tony Williams (bateria)
Data de gravação: 20 de Setembro de 1963

O segundo CD documenta a passagem pelo festival de Monterey – em 20 de Setembro de 1963 – do quinteto de Miles Davis, com George Coleman, Herbie Hancock, Ron Carter e Tony Williams, este último então apenas com dezasseis anos de idade. Após um período marcado pela estagnação criativa e pela dificuldade em manter um grupo estável – que se seguiu à rotura com John Coltrane –, e depois das negas de vários músicos, como Steve Kuhn e Victor Feldman, Miles apostou em jovens promissores, ainda pouco conhecidos, que pretendia moldar à sua imagem. Escusado será dizer que tal formato encaixava que nem uma luva no que Jimmy Lyons queria para o festival. Ao aquecimento (“Waiting for Miles”), juntam-se versões longas de standards bem conhecidos, que o trompetista gostava de retocar; “Autumn Leaves” (que inclui um notável solo de Ron Carter) e “Stella by Starlight” (delicadíssima balada, numa demonstração exemplar de todo o lirismo e contenção de Miles). Ouviram-se ainda o magnífico “So What” e “Walkin´”, em que Tony Williams se dava a conhecer ao mundo, com uma memorável prestação. A encerrar, “The Theme” evocou a magia da secção rítmica Kelly/Chambers/Cobb. Curiosa a não inclusão de “Milestones” (pelo menos no disco), tema que à época constituía um momento central nas actuações do quinteto.

Thelonious Monk – “Live at the 1964 Monterey Jazz Festival”

Thelonious Monk – “Live at the 1964 Monterey Jazz Festival”
Thelonious Monk (piano); Charlie Rouse (saxofone tenor); Steve Swallow (contrabaixo); Ben Riley (bateria); Buddy Collette (saxofone, flauta, direcção); Lou Blackburn (trombone); Jack Nimitz (saxofone barítono); Bobby Bryant (trompete); Melvin Moore (trompete)
Data de gravação: 20 de Setembro de 1964

Na noite de 20 de Setembro de 1964, Thelonious Monk – que também tinha tocado na edição do ano anterior – subiu ao palco de Monterey para um concerto inesquecível. Com o seu estilo muito peculiar, Monk continuava a dividir opiniões. Fora do palco era tímido e reservado; em cima dele, exuberante e intenso. Na ocasião, actuou em formato de quarteto, com Charlie Rouse (saxofone tenor), Steve Swallow (contrabaixo) e Ben Riley (bateria). Para o jovem Swallow, então no quarteto de Art Farmer – com quem tocou também nessa edição do festival – , foi um momento único, visto que, até então, nunca tivera tido qualquer contacto prévio com Monk (embora tivesse estudado a sua música) e, daí em diante, não mais viria a ter. O disco começa com “Blue Monk” – o pianista expõe o tema, até que Rouse dele se apodera com um pujante solo. Em “Evidence” está patente o pianismo borbulhante de Monk, mesmo que algo na sombra, fazendo contraponto aberto ao saxofonista. Em “Bright Mississippi” dá espaço ao contrabaixista, que rubrica um solo inspirado. “Rhythm-a-Ning” assenta mais uma vez nos jogos Monk-Rouse, com Riley a assegurar um tempo endiabrado. Nos últimos dois temas do disco (“Think Of One” e “Straight, No Chaser”) ao quarteto junta-se o Monterey Jazz Festival Workshop, com Bobby Bryant e Melvin Moore (trompete), Lou Blackburn (trombone), Jack Nimitz (saxofone barítono) e Buddy Collette (saxofone e flauta), que, a pedido de Monk, fez os arranjos, muito ao jeito de big band.
Dizzy Gillespie – “Live at the 1965 Monterey Jazz Festival”

Dizzy Gillespie – “Live at the 1965 Monterey Jazz Festival”
Dizzy Gillespie (trompete, voz); James Moody (flauta, saxofone tenor); Kenny Barron (piano); Christopher White (contrabaixo); Rudy Collins (bateria); Big Black (congas)
Data de gravação: 19 de Setembro de 1965

Dizzy Gillespie era presença habitual em Monterey. Lá tocou, imagine-se, em 19 ocasiões, marca que partilha com Clark Terry. Mesmo quando não integrava o cartaz do festival, era costume aparecer no palco e tocar com os músicos presentes. Quem lhe poderia resistir? O disco em mãos diz respeito à gravação efectuada a 19 de Setembro de 1965, na terceira noite de actuação da formação, a melhor, rezam as crónicas. Para a ocasião, Gillespie alargou o seu habitual quinteto para sexteto, com a inclusão de Big Back, nas congas. O grupo lança-se na interpretação do frenético “Trinidad, Goodbye”, da autoria do pianista Kenny Barron, de onde se destaca o excelente solo de James Moody no tenor, a que se segue uma inspirada intervenção do líder, com o contrabaixista Christopher White e o baterista Rudy Collins a assegurar a base rítmica ideal. Gillespie dedica a balada “Day After” a Billie Holiday, tocando de forma livre e relaxada, demonstrando total confiança na banda que o acompanha. O lado de “entertainer” surge com o calypso bem-humorado de “Poor Joe” e depois com o “Dizzy´s Comedy Sketch”, que leva o público ao delírio. Estava a jogar em casa. Segue-se uma versão formidável de “A Night In Tunisia” (antecedida de referências à situação política que então se vivia no Norte de África), com Moody na flauta, Collins e Black a garantir uma vibração irresistível. Dizzy também está verdadeiramente brilhante, oferecendo uma nova perspectiva sobre um dos temas mais emblemáticos do seu repertório. “Ungawa” traz o perfume das Caraíbas e a breve rendição a “Chega de Saudade (No More Blues)” (da dupla Jobim/Moraes), que encerra o disco, reitera a paixão de Gillespie pela música do Brasil. Nota negativa para a deficiente qualidade da gravação, com altos e baixos, e com a proeminência, algo maçadora, das congas, a arreliar a atenta audição dos restantes instrumentos.

Sarah Vaughan – “Live at the 1971 Monterey Jazz Festival”

Sarah Vaughan – “Live at the 1971 Monterey Jazz Festival”
Sarah Vaughan (voz); Bill Mays (piano); Bob Magnusson (contrabaixo); Jimmy Cobb (bateria); Jazz at the Philharmonic All-Stars: Bill Harris (trombone); Roy Eldridge (trompete); Clark Terry (fliscórnio, voz); Eddie “Lockjaw” Davis (saxofone tenor); Zoot Sims (saxofone tenor); Benny Carter (saxofone alto); Mundell Love (contrabaixo); John Lewis (piano); Louie Bellson (bateria)
Data de gravação: 19 de Setembro de 1971

Na última noite da 14ª edição do festival de jazz de Monterey, em 1971, a estrela maior era Sarah Vaughan, então em plena meia-idade. Mas o programa incluía ainda outro motivo de interesse: o regresso do Jazz At The Philharmonic (JATP), projecto itinerante criado por Norman Granz que reuniu estrelas do jazz entre 1944 e 1957. Gerador de expectativa adicional era o facto de Sassy nunca ter participado no JATP – apesar de ter gravado amiúde para Granz – aguardando-se que algo especial resultasse daquela tardia reunião. Apresentada pelo próprio Norman Granz, Sarah Vaughan – ainda na plenitude das suas capacidades vocais – fez-se acompanhar pelo pianista Bill Mays, o contrabaixista Bob Magnusson e o baterista Jimmy Cobb. Começou com o histórico “I Remember You”, em toada lenta, com uma voz mais profunda e grave do que nos alvores da carreira. Prosseguiu demonstrando a sua notável abrangência vocal, em temas como “The Lamp Is Low”, “´Round Midnight” e “There Will Never Be Another You”. Curiosa a transformação jazzística de “And I Love Her”, da dupla Lennon/McCartney, em “And I Love Him”. A imaginação de “Scattin´ The Blues” aproxima-a do universo de Ella. Para o final em apoteose, sobe ao palco uma verdadeira constelação – Benny Carter, Roy Eldridge, Clark Terry, Bill Harris, Eddie “Lockjaw” Davis, Zoot Sims, Mundell Love, John Lewis e Louie Bellson – para uma longa “Monterey Jam”.

Publicado por António Branco às 06:34 AM | Comentários (0) | TrackBack

novembro 26, 2007

JOANA RIOS LANÇA HOJE "UNIVERSOS PARALELOS"

Joana Rios -

É hoje lançado o novo disco da cantora Joana Rios, intitulado "Universos Parelelos". A sessão de lançamento é no BBC, em Lisboa. O disco - com selo Música das Esferas - já está nas lojas.

Acompanham a cantora neste novo disco Filipe Raposo, no piano, Hugo Antunes, no contrabaixo, e Vicky na bateria.

A digressão nacional e internacional de apresentação do disco terá início no próximo dia 11 de Janeiro, em Leiria.

Mais informações em www.joanarios.com.

