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setembro 29, 2007

UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de hoje de "Um Toque de Jazz Jazz ao Vivo (25) – "Sorgente Sonora» (1), gravado ao vivo em 1998 por La Banda com a colaboração de Pino Minafra (trompete, fliscórnio), Giancarlo Schiaffini (trombone), Antonio Balsamo (saxofone alto), Eugenio Colombo (saxofone soprano, flauta), Luca Spagnoletti (flauta, electrónica) e Ettore Fioravanti (bateria).

Amanhã será a vez de Jazz ao Vivo (26) – "Sorgente Sonora" (2), gravado ao vivo em 2005 por La Banda com a colaboração de Pino Minafra (trompete, fliscórnio), Gianluigi Trovesi (clarinetes), Beppe Caruso (trombone), Eugenio Colombo (saxofone soprano, flauta), Carlo Rizzo (percussão, voz).

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM, e Mértola 92.2 FM)).

Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

Publicado por António Branco às 08:07 AM | Comentários (0) | TrackBack

BERNARDO SASSETTI TRIO SOPRA 10 VELAS

Bernardo Sassetti Trio na Culturgest
Bernardo Sassetti

O pianista Bernardo Sassetti cumpre este ano 20 anos de carreira profissional e dez do seu trio, com Carlos Barretto e Alexandre Frazão.

A comemoração é logo à noite (21h30) na Culturgest.

"O Bernardo Sassetti Trio é, salvo erro, a formação mais estável do jazz português em actividade. Neste concerto, comemora o seu décimo aniversário. Bernardo Sassetti, Carlos Barretto e Alexandre Frazão têm cada um deles múltiplos projectos separados e são certamente dos mais talentosos músicos de jazz do nosso país. Começaram a tocar juntos em agrupamentos diversos com outros músicos, muito antes de formarem o trio. Aprenderam a três o que Sassetti descreve como “uma consciência colectiva do tempo e do espaço”. O que mostram saber quanto ao lugar que ocupam na cena do jazz, foi construído de raiz ao longo dos anos e não adaptado de outras experiências. Diz-se, por vezes, que a improvisação é telepática – os músicos interagem uns com os outros como se entre as suas mentes houvesse uma comunicação invisível, o que causa sempre alguma estranheza a quem não é músico ou, mesmo quando se é músico, se não tem o hábito da improvisação em conjunto. A verdade é que neste trio o entendimento é tão forte que cada um consegue prever os caminhos que os outros vão seguir e assim preparar-se para a justa resposta imediata. Sassetti já teve a ocasião de manifestar a sua admiração pela irrequietude e pela espontaneidade de Carlos Barretto, “sempre à procura do possível e também do improvável” e pela incapacidade de ser vulgar ou banal de Alexandre Frazão. O profundo conhecimento que cada um tem dos outros dois parceiros, do modo como funcionam, e da sua qualidade musical, da sua personalidade, não poderia resultar num jazz estéril e inerte, sem direito à surpresa. Aliás, já não se trata apenas de uma questão de “mecânicas” – Barretto, por exemplo, está sempre à procura que a música atinja proporções “astrológicas”. E não é que conseguem mesmo?" (Rui Eduardo Paes)

Publicado por António Branco às 07:24 AM | Comentários (0) | TrackBack

setembro 28, 2007

MOSCOW JAZZ TRIO AMANHÃ EM ESPINHO

Moscow Art Trio
Moscow Art Trio

Amanhã à noite (21h30) no Auditório de Espinho (Rua 34, nº 884), apresenta-se o Moscow Art Trio, constituído por Mikhail Alperin, Arkady Shilkloper e Sergey Starostin.

O Moscow Art Trio é uma das formações russas mais interessantes do novo jazz, partindo dele para celebrar a música folk, os blues e elementos clássicos. Os territórios que percorrem são de tal forma vastos que é habitual apelidarem o trabalho do trio de world music. O conceito estético deste trio é apresentando como baseado em música imaginativa, combinando inteligência, humor e brilhantismo técnico.

O bilhete normal custa € 7, enquanto que o preço reduzido para maiores de 65 e menores de 25 anos é de € 5.

Publicado por António Branco às 07:39 AM | Comentários (0) | TrackBack

WORKSHOPS DE GUITARRA @ AGM

A Associação Grémio das Músicas (AGM) organiza hoje amanhã e depois um workshop de guitarra com Mário Delgado, sugestivamente intitulado "Guitarra Labiríntica e Minimal".

Este workshop vai concentrar-se na aproximação ao estudo da guitarra, propondo uma maneira original e inovadora para agilizar o pensamento do músico de forma a desvelar todas as possibilidades criativas que este instrumento pode oferecer.

Agenda do workshop:
28, 29 e 30 de Setembro: 15h00 - 19h00

Local do workshop:
Estúdio da ACTA, Rua Cunha Matos 23, Faro

A ficha de inscrição está aqui.

Publicado por António Branco às 07:30 AM | Comentários (0) | TrackBack

setembro 27, 2007

GUIMARÃES JAZZ 2007 EM NOVEMBRO

O Guimarães Jazz volta entre 8 e 17 do próximo mês de Novembro a apostar num luxuoso e diversificado cartaz, que faz habitualmente deste festival um dos píncaros das temporadas jazzísticas em Portugal. A edição deste ano contará, entre outras, com as presenças de Jan Garbarek, Pharoah Sanders, John Scofield, Ahmad Jamal e da big band de Charles Tolliver.

O rico programa é o que se segue:

8 de Novembro (quinta-feira, 22h00)
Pharoah Sanders Quartet
Pharoah Sanders (saxofone), William Henderson (piano), Nat Reeves (contrabaixo) e Joe Farnsworth (bateria)

9 de Novembro (sexta-feira, 22h00)
Ravi Coltrane Quartet
Ravi Coltrane (saxofone), Drew Gress (contrabaixo), Luís Perdomo (piano) e EJ. Strickland (bateria)

10 de Novembro (sábado, 22h00)
Jan Garbarek Group
Jan Garbarek (saxofones tenor e soprano), Yuri Daniel (contrabaixo), Rainer Brüninghaus (piano) e Manu Katchè (percussão)

14 de Novembro (quarta-feira, 22h00)
Orrin Evans Quintet
Orrin Evans (piano), Darryl Hall (contrabaixo), Stacy Dillard (saxofone), Alex Sipiagin (trompete) e Donald Edwards (bateria)

15 de Novembro (quinta-feira, 22h00)
The John Scofield "Real Jazz"
John Scofield (guitarra), Steve Swallow (baixo eléctrico), Bill Stewart (bateria) + Phil Grenadier (trompete e fliscórnio), Eddie Salkin (saxofone tenor, flauta e clarinete baixo) e Frank Vacin (saxofone barítono e clarinete Baixo)

16 de Novembro (sexta-feira, 17h00)
Bing Band ESMAE, conduzida por Orrin Evans

16 de Novembro (sexta-feira, 22h00)
Ahmad Jamal Trio
Ahmad Jamal (piano), James Cammack (contrabaixo) e Idris Muhammad (bateria)

17 de Novembro (sexta-feira, 18h00)
TOAP Colectivo
Matt Renzi (saxofone tenor, clarinete), Jacob Sacks (piano), Bernardo Moreira (contrabaixo) e André Sousa Machado (bateria)

17 de Novembro (sexta-feira, 22h00)
Charles Tolliver Big Band
Charles Tolliver (trompete, direcção), Craig Handy (saxofone alto), Todd Bashore (saxofone alto), Bill Saxton (saxofone tenor), Billy Harper (saxofone tenor), Howard Johnson (saxofone barítono), Jason Jackson (trombone),
Joe Fiedler (trombone), Stafford Hunter (trombone), Aaron Johnson (trombone), Chris Albert (trompete), Freddie Hendrix (trompete), Keyon Harrold (trompete), David Weiss (trompete), Kirk Lightsey (piano), Dwayne Burno (baixo)
Gene Jackson (bateria)

Paralelamente aos concertos, decorrerão, nos dias 12, 13, 15 e 16 de Novembro, oficinas de jazz orientadas por Alex Sipiagin, Donald Edwards, Darryl Hall e Stacey Dillard.

Nos mesmos dias, Orrin Evans orientará um workshop de big band onde participarão alunos da ESMAE.

A cargo deste grupo de músicos estarão as habituais jam sessions, agendadas para ter lugar após os concertos, de 8 a 10 e de 15 a 17, ´round midnight.

Publicado por António Branco às 06:34 AM | Comentários (0) | TrackBack

setembro 26, 2007

ENTREVISTA JOSÉ MENEZES

José Menezes
José Menezes (foto: Olga Moreira)

O saxofonista José Menezes é um dos mais sólidos e multifacetados músicos portugueses de jazz. Ao longo de uma carreira recheada, tem orientado os seus esforços em múltiplas direcções. Hoje, na pacatez de Torres Vedras, privilegia a vertente pedagógica, mas desdobra-se em vários projectos. O Improvisos Ao Sul quis saber mais sobre o que anda a fazer.

Improvisos Ao Sul (IaS): Nasceu no Porto, em 1957. O interesse pela música surgiu cedo na sua vida? Tinha (ou tem) antecedentes familiares ligados à música?
José Menezes (JM): O meu primeiro contacto com um instrumento aconteceu por volta dos 10/11 anos com a oferta de uma harmónica, uma vulgar gaita de beiços que me entreteve durante muito tempo. A coisa passou, durante uns anos não tornei a pensar em música até que descobri o piano da minha tia, um Bechstein vertical com um som lindo , para além de um cheiro que ainda hoje reconheceria em qualquer parte… Por volta dos 14/15 anos comecei a brincar com as notas, a juntá-las no piano, a descobrir relações entre os sons mas o acto de soprar tinha já ficado gravado e quando me decidi a escolher um instrumento escolhi o saxofone.

Que memória guarda dos primeiros contactos com o jazz?
Ouvi Jazz pela primeira vez em frente televisão, a preto e branco, meados dos anos 60, eu teria 8 ou 9 anos, e foi um solo do Carlos Menezes, um guitarrista de topo na época (vim a saber quem era anos mais tarde…) Lembro-me de ser muito miúdo mas ter dado muita atenção ao que estava a ouvir e tive a noção de que o guitarrista estava a inventar a música na hora. Depois vim a saber que aquilo era Jazz. Entretanto apaixonei-me pelo “blues” – a tal harmónica tinha deixado “mossa”. Voltei a cruzar-me com o Jazz em 71, quando em Dezembro (com uns trocos ganhos ao loto na noite de Natal) comprei a revista “Mundo da Canção”e li a delirante descrição do concerto de Miles Davis escrita pelo Jorge Lima Barreto em que descrevia Jarrett movimentando-se no piano “como uma cegonha em cópula”. Achei aquilo do Jazz muito estranho e misterioso e prometi a mim mesmo investigar.

