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agosto 31, 2007

"DESENHOS DE PALCO" EM ESTREMOZ

Gil Maddalena expõem em Estremoz

É hoje (17h00) inaugurada no Até Jazz Café (rua Serpa Pinto, em Estremoz) uma exposição de Gil Maddalena intitulada "Desenhos de Palco". A mostra estará patente até dia 29 deste mês.

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agosto 30, 2007

XÔPANA JAZZ ARRANCA HOJE

Xôpana Jazz 2007

De de hoje até sábado terá lugar no Choupana Hills Resort & Spa (Funchal), o Xôpana Jazz, com dois concertos por noite.

O alinhamento do Xôpana Jazz pretende colocar em evidência uma série de provas vivas do bom estado de saúde do jazz em pleno século XXI.

Marco Franco Mikado Lab, Mário Laginha Trio, TGB, Abe Rábade Trio, Matt Pavolka Group e André Fernandes 4teto são os grupos agendados para três concertos duplos que terão lugar em volta da piscina do Choupana Hills. Em todas as noites do evento, seguem-se actuações do Rafa Four & Vânia Fernandes, no Basalt Bar.

O programa completo - da responsabilidade do director artístico Paulo Barbosa - é o seguinte:

Hoje

Marco Franco Mikado Lab (21h30)
André Matos (guitarra), Ana Araújo (piano), Pedro Gonçalves (contrabaixo) e Marco Franco (bateria)

"Impulsionado pela bateria “preparada” de Marco Franco e condimentado com uma equilibrada dose de electrónica, o Mikado Lab oferece a plástica ideal para a música fresca e impregnada de contemporaneidade que pratica. Canções melódicas, numa criativa mistura de estilos e climas, onde a improvisação é parte fundamental... épico, delicado, infantil, sónico, frenético, poético, diurno, nocturno... são algumas das coordenadas que caracterizam esta música e quem a toca." (texto da organização)

Mário Laginha Trio (23h00)
Mário Laginha (piano), Bernardo Moreira (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria)

"Provavelmente o mais conceituado músico português de jazz, e certamente um dos melhores da actualidade, Mário Laginha dispensa grandes apresentações. Encorajado pela Trienal de Arquitectura de Lisboa 2007 para a criação de nova música que revelasse a sua interpretação de conceitos relacionados com o universo da arquitectura, o pianista optou, neste seu novo “Espaço”, pelo formato de trio. A determinação com que o dirige e a resposta que recebe de Bernardo Moreira e Alexandre Frazão, parceiros ideais, velhos cúmplices espirituais e físicos, elevam as capacidades interpretativas do grupo a um nível reservado apenas aos melhores. Tanto quanto o seu compositor, Moreira e Frazão vivem esta música como se lhes fosse própria, respirando-a com toda a urgência, como se de ar se tratasse, como se dela dependesse a sua sobrevivência." (texto da organização)

Amanhã

TGB (21h30)
Sérgio Carolino (tuba), Mário Delgado (guitarra) e Alexandre Frazão (bateria)

"Com o impressionante virtuosismo de Sérgio Carolino, verdadeiro emancipador da tuba enquanto instrumento solista, o requinte das texturas tecidas pela guitarra de Mário Delgado e a bateria infalível de Alexandre Frazão, o TGB esbate fronteiras entre estilos e géneros e traz-nos o rejuvenescimento do swing de Duke Ellington, do bebop de Thelonious Monk e Bud Powell, da canção de Jorge Palma ou do rock do Led Zeppelin. Se o seu primeiro registo discográfico lhe valeu o prestigiado Prémio Carlos Paredes, o TGB tem-se tornado cada vez mais apregoado pela superior criatividade e pelo sentido de urgência que coloca em cada uma das suas actuações ao vivo." (texto da organização)

Abe Rábade Trio (23h00)
Abe Rábade (piano), Nelson Cascais (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria)

"Abe Rábade é um dotado instrumentista, riquíssimo em recursos. Se é detectável a assimilação de vários dos pianistas da praxe, Abáde é, acima de tudo, um pianista com voz própria, fluente e determinado, como as suas composições. Reconhecido em 2005 como pianista revelação em Espanha pela atribuição do Prémio Tete Montoliú, Abe Rábade apresentará um projecto igualmente premiado como melhor disco de jazz espanhol de 2006 pela publicação Cuadernos de Jazz. A enorme musicalidade e a facilidade de comunicação que, a todo o momento, se estabelece entre o pianista, o contrabaixista Nelson Cascais e o baterista Bruno Pedroso são a base de um trio que frequentemente surpreende a três, num dos mais interessantes exemplos da interactividade a que este tipo de formação tão bem se presta." (texto da organização)

Sábado

Matt Pavolka Quartet (21h00)
Matt Pavolka (contrabaixo), Ben Monder (guitarra), Pete Rende (piano) e Bruno Pedroso (bateria)

"Muito apreciado pela profundidade do som do seu contrabaixo, pelo groove impecável e por uma imaginativa capacidade de improvisação, Matt Pavolka é um dos mais requisitados contrabaixistas no cenário do jazz contemporâneo nova-iorquino, o que é denunciado pela colaboração que tem prestado a grandes nomes da nova geração, como Matt Wilson, Jeff Ballard, Josh Roseman, Tony Malaby, Gene Jackson, Chris Cheek, Mark Turner, Kurt Rosenwinkel, Guillermo Klein, Seamus Blake, Marlon Browden ou Erik Jekabson, bem como a nomes já clássicos do jazz, como Charlie Persip, Ben Riley, James Spaulding, George Garzone ou Ray Anderson. Apresenta-se ainda no grupo House of Illusion, que co-lidera com Akiko Pavolka e é membro do grupo Imaginary Homeland. Integra actualmente o Ohad Talmor “NewsReel”, do multi-premiado Ohad Talmor, e lidera o Matt Pavolka Group, com Ben Monder, Pete Rende e Ted Poor, que gravou já o magnífico Something People Can Use, cd com lançamento internacional no Xôpana Jazz." (texto da organização)

André Fernandes 4teto
André Fernandes (guitarra), Mário Laginha (piano), Neson Cascais (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria)

"A participação de André Fernandes em vários projectos de destacada relevância no panorama do jazz nacional, o convite de Lee Konitz para integrar o seu noneto e a sua big band e o crescente reconhecimento por parte da crítica nacional e internacional fazem do guitarrista uma espécie de príncipe do jazz nacional. A ele se juntam, para constituir o André Fernandes 4teto, e elevando as expectativas, três músicos de inquestionável valor individual. A estreia deste quarteto na Festa do Jazz do Teatro de São Luiz superou, no entanto, tudo o que dele se pudesse prever. Esta música, literalmente nova, é, sob os pontos de vista estético e estilístico, paradoxalmente universal e própria, fruto exclusivo da mente musical brilhante que é a do seu criador, um autêntico diluente de fronteiras entre estilos e géneros musicais. Um dos caminhos futuros do jazz passa garantidamente por aqui." (texto da organização)

30 e 31 de Agosto e 1 de Setembro
Rafa Four & Vânia Fernandes (24h00)
Vânia Fernandes (voz), Rafael Andrade, Georgy Titov, Ricardo Dias e Caio Oliveira

"Rafael Andrade (aka Rafa), distinguido em 2005 com um Prémio de Reconhecimento na III Festa do Jazz e 2º classificado no primeiro concurso “O Melhor Solista” do Cup & Cino, é um dos mais inspirados músicos de jazz madeirenses. Rafa tem vindo a estabelecer uma estreita ligação ao conterrâneo Ricardo Dias, ao russo Georgy Titov e ao brasileiro Caio Oliveira, três músicos que, como o trompetista, podem ser vistos como a “nata” do jazz local e que têm vindo a oferecer actuações ao vivo com convidados como João Moreira, Pedro Moreira, Claus Nymark, Bruno Santos e a estrela crescente com a qual se apresentará no Xôpana Jazz. Vânia Fernandes é uma das grandes revelações do jazz vocal nos últimos tempos. Também ela premiada na IV Festa do Jazz do Teatro de São Luiz e vencedora do 1º prémio no concurso “O Melhor Solista”, Vânia Fernandes torna-se cada vez mais requisitada dentro e fora da ilha da Madeira, sendo de destacar uma honrosa ligação à European Jazz Movement Orchestra, com a qual realiza uma tourné europeia em 2007. Nos últimos tempos, tem percorrido os mais prestigiados clubes de jazz de Portugal Continental, acompanhada pelo trio do pianista Júlio Resende, com o qual foi seleccionada, tendo Rafa como convidado especial, para fechar a V Festa do Jazz. Ancoradas por jovens de tão reconhecido talento, e porque a animação pode viver de mãos dadas com a qualidade, as sessões after hours no Basalt Bar prometem um jazz fresco e espontâneo. A não perder." (texto da organização)

Mais informações sobre o Xôpana Jazz em xopanajazz.blogspot.com.

Publicado por António Branco às 07:17 AM | Comentários (0) | TrackBack

JAZZ ÀS 5AS HOJE COM O BRUNO SANTOS TRIoANGULAR

Jazz às 5ªas no CCB

Prossegue esta noite a iniciativa "Jazz às 5ªs", que todas as quintas-feiras, a partir das 22h45, leva jazz à Cafetaria Quadrante, do Centro Cultural de Belém.

Hoje será a vez de podermos escutar o trio Bruno Santos TrioAngular, com Bruno Santos (guitarra), Bernardo Moreira (contrabaixo) e (bateria).

Formação inspirada nos trios de Keith Jarrett, Bill Evans e Jim Hall que se distingue pela frescura e interacção entre os músicos. Como num triângulo – três lados de um todo tocado a guitarra, contrabaixo e bateria.

As entradas são livres.

Publicado por António Branco às 06:23 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 29, 2007

EST´JAZZ 2007 - FESTIVAL DE JAZZ DE ESTREMOZ

Est'Jazz 2007 - Festival de Jazz de Estremoz

Entre 17 e 22 de Setembro decorre o Est'Jazz 2007 - Festival de Jazz de Estremoz.

O programa é o que a seguir se dá conta:

20 de Setembro (quinta-feira, 22h00, Teatro Bernardim Ribeiro)
Duncan Haynes Quartet
"Um novo projecto liderado pelo conhecido pianista e compositor Duncan Haynes que, neste projecto, é acompanhado pelos músicos Bruno Margalho (saxofones), Rasheed Abel (contrabaixo) e Luís Candeias (bateria). Marcados pela improvisação e influenciados pelo seu percurso musical, este projecto musical irá certamente surpreender o público". (texto da organização).
Abertura com os Tocábombar.

21 de Setembro (sexta-feira, 22h00, Teatro Bernardim Ribeiro)
Nuno Ferreira Trio
"O projecto Nuno Ferreira Trio, com o argentino Demian Caboud (Contrabaixo) e Bruno Pedroso (Bateria), tem actuado regularmente em Portugal e Espanha desde 2004 e pratica um repertório fresco e original baseado no último álbum de Nuno Ferreira "À Espera do Verão". A versatilidade deste grupo permite-lhe uma variedade de sonoridades que vão desde o jazz ao rock, Pop e drum´n´bass". (texto da organização)
Abertura com professores da escola de música música daa banda “União”

22 de Setembro (sábado, 22h00, Teatro Bernardim Ribeiro)
Trio Carlos Barretto, Bernardo Sassetti e José Salgueiro
"Os músicos Carlos Barretto, José Salgueiro e Bernardo Sassetti dispensam apresentações. O trio, que habitualmente surge com Alexandre Frazão na bateria, propõe uma paisagem musical muito rica e diversa, ou para quem prefira o termo, muito eclética. Do 'groove' grave do contrabaixo ao lirismo clássico do piano, passando pela espontaneidade das percussões, o concerto promete oferecer-se como o melhor momento do EST’JAZZ 2007. A não perder!". (texto da organização)

Paralelamente aos concertos terão lugar outras actividades, que envolvem as bandas filármónicas do concelho (21h00 - Rossio Marquês de Pombal):

20 de Setembro - Sociedade Filarmónica Luzitana
21 de Setembro - Sociedade Filarmónica Veirense
22 de Setembro - Escola de Música da Banda União

O Até Jazz Café recebe, entre 20 e 22 de Setembro, pelas 00h30, um quarteto constituído por Corrado Floriddia (saxofones alto e soprano), Domingos Galésio (guitarra), Luís Cardoso (baixo eléctrico) e Rui Gonçalves (bateria). Trata-se de um projecto criado em 2005, e é, desde o primeiro concerto, a banda oficial nas terças-feiras do “Café da Cidade” de Évora. Esta formação, constituída pelos músicos , tem actuado em Évora, Estremoz, Arraiolos e Guarda.

A partir da 01h30 é a vez das habituais jam sessions (Até Jazz Café).

