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julho 31, 2007

POSTO DE ESCUTA

Medeski, Scofield, Martin & Wood -

Medeski, Scofield, Martin & Wood - "Out Louder"
Indirecto Records / Universal

John Medeski (teclados), John Scofield (guitarra), Chris Wood (contrabaixo), Billy Martin (bateria e percussão)

Brooklyn (NYC), Janeiro de 2006

Quase uma década volvida após “A Go Go”, editado em 1998, eis que John Medeski, Chris Wood e Billy Martin se juntam de novo ao veterano guitarrista John Scofield para nova parceria. Apesar de pertencerem a gerações separadas por vinte anos – e do peso específico natural de Scofield, em tempos um eleito de Miles –, o facto é que esses factores jamais transparecem de modo negativo, tal a comunhão de valores e ideias partilhadas pelos quatro músicos. É certo que se há dez anos o trio funcionou como a banda de suporte ao guitarrista e líder, agora o caso mudou de figura, tendo-se alterado significativamente o papel das partes intervenientes em toda a geometria sónica do quarteto. Aliás, isso mesmo está espelhado na própria designação da formação, adaptada para MSMW. Em “Out Louder” é patente o desejo de alargar a colaboração anterior, dando passos em frente. Não obstante, retomam-se as coordenadas centrais que têm vindo a nortear não só o percurso dos MMW, como também alguns registos recentes de Scofield: uma amálgama de jazz, funk e R&B dos idos de 1960 e 1970, improvisação e algumas piscadelas de olho ao imediatismo do rock, tudo embrulhado por um “groove” implacável. Do irrequieto balanço funky de “Little Walter Rides Again”, à alta voltagem de “Miles Behind” (título delicioso); do experimentalismo de “Hanuman” ao psicadelismo lávico de “What Now”, vários são os momentos onde o quarteto dá mostras de uma interacção e vigor rítmico imparáveis. A destoar de toda esta energia, há uma delicada versão de “Julia”, da dupla Lennon/McCartney e também uma curiosa leitura de “Tootie Ma Is A Big Fine Thing”, tema tradicional de Nova Orleães. Já em “Legalize It”, emblema de Peter Tosh, os resultados ficaram abaixo das expectativas, dado o promissor recorte do original. O segundo CD inclui um punhado de gravações ao vivo, de onde se destacam versões de “A Go Go” e “Deadzy”, retiradas do anterior registo conjunto. “Out Louder” possui o sopro de vitalidade que tem andado ausente nas últimas gravações de MMW e Scofield.

Publicado por António Branco às 06:53 AM | Comentários (0) | TrackBack

julho 30, 2007

OJL NO HOTEL DA PENINA

Orquestra de Jazz de Lagos

No âmbito das Summer Jazz Evenings, a Orquestra de Jazz de Lagos, dirigida por Hugo Alves, a presenta-se esta noite no Hotel da Penina (estrada Alvor-Lagos), a partir das 20h30.

Publicado por António Branco às 05:00 AM | Comentários (0) | TrackBack

julho 29, 2007

JOSÉ DUARTE NA RÁDIO

Na emissão de hoje do programa "A Menina Dança?", será a vez de escutarmos Frank Sinatra, Salaberry, Stevie Ray Vaughan e Peggy Lee. A Menina Dança? é um programa da autoria de José Duarte, que vai para o ar na RDP - Antena 1, aos domingos - das 23h10 às 24h00.

No programa "Cinco Minutos de Jazz" será a vez de escutarmos Vânia Fernandes
(quarta, 1), Hugo Alves 4teto (quinta, 2) e Vânia Fernandes (voz) e trio de Júlio Resende (piano) (sexta, 3). Cinco Minutos de Jazz é um programa que vai para o ar na RDP - Antena 1, de segunda a sexta - 22h50 e 03h50.

No programa "Jazz com Brancas" será a vez de escutarmos ao longo da semana Gerry Mulligan / Paul Desmond (quarta, 1) e selecção de solos Improvisados históricos (quinta, 2) e desfile de notáveis bateristas jazz (sexta, 3). Jazz com Brancas é um programa que vai para o ar na RDP - Antena 2, de segunda a sexta - entre as 20h05 e as 21h00.

Na região de Beja, a RDP - Antena 1 pode ser escutada em 87.7 FM (em Mértola 90.9 FM). A RDP - Antena 2 pode ser escutada em 91.1 FM (em Mértola 92.2 FM).

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julho 28, 2007

UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de hoje de "Um Toque de Jazz Jazz ao vivo (7) – "Spirit of The Horn", por Slide Hampton e um dodecateto de trombones, numa gravação realizada de 3 a 5 de Maio de 2002, na Manchester Craftsmen’s Guild (Pittsburgh, EUA).

Amanhã será a vez de Jazz ao vivo (8) – A Mingus Dinasty Band (EUA), com Craig Handy (saxofone alto), Wayne Escoffery (saxofone tenor), Alex Sipiagin (trompete), Frank Lacy (trombone), George Colligan (piano), Boris Kozlov (contrabaixo) e Donald Edwards (bateria), num concerto realizado no Festival de Jazz de Willisau (Suiça) em 02 de Setembro de 2006.

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM, e Mértola 92.2 FM)).

Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

Publicado por António Branco às 08:49 AM | Comentários (0) | TrackBack

TRIBUTO A PAULO CORREIA

Tributo a Paulo Correia

Realiza-se hoje, pelas 21h30, Teatro Municipal Baltazar Dias, no Funchal, o Tributo a Paulo Correia, pianista madeirense falecido a 1 de Fevereiro deste ano.

Mais informações em tributoapaulocorreia.blogspot.com

Breve nota biográfica de Paulo Correia:

"O gosto pela música surgiu em tenra idade, nos convívios familiares, tendo desde muito cedo revelado um interesse muito especial pelo jazz e pela bossanova. Fruto de uma personalidade marcada pela humildade e pela modéstia, tal como pela auto-exigência, Paulo Correia, inicialmente autodidacta, desde sempre manifestou uma enorme vontade de aprender e de partilhar conhecimentos com os seus colegas músicos. Deu os primeiros passos da sua carreira musical no início dos anos 70, com 15 anos, em convívios e actuações ligadas à vida estudantil no Liceu de Jaime Moniz, no Funchal. Em 1974, com os “Contacto”, venceu a Mostra Estudantil de Música Pop, realizada no referido Liceu e, a partir daí, começou a fazer actuações em locais públicos, tocando regularmente em várias unidades hoteleiras. Entre 1977 e 1981, viveu no continente, tendo então interrompido a sua carreira musical para tirar o curso de Turismo no Instituto Superior de Línguas e Administração e cumprir o serviço militar obrigatório. Embora a sua vida profissional tivesse estado sempre ligada ao ramo do turismo em agências de viagens, tendo vindo a ocupar, nos últimos 10 anos, o lugar de Director de Exportação na Agência de Viagens Blandy, o regresso à vida musical e ao palco dos hotéis verificou-se imediatamente após o seu regresso à Madeira e estendeu-se por um novo período de mais de 25 anos. Entretanto, quando em 1999, o Conservatório – Escola das Artes da Madeira firmou um protocolo com a Escola de Jazz Luís Villas Boas, do Hot Clube de Portugal, inscreveu-se no 1º Curso de Jazz aí ministrado. A partir de então, o Jazz passou a dominar por completo e em definitivo os seus interesses musicais e as suas actuações. Em 2002, ano em que terminou o curso, foi convidado para leccionar a disciplina de Piano Complementar nesse mesmo curso, actividade que manteve até Dezembro de 2006. Paralelamente à actividade lectiva, os últimos anos foram de intensa actividade, tendo tocado com a maior parte dos músicos da nova geração do Jazz na Madeira, muitos dos quais seus alunos, além de ter mantido uma estreita parceria, sempre na área do Jazz, com o velho colega e amigo João Sousa. Com este baterista, Paulo Correia apresentou-se, com alguma regularidade, num quinteto do qual faziam parte o trompetista João Moreira, o contrabaixista Bernardo Moreira e o guitarrista Bruno Santos, segundo o qual: "O Paulo, além de ser das melhores pessoas que conheci na vida, era um amante da música e mais concretamente do jazz e da bossanova. Foi por aí que nos conhecemos e foi através da música que tive o privilégio de privar com um grande senhor. Um cavalheiro como já não existe. Em relação à sua paixão musical, aquilo que sempre senti quando tocávamos juntos era o amor e autêntico gozo que tinha pelo jazz. Nunca esquecerei a sua expressão radiante ao tocarmos o "Tangerine" em bossinha, como ele tanto gostava. Na verdade, nunca esquecerei esse autêntico gigante, na música e na vida." (texto da organização)

Publicado por António Branco às 07:25 AM | Comentários (0) | TrackBack

julho 27, 2007

ENTREVISTA - ANDRÉ FERNANDES

André Fernandes
André Fernandes (foto: Mercedes Pineda)

O nosso país tem sido palco, nos últimos anos, de uma verdadeira explosão de guitarristas de jazz. Do imenso rol de jovens músicos, André Fernandes é um dos mais destacados, facto que o levou a ser convidado por Lee Konitz para integrar o seu grupo europeu. O "Improvisos Ao Sul" quis saber mais.

Como surgiu a música na sua vida? Desde cedo? Tem antecedentes familiares nesta área?
A música esteve sempre presente na minha vida. O meu pai tocava piano e é um amante do Jazz e da música brasileira. Chegou a estudar no Hot e a tocar em clubes e cabarets com nomes incontornáveis dessa altura como o Gualdino Barros e o Nuno Gonçalves (pai do pianista Rodrigo). Em casa a música era uma constante desde criança, quer através dos discos do meu pai, dos discos do meu irmão mais velho, que me expôs ao rock e pop da altura, ou das sessões de improvisos do meu pai ao piano. Também assisti (e adormeci várias vezes!) a várias edições do Cascais Jazz e outros concertos de Jazz, e penso que de uma forma mais ou menos indirecta isso me marcou até hoje.

E o interesse pelo jazz, como linguagem musical, como despontou?
Tal como disse ouvi Jazz desde sempre, mas não me interessei a sério até ter sido arrastado pelo meu pai para um concerto do Pat Metheny no Coliseu. Aí, por qualquer razão deu-se o clique. Já tocava guitarra nessa altura, mas de repente comecei a dedicar-me compulsivamente a ouvir, transcrever e absorver discos de jazz em casa, até entrar para o Hot. Aí tornou-se mesmo uma ocupação a tempo quase inteiro.

Escolheu a guitarra, como veículo de expressão musical, por alguma razão particular?
Não. Penso que foi pelas mesmas razões que a maior parte dos adolescentes que pegam numa guitarra. Era um instrumento que eu conotava com os meus ídolos do rock, e que servia para impressionar as raparigas em qualquer lado! Pouco tempo depois, com o interesse pelo jazz, comecei a compreender outros potenciais e subtilezas do instrumento pelo qual acabei por me apaixonar. Mas penso que se tivesse consciência de tudo naquela altura, provavelmente teria escolhido outro instrumento, como o piano ou a bateria.

Como se define enquanto músico e compositor? Qual o papel que atribui à improvisação na construção da sua música...
A única ideia mais concreta que tenho de mim próprio como músico, é que encaro a música como uma forma de vida que me envolve totalmente. Acredito na dedicação e principalmente na honestidade perante essa coisa feita de sons que é a música, e que nos ultrapassa como seres humanos. Não penso ter total controle sobre tudo o que faço, e isso é que me atrai na música. Há algo de misterioso no processo de a fazer, como se parte daquilo que fazemos viesse de um plano que nos ultrapassa, e nós somos apenas veículos transmissores. Temos é que nos preparar o melhor possivel (estudando e praticando) para poder veícular aquilo que nos surge como inspiração. Na música que faço, a improvisação tem um peso muito grande, tal como na maior parte do jazz e músicas do género. Escrevo coisas que possam potenciar a vontade e inspiração dos músicos a improvisar sobre os sons que escrevo. No entanto, nem sempre isso é a prioridade. Podem surgir temas mais organizados e delineados, em que os solos sejam um complemento do tema, ou o contrário.

