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outubro 31, 2007MATTHEW SHIPP TRIO ESTA NOITE NO LUXIntegrado nas Lux Jazz Sessions, toca esta noite (23h00) o trio do pianista norte-americano Matthew Shipp, com William Parker (contrabaixo) e Guillermo E. Brown (bateria). O trio virá apresentar o disco "Piano Vortex". "A rematar as quartas feiras de um já transbordante Outubro, o Lux acolhe um trio de excepção, liderado pelo toque subtil, imprevisível e energético de Matthew Shipp, pianista norte-americano que começou a ganhar visibilidade no mítico quarteto do saxofonista David S. Ware, do qual faz parte desde o início dos anos 90 - década ao longo da qual gravou e compôs intensivamente, acabando por liderar um trio com os restantes elementos das duas secções rítmicas que Ware alimentou no seu período dourado compreendido entre 1992 e 1998: o contrabaixista William Parker e, alternadamente, os bateristas Susie Ibarra e Whit Dickey. Em 2000, Shipp assumiu a curadoria das eclécticas, iconoclastas e visionárias “Blue Series” da editora Thirsty Ear, pela qual lançou igualmente o seu novo registo, “Piano Vortex”, uma obra que nasce do encontro - já habitual (mas sempre surpreendente...) nas suas composições - entre o free jazz e uma certa música erudita dos nossos tempos. Acompanhar Shipp é tarefa para uma minoria iluminada. Nesta sessão, teremos o privilégio de testemunhar uma sinergia rara entre o pianista e outros dois músicos que se destacam pela sua clarividência e eminente comunicação telepática: William Parker, uma referência incontornável na história do jazz, consequência de ser o maior baixista que o mundo ouviu desde Charlie Mingus, é hoje um veterano e uma figura vital na cena da música improvisada nova- iorquina; e, ao seu lado, na bateria, o jovem instrumentista, produtor e artista multidisciplinar Guillermo E. Brown, dono de uma carreira que conta já com cerca de 30 gravações, inúmeras colaborações com grandes nomes das margens mais cerebrais do free jazz, do hip hop e de algumas das suas derivações de impossível rotulação - de David S. Ware (de cujo quarteto é o actual baterista) a Anti-Pop Consortium, passando por Anthony Braxton, George Lewis, Carl Hancock Rux, El-P, Mike Ladd, DJ Spooky ou os Spring Heel Jack -, para além de integrar ainda o The Cut Up Quintet e o recente colectivo BiLLLLz. Em suma, três dos mais inconformistas e criativos músicos da actualidade, reunidos numa actuação que só pode mesmo ser adjectivada de uma forma: im-per- dí-vel. " (texto da organização) |
JAZZ AO CENTRO 2007 - 2ª PARTEApesar de todos os contratempos relacionados com a falta de financiamento por parte do IA, arranca amanhã (1 de Novembro) a segunda parte do Jazz ao Centro - Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra 2007, que se prolongará até sábado. O festival, organizado pelo Jazz Ao Centro Clube, contará com a participação do Zé Eduardo Unit, Henry Grimes e Elliot Sharp e terá lugar no Salão Brazil (lotação limitada a 120 espectadores), na Baixa de Coimbra, onde anteriormente decorriam os after-hours. O programa é o que se segue: Quinta-feira, 1 de Novembro (21h45) Sexta-feira, 2 de Novembro (21h45) 23h30 Sábado, 3 de Novembro (21h45) 23h30 Todos os concertos têm transmissão em directo na RUC – Rádio Universidade de Coimbra. Concomitantemente com os concertos, estará patente até 9 de Novembro, uma exposição de fotografia no Os ingressos para o festival custam : Quinta-feira Sexta-feira Sábado |
outubro 30, 2007VGO NA CASA DA MÚSICAO Abdul Moimême acaba de disponibilizar no seu podcast a gravação do concerto da Variable Geometry Orchestra na cidade invicta, na passado dia 12 de Outubro. Ernesto Rodrigues – direcção, violino E atenção a “Stills “, disco triplo da VGO na Creative Sources. |
HENRY GRIMES TRIO AMANHÃ NA ZDBO trio Sublime Communication, do veterano contrabaixista Henry Grimes actua amanhã à noitena Galeria Zé dos Bois (Rua da Barroca, nº 59, em Lisboa). A formação completa-se com Andrew Lamb (flauta, saxofone) e Newman Taylor Baker (percussão, bateria). "A vida do contrabaixista Henry Grimes é stranger than fiction. Um dos músicos mais activos entre a vanguarda nova-iorquina ao longo da década de 60, membro da formação de Albert Ayler que gravou para a ESP o mítico "Spirits Rejoice", Grimes desapareceu misteriosamente de cena em 1967. Contra todas as expectativas, em 2003 foi encontrado em Los Angeles, completamente alheado de qualquer realidade musical. De então para cá, voltou a pegar no contrabaixo (uma prenda do fã William Parker) com a profundidade e controlo avassaladores que o haviam caracterizado décadas antes, actuando regularmente em diversos festivais nos Estados Unidos e na Europa e voltando às gravações (Live At The Kerava Jazz Festival, editado pela Ayler Records em 2005). Primeiro concerto em Lisboa deste genial insurrecto, verdadeira lenda viva do free-jazz norte-americano. (texto da organização) |