Um grande destaque vai para a exposição "Pangeia Instrumentos", de Victor Gama, no qual este músico explora sonoridades e novos processos de criação através da construção de instrumentos musicais, dispositivos sonoros e instalações usando um método de experimentação e intersecção com o design, som, música, imagem e performance. Pangeia Instrumentos é mais do que uma mostra numa galeria, pois transforma o espaço de exposição num espaço de performance e os visitantes em performers. Estes são convidados a tocar os instrumentos, a usarem a sua própria criatividade e interactuarem entre si. A mostra estará patente entre 17 de Setembro e 14 de Outubro, de 2ª a 6ª feira, entre as 14h00 e as 20h00, no Teatro Bernardim Ribeiro.

No Até Jazz Café estará também patente a mostra "Desenhos de Palco", de Gil Maddalena (ver outro post).

Serão desenvolvidos "Ateliês para Escolas" (destinados a alunos do 2º ciclo), no dia 18 Setembro (às 10h30 e 14h00 - 2 sessões), com lotação de 25 alunos/sessão. As marcações deverão ser efectuadas pelo telefone 268 339 216.

No âmbito do Est´Jazz 2007 terá lugar igualmente um Ciclo de Cinema "À Volta do Jazz" (às 21h30, no Teatro Bernardim Ribeiro, com entradas livres), no qual serão exibidas as películas:

17 de Setembro - "De-Lovely", de Irwin Winkler
18 de Setembro - "Kansas City", de Robert Altman
19 de Setembro - "Boa Noite e Boa Sorte", de George Clooney

As iniciativas incluem também uma feira de produtos relacionados com o jazz, de 20 a 22 de Setembro, a partir das 21h00, Teatro Bernardim Ribeiro).

Para reservas de bilhetes e mais informações:
Telef.: 268 339 216 / 268 333 362
E-mail: patrimonio.cultural@cm-estremoz.pt
Web: www.cm-estremoz.pt

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agosto 28, 2007

JAZZMIN 2007, DE 14 A 16 DE SETEMBRO

Reiterando uma aposta forte do município da vila mineira, o jazz está de regresso a Aljustrel entre 14 e 16 de Setembro, com a segunda parte do JazzMin 2007.

O cartaz do JazzMin 2007 é o que se segue:

14 de Setembro (sexta-feira)
Orquestra JazzMin (1ªparte)

Cottas Club Jazz Band (2ªparte)
Mário Nunes (trompete), Rafael Neves (clarinete), Pedro Vila (saxofone tenor), Hugo Margalho (trombone), Jorge Mata (sousafone), Alexandre Mata (washboard) e João Mil-Homens (bateria).

15 de Setembro (sábado)
Jeffery Davis Quarteto
Jeffery Davis (vibrafone e marimba), André Fernandes (guitarra), Nelson Cascais (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria).

16 de Setembro (domingo)
Miguel Martins "Kaleidoscópio"
Miguel Martins (guitarra), Carlos Barretto (contrabaixo) e José Salgueiro (bateria)

Os concertos terão lugar como sempre no auditório da Biblioteca Municipal de Aljustrel, a partir das 21h30.

De 10 a 14 de Setembro (entre as 18h00 e as 21h00) haverá também um workshop de vários instrumentos (flauta, clarinete, saxofone, trompete, trombone, tuba, piano, guitarra, baixo eléctrico, bateria e voz), orientado por Adelino Mota e Alberto Valongo.

Mais informações sobre o JazzMin 2007 em http://www.mun-aljustrel.pt/eventos/eventos.asp?id=90.

Publicado por António Branco às 06:29 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 27, 2007

DOWNBEAT SET07

Downbeat Setembro 2007

Eis que recebo o número de Setembro da revista norte-americana Downbeat.

Aqui fica um breve sumário do que há para ler neste número:

CAPA
Phil Woods
FIRST TAKE
“Passion Play”
CHORDS & DISCHORDS
THE BEAT
“Miami Swing Surge”
“Jarrett´s Angry Onstage Oubursts Lead to Umbria Ban, Apology”
“John Frigo Dies”
“Jazz Stars Praise Peterson in his Absence at Carnegie Hall Tribute Concert”
RIFFS
Noticiário diverso
THE QUESTION IS…?
“What Sport is Most Like Jazz?”
BACKSTAGE WITH…
Joshua Redman
THINGS TO COME
VYNIL FREAK
The Bill Dixon Orchestra – “Intents And Purposes” (RCA/Victor, 1967)
THE ARCHIVES
26 de Agosto de 1965
CAUGHT
“Guillermo Klein Big Band Channels Thad Jones”
“Playboy Fest Offes Mixed Bag”
“Konitz Marathon Makes Crowd Hum”
Sobre a participação da Orquestra de Jazz de Matosinhos, escreve Ira Gitler:
The Orquestra de Jazz de Matosinhos, which plays on Konitz´s “Portology” CD, flew in from Portugal to take the stage for the show´s final segment, which included three selections from the disc: “June ´05”, “A New Ballad” and “the finale, “SoundLee”, Konitz´s creation on based on “Too Marvelous For Words””.
PLAYERS
Sonny Fortune (“Classic Return”)
Lames Andrews (“Legacy Work”)
David Ostwald (“Tuba Heart”)
Ted Hogarth (“Mulligan Champion”)
ARTICLES
Phil Woods (“I Keep The Flame Going”)
Charles Mingus (“Ressurecting A Masterpiece”)
KEYBOARD SESSIONS
McCoy Tyner (“Still Thundering”)
Chick Corea & Béla Fleck (“High Drive”)
Bruce Hornsby (“Rumbling Renaissance Man”)
Masterclass – “Realizing Unbroken Threads Between Jazz and Hip-Hop” (Lafayette Gilchrist”)”
Solo – Don Grolnick´s piano solo on “A Weaver Of Dreams”
TOOLSHED
REVIEWS
Hot Box
David Murray Black Saint Quartet – “Sacred Ground”
Paquito D´Rivera Quintet? – “Funk Tango”
Matthew Shipp Trio – “Piano Vortex”
Tord Gustavsen Trio – “Being There”
BOOKS
“This Is Our Music: Free Jazz, The Sixties And American Culture”, de Iain Anderson (University of Pennsylvania Press)
BLINDFOLD TEST
Ethan Iverson

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agosto 26, 2007

JOSÉ DUARTE NA RÁDIO

No programa "Jazz com Brancas" será a vez de escutarmos ao longo da semana John Coltrane (segunda, 27), Bobby Hutcherson (quinta, 30) e Miles Davis (sexta, 31). Jazz com Brancas é um programa que vai para o ar na RDP - Antena 2, de segunda a sexta - entre as 20h05 e as 21h00.

Na região de Beja, a RDP - Antena 1 pode ser escutada em 87.7 FM (em Mértola 90.9 FM). A RDP - Antena 2 pode ser escutada em 91.1 FM (em Mértola 92.2 FM).

Publicado por António Branco às 07:54 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 25, 2007

UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de hoje de "Um Toque de Jazz Jazz ao vivo (15) – "Sound Grammar" - O quarteto de Ornette Coleman (saxofone alto, violino, trompete), com Denardo Coleman (bateria, percussão), Gregory Cohen (contrabaixo) e Tony Falanga (contrabaixo), numa gravação realizada em 14 de Outubro de 2005, em Ludwigshafen (Alemanha).

Amanhã será a vez de Jazz ao vivo (16)Festival de Jazz de Willisau: o trio de John Scofield (guitarra), Steve Swallow (baixo) e Bill Stewart (bateria), num concerto realizado a 3 de Setembro de 2006. Uma gravação Eurorádio.

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM, e Mértola 92.2 FM)).

Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

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agosto 24, 2007

ART JAZZ TRIO DOMINGO EM OLHÃO

Art Jazz Trio em Olhão

O Cantaloupe Bar, nos Mercados de Olhão, recebe no próximo domingo (26 de Agosto), pelas 22h30, o Art Jazz Trio - Sérgio Pelágio (guitarra eléctrica), Mário Franco (contrabaixo) e Pedro Segundo (bateria) - com o convidado especial Nuno Ferreira.

Este grupo marca o reencontro entre Mário Franco e Sérgio Pelágio, dois músicos e amigos que começaram a tocar juntos na década de oitenta. Atraídos por novas direcções ao nível da composição e da execução, exploraram novas direcções, até ao ínicio da década de noventa. Nesse caminho procuraram o cruzamento do jazz de origem norte Americana, com o jazz praticado por músicos europeus, juntando ainda influências da música clássica e do rock. Foi um período muito marcante na linguagem destes dois músicos. Assim após um longo intervalo, foi natural e fácil voltarem a juntar-se para prosseguir o que tinham começado agora com a colaboração habitual do jovem baterista Pedro Segundo.

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agosto 23, 2007

JAZZ ÀS 5AS HOJE COM BEN STAPP´S TRIO

Jazz às 5ªas no CCB

Prossegue esta noite a iniciativa "Jazz às 5ªs", que todas as quintas-feiras, a partir das 22h45, leva jazz à Cafetaria Quadrante, do Centro Cultural de Belém.

Hoje será a vez de podermos escutar o Ben Stapp's Trio, com Ben Stapp (tuba), Paulo Curado (saxofones e flauta) e Jorge Queijo (bateria).

Este grupo apresenta um trabalho global, combinando música escrita e livre improvisação. É uma investigação através do diálogo que existe entre os músicos. A parte escrita funciona como meio de dirigir as interacções musicais através de diferentes cenários construindo uma forma completa e orgânica. Aqui, o binómio entre música escrita e improvisada dá resposta a um debate antigo entre liberdade e controle. O líder deste trio é o jovem tubista e compositor natural de Sacramento, Califórnia, Ben Stapp aq uem têm sido reconhecidos enormes méritos como uma das possíveis referência do Jazz em Portugal. A acompanhá-lo estão o saxofonista e flautista Paulo Curado, e o baterista Jorge Queijo, valores seguros da improvisação nacional.

As entradas são livres.

Publicado por António Branco às 07:51 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 22, 2007

JAZZ NA FESTA DO AVANTE! 2007

Como é hábito desde a sua primeira edição, também este ano a Festa do Avante! (que decorrerá nos dias 7, 8 e 9 do próximo mês de Setembro), aposta em forte no jazz.

Eis os nomes ligados ao jazz que fazem parte do programa da Festa:

Carlos Barreto “in Loko”
Carlos Bica & Trio Azul com Frank Mobus e Jim Black
Chicago Blues Har All Stars
Jacinta – Tributo a José Afonso
Quarteto Matt Pavolka
Sexteto Mário Barreiros
Telectu com Han Bennink e Walter Pratti
Tora Tora Big Band com Milton Gullis, André Cabaço e Kika Santos

Muito jazz a não perder na Festa do Avante! 2007.

Publicado por António Branco às 06:51 AM | Comentários (1) | TrackBack

agosto 21, 2007

CANJAZZ 2007

Canjazz 2007

O Canjazz - Festival Internacional de Jazz de Cangas faz 10 anos. A aposta deste festival tem recaído num formato que potencia novos e consagrados valores jazzísticos e que garante a consolidação da formação na Galiza.

O Canjazz 2007 contará novamente com um workshop paralelo aos concertos, contando com a participação de nove destacados músicos dos EUA, Portugal, Valência e Galiza. O concerto final dos alun@s do workshopserá na sexta-feira, 24 de Agosto, às 22h30, na Sala Son.

Mas aqui fica o cartaz completo desta edição do Canjazz 2007:

Hoje, 22h30, Eirado do Costal
Mr. Chacho
Hugo Astudillo (saxofone alto), Xan Campos (piano), Rubén Carlés (contrabaixo) e Iago Fernández (bateria).