Quais os músicos que mais contribuíram para "moldar" o seu som, ao longo do seu percurso? Guitarristas e não guitarristas...
No início as minhas influências foram claramente guitarristas como o Pat Metheny, John Scofield, Bill Frisell, Wes Montgomery, Jim Hall, e os "outros" como o Kurt Cobain, Van Halen, Jimi Hendrix.
Mas hoje em dia ouço muito poucos guitarristas. Gosto muito de ouvir pianistas como o Bill Evans, Keith Jarrett, Craig Taborn, Bobo Stenson, John Taylor, etc.

O que ouve habitualmente?
Tenho que admitir que, como muitos músicos, não sou um melómano. Não tenho aquele prazer no conhecimento enciclopédico da história desta música. A minha resposta é por isso dificil porque estou sempre a saltitar de cd em cd. Mas posso referir algumas coisas que ando a ouvir mais frequentemente: Keith Jarrett, Nirvana, Queens of the Stone Age, Bartók (Quartetos de cordas), Chris Cheek, Craig Taborn, Nils Wogram, Kenny Wheeler, Lee Konitz.

De todos os "jazzes", qual é o seu jazz?
Todo aquele que me parece bom! Gosto de música que me pareça honesta e focada. Tenho muita dificuldade em ouvir jazz que tenha maus instrumentistas a tocar, ou que tenha bons instrumentistas a tentar imitar outros músicos. Isso custa-me.

Tem-se interessado igualmente pelas electrónicas, em especial através do projecto sPILL... O que lhe interessa nesta área? Pretende dedicar-se mais à sua exploração?
Sim. A electrónica é uma área que me atrai imenso. Penso que pelo potencial de manipulação de sons e ritmos que permite. Podem-se explorar sons e situações musicais que dificilmente se conseguiria com instrumentos "convencionais". Não a vejo, no entanto como algo que substitui os músicos, mas sim como um complemento. Um bom exemplo : Craig Taborn "Junk Magic".

Foi convidado em 2006 para integrar o grupo europeu de uma das lendas vivas do jazz, o saxofonista Lee Konitz... Em que ponto está esta colaboração? Tem sido uma experiência enriquecedora?
De momento tenho mais duas tournees europeias agendadas com o Lee. Sinto-me grato de ter tido a oportunidade de fazer uma tour com ele em Novembro passado, e ainda mais grato por saber que vou poder repetir a experiência. Foi, e é incrivelmente enriquecedor. Poder acompanhar alguém como o Lee Konitz, que atravessou a história do Jazz sem nunca olhar para trás, é simultaneamente assustador e motivador.

Os seus discos têm vindo a revelar um crescente grau de depuração, evidenciando um rumo claro. "Timbuktu" é um disco que exibe uma grande maturidade e uma ideia muito concreta sobre o que pretende fazer. Quer traçar um breve roteiro sobre a sua discografia? De entre todos, qual o disco que mais o marcou?
O meu primeiro disco "O Osso" foi gravado em um take no Hot Clube. Para mim, não sendo o meu disco favorito, até porque penso que não estou a tocar tão bem como gostaria, foi o disco mais marcante. Isto porque representa um momento de viragem na minha postura e maturidade como músico. Aprendi a ver a música de outra forma com o Jochen Rueckert, o Pete Rende e o Julian Arguelles. Percebi que a música não está nos dedos, mas na cabeça. Depois gravei "Howler". Gosto muito deste disco porque penso que conseguimos criar um som de grupo. A música que o Matt Renzi, o Pete, o Bernardo Moreira, e o André Sousa Machado fizeram daqueles pedaços de papel que lhes dei para ler ainda me impressiona pela simplicidade e profundidade. A música é deles. Depois editei "Amplitude" com os sPiLL. Este é o tal projecto em que pego na electrónica. No entanto, pego mais na sonoridade electrónica do que propriamente nas máquinas. O disco é todo tocado "live", sem loops, etc. O trabalho do André Sousa Machado é um tratado! E finalmente gravei "Timbuktu". Este CD é para mim muito especial. Tentei fazer música que se alimentasse do formato de canções, e que permitisse integrar uma variedade de formações. Fiquei muito feliz de poder ter um disco que inclui tantos dos meus músicos favoritos. É um privilégio. Tal como nos outros discos (e isto tem a ver com a escolha dos músicos) tentei fazer musica que nao vivesse de superficialidades técnicas, virtuosismos, etc. Daí talvez te tenha surgido o termo "depurado". E ainda bem.

Encontrou o "quarteto perfeito" com o Mário Laginha, o Nelson Cascais e o Alex Frazão? Como é trabalhar com estes músicos?
Eu espero que sim! Sempre tive uma enorme admiração pelo Mário Laginha. Tive a oportunidade de tocar no grupo dele e fiquei com pena de não o fazer mais vezes! Por isso este ano decidi apostar num grupo que pudesse funcionar regularmente ao vivo, o que é impossivel de fazer com músicos estrangeiros, como alguns que gravaram os meus discos. Escolhi o Mário, o Nelson e o Alexandre porque queria escrever música especificamente para a personalidade de cada músico, e estes são alguns dos músicos mais identificáveis em Portugal. Adoro a forma como tocam, e espero poder apresentar o grupo ao vivo o mais possivel.

Como vê o surgimento de tantos guitarristas de bom nível no panorama do jazzístico português? Em sua opinião, porque não se passará o mesmo para outros instrumentos?
Vejo com muita alegria. Acho que quantos mais músicos bons existirem, melhor. Cria um aumento de qualidade em todos. Tenho realmente pena que não seja tão frequente noutros instrumentos, mas mesmo assim, vão aparecendo.

E a aventura editorial com a Tone Of A Pitch, como tem corrido?
A TOAP tem sido uma aventura dificil, mas muito recompensadora do ponto de vista pessoal. É claramente muito dificil manter uma label de Jazz em qualquer ponto do mundo, e ainda mais em Portugal. No entanto, o sinal de que estou a fazer algo de positivo pelos músicos em que acredito é que cada vez temos mais propostas de edição de todo o mundo, e cada vez mais a label é reconhecida internacionalmente. Só tenho pena que algumas peças do puzzle (como a FNAC, e alguma imprensa) não percebam a importância que uma editora com estas características tem para o futuro dos músicos, desta musica, e para a internacionalização dos músicos portugueses.

Há algum músico (nacional ou internacional) com o qual gostaria especialmente de trabalhar?
Felizmente tenho tido oportunidade de tocar com alguns dos meus músicos favoritos como o Chris Cheek, Mark Turner, David Binney, Mário Laginha, Lee Konitz ou o Perico Sambeat. Adoraria tocar com muitos outros. Brad Melhdau, Ethan Iverson, Jeff Ballard, Reid Anderson, e tantos outros.

O que podemos esperar do André Fernandes nos tempos mais próximos? (novos projectos, etc...)
Agora estou a focar a minha atenção no quarteto com o Mário, o Nelson e o Alex, e espero poder gravá-lo até ao final do ano. E tocar com eles ao vivo. Até ao final do ano tenho bastantes coisas com que me entreter, as digressões com o Lee Konitz, uma peça escrita pela Andreia Pinto Correia para a Orquestra de Jazz de Matosinhos em que vou ser solista convidado, e os concertos como sideman de vários grupos.

DISCOGRAFIA SELECCIONADA

Como líder:

“Timbuktu” (Tone Of A Pitch, 2006)
“Amplitude” (sPILL) (Tone Of A Pitch, 2005)
“Howler” (Tone Of A Pitch, 2005)
“O Osso” (Tone Of A Pitch, 2002)

Como sideman:

TOAP Colectivo "Vol.1" (Tone Of A Pitch, 2006)
Mário Franco + David Binney "This Life" (Tone Of A Pitch, 2006)
Nelson Cascais “Nine Stories” (Tone Of A Pitch, 2005)
Bernardo Moreira Sexteto “Ao Paredes Confesso” (Universal, 2003)

Publicado por António Branco às 06:17 AM | Comentários (0) | TrackBack

julho 26, 2007

JAZZ ÀS 5AS HOJE COM O LUGAR DA DESORDEM

Jazz às 5ªas no CCB

Prossegue esta noite a iniciativa "Jazz às 5ªs", que todas as quintas-feiras, a partir das 22h45, leva jazz à Cafetaria Quadrante, do Centro Cultural de Belém.

Hoje será a vez de podermos escutar o trio O Lugar da Desordem, do saxofonista Paulo Curado, com Damian Cabaud (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria).

Jazz e improvisação são palavras que aprendemos a rimar. Em trio, Paulo Curado explora as diferenças de formações e personalidades com o propósito de desordenar. E libertar.

Também na Cafetaria Quadrante, todas as sextas e sábados, nos meses de Julho e Agosto, das 22h00 às 02h00, prossegue a inicitaiva DJazz CCB. Amanhã Jorge Trindade centra-se no sons do Afro Jazz & Jazz Funk & Soul ; no sábado, Pedro Costa dedica-se a explorar a obra de Duke Ellington.

As entradas são livres.

Publicado por António Branco às 06:45 AM | Comentários (0) | TrackBack

julho 25, 2007

LUME NO LUX

Lisbon Underground Music Ensemble
Lisbon Underground Music Ensemble

No âmbito das Lux Jazz Sessions, o Lux (Av. Infante D. Henrique, Armazém A - Cais da Pedra a Sta. Apolónia, Lisboa) recebe esta noite, pelas 23h00, o Lisbon Underground Music Ensemble (LUME).

O LUME é constituído por Marco Barroso (piano, direcção e composição), Manuel Luís Cochofel (flauta), Paulo Gaspar (clarinete), Jorge Reis, João Pedro Silva, José Menezes, Elmano Coelho (saxofones), Jorge Almeida, João Moreira, Pedro Monteiro (trompetes), Luís Cunha, Eduardo Lála, Pedro Canhoto (trombones), Nuno Allan (baixo eléctrico, contrabaixo) e Pedro Silva (bateria)

"Como se o calor destas noites não fosse por si suficiente, as Lux Jazz Sessions fecham o seu mês inaugural com o intenso calor do LUME, i.e., do Lisbon Underground Music Ensemble. Para incendiar o palco do Lux, quinze dos mais relevantes instrumentistas nacionais nas áreas do jazz, da música improvisada, da música contemporânea, da música clássica e até da música popular juntam-se para demonstrar que no som do instinto o todo é superior à soma das partes e que ainda há muitas surpresas possíveis para descobrir com a benção do jazz. O pianista Marco Barroso é o director artístico do projecto e seu compositor principal, mas à sua volta erguem-se os talentos do flautista Manuel Luís Cochofel, do clarinetista Paulo Gaspar, dos saxofonistas Jorge Reis, José Menezes, João Pedro Silva e Elmano Coelho, dos trompetistas Jorge Almeida, João Moreira e Pedro Monteiro, dos trombonistas Luís Cunha, Eduardo Lála e Pedro Canhoto, do baixista Nuno Allan e do baterista Pedro Silva. Se a simples enunciação destes nomes não bastasse, a LUME Big Band, como também é conhecida, ainda oferece um irresistível cocktail de sons viciantes e com uma energia singular, que tanto se confundem com o funk como com música erudita de diversas escolas, com boogie woogie ou com música escrita para cinema, entre muitos outros caminhos possíveis. No fim, a sensação de estarmos perante um dos mais originais e revigorantes colectivos recentes da música feita em Portugal é inequívoca." (texto do LUME)

Publicado por António Branco às 06:32 AM | Comentários (0) | TrackBack

julho 24, 2007

ANGRA JAZZ 2007

Angrajazz 2007

Já é conhecido o programa da nona edição do Angrajazz - Festival Internacional de Jazz de Angra do Heroísmo, que terá lugar de 4 a 6 de Outubro.