outubro 29, 2007POSTO DE ESCUTAJoe Fiedler Trio - "The Crab" (Clean Feed, 2007) Depois de um magnífico disco dedicado à obra de Albert Manglesdorff, o trombonista norte-americano Joe Fiedler regressa com mais um excelente disco na Clean Feed, "The Crab",... em audição atenta... |
outubro 27, 2007UM TOQUE DE JAZZNa emissão de hoje de "Um Toque de Jazz", Novos discos portugueses (4) – "Open Textures" e "Open Waves Concert" pelo flautista Carlos Bechegas, respectivamente com Barry Guy e Joëlle Léandre (contrabaixo); "Surface" pelo saxofonista Rodrigo Amado, com Carlos Zíngaro (violino), Thomas Ulrich (violoncelo) e Ken Filiano (contrabaixo). Amanhã será a vez de Concertos internacionais (4) – A versão moderna de "Birth of The Cool" (obra histórica do trompetista Miles Davis) pelo Caratini Ensemble (França) com Claude Egea e Pierre Drevet (trompetes), Denis Leloup (trombone), François Touiller (tuba), François Bonhomme (trompa), André Villeger e Rémi Sciutto (saxofones), Pierre de Bethmann (piano), Thomas Grimmonprez (contrabaixo) e Patrice Caratini (contrabaixo e direcção) no Théatre de Verdure (Montréal, Canadá) em 19 de Agosto de 2006. Uma gravação Eurorádio. "Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM, e Mértola 92.2 FM)). Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2. |
outubro 26, 2007FEE-FI-FO-FUM EM MONTEMOR-O-NOVOAmanhã à noite (22h30), nas Oficinas do Convento, em Montemor-O-Novo, concerto com o quarteto Fee-Fi-Fo-Fum, constituído por Carla Furtado (voz), Michael Kotzian (piano), Zé Lima (contrabaixo) e Carlos Vieira (bateria). Os músicos deste projecto luso-alemão, unidos pela linguagem internacional de jazz, pretendem partilhar com o público a sua cumplicidade em palco. O quarteto é composto por um músico alemão e três músicos portugueses de Lisboa e do Porto. Surgiu por iniciativa do baterista Lisboeta Carlos Vieira e do pianista alemão Michael Kotzian. No seu repertório actual o grupo interpreta modernjazz de Wes Montgomery, Herbie Hancock e Kurt Weill tal como música brasileira e cubana influenciada de Jazz de Edu Lobo e Paquito de Rivera, evidenciando o swing norte-americano e os ritmos latinos. Completa o seu programa com originais do pianista Michael Kotzian que escreveu para o quarteto. Fee-Fi-Fo-Fum estreou-se em 1999 e tocou desde então concertos nos festivais e teatros em todo o país, dos quais se destacam actuações na X. Bienal de Arte de Vila Nova de Cerveira, no 6° Ciclo de Jazz de Guarda, no programa cultural da Feira das Actividades Culturais e Económicas do Concelho de Odemira (FACECO), no Cineteatro João Ribeiro em Vouzela e no Teatro Municipal de Vila Real. Está previsto uma digressão na Alemanha." (texto da organização) |
outubro 25, 2007JAZZ A PARTIR DE HOJE EM PONTA DELGADATem hoje início a nona edição do Festival de Jazz de Ponta Delgada, no belíssimo Teatro Micaelense. O evento recebe, logo mais, o projecto In Loko, do contrabaixista Carlos Barreto. Para além do líder, o projecto conta com as participações de Bernardo Sassetti (piano), Mário Delgado (guitarra), João Moreira (trompete), Sebastian Sherif (percussões) e José Salgueiro (bateria). Amanhã será a vez do trio do pianista nova-iorquino Cooper-Moore (com Assif Tsahar no saxofone-tenor e clarinete-baixo e Michael Wimberly, na bateria). No sábado apresenta-se trio o lendário contrabaixista Henry Grimes - que se completa com Andrew Lamb (flauta, saxofone) e Newman Taylor Baker (percussão, bateria). Absolutamente a não perder! Mais informações em www.teatromicaelense.pt. |
CASAGRANDE/DAVIS 4TET NO HOTEsta noite, amanhã e depois (23h00) no Hot Clube de Portugal (praça da Alegria, 39, em Lisboa), concerto com Jeffery Davis (vibrafone), Frederico Casagrande (guitarra), Stefano Senni (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria). |