Publicado por António Branco às 06:55 AM | Comentários (0) | TrackBack

novembro 24, 2007

UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de hoje de "Um Toque de Jazz", Novos discos internacionais (4) – "Prezens" (David Torn); "Mary Lou Williams – The Lady Who Swings The Band" (Orquestra de Jazz da Rádio Dinamarquesa); "The Perfum Comes Before The Flower" (Alípio C. Neto Quartet); "Delphinius & Lira" (Raymond MacDonald / Günther "Baby" Sommer); "From The Plantation to The Penitenciary" (Wynton Marsalis); "Voices" (Marc Copland); "If You Know Love" (Molly Johnson) e "This Meets That" (John Scofield).

Amanhã será a vez de Concertos portugueses (4) – O quarteto do pianista Júlio Resende com José Pedro Coelho (sax-tenor), Hugo Antunes (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria) num concerto realizado no clube Onda Jazz (Lisboa) em 19 de Janeiro de 2007.

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM, e Mértola 92.2 FM)).

Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

Publicado por António Branco às 07:46 AM | Comentários (0) | TrackBack

novembro 23, 2007

A NEW HISTORY OF JAZZ, DE ALYN SHIPTON

Leitura recomendada:

"A New History of Jazz", de Alyn Shipton (Continuum)

Publicado por António Branco às 06:34 AM | Comentários (0) | TrackBack

novembro 22, 2007

JÚLIO RESENDE APRESENTA "DA ALMA"

Júlio Resende -

O pianista Júlio Resende continua a apresentar o seu disco de estreia, "Da Alma" (Clean Feed). Esta semana os concertos de apresentação do disco são:

Hoje (21h00) - Village Club - Estoi (Algarve)
Amanhã (23h00) - Fábrica de Braço de Prata - Lisboa
Sábado (23h00) - OndaJazz - Lisboa

A formação será constituída por Júlio Resende (piano), Zé Pedro Coelho (saxofone tenor), João Custódio (contrabaixo), João Rijo (bateria) e o convidado especial Luis Cunha (trombone).

Publicado por António Branco às 05:52 PM | Comentários (0) | TrackBack

JULIAN ARGUELLES NO HOT

Julian Argüelles
Julian Argüelles

Hoje, amanhã e depois (23h00) no Hot Clube de Portugal (praça da Alegria, 39, em Lisboa) o saxofonista Julian Argüelles volta a juntar-se a músicos portugueses: Mário Laginha (piano), Bernardo Moreira (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria). Nas apresentações de hoje e amanhã este quarteto alarga-se apara quinteto com o guitarrista André Fernandes.

Publicado por António Branco às 06:51 AM | Comentários (0) | TrackBack

novembro 21, 2007

BIG BAND TALLER DE MUSICS DIRIGIDA POR ZÉ EDUARDO

Tete Montoliu
Tete Montoliu

A Big Band Taller de Musics, sob a direcção de Zé Eduardo, actua no próximo dia 1 de Dezembro, no Palau de la Música, em Barcelona.

Este concerto insere-se nas comemorações dos 10 anos do falecimento do grande pianista catalão Tete Montoliu e terá como programa o único CD, de toda a discografia do mestre, gravado com uma Big Band, dirigida por Zé Eduardo, em 1988.

Mais informações aqui:
http://www.barceloca.com/dataDetails-13407/es-ES/Comelade-barcelona.aspx

http://cultura.gencat.net/agenda/fitxa.asp?NRegistre=107&idregistre=214553

http://www.theproject.es/ca/concerts/concierto.php?idconcierto=229

Publicado por António Branco às 06:05 AM | Comentários (0) | TrackBack

novembro 20, 2007

DOWNBEAT NOV07

Downbeat Nov07

Acaba de me chegar às mãos o número de Novembro da revista norte-americana Downbeat.

Aqui fica um breve sumário do que há para ler neste número:

CAPA
Max Roach (“1924-2007”)
FIRST TAKE
“Celebrating Genius”
CHORDS & DISCHORDS
THE BEAT
“Silver Sounds – Keith Jarrett´s Standards Trio Celebrates 25 Years Together”
“JazzWeek Changes Signal New Radio Landscape”
“Jazz Stars Laud Benny Carter at Holywood Bowl”
RIFFS
Noticiário diverso
VINYL FREAK
“Orchestre Régional de Mopti - Orchestre Régional de Mopti” (Mali Music, 1970)
BACKSTAGE WITH…
Steve Wilson
THINGS TO COME
THE ARCHIVES
16 de Novembro de 1978
THE QUESTIUON IS…?
“How can a jazz club survive abs succeed?”
CAUGHT
“Nisville Stages Jazz at Serbia´s Historic Knife´s Edge”
“Red Sea Festival Roars Back”
“Italian Jazz Comes Home at Umbria”
PLAYERS
Adonis Rose (“Texas Catalyst”)
4 Hero (“Chess Moves”)
Kendrick Scott (“A-List Mission Control”)
Charles Davis (“New Niche”)
ARTIGOS
Max Roach (“A Different Category – How Max Roach Reinvented Jazz´s Rhythmic Matrix”)
Louis Hayes (“I Could Play Every Night”)
Today´s Jazz Drummers (“Taking A New Pulse”)
Christian Scott interviews Wynton Marsalis (“Answering the Next Generation”)
“Downbeat Lifetime Achievement Award – Dan Morgenstern” (“Documenting Jazz History”)
REVIEWS
Hot Box
Luciana Souza – “The New Bossa Nova”
Happy Apple – “Happy Apple Back On Top”
Wallace Roney – “Jazz”
André Previn – “Alone: Ballads For Solo Piano”
DVD´S
“Classic Euro Vision”
BOOKS
“A New History of Jazz”, de Alyn Shipton (Coontinuum)
TOOLSHED
WOODSHED
“Interpreting the Danzón-Mambo” (John Santos)
Masterclass – “Sketch-Style Writing From The Groove” (Scott Neumann)
“John Scofield´s Deep-Rooted Guitar Solo on “Dark Blue”
JAZZ ON CAMPUS
“Education Giant Herb Pomeroy Dies”
BLINDFOLD TEST
Billy Hart

Publicado por António Branco às 05:24 AM | Comentários (0) | TrackBack

novembro 19, 2007

I ROTEIRO DO JAZZ EM CASCAIS

No próximo dia 1 de Dezembro (um sábado, com início pelas 14h30) irá ter lugar o I Roteiro do Jazz em Cascais, evento que celebra os 80 anos do primeiro concerto de Jazz em Portugal de que há registos documentais.

A condução do Roteiro será realizada por João Moreira dos Santos, autor dos livros "O Jazz Segundo Villas-Boas" (2007) e "Duarte Mendonça: 30 anos de Jazz em Portugal" (2005), fundador do blogue Jazz No País do Improviso!, colaborador do site norte-americano AllAboutJazz e investigador da história do Jazz em Portugal. O Roteiro conta ainda com a participação de Duarte Mendonça, produtor dos festivais Cascais Jazz, Jazz Num Dia de Verão e Estoril Jazz.

Em finais de Dezembro de 1927 chegavam a Cascais os The Robinson's Syncopators, formação cujos registos na imprensa da época permitem classificar como o primeiro grupo norte-americano de Jazz a apresentar-se ao vivo em Portugal , facto que era até hoje desconhecido e que resulta da investigação que vimos fazendo no âmbito da história do Jazz em Portugal. Esta orquestra, que era publicitada como originária de Chicago e composta por "dez autênticos artistas negros", actuou no reveillon do já desaparecido Grande Casino Internacional Monte Estoril, onde culminou uma pequena digressão que passou primeiramente pelo Teatro da Trindade, em Lisboa.

Para celebrar os 80 anos desta importante (e até agora desconhecida) efeméride realiza-se no próximo dia 1 de Dezembro o Roteiro do Jazz em Cascais, projecto inovador e pioneiro - desenvolvido pelo autor deste blogue em colaboração com a cantora Maria Viana - que pretende proporcionar ao público uma visita guiada aos locais históricos do Concelho por onde passaram os sons do Jazz no século XX ao longo destas oito décadas.

Entre os vários espaços a visitar contam-se, entre outros, o local do antigo Pavilhão do Dramático (sede do Cascais Jazz, de 1971 a 1980), a antiga sede do Rádio Clube Português (a partir da qual Luís Villas-Boas produziu entre 1946 e 1969 o programa Hot Clube), o Clube Luisiana (fundado por Villas-Boas em 1965), o local onde se ergueu em tempos o Grande Casino Internacional Monte Estoril e o actual Casino Estoril (palco de múltiplos concertos de Jazz a partir dos anos 40).

Publicado por António Branco às 06:36 AM | Comentários (1) | TrackBack

novembro 17, 2007

UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de hoje de "Um Toque de Jazz", Novos discos internacionais (3) – "Playground" (Manu Katché); "Concert in the Garden" (Maria Schneider); "Play" (Frank Kimbrough); "Real Aberration" (Herb Robertson); "Nightmoves" (Kurt Elling); "Live at The London Jazz Festival" (Italian Instabile Orchestra) e "Pilgrimage" (Michael Brecker).