Os seis concertos que compõe o Angrajazz realizam-se no Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo, que para o evento se transforma num espectacular clube de jazz. A primeira noite abrirá, pelas 21h30, com o quinteto de Laurent Filipe, que apresentará seu projecto de homenagem a Chet Baker. Esta primeira noite encerrará em beleza com o quarteto da cantora Roberta Gambarini, que subirá ao palco pelas 23h30. A abrir a noite de sexta-feira teremos a Orquestra Angrajazz, este ano com o guitarrista Afonso Pais como convidado especial. Esta segunda noite encerrará com um dos pontos altos do festival – o sexteto do veterano saxofonista Benny Golson, que subirá ao palco pelas 23h30. A noite de sábado terá duas importantes presenças internacionais – o trio do guitarrista americano Jim Hall e o projecto Monk’s Casino liderado pelo pianista alemão Alexander von Schlippenbach.

Aqui fica o prgrama completo:

4 de Outubro (quinta-feira)

21h30

Laurent Filipe Quinteto (Portugal)
Laurent Filipe (trompete e voz), Bruno Santos (guitarra), Filipe Melo (piano), João Custódio (contrabaixo) e Paulo Bandeira (bateria)

23h30

Roberta Gambarini 4tet (EUA)
Roberta Gambarini (voz), Kirk Lightsey (piano), Reggie Johnson (contrabaixo) e Alvin Queen (bateria)

5 de Outubro (sexta-feira)

21h30

Orquestra Angrajazz com Afonso Pais (Portugal)
Afonso Pais (guitarra), Luis Sousa (saxofone alto), Rui Borba (saxofone alto), Rui Melo (saxofone tenor), Davide Corvelo (saxofone tenor), Mónica Goulart (saxofone barítono), Paulo Almeida (clarinete), Márcio Cota (trompete), Paulo Borges (trompete), Tony Barcelos (trompete), Bráulio Brito (trompete), Manuel Almeida (trombone), Paulo Aguiar (trombone), Evandro Machado (trombone), Adriano Ormonde (trombone), Antero Ávila (tuba), Paulo Cunha . (guitarra), Eduardo Ornelas (contrabaixo) e Nuno Pinheiro (bateria); Pedro Moreira e Claus Nymark (direcção)

23h30

Benny Golson Sextet (EUA)
Benny Golson (saxofone), Eddie Henderson (trompete), Philip Harper (trompete), Mike LeDonne (piano), Reggie Johnson (contrabaixo) e Carl Allen (bateria)

6 de Outubro (sábado)

21h30

Jim Hall Trio (EUA)
Jim Hall (guitarra), Geoffrey Keezer (piano) e Scott Colley (contrabaixo)

23h30

Monk´s Casino (Alemanha)
Alexander von Schlippenbach (piano), Axel Doerner (trompete), Rudi Mahall (clarinete baixo), Jan Roder (contrabaixo) e Uli Jenessen (bateria)

Como actividades paralelas haverá uma Feira do Disco, com a presença das editoras Trem Azul, Discantus e Dargil, uma Exposição de Fotografia de António Araújo subordinada ao tema “Jazz”, e venda dos produtos Angrajazz.

Os bilhetes estarão à venda no Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo a partir de 25 de Setembro.

Para mais informações consultar o site www.angrajazz.com.

Publicado por António Branco às 09:46 AM | Comentários (0) | TrackBack

julho 23, 2007

LISBON JAZZ SUMMER SCHOOL NO CCB

Pela primeira vez, o Centro Cultural de Belém vai ter uma escola de verão de jazz, a Lisbon Jazz Summer School (LJSS), que irá ter lugar entre 18 e 26 de Julho de 2008, em três momentos: Campo de Férias, Curso de Verão e Concertos.

Os objectivos centrais da inicitiva passam por "contribuir para uma formação de qualidade dos estudantes de jazz e colocar Lisboa e o CCB no mapa dos grandes acontecimentos de jazz"

No Campo de Férias de Jazz, um grupo de músicos portugueses convidados dá Iniciação ao jazz a um conjunto de 30 participantes portugueses com idades entre os 12 e os 15 anos.

Ao mesmo tempo, mas com um público-alvo a partir dos 16 anos, decorre o Curso de Verão de Jazz, dedicado a participantes portugueses e estrangeiros de nível médio ⁄ avançado. O curso será leccionado por formadores estrangeiros e inclui já treino auditivo, improvisação e arranjos. Tanto o Campo de Férias como o Curso de Verão têm um concerto de encerramento, dado pelos participantes.

Todos os anos será convidado um grande nome do jazz internacional para apadrinhar a LJSS, ficando responsável pela direcção pedagógica da escola. A arrancar, a 18 de Julho, há um Concerto Inaugural; a terminar, a 26, um Concerto de Encerramento, interpretado pelos formadores estrangeiros e portugueses.

Publicado por António Branco às 06:26 AM | Comentários (0) | TrackBack

julho 22, 2007

JOSÉ DUARTE NA RÁDIO

Na emissão de hoje do programa "A Menina Dança?", será a vez de escutarmos Frank Sinatra, Flamenco, Martírio, Sylvia Vreihammer e
Georgie Fame. A Menina Dança? é um programa da autoria de José Duarte, que vai para o ar na RDP - Antena 1, aos domingos - das 23h10 às 24h00.

No programa "Cinco Minutos de Jazz" será a vez de escutarmos Lou Donaldson
(de segunda, 23, a sexta, 27). Cinco Minutos de Jazz é um programa que vai para o ar na RDP - Antena 1, de segunda a sexta - 22h50 e 03h50.

No programa "Jazz com Brancas" será a vez de escutarmos ao longo da semana Andrew Hill (terça, 24), Thelonious Monk/Gerry Mulligan (quarta, 25) e Oliver Nelson/Eric Dolphy (sexta, 27). Jazz com Brancas é um programa que vai para o ar na RDP - Antena 2, de segunda a sexta - entre as 20h05 e as 21h00.

Na região de Beja, a RDP - Antena 1 pode ser escutada em 87.7 FM (em Mértola 90.9 FM). A RDP - Antena 2 pode ser escutada em 91.1 FM (em Mértola 92.2 FM).

Publicado por António Branco às 08:34 AM | Comentários (0) | TrackBack

julho 21, 2007

UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de hoje de "Um Toque de Jazz Jazz ao vivo (5) – "What’s Up? – The Very Tall Band", gravação até hoje inédita realizada no Blue Note (Nova Iorque), de 24 a 26 de Novembro de 1998, pelo trio de Oscar Peterson (piano), Ray Brown (contrabaixo) e Milt Jackson (vibrafone), com Karriem Riggins (bateria).

Amanhã será a vez de Jazz ao vivo (6) – A pianista Sylvie Courvoisier (Suiça) e o percussionista Joey Baron (EUA), num concerto realizado no Festival de Jazz de Willisau (Suiça) em 2 de Setembro de 2006.

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM, e Mértola 92.2 FM)).

Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

Publicado por António Branco às 09:28 AM | Comentários (0) | TrackBack

julho 20, 2007

SOFIA RIBEIRO & GUI DUVIGNAU ESTA NOITE NO HOTFIVE

Sofia Ribeiro & Gui Duvignau
Sofia Ribeiro & Gui Duvignau

O quarteto Sofia Ribeiro & Gui Duvignau - onde à cantora e ao contrabaixista se juntam João Salcedo, ao piano, e João Cunha, na bateria, toca esta noite, pelas 23h, no Hotfive (Porto).

Interpretam originais, assim como arranjos pessoais de compositores de estilos diversos, passando por Zeca Afonso, Erykah Badu e Betty Carter. E assim nos apresentam um projecto de diferentes atmosferas, sonoridades e palavras, onde a comunicação e a improvisação se revelam importantes.


Publicado por António Branco às 06:57 AM | Comentários (0) | TrackBack

JÚLIO RESENDE TRIO NO CANTALOUPE BAR

Júlio Resende Trio
Júlio Resende Trio

O Cantaloupe Bar, nos Mercados de Olhão, recebe amanhã, pelas 22h30, um concertopelo Júlio Resende Trio "Jazzaration", com o próprio ao piano, João Custódio no contrabaixo e João “Fofes” Rijo, na bateria.

Este trio tem como objectivo a apresentação de composições originais de Júlio Resende, mas também a recriação de standards do jazz. O grupo caracteriza-se por ser esteticamente eclético em relação às diversas linguagens musicais, deixando transparecer muitas influências a par do jazz “puro e duro”, como a bossa nova, o funk ou a música étnica africana.

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julho 19, 2007

WORKSHOP DE JAZZ DO BARREIRO EM SETEMBRO

Workshop Escola Jazz barreiro Setembro 2007


Mais informações em www.escolajazzbarreiro.com.pt/workshop.htm.

Publicado por António Branco às 03:16 PM | Comentários (0) | TrackBack

JAZZ ÀS 5AS HOJE COM O TRIO DE ANDRÉ FERNANDES

Jazz às 5ªas no CCB

Prossegue esta noite a iniciativa "Jazz às 5ªs", que todas as quintas-feiras, a partir das 22h45, leva jazz à Cafetaria Quadrante, do Centro Cultural de Belém.

Hoje será a vez de podermos escutar o trio do guitarrista André Fernandes, com Nelson Cascais (contrabaixo) e Marco Franco (bateria).

Um dos músicos mais activos de jazz em Portugal, André Fernandes apresenta uma nova formação, com temas do seu mais recente álbum e muito material novo.

Também na Cafetaria Quadrante, todas as sextas e sábados, nos meses de Julho e Agosto, das 22h00 às 02h00, prossegue a inicitaiva DJazz CCB. Amanhã Hernâni Faustino centra-se num dos instrumentos mais populares do jazz, o Trompete; no sábado, Abdul Moimême dedica-se ao Bebop.

As entradas são livres.

Publicado por António Branco às 06:29 AM | Comentários (0) | TrackBack

julho 18, 2007

LISBOA CRÓNICA ANEDÓTICA NO MUSIC BOX

Lisboa Crónica Anedótica

Amanhã tem lugar no Music Box (Lisboa), o Lisboa Crónica Anedótica, um espectáculo que consiste na visualização do filme com o mesmo none realizado por Leitão de Barros em 1930.

Trata-se de um filme mítico, considerado o mais importante documentário sobre Lisboa, agora com uma nova banda sonora, orquestrada por Flak (Rádio Macau e Micro Audio Waves) e que será tocada ao vivo.

Para além de Flak (programações e teclados), a sessão contará com a presença de Filipe Valentim (piano), Viviena Tupikova (violino), Abel Gomes (violoncelo), e Diogo Faro (clarinete).

O Dj set estará a cargo de Cortez.

Publicado por António Branco às 07:54 AM | Comentários (0) | TrackBack

POSTO DE ESCUTA

Ten Jazz Men - May´s Idea

Ten Jazz Men - "May´s Idea"
Free Code Jazz Records
, 2007

Xavier Pereiro (trompete); David Santiago (trompete); Pablo Castaño (saxofone alto); Martín Brea (saxofone tenor); Toño Otero (saxofone barítono); Carlos Figueira (trombone); Telmo Fernández (guitarra); Iago Vázquez (piano); Juansi Santomé (contrabaixo); Iago Fernández (bateria)

Pontevedra, Agosto de 2006

A cena jazzística da Galiza continua a dar mostras de uma dinâmica e de uma frescura assinaláveis, não só em termos de festivais e workshops como também de edições discográficas. Um dos exemplos mais recentes demonstrativos dessa realidade é o disco do colectivo Ten Jazz Men, intitulado “May´s Idea”, acabdo de lançar pela Free Code Jazz Records, editora independente que se tem vindo a revelar essencial na divulgação do trabalho dos novos valores do jazz galego. Como o próprio nome indica, trata-se de uma formação constituída por 10 elementos, todos eles ligados ao Seminário Permanente de Jazz de Pontevedra, instituição que tem vindo a levar a cabo um trabalho louvável ao nível da formação. O projecto nasceu no Verão passado, como uma produção própria do Canjazz – Festival de Jazz de Cangas, e tem como objectivo principal desenvolver as capacidades de expressão dos jovens músicos, não só na componente interpretativa como igualmente na vertente composicional. A ideia passa também por apresentar material original, solicitado a diversos compositores, como os consagrados Abe Rábade (também responsável por alguns dos arranjos) e Jesús Santandreu, mas também a jovens como Xavier Pereiro, Telmo Fernández e Iago Vázquez. Nesta gravação, efectuada uma semana apenas após a estreia, destaque para um olhar sobre um tema tradicional galego, “Non Sei”, transformado em jeito de balada, e para um arranjo competente do clássico intemporal “All The Things You Are”. Outros temas interessantes são “Laranxa Colorada” (de Abe Rábade) e “Isabel y Fernanda”, da autoria do saxofonista Jesús Santandreu, composto propositadamente para este combo. A aposta continuada na formação de jovens músicos de jazz continua a dar os seus frutos na Galiza. Este é apenas mais um exemplo. Outros certamente se seguirão.