outubro 24, 2007EDUCAÇÃO ARTÍSTICA FÓRUMEstá aberto um novo fórum na net, o "Educação Artística FORUM", que se propõe, numa atitude de incentivar uma cidadania activa e participada, estimular um debate público e aberto sobre os rumos da Educação Artística em Portugal. Num momento em que foi publicado um "Roteiro para a Educação Artística", um "Relatório de Avaliação do Ensino Artístico" e se leva a cabo uma "Conferência Nacional de Educação Artística", é indispensável a existência de um espaço de opinião livre e independente, onde os mais directamente envolvidos - os pedagogos da área, os artistas, os pais, os alunos, os directores pedagógicos de escolas de educação artística e seus gestores - possam ter voz e ser ouvidos, coisa que até ao momento parece ainda não ter sido possível. Para mais informações, consultar: http://ideias-soltas.net/educacao-artistica-forum. |
iNTeRLúNio EM LISBOAO projecto INTeRLúNio, do baixista Ricardo Freitas - a que se juntam Gonçalo Lopes (clarinete baixo, clarinete), Eduardo Lála (trombone) e Raimund Engelhardt (tabla, percussão) - inicia esta noite um pequeno périplo por salas lisboetas: Hoje (22j30) Amanhã (19h30) Sábado (22h30) |
outubro 23, 2007BOUNDARIESQuem falou em fronteiras no jazz? "When people believe in boundaries, they become part of them." (Don Cherry) |
outubro 22, 2007JÚLIO RESENDE ESTREIA-SE COM "DA ALMA"Já é possível escutar no site do pianista Júlio Resende (em www.julioresende.com) três dos temas que estão incluídos no seu disco de estreia, que será lançado oficialmente na próxima quarta-feira, no Lux, em Lisboa. São eles: "Move it!", "Da Alma" e "Filhos da Revolução". Alexandra Grimal toca saxofone-tenor "Move it", Zé Pedro Coelho toca em "Da Alma" e "Filhos da Revolução", João Custódio no contrabaixo marca presença nos 3 temas e na bateria João Lobo toca em "Move It" e "Da Alma", e João Rijo em "Filhos da Revolução". "Da Alma" tem chancela da imparável Clean Feed. |
outubro 20, 2007UM TOQUE DE JAZZNa emissão de hoje de "Um Toque de Jazz", Novos discos portugueses (3) – "Portology", pelo saxofonista norte-americano Lee Konitz com a Orquestra de Jazz de Matosinhos sob a direcção de Oham Talmor; "Story Teller" pelo quarteto da cantora Marta Hugon; "In Loko" pelo sexteto do contrabaixista Carlos Barretto. Amanhã será a vez de Concertos internacionais (3) – O trio "Gatecrach" do trompetista Eric Vloeimans (Holanda) com o pianista Anton Goudsmith e o pianista Harmen Fraanje, no Pequeno Auditório do Concertgebouw (Amesterdão) em 11 de Fevereiro de 2005. Uma gravação Eurorádio. "Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM, e Mértola 92.2 FM)). Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2. |
JEFF DAVIS 4TET HOJE NO CONTRABAIXO BAREsta noite (22h30) no Contrabaixo Bar, concerto com Jeffery Davis (vibrafone), Frederico Casa Grande (guitarra), Stefano Senni (contrabaixo) e Marcos Cavaleiro (bateria). |
outubro 19, 2007JOE LOVANO ESTA NOITE EM LISBOAO saxofonista norte-americano Joe Lovano está esta noite de regresso a Portugal, tocando a partir das 21h30 na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa. Acompanham-no o pianista James Weidman, o contrabaixista Dennis Irwin e o baterista Francisco Mela. |
outubro 18, 2007BERNARDO SASSETTI NA CASA DAS MUDASUm concerto comentado de Bernardo Sassetti, em piano solo, inaugura este sábado à noite (21h30), o Mudas Jazz Sessions, no Centro das Artes – Casa das Mudas, Calheta (ilha da Madeira). O projecto Mudas Jazz Sessions visa apresentar mensalmente, até ao final de 2007 e ao longo de 2008, concertos por vários músicos consagrados no cenário nacional ou internacional da área do jazz. Mais informações aqui: mudasjazz.blogspot.com. |
CHICK COREA DE REGRESSO A PORTUGALPrestes a comemorar os setenta anos de idade, o pianista Chick Corea está de regresso a solo a palcos nacionais para dois concertos: o primeiro é no sábado - 21h00, no grande auditório do Centro Cultural de Belém. O segundo é domingo, no Coliseu do Porto. "Com uma carreira que começou a dar que falar ainda durante a década de sessenta, Corea elegeu precocemente (aos 4 anos) o piano como o instrumento perfeito para se expressar e apresentar a música que lhe ia na alma. O músico norte-americano é, juntamente com Herbie Hancock e Keith Jarrett, um dos nomes de topo do jazz contemporâneo e regressa a Portugal para subir ao palco do Grande Auditório do CCB apresentar, pela primeira vez, um espectáculo totalmente a solo. Chick Corea é um dos músicos de jazz mais prolíficos e um dos espíritos mais critativos das últimas décadas. As influências de Bud Powell e Thelonious Monk e, o trabalho com Stan