"Grupo formado por músicos moi novos procedentes de Cangas e Madrid. Coñecéronse en Musikene (Centro Superior de Música do Pais Basco), onde comezou este proxecto baseado en composicións orixinais. Por separado, os seus membros realizaron concertos con músicos de talla internacional como Perico Sambeat, Jesse Davis, John O'Gallagher, Guillermo Klein, Bob Sands, Albert Sanz, Joaquín Chacón, Abe Rábade e un largo etc. Asi mesmo, actuaron nos máis importantes festivais de jazz do Estado Español: San Sebastián, Getxo, Pontevedra, Madrid, Ibiza, Vigo, Lugo, Zaragoza, Teruel, Zamora, e participaron en diversos concertos en Holanda, Portugal e Ecuador. Mr. Chacho comezou actuando en locais de Donostia e non tardou en ser seleccionado para os Circuitos de Música Injuve, que o levou a actuar en diversos festivais de jazz de toda a Península. Gañou o primeiro premio no Concurso de Grupos Fuenjazz 2007 e foi seleccionado para a final do XXXI Concurso Internacional de Jazz de Getxo 2007, tratándose do segundo grupo do Estado Español que o consegue dende a internacionalización de dito concurso." (texto da organização)

Amanhã, 22h30, Eirado do Costal
Joana Machado & Afonso Pais Quartet
Joana Machado (voz), Afonso Pais (guitarra), José Carlos Ferro (contrabaixo) e Max Gómez (bateria)

"Unha das grandes novidades desta edición, e a volta do canjazz a apostar polo jazz vocal. Presentada pola prestixioxa revista DOWNBEAT coma unha vocalista talentosa, a cantora lisboeta Joana Machado e o guitarrista Afonso Pais, traerán a Cangas os mellores sons do seu disco “Crude”, acompañada polos galegos Jose Carlos Ferro e Max Gómez." (texto da organização)

Quinta-feira, 22h30, Auditório Municipal
Ghu! Project vol.2
Perico Sambeat (saxofone alto), Jesús Santandreu (saxofone tenor), Chris Kase (trompete), Alan Ferber (trombone), Abe Rábade (piano), Nelson Cascais (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria)

"A banda residente no Canjazz 2007 será a encargada de pechar a programación dos concertos. Nada máis que sete das grandes figuras do jazz internacional xuntas baixo a dirección do galego Abe Rábade, e que darán o seu primeiro e único concerto antes de gravar o seu disco “Open Door”. Coma non podía ser doutro modo o Canjazz e pioneiro na formación de novas bandas e proxectos discográficos." (texto da organização)

Haverá também paradas de rua, com a participação da Gdjazz Street Band (de 21 a 23 de Agostom entre as 13h e as 14h e entre as 20h e as 21h, no Casco Vello. A Gdjazz Street Band é formada por Xavier Gdjazz Pereiro (trompete), Fernando Sánchez (saxofone alto), Antonio Rodríguez (trombone), Fran Lavía (tuba) e Javier Barral (percussão).

Para além disto, terão lugar jam-sessions, de 21 a 23 de Agosto, por volta da meia-noite, no bar Plantacións

Atenção igualmente à inicitiva intitulada "De Viños e Jazz", com Seir Caneda - 24 de Agosto às 13h, na Academia.

Até dia 24 estará também patente a exposição com capas de discos de John Coltrane, no Ambigú.

Mais informações em www.canjazz.org.

Publicado por António Branco às 06:18 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 20, 2007

MJV LANÇA BLOGUE O SÍTIO DO JAZZ

O Sítio do Jazz

Encerrada que está a colaboração de nove anos com o Diário de Noticías, eis que o crítico e divulgador Manuel Jorge Veloso se vira agora para a blogosfera, ao criar o blogue O Sítio do Jazz, disponível em o_sitio_do_jazz.blogs.sapo.pt.

O Improvisos Ao Sul endereça ao Manuel Jorge Veloso as maiores felicidades nesta sua nova cruzada jazzística.

Publicado por António Branco às 08:36 AM | Comentários (0) | TrackBack

XÔPANA JAZZ NO FIM DO MÊS

De 30 de Agosto a 1 de Setembro terá lugar no Choupana Hills Resort & Spa (Funchal), o Xôpana Jazz, com dois concertos por noite.

O alinhamento do Xôpana Jazz pretende colocar em evidência uma série de provas vivas do bom estado de saúde do jazz em pleno século XXI.

Marco Franco Mikado Lab, Mário Laginha Trio, TGB, Abe Rábade Trio, Matt Pavolka Group e André Fernandes 4teto são os grupos agendados para três concertos duplos que terão lugar em volta da piscina do Choupana Hills. Em todas as noites do evento, seguem-se actuações do Rafa Four & Vânia Fernandes, no Basalt Bar.

O programa completo - da responsabilidade do director artístico Paulo Barbosa - é o seguinte:

30 de Agosto (5ª feira)

Marco Franco Mikado Lab (21h30)
André Matos (guitarra), Ana Araújo (piano), Pedro Gonçalves (contrabaixo) e Marco Franco (bateria)

"Impulsionado pela bateria “preparada” de Marco Franco e condimentado com uma equilibrada dose de electrónica, o Mikado Lab oferece a plástica ideal para a música fresca e impregnada de contemporaneidade que pratica. Canções melódicas, numa criativa mistura de estilos e climas, onde a improvisação é parte fundamental... épico, delicado, infantil, sónico, frenético, poético, diurno, nocturno... são algumas das coordenadas que caracterizam esta música e quem a toca." (texto da organização)

Mário Laginha Trio (23h00)
Mário Laginha (piano), Bernardo Moreira (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria)

"Provavelmente o mais conceituado músico português de jazz, e certamente um dos melhores da actualidade, Mário Laginha dispensa grandes apresentações. Encorajado pela Trienal de Arquitectura de Lisboa 2007 para a criação de nova música que revelasse a sua interpretação de conceitos relacionados com o universo da arquitectura, o pianista optou, neste seu novo “Espaço”, pelo formato de trio. A determinação com que o dirige e a resposta que recebe de Bernardo Moreira e Alexandre Frazão, parceiros ideais, velhos cúmplices espirituais e físicos, elevam as capacidades interpretativas do grupo a um nível reservado apenas aos melhores. Tanto quanto o seu compositor, Moreira e Frazão vivem esta música como se lhes fosse própria, respirando-a com toda a urgência, como se de ar se tratasse, como se dela dependesse a sua sobrevivência." (texto da organização)

31 de Agosto (6ª feira)

TGB (21h30)
Sérgio Carolino (tuba), Mário Delgado (guitarra) e Alexandre Frazão (bateria)

"Com o impressionante virtuosismo de Sérgio Carolino, verdadeiro emancipador da tuba enquanto instrumento solista, o requinte das texturas tecidas pela guitarra de Mário Delgado e a bateria infalível de Alexandre Frazão, o TGB esbate fronteiras entre estilos e géneros e traz-nos o rejuvenescimento do swing de Duke Ellington, do bebop de Thelonious Monk e Bud Powell, da canção de Jorge Palma ou do rock do Led Zeppelin. Se o seu primeiro registo discográfico lhe valeu o prestigiado Prémio Carlos Paredes, o TGB tem-se tornado cada vez mais apregoado pela superior criatividade e pelo sentido de urgência que coloca em cada uma das suas actuações ao vivo." (texto da organização)

Abe Rábade Trio (23h00)
Abe Rábade (piano), Nelson Cascais (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria)

"Abe Rábade é um dotado instrumentista, riquíssimo em recursos. Se é detectável a assimilação de vários dos pianistas da praxe, Abáde é, acima de tudo, um pianista com voz própria, fluente e determinado, como as suas composições. Reconhecido em 2005 como pianista revelação em Espanha pela atribuição do Prémio Tete Montoliú, Abe Rábade apresentará um projecto igualmente premiado como melhor disco de jazz espanhol de 2006 pela publicação Cuadernos de Jazz. A enorme musicalidade e a facilidade de comunicação que, a todo o momento, se estabelece entre o pianista, o contrabaixista Nelson Cascais e o baterista Bruno Pedroso são a base de um trio que frequentemente surpreende a três, num dos mais interessantes exemplos da interactividade a que este tipo de formação tão bem se presta." (texto da organização)

1 de Setembro (6ª feira)

Matt Pavolka Quartet (21h00)
Matt Pavolka (contrabaixo), Ben Monder (guitarra), Pete Rende (piano) e Bruno Pedroso (bateria)

"Muito apreciado pela profundidade do som do seu contrabaixo, pelo groove impecável e por uma imaginativa capacidade de improvisação, Matt Pavolka é um dos mais requisitados contrabaixistas no cenário do jazz contemporâneo nova-iorquino, o que é denunciado pela colaboração que tem prestado a grandes nomes da nova geração, como Matt Wilson, Jeff Ballard, Josh Roseman, Tony Malaby, Gene Jackson, Chris Cheek, Mark Turner, Kurt Rosenwinkel, Guillermo Klein, Seamus Blake, Marlon Browden ou Erik Jekabson, bem como a nomes já clássicos do jazz, como Charlie Persip, Ben Riley, James Spaulding, George Garzone ou Ray Anderson. Apresenta-se ainda no grupo House of Illusion, que co-lidera com Akiko Pavolka e é membro do grupo Imaginary Homeland. Integra actualmente o Ohad Talmor “NewsReel”, do multi-premiado Ohad Talmor, e lidera o Matt Pavolka Group, com Ben Monder, Pete Rende e Ted Poor, que gravou já o magnífico Something People Can Use, cd com lançamento internacional no Xôpana Jazz." (texto da organização)

André Fernandes 4teto
André Fernandes (guitarra), Mário Laginha (piano), Neson Cascais (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria)

"A participação de André Fernandes em vários projectos de destacada relevância no panorama do jazz nacional, o convite de Lee Konitz para integrar o seu noneto e a sua big band e o crescente reconhecimento por parte da crítica nacional e internacional fazem do guitarrista uma espécie de príncipe do jazz nacional. A ele se juntam, para constituir o André Fernandes 4teto, e elevando as expectativas, três músicos de inquestionável valor individual. A estreia deste quarteto na Festa do Jazz do Teatro de São Luiz superou, no entanto, tudo o que dele se pudesse prever. Esta música, literalmente nova, é, sob os pontos de vista estético e estilístico, paradoxalmente universal e própria, fruto exclusivo da mente musical brilhante que é a do seu criador, um autêntico diluente de fronteiras entre estilos e géneros musicais. Um dos caminhos futuros do jazz passa garantidamente por aqui." (texto da organização)

30 e 31 de Agosto e 1 de Setembro
Rafa Four & Vânia Fernandes (24h00)
Vânia Fernandes (voz), Rafael Andrade, Georgy Titov, Ricardo Dias e Caio Oliveira

"Rafael Andrade (aka Rafa), distinguido em 2005 com um Prémio de Reconhecimento na III Festa do Jazz e 2º classificado no primeiro concurso “O Melhor Solista” do Cup & Cino, é um dos mais inspirados músicos de jazz madeirenses. Rafa tem vindo a estabelecer uma estreita ligação ao conterrâneo Ricardo Dias, ao russo Georgy Titov e ao brasileiro Caio Oliveira, três músicos que, como o trompetista, podem ser vistos como a “nata” do jazz local e que têm vindo a oferecer actuações ao vivo com convidados como João Moreira, Pedro Moreira, Claus Nymark, Bruno Santos e a estrela crescente com a qual se apresentará no Xôpana Jazz. Vânia Fernandes é uma das grandes revelações do jazz vocal nos últimos tempos. Também ela premiada na IV Festa do Jazz do Teatro de São Luiz e vencedora do 1º prémio no concurso “O Melhor Solista”, Vânia Fernandes torna-se cada vez mais requisitada dentro e fora da ilha da Madeira, sendo de destacar uma honrosa ligação à European Jazz Movement Orchestra, com a qual realiza uma tourné europeia em 2007. Nos últimos tempos, tem percorrido os mais prestigiados clubes de jazz de Portugal Continental, acompanhada pelo trio do pianista Júlio Resende, com o qual foi seleccionada, tendo Rafa como convidado especial, para fechar a V Festa do Jazz. Ancoradas por jovens de tão reconhecido talento, e porque a animação pode viver de mãos dadas com a qualidade, as sessões after hours no Basalt Bar prometem um jazz fresco e espontâneo. A não perder." (texto da organização)

Mais informações sobre o Xôpana Jazz em xopanajazz.blogspot.com.

Publicado por António Branco às 05:22 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 19, 2007

JOSÉ DUARTE NA RÁDIO

No programa "Cinco Minutos de Jazz" escutaremos esta semana Thomas Heflin
(segunda, 20), Stefano Bolaini (terça, 21), Paco Charlin
(quarta, 22), Ten Jazz Men (quinta, 23) e John Gallagher 4teto
(sexta, 24). Cinco Minutos de Jazz é um programa que vai para o ar na RDP - Antena 1, de segunda a sexta - 22h50 e 03h50.

No programa "Jazz com Brancas" será a vez de escutarmos ao longo da semana Eric Dolphy e Booker Little (quarta, 22) e Charles Mingus (quinta, 23). Jazz com Brancas é um programa que vai para o ar na RDP - Antena 2, de segunda a sexta - entre as 20h05 e as 21h00.

Na região de Beja, a RDP - Antena 1 pode ser escutada em 87.7 FM (em Mértola 90.9 FM). A RDP - Antena 2 pode ser escutada em 91.1 FM (em Mértola 92.2 FM).

Publicado por António Branco às 08:25 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 18, 2007

UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de hoje de "Um Toque de Jazz Jazz ao vivo (13) – "Taking The Long Way Home" - A big band do saxofonista alto Bud Shank (com o convidado especial Bob Florence) numa gravação realizada em 28 de Maio de 2005, no Sheraton Hotel de Los Angeles.