Publicado por António Branco às 05:15 AM | Comentários (0) | TrackBack

julho 17, 2007

MARK O´LEARY 4TET HOJE E AMANHÃ NO HOT

Hoje e amanhã no Hot Clube (Praça da Alegria, em Lisboa) - 23h, concerto o quarteto "Terra Sul 4tet", do guitarrista Mark O´Leary, com Rodrigo Amado (saxofones), Zé Eduardo (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria).

Publicado por António Branco às 03:27 PM | Comentários (0) | TrackBack

FESTIVAL DE MÚSICAS DO MUNDO - SINES 2007

Festival de Músicas do Mundo Sines 2007

Tudo em www.fmm.com.pt.

Publicado por António Branco às 06:18 AM | Comentários (0) | TrackBack

julho 16, 2007

XV FESTIVAL INTERNACIONAL DE JAZZ & BLUES DE PONTEVEDRA

XV Festival Internacional de Jazz & Blues de Pontevedra

De 16 a 20 de Julho de corre em Pontevedra (Galiza), o XV Festival Internacional de Jazz & Blues de Pontevedra - Pontejazz 2007.

"O Pontejazz preséntase este ano cun programa moi atractivo que fai do XVº Festival Internacional de Jazz & Blues de Pontevedra o màis completo de tódolos festivais deste estilo musical en Galiza. Escomezar salientando que as pontes tendidas nas pasadas edicións a diversos artistas da outra beira do Océano Atlántico, fortalécense este ano achegandonos de volta a Nova Iorque cun concerto único “Walter Smith III Trio”. Todo isto sen deixar de lado ó resto da Península Ibérica , con músicos galegos coma “Xacobe Martínez Antelo Quinteto” e a conexión Portugal-Galiza da “Pontejazz Big Band” dirixida polo gran pianista portugués Carlos Azevedo. En segundo lugar, o Pontejazz inclúe un Workshop con tres dos músicos máis sobresaintes do jazz neoiorquino coma son Walter Smith III (saxo tenor), Matt Brewer (contrabaixo) e Johnathan Blake (batería), que farán de Pontevedra o referente do perfeccionamento deste estilo musical, e o pianista e arranxista portugués Carlos Azevedo que enfocará máis o traballo na big band. Todo este programa durará unha semana, e fará de Pontevedra unha universidade do jazz. En terceiro lugar, o Pontejazz asenta un ano máis jam-session e jazz pola rúa, moi necesarias en calquer festival e que permitirán a tódolos músicos participar do evento e aos viandantes poder disfrutar do jazz nas diferentes rúas peonís de Pontevedra. En resumo, un programa completo que fan de Pontevedra, un ano máis e xa van quince, a capital galega do jazz. (texto da organização)

PROGRAMA:

19 de Julho (quinta-feira, 22h30h)
Walter Smith III Trio
Walter Smith III (saxofone tenor), Matt Brewer (contrabaixo) e Johnathan Blake (bateria)

20 de Julho (sexta-feira, 22h30h)
Xacobe Martínez Antelo Quinteto
Pablo Castaño (saxofone alto), Toño Otero (saxofone tenor), Marcelino Galán (guitarra), Xacobe Martínez Antelo(contrabaixo) e Max Gómez (bateria)

21 de Julho (sábado, 22h30h)
Pontejazz Big Band (sob a direcção de Carlos Azevedo)

Paralelamente, de 16 a 20 de Julho (11h00 - 14h00, no Antigo Conservatório), haverá inda o Pontejazz Workshop, uma das grandes apostas deste XV Festival Internacional de Jazz de Pontevedra, já que está concebido como um projecto de formação de uma semana de duracão, dentro da programação do festival. Participaração neste workshop, Walter Smith III, Matt Brewer, Johnathan Blake e Carlos Azevedo.

Mais informações em www.pontejazz.org.

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XÔPANA JAZZ

Xôpana Jazz 2007

De 30 de Agosto a 1 de Setembro terá lugar no Choupana Hills Resort & Spa (Funchal), o Xôpana Jazz, com dois concertos por noite.

O alinhamento do Xôpana Jazz pretende colocar em evidência uma série de provas vivas do bom estado de saúde do jazz em pleno século XXI.

Marco Franco Mikado Lab, Mário Laginha Trio, TGB, Abe Rábade Trio, Matt Pavolka Group e André Fernandes 4teto são os grupos agendados para três concertos duplos que terão lugar em volta da piscina do Choupana Hills. Em todas as noites do evento, seguem-se actuações do Rafa Four & Vânia Fernandes, no Basalt Bar.

O programa completo - da responsabilidade do director artístico Paulo Barbosa - é o seguinte:

30 de Agosto (5ª feira)

Marco Franco Mikado Lab (21h30)
André Matos (guitarra), Ana Araújo (piano), Pedro Gonçalves (contrabaixo) e Marco Franco (bateria)

"Impulsionado pela bateria “preparada” de Marco Franco e condimentado com uma equilibrada dose de electrónica, o Mikado Lab oferece a plástica ideal para a música fresca e impregnada de contemporaneidade que pratica. Canções melódicas, numa criativa mistura de estilos e climas, onde a improvisação é parte fundamental... épico, delicado, infantil, sónico, frenético, poético, diurno, nocturno... são algumas das coordenadas que caracterizam esta música e quem a toca." (texto da organização)

Mário Laginha Trio (23h00)
Mário Laginha (piano), Bernardo Moreira (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria)

"Provavelmente o mais conceituado músico português de jazz, e certamente um dos melhores da actualidade, Mário Laginha dispensa grandes apresentações. Encorajado pela Trienal de Arquitectura de Lisboa 2007 para a criação de nova música que revelasse a sua interpretação de conceitos relacionados com o universo da arquitectura, o pianista optou, neste seu novo “Espaço”, pelo formato de trio. A determinação com que o dirige e a resposta que recebe de Bernardo Moreira e Alexandre Frazão, parceiros ideais, velhos cúmplices espirituais e físicos, elevam as capacidades interpretativas do grupo a um nível reservado apenas aos melhores. Tanto quanto o seu compositor, Moreira e Frazão vivem esta música como se lhes fosse própria, respirando-a com toda a urgência, como se de ar se tratasse, como se dela dependesse a sua sobrevivência." (texto da organização)

31 de Agosto (6ª feira)

TGB (21h30)
Sérgio Carolino (tuba), Mário Delgado (guitarra) e Alexandre Frazão (bateria)

"Com o impressionante virtuosismo de Sérgio Carolino, verdadeiro emancipador da tuba enquanto instrumento solista, o requinte das texturas tecidas pela guitarra de Mário Delgado e a bateria infalível de Alexandre Frazão, o TGB esbate fronteiras entre estilos e géneros e traz-nos o rejuvenescimento do swing de Duke Ellington, do bebop de Thelonious Monk e Bud Powell, da canção de Jorge Palma ou do rock do Led Zeppelin. Se o seu primeiro registo discográfico lhe valeu o prestigiado Prémio Carlos Paredes, o TGB tem-se tornado cada vez mais apregoado pela superior criatividade e pelo sentido de urgência que coloca em cada uma das suas actuações ao vivo." (texto da organização)

Abe Rábade Trio (23h00)
Abe Rábade (piano), Nelson Cascais (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria)

"Abe Rábade é um dotado instrumentista, riquíssimo em recursos. Se é detectável a assimilação de vários dos pianistas da praxe, Abáde é, acima de tudo, um pianista com voz própria, fluente e determinado, como as suas composições. Reconhecido em 2005 como pianista revelação em Espanha pela atribuição do Prémio Tete Montoliú, Abe Rábade apresentará um projecto igualmente premiado como melhor disco de jazz espanhol de 2006 pela publicação Cuadernos de Jazz. A enorme musicalidade e a facilidade de comunicação que, a todo o momento, se estabelece entre o pianista, o contrabaixista Nelson Cascais e o baterista Bruno Pedroso são a base de um trio que frequentemente surpreende a três, num dos mais interessantes exemplos da interactividade a que este tipo de formação tão bem se presta." (texto da organização)

1 de Setembro (6ª feira)

Matt Pavolka Quartet (21h00)
Matt Pavolka (contrabaixo), Ben Monder (guitarra), Pete Rende (piano) e Bruno Pedroso (bateria)

"Muito apreciado pela profundidade do som do seu contrabaixo, pelo groove impecável e por uma imaginativa capacidade de improvisação, Matt Pavolka é um dos mais requisitados contrabaixistas no cenário do jazz contemporâneo nova-iorquino, o que é denunciado pela colaboração que tem prestado a grandes nomes da nova geração, como Matt Wilson, Jeff Ballard, Josh Roseman, Tony Malaby, Gene Jackson, Chris Cheek, Mark Turner, Kurt Rosenwinkel, Guillermo Klein, Seamus Blake, Marlon Browden ou Erik Jekabson, bem como a nomes já clássicos do jazz, como Charlie Persip, Ben Riley, James Spaulding, George Garzone ou Ray Anderson. Apresenta-se ainda no grupo House of Illusion, que co-lidera com Akiko Pavolka e é membro do grupo Imaginary Homeland. Integra actualmente o Ohad Talmor “NewsReel”, do multi-premiado Ohad Talmor, e lidera o Matt Pavolka Group, com Ben Monder, Pete Rende e Ted Poor, que gravou já o magnífico Something People Can Use, cd com lançamento internacional no Xôpana Jazz." (texto da organização)

André Fernandes 4teto
André Fernandes (guitarra), Mário Laginha (piano), Neson Cascais (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria)

"A participação de André Fernandes em vários projectos de destacada relevância no panorama do jazz nacional, o convite de Lee Konitz para integrar o seu noneto e a sua big band e o crescente reconhecimento por parte da crítica nacional e internacional fazem do guitarrista uma espécie de príncipe do jazz nacional. A ele se juntam, para constituir o André Fernandes 4teto, e elevando as expectativas, três músicos de inquestionável valor individual. A estreia deste quarteto na Festa do Jazz do Teatro de São Luiz superou, no entanto, tudo o que dele se pudesse prever. Esta música, literalmente nova, é, sob os pontos de vista estético e estilístico, paradoxalmente universal e própria, fruto exclusivo da mente musical brilhante que é a do seu criador, um autêntico diluente de fronteiras entre estilos e géneros musicais. Um dos caminhos futuros do jazz passa garantidamente por aqui." (texto da organização)

30 e 31 de Agosto e 1 de Setembro
Rafa Four & Vânia Fernandes (24h00)
Vânia Fernandes (voz), Rafael Andrade, Georgy Titov, Ricardo Dias e Caio Oliveira

"Rafael Andrade (aka Rafa), distinguido em 2005 com um Prémio de Reconhecimento na III Festa do Jazz e 2º classificado no primeiro concurso “O Melhor Solista” do Cup & Cino, é um dos mais inspirados músicos de jazz madeirenses. Rafa tem vindo a estabelecer uma estreita ligação ao conterrâneo Ricardo Dias, ao russo Georgy Titov e ao brasileiro Caio Oliveira, três músicos que, como o trompetista, podem ser vistos como a “nata” do jazz local e que têm vindo a oferecer actuações ao vivo com convidados como João Moreira, Pedro Moreira, Claus Nymark, Bruno Santos e a estrela crescente com a qual se apresentará no Xôpana Jazz. Vânia Fernandes é uma das grandes revelações do jazz vocal nos últimos tempos. Também ela premiada na IV Festa do Jazz do Teatro de São Luiz e vencedora do 1º prémio no concurso “O Melhor Solista”, Vânia Fernandes torna-se cada vez mais requisitada dentro e fora da ilha da Madeira, sendo de destacar uma honrosa ligação à European Jazz Movement Orchestra, com a qual realiza uma tourné europeia em 2007. Nos últimos tempos, tem percorrido os mais prestigiados clubes de jazz de Portugal Continental, acompanhada pelo trio do pianista Júlio Resende, com o qual foi seleccionada, tendo Rafa como convidado especial, para fechar a V Festa do Jazz. Ancoradas por jovens de tão reconhecido talento, e porque a animação pode viver de mãos dadas com a qualidade, as sessões after hours no Basalt Bar prometem um jazz fresco e espontâneo. A não perder." (texto da organização)

Mais informações sobre o Xôpana Jazz em xopanajazz.blogspot.com.