Getz, Dizzy Gillespie, Sarah Vaughan e Miles Davis transformaram-no num verdadeiro camaleão: do avant-garde ao bebop, compôs também música infantil, e passou pelo jazz de fusão e sonoridades mais clássicas. Vencedor de inúmeros prémios, Corea juntou à sua vasta colecção um Grammy de melhor álbum de jazz instrumental, com The Ultimate Adventure, em 2006. Autor de standards como Spain, La Fiesta ou Windows, o norte-americano nunca parou de surpreender os amantes de jazz ao longo das últimas décadas, quer se apresentasse a solo, com o quarteto Circle – formado nos anos setenta com Dave Holland, Anthony Braxton e Barry Altschul – ou com a sua Chick Corea’s Elektric Band." (texto da organização) |
outubro 17, 2007HENRY GRIMES EM PONTA DELGADANo próximo dia 27 de Outubro - apresenta-se o Henry Grimes Trio - no qual ao mítico contrabaixista se juntam Andrew Lamb (flauta, saxofone) e Newman Taylor Baker (percussão, bateria) - no Festival de Jazz de Ponta Delgada. A não perder! A nona edição do Festival tem início no dia 25 de Outubro, no belíssimo Teatro Micaelense. O evento recebe, no primeiro dia, o projecto In Loko, do contrabaixista Carlos Barreto. Para além do líder, o projecto conta com as participações de Bernardo Sassetti (piano), Mário Delgado (guitarra), João Moreira (trompete), Sebastian Sherif (percussões) e José Salgueiro (bateria). No dia 26 de Outubro será a vez do nova-iorquino The Cooper-Moore Trio subir ao palco. Mais informações em www.teatromicaelense.pt. |
outubro 16, 2007TECNOLOGIA E GUITARRA EM WORKSHOP @ AGMDepois dos workshops de Mário Delgado e Paulo Barros, a Associação Grémio das Músicas (AGM), liderada pelo contrabaixista, compositor e pedagogo Zé Eduardo, prepara-se para encerrar um ciclo dedicado à guitarra com um consagrado guitarrista catalão, Joan Sanmarti, acompanhado por Ricard Franch, pianista, teclista e especialista em tecnologias aplicadas à música. Esta iniciativa terá lugar nos dias 25, 26 e 27 de Outubro. |
outubro 15, 2007JAZZ NO "CONCERTO ABERTO" AO FINAL DA TARDEA Antena 2 passa aqui a pouco (19h00) o concerto realizado no passado dia 21 de Setembro, na Fábrica de Braço de Prata, em Lisboa, com Filipe Melo (piano), Bruno Santos (guitarra), Bernardo Moreira (contrabaixo), André Sousa Machado (bateria) e Donald Harrison (saxofone). O concerto pode ser ouvido online (http://antena2.rtp.pt/) e passa no programa "Concerto Aberto". |
AJMMA SUPERA EXPECTATIVASAs inscrições para o Atelier de Jazz e Música Moderna do Algarve (AJMMA) - projecto cultural da Associação Músicas no Sul - , apresentado publicamente do passado dia 15 de Setembro, excederam as expectativas do seu responsável, o trompetista Hugo Alves. "As inscrições na AJMMA formalizaram-se, permitindo concluir-se, pelo número de alunos inscritos, que é desde já uma iniciativa de sucesso nesta fase., pode ler-se em nota de imprensa agora divulgada. O ano lectivo teve início do passado dia 10 de Outubro, nas instalações da Associação Músicas No Sul / Orquestra de Jazz de Lagos, sitas na Rua Combatentes da Grande Guerra, n.º 10, em Lagos, iniciando-se assim o périplo desta workshop permanente. O curso da AJMMA tem um colectivo de 8 professores distribuídos por outras tantas disciplinas, e está programado para uma duração de três anos lectivos. É a primeira iniciativa do género no Algarve e permite agora o alargamento dos horizontes daqueles que querem aprender sobre estas linguagens musicias. A AJMMA segue os conteúdos programáticos normalmente usados em escolas de jazz, quer sejam nacionais ou internacionais e está vocacionada em primeira mão para o ensino dos instrumentos: trompete, saxofone, trombone, piano, guitarra, bateria e baixo. A AJMMA aceita no entanto alunos de qualquer outro instrumento, desde que tenham um dominínio razoável do mesmo que permita ao aluno autónomamente estudar os meandros da música improvisada. Propõe ainda um nível zero baseado no projecto Jazz Na Escola, particularmente destinado a crianças a partir dos oito anos de idade. Ali têm a hipotese de obter a sua iniciação musical com um conceito base de experimentação da improvisação. |