Amanhã será a vez de Concertos portugueses (3) – O quarteto do saxofonista-tenor Martin Jacobsen (Dinamarca) com Afonso Pais (guitarra), Nelson Cascais (contrabaixo) e Paulo Bandeira (bateria) num concerto realizado no clube Onda Jazz (Lisboa) em 16 de Fevereiro de 2007.

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM, e Mértola 92.2 FM)).

Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

Publicado por António Branco às 07:48 AM | Comentários (0) | TrackBack

novembro 16, 2007

ENTREVISTA JOÃO MOREIRA

João Moreira
João Moreira

Diz que procura "fugir à música que nos obriga a tocar de uma determinada forma, já definida e cristalizada, como uma camisa-de-forças que nos constrange os movimentos". Nascido em berço de jazz, João Moreira é um músico em busca de si próprio. Fomos ao seu encontro.

Nasceu em Lisboa, em 1970. É sabido que a música, em concreto o jazz, entrou na sua vida desde bastante cedo… Quer falar-nos um pouco do que guarda desses primeiros contactos com o jazz?
O meu primeiro contacto com o jazz surge como seria de esperar pela mão do meu pai, que foi músico amador, e que tinha em casa uma boa colecção de discos de jazz. Eu e os meus irmãos ouvíamos o mesmo que todos os miúdos da nossa idade, e que era sobretudo rock e punk. O nosso pai nunca interferiu com o que nós ouvíamos desde que ele não tivesse de ouvir... Era frequente nós tentarmos fazer com que ele ouvisse os nossos discos e a cada vez, acabava ele por nos mostrar um dos seus discos de jazz. O que é facto é que lentamente nos fomos deixando conquistar por esta música e gradualmente acabámos todos por substituir a audição do nosso rock pelo jazz.

Começou a estudar trompete aos 11 anos de idade. O que motivou a escolha deste instrumento?
Desde cedo, com 9 ou 10 anos, que ao ouvir música eu me deixava absorver por completo pelo que ouvia, frequentemente imaginando que era um dos músicos no disco. Coincide nesta fase começar a ouvir com mais atenção alguns discos do Charlie Parker com o Dizzy Gillespie e no meu mundo imaginado eu era... o trompetista, claro, que fazia aqueles solos incríveis e que levava ao rubro as salas, nomeadamente no célebre concerto ao vivo em Toronto, no Massey Hall. A minha identificação com o trompete é algo que não foi consciente mas que foi imediata. Assim, quando me decidi a começar a estudar, o meu instrumento já estava escolhido há muito.

Quais são as suas maiores referências em termos de trompetistas?
Eu passei por diferentes fases e fui descobrindo diferentes trompetistas que me foram influenciando duma forma ou doutra. No início ouvia muito o Dizzy Gillespie que era um trompetista exuberante por um lado mas subtil por outro. A sua forma de tocar era inatingível para um principiante tanto em termos técnicos como em termos harmónicos. Ao mesmo tempo ouvia o Miles Davis cuja abordagem trompetística era muito mais acessível embora o seu conceito fosse mais abstracto. Miles é sem dúvida a minha primeira grande influência. Mas, à medida que me fui desenvolvendo como trompetista, procurei também a tal exuberância trompetística que me havia fascinado em Dizzy, e que agora estaria já mais acessível. Aí fui assumidamente no caminho do Freddie Hubbard, que resume a meu vêr a linha de trompetistas que vai do Dizzy ao Clifford Brown e ao Lee Morgan (todos trompetistas que ouvi e estudei bastante, também). Assim, Freddie Hubbard fica como segunda grande influência. Ao mesmo tempo oiço com grande atenção e admiração o Chet Baker que é um dos trompetistas mais intensos e líricos da história. Chet fica para mim um exemplo no que toca ao espírito com que se deve tocar. Já nos anos 80 surge o Wynton Marsalis que ouvi com muita atenção também, pelo menos enquanto ele inovou e se manteve interessante. Não me influenciou directamente como trompetista mas foi alguém cujo conceito harmónico e composicional me marcou muito naquela década. Mais influenciado fui pelo Terence Blanchard cuja forma de tocar me conquistou desde o início com o Art Blakey, e mais ainda com o seu quinteto com Donald Harrison. Terence será a minha terceira grande influencia na minha fase "mainstream". A minha ida para Nova Iorque acaba por ser o que marca uma profunda transformação em mim como músico pois no meu regresso corto quase completamente com a linguagem do Jazz mainstream norte-americano e começo a procurar uma linguagem musical mais aberta, algo que sempre esteve em mim mas que se manifestava de forma pouco assumida. Começo finalmente a perceber e a aceitar a minha identidade como músico oriundo duma cultura europeia e começo a estudar o Jazz europeu quase como quem regressa ao início... Desta fase ganha destaque o Kenny Wheeler que se revela ser um trompetista verdadeiramente incrível a todos os níveis, como músico interprete, como compositor, como trompetista virtuoso que é mas também com uma subtileza imensa na sua forma de tocar. Outro nome que surge e que lhe é indissociável é o de John Taylor, apesar de ser pianista e não trompetista. Outro trompetista que merece destaque é o Dave Douglas que escreve e toca música sempre interessante e nova. Gosto particularmente dos seus projectos mais vanguardistas ou com formações menos óbvias. Tocar trompete pede um equilíbrio difícil entre contenção e exuberância trompetística, sendo que a profundidade musical tem que estar sempre presente. Ouvi sempre os trompetistas subtis e também os exuberantes, mas à medida que fui crescendo diria que me fui concentrando mais nos subtis. Para mim, da linguagem jazzística americana fica o Miles Davis e da europeia o Kenny Wheeler.

Em 1999, em Nova Iorque, licenciou-se em "Jazz e Música Contemporânea", na New School for Social Research, tendo estudado contraponto, teoria atonal e composição. Que mais-valias é que considera que esta experiência lhe proporcionou?
Estive 3 anos em Nova Iorque e esse foi para mim um período de amadurecimento em muitos aspectos, pessoais e musicais. No meu exame de admissão dispensei a todas as cadeiras obrigatórias, que vão desde cadeiras teóricas de harmonia a cadeiras praticas de instrumento, passando pelo treino auditivo, etc. Fiquei então livre para escolher as cadeiras opcionais que quisesse. Aproveitei para aprofundar os meus conhecimentos de teoria clássica (uma vez que tinha dispensado às de jazz...) e estudei contraponto e teoria atonal. Ambas se revelaram importantes do ponto de vista auditivo. Eu toquei sempre de ouvido como bom autodidacta, e aprendi muito sobre o significado do que se ouve com o contraponto. Ganhei respeito pela dissonância e pelo correcto tratamento da mesma. O músico de Jazz está (mal) habituado a tocar qualquer dissonância em qualquer contexto e pode correr o risco de estar a banalizar essa dissonância ou de recorrer a ela sem sequer se aperceber. O contraponto ensina-nos a tratar a dissonância com uma atenção muito especial e isso ajudou-me a tornar-me mais subtil, eliminando agora (porque as identificava) utilizações gratuitas da dissonância. Tornei-me mais maduro. A teoria atonal pôs-me em contacto com uma linguagem da qual tinha apenas uma ideia feita. Descobri um mundo fascinante depois de "limpar" o ouvido dos preconceitos tonais. Ouvimos música tonal desde que nascemos e o nosso ouvido reage um pouco contra os sons que lhe parecem desorganizados. Claro que a música atonal é possivelmente ainda mais estruturada e organizada do que a música tonal, e só com algum tempo de exposição à música atonal é que começamos a entrar verdadeiramente nesse mundo. Uma coisa é certa, um ouvido preconceituoso nunca gostará de música atonal e eu sentia-me agora livre desses preconceitos.

Do seu percurso académico ressalta igualmente o facto de ter estudado, entre muitos outros, com Charles Tolliver e Jimmy Owens. Como foi a sua relação com estes dois "monstros"?
Jimmy Owens foi alguém que me ajudou muito no plano técnico. Fui para Nova Iorque depois de estar impedido de tocar por 5 anos devido a um problema de pele no lábio (e que ainda hoje me persegue...). Recuperar duma paragem tão longa é demorado e delicado pois se fôr feito algum esforço antes de tempo podemos estar a comprometer uma boa recuperação. Jimmy Owens é um excelente trompetista e foi uma ajuda preciosa neste processo. Charles Tolliver foi uma grande inspiração no plano musical pois é um grande trompetista, compositor e interprete. Sempre bem disposto mas muito exigente e dificilmente impressionável. Charles Tolliver situa-se vagamente entre um Freddie Hubbard e um Woody Shaw embora com um cunho próprio muito forte. As aulas que tive com Charles Tolliver muitas vezes se resumiam a ele fazer um café bem forte e falar sobre o tempo em que tocava com o grande Art Blakey. Pode não parecer mas estas eram grandes aulas de trompete. Aprendi muito só por observar a sua maneira de estar e de falar, e também a ouvi-lo tocar nas suas aulas de combo e big band que também frequentei. Nunca me deu um exercício que fosse, mas inspirou-me muito no meu estudo do trompete e do Jazz. Estudei também com Cecil Bridgewater, outro "monstro" do Jazz e do trompete. Com Cecil explorei melhor o free Jazz e um certo experimentalismo, o que me ajudou a conhecer-me melhor como músico, tanto nas potencialidades como nas limitações. Gostei particularmente da ideia de poder tocar de uma forma que não estivesse definida de antemão.