E a sua integração no círculo de músicos de jazz do Porto? Conte-nos essas experiências…
O Porto, naquela altura era um deserto no que respeita ao Jazz. Não havia ninguém a quem perguntar fosse o que fosse sobre música e o Conservatório não era uma opção já que de Jazz também não ensinava nada. Eu como realmente não sabia tocar, pensava que tocava free-jazz. É uma atitude muito comum em candidatos a músicos de jazz. Havia o Rui Azul que tocava tenor e depois tinha ouvido falar de um tal Zé Nogueira e em mais dois ou três músicos interessados em Jazz. Nesse ponto foi muito importante ter conhecido os irmãos Barreiros, especialmente o Mário, ele próprio também no início da sua paixão pelo Jazz e que sabia muito mais de música do que eu para além de já ter, nessa altura, muita experiência de palco devido ao grupo em que tocava na altura (Mini-Pop). De resto a casa deles veio a ser o ponto de encontro de muitos músicos e aspirantes a músicos dando, mais tarde, origem à Escola de Jazz do Porto. Foi uma altura muito marcante

Quais têm sido as suas maiores influências?
A minha maior influência foi o John Coltrane. Acho que a música e o exemplo dele moldaram, não só a minha maneira de tocar como a minha maneira de ver o mundo, musicalmente e não só. Outro saxofonista na órbita do Coltrane foi importante para mim, o Pharoah Sanders. Também os discos do Elvin Jones após 67 me “bateram” (ainda “batem”…) de uma forma especial bem como os dos Jazz Messengers da altura do Shorter e do Freddie Hubbard. Dois discos do Dave Liebman tiveram também, nessa altura um impacto que dura até hoje –“Lookout Farm” e o “Sweet Hands”. E muitos outros discos, mais dos que cabem aqui. Também alguns músicos portugueses me foram importantes nos anos iniciais da minha formação – Já falei no Mário Barreiros, mas também o José Nogueira e o Rao Kyao.Quanto a influências extra-musicais a literatura e o cinema foram marcantes mas não vou enumerar obras e autores. É uma bela ocasião perdida para “dar uma” de culto mas enfim…

Proponho-lhe o exercício de eleger os três ou quatro momentos que considera mais marcantes ao longo do seu diversificado percurso…
- O meu primeiro concerto com uma orquestra sinfónica. Obras de António Vitorino de Almeida - “A Fábrica dos Sons” e o “Chacareiro Mágico”. A minha leitura musical era ainda frágil, as peças bastante difíceis (para toda a orquestra) e eu completamente “verde” no que respeita a seguir a direcção de um maestro de uma orquestra clássica. Foi o que mais me custou fazer, até hoje. No fim da primeira semana de ensaios telefonei ao 1º trompete da orquestra, o prof. Macedo (que tinha sugerido o meu nome para fazer a parte de saxofone, bastante trabalhosa) dizendo-lhe que não ia conseguir fazer aquilo. Respondeu-me : “ok, Zé.Vemo-nos amanhã às 3h no ensaio” e desligou. Devo-lhe a ele ter-me evitado uma derrota que, sem dúvida, teria consequências graves no meu percurso. Dei a volta à questão e o concerto acabou por correr muito bem. Foi uma vitória importante ter conseguido fazer aquilo.
- Concerto com o Decateto de Mário Laginha no Jazz em Agosto em 87 (anfiteatro da Gulbenkian). A primeira vez que o Laginha escrevia para uma formação alargada e a primeira vez que eu tocava Jazz com um grupo daquele nível, para um público imenso e completamente disponível musicalmente. O concerto foi um sucesso. Tenho a certeza que o Mário Laginha e todos os músicos presentes ainda se lembram bem daquela noite.
Outro momento com um significado especial foi a gravação do CD da Big Band do Hot-Club com Benny Golson, Curtis Fuller e Eddie Henderson. A autoridade musical e o peso histórico daqueles músicos transformou aqueles momentos em qualquer coisa especial. Muita música a sair daqueles instrumentos…
- Por último e para além de muitos outros momentos que me foram importantes, o da abertura da Escola de Jazz de Torres Vedras, “invenção” de uma Escola de jazz num meio rural sem tradição nessa área. O início de um percurso muito trabalhoso mas estimulante, um exercício de teimosia e persistência.

Há um par de anos refugiou-se perto de Torres Vedras, onde montou o seu quartel-general. Quais as vantagens, como músico e professor, que esta mudança lhe trouxe?
As vantagens bem como as razões que me levaram à mudança, são, principalmente, de ordem pessoal. Mudei-me quando o meu filho terminou o ensino básico. Procurei um ambiente mais saudável para ele crescer. Essa decisão não foi pensada, em primeira mão, em termos de vantagens para mim enquanto músico ou professor. A ideia de abrir uma Escola de Jazz aconteceu anos depois, quando reparei que o ensino de música na zona era de baixa qualidade, muito antiquado e tradicional, no pior sentido da palavra. Claro está que o facto de não haver muitas propostas culturais na região deixava espaço em aberto para novas propostas. Assim nasceu o festival TvedrasJazz, o “Jazz Vai à Escola” e a Big Band do Oeste”. Mas se por um lado a reduzida dimensão do meio pôde proporcionar o aparecimento destes projectos, essa mesma reduzida dimensão do meio tende a tratar estes projectos como novidades do momento e a não investir a médio prazo de uma forma séria e pensada apesar dos bons resultados obtidos em cada um deles. A excepção é o projecto pedagógico “Jazz vai à Escola” que, em parceria com as Câmaras de Torres Vedras e da Lourinhã envolveu, até ao momento 7.300 alunos do básico ao secundário. Pelo contrário,o festival TvedrasJazz, que obteve no seu 2ºano apoio máximo do Instituto das Artes, logo no ano seguinte sofreu um desinvestimento não só financeiro mas no âmbito do próprio conceito, por parte da Autarquia. A mesma autarquia que tem ignorado o trabalho desenvolvido pela Big Band do Oeste, projecto sediado em Torres Vedras.

Dedica uma fatia importante da sua actividade profissional à componente lectiva. Em 2002 fundou a Escola de Jazz de Torres Vedras. Como encara a actividade docente? Quais as principais mensagens que procura veicular aos seus alunos?
Com a abertura da Escola de Jazz numa zona rural como Torres Vedras os desafios que se colocam, para além dos de ordem musical, passam, principalmente pela mudança de atitude para com a Música, o ensino de Música e o Jazz em especial.. Consequentemente encaro a actividade lectiva em todos os locais onde ensino, antes de mais, como uma forma de mudar mentalidades e formas de pensar. Tento passar aos meus alunos a ideia de que, como dizia Ellington, realmente só há 2 tipos de música – a boa e a má. Procuro que os meus alunos tenham contacto com Lester, Parker e Coltrane mas também Ornette, Zorn ou Gayle. Gosto de os provocar, de os estimular para que eles próprios aprendam a encontrar soluções para os problemas musicais. Pensar bem é fundamental. Procuro fazer com que os alunos, qualquer que seja o nível de desenvolvimento, se questionem sobre o que estão a fazer e percebam que há muitas outras formas diferentes de chegar ao mesmo “sítio”. E depois é fundamental que o estudo do instrumento se transforme – e quanto mais cedo melhor – num jogo pelo qual o aluno se apiaxone. Preocupo-me bastante com a pedagogia do Jazz. Acho-a uma área fascinante. Para além disso, este tipo de reflexão é-me muito útil enquanto, eu próprio, estudante – coisa que, estou certo, nunca deixarei de ser.

Como vê o nascimento de tantas escolas e outros projectos ligados ao ensino e à divulgação do jazz no nosso país? Acha que há espaço para todos?
Realmente estão a acontecer muitas coisas. O ensino do Jazz está a conhecer um “boom” muito grande com o consequente aumento do número e qualidade dos estudantes e praticantes. Por outro lado, acho que ainda há muito a fazer. Tem-se verificado nos últimos tempos o aparecimento de projectos pedagógicos centrados no Jazz (escolas, workshops, cursos) dirigidos por músicos que não praticam a linguagem, pessoas que, em meu entender, não têm a preparação pedagógica ou disponibilidade psicológica para ensinar Jazz. Isso tem como consequência um ensino deficiente, uma enorme perda de tempo e dinheiro e, em último caso, a desistência da aprendizagem. Contacto com muitos alunos que passaram por experiências desse tipo e é lamentável constatar quanto tempo e energia se gastaram para quase nada. Acho que o tempo se encarregará de fazer a selecção natural entre uns e outros projectos. Pelo lado positivo as notas altas vão para a Festa do Jazz no S. Luiz como um importante momento de estímulo, de amostragem e cruzamento de experiências entre estudantes e músicos de Jazz e para o Curso de Jazz da Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo no Porto. Um projecto pioneiro, com irrefutável sucesso que entrou, em minha opinião, numa segunda fase de vida onde o maior desafio será manter e se possível melhorar a qualidade e níveis iniciais. Essa qualidade correrá sérios riscos se muito rápidamente não fôr preenchido o vazio curricular ao nível do ensino secundário de Jazz. Ou seja, há, neste momento, uma licenciatura, mas não há um Curso secundário de Jazz. Para além de caricata, a situação reflete o atraso de mentalidades no ensino artístico em geral e no ensino de música em particular já que, na esmagadora maioria dos países europeus, existem Cursos de Jazz nos Conservatórios. Não havendo uma formação sólida de nível secundário a licenciatura actual (e outras que venham a abrir no futuro) terá, para sobreviver, de aceitar alunos menos preparados para ingresso num nível superior de ensino, situação que já começa a acontecer. Na Academia de Amadores de Música, em Lisboa, um grupo de professores dos quais, para além de mim, fazem parte o Mário Delgado, o Alexandre Diniz, o Massimo Cavalli, o Alexandre Frazão, tem estado precisamente a trabalhar no sentido de, a curto prazo, oficializar um Curso de Jazz de nível secundário. Esperamos ter sucesso e abrir um precedente a nível nacional. Todos teriamos a ganhar.

E como analisa o actual panorama de festivais, discos … também nunca houve tanta abundância…
É óptima a existência de tantos festivais mas no que respeita ao desenvolvimento dum meio musical de Jazz ele passa, em primeira mão, pelos clubes. O reduzido circuito regular de clubes de Jazz não permite rodar um projecto ou grupo de forma a que esse grupo possa “polir” o seu produto, dar-lhe forma, deixá-lo crescer e amadurecer. Dos Festivais que acontecem ao longo do ano considero uns mais relevantes que outros dependendo do que “deixam atrás” ou seja, do que fica depois de acabar o seu último concerto. Óbviamente que um festival não pode ser unicamente uma sequência de concertos uns a seguir aos outros. Infelizmente é o que acontece em alguns casos. Deve haver, na organização de um festival, uma visão global, alargada da prática e do consumo do Jazz, uma visão transdisciplinar desta música tendo sempre em conta a formação de novos públicos para este tipo de música. Foi precisamente este conceito que pus em prática nas duas edições do TvedrasJazz (05 e 06) fazendo o festival cruzar-se com o projecto “O Jazz Vai à Escola” e com a actividade da “Big Band do Oeste”, incluindo na programação do festival ciclos de cinema sobre Jazz, colóquios, exposições de fotografia, jam sessions e workshops. Chegamos inclusivamente a ter durante o festival, numa cadeia de restaurantes local, uma semana gastronómica de “Jazz-food” .Aproximar as pessoas do Jazz pode – e deve - ser feito de muitas maneiras.