outubro 13, 2007UM TOQUE DE JAZZNa emissão de hoje de "Um Toque de Jazz", Novos discos portugueses (2) – "Given Soul" pelo quarteto do trompetista Hugo Alves; "Whishful Thinking" pelo quinteto do saxofonista Alípio C. Neto; "Memórias de Quem" pelo pianista João Paulo Esteves da Silva; "Espaço" pelo trio do pianista Mário Laginha. Amanhã será a vez de Concertos internacionais (2) – O trio da cantora-pianista Denna DeRose (EUA) com Martin Wind (contrabaixo) e Matt Wilson (bateria), no Festival Jazz Baltica (Bad Salzau, Alemanha) em 2 de Julho de 2006. Uma gravação Eurorádio. "Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM, e Mértola 92.2 FM)). Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2. |
outubro 12, 2007VGO HOJE NA CASA DA MÚSICAA Variable Geometry Orchestra, sob a direcção de Ernesto Rodrigues, apresenta esta noite (23h00) na Casa da Música (Sala 2), no Porto uma mistura de sonoridades acústicas, eléctricas e electrónicas, ao sabor do LIVRE improviso. Não percam! "A improvisação livre é o ponto de partida para a música da Variable Geometry Orchestra, que traz à Sala 2 uma mistura de sonoridades acústicas, eléctricas e electrónicas. Formada por duas dezenas de elementos, intérpretes de instrumentos de cordas, sopro, percussão e de uma secção electrónica, a Variable Geometry Orchestra é dirigida pelo violinista/violetista Ernesto Rodrigues. Através da estruturação da orquestra em naipes instrumentais, a composição em tempo real oscila entre a organização formal do caos, do “tutti” orquestral, e situações de diálogo entre pequenos grupos. Joga-se com o ruído e com o silêncio, sendo este a ausência de um som identificável. Cada músico da Variable Geometry Orchestra pode participar em toda a espécie de acontecimentos sonoros que estejam a ocorrer nesse preciso momento no espaço envolvente, ou simplesmente escutar o que outro músico tenha começado entretanto a fazer, sem a preocupação de responder imediatamente. A construção da composição em tempo real é organizada através do delicado equilíbrio entre as diferentes massas sonoras que preenchem o espaço acústico, revelando justaposições de instrumentos específicos que actuam como células sonoras móveis no todo orquestral, sempre sob o olhar atento do regente, que fornece indicações gestuais aos diversos grupos. Ernesto Rodrigues nasceu em Lisboa, em 1959, tendo acumulado experiências em estilos tão variados como a música contemporânea, o free jazz, a música popular, a música improvisada e a música electrónica. Activo como músico em diferentes áreas de criação, desde a dança, performance, cinema e video, criou, em 1999, a editora discográfica Creative Sources Recordings, inicialmente com o intuito de editar os seus próprios trabalhos, alargando-a mais tarde a centenas de músicos improvisadores de todo o mundo." (texto da organização) A entrada custa € 10. |
outubro 11, 2007NEVER CAPTURE IT AGAIN"When you hear music, after it´s over, it´s gone, in the air, you can never capture it again" (Eric Dolphy) |
outubro 10, 2007POSTO DE ESCUTAEm audição atenta: John Handy - "Live at the Monterey Jazz Festival" (reed. Jazz Beat) Disco histórico, gravado ao vivo no Festival de Jazz de Monterey Jazz Festival, a 18 de Setembro de 1965. Esta reedição inclui ainda uma faixa bónus "Tears of Ole Miss (Anatomy Of A Riot)" (gravada no Village Gate, de Nova Iorque, a 8 de Juho de 1967), em que tocam, para além de John Handy, Bobby Hutcherson (vibrafone), Pat Martino (guitarra), Albert Stinson (contrabaixo) e Doug Sides (bateria). |
HERB GELLER HOJE NO HOTPara comemorar o seu quarto aniversário, o blogue Jazz no País do Improviso!, da autoria de João Moreira dos Santos, promove o regresso a Portugal, 45 anos depois, do saxofonista Herb Geller, músico que acompanhou entre outros Benny Goodman, Chet Baker, Dinah Washington e Clifford Brown. A actuação será no Hot Clube de Portugal (praça da Alegria, Lisboa) hoje, pelas 23h00, acompanhado por músicos da geração seguinte à que com ele tocou em 1962, integrado num quarteto liderado pelo pianista Filipe Melo, com Bruno Santos (guitarra), Demien Cabaud (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria). Em 1962, o norte-americano Geller passou por Lisboa, a caminho da Alemanha, onde fixaria residência até ao presente. Luís Villas-Boas aproveitou então a sua estadia para o convidar para uma série de concertos no Hot Clube de Portugal e até a participar numa revista do Parque Mayer. |