Desde que regressou a Portugal, depois da experiência americana, tem dedicado uma importante parte da sua actividade profissional à docência. O que o atrai na actividade docente? Quais as principais mensagens que procura transmitir aos seus alunos?
Desde cedo comecei a dar aulas e tendo sido autodidacta, posso dizer que dar aulas foi para mim também uma forma de aprender. Aquilo que sempre tentei passar aos meus alunos foi o meu entusiasmo por esta música. O gosto pelo que se estuda é a verdadeira força motriz do trabalho necessário para se chegar a tocar. Digo aos meus alunos que não façam cedências e vão atrás daquilo que gostam. Não lhes imponho um estilo musical nem uma direcção mas procuro ajudá-los a encontrar essa direcção. Depois é trabalhar duro. Outra preocupação minha é alertar para os perigos da escola e que são essencialmente dois. O primeiro é a apatia do aluno que julga que só por estar inscrito já vai vêr os seus problemas resolvidos. A escola pode encurtar distâncias mas é sempre o próprio a resolver os seus problemas, explorando e descobrindo quase como o autodidacta, e isto implica iniciativa e trabalho. O segundo é mais grave ainda e é a possibilidade do aluno se desenvolver num músico mecânico que toca por padrões ou frases já feitas daquelas que se encontram em manuais. O estudo de padrões serve um propósito específico e que às vezes é confundido com o da construção de fraseado para se tocar. Ser mecânico é provavelmente a última coisa que um músico deve ser...

Contrariamente ao que se passa com outros instrumentos, não há assim tantos jovens trompetistas a surgir no panorama do jazz nacional… Em seu entender, a que se ficará a dever esta situação?
Essa é uma questão que me intriga desde sempre. É verdade que surgem poucos alunos para trompete mas mais dramático é o facto de na maior parte dos casos eles não conseguirem passar do nível básico, no qual se conseguem manter durante anos! Aquilo que eu constato é que há dois tipos de trompetista. O tipo confiante e o tipo derrotado psicologicamente. Tocar trompete é uma luta com o instrumento e se não o dominarmos somos derrotados sem contemplações. O trompete é um instrumento particular no sentido em que é dos instrumento que mais rapidamente põe cá fora o que vai dentro daquele que o toca. Não há lugar a inseguranças quando se pega num trompete pois se elas existirem é apenas isso que se ouve... O músico no início é naturalmente inseguro e no caso do trompete isso pode ser fatal.

Como se posiciona esteticamente, enquanto músico? Qual é o peso da "tradição" na sua personalidade musical?
Nunca procurei definir-me esteticamente como músico e nem sei se conseguiria fazê-lo... gosto de pensar que sou um músico de jazz, mas não necessariamente dum estilo de jazz ou de outro. Passei muitos anos da minha vida próximo da linguagem tradicional para que isso não pese na minha personalidade musical, mas neste momento apetece-me muito mais explorar linguagens musicais mais abertas e abrangentes porque aí podemos encontrar todas as outras duma forma ou doutra. Não cortei com a tradição, cortei com a mentalidade fechada (que nunca tive, acho) e com as linguagens formatadas porque são limitativas e impedem que o músico seja criativo.

Sente alguma afinidade, por exemplo, com as novas correntes do jazz vindas do norte da Europa?
Sim, sinto afinidade com o que quer que seja fresco e interessante. Procuro fugir à música que nos obriga a tocar duma determinada forma já definida e cristalizada, como uma camisa de forças que nos constrange os movimentos.

Integra um conjunto de projectos diferentes, o que é demonstrativo do seu ecletismo enquanto instrumentista. Considera-se um músico versátil?
Não poria a questão em termos de versatilidade. Ser versátil é conseguir fazer coisas diferentes. Procuro fazer uma só coisa e que é tocar com um espírito aberto. Se eu conseguir tocar com um espírito aberto e sem preconceitos, estando receptivo à linguagem que me é proposta, posso talvez entrar nessa linguagem e procurar jogar com ela, explorando o que ela tenha para oferecer. Para usar uma imagem taoísta, a água não tem forma, mas ganha a forma do objecto que a contém... Interesso-me muito pelo taoismo e julgo haver grandes afinidades entre a ideia taoista de acção pela não acção e o improviso no jazz. Se soubermos não impôr e conseguirmos deixar a musica seguir o seu curso quando a tocamos, podemos tocar diferentes linguagens com a mesma ideia de ser apenas musical.

Em alguns desses projectos tem "acoplado" efeitos ao seu trompete. Sente-se atraído pelas electrónicas? Pensa explorar mais esta veia?
Absolutamente. Sempre me senti atraído pelas electrónicas. Quando senti a necessidade de mudar de orientação musical, no meu regresso de Nova Iorque, a electrónica teve um papel fulcral porque não é fácil mudar assim de um dia para o outro. Eu estava cansado de me ouvir e de vêr surgir sempre as mesmas coisas. O pedal de efeitos foi uma lufada de ar fresco pois com os efeitos, automaticamente pude tocar de forma mais aberta e construir um discurso musical novo. Tenho vindo a desenvolver uma forma de tocar intimamente ligada aos efeitos que uso. Procuro a fusão do trompete com os efeitos para que sejam um só. Por vezes perguntam-me como fiz um determinado efeito e na minha resposta constato que nesse caso específico nem tinha usado o pedal... gosto disso porque me faz perceber que o meu discurso está a mudar. Essa mudança passou em grande parte pelo uso das electrónicas.

E para quando um disco do João Moreira líder? Não tem sido uma prioridade? Mas está nos seus planos?
Está nos meus planos e começa a ser verdadeiramente uma prioridade. Preciso no entanto de seguir alguns passos pois não quero gravar só por gravar. Gravar é duma importância estratégica para uma carreira. Mas não quero gravar só por essa razão. Nunca me preocupei com a estratégia atrás da carreira e pago com certeza essa factura. Sempre me preocupei mais com o poder desenvolver-me enquanto músico, ouvindo e estudando, e vou procurar manter sempre essa ideia de desenvolvimento até ao fim dos meus dias. Tenho medo de estagnar. Senti isso uma vez e o resultado foi cortar com a linguagem que me estava a prender e me impedia de me manter criativo. Ouvi e estudei sempre a música de outros músicos e compositores e não sinto que haja nada de errado com isso, mas começo de facto a sentir a necessidade de me voltar para mim, ouvindo agora o que quer que encontre cá dentro e dando voz a isso. Compôr não me é fácil, tenho algumas composições da minha fase "mainstream" que toquei e gostei de tocar mas com as quais não me identifico neste momento. Começo agora a compreender melhor a linguagem que pretendo explorar e comecei já a escrever alguma coisa. Para voltar aos passos que pretendo seguir, depois de completados alguns temas, poderei liderar o meu grupo e finalmente gravar. Muita gente me tem perguntado "para quando um disco?"... uma vez, depois de trabalhar uma semana com Kenny Wheeler (que dirigiu a Orquestra do Festival de Guimarães onde eu tocava), e quando se despedia, o Kenny Wheeler perguntou-me se não podia levar discos meus consigo para ouvir. Escusado será dizer que foi envergonhado que lhe respondi que não tinha discos gravados. Por outro lado fiquei lisonjeado e senti isto como um grande incentivo para de facto me concentrar em desenvolver um projecto e gravá-lo.

Pertencendo a uma família de músicos, considera ter alguma característica intrínseca que o distinga dos seus irmãos, enquanto músico?
Os meus irmãos e eu fomos sempre muito próximos e fizemos sempre as mesmas coisas juntos, fosse jogar à bola ou tocar música. Somos parecidos em muitos aspectos mas também somos bastante diferentes noutros. Julgo que cada um tem a sua personalidade bem distinta. Não saberia dizer o que me distingue dos meus irmãos mas posso talvez falar do que me caracteriza. Fui totalmente autodidacta e toquei sempre de ouvido, privilegiando a abordagem intuitiva. Quando toco, prefiro não pensar em nada e deixar que as ideias surjam por si só e fluam num discurso que possa ser interessante.

Como analisa o actual panorama do jazz em Portugal? Há mais festivais, mais concertos, mais discos… Dê-nos a sua opinião, apontando-nos pontos fortes e pontos fracos…
Vejo com bons olhos que haja mais festivais, concertos e discos pois quanto maior a actividade jazzística melhor para todos, músicos, promotores ou editoras. Nas iniciativas privadas julgo que não se pode criticar muito senão as opções pessoais ou o gosto de quem programa, mas temos de aceitar que tudo isso é legítimo. No caso dos dinheiros públicos já não será tanto assim. Pessoalmente julgo que se o investimento é público devia haver a obrigação de acarinhar de alguma forma o músico português ou pelo menos fazer com que a iniciativa estimule de alguma forma a comunidade musical. Temos sempre de fazer a pergunta "o que é que ficou depois do festival?". Frequentemente não fica muito para além dum bom concerto.