A cidade do Porto é actualmente um foco de muitos e bons saxofonistas (Mário Santos, Zé Pedro, Rui Teixeira, etc.), que, por seu turno, rareiam em Lisboa. Será este um outro sinal dos tempos em matéria de descentralização do jazz em Portugal?
O aparecimento, no Porto, de bons saxofonistas (e de outros bons instrumentistas e improvisadores de uma forma geral) , deve-se, em minha opinião, e em primeiro lugar, à existência de um ambiente que tem vindo a ser criado ao longo dos últimos 20 anos, que teve início ainda antes do aparecimento do Curso de Jazz da ESMAE e que explodiu com a abertura desse curso. Um ambiente que cresceu lentamente e que permite hoje em dia a existência (e sobrevivência) de um curso superior de Jazz e de mais duas escolas de Jazz. Na ESMAE, aberta 24 sobre 24 podemos encontrar gente a praticar o instrumento às 2 ou 3 horas da manhã. Vive-se um ambiente de grande paixão pela música. Por outro lado, com uma indústria musical desde sempre menos desenvolvida que a de Lisboa, os músicos do Porto, menos requisitados para gigs, estúdio e trabalho “comercial” sempre se puderam concentrar mais no seu trabalho, de uma forma, digamos, mais “artesanal” (no melhor sentido da palavra). Isso sempre se passou não só com o Jazz mas também com o Rock. Do Porto sempre sairam alguns dos mais interessantes projectos musicais nessa área. Concretamente no que respeita ao ensino do saxofone de jazz no Porto há uma tradição que - acho que poderei dizê-lo sem faltar à verdade- começou comigo e que continua de uma forma muitíssimo competente com o Zé Luis Rêgo e o Mário Santos, que têm sido professores da maioria dos bons saxofonistas portuenses. No que respeita à palavra-chave da sua pergunta – “descentralização” - ela é um facto especialmente se tivermos em conta alguns factos: uma Big Band de Matosinhos no Carnegie Hall, (talvez) o melhor festival de Jazz do país em Guimarães, um Curso superior de Jazz no Porto, uma disciplina de História do Jazz na Universidade de Aveiro, uma intensa actividade em Coimbra, projectos pedagógicos com um considerável impacto na comunidades escolares de Torres Vedras e Lagos. Por outro lado tentemos lembrar-nos de há quanto tempo não há, em Lisboa, um workshop internacional de Jazz digno desse nome ou sequer, um festival de Jazz da cidade…

Como instrumentista e compositor, está actualmente envolvido num conjunto de diferente projectos. Pode caracterizá-los sumariamente?
De momento divido a minha atenção musical pelo meu quinteto com música original, pelo projecto Improvisible , em duo com o baterista José Salgueiro. Ocupo-me também com a direcção da Big Band do Oeste e integro uma formação dirigida pelo jovem e talentoso compositor Marco Barroso – a Lisbon Underground Music Ensemble (LUME, prós amigos…) grupo que eu acho irá dar que falar. Para além disso sou candidato ao mestrado sobre Improvisação na Universidade de Sheffield, candidatura essa que, espero eu, venha a ser aceite muito em breve.

Tem-se apresentado com o projecto "Improvisible", do lado do baterista e percussionista José Salgueiro. Como surgiu este projecto? Há planos de gravação?
O projecto Improvisible tem uma componente visual baseada nas experiências cinematográficas do principio do sec. XX onde, por ausência de texto falado o ritmo da imagem dominava o discurso visual. Este duo nasceu da minha vontade de “olhar o ritmo nos olhos”, se me faço entender. O Zé Salgueiro é um grande músico e um divertido companheiro de aventura. Nesta formação procuro explorar zonas menos frequentadas da minha personalidade musical e descobrir o que lá possa encontrar. A ver se um dia destes gravamos .

Porque razão não há mais trabalhos gravados do José Menezes como líder? Gosta do trabalho de estúdio?
Gosto muito do trabalho de estúdio, isto é, do rigor que ele implica. È como nos olharmos ao espelho ou (quando corre pior) vermos a radiografia do nosso dente cariado. Quanto ao facto de não ter – ainda?– trabalhos meus como líder creio que isso resulta de várias coisas: Algum desleixo para com o projecto de gravar. A quantidade enorme de projectos em que me envolvo, vai deixando o da gravação, de ano para ano, em 2º (às vezes 3º) plano. Depois acho necessário maior estabilidade na formação com que trabalho e investir mais tempo na composição.

Li, numa entrevista que deu (a Pedro Osório), que para si "muitas pessoas usam o jazz para se demarcarem do pimba, perante os outros ou perante si próprias". Explique-nos melhor esta sua posição... Quando disse isso creio que falava de como o Jazz é utilizado por indivíduos, instituições ou produtos de forma de chamarem a si um certo verniz cultural. Hoje em dia é “policticamente correcto” disser que se gosta de jazz bem como comercialmente vantajoso associar a palavra “jazz” a produtos e eventos. Veja-se por exemplo o caso do Cool Jazz Fest, festival que ocorre anualmente no nosso país e não inclui um único grupo de jazz. Digamos que o jazz se tornou, em muitos casos um “sinal exterior de cultura” pronto a ser usado sempre que dê jeito.

O que ouve actualmente? Qual o último disco que comprou?
Tenho andado a ouvir principalmente saxofonistas de duas gerações bastante diferentes . A geração dos pós-coltraneanos nova-yorquinos como Steve Grossman, o Liebman, George Garzone, Jerry Bergonzi, Bob Berg. O disco chave desse período após a morte do Coltrane é, para mim, o “Elvin Jones Live at the Lighthouse”, disco que eu tenho consumido em grandes doses e de cuja transcrição tenho andado às voltas. Gosto muito dessa concepção de linha improvisada, e da energia das secções rítmicas mais relacionadas com esse conceito. Por outro lado tenho ouvido uma outra geração de jovens músicos fantásticos que já marcaram, a meu ver, o seu lugar na história do Jazz e cujo fraseado me fascina também: no tenor Donny McCaslin, Chris Cheek (a não perder o disco com a Orquestra de Jazz de Matosinhos), Tony Malaby e Seamus Blake e dois altos incríveis, Rudresh Mahanthappa e Steve Lehman. Recentemente fiz uma aproximação maior à música do Woody Shaw que conhecia mal já que, em quinteto, fiz um programa dedicado exclusivamente a ele e ao Joe Henderson. O último CD comprado foi o“Purple Violets” do mestre Sam Rivers.

Da sua experiência, pode concluir que existe, de facto, um "jazz português" ou é abusivo afirmar-se isso?
Sim. Há um Jazz que sinto como realmente português apesar de não saber definir esse conceito muito claramente. Portugal sempre foi um país de encontro de culturas: da árabe, celta, sefardita, africana, brasileira. Há traços desta mistura - que, afinal, somos nós - que ressaltam claramente em algum do bom jazz que se faz em Portugal e que, nos últimos 15 ou 20 anos tem passado especialmente pelo piano : António Pinho Vargas, João Paulo Esteves da Silva, Bernardo Sassetti ou Mário Laginha com a Maria João e o Rui Luis Pereira são os nomes de que me lembro em primeiro lugar. Lembro-me de ter tido a noção de que havia realmente um jazz português por volta de 83 da primeira vez que ouvi “Alentejo, Alentejo” de António Pinho Vargas.

(entrevista de base realizada para a elaboração do Perfil de José Menezes, prublicado no n.º 14 da revista Jazz.pt)

Publicado por António Branco às 06:21 AM | Comentários (0) | TrackBack

setembro 25, 2007

JOHN COLTRANE 81 ANOS

Se fosse vivo, John Coltrane teria completado 81 anos no passado domingo, 23 de Setembro.

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John Coltrane

Obrigado, José Menezes, pelo alerta. Mea Culpa...

Publicado por António Branco às 01:40 PM | Comentários (0) | TrackBack

JAZZIN´ TONDELA 2007

Jazzin´ Tondela 2007

De 4 a 6 de Outubro tem lugar a 4ª edição do festival Jazzin´ Tondela, uma organização da ACERT. Eis o programa do festival:

4 de Outubro (quinta-feira)
Magik Malik Orchestra
Malik Mezzadri (flauta e voz), Jean-Luc Lehr (baixo), Maxime Zampieri (bateria) e Jozef Dumoulin (piano e teclados).

"Nome incontornável de uma geração inovadora do universo jazzístico, Magic Malik demonstrou desde cedo uma sensibilidade especial para a dimensão musical. Talvez assim se explique que este artista se tenha invariavelmente norteado pela sua intuição, ao longo de um percurso que foge das linhas direitas e simples para se desdobrar em destinos de sonoridades inexploradas, conquistadas ao sabor das circunstâncias. Das pulsações house e dos sons urbanos de St. Germain ao jazz do Groove Gang de Julien Lourau, sem esquecer a incursão pelo pop clássico, Malik sempre imprimiu um sentido claro às suas cumplicidades artísticas, dotando-as de humanidade e elegância. Posteriormente, o seu trabalho adquiriu uma dimensão particularmente singular no contexto de um projecto a solo, que abriu caminho a um jazz inovador, cerebral e avant-garde. Fazendo-se acompanhar por uma orquestra de grande qualidade, Malik oferece ao público uma formação impregnada de espírito de aventura, sede de mudança e gosto pela pesquisa e experimentalismo musical, na fronteira do jazz e da música electrónica. Ao longo da viagem deste artista contam-se encontros com Steve Coleman, Cachaito Lopez, (Buena Vista Social Club), Nelson Veras, o Quinteto de Pierrick Pedron, os Akamoon ou os Trouble Makers, de Marselha, a par de muitos outros nomes com os quais Malik se multiplicou em estilos e colaborações. No fundo, verdadeiros “ateliers de trabalho”, que permitiram a este flautista ecléctico alargar os seus horizontes e percorrer as mais distintas direcções" (texto da organização)

Sofia Ribeiro & Marc Demuth Duo
Sofia Ribeiro (voz) e Marc Demuth (contrabaixo)

"A partir de uma cumplicidade musical iniciada em Barcelona há três anos, a cantora portuguesa Sofia Ribeiro e o contrabaixista luxemburguês Marc Demuth têm vindo a construir um projecto ao longo das suas já numerosas prestações em clubes de jazz e festivais, por toda a Europa e nos EUA. Uma colaboração muito bem sucedida, que resultou na gravação do seu primeiro disco, intitulado “Dança da Solidão”, ao vivo no “L’Inoui” (Luxemburgo).
Surpreendente na escolha que faz de temas de diferentes estilos, esta formação peculiar revisita compositores tão diversos como Milton Nascimento, Cole Porter, Pixinguinha, Janita Salomé e Carl Perkins, adaptando-os à sua linguagem artística única. À mistura temos muita improvisação e, sem dúvida, a comunicação e a cumplicidade entre estes dois instrumentos (voz e contrabaixo) que, apesar de extremos, se completam.
" (texto da organização)

5 de Outubro (sexta-feira)
Mário Laginha Trio
Mário Laginha (piano), Bernardo Moreira (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria)