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julho 15, 2007

JOSÉ DUARTE NA RÁDIO

Na emissão de hoje do programa "A Menina Dança?", será a vez de escutarmos Frank Sinatra, Abbey Lincoln e Kurt Elling. A Menina Dança? é um programa da autoria de José Duarte, que vai para o ar na RDP - Antena 1, aos domingos - das 23h10 às 24h00.

No programa "Cinco Minutos de Jazz" será a vez de escutarmos o trio de Mário Laginha (de segunda, 16, a sexta, 20). Cinco Minutos de Jazz é um programa que vai para o ar na RDP - Antena 1, de segunda a sexta - 22h50 e 03h50.

No programa "Jazz com Brancas" será a vez de escutarmos ao longo da semana Thelonious Monk / John Coltrane (segunda, 16), músicos da IMPULSE (I) (terça, 17) e músicos da IMPULSE (II) (quinta, 19). Jazz com Brancas é um programa que vai para o ar na RDP - Antena 2, de segunda a sexta - entre as 20h05 e as 21h00.

Na região de Beja, a RDP - Antena 1 pode ser escutada em 87.7 FM (em Mértola 90.9 FM). A RDP - Antena 2 pode ser escutada em 91.1 FM (em Mértola 92.2 FM).

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julho 14, 2007

DEAD COMBO HOJE EM SERPA

Dead Combo

Grande concerto esta noite dos Dead Combo - Tó Trips e Pedro Gonçalves - , no magnífico espeço da Nora, em Serpa. Com o seu som inclassificavelmente belo, tocaram "Janela", "Rumbero", "Rua das Chagas", "Pacheco", "O Assobio", "A Menina Dança"...

Publicado por António Branco às 11:55 PM | Comentários (0) | TrackBack

UM TOQUE DE JAZZ

Hoje não há emissão de hoje de "Um Toque de Jazz".

Amanhã será a vez de Jazz ao vivo (4) – A "Bandwagon" do pianista Jason Moran (EUA), com Tarus Mateen (baixo eléctrico), Nasheet Waits (bateria) e o convidado especial Marvin Sewell (guitarra eléctrica e acústica), no Festival de Jazz de Saalfelden (Áustria) em 27 de Agosto de 2006. Gravação Eurorádio.

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM, e Mértola 92.2 FM)).

Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

Publicado por António Branco às 07:01 AM | Comentários (0) | TrackBack

SECONDA PRATTICA

Seconda Prattica na Bacalhoeiro

Esta noite, pelas 22h00, na Associação Cultural Bacalhoeiro (Rua dos Bacalhoeiros, nº 125 - 2º andar), concerto com Seconda Prattica - Pedro Roxo (contrabaixo), Marcello Maggi (trompete) e José Oliveira (percussão).

...com o patrocíno espiritual de http://freemusic.podomatic.com!.

Publicado por António Branco às 06:58 AM | Comentários (0) | TrackBack

julho 13, 2007

JAZZ.PT #13 (JUL/AGO07) À VENDA

Jazz.pt #13 (Jul/Ago 07)

Já está nas bancas o n.º 13 (Julho/Agosto 07) da revista Jazz.pt - Revista bimestral de jazz, a única revista portuguesa de jazz e a publicação regular sobre jazz em Portugal, com maior longevidade!...

A Jazz.pt é propriedade do JACC - Jazz Ao Centro Clube. O seu Director é Pedro Rocha Santos, o Editor é Rui Eduardo Paes e o responsável pelo grafismo, Rui Garrido. O preço de capa da revista é de € 5,00.

Aqui fica o sumário da Jazz.pt #13:

EDITORIAL
CARNE VIVA (cartoon por Carlos “Zíngaro”)
NOTÍCIAS
NEW YORK IS NOW (Kurt Gottschalk)
JAZZ BRIDGES (Rui Miguel Abreu)
A ESTANTE DO MIGUEL (Miguel Martins)
CIBERJAZZ
PERFIL
André Fernandes
ÀS ESCURAS
Mário Laginha
PREVIEW
Medeski, Scofield, Martin & Wood (incluindo entrevista)
Jazz em Agosto
Estoril Jazz
Portugal Jazz
REPORT
Festa do Jazz
Dias da Música em Belém
Jazz ao Centro
Festival de Jazz de Valado dos Frades
Perspectives
Charles Lloyd Quartet
Martial Solal / Dave Douglas
ENTREVISTAS
Medeski, Scofield, Martin & Wood
REWIND
Cherokee / Júlio Resende (Notas de Estudo)
Jazz Terrassa (Portefólio)
FORWARD
Dennis González
Escola de Jazz do Barreiro
33 1/3 R.P.M
Bernard Lubat - "Lubat, Louiss, Engel Group".
PONTO DE ESCUTA
Críticas de discos
30+ PARA 30 ANOS
Joelle Léandre

Pode igualmente efectuar a assinatura da revista enviando um e-mail para: assinaturas@jacc.pt.

O site da revista pode ser visitado em www.jazz.pt.

Publicado por António Branco às 06:07 AM | Comentários (0) | TrackBack

julho 12, 2007

JAZZ ÀS 5AS HOJE COM TETTERAPADEQU

Jazz às 5ªas no CCB

Prossegue esta noite a iniciativa "Jazz às 5ªs", que todas as quintas-feiras, a partir das 22h45, leva jazz à Cafetaria Quadrante, do Centro Cultural de Belém.

Hoje será a vez de podermos escutar o quarteto Tetterapadequ, com Daniele Martini (saxofone tenor), Giovanni Di Domenico (piano), Gonçalo Almeida (contrabaixo) e João Lobo (bateria).

Quarteto de jazz direccionado para uma vertente de improvisação livre, que representa o encontro entre dois músicos lisboetas, Gonçalo Almeida e João Lobo, e dois músicos romanos, Giovanni Di Dominico e Daniele Martini. Duas latitudes diferentes que se cruzaram na Holanda, quando os quatro músicos aí estudavam nos conservatórios de Haia e de Roterdão, e que originou a formação do quarteto, em 2005.

Também na Cafetaria Quadrante, todas as sextas e sábados, nos meses de Julho e Agosto, das 22h00 às 02h00, prossegue a inicitaiva DJazz CCB. Amanhã Hernâni Faustino centra-se num dos Génios do Jazz: John Coltrane; no sábado, dedica-se a outro Génio do Jazz: Thelonious Monk.

As entradas são livres.

Publicado por António Branco às 06:48 AM | Comentários (0) | TrackBack

JAZZ NO FESTIVAL INTERNACIONAL DE MÚSICA DE ESPINHO

A edição 2007 do Festival Internacional de Música de Espinho continua esta semana dedicando o seu palco a três referências no piano jazz em Portugal: Bernardo Sassetti, João Paulo Esteves da Silva e Mário Laginha Trio.

Hoje, 22 h
Bernardo Sassetti (piano)

Amanhã, 22 h
João Paulo Esteves da Silva (piano)

Sábado, 22 h
Mário Laginha Trio
Mário Laginha (piano), Bernardo Moreira (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria)

Publicado por António Branco às 06:10 AM | Comentários (0) | TrackBack

julho 11, 2007

RACHIIM AUSAR SAHU / IBRAHIM GALISSA HOJE NA TREM AZUL

Rachiim Ausar Sahu / Ibrahim Galissa na Trem Azul Jazz Store

Hoje ao final da tarde (19h30) o duo Rachiim Ausar Sahu / Ibrahim Galissa toca na Trem Azul Jazz Store (rua do Alecrim, 21A, ao Cais do Sodré, em Lisboa).

Os que assistiram da última vez, certamente não irão faltar...

Publicado por António Branco às 09:35 AM | Comentários (0) | TrackBack

DOWNBEAT JUL07

Downbeat Julho 07

Já me chegou às mãos o número de Julho da revista norte-americana Downbeat.

Aqui fica um breve sumário do que há para ler neste número:

CAPA
Maria Schneider (“Open Invitation”)
FIRST TAKE
No Margins
CHORDS & DISCHORDS
THE BEAT
“Koko Not Ko´d – Blues Legend Taylor Triumphs Over Dire Prognosis to Record, Tour”
“Musicians Have Ultimate Say on New Box Set”
“Monk Institute Moves Post-Graduate Program to New Orleans”
“Monk Institute Gives a Hand to Chicago”
“Hiromi Ascends Japanese Charts”
VINYL FREAK
Yoke & Yohs – “Self-titled 7-inch-45” (self released, 2006)
RIFFS
Noticiário diverso
BACKSTAGE WITH…
Claudia Acuña
THE QUESTION IS…?
“Are women jazz festivals insulting to women instrumentalists?”
THE ARCHIVES
11 de Agosto de 1977
CAUGHT
“Metheny-Mehldau Quartet Enlivens Chicago”
“Joyce, Caymmi Sway into Heart of Bossa Nova”
“Saluzzi, Lechner Bridge Argentina and Europe”
PLAYERS
Stan Tracy (“Godfather´s Return”)
Jim McNeely (“Working All Angles”)
Matana Roberts (“Epic Narrator”)
João Donato (“Brazilian Reconnection”)
ARTICLES
Maria Schneider (“Not For Whimps”)
Bobby Sanabra (“Mucho Aché”)
GUITAR GURUS
Kenny Burrell (“Back to His Night Job”)
John Abercrombie (“Down to the Basics”)”
Lionel Loueke (“Thinking Global”)
Master Class – “Making the fingerboard horizontal”
Solo – “Kurt Rosenwinkle´s guitar solo on “Happenstance”
TOOLSHED
WOODSHED
REVIEWS
Hot Box
Tony Scott – “A Jazz Life”
Michael Brecker – “Pilgrimage”
Spanish Harlem Orchestra – “United We Swing”
Robin Eubanks & EB3 – “Live Vol. 1”
BOOKS
“Jazz Image – Masters of Jazz Photography”, de Lee Tanner (Abrams Books)
JAZZ ON CAMPUS
BLINDFOLD TEST
Richard Bona

Publicado por António Branco às 06:58 AM | Comentários (1) | TrackBack

POSTO DE ESCUTA

WishfulThinking

Wishful Thinking - "Wishful Thinking"
Clean Feed / Trem Azul

Johannes Krieger (trompete); Alípio C Neto (saxofone tenor); Alex Maguire (piano); Ricardo Freitas (baixo eléctrico); Rui Gonçalves (bateria)

Seixal, 12 de Julho de 2005

As ondas de choque provocadas por esse verdadeiro meteorito musical chamado Alípio C Neto continuam a fazer-se sentir em todas as direcções. A miríade de projectos que lidera consubstancia uma inabalável vontade de procurar e seguir novas pistas, de olhar para trás com os olhos postos no futuro. Um devir musical constante, alicerçado na literatura, na filosofia, no saber multifacetado. É aqui que o saxofonista pernambucano feito lisboeta tem realmente dado cartas, agitando as águas do tantas vezes chão mar jazzístico nacional. Depois da aclamada estreia em disco do IMI Kollektief – justamente considerado um dos melhores do ano transacto, engendrados em território nacional – Alípio volta à carga, desta feita à frente do colectivo multinacional Wishful Thinking, com o qual explora, de acordo com os seus ângulos de abordagem muito próprios, diversas épocas e estilos. Neste disco, os músicos atiram-se de corpo e alma àquilo que realmente a todos deveria importar em primeira instância – a música, as emoções, os desejos – valendo sobretudo pela sua força enquanto conjunto íntegro e rodado. À excepção do baterista, todos contribuem com composições originais, enriquecendo o resultado final. Aqui, olha-se para a tradição em busca de referências, sendo certo que, acto contínuo, as mesmas são subvertidas e integradas num universo particular, seja nos jogos de sopros derivados do hard-bop (ouçam-se “John´s Fragment”, “Zombra” ou o notável “448”), no piano borbulhante de Alex Maguire ou no irrequieto baixo funky (“Hina´s Fate”). Nesta paleta de emoções, tudo aqui se encontra; da festa de “Buffalo Bill”, até ao profundo e delicado “Urs Epitaph – Der Hirt”, dedicado a um amigo do saxofonista já desaparecido. “Ao Lunaj” tem uma linha de baixo que não se esquece com facilidade. O fascínio do Oriente está bem patente em “Shi Jing”, a peça que encerra o disco de modo mais abstracto e espiritual. Pensamentos mais do que positivos.