É consumidor de discos? O que anda a ouvir?
Sou e fui sempre um consumidor compulsivo de discos. Oiço um pouco de tudo mas isolo um ou dois discos para ouvir com maior atenção. Oiço esses discos varias vezes ao dia e ao longo de meses! Nesta fase estou (ainda) a ouvir os diferentes projectos de Kenny Wheeler e John Taylor... são músicos que não se esgotam depressa.

O que podemos esperar do João Moreira nos tempos mais próximos?
Como diria qualquer treinador de futebol, só posso prometer muito trabalho!

(entrevista de base realizada para a elaboração do Perfil de João Moreira, publicado no n.º 15 da revista Jazz.pt)

Publicado por António Branco às 06:05 AM | Comentários (1) | TrackBack

novembro 15, 2007

POSTO DE ESCUTA

Alípio C. Neto 4tet

Alípio C. Neto 4tet - "The Perfume Comes Before the Flower"
Clean Feed, 2007

Alípio C. Neto (saxofone tenor), Ben Stapp (tuba), Herb Robertson (trompete), Ken Filiano (contrabaixo), Michael T. A. Thompson (bateria).

Em Junho do ano passado, assisti à gravação deste disco no Park West Studio, em Brooklyn. Na altura escrevi que o resultado era muito prometedor. Aqui está a confirmação....

Publicado por António Branco às 05:54 AM | Comentários (0) | TrackBack

novembro 14, 2007

ELLERY ESKELIN TRIO HOJE E AMANHÃ NO MAXIME

Ellery Eskelin

Hoje e amanhã (23h00) no Maxime (Praça da Alegria, 58, em Lisboa) concerto com o trio do saxofonista norte-americano Ellery Eskellin, acompanhado por Andrea Parkins (piano e acordeão) e Jim Black (bateria).

O jazz regressa ao MAXIME e em dose dupla. O trio do saxofonista e compositor Ellery Eskelin, considerado um dos melhores ao nível do jazz progressivo e criativo, apresenta-se pela primeira vez em Portugal e no MAXIME com o seu mais recente registo "Quiet Music" editado pela Prime Source. A acompanhar Ellery Eskelin temos Andrea Parkins (piano e acordeão) e Jim Black (bateria e percussão) o seu ensemble desde 1994 altura em que se apresentaram pela primeira vez ao vivo em Nova Iorque. Fundamentais no jazz dos anos 90 e não só, primam por conduzi-lo a áreas inexploradas, improvisando e trabalhando num registo que nem é irremediavelmente tradicional nem experimental e o que trazem nestas duas noites ao MAXIME sai simultaneamente das suas cabeças e corações.

Publicado por António Branco às 07:32 AM | Comentários (0) | TrackBack

novembro 13, 2007

AHAMAD JAMAL ESTA NOITE NO CCB

Ahmad Jamal

Esta terça-feira, pelas 21h00, concerto no grande auditório do Centro Cultural de Belém com o trio do pianista Ahmad Jamal, com James Cammack (contrabaixo) e Idris Muhammad (bateria), a que se junta Manolo Badrena (percussão).

Ahmad Jamal nasceu em Pittsburgh, em 1930. O seu estilo pianístico começou a ser notado logo após a formação do seu primeiro trio, em 1951, muito em particular devido ao grande sucesso alcançado com os arranjos da canção popular "Billy Boy". A partir de 1956, Ahmad Jamal decide-se pelo trio de piano, contrabaixo e bateria (introduzindo a bateria em vez da guitarra). Miles Davis apaixona-se de imediato não só pela música, como pela forma como ele trata o piano, contribuindo para a ainda maior credibilidade do pianista. Herdeiro da tradição pianística criada por Nat King Cole, Ahmad Jamal soube desenvolver um estilo muito peculiar: da riqueza harmónica da mão esquerda a servir de base, à excelente improvisação da mão direita, tendo sempre presente a subtil utilização do espaço e do silêncio, Ahmad Jamal é hoje considerado um dos pianistas históricos do jazz moderno. Neste concerto apresenta-se com os companheiros dos últimos dez anos, James Cammack (contrabaixo) e Idris Muhammad (bateria) e Manolo Badrena (percussão).

Publicado por António Branco às 06:53 AM | Comentários (0) | TrackBack

novembro 12, 2007

JAZZ.PT #15 (NOV/DEZ) À VENDA

Jazz.pt #15 (Nov./Dez. 07)

Já está nas bancas o n.º 15 (Novembro/Dezembro 07) da revista Jazz.pt - Revista bimestral de jazz, a única revista portuguesa de jazz e a publicação regular sobre jazz em Portugal, com maior longevidade!...

A Jazz.pt é propriedade do JACC - Jazz Ao Centro Clube. O seu Director é Pedro Rocha Santos, o Editor é Rui Eduardo Paes e o responsável pelo grafismo, Rui Garrido. O preço de capa da revista é de € 5,00.

Aqui fica o sumário da Jazz.pt #15:

CAPA
Pharoah Sanders
EDITORIAL
CARNE VIVA (Carlos Zíngaro)
NOTÍCIAS (Rui Duarte, Rui Eduardo Paes, Nuno Catarino, Manuel Pissarro)
)NEW YORK IS NOW (Kurt Gottschalk)
JAZZ BRIDGES (Rui Miguel Abreu)
A ESTANTE DO MIGUEL (Miguel Martins)
CIBERJAZZ (Daniel Augusto Sequeira)
PERFIL (António Branco)
João Moreira
ÀS ESCURAS
Hugo Antunes (Abdul Moimême)
PREVIEW
Guimarães Jazz (António Branco)
REPORT
CIJO 2007 (Rui Eduardo Paes)
Angra Jazz (António Branco)
Xôpana Jazz (António Branco)
Clean Feed Fest II (Jordi Grognard)
Medeski, Scofield, Martin & Wood (João Martins)
Pat Metheny-Brad Mehldau (Nuno Catarino);
Esbjorn Svensson Trio (Nuno Catarino)
Rabih Abou-Khalil (Vasco Sousa)
ENTREVISTAS
Pharoah Sanders (José Menezes)
Jason Moran (Abdul Moimême)
FORWARD
Jazz Às Quintas: Foto-reportagem (Carlos Paes)
Frank Zappa (Gonçalo Falcão)
Escola Sítio dos Sons (André Jegundo)
Clubes de Jazz de Moscovo (Cyril Moshkow)
33 1/3 R.P.M (Abdul Moimême)
George Gruntz “Noon in Tunisia”
PONTO DE ESCUTA (António Rubio, António Branco, Gonçalo Falcão, Rui Eduardo Paes, Paulo Barbosa, Nuno Catarino, Rui Duarte, Alberto Mourão, João Pedro Viegas)
Críticas de discos
30+ PARA 30 ANOS

Larry Applebaum

Pode efectuar a assinatura da revista enviando um e-mail para: assinaturas@jacc.pt.

O site da revista pode ser visitado em www.jazz.pt.

Publicado por António Branco às 07:25 AM | Comentários (0) | TrackBack

novembro 11, 2007

JAN GARBAREK GROUP HOJE NA CULTURGEST

Jan Garbarek hoje na Culturgest

Esta noite (21h30) na Culturgest, concerto com o Jan Garbarek Group, constituído pelo próprio nos saxofones tenor e soprano, Yuri Daniel (contrabaixo), Rainer Brüninghaus (piano e sintetizadores) e Manu Katché (percussões).

Amado por uns (os que lhe reconhecem uma sonoridade única e inimitável), odiado por outros (os que o acusam de ter deixado o jazz para se dedicar a fazer música plástica a roçar o piroso), o saxofonista norueguês Jan Garbarek regressa a Portugal depois de há pouco mais de três anos ter dividido as opiniões no Centro Cultural de Belém. Muito influenciado por John Coltrane e Albert Ayler, passou os primeiros anos a explorar territórios sónicos escarpados, longe daqueles onde agora tranquilamente habita. As suas qualidades de excepção foram de imediato reconhecidas pelo compositor e arranjador George Russell, que o convidou para integrar a sua big band. A participação no célebre quarteto europeu de Keith Jarrett alargou-lhe ainda mais os horizontes, preparando-o para uma carreira imparável. A partir de meados da década de 1970, Garbarek começou a criar um estilo imediatamente identificável – fortemente ancorado na tradição do folclore do Norte da Europa – com as suas melodias etéreas evocativas das paisagens geladas da Escandinávia. Garbarek é um dos ícones da ECM, etiqueta para a qual gravou a quase totalidade dos seus discos.