"“Espaço”, o mais recente trabalho da formação Mário Laginha Trio, pretende explorar os pontos de contacto, as coincidências conceptuais e as “inspirações” mútuas entre os universos musical e arquitectónico. A música situa-se, assim, num ponto equidistante entre o universo acústico e a forma. Nesta nova aventura artística, o pianista Mário Laginha conta com a cumplicidade de grandes músicos, que já o haviam acompanhado em gravações e nos numerosos concertos com a cantora Maria João. O espectáculo no Festival revelará este último álbum, lançado em Junho de 2007 e forte candidato a disco de jazz nacional do ano. Eis um encontro raro no qual a arquitectura serviu de pretexto para um grande trabalho de jazz, numa viagem insuflada por uma aguçada curiosidade e uma originalidade inconfundível. Mário Laginha é considerado um dos mais talentosos e inovadores músicos portugueses. Pianista e compositor, foi distinguido com vários prémios e convidado a participar em inúmeros festivais nacionais e internacionais. Tocou e gravou com Wayne Shorter, Ralph Turner, Manu Katché, Trilok Gurtu, Toninho Horta, Gilberto Gil, Julian Argüelles, Django Bates, entre muitos outros, e também com a Hannover Philharmonic Orchestra. Envolveu-se em variadíssimos projectos e foi convidado a compor para pequenos e grandes ensembles. O trabalho em duo tem assumido uma importância central na sua carreira: com Maria João, com quem já partilhou oito discos, e em projectos com Pedro Burmester e Bernardo Sassetti." (texto da organização)

6 de Outubro (sábado)
Richard Bona
Richard Bona (baixo, voz), Etienne Stadwijk (teclados), Adam Stoler (guitarra), Taylor Haskins (trompete) e Samuel Torres (percussão)

"Poucos músicos reúnem tanto consenso como este camaronês, cuja qualidade tem sido reconhecida nas actuações com alguns dos mais sonantes nomes da cena musical da actualidade. Bona construiu um percurso único. Na fronteira do jazz, criou uma música com impressões digitais que a transformam e que a tornam carismática e inconfundível, temperando-a com um gostinho genuinamente universal. Neste concerto, integrado na digressão mundial de apresentação do seu último álbum, “Tiki”, Bona transporta-nos aos mais profundos meandros de África, local de mitos e de intimidade ancestral. E não se pode esquecer, naturalmente, a importância da sua banda inter-racial, composta por músicos provenientes de África, da América e da Europa, com quem o artista cria um mapa de sonoridades muito características, no qual o público é convidado a participar activamente. Multi-instrumentista, compositor e exímio contrabaixista, Bona possui uma voz suave, à qual não será alheia uma pitada de nostalgia. Ainda jovem, Bona chegou a construir os seus próprios instrumentos (flautas de madeira e um violão de seis cordas). A sua determinação em aprender guitarra, flauta e percussão valeu-lhe o convite para formar uma banda. Começou a causar sensação na terra natal. Um extraordinário álbum de Jaco Pastorius, numa colecção de LPs que lhe foi disponibilizada, funcionou como antecâmara para o universo do jazz. Aos vinte anos parte para Paris, onde estuda e toca com Salif Keita, Manu Dibango e prestigiados artistas franceses.Em 1995 vai para Nova Iorque, alcançando o estatuto de um dos mais requisitados artistas do universo jazz e da world music. Larry Coryell, Mike Stern, George Benson, Bobby McFerrin, Paul Simon, Pat Metheny, Herbie Hancock, Branford Marsalis ou Bobby McFerrin são somente alguns dos nomes com os quais partilhou o palco, em paralelo com uma produção discográfica singular." (texto da organização)

Mais informação em www.acert.pt.

Vídeo de promoção em: www.youtube.com/watch?v=eKB5pIcEzpk.

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setembro 24, 2007

POSTO DE ESCUTA

The Matt Pavolka Band -

The Matt Pavolka Band - "Something People Can Use"
Tone Of A Pitch

Matt Pavolka (contrabaixo e baixo eléctrico); Ben Monder (guitarra), Pete Rende (teclados); Ted Poor (bateria)

Brooklyn (NYC), 12 de Março de 2007

O contrabaixista Matt Pavolka é um nome importante na cena downtown nova-iorquina há um bom par de anos. O seu caminho jazzístico cruzou-se com músicos como Mark Turner, Kurt Rosenwinkle, Jeff Ballard, Chris Cheek ou Mark Ferber, só para nomear alguns. Pavolka regressa agora aos discos em nome próprio com “Something People Can Use”, com selo da portuguesa Tone Of A Pitch. O seu quarteto – de luxo, diga-se – completa-se agora com Ben Monder (guitarra), Pete Rende (teclados) e Ted Poor (bateria), todos eles músicos de créditos firmados e líderes dos seus próprios projectos. Ben Monder é um experimentado guitarrista; de espírito inventivo e múltiplos recursos, é conhecido pela facilidade de adaptação a vários contextos e linguagens. Rende é um também jovem e talentoso pianista que nasceu no campo, no Missouri, mas que se mudou para o bulício cosmopolita de Brooklyn. É lá que se encontra presentemente a preparar o disco de estreia do seu projecto. Por seu turno, Poor foi co-fundador do Brooklyn Jazz Underground, tendo recentemente liderado um trio com Ralph Alessi e Ben Monder. O disco agora em apreço conheceu lançamento oficial no início de Setembro, no Xôpana Jazz (ver rescaldo nestas páginas). Para além das qualidades como força propulsora, Pavolka exibe uma escrita elegante, revelando-se um inspirado construtor de ambiências. A grande maioria das peças denota uma toada contemplativa, com a guitarra de Monder e o piano eléctrico de Rende a surgir como vectores centrais. Dominam o disco peças tranquilas com títulos enigmáticos como “Damning With Faint Praise”, “… And Your Wellness” e esse monumento de sobriedade e beleza que é “So Much As Happy Lives Lovely As For Us”, com Monder a aproximar-se do universo de Bill Frisell e Rende etéreo. A destoar claramente desta tendência, “Lemmy”, é uma virulenta descarga sónica. Em “Nowhere, Noboby, Nothing”, Pavolka troca o contrabaixo pelo baixo eléctrico com resultados positivos. Merece ser explorado.

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setembro 22, 2007

UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de hoje de "Um Toque de Jazz Jazz ao Vivo (23) – "Jazz Italiano Live 2007" - O sexteto do contrabaixista italiano Paolo Damiani (com Louis Sclavis, Javier Girotto, Rita Marcotulli, Michele Rabbia e Diana Torto) num concerto realizado em 24 de Janeiro de 2007 na Casa del Jazz (Roma).

Amanhã será a vez de Jazz ao Vivo (24) – "Ciao Belle Ragazze" - O trio de Eugenio Colombo (saxofone alto, flauta), Michel Godard (tuba, serpent) e Carlo Rizzo (percussão) num concerto realizado em 2006 na Casa del Jazz (Roma).

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM, e Mértola 92.2 FM)).

Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

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PORTUGAL JAZZ HOJE EM PENACOVA

Portugal Jazz em hoje em Penacova

O Portugal Jazz passa hoje (21h30) pela Casa do Povo de Penacova, com o quarteto de Hugo Antunes "This Side Up".

Para além de Hugo Antunes (contrabaixo), o quarteto completa-se com Rodrigo Gonçalves (piano Fender Rhodes), Vasco Agostinho (guitarra) e Alexandre Frazão (bateria).

Criado para explorar o universo musical do cancioneiro americano do jazz, o quarteto de Hugo Antunes apresenta uma abordagem fresca e orgânica desta música norte americana. Para tal reúne numa formação outros músicos que procuram a mesma direcção: a tradição na linguagem, a contemporaneidade na abordagem.

Acompanhe o desenrolar do festival em www.portugaljazz.org.

Publicado por António Branco às 06:48 AM | Comentários (0) | TrackBack

setembro 21, 2007

CICLO INTERNACIONAL DE JAZZ DE OEIRAS

Ciclo Internacional de Jazz de Oeiras

Arranca hoje mais um Ciclo Internacional de Jazz de Oeiras, que terá como palco o Auditório Municipal Eunice Muñoz.

Hoje
Quarteto de André Fernandes
André Fernandes (guitarra), Mário Laginha (piano e Fender Rhodes), Nelson Cascais (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria)

Amanhã
Steve Wilson Quartet
Steve Wilson (saxofone alto e flauta), Dany Grissett (piano), Ed Howard (contrabaixo) e Adam Cruz (bateria)

28 de Setembro (sexta-feira)
Human Feel
Andrew d'Angelo (saxofone alto e clarinete baixo), Chris Speed (saxofone tenor e clarinete), Kurt Rosenwinkel (guitarra) e Jim Black (bateria)

29 de Setembro (sábado)
Drew Gress Quintet "7 Black Butterflies"
Ralph Alessi (trompete), Tim Berne (sax alto), Craig Taborn (piano), Drew Gress (contrabaixo) e Tom Rainey (bateria)

Publicado por António Branco às 06:29 AM | Comentários (2) | TrackBack

setembro 20, 2007

SANTOS/MELO 4TET COM HARRISON E SAMBEAT

Santosmelo 4tet em digressão com Donald Harrison e Perico Sambeat

Arranca esta quinta-feira a mini-digressão do quarteto liderado pelo guitarrista Bruno Santos e o pianista Filipe Melo - com Bernardo Moreira (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria); no dia 21 o baterista será André Sousa Machado - a que se junta o consagrado saxofonista norte-americano Donald Harrison. Eis as datas:

Hoje: Be Jazz Café (Barreiro) - 23h00
Amanhã: Fábrica Braço de Prata (Lisboa) - 22h00
Sábado: Teatro Virgínia (Torres Novas) - 21h30
28 de Setembro: Teatro Municipal de Bragança - 21h30
29 de Setembro: Teatro Municipal de Vila Real - 21h30

Ao Santos / Melo 4tet junta-se também saxofonista valenciano Perico Sambeat para os seguintes concertos:

25 de Setembro: Hot Clube de Portugal (Lisboa)- 23h00
26 de Setembro: Discoteca Lux (Lux Jazz Sessions) Lisboa - 23h00

Mais informações em www.brunomfsantos.com.

Publicado por António Branco às 03:07 PM | Comentários (2) | TrackBack

CLEAN FEED FESTIVAL II ARRANCA HOJE EM NYC

Clean Feed Festival II in NYC

O Cornelia Street Café, em Nova Iorque, é o local escolhido para receber, entre hoje e domingo, a segunda edição do Clean Feed Festival.

Nas palavras de Pedro Costa, da Clean Feed, "para este segundo ano, e no seguimento do sucesso que foi a realização da primeira edição no clube Barbés em Brooklyn, resolvemos mudar o festival para a Big Apple e para o conceituado Clube/Restaurante Cornelia Street Cafe".