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julho 10, 2007

ENTREVISTA - GONÇALO PRAZERES

Gonçalo Prazeres
Gonçalo Prazeres

Num país carenciado em matéria de sopradores, o Improvisos Ao Sul falou com Gonçalo Prazeres, um mais promissores saxofonistas nacionais, a propósito da sua excelente maquete, editada recentemente, mas também sobre o seu processo de aprendizagem, as suas influências e o futuro...

Improvisos Ao Sul: Tem disponível uma maquete com o projecto Zurugudu onde dá mostras de querer desenvolver uma sonoridade própria, mas estabelecendo pontes de contacto com a tradição do jazz. Estou certo?
Gonçalo Prazeres:
Sim, embora isso aconteça naturalmente. Nas minhas composições faço uma mistura entre escrever o que oiço e experimentar conceitos, ideias harmonicas e melódicas que ouvi ou aprendi teoricamente. Como oiço muita música de estilos e épocas diferentes, principalmente Jazz e como me considero um aprendiz que procura sempre a aprender com os mestres do Jazz, as minhas composições acabam por sofrer influências da tradição do Jazz. Creio que a minha música neste momento é uma mistura entre a minha identidade musical e pessoal e as minhas influências. Acho que é uma etapa normal na vida de um músico ou de um criativo de qualquer área.

Apresente-nos, de forma breve, os temas incluídos na maquete...
Marsupilami: O Marsupilami é um personagem da banda desenhada do Spirou. A ideia inicial era escrever um blues sem ser um blues típico. Não ficou nada semelhante a um blues. Depois de uma ida à SPA passou a chamar-se Marsupilami Gang. Parece que há mais fãs do Spirou em Portugal.

A Fuga: Agora chama-se “A Fuga dos Garanguejos” (depois de ir à SPA). Tema even eights com um pedal. Por cima do pedal temos sempre acordes menores que alteram de modo consoante a melodia.
Cenas: Acordei um dia com o primeiro motivo na cabeça. Depois demorei bastantes dias a desenvolve-lo. É um tema em 5/4. Depois da secção de solos do contrabaixo e do saxofone vai para um loop onde é o solo de guitara e que funciona como uma coda. Nesta parte tentei inverter os papéis e ter o saxofone a acompanhar a guitarra.
Darth Cat: Queria escrever algo que soasse um pouco mais hard core. Não ficou nada parecido mas gosto do resultado. Existem algumas influências de conceitos de dois professors que tive na Berklee: Ed Tomassi e George Garzone.
I Love You: um standard que gosto bastante e que arranjei para uma aula na Berklee. Creio que o arranjo resulta relativamente bem, embora já não o toque.
Nuvem: Agora chama-se “Aglomerado” (SPA, mais uma vez!!). Tema 3/4 cuja ideia original vem de um dos meus primeiros temas. Considero-o um dos meus primeiros temas e por isso sinto que não tem muito a ver com os temas novos.
Body And Soul: uma balada que gosto muito, que gravámos porque ainda tinhamos bastante tempo livre no estúdio e fizemos alguns takes de uns standards.

Tem tido oportunidades para a apresentar ao vivo?
Tenho tido algumas oportunidades. Embora as coisas demorem um pouco a começar, o que é normal. Os músicos com que gravei a maquete vivem nos E.U.A. por isso procurei outros músicos. Depois de alguns concertos consegui começar a manter um quarteto fixo que funciona bastante bem. Trata-se do Nuno Costa na guitarra, o João Custódio no contrabaixo e o João Rijo na bateria. Quando é possível o meu grupo funciona em quinteto com o Jeffery Davis no vibrafone. Gosto bastante dessa sonoridade para a minha música.

Está envolvido noutros projectos?
Tenho um projecto mais eclético que tem como base a música improvisada mas com influências bastante variadas como o jazz, rock, metal, música electronica, etc. Chama-se Trisonte e tem uma formação um pouco diferente (embora haja cada vez mais grupos com essa instrumentação). É um quarteto com: saxofone alto com e sem efeitos; guitarra com muitos efeitos; bateria e percursão; teclas; loops e outras experiências sonoras. Futuramente terá também uma VJ. Além deste projecto toco regularmente com a Reunion Big Jazz Band e como freelancer.

Como se posiciona enquanto músico?
Pergunta difícil. Eu tento ter mente aberta e ouvir estilos e músicos distintos. Considero que estagnar é o princípio do fim e por isso tento sempre evoluir e desafiar-me. Com isto em mente creio que sou um músico um pouco eclético dentro do Jazz e da Música Improvisada.

Quais as memórias que guarda dos primeiros contactos com o jazz?
Lembro-me de ser pequeno (não sei com que idade) e ouvir em casa a Ella Fitzgerald, o Louis Armstrong e o Frank Sinatra. Era divertido, principalmente porque via também muitos filmes com o Gene Kelly e o Frank Sinatra e pertencia tudo ao mesmo universo. Mais tarde percebi que era Jazz e que me influenciou nos gostos musicais.

Começou pela guitarra, só começou a tocar saxofone algo tarde... Porquê a mudança de instrumento? O que encontrou nos saxofones que não tinha na guitarra?
Quando era novo gostava de brincar com um saxofone de plástico. Mas a guitarra é um instrumento bastante mais acessível e comecei por aí. E gostei. Toquei alguns estudos clássicos, depois blues e rock. Aí descobri o prazer de improvisar. Depois de passar por bandas de Metal, Hard-Core e Rock/Pop, comecei a estudar jazz por causa da improvisação. E comecei a ouvir Jazz com mais atenção. Quando terminei o curso superior ofereceram-me um saxofone. Era inevitável que começasse a toca-lo mais tarde ou mais cedo. Creio que a minha voz musical é no saxofone.

Estudou nos Estados Unidos. Como foram essas experiências?
Foram bastante boas. Tive a oportunidade de estudar com alguns professores incríveis que ainda me inspiram e influênciam muito. Muitos deles estiveram em contacto directo com os “grandes” do Jazz. Conheci pessoas de todo o mundo com culturas e gostos musicais muito diferentes. Por ter vivido rodeado só de música e músicos durante 3 anos e meio, descobri que necessito de todas as áreas da vida para ser o músico que quero ser e que quero evitar fazer música só para músicos. Creio que ainda é um pouco cedo para perceber o nível do impacto que teve viver nos Estados Unidos e de estudar na Berklee.

Quem são os músicos cuja influência mais pesa no seu som?
Tenho influências muito diversas. Uns músicos influênciam o som, outros a improvisação, outros a composição, outros os conceitos e ideias. Alguns dos músicos que me influênciam são: Coltrane, Chris Cheek, Mark Turner, Cannonball, Herbie Hancock, Joe Lovano, Perico Sambeat, Thelonious Monk, Dave Holland, Brad Mehldau, Carlos Bica, André Fernandes, Frank Möbus e muitos, mesmo muitos mais.

É sensível aos ventos jazzísticos que sopram do norte da Europa?
Creio que sim embora não seja uma coisa em que pense muito. Normalmente ou gosto da música ou não. Posso gostar do conceito por detrás mas não gostar do resultado final. Também não sou muito consciente dos estilos ou correntes jazzísticas que oiço. Vindos do Norte da Europa gosto muito de ouvir Der Rote Bereich, Frank Möbus, Nils Wogram, Esbjörn Svensson, entre outros. Também gosto muito de música improvisada/free. De ouvir e de a tocar, embora não goste de toda. Reconheço que devo e quero investigar mais os “ventos” do norte da Europa.

Quando espera que o seu disco venha a ter edição comercial?
Este disco é apenas uma maquete. Mas tenho planos para fazer outra gravação no final do ano, talvez com a formação actual, e espero poder edita-lo no ano seguinte. Vamos ver como as coisas correm.

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julho 09, 2007

QUINTETO DAVID BINNEY/DONNY McCASLIN EM CONCERTO

A Jazz Ao Norte, por ocasião do seu “1º Seminário Internacional Jazz Ao Norte”, a decorrer de 9 a 13 de Julho nas instalações da mesma, organiza, paralelamente, um conjunto de três concertos com o Quinteto David Binney/Donny McCaslin.

O quinteto é formado por David Binney (saxofone alto), Donny McCaslin (saxofone tenor), Ben Monder (guitarra), Scott Colley (contrabaixo) e Adam Cruz (bateria).

As datas e locais das apresentações são as seguintes:

11 Julho (quarta-feira, 21h30) - Jam Session no Auditório “Jazz Ao Norte”, Porto
12 Julho (quinta-feira, 21h45) - Concerto na Casa da Cultura em S. João da Madeira
14 Julho (sábado, 23h00) - Concerto no Clube “Hot Five”, Porto

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PORTUGAL JAZZ EM JULHO

Portugal Jazz 2007

Apesar da forte contrariedade derivada do chumbo do apoio pontual por parte do Instituto das Artes, prossegue neste mês de Julho o festival itinerante Portugal Jazz.

Penela
13 de Julho - 21h30
Castelo de Penela
Carlos Bica Single com Mário Delgado

Sertã
14 de Julho - 21h30
Alameda da Carvalhada
Quinteto de Jose Menezes - In & Out

Silves
14 de Julho - 22h
Zona da Ribeirinha de Silves
Trio de Afonso Pais com Joana Machado

Vila Nova de Cerveira
21 de Julho - 22h
Terreiro
Joana Machado - Crude

Figueira da Foz
27 de Julho - 22h
Anfiteatro Exterior do CAE
4teto de Paulo Bandeira

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julho 08, 2007

JOSÉ DUARTE NA RÁDIO

Na emissão de hoje do programa "A Menina Dança?", será a vez de escutarmos Frank Sinatra, Dixie Gang, Ana Krüger, Sonya Kitchell, Jane Monheit, Jacinta, Ella Fitzgerald + Stevie Wonder, Dotschy Reinhardt e Michael Bublé. A Menina Dança? é um programa da autoria de José Duarte, que vai para o ar na RDP - Antena 1, aos domingos - das 23h10 às 24h00.

No programa "Cinco Minutos de Jazz" será a vez de escutarmos Michel Portal (segunda, 9), UMO Jazz Orchestra (Finlândia) (terça, 10), André Previn (quarta, 11), Michael Brecker (quinta, 12) e Jarry González big band (sexta, 13). Cinco Minutos de Jazz é um programa que vai para o ar na RDP - Antena 1, de segunda a sexta - 22h50 e 03h50.