Publicado por António Branco às 01:22 PM | Comentários (0) | TrackBack

novembro 10, 2007

ANDRÉ FERNANDES 4TETO HOJE EM ESPINHO

André Fernandes 4 teto no Auditório de Espinho
André Fernandes 4teto

Esta noite (21h30), no Auditório de Espinho, concerto com o André Fernandes 4teto - André Fernandes (guitarra), Mário Laginha (piano e (fender rhodes), Nelson Cascais contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria).

Apresentam o novo disco do quarteto, "Cubo".

Publicado por António Branco às 07:58 AM | Comentários (0) | TrackBack

UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de hoje de "Um Toque de Jazz", Novos discos internacionais (2) – "Maximum Firepower" (Louis Hays & The Cannonball Legacy Band); "Griot Liberté" (Buster Williams); "The Inventions Trio» (Bill Mays); "The Swingin’ Bassoon" (Daniel Smith); "Follow The Red Line" (Chris Potter, ao vivo no Village Vanguard); "Abbey Sings Abbey" (Abbey Lincoln) e "For Sentimental Reasons" (Bobby Hutcherson).

Amanhã será a vez de Concertos portugueses (2) – O quarteto da cantora Vânia Fernandes, com Júlio Resende (piano), Hugo Antunes (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria) num concerto realizado no clube Onda Jazz (Lisboa), em 15 de Fevereiro de 2007.

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM, e Mértola 92.2 FM)).

Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

Publicado por António Branco às 05:54 AM | Comentários (0) | TrackBack

novembro 09, 2007

ACÁCIO SALERO APRESENTA "SECRET APACHE" NA ACERT

Acácio Salero Sexteto apresenta

Apresenta-se esta noite (21h45) em estreia, no auditório 1 da ACERT - Associação Cultural e Recreativa de Tondela, o sexteto de Acácio Salero - "Secret Apache", com Acácio Salero (composição, saxofone alto/soprano), Serafim Lopes (guitarra), Luis Lapa (guitarra/fliscórnio), Paulo Perfeito (trombone), Rui Leite c(ontrabaixo) e Marcos Cavaleiro (bateria).

Um espectáculo que estreia no Novo Ciclo ACERT, onde sons e melodias se entrelaçam com uma… forma de estar. Iniciado em 2005, este projecto revisita as raízes esquecidas de uma cultura ancestral, onde os valores morais e espirituais se fundiam num microcosmos raro e intenso. Neste mundo singular interpenetram-se também influências da cultura musical africana e ocidental, que o grupo tenta salvaguardar e aplicar "na" filosofia de vida. É o abrir as portas ao imaginário, regressando ao encontro do Acreditar, da Amizade e do Ser.

Acácio “Salero” Cardoso nasceu em Viana do Castelo, em 1967, iniciando os seus estudos de forma autodidacta, aos 14 anos. Quatro anos mais tarde ingressou na Escola de Jazz do Porto, onde depois viria a leccionar. Foi membro fundador do Septeto de Jazz do Porto e da Orquestra de Jazz do Porto. Do seu currículo contam-se workshops com Adam Nussbaum, John Abercrombie, Kenny Washington, Alan Dawson, Rufus Reid e Hal Galper.No princípio dos anos noventa participou, com o Quarteto de Luís Lapa, no Cumplicidades I, o primeiro intercâmbio cultural apoiado pelos organismos portugueses Gesto (Porto) e ACERT (Tondela), no qual músicos portugueses se deslocaram em digressão às principais cidades do nordeste brasileiro. Um ano mais tarde foi convidado para co-dirigir, com Bill Goodwin (baterista do Quinteto de Phil Woods) o programa de bateria e percussão para o Artico, uma organização patrocinada pela União Europeia, que realizou cursos para músicos profissionais na área de Lisboa. É baterista residente na Banda da “Praça da Alegria”, programa em directo todas as manhãs na RTP1, tendo tocado também na Banda “Portugal no Coração”, no mesmo canal. Foi igualmente co-fundador do projecto de world music “Adufes”, uma encomenda feita pelo Comissariado da Expo 98. Dos blues e do jazz tradicional ao jazz contemporâneo, passando pela música improvisada, tem realizado inúmeras tournées pela Europa e colaborado com diversos músicos de renome, de que se destacam Luigi Waites, Carlos Barretto, Heike Brockmann, António Pinto, Rachim Ausar Sahu, Paul Dunmall, Dave Kane e Jim Black, entre outros.

Publicado por António Branco às 12:53 PM | Comentários (0) | TrackBack

OURUBÓRO NO CANTALOUPE BAR (OLHÃO)

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

O Cantaloupe Bar, nos Mercados de Olhão, apresenta hoje e amanhã (22h00) o concerto do projecto Ourubóro, com Carlos Mendonça (flauta transversal), Ricardo Coelho (piano eléctrico), Marco Martins (baixo eléctrico) e Paulão Rosa (bateria).

Sendo grande parte do repertório deste agrupamento um tributo ao grande mestre musical e espiritual Hermeto Pascoal, também se foca noutros compositores afins tão diferentes como Pixinguinha e Chick Corea. Acabando por ser um pretexto para explorar a música no seu universo de interpretação livre onde há muito espaço para a improvisação.

Publicado por António Branco às 06:46 AM | Comentários (0) | TrackBack

novembro 08, 2007

GUIMARÃES JAZZ 2007 ARRANCA HOJE

Guimarães Jazz 2007

Tem hoje início o Guimarães Jazz, que volta em 2007 a apostar num luxuoso e diversificado cartaz, que faz habitualmente deste festival um dos píncaros das temporadas jazzísticas em Portugal. A edição deste ano contará, entre outras, com as presenças de Jan Garbarek, Pharoah Sanders, John Scofield, Ahmad Jamal e da big band de Charles Tolliver. A não perder.

O Centro Cultural Vila Flor, encantador e dinâmico espaço da cidade-berço, volta a acolher, entre hoje e 17 de Novembro, o Guimarães Jazz, festival que se tem vindo a cunhar ao longo dos anos como um dos mais importantes em solo luso. São muitos os que não hesitam mesmo em rotulá-lo como o melhor e mais completo evento neste domínio em Portugal. E há razões objectivas para tal. Tal como vem sendo costume, o programa da edição deste ano apresenta um conjunto abrangente de propostas, que espelham, de forma plural, diferentes opções estéticas do jazz actual, contendo motivos de sobra para satisfazer diferentes públicos. Seguindo o também já habitual modelo de programação, o festival surge repartido por dois blocos – um de três e ourto de quatro dias, com uma pausa de três pelo meio.

O arranque do festival, no dia 8 de Novembro (22h00), faz-se sob o signo de Coltrane, no ano em que se assinalam quarenta anos sobre a sua morte, e com o quarteto do saxofonista Pharoah Sanders, músico que no jazz experimentou quase tudo, do free mais radical a correntes mais acessíveis, sempre imbuído de uma forte espiritualidade. Sanders tornou-se conhecido sobretudo a partir de 1962, altura em que tocou com luminárias como Sun Ra, Don Cherry e Rashied Ali. Foi fortemente influenciado pelas abordagens desenvolvidas por Albert Ayler, mas fica para a história por ter sido companheiro de John Coltrane nas derradeiras aventuras deste. Após a morte de Coltrane, prosseguiu uma colaboração com a viúva, Alice, que duraria até 1969. Desde então tem vindo a liderar as suas próprias formações, gravando regularmente discos de interesse desigual. Em 1995, regressou a uma major com “Message From Home” e “Save Our Children”, ambos com produção de Bill Laswell para a Verve. O quarteto de Sanders que tocará em Guimarães completa-se com William Henderson (piano), Nat Reeves (contrabaixo) e Joe Farnsworth (bateria).

No dia seguinte (22h00), os laços tecidos com Trane chegam ao nível sanguíneo, com o quarteto liderado pelo seu filho, o saxofonista Ravi Coltrane. Naturalmente influenciado pelo pai (pergunta-se: qual é o saxofonista que tenha surgido nos últimos 40 anos que não o foi?), Ravi é, acima de tudo, um músico talentoso e empenhado, que tenta construir uma carreira própria, tanto quanto possível blindada das recorrentes comparações com o histórico progenitor, que tenderão sempre a desfavorecê-lo. No bornal trará certamente discos como “Mad 6” ou o mui recomendável “In Flux”. Ravi Coltrane virá a Guimarães acompanhado pelo pianista Luis Perdomo, pelo contrabaixista Drew Gress e pelo baterista E.J. Strickland, todos eles músicos de reconhecidos méritos.