Aquele responsável adianta ainda que "Nova Iorque, uma das capitais mundiais do Jazz, Chicago, Oslo e Estocolmo poderão ser as outras - é aquela que reune mais músicos Clean Feed pelo que julgamos muito interessante reunir alguns desses músicos e realizar um evento que celebre o espírito da editora, associando músicos e público. Se é em Brooklyn que mora a maior comunidade de músicos de Nova Iorque, não deixa de ser verdade que é ainda para Manhattan que flui o maior número de público".

Do recheado programa, composto por músicos constantes do catálogo da editora portuguesa, fazem parte Patrick Brennan Trio (com Lisle Ellis e Bern Nix, antigo membro dos Prime Time de Ornette Coleman), Russ Lossing Metal Rat (com Mat Maneri no violino), Full Throttle Orchestra de Adam Lane (com os trompetistas Taylor Ho Bynum e Nate Wooley), Gerry Hemingway Quartet, Michael Attias Quintet (onde pontificam nomes como Tony Malaby, John Hebert e Nasheet Waits) e Rob Brown Trio, entre outros.

Esta segunda edição do Clean Feed Festival vai contar ainda com a participação do saxofonista Alípio C. Neto, que tocará ao lado de Roy Campbell, Ken Filiano e Michael TA Thompson.

"É com grande expectativa que fazemos esta segunda edição, à espera também de encontrar algum eco em Portugal" - remata Pedro Costa.

Aqui fica o programa completo do Clean Feed Festival II New York:

Hoje

Patrick Brennan’s Present Personic (20h30)
Patrick Brennan (saxofone alto), Lisle Ellis (contrabaixo) e Bern Nix (guitarra)

Alípio C Neto Quartet (21h30)
Alípio C Neto (saxofone tenor), Roy Campbell (trompete), Ken Filiano (contrabaixo) e Michael TA Thompson (soundrythium percussionist)

Amanhã

Russ Lossing Metal Rat (21h00)
Russ Lossing (piano), Mat Maneri (violino) e Sean Conly (contrabaixo)

Ravish Momin’s Trio Tarana (22h00)
Brandon Terzic (oud), Sam Bardfeld (violino) e Ravish Momin (percussão)

Adam Lane’s Full Throttle Orchestra (23h00)
Nate Wooley, Taylor Ho Bynum (trompetes), Avram Fefer, Michael Attias, David Bindman (palhetas), Reut Regev, Tim Vaughn (trombones), Adam Lane (contrabaixo) e Igal Foni (bateria)

Sábado

Gerry Hemingway Quartet (21h00)
Ron Horton (trompete), Ellery Eskelin (saxofone tenor), Mark Helias (contrabaixo) e Gerry Hemingway (bateria)

Free Range Rat (22h00)
John Carlson (trompetes), Eric Hipp (saxofone tenor), Shawn McGloin (contrabaixo) e Gorge Schuller (bateria)

Michaël Attias Quintet: Twines of Colesion (23h00)
Michaël Attias (saxofones tenor e alto), Tony Malaby (saxofones tenor e soprano), Russ Lossing (piano), John Hebert (contrabaixo) e Nasheet Waits (bateria)

Domingo

Ethan Winogrand Quartet (20h30)
Steven Bernstein (trompete), Ross Bonadonna (guitarra), Thomson Kneeland (contrabaixo), Ethan Winogrand (bateria)

Rob Brown Trio (21h30)
Rob Brown (saxofone alto), Daniel Levin (violoncelo) e Satoshi Takeishi (percussão)

Mais informações aqui: http://www.cleanfeed-records.com/cffest.asp.

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setembro 19, 2007

FESTIVAL DE JAZZ DA ALTA ESTREMADURA 2007

Festival de Jazz da Alta Estremadura 2007

Entre os próximos dias 29 de Setembro e 7 de Outubro tem lugar mais uma edição do Festival de Jazz da Alta Estremadura, organização conjunta das Câmaras Municipais de Leiria e da Marinha Grande e da Associação Desenvolvimento e Cooperação Atlantida.

O programa do festival é o seguinte:

29 de Setembro (sábado, Teatro José Lúcio da Silva, Leiria, 21h30)
Marc Copland Trio
Marc Copland (piano), Gary Peacok (contrabaixo) e Bill Stewart (bateria)

30 de Setembro (sábado, Teatro José Lúcio da Silva, Leiria, 21h30)
DrewGress "7 Black Butterflies
Drew Gress (contrabaixo), Ralph Alessi (trompete), Tim Berne (saxofones), Craig Taborn (piano) e Tom Rainey (bateria)

1 de Outubro (segunda-feira, Teatro Miguel Franco, Leiria, 21h30)
Dan Weiss Trio
Dan Weiss (bateria),Jacob Sacks (piano) e Thoms Morgan (contrabaixo)

4 de Outubro (quinta-feira, Teatro Miguel Franco, Leiria, 21h30)
Mário Laginha Trio "Espaço"
Mário Laginha (piano), Bernardo Moreira (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria)

5 de Outubro (sexta-feira, Sport Operário Marinhense, Marinha Grande, 21h30)
Bennie Wallace Trio
Benny Wallace (saxofone), Danton Boller (contrabaixo) e Alvin Queen (bateria)

6 de Outubro (sábado, Sport Operário Marinhense, Marinha Grande, 21h30)
In Loko
Carlos Barretto (contrabaixo),João Moreira (trompete), Mário Delgado (guitarra), João Paulo (piano eléctrico), José Salgueiro (bateria) e Sebastian Scheriff (percussão)

7 de Outubro (domingo, Sport Operário Marinhense, Marinha Grande, 21h30)
Orquestra do Festival (OFJAE) e convidados

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setembro 18, 2007

REGRESSO DE JOE LOVANO

Joe Lovano
Joe Lovano

O saxofonista norte-americano Joe Lovano está de regresso a Portugal, tendo concerto agendado para dia 19 de Outubro (21h30), em Lisboa, na Aula Magna.

Acompanham-no o pianista James Weidman, o contrabaixista Dennis Irwin e o baterista Francisco Mela.

Publicado por António Branco às 06:41 AM | Comentários (0) | TrackBack

setembro 17, 2007

A JAZZAR COM AS PALAVRAS EM BEJA

Palavras Andarilhas 2007

Tem hoje início em Beja a IX edição das Palavras Andarilhas.

Ao longo dos últimos anos, a cidade de Beja tem vindo a afirmar-se como a capital nacional dos contos através desta iniciativa que engloba um Encontro de Aprendizes do Contar, um Festival da Narração Oral e o início de um Estafeta de Contos que mobiliza milhares de pessoas durante vários meses.

Este ano, as Palavras Andarilhas terão como lugar central a Praça da República (A Praça, A Igreja da Misericórdia e A Casa) que receberá uma Feira do Livro e da Leitura que, para além de disponibilizar títulos normalmente pouco vistos nas Feiras de Livro tradicionais, dá ênfase à vertente Livreiro e não à Editorial (ver programa anexo). E como falamos, também, de uma Feira de Leitura, muitas serão as actividades paralelas onde crianças e adultos poderão participar. Das 10h da manhã às 22h existirão ateliers, oficinas, projecções de cinema, conferências e muitas outras iniciativas que prometem encher de vida a cidade de Beja e promover, em ano de apresentação do Plano Nacional de Leitura, uma reflexão colectiva em torno desta temática.

Nomes como Daniel Pennac (pela primeira vez em Portugal), Lídia Jorge, Gonçalo M. Tavares, a escritora brasileira Ana Miranda, entre outros participam nas Palavras Andarilhas deste ano e prestigiam o esforço que a Biblioteca Municipal José Saramago e a Associação de Defesa do Património de Beja fazem para pôr de pé esta festa das palavras.

Em Setembro todos os caminhos vêm dar a Beja: a cidade dos contos!

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setembro 16, 2007

JEFFERY DAVIS QUARTETO ONTEM EM ALJUSTREL

Jeffery Davis Quarteto
Jeffery Davis (vibrafone e marimba), André Fernandes (guitarra), Nelson Cascais (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria)
Auditório da Biblioteca Municipal de Aljustrel
21h30, próximo da meia casa

Ontem à noite, o “Improvisos Ao Sul” deslocou-se à vila mineira de Aljustrel para assistir – no âmbito do VI Jazzmin – à estreia em concerto do recentemente formado quarteto do vibrafonista e marimbista luso-canadiano Jeffery Davis, músico em plena ascensão no panorama jazzístico (mas não só) nacional. O quarteto completa-se com três forças motrizes do jazz que se faz actualmente em Portugal: o guitarrista André Fernandes, o contrabaixista Nelson Cascais e o baterista Bruno Pedroso. Constituído na sua esmagadora maioria por material da autoria do líder, o concerto arrancou com temas novos, intitulados “Calhau”, “Madame Lurdes” e um terceiro ainda sem título – curiosamente o melhor dos três – com um magnífica introdução a solo de Davis, dividindo-se habilmente entre o vibrafone e a marimba (que teve o cuidado de “apresentar” aos presentes não familiarizados com os instrumentos em presença). Seguiu-se uma peça mais agitada (“Haunted Gardens”, se ouvi bem), de onde se destacou uma prestação irrepreensível de Bruno Pedroso, fazendo alarde de toda a sua força e inteligência rítmicas. O guitarrista André Fernandes exibiu-se mais uma vez a alto nível, exímio da criação de texturas com recurso a efeitos electrónicos, utilizados de forma criteriosa e consequente. Depois de uma introdução a cargo do contrabaixista, o quarteto atirou-se a um enérgico “Depression”, pontuado por uma certa crueza, próxima do rock. A prestação finalizou com uma suite em dois movimentos, “Victoria´s Dream” e “Victoria Secret”. Apesar de ter sido perceptível ainda alguma falta de rotina no que toca ao material apresentado, muito dele, como se disse, acabado de compor, o concerto acabou por revelar-se positivo, motivando fundadas expectativas. O Jazzmin 2007 encerra esta noite com o trio Kaleidoscópio, do guitarrista Miguel Martins, com Carlos Barretto (contrabaixo) e José Salgueiro (bateria).

Publicado por António Branco às 02:41 PM | Comentários (0) | TrackBack

setembro 15, 2007

UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de hoje de "Um Toque de Jazz Jazz ao Vivo (21) – O pianista Kenny Barron num recital em solo absoluto realizado em 1 de Julho de 2006 no Festival de Jazz do Báltico (Bad Salzau, Alemanha). Uma gravação Euroradio.

Amanhã será a vez de Jazz ao Vivo (22) – O duo de Enrico Rava (trompete) e Stefano Bollani num concerto realizado em data e local desconhecidos. Uma gravação Eurorádio.

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM, e Mértola 92.2 FM)).

Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

Publicado por António Branco às 08:13 AM | Comentários (0) | TrackBack

BRUNO SANTOS HOJE NA DISCOFONIA

Bruno Santos
Bruno Santos (foto: Mariana Camacho)

Hoje (19h00) na Rádio Europa (90.4 FM - Lisboa - ou http://www.radioeuropa.fm) passa uma entrevista do guitarrista Bruno Santos dada à jornalista Mafalda Costa. Repete domingo às 21h00 e segunda às 20h00.