No programa "Jazz com Brancas" será a vez de escutarmos ao longo da semana Charlie Parker (de segunda, 9, a quinta, 12). Jazz com Brancas é um programa que vai para o ar na RDP - Antena 2, de segunda a sexta - entre as 20h05 e as 21h00.

Na região de Beja, a RDP - Antena 1 pode ser escutada em 87.7 FM (em Mértola 90.9 FM). A RDP - Antena 2 pode ser escutada em 91.1 FM (em Mértola 92.2 FM).

Publicado por António Branco às 08:38 AM | Comentários (0) | TrackBack

1º SEMINÁRIO INTERNACIONAL DA JAZZ AO NORTE

1º Seminário Internacional “Jazz Ao Norte

Tal como o Improvisos Ao Sul já havia avançado em primeira mão há algum tempo, irá decorrer de 9 a 13 de Julho próximo o 1º Seminário Internacional “Jazz Ao Norte”, organizado pela Escola Jazz ao Norte.

Será uma semana intensa de actividades, para a qual foram convidados cinco nomes grandes do jazz Internacional, oriundos de Nova Iorque, e conhecidos do público português: Donny McCaslin (saxofone tenor); David Binney (saxofone alto); Ben Monder (guitarra); Scott Colley (Contrabaixo) e Adam Cruz (bateria).

Os conteúdos deste Seminário serão essencialmente práticos. Serão constituídos vários grupos de 8 a 10 pessoas (voz/instrumentos(s) solista(s) + piano + guitarra + baixo ou contrabaixo + bateria). Privilegiar-se-á aqui o estudo do comportamento em grupo na interpretação e na improvisação de temas de jazz. Estes ensembles participarão depois numa mostra final, no final da semana e em forma de espectáculo, em local ainda a designar. Este deverá ser o evento público mais marcante destes Seminários, porventura de fins filantrópicos. Por seu lado, aas aulas teóricas trabalhar-se-á a composição, harmonia e arranjos e a História do Jazz.

Nas noites da semana em que decorrerá o Seminário, irá haver 3 a 4 concertos em casas de espectáculo dispersas pelo norte e centro do País, aos quais todos os participantes poderão assistir gratuitamente, e dentro do espírito imbuído durante os dias de aulas, a concertos quase que “comentados”.

As inscrições poderão efectuadas aqui ou directamente na na Secretaria da Escola de Jazz Ao Norte. As inscrições estão abertas desde 16 de Abril de 2007 e só serão aceites durante 2 meses, até 15 de Junho. Serão consideradas válidas, possibilitando o livre acesso a todos os eventos e acções de formação calendarizados, se liquidadas na integra e nos prazos referidos.

O custo de participação no Seminário é de € 270,00 + IVA. O custo para estudantes "Jazz Ao Norte" (20% desconto) é de € 216,00€ + IVA. Para alojamento 5 noites + pequeno almoço acrescentar €175,00 ao preço da inscrição.

A organização optou por abrir a modalidade de inscrição Avulso Diária, que consiste na possibilidade de qualquer instruendo comprar 1, 2 ou 3 dias do Seminário à sua escolha, por apenas € 80,00 / dia.

Mais informações sobre este Seminário em www.jazzaonorte.com/Seminarios/1Sem2007.asp.

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julho 07, 2007

METHENY & MEHLDAU ESTE FIM DE SEMANA

Metheny & Mehldau

Pat Metheny e Brad Mehldau - acompanhados por Larry Grenadier e Jeff Ballard - este fim de semana em terras lusas: hoje no Coliseu do Porto (21h30); amanhã na Aula Magna (Lisboa) - (21h30).

Publicado por António Branco às 08:34 AM | Comentários (0) | TrackBack

FESTIVAL INTERNACIONAL DE JAZZ DE LOULÉ

Festival Internacional de Jazz de Loulé

Arranca hoje a edição de 2007 do Festival Internacional de Jazz de Loulé, uma organização da Casa de Cultura de Loulé, que decorre em todos os sábados (e numa segunda-feira) deste mês de Julho.

Eis o programa:

Hoje (sábado)
Kirk Lightsey Trio
Kirk Lightsey (piano, flauta), Giles Naturel (contrabaixo) e Douglas Sides (bateria)

"Músico de Detroit (EUA), onde nasceu em 1937, Kirk Lightsey é um dos mais dotados pianistas de jazz que iniciaram a sua actividade a partir da segunda metade dos anos 50. Para além das inúmera gravações e concertos sob o seu próprio nome, tocou com praticamente todos os grandes nomes, desde Sonny Stitt, passando por Chet Baker, Dexter Gordon, Don Cherry, Jimmy Raney, Clifford Jordan, James Moody, Cecil McBee, até a representantes de correntes mais contemporâneas do jazz, como Lester Bowie e Famoudou Don Moye (do célebre Arte Ensemble of Chicago) ou o saxofonista Arthur Blythe. A sua leveza e criatividade musicais tornam-no num dos pianistas mais apreciados e mais estimulantes do panorama do jazz internacional." (texto da organização)

14 de Julho (sábado)
Zé Eduardo Unit
Zé Eduardo (contrabaixo), Jesu Santandreu (saxofone tenor) e Wenzl McGowen (saxofone) e Bruno Pedroso (bateria)

"Aluno brilhante do Conservatório Nacional de Lisboa, Zé Eduardo é um dos músicos a quem o jazz mais deve em Portugal, sendo responsável pela formação e aparecimento de um número importante de jovens músicos. Acontecendo, aliás, o mesmo em Espanha : em 1979 fundou a Escola de Jazz do Hot Club, aí criando a primeira Big Band portuguesa, até 1983, data em que foi nomeado Director Pedagógico do célebre Taller de Musics de Barcelona, cargo que exerceu até 1993. Nesta cidade trabalhou, entre outros, com o grande pianista catalão Tete Montoliu, que chegou a integrar a Big Band do Taller, igulamente dirigida pelo contrabaixista. A partir de 1990 passou a dedicar-se quase exclusivamente à interpretração e à composição, dirigindo os seus grupos ‘Zé Eduardo Unit’ e ‘Zé Eduardo & Companhia da Música Imaginária. Tem tocado e gravado com músicos como Art Farmer, Harold Land, Steve Lacy, Petr King ou Kenny Wheeler e actuado em festivais e concertos por quase toda a Europa. Compôs pata a Orquestra Metropolitana. Radicado no Algarve desde 1995,onde, a par das suas actividades profissionais como intérprete e pedagogo, criou e dirigiu, entre 1995 e 2000, a Big Band Jazz na Filarmónica. Fundou igualmente a Escola de Jazz do Barreiro. Actualmente, como presidente da Associação Grémio das Músicas, promove um intenso trabalho de divulgação e formação de jovens aspirantes a 'jazzmen' pelo Sul do país, organizando 'workshops', formações temáticas, etc.. Paralelamente actua com certa regularidade com o seu grupo Zé Eduardo Unit e, como pianista, com o sexteto Algarve Jazz Ensemble." (texto da organização)

21 de Julho (sábado)
Stacey Kent Quintet
Stacey Kent (voz), Jim Tomlinson (saxofone), Graham Harvey (piano), David Chamberlain (contrabaixo) , Matthew Skelton (bateria)

"Stacey Kent era uma joven estudante americana quando chegou à Europa há alguns anos para estudar e fazer a sua tese sobre litertura comparada (francesa, italiana e alemã). O encontro com o jazz e a passagem pela Guildhall School of Music levaram Stacey à cena jazzística londrina e, rapidamente, a ser artista da conceituada Blue Note e uma das mais apreciadas cantoras da actualidade, na senda de uma Ella Fitzgerald ou de uma Billie Holiday. A sua dicção é posta pela crítica ao nível da de um Nat King Cole. O encontro com o saxofonista Jim Tomlinson, hoje seu marido, foi determinante. As actuações por todo o mundo e as gravações têm-se sucedido, bem asim como o reconhecimento internacional: - Em 2001 foi o British Jazz Award, em 2002 foi o BBC Jazz Award for ‘Best Vocalist, em 2004 o Backstage Bistro Award e em 2006 o Album of the Year para o disco The Lyric. A sua mais recente gravação, The Boy Next Door, é Disco de Ouro, tendo permanecido na exigente Billboard Chart american a durante 35 semanas, o que é excepcional para um disco de jazz. (texto da organização)

28 de Julho (sábado)
Robert Jan Vermeulen Quartet - Ugly Beauty – The Music of Thelonious Monk
Robert Jan Vermeuleun (piano), Jasper Blom (saxofone), Ernst Glerum (contrabaixo), Han Bennink (bateria)

"O projecto "Ugly Beauty" do quarteto do pianista holandês Robert Jan Vermeulen, nascido em 1957, representa o encontro de uma geração de músicos europeus com um dos mais originais compositores musicais do século XX – o pianista Thelonious Monk. A audição de uma gravação a solo do standard “I should care” foi o detonador da paixão de Vermeulen (um pianista influenciado por Herbie Hancock e Bill Evans) pelo universo musical de Monk, que viria a culminar no projecto “Ugly Beauty”, já ilustrado em disco (2004) e com o qual percorreu a rica cena jazzística holandesa, tendo actuado também em Portugal, na prestigiada Fundação de Serralves. Para além da absoluta maestria de Vermeulen e dos seus jovens companheiros, Jasper Blom e Franz Van Der Hoeven, chama-se a atenção para o baterista Han Bennink – uma das referências europeias (e mundiais) do jazz contemporâneo. Embora muito menos celebrado pela crítica, “Ugly Beauty” é – juntamente com o “Esbjorn Svensson Trio Plays Monk” e o recente “Monk’s Casino” de Alexander Von Schlippenbach – um dos mais estimulantes capítulos recentemente da discografia de inspiração e temática monkianas." (texto da organização)

30 de Julho (segunda-feira)
Pat Metheny - Brad Mehldau
Pat Metheny (guitarra), Brad Mehldau (piano), Larry Grenadier (contrabaixo) e Jeff Ballard (bateria)

Dispensam apresentações...

Publicado por António Branco às 07:41 AM | Comentários (0) | TrackBack

UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de hoje de "Um Toque de Jazz" – Jazz ao vivo (2) – "Live at MCG", pela big band do saxofonista Bob Mintzer. Colaboração do cantor Kurt Elling. Gravado na Manchester Craftsmen’s Guild (Pittsburgh, EUA) em Maio de 2002.

Amanhã será a vez de Jazz ao vivo (3) – O trio do pianista sueco Bobo Stenson com Anders Jormin (contrabaixo) e Jon Christensen (bateria) e a Orquestra Sinfónica da Ópera de Norrland. Obras de Anders Jormin, Astor Piazolla, Alban Berg, Maurice Ravel e George Gershwin. Concerto gravado no Festival de Jazz de Umea (Suécia) em 26 de Outubro de 2006 (2ª. Parte). Gravação Eurorádio.

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM, e Mértola 92.2 FM)).

Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

Publicado por António Branco às 07:27 AM | Comentários (0) | TrackBack

julho 06, 2007

IV FESTA DO CANTE

IV Festa do Cante

Tem lugar hoje e amanhã, em Beja, a IV Festa do Cante. O evento, como habitualmente, será no Pax-Julia Teatro Municipal.

Aqui fica o programa:

Hoje (21h30)

Grupo Coral e Etnográfico "Vozes de Almodôvar"
Ladrão do Sado (canto de improviso)
Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa
Serões da Tradição (Conservatório Regional do Baixo Alentejo)
Katice (grupo coral da Eslovénia)

Amanhã

16h30

Colóquio/Debate: " O Cante – Presente e futuro" (Moderador: Paulo Nascimento)
José Nascimento: O projecto do Ministério da Cultura de apoio à música tradicional alentejana
Paula Amendoeira: A candidatura do Cante a Património da Humanidade
Joaquim Soares: A realidade que temos
Paolo Scarnecchia: World Music

21h30
Grupo Coral "Os Alentejanos" da Damaia
Coral Lopes-Graça
Grupo Coral "Os Mineiros" de Aljustrel
Katice (grupo coral da Eslovénia)

Mais informações em www.paxjulia.org.