Amado por uns (os que lhe reconhecem uma sonoridade única e inimitável), odiado por outros (os que o acusam de ter deixado o jazz para se dedicar a fazer música plástica a roçar o piroso), o saxofonista norueguês Jan Garbarek regressa a Portugal ao terceiro dia do Guimarães Jazz (sábado, 10 de Novembro, 22h00), depois de há pouco mais de três anos ter dividido as opiniões no Centro Cultural de Belém. Muito influenciado por John Coltrane e Albert Ayler, passou os primeiros anos a explorar territórios sónicos escarpados, longe daqueles onde agora tranquilamente habita. As suas qualidades de excepção foram de imediato reconhecidas pelo compositor e arranjador George Russell, que o convidou para integrar a sua big band. A participação no célebre quarteto europeu de Keith Jarrett alargou-lhe ainda mais os horizontes, preparando-o para uma carreira imparável. A partir de meados da década de 1970, Garbarek começou a criar um estilo imediatamente identificável – fortemente ancorado na tradição do folclore do Norte da Europa – com as suas melodias etéreas evocativas das paisagens geladas da Escandinávia. Garbarek é um dos ícones da ECM, etiqueta para a qual gravou a quase totalidade dos seus discos. Desfalcado do contrabaixista Eberhard Weber (que em Abril sofreu um acidente cardiovascular) – que será substituído pelo luso-brasileiro Yuri Daniel – , o Jan Garbarek Group completa-se com Manu Katché nas percussões e Rainer Brüninghaus no piano e sintetizadores.

O segundo bloco de concertos do Guimarães Jazz tem início na quarta-feira, 14 de Novembro (22h00), com o quinteto do pianista norte-americano Orrin Evans, com Stacy Dillard (saxofone), Alex Sipiagin (trompete), Darryl Hall (contrabaixo) e Donald Edwards (bateria). Evans, nascido em Filadélfia, em 1975, é já uma certeza, não só como compositor mas igualmente como arranjador e director de orquestra. Também a actividade docente lhe ocupa grande parte do tempo, entre workshops e palestras. É ele o orientador da oficina deste Guimarães Jazz. O músico refere habitualmente, porém, que o que mais gosta de fazer é tocar com o seu próprio grupo, pelo qual já passaram nomes como Nasheet Waits, Reed Anderson, John Swana e Duane Eubanks. As crescentes referências elogiosas aos talentos deste pianista – que surgem de diversos quadrantes – geram alguma expectativa quanto à sua aparição vimaranense.

Na quinta-feira, dia 15 (22h00) será a vez do imparável guitarrista John Scofield apresentar o seu “Real Jazz” Trio, com o enorme Steve Swallow, no baixo eléctrico, e o sempre eficaz Bill Stewart na bateria. A formação estender-se-á com uma secção de sopros, formada por Phil Grenadier (trompete e fliscórnio), Eddie Salkin (saxofone tenor, flauta e clarinete baixo) e Frank Vacin (saxofone barítono e clarinete baixo). Scofield, Swallow e Stewart trarão com certeza na bagagem o recém-editado “This Meets That”, o primeiro disco do guitarrista para o selo EmArcy.

A 16 de Novembro (17h00), e após de uma semana de workshop, os alunos da Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo (ESMAE), do Porto, apresentam-se em big band, sob a direcção de Orrin Evans.

À noite (22h00) toca o trio do veterano pianista Ahmad Jamal, com os seus companheiros da última década: James Cammack, no contrabaixo, e Idris Muhammad, na bateria. Aos 77 anos de idade, Jamal (de seu verdadeiro nome Frederick Russell Jones) é um dos músicos mais importantes, embora por vezes algo subestimado, do jazz dos últimos 50 anos. Com um espírito inovador, optou preferencialmente por formas pianísticas serenas, contrariando as tendências cada vez mais percussivas de alguns seus contemporâneos e sucessores, embora a sua música se tenha tornado cada vez mais tumultuosa. As suas imagens de marca, desenvolvidas ao longo de um intenso percurso, são as inovações rítmicas, as subtilezas harmónicas e os desafiantes jogos melódicos, que tantos músicos influenciaram (como Miles Davis, confesso devoto da sua abordagem). O pianista concebe o seu trio – contexto em que desenvolveu preferencialmente a sua música – como uma verdadeira orquestra, jogando quer na unificação do seu som, quer nos papéis próprios atribuídos ao contrabaixo e à bateria. Lançou recentemente o seu primeiro DVD, “Live in Baalbeck”, com a mesma formação que agora se apresenta em Guimarães.

No último dia (sábado, 17 de Novembro, 18h00), a organização do Guimarães Jazz reitera o convite endereçado no ano passado à Tone Of A Pitch, para que esta editora nacional apresentasse um projecto original que reflectisse a sua visão, e do qual resultou o disco de estreia do T.O.A.P. Colectivo. Ao palco subirão este ano Matt Renzi (saxofone tenor, clarinete), Jacob Sacks (piano), Bernardo Moreira (contrabaixo) e André Sousa Machado (bateria), quarteto que na ocasião gravará ao vivo o CD “T.O.A.P. Colectivo Volume II”.

Depois, a encerrar o evento, teremos a aguardada actuação da Charles Tolliver Big Band (22h00), que se apresenta pela primeira vez em Portugal. Em certa ocasião, um jornalista da revista “Downbeat” pediu a Dizzy Gillespie que nomeasse um trompetista da sua preferência. Gillespie respondeu: “Charles Tolliver – gosto dele”. Influenciado à cabeça por Clifford Brown e Freddie Hubbatd, Tolliver, autodidacta, estudou farmácia, ao mesmo tempo que ia procurando amadurecer o seu som. Iniciou a carreira profissional ao lado de Jackie McLean. Mais tarde, tocou e gravou com nomes como Sonny Rollins, Max Roach, Art Blakey, Roy Haynes e Oliver Nelson, entre incontáveis outros. Apologista de que os músicos passassem a ter um maior controlo sobre a música que faziam, fundou nos anos 1970 a Collective Black Artists Inc. e depois co-fundou, com Stanley Cowell, a Strata-East Records. Numa altura em que as big bands eram genericamente consideradas passado, Tolliver decidiu avançar com a criação da sua própria grande formação, onde fazia evoluir jovens solistas, alguns deles sem experiência neste contexto. Apesar de possuir um forte sentido da tradição, quis sempre estar um passo à frente, movimentando-se com igual à-vontade em qualquer ambiente. Depois de algum tempo afastado da ribalta, reapareceu há alguns anos à frente de uma nova big band, de certo modo herdeira do espírito da primeira, e que naturalmente espelha a personalidade e o modus operandi do seu líder. O disco de estreia na Blue Note, “With Love”, revela uma orquestra inspirada, com Tolliver a conduzir as operações com o seu estilo muito próprio. Nesta formação, e no plano individual, nota de realce para os trombonistas Aaron Johnson e Joe Fiedler, e os saxofonistas Bill Saxton e Billy Haper.

Paralelamente aos concertos, decorrerão, nos dias 12, 13, 15 e 16 de Novembro, oficinas de jazz orientadas por Alex Sipiagin, Donald Edwards, Darryl Hall e Stacy Dillard. Nos mesmos dias, Orrin Evans orientará um workshop de big band no qual participarão alunos da ESMAE. O quinteto do pianista terá ainda a seu cargo as habituais jam sessions, agendadas para depois dos concertos, de 8 a 10 e de 15 a 17, ´round midnight.

Publicado por António Branco às 05:00 AM | Comentários (0) | TrackBack

LIVING THING SEXTET NO HOT

José Menezes
José Menezes

Hoje, amanhã e depois apresenta-se no Hot Clube de Portugal (praça da Alegria, 39, Lisboa), o Living Thing Sextet, com José Menezes (saxofone tenor), Daniel Vieira (saxofone alto), Gonçalo Marques (trompete), Júlio Resende (piano), Hugo Antunes (contrabaixo) e Pedro Viana (bateria).

Publicado por António Branco às 04:55 AM | Comentários (0) | TrackBack

novembro 07, 2007

MIGUEL MARTINS LANÇA "THE NEWCOMER"

Miguel Martins

O guitarrista Miguel Martins apresenta esta noite nas Lux Jazz Sessions o seu novo disco, "The New Comer", exclusivamente constituído por repertório original.

No disco, com selo Klimaxrecords, acompanham Martins dois nomes de peso do jazz nacional, o contrabaixista Carlos Barretto e o percussionista José Salgueiro.

"O mês de Novembro nas Lux Jazz Sessions é inaugurado com o trio que o guitarrista Miguel Martins partilha com o contrabaixista Carlos Barretto e com o baterista José Salgueiro, que levará ao Lux o seu álbum de estreia, “The New Comer”, edição deste ano, composto exclusivamente por repertório original. Um disco no qual o trio procura engendrar, através da improvisação assente na confiança e química entre os músicos, formas alternativas de intervenção social, que se traduzem em imagens sonoras que levem a audiência a um escape para realidades paralelas, usando para isso motivações free jazz, fibra rock e imaginários world. O frontman Miguel Martins nasceu em 1976 em Faro e iniciou a sua carreira como músico profissional a meio da década de 90. Desde então foi colaborando com nomes maiores do jazz português, como Carlos Bica, Zé Eduardo, Pedro Madaleno, Nelson Cascais ou Laurent Filipe. Em 1998 fundou o quinteto Portujazz, que contou com a participação intermitente de músicos como Johannes Krieger, Yuri Daniel, Bruno Pedroso, Alexandre Frazão ou Hugo Alves, tendo sido extinto em 2003. Nos seus já mais de dez anos de actividade profissional, actuou em inúmeros festivais e clubes de jazz por todo o país e em Espanha e, entre outras manifestações do seu amor pela música improvisada, deu lições de guitarra e workshops em diversas escolas de jazz." (texto da organização)

Mais informação em: www.luxjazzsessions.com.