Publicado por António Branco às 07:21 AM | Comentários (0) | TrackBack

AJMMA INAUGURADO HOJE

Atelier de Jazz e Música Moderna do Algarve

É hoje inaugurado (15h00, na sede da Orquestra de Jazz de Lagos, sitas na Rua dos Combatentes da Grande Guerra, em Lagos) o Atelier de Jazz e Música Moderna do Algarve (AJMMA) - mais uma obra saída do espírito inquieto de Hugo Alves.

As inscrições devem ser feitas por email para info@orquestradejazzdelagos.com.

Para mais informações consultar http://orquestradejazzdelagos.com/ajmma1.html.

Publicado por António Branco às 05:31 AM | Comentários (0) | TrackBack

setembro 14, 2007

GONÇALO PRAZERES HOJE E AMANHÃ NO HOT

Gonçalo Prazeres
Gonçalo Prazeres

Hoje e amanhã o saxofonista Gonçalo Prazeres apresenta-se no Hot Clube de Portugal (Praça da Alegria, 39, em Lisboa), com Nuno Costa (guitarra), João Custódio (contrabaixo) e João Rijo (bateria). Hoje junta-se ao quarteto o vibrafonista Jeffery Davis.

Publicado por António Branco às 06:04 AM | Comentários (0) | TrackBack

FIM DAS INSCRIÇÕES PARA O WORKSHOP JAZZ BARREIRO

Workshop Escola Jazz barreiro Setembro 2007

Termina amanhã o prazo de inscrições para o workshop de jazz organizado pela Escola de Jazz do Barreiro, que decorrerá nos próximos dias 20, 21 e 22 de Setembro.

Destinatários

O workshop tem como destinatários estudantes das mais diversas áreas musicais que queiram iniciar e explorar os seus conhecimentos na área do jazz ou, apenas, curiosos que queiram ter um primeiro contacto com este género musical, que poderão participar como ouvintes. O workshop decorrerá nas instalações da Escola de Jazz do Barreiro entre 20 e 22 de Setembro de 2007.

Programa diário de aulas

20/6, Quinta-feira a 22/6, Sábado

10h-11h: História do Jazz
11h-13h: Teoria do Jazz
14h-15h: Instrumento
15h-17h: Combo

Conteúdo programático

História do JazzEsta disciplina irá contemplar o estudo e análise dos principais músicos e intervenientes em cada uma das principais épocas da história do jazz, recorrendo à audição cd's e visualização de dvd's.

Teoria do JazzNesta aula serão transmitidas noções teóricas básicas indispensáveis à performance do repertório de jazz (ex: progressões harmónicas mais comuns, terminologia específica, etc), com o apoio de uma banda constituída por professores.

Instrumento - Aula em grupo específica para cada um dos instrumentos, onde serão estudadas varias noções técnicas e estilísticas no quadro da linguagem do jazz.

Combo – Aula conjunto - A composição dos grupos será resultante da distribuição dos alunos de acordo com o nível de conhecimentos teóricos e técnicos. Ao longo dos 3 dias de workshop, cada combo trabalhará determinado repertório com a finalidade de o apresentar ao vivo num concerto a realizar no último dia à noite no Be Jazz Cafe.

Corpo docente

Ricardo Pinheiro - Teoria e História do jazz
Mário Delgado - guitarra e combo
Bárbara Lagido - canto e combo
Gonçalo Marques - trompete e combo
Tony Bruheim - saxofone
Júlio Resende - piano
Nuno Correia - contrabaixo e baixo
Jorge Moniz - bateria

Informações
Escola de Jazz do Barreiro
Rua Eusébio Leão, n.º 11
2830-343 Barreiro
Telefone: 212 073 116 / 914 959 132
e-mail: escolajazzbarreiro@clix.pt

Inscrições
• via internet!
• na Escola de Jazz do Barreiro
• Junta de Freguesia do Barreiro
Rua José Elias Garcia, n.º 33 – 1.º
2830-349 Barreiro
Telefone: 212 076 872

Preços da inscrição

Participante:
• 50€ (os 3 dias)
Ouvinte:
• 30€ (os 3 dias)

Mais informações em www.escolajazzbarreiro.com.pt/workshop.htm.

Publicado por António Branco às 05:45 AM | Comentários (0) | TrackBack

JAZZMIN 2007 COMEÇA HOJE

JazzMin 2007

O jazz está de regresso até domingo Aljustrel, com a segunda parte do JazzMin 2007.

O programa é o seguinte:

Hoje
Orquestra JazzMin (1ªparte)

Cottas Club Jazz Band (2ªparte)
Mário Nunes (trompete), Rafael Neves (clarinete), Pedro Vila (saxofone tenor), Hugo Margalho (trombone), Jorge Mata (sousafone), Alexandre Mata (washboard) e João Mil-Homens (bateria).

Amanhã
Jeffery Davis Quarteto
Jeffery Davis (vibrafone e marimba), André Fernandes (guitarra), Nelson Cascais (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria).

Domingo
Miguel Martins "Kaleidoscópio"
Miguel Martins (guitarra), Carlos Barretto (contrabaixo) e José Salgueiro (bateria)

Os concertos terão lugar como sempre no auditório da Biblioteca Municipal de Aljustrel, a partir das 21h30.

Mais informações sobre o JazzMin 2007 em http://www.mun-aljustrel.pt/eventos/eventos.asp?id=90.

Publicado por António Branco às 05:11 AM | Comentários (0) | TrackBack

setembro 13, 2007

CLUBE DOS ENTAS ORGANIZA ROTEIRO DO JAZZ EM LISBOA

Clube dos

O Clube dos "Entas" - empresa de organização de eventos dedicada exclusivamente a pessoas com mais de 40 anos de idade - realiza no próximo sábado um Roteiro de Jazz na Lisboa dos anos 20-50, em associação com o investigador João Moreira dos Santos.

O programa da iniciativa é o que se segue:

10h00 – ENCONTRO e apresentação
1 - Teatro da Trindade
2 – Livraria Barateira
3 - Restaurante "Primavera do Jerónimo"
4 - Teatro São Luiz
5 - Teatro São Carlos
6 - Discoteca Columbia
7 - Casa Valentim de Carvalho
8 – Custódio Cardoso Pereira
9 - Café Chave D'Ouro
10 - Teatro Nacional D. Maria II
11 - Casa Odeon
12 - Bristol Club
13 - Clube Majestic/Monumental
13h00 - ALMOÇO num restaurante na Rua das Portas de Santo Antão
1 – Arcádia
2 - Coliseu
3 - Olympia
4 - Condes
5 - Eden
6 - Salão Foz
7 - Clube Maxim's
8 - Clube Bal Tabarin Montanha
9 - Clube Alhambra (referência)
10 - Discostudio
11 - CUJ - Clube Universitário de Jazz
12 - Hot Clube de Portugal (1.ª e 3.ª e actual sede)
18h- Fim do Roteiro
18:30h- lanche de confraternização entre todos os participantes na Praça da Alegria

Mais informações em: www.clubedosentas.com.

Publicado por António Branco às 07:25 AM | Comentários (0) | TrackBack

JAZZ ÀS 5AS HOJE COM A VARIABLE GEOMETRY ORCHESTRA

Jazz às 5ªas no CCB

Prossegue esta noite a iniciativa "Jazz às 5ªs", que todas as quintas-feiras, a partir das 22h45, leva jazz à Cafetaria Quadrante, do Centro Cultural de Belém.

Hoje será a vez de podermos escutar a Variable Geometry Orchestra, com Ernesto Rodrigues (violino, viola, condução), Guilherme Rodrigues (violoncelo), Jean-Marc Charmier (trompete, fliscorne), Eduardo Lála (trombone), Johannes Krieger (trompa), Gil Gonçalves (tuba, bombardino), Miguel Bernardo (clarinete), Nuno Torres (saxofone alto), Peter Bastiaan (saxofone alto, melódica), Abdul Moimême (saxofone tenor), Alípio C Neto (saxofone tenor e soprano), Armando Pereira (acordeão), António Chaparreiro (guitarra eléctrica), Carlos Santos (electrónica), João Pinto (electrónica), Adriana Sá (electrónica), Rafael Toral (electrónica), Hernâni Faustino (contrabaixo), Pedro Castello-Lopes (percussão africana) e José Oliveira (bateria).

A música produzida pela Variable Geometry Orchestra resulta do jogo de acumulação e interacção de massas sonoras provenientes de diversos meios, sejam eles acústicos, eléctricos ou electrónicos, numa busca contínua de pequenos detalhes e significados musicais/sonoros.

As entradas são livres.

Este será o último concerto da temporada 2007 do Jazz às 5as. A iniciativa regressará em Maio de 2008.

Publicado por António Branco às 07:12 AM | Comentários (0) | TrackBack

setembro 12, 2007

JOE ZAWINUL (1932-2007)

Joe Zawinul
Joe Zawinul

Morreu ontem em Viena, de cancro, o pianista austríaco Joe Zawinul, um dos principais responsáveis pela introdução do piano eléctrico e dos sintetizadores no jazz. Zawinul, nascido a 7 de Julho de 1932, ficou sobretudo conhecido por ter tocado ao lado de Miles Davis, com quem gravou álbuns como "Bitches Brew" e "In A Silent Way". Foi também membro fundador dos Weather Report, em 1970, com Wayne Shorter, uma das mais seminais formações
do chamado jazz-rock. Em 1987 fundou o Zawinul Syndicate, formação que ainda recentemente comemorou o seu 20º aniversário. Em 2001, tocou com a cantora Maria João, apresentando-se em diversos festivais por toda a Europa.

Junta-se aos grandes do jazz que recentemente nos deixaram.

Publicado por António Branco às 08:35 AM | Comentários (0) | TrackBack

AGENDA HUGO ALVES & OJL

Hugo Alves
Hugo Alves

Aqui fica a agenda de Hugo Alves e da Orquestra de Jazz de Lagos (OJL), por ele dirigida, para o que resta do mês de Setembro:

15 de Setembro - AJMMA Sessão de Apresentação (AMS/OJL Lagos) 15h00
17 de Setembro - OJL Hotel D.Filipa (Vale do Lobo) 20h30
19 de Setembro - Hugo Alves Jazz Workshop (Chaves)
26 e 27 de Setembro - Hugo Alves Jazz Workshop (ESMAE Porto)
27, 28 e 29 de Setembro - Hugo Alves w/ M. Lauren 5tet (BFlat Matosinhos) 23h00

Mais informações em www.hugoalves.com.

Publicado por António Branco às 05:39 AM | Comentários (0) | TrackBack

setembro 11, 2007

JAZZ.PT #14 (SET/OUT07) À VENDA

Jazz.pt #14 (Set./Out. 07)

Já está nas bancas o n.º 14 (Setembro/Outubro 07) da revista Jazz.pt - Revista bimestral de jazz, a única revista portuguesa de jazz e a publicação regular sobre jazz em Portugal, com maior longevidade!...

A Jazz.pt é propriedade do JACC - Jazz Ao Centro Clube. O seu Director é Pedro Rocha Santos, o Editor é Rui Eduardo Paes e o responsável pelo grafismo, Rui Garrido. O preço de capa da revista é de € 5,00.