outubro 06, 2007UM TOQUE DE JAZZNa emissão de hoje de "Um Toque de Jazz, Novos discos portugueses (1) - Vários grupos nacionais (Bernardo Sassetti, João Moreira, Mário Laginha, Pedro Moreira, Paula Oliveira), ao vivo, no Jazz Fest 2006 realizado em 24, 25 e 26 de Agosto na Quinta Splendida (Madeira). Amanhã será a vez de Concertos internacionais (1) O quinteto do trompetista Terell Stafford (EUA), com Tim Warfield (saxoxofones soprano e tenor), Mulgrew Miller (piano), Martin Wind (contrabaixo) e Matt Wilson (bateria), no Festival Jazz Baltica (Bad Salzau, Alemanha) em 02.07.06. Uma gravação Eurorádio. "Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM, e Mértola 92.2 FM)). Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2. |
outubro 04, 2007... E O JAZZIN´ TONDELA TAMBÉMTem hoje início a 4ª edição do festival Jazzin´ Tondela, uma organização da ACERT. Eis o programa do festival: Hoje "Nome incontornável de uma geração inovadora do universo jazzístico, Magic Malik demonstrou desde cedo uma sensibilidade especial para a dimensão musical. Talvez assim se explique que este artista se tenha invariavelmente norteado pela sua intuição, ao longo de um percurso que foge das linhas direitas e simples para se desdobrar em destinos de sonoridades inexploradas, conquistadas ao sabor das circunstâncias. Das pulsações house e dos sons urbanos de St. Germain ao jazz do Groove Gang de Julien Lourau, sem esquecer a incursão pelo pop clássico, Malik sempre imprimiu um sentido claro às suas cumplicidades artísticas, dotando-as de humanidade e elegância. Posteriormente, o seu trabalho adquiriu uma dimensão particularmente singular no contexto de um projecto a solo, que abriu caminho a um jazz inovador, cerebral e avant-garde. Fazendo-se acompanhar por uma orquestra de grande qualidade, Malik oferece ao público uma formação impregnada de espírito de aventura, sede de mudança e gosto pela pesquisa e experimentalismo musical, na fronteira do jazz e da música electrónica. Ao longo da viagem deste artista contam-se encontros com Steve Coleman, Cachaito Lopez, (Buena Vista Social Club), Nelson Veras, o Quinteto de Pierrick Pedron, os Akamoon ou os Trouble Makers, de Marselha, a par de muitos outros nomes com os quais Malik se multiplicou em estilos e colaborações. No fundo, verdadeiros “ateliers de trabalho”, que permitiram a este flautista ecléctico alargar os seus horizontes e percorrer as mais distintas direcções" (texto da organização) Sofia Ribeiro & Marc Demuth Duo "A partir de uma cumplicidade musical iniciada em Barcelona há três anos, a cantora portuguesa Sofia Ribeiro e o contrabaixista luxemburguês Marc Demuth têm vindo a construir um projecto ao longo das suas já numerosas prestações em clubes de jazz e festivais, por toda a Europa e nos EUA. Uma colaboração muito bem sucedida, que resultou na gravação do seu primeiro disco, intitulado “Dança da Solidão”, ao vivo no “L’Inoui” (Luxemburgo). Amanhã "“Espaço”, o mais recente trabalho da formação Mário Laginha Trio, pretende explorar os pontos de contacto, as coincidências conceptuais e as “inspirações” mútuas entre os universos musical e arquitectónico. A música situa-se, assim, num ponto equidistante entre o universo acústico e a forma. Nesta nova aventura artística, o pianista Mário Laginha conta com a cumplicidade de grandes músicos, que já o haviam acompanhado em gravações e nos numerosos concertos com a cantora Maria João. O espectáculo no Festival revelará este último álbum, lançado em Junho de 2007 e forte candidato a disco de jazz nacional do ano. Eis um encontro raro no qual a arquitectura serviu de pretexto para um grande trabalho de jazz, numa viagem insuflada por uma aguçada curiosidade e uma originalidade inconfundível. Mário Laginha é considerado um dos mais talentosos e inovadores músicos portugueses. Pianista e compositor, foi distinguido com vários prémios e convidado a participar em inúmeros festivais nacionais e internacionais. Tocou e gravou com Wayne Shorter, Ralph Turner, Manu Katché, Trilok Gurtu, Toninho Horta, Gilberto Gil, Julian Argüelles, Django Bates, entre muitos outros, e também com a Hannover Philharmonic Orchestra. Envolveu-se em variadíssimos projectos e foi convidado a compor para pequenos e grandes ensembles. O trabalho em duo tem assumido uma importância central na sua carreira: com Maria João, com quem já partilhou oito discos, e em projectos com Pedro Burmester e Bernardo Sassetti." (texto da organização) Sábado "Poucos músicos reúnem tanto consenso como este camaronês, cuja qualidade tem sido reconhecida nas actuações com alguns dos mais sonantes nomes da cena musical da actualidade. Bona construiu um percurso único. Na fronteira do jazz, criou uma música com impressões digitais que a transformam e que a tornam carismática e inconfundível, temperando-a