Amanhã será a vez de Jazz ao vivo (14)Festival de Jazz de Willisau: o duo de John Surman (saxofone barítono, saxofone soprano, electrónica) e Jack DeJohnette (bateria, piano), num concerto realizado em 2de Setembro de 2006. Uma gravação Eurorádio.

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM, e Mértola 92.2 FM)).

Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

Publicado por António Branco às 08:07 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 17, 2007

MAX ROACH (1924-2007)

Max Roach
Max Roach visto por Abdul Moimême

Morreu Max Roach, um dos bateristas mais influentes da história do jazz, aos 83 anos de idade, em Nova Iorque.

Max Roach levou a cabo uma verdadeira revolução na forma de tocar bateria. Filho de uma cantora de gospel, Max Roach cedo absorveu as influências do que experienciou na igreja, as quais condicionaram o rumo musical que acabará por tomar. Começou a tocar bateria com apenas 10 anos de idade, tendo seguido estudos musicais formais na conceituada "Manhattan School of Music". Com 18 anos, Max Roach já fazia parte da cena proto bop, chamemos-lhe assim, participando em jam sessions nos míticos Minton's Playhouse e Monroe's Uptown House (onde era baterista residente). Nesses locais ouviu e absorveu a influência de Kenny Clarke e tocou com eternas luminárias como Charlie Parker e Dizzy Gillespie. A sua estreia discográfica aconteceu em 1943, para a editora Apolo, ao lado do sempre influente Coleman Hawkins Tocou com a orquestra de Benny Carter na California e no quinteto de Dizzy Gillespie, assim como com Duke Ellington em 1944. No ano seguinte, Max Roach já era bastante considerado nos círculos mais vanguardistas do jazz, tendo-se então juntado ao grupo de Charlie Parker. Participou na maior parte das gravações seminais do be bop, tais como o incendário "Ko-Ko" de Charlie Parker, em 1945, e nas sessões de "Birth of the Cool", com Miles Davis, entre 1949 e 1950. Em 1952, fundou com Charles Mingus, a Debut Records, que lançou a sua primeira sessão como líder, assim como um memorável concerto no Massey Hall ao lado de Mingus, Parker, Gillespie e Bud Powell. Em 1954, Roach formou um quinteto que incluía o mítico Clifford Brown, recomendado por Gillespie alguns anos antes. Este quinteto realizou diversas gravações memoráveis e que definiram os pilares do hard bop dos anos 50. A morte de Clifford Brown, num acidente de viação em 1956, deixou Roach completamente de rastos. O quinteto continuou com Kenny Dorham e Sonny Rollins. Foi um fervoroso apoiante das causas relacionadas com os direitos humanos e a igualdade entre raças. Deste seu período mais militante, mais concretamente em 1961, merece recordação um célebre episódio em que interrompeu um concerto de Miles Davis/Gil Evans no Carnegie Hall, subindo ao palco empunhando um cartaz onde se podia ler "Freedom Now", protestando contra a "Africa Relief Foundation" (em benefício da qual o concerto fora organizado). Quando foi lançada a autobiografia de Davis, em 1989, Roach apontou as inexactidões nela contidas a propósito do referido incidente, ao ponto de sugerir a senilidade de Miles Davis (apesar de tudo a amizade entre ambos durou até à data da morte de Miles). Gravou com a activista e cantora (e sua mulher entre 1962 e 1970) Abbey Lincoln o panfletário "We Insist! Max Roach's Freedom Now Suite". Em 1970, Max Roach formou o projecto M'Boom, um ensemble de percussão. O seu interesse pela experimentação levou-o até junto de nomes fundamentais das linguagens mais avant-garde, como Anthony Braxton, Archie Shepp e Cecil Taylor. Durante a década de 80, voltou a experimentar com um duplo quarteto (com Odean Pope, Cecil Bridgewater e Tyrone Brown). Nos anos 80 e 90 levou a cabo diversos projectos, entre os quais um duplo CD com Dizzy Gillespie e o muito melhor sucedido "To the Max", que constituiu uma espécie de súmula dos diversos grupos e das diversas fases da carreira de Roach, e que incluiu um concerto para bateria solo e orquestra sinfónica. Max Roach disse um dia "Jazz is a very democratic musical form. It comes out of a communal experience. We take our respective instruments and collectively create a thing of beauty.".
Esteve em Portugal em diversas ocasiões, a primeira das quais na edição de 1979 da Festa do Avante!. A última foi exactamente 20 anos depois, acompanhando Abdullah Ibrahim.
Notícias recentes davam conta de um agravamento do estado de saúde. Morreu na quarta-feira, de doença prolongada. Partiu um gigante do jazz.

Publicado por António Branco às 03:47 PM | Comentários (0) | TrackBack

ANGRAJAZZ , DE 4 A 6 DE OUTUBRO

Angrajazz 2007

Como o Improvisos Ao Sul já aqui deu conta, a edição deste ano do Angrajazz - Festival Internacional de Jazz de Angra do heroísmo, terá lugar de 4 a 6 de Outubro (três dias em vez dos habituais quatro).

Os seis concertos que compõe o Angrajazz realizam-se no Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo, que para o evento se transforma num espectacular clube de jazz. A primeira noite abrirá, pelas 21h30, com o quinteto de Laurent Filipe, que apresentará seu projecto de homenagem a Chet Baker. Esta primeira noite encerrará em beleza com o quarteto da cantora Roberta Gambarini, que subirá ao palco pelas 23h30. A abrir a noite de sexta-feira teremos a Orquestra Angrajazz, este ano com o guitarrista Afonso Pais como convidado especial. Esta segunda noite encerrará com um dos pontos altos do festival – o sexteto do veterano saxofonista Benny Golson, que subirá ao palco pelas 23h30. A noite de sábado terá duas importantes presenças internacionais – o trio do guitarrista americano Jim Hall e o projecto Monk’s Casino liderado pelo pianista alemão Alexander von Schlippenbach.

Aqui fica o prgrama completo:

4 de Outubro (quinta-feira)

21h30

Laurent Filipe Quinteto (Portugal)
Laurent Filipe (trompete e voz), Bruno Santos (guitarra), Filipe Melo (piano), João Custódio (contrabaixo) e Paulo Bandeira (bateria)

23h30

Roberta Gambarini 4tet (EUA)
Roberta Gambarini (voz), Kirk Lightsey (piano), Reggie Johnson (contrabaixo) e Alvin Queen (bateria)

5 de Outubro (sexta-feira)

21h30

Orquestra Angrajazz com Afonso Pais (Portugal)
Afonso Pais (guitarra), Luis Sousa (saxofone alto), Rui Borba (saxofone alto), Rui Melo (saxofone tenor), Davide Corvelo (saxofone tenor), Mónica Goulart (saxofone barítono), Paulo Almeida (clarinete), Márcio Cota (trompete), Paulo Borges (trompete), Tony Barcelos (trompete), Bráulio Brito (trompete), Manuel Almeida (trombone), Paulo Aguiar (trombone), Evandro Machado (trombone), Adriano Ormonde (trombone), Antero Ávila (tuba), Paulo Cunha . (guitarra), Eduardo Ornelas (contrabaixo) e Nuno Pinheiro (bateria); Pedro Moreira e Claus Nymark (direcção)

23h30

Benny Golson Sextet (EUA)
Benny Golson (saxofone), Eddie Henderson (trompete), Philip Harper (trompete), Mike LeDonne (piano), Reggie Johnson (contrabaixo) e Carl Allen (bateria)

6 de Outubro (sábado)

21h30

Jim Hall Trio (EUA)
Jim Hall (guitarra), Geoffrey Keezer (piano) e Scott Colley (contrabaixo)

23h30

Monk´s Casino (Alemanha)
Alexander von Schlippenbach (piano), Axel Doerner (trompete), Rudi Mahall (clarinete baixo), Jan Roder (contrabaixo) e Uli Jenessen (bateria)

Como actividades paralelas haverá uma Feira do Disco, com a presença das editoras Trem Azul, Discantus e Dargil, uma Exposição de Fotografia de António Araújo subordinada ao tema “Jazz”, e venda dos produtos Angrajazz.

Os bilhetes estarão à venda no Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo a partir de 25 de Setembro.

Para mais informações consultar o site www.angrajazz.com.

Publicado por António Branco às 06:48 AM | Comentários (1) | TrackBack

agosto 16, 2007

JAZZ ÀS 5AS HOJE COM ZÉ EDUARDO E CONVIDADOS

Jazz às 5ªas no CCB

Prossegue esta noite a iniciativa "Jazz às 5ªs", que todas as quintas-feiras, a partir das 22h45, leva jazz à Cafetaria Quadrante, do Centro Cultural de Belém.

Hoje será a vez de podermos escutar o contrabaixista Zé Eduardo que convida Mário Santos (saxofones alto e soprano) e Bruno Pedroso (bateria).

O contrabaixista Zé Eduardo é uma das mais importantes figuras do Jazz em Portugal, seja como contrabaixista, compositor, arranjador, professor ou até como voz discurdante activa numa cruzada contra o estabilishment que nunca lhe foi muito simpático. Depois de lhe ser reconhecida toda a sua importância, Zé Eduardo encaminhou o seu Unit para o projecto “A Jazzar” do qual gravou já dois tomos de uma saga que promete continuidade, a tocar arranjos seus de temas famosos do Cinema Português e de músicas do mais importante cantautor nacional de sempre, Zeca Afonso. O quarteto Bad Guys em co-liderança com o famoso trompetista Jack Walrath (que tocou e gravou intensivamente com Charles Mingus nos anos 60 e 70) gravou um extraórinário disco que ajudou a colocar Portugal no mapa Jazzístico mundial. Da sua enorme experiência em tocar em combos sem instrumento harmónico surgiu a ideia de convidar um grande valor do saxofone nacional, Mário Santos. Neste contexto Bruno Pedroso é uma especie de denominador comum, tendo tocado ao lado de ambos inumeras vezes. Esta estreia é sem dúvida um momento muito aguardado.

As entradas são livres.

Publicado por António Branco às 06:52 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 15, 2007

MANUEL JORGE VELOSO DEIXA DIÁRIO DE NOTÍCIAS

Ao fim de 9 anos de colaboração com o Diário de Notícias, o crítico e divulgador Manuel Jorge Veloso decidiu cessar a mesma, por motivos que se prendem com dificuldades inerentes à falta do espaço disponível para as matérias de cariz cultural e artístico, as tão apregoadas prioridades no tratamento jornalístico desse tipo de eventos, e a pressão dos "critérios editoriais".

Em carta dirigida à comunidade jazzística, Manuel Jorge Veloso dá conta das suas razões, carta essa que com a devida permissão do autor, aqui reproduzimos na íntegra:

Aos leitores de (e do) jazz
É com um misto de grande alívio e de algum desânimo que dou conta da decisão de cessar, a meu pedido, a minha actividade crítica mais recente na área do jazz, desde há nove anos desenvolvida no Diário de Notícias.
As crescentes dificuldades face à exiguidade do espaço disponível, a velha questão das prioridades no que toca ao tratamento jornalístico dos eventos culturais e artísticos, bem como a pressão constrangedora dos chamados «critérios editoriais» agravaram-se nos últimos tempos, tornando a continuidade deste trabalho no mínimo penosa e retirando-lhe o necessário gozo.
Além disso, outras consequências irreparáveis e incontroláveis, por parte do escriba, incidiam com frequência acrescida na própria forma definitiva que os textos apresentavam, quando impressos, e mesmo sobre o enquadramento dos mesmos: cortes, arranjo de títulos, destaques, legendas.
É assim chegado o momento de abandonar esta actividade na imprensa escrita, sendo possível (mas não necessariamente provável) que procure, a médio prazo, experimentar outras formas alternativas de manter contacto com o leitor, continuando a actividade na rádio, até me parecer que existe ainda estaleca para tal ou até que lá me queiram.
Abusivamente enviada nesta forma impessoal e em jeito de circular, esta nota tornou-se necessária pela circunstância de a minha decisão ter sido tomada de forma imediata e irrevogável, assim me impedindo (a mim próprio) de ainda escrever um último texto no qual, como é de bom tom, tivesse podido despedir-me dos leitores.
Saudações,
Manuel Jorge Veloso (Agosto, 2007)

Publicado por António Branco às 06:16 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 14, 2007

JAZZ EM AGOSTO – 2ª PARTE – BREVES IMPRESSÕES

Preparando o terreno para a chegada da figura mais grada da edição deste ano – Ornette Coleman – o segundo bloco do Jazz em Agosto 2007 começou na passada quinta-feira (9 de Agosto) ao fim da tarde, com “Ornette: Made In America”, filme/documentário realizado ao longo de 20 anos pela cineasta norte-americana Shirley Clarke. Apesar do carácter inovador do modo como se acerca da obra do músico – baseada em captações footage e em depoimentos cuidadosamente intercalados –, interessou-me sobretudo pela sua vertente histórica e documental de inegável importância.