Aqui fica o sumário da Jazz.pt #14:

EDITORIAL
CARNE VIVA (cartoon por Carlos “Zíngaro”)
NOTÍCIAS (contribuições de Rui Eduardo Paes, Paulo Mendes Gonçalves, João Aleluia)
NEW YORK IS NOW (Kurt Gottschalk)
JAZZ BRIDGES (Rui Miguel Abreu)
A ESTANTE DO MIGUEL (Miguel Martins)
CIBERJAZZ (Daniel Augusto Sequeira)
PERFIL (António Branco
José Menezes
ÀS ESCURAS (Paulo Barbosa)
Bruno Santos
PREVIEW
Ciclo Internacional de Jazz de Oeiras + entrevista com Human Feel (Rui Eduardo Paes)
Portugal Jazz (JACC)
REPORT
Jazz em Agosto (Nuno Catarino e Rui Eduardo Paes)
Estoril Jazz (Rui Duarte)
Vision Festival (Kurt Gottschalk)
FIMAC 2007 (Rui Neves)
Funchal Jazz (Nuno Catarino)
Jazz Im Goethe-Garten (Rui Eduardo Paes e Abdul Moimême)
Sources Fest (João Aleluia)
Festival Músicas do Mundo de Sines (Vasco Sousa)
Imaxina Sons (Gonçalo Falcão)
Festival Internacional de Jazz de Loulé (Manuel Pissarro)
ENTREVISTAS
Bernardo Sassetti (António Branco)
Borbetomagus (Nuno Catarino)
FORWARD
Escola de Música da Nazaré (Vasco Sousa)
Patrick Brennan (Abdul Moimême)
33 1/3 R.P.M
Henri Mancini (Abdul Moimême)
PONTO DE ESCUTA
Críticas de discos
30+ PARA 30 ANOS
Mike Cooper

Pode efectuar a assinatura da revista enviando um e-mail para: assinaturas@jacc.pt.

O site da revista pode ser visitado em www.jazz.pt.

Publicado por António Branco às 05:34 AM | Comentários (0) | TrackBack

setembro 10, 2007

INAUGURAÇÃO DO AJMMA

Atelier de Jazz e Música Moderna do Algarve

O Atelier de Jazz e Música Moderna do Algarve (AJMMA) - mais uma realização capitaneada pelo imparável Hugo Alves - será inaugurado no próximo dia 15 de Setembro, pelas 15h00, na sede da Orquestra de Jazz de Lagos, sitas na Rua dos Combatentes da Grande Guerra, em Lagos.

As inscrições devem ser feitas por email para info@orquestradejazzdelagos.com.

Para mais informações consultar http://orquestradejazzdelagos.com/ajmma1.html.

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setembro 08, 2007

UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de hoje de "Um Toque de Jazz Jazz ao Vivo (19) – O New York Trio do pianista Don Friedman, com Martin Wind (contrabaixo) e Toy Jefferson (bateria) e a colaboração de Cedar Walton (piano) e Benny Golson (saxofone tenor) num concerto realizado em 01 de Julho de 2006 no Festival de Jazz do Báltico (Bad Salzau, Alemanha). Uma gravação Euroradio.

Amanhã será a vez de Jazz ao Vivo (20) – O trio do guitarrista Bill Frisell com Tony Scherr (contrabaixo e baixo eléctrico) e Kenny Wollesen (bateria) num concerto realizado em 03 de Setembro de 2006 no Festival de Jazz de Willisau (Suiça). Uma gravação Eurorádio.

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM, e Mértola 92.2 FM)).

Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

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setembro 07, 2007

JAZZAVANTE!

Festa do Avante! 2007

Arranca nesta sexta-feira, a Festa do Avante! 2007.

Como é hábito desde a sua primeira edição, também este ano a Festa do Avante! (que decorrerá nos dias 7, 8 e 9 do próximo mês de Setembro), aposta forte no jazz.

Eis os nomes ligados ao jazz que fazem parte do programa da Festa:

Carlos Barreto “in Loko”
Carlos Bica & Trio Azul com Frank Mobus e Jim Black
Chicago Blues Harp All Stars
Jacinta – Tributo a José Afonso
Quarteto Matt Pavolka
Sexteto Mário Barreiros
Telectu com Han Bennink e Walter Pratti
Tora Tora Big Band com Milton Gullis, André Cabaço e Kika Santos

Muito jazz a não perder na Festa do Avante! 2007.

Publicado por António Branco às 05:15 AM | Comentários (0) | TrackBack

setembro 06, 2007

JAZZ ÀS 5AS HOJE COM IMI KOLLEKTIEF

Jazz às 5ªas no CCB

Prossegue esta noite a iniciativa "Jazz às 5ªs", que todas as quintas-feiras, a partir das 22h45, leva jazz à Cafetaria Quadrante, do Centro Cultural de Belém.

Hoje será a vez de podermos escutar o IMI KOLLEKTIEF, com Alípio C. Neto (saxofone tenor), Jean-Marc Charmier (trompete, fliscorne, acordeão), Jeffery Davis (vibrafone), Hugo Antunes (contrabaixo) e Rui Gonçalves (bateria).

Brasileiro do Pernambuco radicado em Lisboa, depois de uma passagem pelo Alentejo, Alípio Carvalho Neto tem-se tornado num caso muito sério da música criativa praticada neste canto da Europa. Com actividade paralela como linguista, professor universitário de literatura e poeta, é este saxofonista tenor a alma e o motor do IMI Kollektief, combo multinacional que actua na intersecção do jazz pós-bop e pós-free com as músicas improvisada e contemporânea. Com uma sonoridade bem actual que não dispensa a utilização de âncoras melódicas e uma sustentação rítmica viva, aplica-se a esta formação a máxima de dar resposta aos desafios do tempo em que vivemos. Ao lado de Alípio C Neto neste projecto estão o trompetista / acordeonista Jean-Marc Charmier, o vibrafonista Jeffery Davis, o contrabaixista Hugo Antunes e o baterista Rui Gonçalves. Timbre, tonalidade e textura: são estes os três T da música do IMI Kollektief, sempre procurando estratégias de contraste, que não um mínimo denominador comum falsamente conciliador. (in http://tremazul.wordpress.com)

As entradas são livres.

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MATT PAVOLKA GROUP EM BRAGA

Matt Pavolka Group
Matt Pavolka Group

O Museu Nogueira da Silva, em Braga apresenta esta noite , pelas 21h45, no seu salão Nobre, o quarteto norte- americano do contrabaixista Matt Pavolka, com por Ben Monder (guitarra), Pete Rende (piano) e Ted Poor (bateria).

Uma excelente oportunidade para se escutar ao vivo, o novíssimo "Something People Can Use", lançado há dias pela editora portuguesa Tone Of A Pitch.

Os bilhetes estão à venda no Museu Nogueira da Silva.

"O quarteto do contrabaixista Matt Pavolka tem vindo a revelar-se um dos grupos mais interessantes e originais na área do novo jazz nova-iorquino, tendo integrado, conjunturalmente, alguns dos mais notáveis jovens músicos ligados a este movimento, como Darren Beckett, Mark Ferber, Jochen Rueckert, Dan Raiser, Bill McHenry, Rob Stillman, Sam Sadigursky, Chris Cheek e Jacob Sacks. Actualmente, para além do próprio Pavolka, o quarteto é constituído por Ben Monder (guitarra), Pete Rende (piano) e Ted Poor (bateria). Matt Pavolka fez a sua formação musical e jazzística ao lado de nomes importantes do jazz actual, como Kurt Rosenwinkel, Seamus Blake, Jeff Ballard ou Mark Turner, entre outros. Durante a última década, ele tem sido uma força vital na cena nova-iorquina do jazz e da música criativa, tendo já tocado com músicos como Magali Souriou, Elysian Fields, Guillermo Klein, Tony Malaby, Matt Renzi, Josh Roseman, o guitarrista português André Fernandes ou grandes mestres como o saxofonista Lee Konitz, integrando ainda outros grupos em ascensão, como os House of Illusion, a Ryan Scott Orchestra ou o Newsreel de Ohad Talmor. Matt Pavolka tem realizado digressões pela Europa e pelo Japão, gravando recentemente o seu primeiro álbum para a editora independente portuguesa Tone of a Pitch. Radicado em Nova Iorque desde 1994, Pavolka é natural de Bloomington, Indiana, sendo o seu primeiro instrumento o trombone, com o qual, aliás, ganhou uma bolsa de estudo para o famoso Berklee College of Music (Boston), tendo ali mudado de instrumento para o contrabaixo, no qual se formou, alcançando elevada classificação e ainda o Prémio Charles Mingus pelo seu trabalho como compositor.
Ben Monder é, certamente, o mais conhecido e experiente membro do quarteto de Pavolka, com uma carreira já notável em vários contextos do jazz moderno. Radicado em Nova Iorque há duas décadas, Monder estudou música na Universidade de Miami e no Queens College. Entre os grupos mais destacados nos quais já tocou, contam-se os de Jack McDuff, Marc Johnson, George Garzone ou Tim Berne, tendo também colaborado com a Carnegie Hall Jazz Orchestra, o Large Ensemble de Kenny Wheeler ou o grupo Los Guachos de Guillermo Klein. Hoje em dia, Ben Monder é membro regular da Orquestra de Maria Schneider, do Novo Noneto de Lee Konitz e da Electric Bebop Band de Paul Motian.
Pete Rende nasceu em 1972, em Lone Jack, Missouri e (como faz questão de afirmar) cresceu numa pequena quinta, rodeado de galinhas e vacas, plantações de milho e feijão. O céu enorme e os campos sem fim do Missouri acompanharam-no na sua descoberta do piano (aos 6 anos de idade) tendo-se o estudo do instrumento tornado um hábito, até que veio para a grande cidade - para o Berklee College de Boston - onde prosseguiu os estudos, radicando-se mais tarde em Brooklyn (Nova Iorque) e ali tendo encontrado vários companheiros com os quais se desenvolveu musicalmente, instrumentistas como Chris Cheek, Bill McHenry, Rebecca Martin, Jen Chapin, Chiara Civello, Matt Garrison, John Ellis, Mark Turner e muitos outros. Trabalha actualmente na concepção do seu primeiro álbum.
Ted Poor nasceu e cresceu nos arredores de Rochester (Nova Iorque) e frequentou a Eastman School of Music entre 1999 e 2003, onde estudou bateria com Rich Thompson e percussão com John Beck. Transferindo-se para a cidade de Nova Iorque em 2003, rapidamente se integrou na movimentada cena jazzística e da música improvisada, tocando com o quarteto de Ben Monder, o trio de Cuong Vu, o quarteto de David Berkman ou o quarteto de Jerome Sabbagh. Mais recentemente, colaborou em gravações e actuações públicas nos grupos de Chris Potter, Bill Frisell, Maria Schneider, Kermit Driscoll, Marc Ducret, Rich Perry, Wycliffe Gordon ou Joe Locke, tendo realizado várias
digressões como líder e sideman pelos EUA, Europa e Japão. O último trio que Ted Poor dirigiu teve a colaboração de Ralph Alessi e Ben Monder, sendo ainda co-fundador do Brooklyn Jazz Underground, simultaneamente um grupo musical e uma cooperativa de músicos dedicados à prática da música improvisada
". (texto da organização)

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setembro 05, 2007

RESCALDO XÔPANA JAZZ

No blogue Correcaminhos, reportagem, vídeos e fotos do Xôpana Jazz, que decorreu a 30 e 31 de Agosto e 1 de Setembro.