Publicado por António Branco às 06:15 AM | Comentários (0) | TrackBack

novembro 06, 2007

POSTO DE ESCUTA

Michael Blake -

Michael Blake - "The World Awakes: A Tribute To Eli “Lucky” Thompson"
Stunt Records, 2007

Michael Blake (saxofones tenor e soprano, clarinete); Søren Kjærgaard (piano, Rhodes, electrónicas); Jonas Westergaard (contrabaixo); Kresten Osgood (bateria); Peter Fuglsang (clarinete e clarinete baixo); Kasper Tranberg (trompete); Lars Bjørnkjær (violino), Henrik Dam Thomsen (violoncelo); Teddy Kumpel (guitarras); Rob Jost (french horn)

A homenagem do saxofonista Michael Blake, a um histórico um tanto subvalorozado: "Lucky" Thompson. Em audição atenta por estes lados....

Publicado por António Branco às 06:02 AM | Comentários (0) | TrackBack

novembro 05, 2007

ELLIOTT SHARP SÁBADO EM PORTALEGRE

Elliot Sharp em Portalegre
Elliott Sharp

O Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre recebe no próximo sábado (10 de Novembro) um concerto do multi-instrumentista de vanguarda Elliott Sharp, que apresentará o superlativo - “Sharp ? Monk ? Sharp ! Monk !” (Clean Feed, 2006), disco onde toca versões de temas de Thelonious Monk.

O concerto é no pequeno auditório, pelas 21h30. Os bilhetes custam € 10.

"Multi-instrumentista (guitarras, saxofones tenor e soprano, clarinete baixo, instrumentos de cordas inventados pelo próprio como o pantar e o slab, baixo eléctrico, computador, electrónica) e compositor, Elliott Sharp é um dos principais protagonistas da cena experimental de Nova Iorque desde há cerca de 30 anos. Lançou mais de 200 discos num espectro musical que vai dos Blues e do Jazz, ao Rock “no wave” e ao Techno, passando pela música para orquestra e pelo Noise. As suas composições foram interpretadas, entre outros, pelo brilhante quarteto de cordas Kronos Quartet, e os seus colaboradores incluíem o cantor Nusrat Fateh Ali Khan, a lenda dos blues Hubert Sumlin, os gigantes do jazz Sonny Sharrock, Jack DeJohnette e Oliver Lake e o líder dos Master Musicians of Jajoukah, Bachir Attar. Em 1978, Sharp fundou a editora zOaR Records, onde tem lançado algumas das suas produções. Destacam-se nos seus projectos mais recentes, composições e óperas de câmara para a Bienal de Veneza, partituras para os filmes “What Sebastian Dreamt”, “Commune” e “Spectropia”, diversas instalações sonoras para espaços e eventos de prestígio como a “Gallery of the School of Fine Art”, de Boston, o “Whitney Museum (Bitstreams)” ou a “Bienal NTT ICC”, de Tóquio. Um dos mais recentes álbuns do músico, “Sharp? Monk? Sharp! Monk!”, consiste na interpretação em guitarra acústica solo de peças do “gigante” do jazz, Thelonious Monk. Na actual digressão, Sharp interpreta muitos destes clássicos de Monk, tais como Bemsha Swing, Epistrophy, Round Midnight, Misterioso, Well You Needn't, Nutty e Brilliant Corners." (texto da organização)

Publicado por António Branco às 09:54 AM | Comentários (0) | TrackBack

novembro 03, 2007

UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de hoje de "Um Toque de Jazz", Novos discos (1) – ""Nocturnal Walks" (Franz Koglmann); "Timeless Portraits and Dreams" (Geri Allen); "Migration" (Antonio Sanchéz); "Art of Four" (Bill Cobman); "Tenor of The Times" (Jerry Bergonzi); "Jungle Soul" (Dr. Lonnie Smith); "Colina-Miralta-Sambeat" (Javier Colina, Marc Miralta, Perico Sambeat); "Chanson du Vieux Carré" (Harry Connick Jr.).

Amanhã será a vez de Concertos portugueses (1)António José Barros Veloso (piano), Pedro Moreira (saxofone tenor), João Moreira (trompete), Bernardo Moreira (contrabaixo) e André Sousa Machado (bateria) com a colaboração de Marta Hugon (voz) na gravação inédita de um concerto realizado na Ordem dos Médicos (Lisboa), em 30 de Setembro de 2005.

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM, e Mértola 92.2 FM)).

Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

Publicado por António Branco às 07:40 AM | Comentários (1) | TrackBack

novembro 02, 2007

SOFIA RIBEIRO & MARC DEMUTH NO CONTRABAIXO BAR

Esta noite (22h30) no Contrabaixo Bar, concerto com Sofia Ribeiro (voz) & Marc Demuth (contrabaixo), a que se juntam o convidado Donald Regnier (guitarra acústica de 8 cordas).

Publicado por António Branco às 05:29 AM | Comentários (0) | TrackBack

novembro 01, 2007

DELGADO+JOÃO PAULO+BICA HOJE NO HOT

Esta noite (23h00) no Hot Clube de Portugal (Praça da Alegria, 39, em Lisboa), concerto "inédito" com Mário Delgado (guitarras), João Paulo (piano) e Carlos Bica (contrabaixo).

Publicado por António Branco às 07:09 AM | Comentários (0) | TrackBack

ALEXIS CUADRADO NA CASA DAS MUDAS

Alexis Cuadrado na Casa das Mudas

Depois de um concerto (arrebatador, ao que sei) de Bernardo Sassetti, continua este sábado à noite (22h00), o Mudas Jazz Sessions, no Centro das Artes – Casa das Mudas, Calheta (ilha da Madeira), com o quarteto de outro pianista, desta feita o espanhol Alexis Cuadrado. A formação - que se completa com o saxofonista Loren Stillman, o guitarrista Brad Shepik e o baterista Mark Ferber - já gravou o CD "Puzzles", que irá apresentar.

"Alexis Cuadrado é um músico extremamente activo na actual cena jazzística nova-iorquina, nomeadamente pelo papel activo que desempenha na associação “Brooklyn Jazz Underground”. Após estudos com os contrabaixistas Larry Grenadier e Mario Rossy (os dois contrabaixistas de eleição para Brad Mehldau), Marc Johnson e François Rabbath, Cuadrado desenvolveu uma intensa actividade em Espanha, principalmente em redor da sua cidade natal, Barcelona, com destaque para o grupo “Alguímia”, que gravou três CDs para uma das mais prestigiadas editoras do jazz contemporâneo, a Fresh Sound New Talent, o primeiro dos quais recebeu o prémio de “Melhor Álbum de Estreia Espanhol de 1998”. Já em Nova Iorque, onde vive há cerca de dez anos, Alexis Cuadrado estabeleceu fortes ligações com vários dos músicos daquela cidade, tendo trabalhado ao vivo ou em estúdio com Kurt Rosenwinkel, Ben Monder, Mark Turner, Bill McHenry, Ben Waltzer, Chris Kase, Kris Bauman, Erik Jekabson, Alan Ferber, Bruce Barth ou John Stetch. Na primeira metade desta década gravou dois destacados álbuns como líder, novamente com o selo Fresh Sound New Talent. Ambos os CDs (“Metro” e “Visual”) contam com músicos de excepção (os saxofonistas Kris Bauman ou John Ellis, o guitarrista Steve Cárdenas, o pianista Pete Rende e o fiel parceiro Mark Ferber na bateria) e foram alvo de excelentes críticas pela imprensa americana, britânica e espanhola especializada (ver “O que diz a imprensa”). Integrou o grupo da vocalista três vezes nomeada para um Grammy Angelique Kidjo e tem mantido uma intensa actividade como contrabaixista de diferentes formações nos Estados Unidos e na Europa. Formou em 2006 o Alexis Cuadrado "Puzzles" Quartet, com o saxofonista Loren Stillman, o guitarrista Brad Shepik e o baterista Mark Ferber, com o qual gravou um novo álbum “Puzzles”, que vem apresentar à Madeira, no espectáculo inaugural de uma tourné europeia que decorrerá entre 3 e 20 de Novembro. Este grupo interpretará na Casa das Mudas temas do novo “Puzzles” e dos anteriores álbuns de Cuadrado, naquele que será o único concerto em território português contemplado por esta tourné europeia do quarteto." (texto da organização)

O projecto Mudas Jazz Sessions visa apresentar mensalmente, até ao final de 2007 e ao longo de 2008, concertos por vários músicos consagrados no cenário nacional ou internacional da área do jazz.

Mais informações aqui: mudasjazz.blogspot.com.

Publicado por António Branco às 06:47 AM | Comentários (0) | TrackBack