À noite, já no magnífico espaço do Auditório ao Ar Livre, apresentou-se o projecto Bottoms Out, do contrabaixista Joe Fonda, nome em tempos ligado a Anthony Braxton, e como um sólido percurso como líder. Fazendo alarde de uma inusitada combinação instrumental – com fagote, saxofone barítono, sousafone e clarinete baixo, apoiados pela secção rítmica – e da excelência dos músicos em presença, Fonda constrói ambientes em torno dos baixos, procurando gerir as suas sonoridades díspares num corpo uno. O início foi prometedor, com o trepidante “Bottoms Out”. O tributo ao falecido multi-instrumentista e compositor Thomas Chapin (em “Gone Too Soon”) foi menos conseguido e mesmo algo entediante. O nível voltou a subir em “Rocks In My Head” (propulsionada por uma possante malha de contrabaixo). Em plano de particular destaque esteve a secção rítmica (Fonda e Gerry Hemingway entenderam-se às mil maravilhas) e também a prestação do superlativo Michael Rabinowitz, que no fagote (raro, jazzisticamente falando) rubricou as mais consequentes intervenções da noite (recorrendo por vezes a efeitos wah-wah). Joe Daley no mastodôntico sousafone e o alemão Gebhard Ullmann, no clarinete baixo, também estiveram em bom plano. Menos espaço de manobra teve Claire Daly, no saxofone barítono. No cômputo geral, o resultado, esse, acabou por se revelar positivo, apesar das oscilações registadas.

O programa de sexta-feira começou com a estreia em Portugal do brilhante documentário “My Name Is Albert Ayler”, realizado pelo sueco Kasper Collin (que, no final da sessão se disponibilizou para responder a questões). Uma visão profunda e sentida sobre a curta carreira de um músico iconoclasta que, incompreendido, encontrou na Escandinávia a força de que necessitava para enfrentar a América. Declarações retiradas de entrevistas suas (registadas entre 1963 e 1970) e outros depoimentos fundamentais – de entre os quais os do pai Edward e do irmão Don e de músicos e outras pessoas que com ele privaram –, ajudam a construir um belo monumento fílmico à memória de Albert Ayler, precocemente desaparecido em Novembro de 1970, em circunstâncias nunca cabalmente esclarecidas. Ainda ecoam as palavras de Ayler, ao recordar o momento em que soube que John Coltrane queria que ele tocasse no seu funeral: “How can I do that? How can I do it crying?”.

Ao final da tarde, a aguardada alocução de Ornette Coleman. Visivelmente nervoso por estar perante uma plateia sem ser para tocar a sua música – quase sempre de olhos fechados –, dissertou pausadamente durante cerca de meia hora sobre as fragilidades do ser humano, a espiritualidade, o amor, Deus, a vida e a morte. Reforçou estranheza que era para si o facto de se pensar que ele é mais importante do que cada um dos que ali estávamos para o ouvir. E que inspirador foi ouvi-lo.

O serão foi preenchido com o Quartet Noir, consórcio franco-suiço-americano constituído pelos nobres improvisadores – Urs Leimgruber (saxofones tenor e soprano), Marilyn Crispell (piano), Joëlle Léandre (contrabaixo) e Fritz Hauser (bateria). Duas longas improvisações, feitas de recantos angulosos e sombrios, a espaços, porém, inundados por intensos raios de luz. Uma teia complexa, feita de intercruzamentos tímbricos e de micro-jogos melódicos, nunca imediatos ou previsíveis. Excelente (apesar de por vezes demasiado protagonista) o saxofonista Urs Leimgruber, pelo seu papel fulcral no desenrolar colectivo dos acontecimentos. Mais serena, Marilyn Crispell criou em grande parte do tempo ambiências estratosféricas. Joëlle Léandre é uma notável improvisadora, apesar da sua postura, por vezes com o seu quê de histriónica. Fritz Hauser foi criativo e eficaz, no seu estilo de artífice meticuloso. Na noite amena de sexta feira, 10 de Agosto, um belíssimo momento de música arriscada, mas (talvez por isso) deveras estimulante.

Finalmente, o quinteto de Ornette Coleman, regressado a Portugal quase 20 anos depois. Acompanhado por uma muralha rítmica constituída por dois contrabaixos (Tony Falanga e Charnett Moffett), um baixo eléctrico (Al McDowell) e bateria (o seu filho, Denardo), Ornette, quase octogenário, brilhou a grande altura. O seu génio continua bem presente, transbordante de energia e vitalidade criativas. Arrancou com o supersónico “Follow the Sound” e depois centrou-se no recente e premiado “Sound Grammar” (em peças como “Jordan”, “Sleep Talking” ou “Turnaround”). Vestido com um fato azul eléctrico e com o característico chapéu, ainda utilizou um par de vezes o trompete, mas não chegou sequer a pegar no violino. As influências que desde sempre, têm estado presentes na sua música – os blues, os espirituais e –, parecem surgir agora mais claras e límpidas do que nunca, filtradas por uma vida plena de música sempre desafiante e imprevisível. A estes elementos juntou ainda passagens da 1ª Suite para Violoncelo de Bach, que surpreendeu. Foi bem acolitado por todos os músicos, em especial por Tony Falanga – mestre no domínio do arco – e Denardo Coleman, extraordinário no trabalho de pratos. Perante uma plateia rendida à força e à espiritualidade da sua música, voltou ao palco para, em encore, tocar “Lonely Woman”, emblema incontornável do jazz livre. Mesmo no final, um momento pleno de simbolismo (em jeito de despedida?), com Ornette a levar uma criança para o palco, segredando-lhe ao ouvido algo que provavelmente nunca saberemos. Um concerto inesquecível, a todos os títulos.

Publicado por António Branco às 08:49 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 13, 2007

ANGRA JAZZ 2006 ESTA SEMANA NA RTP2

A RTP2 exibe ao longo desta semana, ao início da madrugada (00h30), as gravações dos concertos da edição do ano passado do festival Angra Jazz, que decorreu na cidade açoriana de Angra do Heroísmo, entre 4 e 7 de Outubro.

O calendário das transmissões é o seguinte:

Hoje: Filipe Melo Trio e Enrico Pieranunzi solo
Amanhã: Eddie Palmieri´s Afro Caribbean Jazz All Stars
Quarta-feira: Quinteto de Enrico Rava
Quinta-feira: Bruce Barth Trio com Vanessa Rubin e Carla Cook
Sexta-feira:Noneto de Joe Lovano

Um excelente aperitivo para a edição de 2007 do Angra Jazz, que se aproxima a passos largos, de 4 a 6 de Outubro, e de cujo programa já aqui demos conta.

Publicado por António Branco às 10:52 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 12, 2007

JOSÉ DUARTE NA RÁDIO

Na emissão de hoje do programa "A Menina Dança?", será a vez de escutarmos Frank Sinatra, Dianne Reeves, Lizz Wright, Ledisi, Linda Ronstadt, Lena d'Água, Vânia Fernandes e Molly Johnson. A Menina Dança? é um programa da autoria de José Duarte, que vai para o ar na RDP - Antena 1, aos domingos - das 23h10 às 24h00.

No programa "Cinco Minutos de Jazz" será a vez de escutarmos a Jelly Roll Morton
(segunda, 13), Brad Mehldau (terça, 14), Jelly Roll Morton
(quarta, 15), Brad Mehldau (quinta, 16) e Jelly Roll Morton
(sexta, 17). Cinco Minutos de Jazz é um programa que vai para o ar na RDP - Antena 1, de segunda a sexta - 22h50 e 03h50.

Na região de Beja, a RDP - Antena 1 pode ser escutada em 87.7 FM (em Mértola 90.9 FM). A RDP - Antena 2 pode ser escutada em 91.1 FM (em Mértola 92.2 FM).

Publicado por António Branco às 08:10 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 10, 2007

ORNETTE COLEMAN

Ornette Coleman
Ornette Coleman

Ornette Coleman hoje e amanhã em Lisboa. Oportunidade histórica para ver ao vivo o último génio vivo do jazz. A NÃO PERDER!

"I would think that sound and light is probably the only elements that - regardless of what race you are or what your intellect is or what your handicap - those two things, you can use equally as good as anyone else". (Ornette Coleman)

Publicado por António Branco às 05:04 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 09, 2007

JAZZ ÀS 5AS HOJE COM JOÃO LENCASTRE GROUP

Jazz às 5ªas no CCB

Prossegue esta noite a iniciativa "Jazz às 5ªs", que todas as quintas-feiras, a partir das 22h45, leva jazz à Cafetaria Quadrante, do Centro Cultural de Belém.

Hoje será a vez de podermos escutar o João Lencastre Group, com o próprio na bateria, Jorge Reis (saxofone alto), André Fernandes (guitarra) e Nelson Cascais (contrabaixo).

O grupo irá apresentar composições originais de todos os seus membros, das quais nasce uma abordagem mais livre, com momentos de pura improvisação.

Também na Cafetaria Quadrante, todas as sextas e sábados, nos meses de Julho e Agosto, das 22h00 às 02h00, prossegue a inicitaiva DJazz CCB. Amanhã Abdul Moimême centra-se no Hard-Bop; no sábado, Ilídio Nunes dedca-se a um dos Génios do Jazz: Bill Evans.

As entradas são livres.

Publicado por António Branco às 07:58 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 08, 2007

JAZZ EM AGOSTO 2007 - 2ª PARTE

Jazz em Agosto 2007

Arranca amanhã a 2ª parte do Jazz em Agosto 2007, que até dia domingo anima a Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Sob o lema "Pianos, baixos, tubas & vozes", o festival Jazz em Agosto 2007, organizado pelo Serviço de Música da Fundação Calouste Gulbenkian, engloba onze concertos, duas conferências e dois filmes documentais. Mais uma vez a programação do Jazz em Agosto distingue-se pelas suas propostas inéditas e inovadoras, num cartaz elaborado com coerência e selectividade por Rui Neves.

Eis o programa da 2ª Parte do Jazz em Agosto 2007:

9 de Agosto (quinta-feira)

"Ornette Made in America" - filme documental de Shirley Clarke (EUA, 1985, 80m) - (18h30)

"Elaborado ao longo de 20 anos e concluído em 1985 pela cineasta Shirley Clarke, este documentário organizado a partir de captações footage revela o universo criativo de Ornette Coleman através dos seus concertos, amigos e admiradores, demonstrando novas técnicas de vídeo, incluindo entrevistas e fotografias num cadinho, por vezes, abstracto e surrealista. Ornette Coleman com a sua Prime Time Band (Jazz em Agosto 1988), com uma orquestra sinfónica e a presença de uma exaustiva lista de personalidades como William Borroughs, Don Cherry, Charlie Haden, Bryon Gisin". (texto da organização)

Joe Fonda's Bottoms Out "Loaded Basses" (21h30)
Joe Fonda (ctb), Claire Daly (sb), Joe Daley (tuba), Gebhard Ullmann (cl b), Michael Rabinowitz (fagote), Gerry Hemingway (bat)

"Uma atípica e original formação privilegiando narrativas com baixos e onde se revela o talento organizacional e de compositor de Joe Fonda, outrora ligado a Anthony Braxton e à sua Tri-Centric Foundation. Um Sexteto cuidadosamente escolhido, o mais recente projecto de Fonda, uma das muitas maneiras, esta mais rara, em como pode ser ouvido e confirmado com grande autoridade". (texto da organização)

10 de Agosto (sexta-feira)

"My Name Is Albert Ayler" - filme documental de Kasper Collin (SUÉCIA, 2005, 79m) - apresentação pelo realizador - (15h30)

"O cineasta sueco Kasper Collin realizou em 2005 este documentário sobre o icónico saxofonista a partir da sua estadia na Suécia nos anos 1960 e onde gravou o seu primeiro disco em 1962. Desapareceria em 1970 num aparente suicídio que permanece misterioso, conservando até hoje uma aura inexcedível. O filme traça a deambulação de Ayler desde a sua terra natal, Cleveland, até à Suécia e Nova Iorque, registando entrevistas com os seus pais, o baterista Sunny Murray, o seu irmão Donald Ayler. Estreado em 2006 o filme tem tido recepção entusiástica pelo seu rigor e ineditismo". (texto da organização)

Ornette Coleman – Conferência (18h30)

Tema a anunciar.