Disponíveis em http://correcaminhos.blogs.sapo.pt.

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setembro 04, 2007

RUI AZUL INDEX APRESENTA "A HISTÓRIA DO JAZZ & BLUES"

A História do Jazz & Blues, pelo Rui Azul Index

O espectáculo multimedia "A História do Jazz & Blues", pelo Rui Azul Index -liderado pelo saxofonista Rui Azul - continua na estrada.

As próximas datas são:

7 de Setembro (sexta-feira, 22h00) - Encontros Blues/Jazz - São Pedro do Sul
RUI AZUL INDEX: Rui Azul (sax tenor, narração), Alex Rodriguez (trompete), Carl Minnemann (contrabaixo) e Renato Diz (piano) e Rui Ferraz (bateria)

14 e 15 de Setembro (sexta-feira e sábado 23h30) - B Flat Jazz Club - Matosinhos
RUI AZUL INDEX: Rui Azul (sax tenor, narração), Alex Rodriguez (trompete), Alberto Jorge (contrabaixo), Pedro Costa (piano) e Guilherme Piedade (bateria)

4 de Outubro (quinta-feira, 22h00) - Festival Jazzin' Tondela - ACERT - TondelaRUI AZUL INDEX: Rui Azul (sax tenor, narração), Alex Rodriguez (trompete), Alberto Jorge (contrabaixo), Pedro Costa (piano) e Guilherme Piedade (bateria)

13 de Outubro (sábado, 22h00h) - Concerto Multimedia - Auditório da Biblioteca Municipal - Barcelos
RUI AZUL INDEX: Rui Azul (sax tenor, narração), Alex Rodriguez (trompete) e Rui Ferraz (bateria)

Mais informações em:
http://www.myspace.com/ruiazul
http://registosautonomos.blogspot.com
htp://ruiazulindex.blogspot.com
http://music.download.com/ruiazul/3600-8497_32-100713615.html?tag=listing_song_artist

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setembro 03, 2007

CICLO INTERNACIONAL DE JAZZ DE OEIRAS

Ciclo Internacional de Jazz de Oeiras

Nos dias 21, 22 e 28 e 29 de Setembro realiza-se mais um Ciclo Internacional de Jazz de Oeiras, que terá como palco o Auditório Municipal Eunice Muñoz.

21 de Setembro (sexta-feira)
Quarteto de André Fernandes
André Fernandes (guitarra), Mário Laginha (piano e Fender Rhodes), Nelson Cascais (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria)

22 de Setembro (sábado)
Steve Wilson Quartet
Steve Wilson (saxofone alto e flauta), Dany Grissett (piano), Ed Howard (contrabaixo) e Adam Cruz (bateria)

28 de Setembro (sexta-feira)
Human Feel
Andrew d'Angelo (saxofone alto e clarinete baixo), Chris Speed (saxofone tenor e clarinete), Kurt Rosenwinkel (guitarra) e Jim Black (bateria)

29 de Setembro (sábado)
Drew Gress Quintet "7 Black Butterflies"
Ralph Alessi (trompete), Tim Berne (sax alto), Craig Taborn (piano), Drew Gress (contrabaixo) e Tom Rainey (bateria)

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setembro 02, 2007

RESCALDO XÔPANA JAZZ

Na viragem do mês de Agosto para o de Setembro, a deslumbrante baía do Funchal foi cenário privilegiado para o Xôpana Jazz, evento que constituiu mais um sinal do dinamismo que caracteriza a actual cena jazzística madeirense.

Sob a direcção artística conhecedora e apaixonada de Paulo Barbosa, o Xôpana Jazz – que se realizou nos dias 30 e 31 de Agosto e 1 de Setembro, no Choupana Hills Spa & Resort, na ilha da Madeira – veio reforçar o momento ímpar de ebulição do jazz naquela região. Para este estado de coisas concorrem não apenas o papel que o Conservatório Regional – em parceria com a Escola do Hot Clube de Portugal – tem vindo a desempenhar na formação de músicos e públicos, no fomento da apetência por esta música, mas também os diversos locais de diversão nocturna que têm passado a incluir, de forma séria e continuada, o jazz na sua programação habitual de concertos. A isto acresce a realização de eventos de carácter pontual, de maior dimensão, que contribuem para a crescente visibilidade do jazz na região.

Apostando num cartaz diversificado, o Xôpana Jazz desenrolou-se ao longo de três noites, com dois concertos em cada.

Perante uma plateia bem composta, o evento arrancou com o Mikado Lab, do baterista Marco Franco, com Ana Araújo, ao piano e electrónicas, o camaleónico Pedro Gonçalves, no baixo eléctrico, e André Matos, na guitarra. Projecto de fronteiras elásticas, capaz de absorver elementos de diferentes quadrantes estéticos (com o jazz, o rock e as electrónicas à cabeça), o Mikado Lab é isso mesmo: um laboratório de experimentações sónicas várias, onde se criam bandas sonoras para filmes imaginários. Na memória ficaram temas como “Casa do Avião”, “Alfazema Doce” ou “Pat Rocket”. Um projecto que deu óptimas indicações, apesar de alguns problemas técnicos apoquentadores. Aguardemos pelo disco de estreia – previsto para muito em breve – que contará com as participações de Mário Laginha e do saxofonista e clarinetista norte-americano Chris Speed.

Ainda na primeira noite, o trio do pianista Mário Laginha – acompanhado pelos habituais comparsas Bernardo Moreira (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria) – apresentou-nos, na íntegra e sequencialmente, o recente “Espaço”, disco que resultou de encomenda feita pela Trienal de Arquitectura de Lisboa e no qual procurou explorar musicalmente conceitos ligados a esta área. Verdadeiro arquitecto de subtilezas, Laginha é um músico que apesar do seu estatuto não pára de surpreender. Todos o sabemos: a sua música é feita de recantos, de pormenores, de linhas rigorosas, de melodias nunca óbvias. Demonstrando um entrosamento telepático, os três músicos estiveram particularmente bem no nervoso “Tráfico”, no mais contemplativo “Tanto Espaço” e em “Esculpir”, verdadeiro monumento de elegância e apuro estético.

A segunda noite – a que das três registou menor afluência de público – começou com o trio TGB: Sérgio Carolino (tuba), Mário Delgado (guitarra) e Alexandre Frazão (bateria). Fazendo alarde da inusitada combinação instrumental, e ainda com o disco de estreia na bagagem (o sucessor será gravado brevemente), o grupo apresentou temas já bem conhecidos como “Lilli´s Funk”, “Inércia” (com Frazão a tocar melódica), o mais bluesy “George Harrison”, “Só” (emblema de Jorge Palma) ou a sempre electrizante versão de “Black Dog”, dos Led Zeppelin. A utilização de novos efeitos por parte do tubista veio de alguma forma refrescar o som do grupo, caracterizado pelas texturas construídas pelo sempre criativo Mário Delgado e por uma sólida pulsação rítmica imprimida por Frazão. Disco novo é preciso.

Depois foi a vez de outro trio, desta feita o do pianista Abe Rábade – valor seguríssimo do jazz galego e espanhol –, que teve como parceiros os portugueses Nelson Cascais, no contrabaixo, e Bruno Pedroso, na bateria, dois músicos sempre à vontade na difícil de arte da adaptação a diferentes contextos. Dono de um pianismo cerebral e complexo, alicerçado na tradição, Rábade apresentou-nos a sua música densa, não apenas através de temas do seu último disco “Playing On Light” (como o calorosamente swingante “Eses”, o mais tranquilo “Zero” ou “Bright Flow”), mas também de peças novas (como “Campo das Estrellas”), que serão incluídas no próximo disco, recentemente gravado na cidade do Porto. Indubitavelmente um dos momentos altos de todo o festival.

A derradeira noite do Xôpana Jazz iniciou-se com a Matt Pavolka Band, onde ao líder, no contrabaixo e baixo eléctrico, se juntaram o notável guitarrista Ben Monder, o pianista Pete Rende e o baterista Bruno Pedroso (em substituição de Ted Poor). Com o propósito de apresentar o novo disco, “Something People Can Use” (lançado oficialmente na ocasião pela TOAP), Pavolka & Cia, deram um bom concerto, apesar de na realidade não terem surpreendido por aí além. Conhecido pelo groove poderoso e por um aguçado espírito como improvisador, Pavolka partilhou com Rende (que se dividiu entre o piano acústico e o Rhodes) o centro de gravidade do quarteto, em torno do qual orbitaram Monder – sempre exímio na criação de motivos abstractos – e Pedroso, seguro e eficaz no seu papel. Temas como “Nowhere, Nobody, Nothing”, “Chasing Cats With Vacuums” e o abrasivo “Lemmy” foram momentos de destaque.

Para o final, o aguardado concerto do super-quarteto do guitarrista André Fernandes, verdadeiro “all-stars” do jazz nacional, com Mário Laginha ao piano (acústico e eléctrico), Nelson Cascais no contrabaixo e baixo eléctrico e Alexandre Frazão (que fez o pleno), na bateria. Poucos dias depois de gravar aquele que será o primeiro disco do quarteto – ao que então apurámos provisoriamente intitulado “Vizz” –, a formação apresentou-se em grande forma, revelando uma coesão e uma empatia impressionantes. Temas como “Belzebu Is In The Bulding”, o magnífico “Sal” (com Fernandes a utilizar a voz), ou “Vizz” foram uma amostra que deixou água na boca para o que aí vem. Não obstante, o guitarrista revisitou ainda temas do anterior disco, “Timbuktu”, como o agitado “Panda Fight”.

Ao longo dos três dias do evento, o Basalt Bar recebeu animadas jam sessions, onde, entre outras pérolas, foi possível escutar Mário Laginha a cantar (!), Marco Franco a tocar contrabaixo ou Abe Rábade a mostrar grande desenvoltura com as baquetas.

Agora que a máquina está movimento, é preciso aproveitar o embalo e garantir a continuidade e a qualidade do festival já para o ano que vem.

(texto publicado no número 15 (Novembro/Dezembro) da revista Jazz.pt)

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setembro 01, 2007

UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de hoje de "Um Toque de Jazz Jazz ao Vivo (17)A Big Band da Radiotelevisão da Eslovénia, sob a direcção de Tadej Tomsic, num concerto realizado em Liubliana, em 29 de Setembro de 2006. Uma gravação Euroradio.

Amanhã será a vez de Jazz ao Vivo (18) – O trio do guitarrista Gerardo Nuñez, com Pablo Martin (contrabaixo) e Cepillo (percussão) e a colaboração especial de Perico Sambeat (saxofone alto e soprano), num concerto realizado em 16 de Fevereiro de 2006 nos estúdios Rolf Liebermann (Hamburgo). Uma gravação Eurorádio.

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM, e Mértola 92.2 FM)).

Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

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