com um gostinho genuinamente universal. Neste concerto, integrado na digressão mundial de apresentação do seu último álbum, “Tiki”, Bona transporta-nos aos mais profundos meandros de África, local de mitos e de intimidade ancestral. E não se pode esquecer, naturalmente, a importância da sua banda inter-racial, composta por músicos provenientes de África, da América e da Europa, com quem o artista cria um mapa de sonoridades muito características, no qual o público é convidado a participar activamente. Multi-instrumentista, compositor e exímio contrabaixista, Bona possui uma voz suave, à qual não será alheia uma pitada de nostalgia. Ainda jovem, Bona chegou a construir os seus próprios instrumentos (flautas de madeira e um violão de seis cordas). A sua determinação em aprender guitarra, flauta e percussão valeu-lhe o convite para formar uma banda. Começou a causar sensação na terra natal. Um extraordinário álbum de Jaco Pastorius, numa colecção de LPs que lhe foi disponibilizada, funcionou como antecâmara para o universo do jazz. Aos vinte anos parte para Paris, onde estuda e toca com Salif Keita, Manu Dibango e prestigiados artistas franceses.Em 1995 vai para Nova Iorque, alcançando o estatuto de um dos mais requisitados artistas do universo jazz e da world music. Larry Coryell, Mike Stern, George Benson, Bobby McFerrin, Paul Simon, Pat Metheny, Herbie Hancock, Branford Marsalis ou Bobby McFerrin são somente alguns dos nomes com os quais partilhou o palco, em paralelo com uma produção discográfica singular." (texto da organização) Mais informação em www.acert.pt. Vídeo de promoção em: www.youtube.com/watch?v=eKB5pIcEzpk. |
ANGRAJAZZ 2007 COMEÇA HOJE...Arranca hoje a nona edição do Angrajazz - Festival Internacional de Jazz de Angra do Heroísmo. Os seis concertos que compõe o Angrajazz realizam-se no Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo, que para o evento se transforma num clube de jazz. Hoje (quinta-feira) 21h30 Laurent Filipe Quinteto (Portugal) 23h30 Roberta Gambarini 4tet (EUA) 21h30 Orquestra Angrajazz com Afonso Pais (Portugal) 23h30 Benny Golson Sextet (EUA) Sábado 21h30 Jim Hall Trio (EUA) Monk´s Casino (Alemanha) Como actividades paralelas haverá uma Feira do Disco, com a presença das editoras Trem Azul, Discantus e Dargil, uma Exposição de Fotografia de António Araújo subordinada ao tema “Jazz”, e venda dos produtos Angrajazz. Os bilhetes estarão à venda no Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo a partir de 25 de Setembro. |
outubro 03, 2007WHAT IS JAZZ?"How dare we spend so much valuable energy aswering such questions such: "What is jazz""? (William Parker) Alguém sabe a resposta? |
outubro 02, 2007HERB GELLER 45 ANOS DEPOIS EM PORTUGALPara comemorar o seu quarto aniversário, o blogue Jazz no País do Improviso!, da autoria de João Moreira dos Santos, promove o regresso a Portugal, 45 anos depois, do saxofonista Herb Geller, músico que acompanhou entre outros Benny Goodman, Chet Baker, Dinah Washington e Clifford Brown. A actuação será no Hot Clube de Portugal (praça da Alegria, Lisboa) no dia 9 de Outubro, pelas 23h00, acompanhado por músicos da geração seguinte à que com ele tocou em 1962, integrado num quarteto liderado pelo pianista Filipe Melo. Junta-se de Maria Viana, que em 2007 celebra 30 anos de carreira. Em 1962, o norte-americano Geller passou por Lisboa, a caminho da Alemanha, onde fixaria residência até ao presente. Luís Villas-Boas aproveitou então a sua estadia para o convidar para uma série de concertos no Hot Clube de Portugal e até a participar numa revista do Parque Mayer. |
outubro 01, 2007ENTREVISTA BERNARDO SASSETTINo ano em que comemora duas décadas de actividade profissional e o décimo aniversário do seu trio, o pianista Bernardo Sassetti prepara-se para iniciar um período de pausa e reflexão. O músico – que pretende reestabelecer-se em Londres –, fez um ponto de situação em relação à sua carreira, não deixando de perspectivar o que está para vir. «Sou um pianista de qualquer coisa livre», assim se define Bernardo Sassetti (n. 1970, Lisboa), voz essencial no jazz nacional da actualidade. Ao longo de anos de maturação, o músico tem vindo a desenvolver uma linguagem própria, matizada por diferentes influências e burilada num processo que o próprio apelida de intuitivo. Desenvolvendo intensa actividade em diversos campos artísticos, tem adquirido um estatuto que o faz ser constantemente requisitado para compor, arranjar e