Quartet Noir (21h30)
Urs Leimgruber (st, ss), Marilyn Crispell (p), Joëlle Léandre (ctb), Fritz Hauser (bat)

"Este superior grupo de individualidades da improvisação existe desde 1998 fazendo raras aparições. Os detalhes preciosos das suas longas improvisações são constantemente renovados em manifesto conforto baseado na experiência de cada um estabelecendo sólidas reciprocidades. Um processo de ascese através da pesquisa sonora abstracta. Quatro mestres postos ao serviço da criação musical instantânea". (texto da organização)

11 de Agosto (sábado)

Joelle Léandre 15h30
Joelle Léandre (solo voz)

"Um concerto dedicado a obras de Giacinto Scelsi, John Cage, Philipe Hersant, José Luís Campana, bem como ao seu próprio repertório por uma das mais reputadas contrabaixistas Europeias". (texto da organização)

Timbre (18h30)
Lauren Newton (voz), Elisabeth Tuchmann (voz), Oskar Mörth (voz), Bertl Mütter (voz, tb)

"Com uma longa relação de vários anos, este grupo conduz-nos ao inesperado criando um consenso de interacção vocal através de criativas composições, concedendo, no entanto, espaço alargado à improvisação. O grupo define-se como um organismo vivo que materializa som e efeitos mágicos. Um passo realmente para a frente na sua área e onde as vocalizações, dado o seu supremo apuramento técnico, provocam tanto o espanto dos ouvintes bem como o dos próprios músicos". (texto da organização)

Ornette Coleman "Sound Grammar" (21h30)
Ornette Coleman (sa, viol, tp), Tony Falanga (ctb), Al Macdowell (b el), Denardo Coleman (bat)

"Depois de editar em 2006 o 1º disco nos últimos dez anos, «Sound Grammar», as reacções internacionais colocaram novamente Ornette no lugar de um merecido reconhecimento como um dos últimos inovadores vivos do jazz. Os recentes concertos na Europa e EUA têm sido triunfais: a frescura da sua originalidade mantém-se inalterada aos 76 anos. O Quarteto, recenseado em «Sound Grammar», amplia-se em Quinteto, reflexo de uma visão em contínuo progresso.Como tem sido habitual, um adequado encerramento do JeA 2007 no GA da FCG". (texto da organização)

Mais informações em www.musica.gulbenkian.pt/jazz/index.html.pt.

Publicado por António Branco às 06:19 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 07, 2007

RIP PAUL RUTHERFORD

Paul Rutherford
Paul Rutherford

O influente trombonista britânico Paul Rutherford morreu ontem no seu apartamento de Londres. Não foram adiantadas mais explicações sobre o sucedido.

Paul Rutherford nasceu a 29 de Fevereiro de 1940, em Greenwich, Londres. Começou pelo saxofone mas depois optou pelo trombone. Também tocava piano. Desde a década de 1960, tornou-se um dos nomes de proa da livre improvisação britânica e europeia. Ficou sobretudo conhecido pelas suas improvisações a solo. Foi um dos primeiros músicos a utilizar técnicas pouco usuais para improvisar (multifónicas). Em 1970, Rutherford, o guitarrista Derek Bailey e o contrabaixista Barry Guy formaram o grupo Iskra 1903 (Iskra significa "fagulha" em russo; o nome de um jornal revolucionário editado por Lenine). Tocou com Anthony Braxton, Evan Parker, Paul Lytton, Alexander von Schlilppenbach, Philipp Wachsmann, Paul Lovens, Rudi Mahall, Aki Takase, entre muitos outros. Integrou a Globe Unity Orchestra (de Schlilppenbach), a London Jazz Composer's Orchestra e a Mike Westbrook Orchestra.

Mais um gigante do jazz e da livre improvisação europeia que desaparece, deixando-nos a todos mais pobres.

Publicado por António Branco às 03:42 PM | Comentários (0) | TrackBack

WORKSHOP NA ESCOLA DE JAZZ DO BARREIRO

Workshop Escola Jazz barreiro Setembro 2007

Nos próximos dias 20, 21 e 22 de Setembro a Escola de Jazz do Barreiro organiza um workshop de jazz.

Destinatários

O workshop tem como destinatários estudantes das mais diversas áreas musicais que queiram iniciar e explorar os seus conhecimentos na área do jazz ou, apenas, curiosos que queiram ter um primeiro contacto com este género musical, que poderão participar como ouvintes. O workshop decorrerá nas instalações da Escola de Jazz do Barreiro entre 20 e 22 de Setembro de 2007.

Programa diário de aulas

20/6, Quinta-feira a 22/6, Sábado

10h-11h: História do Jazz
11h-13h: Teoria do Jazz
14h-15h: Instrumento
15h-17h: Combo

Conteúdo programático

História do JazzEsta disciplina irá contemplar o estudo e análise dos principais músicos e intervenientes em cada uma das principais épocas da história do jazz, recorrendo à audição cd's e visualização de dvd's.

Teoria do JazzNesta aula serão transmitidas noções teóricas básicas indispensáveis à performance do repertório de jazz (ex: progressões harmónicas mais comuns, terminologia específica, etc), com o apoio de uma banda constituída por professores.

Instrumento - Aula em grupo específica para cada um dos instrumentos, onde serão estudadas varias noções técnicas e estilísticas no quadro da linguagem do jazz.

Combo – Aula conjunto - A composição dos grupos será resultante da distribuição dos alunos de acordo com o nível de conhecimentos teóricos e técnicos. Ao longo dos 3 dias de workshop, cada combo trabalhará determinado repertório com a finalidade de o apresentar ao vivo num concerto a realizar no último dia à noite no Be Jazz Cafe.

Corpo docente

Ricardo Pinheiro - Teoria e História do jazz
Mário Delgado - guitarra e combo
Bárbara Lagido - canto e combo
Gonçalo Marques - trompete e combo
Tony Bruheim - saxofone
Júlio Resende - piano
Nuno Correia - contrabaixo e baixo
Jorge Moniz - bateria

Informações
Escola de Jazz do Barreiro
Rua Eusébio Leão, n.º 11
2830-343 Barreiro
Telefone: 212 073 116 / 914 959 132
e-mail: escolajazzbarreiro@clix.pt

Inscrições
• via internet!
• na Escola de Jazz do Barreiro
• Junta de Freguesia do Barreiro
Rua José Elias Garcia, n.º 33 – 1.º
2830-349 Barreiro
Telefone: 212 076 872

Prazo limite de inscrições:
15 de Setembro

Preços da inscrição

Participante:
• 50€ (os 3 dias)
Ouvinte:
• 30€ (os 3 dias)

Mais informações em www.escolajazzbarreiro.com.pt/workshop.htm.

Publicado por António Branco às 09:25 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 06, 2007

DOWNBEAT AGO07

Downbeat Agosto07

Acaba de me chegar às mãos o número de Agosto da revista norte-americana Downbeat.

Eis um breve sumário do que há para ler neste número:

CAPA
Kurt Elling
FIRST TAKE
“Builiding a Jazz Oasis”
CHORDS & DISCHORDS
THE BEAT
“Above the Flood: Producers, Engineers Work Together to Revive New Orleans´s Recording Studio”
“Alice Coltrane Ascends”
“Musicians, Developers Square Offin Lower East Side Showdown”
“Clarinetist Alvin Baptiste Dies”
“Did Neologic Baseball Pitcher Invent Jazz?”
RIFFS
Noticiário diverso
BACKSTAGE WITH…
Bill Charlap
THINGS TO COME
LIVING JAZZ
THE INSIDER
Benny Golson
EUROPEAN SCENE
THE ARCHIVES
7 de Agosto de 1969
CAUGHT
“National Stars, Local Heroes Keep New Orleans Jazz Fest Rolling”
“Moers Returns to Cutting Edge”
“Jones, Lovano Celebrate Family Legacy”
PLAYERS
Luis Perdomo (“Old Soul Comes of Age”)
Havana Carbo (“New School Bolero”)
Mike Reed (“Communal Composer”)
Steve Swallow (“Jazz-Poetry Redux”)
55th ANNUAL CRITICS POLL
Kurt Elling (“Act 3: Kurt Elling Works to Balance His Drive for Artistic Innovation with His New Family Life”)
Ornette Coleman (“What Maker Ornette… Ornette?”)
Andrew Hill (“Defying the Odds – Andrew Hill´s Two Act Career”)
Dianne Reeves (Female Vocalist of the Year)
Poncho Sanchez (Percussionist of the Year)
Gary Smulyan (Baritone Saxophonist of the Year)
Craig Taborn (Rising Star Electric Keyboard/Synthesizer of the Year)
David Binney (Rising Star Alto Saxophonist of the Year)
Anat Cohen (Rising Star Clarinet of the Year)
Complete Results
REVIEWS
Hot Box
The Nels Cline Singers – “Draw Breath”
Ron Carter – “Dear Miles”
Betty Davis – “Betty Davis”
Lafayette Gilchrist – “3”
E ainda: 4 Corners – “4 Corners” (na portuguesa Clean Feed)
BOOKS
“Lonely Avenue – The Unlikely Life & Times Of Doc Pomus”, de Alex Halberstadt (Da Capo Press)
TOOLSHED
WOODSHED
Masterclass – “Linear Bass Line Construction, Part 2”
Sun Ra´s piano solo on “El Is A Sound If Joy”
JAZZ ON CAMPUS
“JazzReach Takes to the Streets”
BLINDFOLD TEST
Randy Sandke

Publicado por António Branco às 06:50 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 05, 2007

JOSÉ DUARTE NA RÁDIO

Na emissão de hoje do programa "A Menina Dança?", será a vez de escutarmos Frank Sinatra, Mayra Andrade, Natalie Cole, Chaka Khan, Queen Latifah e Diana Krall e o pianista Hank Jones. A Menina Dança? é um programa da autoria de José Duarte, que vai para o ar na RDP - Antena 1, aos domingos - das 23h10 às 24h00.

No programa "Cinco Minutos de Jazz" será a vez de escutarmos a 'Duke' Ellington Big Band (de segunda, 6, a sexta, 10). Cinco Minutos de Jazz é um programa que vai para o ar na RDP - Antena 1, de segunda a sexta - 22h50 e 03h50.

No programa "Jazz com Brancas" será a vez de escutarmos ao longo da semana André Previn (terça, 7), Michael Brecker (quarta, 8), homenagem a Ella Fitzgerald (I) (quinta, 9) e homenagem a Ella Fitzgerald (II) (sexta, 10). Jazz com Brancas é um programa que vai para o ar na RDP - Antena 2, de segunda a sexta - entre as 20h05 e as 21h00.

Na região de Beja, a RDP - Antena 1 pode ser escutada em 87.7 FM (em Mértola 90.9 FM). A RDP - Antena 2 pode ser escutada em 91.1 FM (em Mértola 92.2 FM).

Publicado por António Branco às 09:23 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 04, 2007

UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de hoje de "Um Toque de Jazz Jazz ao vivo (9) – "Disorder at the Border" (a música de Coleman Hawkins), pelo noneto de Bennie Wallace (saxofone tenor), com Terell Stafford (trompete), Ray Anderson (trombone), Jesse Davis e Brad Leali (saxofone alto), Adam Schroeder (saxofone barítono), Donald Vega (piano), Danton Boller (cb) e Alvin Queen (bat). Gravação de 6 de Novembro de 2004 na JazzFest (Berlim).

Amanhã será a vez de Jazz ao vivo (10)Festival de Jazz de Willisau: o septeto do trombonista Nils Wogram, com Steffen Schorn (saxofone barítono, clarinete baixo), Claudio Puntin (cl), Tilman Ehrhorn (saxofone tenor), Frank Speer (saxofone alto), Stephan Meinberg (trompete), John Schröder (bateria). Concerto gravado em 2 de Setembro de 2006 para a Euroradio.

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM, e Mértola 92.2 FM)).

Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

Publicado por António Branco às 08:21 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 03, 2007

EXCLUSIVO: JOSÉ MENEZES ENTREVISTA PHAROAH SANDERS

José Menezes e Pharoah Sanders
José Menezes e Pharoah Sanders

O Improvisos Ao Sul tem a honra de publicar - em exclusivo - uma entrevista feita em 2004 por José Menezes a uma verdadeira lenda viva do jazz, o saxofonista Pharoah Sanders.