tocar com nomes provenientes de vários quadrantes musicais. O seu toque de Midas é de todos bem conhecido. Apesar de tudo, mostra reservas quando se fala do seu lado de compositor, preferindo atribuir esse título a outros. Os seus discos mais recentes, para além de terem recebido invariavelmente os laudos da crítica especializada, nacional e internacional, têm também constituído um invejável sucesso de vendas, atingindo números impensáveis há alguns anos para um músico de jazz no mercado português. Num momento de balanço, Bernardo Sassetti fala-nos de música, de fotografia, de cinema, do silêncio. Improvisos Ao Sul: Consegue precisar o momento em que tomou consciência de que seria na música que encontraria a sua forma preferencial de expressão? E o piano, foi amor à primeira audição? Nesses tempos iniciáticos quais eram as suas principais referências? Considera-se um músico e compositor de jazz ou tal afirmação é demasiado redutora para a música que faz? Atrevo-me a afirmar que muita da música que escreve tem os pilares assentes em certa formas do piano clássico... Concorda? Que espaço concede à componente de improvisação? Gustav Mahler dizia que “tudo está escrito numa partitura, excepto o essencial”… A escrita para cinema e teatro constituem duas áreas que tem explorado com alguma regularidade. Como garante a cumplicidade entre o que se passa na tela ou no palco e a música que compõe? A fotografia é outra das suas paixões… Fotografia e Música são artes que de alguma forma se completam no seu imaginário? Criou-se à sua volta a imagem de um músico metódico, perfeccionista, solitário… Fale-nos um pouco sobre o seu processo de criação… Entendo muita da sua música como exercícios de diálogo com o silêncio... Qual é a sua relação com o silêncio? Considera que numa sociedade ruidosa, como esta em que vivemos, o silêncio é uma necessidade? É-o também para si? A sua música encerra uma grande carga emocional, um sentimento de ausência e nostalgia que diria muito português... É assumido? Depois de ter estado cerca de sete anos sem gravar em nome próprio, regressou aos discos em 2002, com “Nocturno”, acompanhado por Carlos Barretto e Alexandre Frazão. Este momento terá sido, de alguma forma, um ponto charneira na sua carreira? A partir de então tem editado a um ritmo assinalável… O seu ambicioso projecto "Unreal: Sidewalk Cartoon" extravasou os limites da música, alargando-se ao vídeo e à palavra escrita. Ficou satisfeito com o resultado? Pensa empreender no futuro outros projectos que aglutinem diferentes linguagens artísticas? Os seus últimos discos têm conquistado um significativo sucesso comercial, sem precedentes no panorama do jazz nacional. Como lida com este facto? Alguns críticos têm manifestado uma fúria quase inquisitória contra a importação de material estranho ao jazz: lembro-me de Brad Mehldau, Ethan Iverson (dos The Bad Plus) – responsáveis por versões de temas rock – Uri Caine ou Joachim Kuhn, que se têm debruçado sobre obras de compositores clássicos. Vê com bons olhos este entrecruzar de universos musicais? António Pinho Vargas referiu recentemente a sua dificuldade em imaginar que “em 2047 o grande acontecimento musical seja uma nova integral das sinfonias de Beethoven”. Considera que no jazz se está a passar o mesmo? Olha-se demasiado para trás? Tem trabalhado em diversas ocasiões o repertório de José Afonso, nomeadamente no dueto com Mário Laginha. O que mais lhe interessa na obra de José Afonso? Este é o ano do décimo aniversário do Bernardo Sassetti Trio. Que balanço faz desta verdadeira joint-venture musical? Tem trabalhado como músico, compositor e arranjador em diferentes ambientes: solo absoluto, duetos, trios, com formações mais alargadas. Sente uma apetência especial por algum destes contextos? Está a estrear-se no Fender Rhodes, no âmbito do novo projecto de Carlos Barretto, In Loko. Estas experiências têm sido estimulantes? Como analisa o actual momento do jazz em Portugal? De entre as gerações mais novas, destacaria alguns nomes que aprecia particularmente? Tem ideias concretas sobre o que vai fazer a seguir? Retomando o título de uma peça para a qual escreveu a banda sonora – “Dúvida (1964)” – é importante para um músico ter dúvidas? DISCOGRAFIA SELECCIONADA Como líder: “Dúvida (1964)” (Trem Azul, 2007) Como sideman: Carlos Martins com Cindy Blackman “Passagem” (Enja, 1996) [entrevista publicada no n.º 14 da revista Jazz.pt (Set./Out. 07)] |