Aqui está a transcrição da entrevista que fiz a Pharoah Sanders a 16 de Agosto de 2004 quando foi convidado do "Creole Project" de David Murray no festival de Sines. Na altura eu tinha um programa de rádio e decidi fazer esta entrevista mais por motivos pessoais - pela imensa admiração que tinha - e tenho - pela música deste senhor do que por imperativos de informação. O que é certo é que acabei por nunca passar a entrevista no programa - que entretanto acabou. Creio que, no fundo, me queria apenas "vingar" de um episódio ocorrido 27 anos antes e que faz parte da lista dos meus momentos olimpicamente falhados. Em 1977, tive conhecimento pela rádio da próxima realização do Festival Nouvelles Musiques de Chateauvallon. Era um festival de músicas de vanguarda e ainda nada de parecido tinha acontecido em Portugal. Soube também que o quarteto de Pharoah Sanders abriria o festiva razão suficiente para eu, fã como era - e ainda sou - do saxofonista, me ter decidido a lá ir. Ora chateauvallon era - e ainda é - no sul de França e apesar de estar prevista uma excursão ao festival organizada pelo Rui Neves o meu orçamento não permitia tal luxo. De resto também nunca gostei de excursões... A boleia foi a opção. Resumindo: Depois de alguns dias na estrada e muitas peripécias que não são para aqui chamadas cheguei ao local do concerto 1 hora DEPOIS dele ter terminado. Calculem a frustação ... A minha vontade de ver e ouvir Pharoah, talvez até falar com ele, encontrou resposta com esta entrevista feita 27 anos depois do episódio de Chateauvallon. Partilho com quem a ler o prazer que tive ao fazê-la.
José Menezes

José Menezes (JM): Começou com o clarinete e depois passou para o sax tenor...
Pharoah Sanders (PS): Não. Sempre toquei tenor. Comecei com a bateria. Mas queria tocar clarinete.Então comecei a trabalhar a serio para comprar um.Na igreja. A minha família ia à Igreja Baptista e havia um senhor que tinha um "mellow clarinet"... então... poupava todos os domingos durante um ano e comprei um clarinete por 17 dólares ou 17 e meio, qualquer coisa assim.

JM: Estamos a falar de que ano?
PS: Estamos a falar á volta de... 1956 mais ou menos... e o tenor... sempre toquei tenor na banda..na banda da escola... mas andava sempre à volta do tenor, da tuba, do barítono da trompa do trompete... e algumas vezes o barítono. Outras o tenor... porque eu não tinha um tenor mas tinha um clarinete mas ainda tocava bateria na banda.

JM: Alguma vez gravou com barítono? Acho que não...
PS: Não, nunca gravei.

JM: Quem eram os seus ídolos quando começou com o tenor?
PS: Bem... comecei com o clarinete, flauta na escola e tocava o sax alto. E tinha que os pedir emprestados à escola [imperceptível] instrumentos... Trazia então o sax barítono o tenor e o alto... [imperceptível] e chamavam-me sempre “O LOUCO” (risos) porque os levava a todos ao ombro... mas a escola ficava perto de casa... ficava só a 3 ou 4 quarteirões.

JM: E quando era miúdo tinha algum ídolo, algum músico que quisesse imitar?
PS: Ouvia.... eh.. ouvia James Moody antes de começar a ouvir Charlie Parker. Eu não tinha dinheiro para comprar os discos de Charlie Parker mas havia um sítio de esquina onde paravamos, perto de minha casa que tinha uma juke-box e ouviamos muito Count Basie , “April in Paris” e James Moody, um tema que se chamava “Hard To Get”... nunca mais me esqueço... e lá ia para esse sítio onde paravamos... onde os estudantes paravam , sentavamo-nos perto da juke-box, com os nossos óculos escuros.Eu pensava que era mesmo um tipo cool...

JM: Nessa altura era habitual transcrever solos?
PS: Não me lembro que se transcrevessem solos nesse tempo... era escutando... de ouvido...nunca escrevi nada... mas um professor meu chamado Jimmy Cannon,era trompetista ,e como o seu ídolo era Clifford Brown levava para as aulas discos dele para nós ouvirmos... era o meu ídolo..

JM: Ainda pratica?
PS: Claro que sim... Sempre..pratico imenso no meu quarto de hotel... já pratiquei depois que cheguei... duma forma silenciosa... só com as chaves...

JM: Quando pratica, o que faz?
PS: Pratico o meu controle... sabe, há muita coisa que se pode aprender só de carregar nas chaves do saxofone... procurando digitações alternativas... controle dos dedos... há tantas dedilhações possíveis..eu, por exemplo, tenho os dedos curtos... tenho que encontrar maneiras de com os mover nas chaves... para uma melhor técnica.

JM: Como chegou ao contacto com John Coltrane? Como o conheceu?
PS: Conheci o John em 1959/60. Ele estava na Costa oeste a tocar num clube... acho que se chamava the Jazz Workshop. Era um clube em S. Francisco. Um clube de primeira.E havia outro, o Black Hole mas Trane ia sempre ao Jazz Workshop. Bom..conheci-o através de um amigo... sabe como é... está-se num clube...é-se músico... ou tenta ser-se músico... o meu amigo apresentou-nos... Nessa fase Coltrane andava à procura de uma mudança no seu som e mudava constantemente de boquilha. Eu ofereci-me para o levar a visitar as lojas de penhores. E foi assim. A partir dessa altura contactavamo-nos de vez em quando... telefonava-me... ou quando tocava na cidade eu ia ao clube onde ele tocava.

JM: O que sentiu com o convite de Coltrane para trabalhar e gravar com ele? E... que idade tinha nessa altura, por altura da gravação de "Ascension"? Foi o 1º disco que gravou com ele, não foi?
PS: Creio que sim. Estava em Nova Iorque e era um homeless. Estava longe de casa há 2 anos e meio... o meu aspecto era tão mau, tão sujo... não queria estar com ninguém..não podia ir aos clubes mas ouvia do exterior... Quando conheci o John eu estava em S. Francisco mas depois consegui uma boleia para Nova Iorque mas não sabia que a cidade era como era... fria e as pessoas... assim... digamos que não eram muito simpáticas... e tive que aprender isso à minha custa se queria sobreviver. Dava sangue para ganhar alguns dólares, tipo 5 dólares por uma garrafa de sangue. Assim podia comprar pizzas ou chocolates que me davam alguma energia. Nesse tempo dormia nas entradas dos prédios de apartamentos... enfim..dos que estavam abertos... Mais tarde... eu continuava a dar sangue... mas estava farto disso... pensei em arranjar algum trabalho e comecei a ter alguns empregos em Greenwich Village. Comecei então a trabalhar como cozinheiro... Guardei o meu saxofone num sítio qualquer... devo ter guardado... ah , já sei , escondido num lugar qualquer. Não se tratava dum emprego pago mas o patrão deixava-me comer à borla... bom... eu comeria à borla de qualquer maneira... (risos)

JM: Tempos difíceis...
PS: mesmo na McDoodlle Street. E nesse mesmo lugar onde trabalhava foi onde conheci Sun Ra. Eu trabalhava na cave. Lá em cima, no mesmo edifício, no clube, que se chamava Playhouse. Uma noite, um grupo começou a tocar e eu pensei “Espera aí! Que é que eles estão a fazer?”. E eram John Gilmore, Pat Patrick, Marshall Allen e alguns outros de quem eu não conhecia os nomes na altura. E então uma noite eu fui lá cima, durante o intervalo, e fiz saber a Sun Ra que eu era músico, que tocava tenor... e ele usou-me algumas vezes...quando o John Gilmore não podia... eu estava lá baixo na cozinha a trabalhar... e... que grande músico era o John Gilmore... um dos maiores músicos do mundo... Eu disse-lhe “quando o John Gilmore não puder ou faltar um saxofonista tenor... "E uma vez isso aconteceu... e parece que gostaram do que eu fazia e eu também gostava da música deles... mas o Sun Ra assustava-me... todas aquelas coisas na cabeça... à volta da cabeça e uma capa... mas Sun Ra era diferente de todos e a música do seu grupo não era parecida com nada do que eu tinha ouvido... e ele deixou-me tocar uma noite... Mais tarde eu descobri onde ele morava,ele deixava-me lá ir e dar uma vista de olhos à música e acho que gostou de mim como pessoa já que eu era muito sério em relação á música que eu queria tocar.

JM: Uma grande altura para estar em Nova Iorque e conhecer todos esses grandes músicos.
PS: Sim... mas dificil para mim. Estava demasiado sujo para sair e conhecer gente. Mas eu queria realmente fazer música... não queria arranjar um emprego de dia... nada disso. Já no Arkansas, que é a minha terra eu tocava com grupos de blues...

JM: Conhece alguma coisa de música portuguesa?
PS: Não mas gostava de conhecere já perguntei se havia algum instrumento característico que eu não conheça para levar.

JM: Vou oferecer-lhe um disco dum músico portugues recentemente falecido, Carlos Paredes.
PS: Já ouvi alguma música mas nunca com suficiente atenção para entrar nela, música de guitarra...

JM: Vou tentar arranjar esse disco já que, pessoalmente, gostava que conhecesse...
PS: Óptimo.

JM: Que música ouve actualmente?
PS: Ainda ouço muito tambores africanos, [imperceptível] música marroquina. Tive a oportunidade de gravar com alguns grupos marroquinos com quem ainda mantenho contacto e com quem espero no futuro viajar e fazer tournée.

JM: O que tem a dizer a um jovem músico de jazz?
PS: Bem... dir-lhe-ia para ouvir de dentro, fazer uma audição séria, não ouvir duma forma superficial. Não ouvir o exterior, ouvir por dentro. E esperar que assim perceba o que precisa de trabalhar... as escalas... todos os elementos necessários.É preciso ser realmente um bom ouvinte.

JM: Uma última pergunta. Qual é o seu objectivo quando sobe a um palco para tocar?
PS: Ao contrário de muitos outros músicos não estou numa de diversão. Sinto que tenho uma mensagem. É isso que eu tento passar com a minha música. Espiritualmente e todas as coisas por que passei na vida. Tento tocar todas as minhas experiências. Não posso falar pelos outros músicos mas isto é o que eu sinto.

JM: Obrigado Mr. Sanders. Foi um grande prazer falar consigo.
PS: Obrigado.

Publicado por António Branco às 06:08 AM | Comentários (0) | TrackBack

ABDUL MOIMÊME EXPÕE "AS FORMAS DA PAUTA", NA TREM AZUL

As Formas da Pauta na Trem Azul Jazz Store

Está desde ontem patente na Trem Azul Jazz Store (Rua do Alecrim 21-A, ao Cais do Sodré, em Lisboa) uma exposição intitulada "As Formas da Pauta", da autoria de Abdul Moimême.

Nas palavras do autor, esta exposição apresenta "uma série de esquemas gráficos que contêm uma proposta experimental de sintaxe do som. As formas desenhadas surgem como linguagem auxiliar, antecipando o próprio gesto de composição musical, podendo ser denominadas por ‘pré-pautas’. Pretende-se assim realçar o processo de composição e não a música propriamente dita. Neste sentido, a presente experimentação está para o som tal como a geometria está para a arquitectura, existe uma relação de parentesco que não é imediata".

A mostra pode ser visitada entre as 12h00 e as 20h00, de segunda a sábado, até 3 de Setembro.

Publicado por António Branco às 05:04 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 02, 2007

CLEAN FEED FESTIVAL NYC II

Clean Feed Festival II

O Cornelia Street Café, em Nova Iorque, é o local escolhido para receber, entre 20 a 23 de Setembro, a segunda edição do Clean Feed Festival.

Nas palavras de Pedro Costa, um dos cérebros da Clean Feed, "para este segundo ano, e no seguimento do sucesso que foi a realização da primeira edição no clube Barbés em Brooklyn, resolvemos mudar o festival para a Big Apple e para o conceituado Clube/Restaurante Cornelia Street Cafe".

Aquele responsável adianta ainda que "Nova Iorque, uma das capitais mundiais do Jazz, Chicago, Oslo e Estocolmo poderão ser as outras - é aquela que reune mais músicos Clean Feed pelo que julgamos muito interessante reunir alguns desses músicos e realizar um evento que celebre o espírito da editora, associando músicos e público. Se é em Brooklyn que mora a maior comunidade de músicos de Nova Iorque, não deixa de ser verdade que é ainda para Manhattan que flui o maior número de público".

Do recheado programa, composto por músicos constantes do catálogo da editora portuguesa, fazem parte Patrick Brennan Trio (com Lisle Ellis e Bern Nix, antigo membro dos Prime Time de Ornette Coleman), Russ Lossing Metal Rat (com Mat Maneri no violino), Full Throttle Orchestra de Adam Lane (com os trompetistas Taylor Ho Bynum e Nate Wooley), Gerry Hemingway Quartet, Michael Attias Quintet (onde pontificam nomes como Tony Malaby, John Hebert e Nasheet Waits) e Rob Brown Trio, entre outros.

Esta segunda edição do Clean Feed Festival vai contar ainda com a participação do saxofonista Alípio C. Neto, que tocará ao lado de Roy Campbell, Ken Filiano e Michael TA Thompson.

"É com grande expectativa que fazemos esta segunda edição, à espera também de encontrar algum eco em Portugal" - remata Pedro Costa.

Publicado por António Branco às 06:20 AM | Comentários (0) | TrackBack

JAZZ ÀS 5AS HOJE COM O TRIO DE MÁRIO SANTOS

Jazz às 5ªas no CCB

Prossegue esta noite a iniciativa "Jazz às 5ªs", que todas as quintas-feiras, a partir das 22h45, leva jazz à Cafetaria Quadrante, do Centro Cultural de Belém.

Hoje será a vez de podermos escutar o trio de Mário Santos (saxofones tenor e alto, clarinete alto), com António Augusto Aguiar (contrabaixo) e Michael Lauren (bateria e percussão).

Mário Santos apresenta uma versão mais reduzida do seu quinteto Bloco de Notas - só acompannhado por contrabaixo e bateria -, partindo das mesmas composições mas com uma abordagem em trio, mais livre e directa.

Também na Cafetaria Quadrante, todas as sextas e sábados, nos meses de Julho e Agosto, das 22h00 às 02h00, prossegue a inicitaiva DJazz CCB. Amanhã Abdul Moimême centra-se no sons das Big Bands; no sábado, Pedro Costa explorao o filão O Jazz Clássico - pré Bebop.

As entradas são livres.

Publicado por António Branco às 05:36 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 01, 2007

JAZZ EM AGOSTO 2007 - 1ª PARTE

Jazz em Agosto 2007

Aí está o Jazz em Agosto 2007, que até dia 11 de Agosto animará a Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Sob o lema "Pianos, baixos, tubas & vozes", o festival Jazz em Agosto 2007, organizado pelo Serviço de Música da Fundação Calouste Gulbenkian, engloba onze concertos, duas conferências e dois filmes documentais. Mais uma vez a programação do Jazz em Agosto distingue-se pelas suas propostas inéditas e inovadoras, num cartaz elaborado com coerência e selectividade por Rui Neves.

Eis o programa da 1ª Parte do Jazz em Agosto 2007:

3 de Agosto (sexta-feira)

Muhal Richard Abrams - George Lewis - Roscoe Mitchell (21h30, Auditório ao Ar Livre)
Muhal Richard Abrams (p), George Lewis (tb, laptop), Roscoe Mitchell (sa, ss, perc)

"Esta será a segunda vez que Muhal Richard Abrams, George Lewis e Roscoe Mitchel se reúnem para tocar, o que faz deste concerto um acontecimento histórico, principalmente se considerarmos que o seu primeiro encontro ao vivo foi na Bienal de Veneza, em 2003. Estando todos ligados à fundação da celebrada AACM de Chicago – Association for the Advancement of Creative Musicians – editaram recentemente Streaming (2006), pela americana Pi Recordings. O disco registou o aplauso unânime da crítica nacional e internacional, que se rendeu perante a total empatia musical existente entre estes três grandes músicos.
Muhal Richard Abrams, fundador do trio, nasceu em Chicago em 1930. Foi um dos co-fundadores da AACM em 1965, e é hoje considerado o “pai” desta associação devotada à produção de música original, com um espírito colectivo. Abrams é reconhecido internacionalmente como um dos mais influentes artistas na área da música contemporânea improvisada e tem sido uma figura central na criação e definição de uma grande variedade de processos inovadores para a integração da composição, improvisação e performance. Em 1990, foi o primeiro vencedor do prestigiado prémio internacional de jazz JazzPar Prize, atribuído pelo Danish Jazz Center, em Copenhaga. Numa entrevista recente à revista “Signal to Noise”, Muhal Richard Abrams fala com grande clarividência da sua relação com a música e com o som, traçando os princípios que regem essa relação: «Acredito que a música transcende os estilos. (…) quando tomamos consciência de que temos o dever de respeitar a música em si, diluir esses géneros e juntar elementos diferentes torna-se natural. » E vai mais longe, afirmando: «O som em si precede o que pensamos como música. (…) Ora, quando fazemos música organizamo-nos de forma a produzir uma determinada ideia de som. E depois de muitos anos de aproximação ao som, chegamos a um ponto em que nos aproximamos do som em si.» Apesar de em 1946 ter tido aulas de música na Universidade Roosevelt, confessa que decidiu tornar-se um autodidacta: «Não sei porquê, mas sempre tive uma capacidade natural para estudar e analisar as coisas. Usei essa capacidade, e comecei a ler livros. A partir daí, adquiri um piano e aprendi a tocar o instrumento e a ler as notas. (...) Ouvi Tatum, Charlie Parker, Monk, Bud Powell e muitos outros, e concentrei-me em Duke [Ellington] e Fletcher Henderson para a composição. Mais tarde arranjei pautas e estudei mais extensivamente coisas que têm lugar na composição clássica, e comecei a praticar peças clássicas no piano, como faço agora.».
A música de Muhal Richard Abrams foi já tocada pela Chicago Symphony Orchestra, Kronos Quartet, Detroit Symphony Orchestra, Brooklyn Philharmonic Orchestra, e pelo duo de piano de Ursula Oppens e Frederic Rzewski. Já recebeu encomendas do McKim Fund of the Library of Congress, Kitchen Center (New York), New Music America Festival, e Bang on a Can Festival (New York). A presença de Muhal Richard Abrams em Lisboa não se esgota neste seu concerto, já que irá proferir uma conferência no Auditório 3 da FCG dia 4 de Agosto, Sábado, às 15h30, intitulada «Projecting Your Own Individualism», onde revelará a sua faceta de pensador: «Sempre achei que o artista deve entregar-se à sua tarefa principal, que é de chegar ao auto-conhecimento.»
George Lewis nasceu em Chicago em 1952. Trombonista, compositor e exímio conceptualista da electrónica no jazz, tem descoberto novas dimensões na interactividade entre a electrónica e a acústica. Membro da AACM há 20 anos, estudou composição com Muhal Richard na AACM School of Music e trombone com Dean Hey. O trabalho de George Lewis como trombonista está documentado em mais de oitenta discos onde actua como compositor, improvisador ou intérprete. Vencedor de vários prémios do National Endowment for the Arts, George Lewis tem apresentado as suas composições interdisciplinares por toda a Europa, América do Norte e Japão. As suas composições electrónicas foram estreadas no Banff Centre (Canada), no Institut de Recherche et Coordination Acoustique Musique – IRCAM – (Paris), e no Studio voor Elektro-Instrumentale Muziek (Amsterdão).
Roscoe Mitchell nasceu em Chicago em 1940. Um dos melhores saxofonistas do movimento artístico da AACM e multi-instrumentista, o seu nome estará para sempre ligado ao Art Ensemble, grupo de que ainda é membro e com quem esteve no Jazz em Agosto de 1987, com a sua formação original. Em 1961, após o serviço militar, Mitchell liderou um sexteto hard bop em Chicago, que se tornou cada vez mais experimental. Foi o primeiro membro da AACM a gravar (Sound, Delmark, 1966) e recebeu já vários prémios e condecorações das seguintes entidades: National Endowment for the Arts, Wisconsin Arts Board, Vilas Foundation, University of Wisconsin-Madison, e uma bolsa de pesquisa do IRCAM. As inovações de Roscoe Mitchell como solista e compositor colocam-no na vanguarda da música contemporânea há mais de vinte anos
". (texto da organização)

4 de Agosto (sábado)

Muhal Richard Abrams - "Projecting your own individualism" – conferência (15h30)

Hubbub (18h30, Auditório 2)
Frédéric Blondy (p), Bertrand Denzler (st), Jean-Luc Guionnet (sa), Jean-Sébastien Mariage (g el), Edward Perraud (bat)

"O segundo dia do Jazz em Agosto conta com Hubbub, um dos mais originais grupos do novo jazz improvisado francês e expoente da tendência reducionista. Música do instante, silêncios angulosos, gestos desconstruidos, sons de uma delicadeza brutal. O seu registo de referência, Hoib (2004), é da label Matchless Recordings, dirigida por Eddie Prevost. Este músico foi baterista do lendário ensemble de improvisação AMM, juntamente com John Tilbury e Keith Rowe. O trabalho dos AMM, que se extinguiram em 2002 e actuaram uma vez em Portugal, ajuda a compreender melhor a demanda dos Hubbub, seguidores da sua estética". (texto da organização)

Nik Bartsch's Ronin (21h30, Anfiteatro ao Ar Livre)
Nik Bärtsch (p, p el), Sha (cl b, cl ctb), Björn Meyer (b el), Kaspar Rast (bat), Andi Pupato (perc)

"Revelado pela editora ECM de Manfred Eicher em 2006, o grupo suiço Nik Bärtsch’s Ronin apresenta-se agora em Portugal. Nik Bärtsch, pianista e mentor deste grupo de Zurique, acredita que a música se aproxima de um espaço arquitectonicamente organizado e se rege pelos princípios da repetição e da redução. Ronin, um termo que significa ‘samurai solitário’, caracteriza aquele que não faz parte do clã. Nik Bärtsch define este projecto como Ritual Groove Music, criando o máximo de efeito com meios minimais, incorporando elementos de universos musicais díspares e contrariando quaisquer justaposições de moda. Sons e ritmos idiossincráticos, frases curtas, motivos que se combinam e recombinam de novas maneiras. Um 5teto arauto do zen funk". (texto da organização)

5 de Agosto (domingo)

Carlos "Zíngaro" - Jorge Lima Barreto (15h30, Sala Polivalente)
Carlos Zíngaro (vl), Jorge Lima Barreto (p)

"De Portugal, o mais evidente mas nem sempre o mais visível duo: Carlos Zíngaro e Jorge Lima Barreto. Dois dos nossos mais destacados improvisadores e veteranos ultra referenciados, Zíngaro e Barreto apresentam-se nesta 23ª edição do Jazz em Agosto num concerto único. O disco Kits, editado pela independente Numérica já em 1992, regista o único encontro deste duo. Carlos Zíngaro no violino e Jorge Lima Barreto no piano preparado cumprirão o quarto concerto do Jazz em Agosto". (texto da organização)

Low Frequency Tuba Band (18h30, Auditório 2)
Sérgio Carolino (tuba), Oren Marshall (tuba), Marcus Rojas (tuba), Jay Rozen (tuba), Alexandre Frazão (bt)

"Uma estreia absoluta, o projecto Low Frequency Tuba Band, dirigido pelo exímio instrumentista Sérgio Carolino, reúne os tubistas Oren Marshall (RU), Marcus Rojas e Jay Rozen (EUA), e o baterista Alexandre Frazão. Este novo ensemble estreará um repertório dedicado a Frank Zappa e a Jimi Hendrix – sendo Jay Rozen um especialista na obra de Zappa e Oren Marshall um especialista na obra de Hendrix – e outras composições pessoais. Instrumentistas virtuosos de tuba, dotados de sólidos estudos clássicos e com assento regular em importantes orquestras como solistas, aglutinados por um baterista de jazz". (texto da organização)

Crimetime Orchestra (21h30, Anfiteatro ao Ar Livre)
Vidar Johansen (st, sb, cl b), Jon Klette (sa), Kjetil Møster (st), Gisle Jiohansen (st), Øivind Brekke (tb), Sjur Miljeteig (tp), Mats Eilertsen (b el), Per Zanussi (ctb), Anders Hana (gt), Christian Wallumrød (p, tecl, sfx), Eudun Kleive (bat), Stig Henriksen (sound designer)

"O sexto concerto do Jazz em Agosto apresenta o novo jazz libertário orquestral que nos chega do Norte da Europa. Tal como já aconteceu em outras ocasiões – Terje Rypdal (1985), Trigve Seim (2002) e Atomic e Wibutee (2005) –, o Jazz em Agosto continua a revelar picos do Jazz Escandinavo. Nesta edição apresenta a Crimetime Orchestra, uma orquestra de 12 músicos dirigida pelo saxofonista Jon Klette. Trata-se de um escol do jazz da Noruega, dado a conhecer ao público através de Life Is A Beautiful Monster (2004), o único disco da Crimetime Orchestra, da label de Jon Klette, Jazzaway. Na sua formação, esta orquestra traz um repetente a estas paragens - Eudun Kleive, na bateria, que visitou o Jazz em Agosto em 1985, com Terje Rypdal. A Crimetime Orchestra projecta muralhas de som brutais, que se desfazem em pura euforia, sintetizadores distorcidos, e uma secção rítmica bulldozer. Nem tudo é atonal, contudo, nem tudo é caótico, pois a Crimetime Orchestra sabe delinear linhas puras de jazz, estelares, por vezes. A sua actuação no Anfiteatro ao Ar Livre da FCG encerra a primeira semana do Jazz em Agosto 2007 e o seu concerto será registado em áudio e vídeo digital para posterior edição" (texto da organização)

Mais informações em www.musica.gulbenkian.pt/jazz/index.html.pt.

Ouvir também tudo o que se passará no Jazz em Agosto 2007 na Rádio Zero, do Instituto Superior Técnico.

Publicado por António Branco às 06:53 AM | Comentários (1) | TrackBack