Publicado por António Branco às 07:25 AM | Comentários (0) | TrackBack

KONSTAD NA CREW HASSAN

Konstad na Crew Hassan

Esta noite (22h00) na Crew Hassan (rua das Portas de Santo Antão, 159, Lisboa) apresenta-se o projecto Konstad: Monsieur Trinité (manipulação de objectos), Luís Desirat (bateria), Pedro Castello Lopes (percussão africana), Jorge Oliveira (congas), Miguel Mira (baixo eléctrico), Filipe (piano), Abdul Moimême (stratocaster preparada), João ‘Pirata’ Viegas (clarinete baixo), Jorge Lampreia (saxofone soprano) e Marcello Maggi (trompete).


Publicado por António Branco às 06:44 AM | Comentários (0) | TrackBack

MSMW HOJE NA CASA DA MÚSICA

MSMW na Casa da Música

A Casa da Música(Porto) recebe esta noite (22h00, Sala Suggia)a visita do trio Medeski, Martin and Wood (pela primeira vez em Portugal), a que se junta o guitarrista John Scofield.

A colaboração iniciou-se em 1998, com o celebrado álbum "A Go Go", em que as composições funk de Scofield eram o mote para o diálogo com os três músicos.

O recente "Out Louder" tem, ao invés, uma origem semelhante aos discos dos MMW: a escolha criteriosa de material gerado em puras sessões de improvisação colectiva, com raízes no jazz, funk, blues ou reggae, desenvolvidas depois em sessões de improvisação colectiva.

O quarteto estreia-se agora ao vivo, numa digressão que traz à Casa da Música temas dos dois discos e alguns inéditos.

Publicado por António Branco às 06:18 AM | Comentários (0) | TrackBack

ESTORIL JAZZ ARRANCA HOJE

XXVI Estoril Jazz - Jazz Num Dia de Verão 2007

Arranca hoje no auditório Fernando Lopes Graça do Parque Palmela (Estoril/Cascais), o XXVI Estoril Jazz/Jazz Num Dia de Verão 2007.

Eis de novo o programa:

Hoje (21h30)
Quarteto de Buster Williams
Buster Williams (contrabaixo), Marcus Strickland (saxofone tenor e soprano), Danny Grissett (piano), Lenny White (bateria)

8 de Julho (domingo, 19H00)
San Francisco Jazz Collective
Joe Lovano (saxofone tenor), Andre Hayward (trombone), Miguel Zenon (saxofone alto), Dave Douglas (trompete), Stefon Harris (vibrafone), Renee Rosnes (piano), Matt Penman (contrabaixo) e Eric Harland (bateria)

13 de Julho (sexta-feira, 21h30)
Trio de Joshua Redman
Joshua Redman (saxofone tenor), Reuben Rogers (contrabaixo) e Antonio Sanchez (bateria)

14 de Julho (sábado, 19h00)
Quinteto de Laurent Filipe
Laurent Filipe (trompete e voz), Bruno Santos (guitarra), Filipe Melo (piano), Nelson Cascais (contrabaixo) e Paulo Bandeira (bateria)

Quarteto de Kurt Elling
Kurt Elling (voz), Laurence Hobgood (piano), Rob Amster (contrabaixo) e Willie Jones III (bateria)

15 de Julho (domingo, 19H00)
JAPP – Jazz At Palmela Park - JATP – Jazz At The Philharmonic Revisited
Trio de Cyrus Chestnut:
Cyrus Chestnut (piano), Dezron Douglass (contrabaixo) e Neil Smith (bateria)
Vincent Gordon (trombone), Terell Stafford (trompete), Jesse Davis (saxofone alto), Grant Stewart (saxofone tenor), Roy McCurdy (bateria) com o convidado: Art Themen (saxofone tenor e soprano)

Publicado por António Branco às 05:03 AM | Comentários (0) | TrackBack

julho 05, 2007

JAZZ ÀS 5AS HOJE COM DOUBLE BIND

Jazz às 5ªas no CCB

Prossegue esta noite a iniciativa "Jazz às 5ªs", que todas as quintas-feiras, a partir das 22h45, leva jazz à Cafetaria Quadrante, do Centro Cultural de Belém.

Hoje será a vez de podermos escutar o quarteto Double Bind, com Vera Mantero (voz e dança), Vítor Rua (guitarras), Carlos "Zíngaro" (violino) e Luís San Payo (bateria).

O quarteto de Carlos Zíngaro, Vítor Rua, Luís San Payo e Vera Mantero joga com “vínculos duplos”, criando uma música assente em inspirações distintas: a Improvisação e o Rock-Art.

Também na Cafetaria Quadrante, todas as sextas e sábados, nos meses de Julho e Agosto, das 22h00 às 02h00, prossegue a inicitaiva DJazz CCB. Amanhã Pedro Costa centra-se no World Jazz; no sábado, dedica-se a e explorar o vasto catálogo da editora germânica ECM.

As entradas são livres.

Publicado por António Branco às 06:56 AM | Comentários (0) | TrackBack

8º FUNCHAL JAZZ

8º Funchal Jazz

Arranca hoje a oitava edição do Festival de Jazz do Funchal.

Aqui fica o programa:

Hoje (5 de Julho)

Madfun Group c/ convidado especial Rick Margitza
Luís Filipe (voz e guitarra), Carlos Santos (piano), Georgy Titov (baixo), RIck Margitza (saxofone) e José Pereira (Rocé) (bateria).

"O grupo é formado por quatro amigos, todos eles já com uma longa carreira musical e para a participação no 8º Funchal Jazz, no próximo mês de Julho, prepararam este projecto especial. O repertório que interpretam não é de forma alguma convencional, sendo bastante diversificado, incluindo desde baladas e ritmos latinos até a adaptações de temas tradicionais Portugueses. Entende o grupo que o Jazz tem variadíssimas cores, e quantas mais, maior a riqueza de texturas e sonoridades. Daí um certo afastamento da linha tradicional sem que isso signifique um divórcio das origens. Rick Margitza é o convidado especial que os MADFUN decidiram trazer ao Funchal para colaborar nesta apresentação. Um dos mais respeitados músicos da sua geração, Rick é um saxofonista inspirado, tendo como principais referências John Coltrane, Michael Brecker e Wayne Shorter, a partir das quais conseguiu desenvolver uma voz própria, ao mesmo tempo poética e incisiva." (texto da organização)

Nenna Freelon Quartet
Nenna Freelon (voz), Joel David Holmes (piano), Wayne Batchelor (contrabaixo), Kinah Boto (bateria) e Beverly Botsford (percussão)

"Nnenna Freelon é considerada, pela crítica americana, uma das divas do Jazz. Com uma marcante presença em palco e uma voz única domina duma forma espantosa as técnicas do jazz vocal. Possui essa qualidade rara de transformar qualquer standard num tema refrescantemente novo, surpreendendo sempre com a sua originalidade ao conseguir encontrar um significado escondido em cada tema que interpreta. Ray Charles, Ellis Marsalis, Al Jarreau, George Benson, são alguns dos músicos com quem tem percorrido o mundo em tournées. Ganhou por duas vezes o "Billie Holiday Award” da prestigiada Academia de Jazz. Blueprint of a Lady - Sketches of Billie Holiday, é o mais recente trabalho discográfico de Nnenna Freelon e consiste numa homenagem sentida e original ao espírito que caracterizou uma das maiores lendas do Jazz de sempre." (texto da organização)

Amanhã (6 de Julho)

Carlos Carli Quintet
Diego Urcola (trompete), José Reinoso (piano), Jaime Muela (saxofones, flauta), Javier Colina (contrabaixo) e
Carlos Carli (bateria)

"Radicado em Espanha desde 1977, este baterista uruguaio tem partilhado palcos com músicos como: Jorge Pardo, Carlos Benavent, Perico Sambeat, Chano Domínguez, Paquito D’Rivera, Gary Burton, Pat Metheny, Sony Fortune...O projecto que agora nos apresenta é um encontro que reúne cinco músicos de diferentes origens, com uma complexa experiência individual em termos de riqueza musical adquirida e vivida, ao longo dos anos, que resulta num colectivo original e único. Carlos Carli é, desde há 16 anos professor de bateria na Escuela de Música Creativa de Madrid, ao mesmo tempo que desenvolve intensa actividade pedagógica alternando as suas aulas com seminários e master classes, em diversas cidades espanholas". (texto da organização)

Roomful of Blues
Dave Howard (voz), Bob Enos (trompete), James Earley (saxofones baritono e tenor), Rich Lataille (saxofones alto e tenor), Chris Vachon (guitarra), Ephraim Lowell (bateria), Dima Gordodetsky (baixo) e Travis Colby (piano)

"Considerada uma das melhores bandas mundiais do Blues, a Roomful of Blues constitui um caso raro de longevidade, justificada pela criteriosa selecção dos músicos que a têm integrado ao longo dos anos. Fundada em 1968, a Roomful of Blues tem uma reputação de rigor e de exigência comprovada pelo extenso currículo dos seus músicos. A música de dança dos anos 30 e 40 do século XX foi a matriz inicial do trabalho dos Roomful of Blues, definida por Rich Lataille. O seu estilo concilia a fidelidade ao espírito original dos blues, sem negar a modernidade e a evolução. Hoje, a banda ocupa um lugar único no panorama da música popular norte-americana, reconhecido pelo público e confirmado pelos inúmeros prémios e distinções acumuladas ao longo de mais de três décadas". (texto da organização)

Sábado (7 de Julho)

Ithamara Koorax
Ithamara Koorax (voz), José Roberto Bertrami (teclas), Jorge Pescara (baixo), Haroldo Jobim (bateria)

"Nascida no Rio de Janeiro, numa família de judeus polacos que se instalaram no Brasil, durante a Segunda Guerra Mundial, Ithamara começou por estudar música clássica e apenas iniciou a sua carreira profissional em 1990. Aclamada como uma das quatro melhores cantoras de Jazz do mundo pela revista “Down Beat”, Ithamara tem percorrido os principais palcos de Jazz do mundo, desde o Teatro Municipal do Rio ao Jazz Café de Londres, do Martinus Concert Hall ao Bourbon Street, além das cinco tournées pelo Japão, que já realizou. Lançados mundialmente, os seus três trabalhos discográficos mais recentes (“Autumn in NY” (2005),“Love Dance” (2003) e “Serenade in Blue” (2001), marcaram a definitiva consagração internacional de Ithamara. Quanto a “ Brasilian Butterfly”, editado em 2006, foi recebido com excelentes criticas, tendo sido classificado com 4 estrelas pela “Down Beat". Hermeto Pascoal, Luís Bonfá, António Carlos Jobim, Dom Um Romão, além de Ron Carter, Larry Coryell, Gonzalo Rubalcaba ou John McLaughlin, são alguns dos músicos com quem tem colaborado.”. (texto da organização)

San Francisco Jazz Collective
Joe Lovano (saxofone tenor), Miguel Zenon (saxofone alto e flauta), Andre Hayward (trombone), Dave Douglas(trompete), Stefon harris (vibrafone), Renee Rosnes (piano), Matt Penman (baixo) e Eric Harland (bateria).

"O SFJazz Collective foi lançado em 2004 pela San Francisco Jazz, uma instituição sem fins lucrativos criada há 22 anos com o objectivo de divulgar mais este estilo de música. Rapidamente se tornou um dos grupos mais aclamados da cena Jazz e têm actuado em palcos de todo o mundo. Enquanto colectivo, os elementos do SFJazz apresentam-se todos os anos com um alinhamento diferente, sendo na presente temporada composto por Joe Lovano, Miguel Zenon, Andre Hayward, Dave Douglas, Stefan Harris, Renee Rosnes, Matt Penman e Eric Harland. Para além de reunir em cada ano um extraordinário conjunto de músicos, o SFJazz distingue-se pela forma inovadora como aborda o repertório que é formado a partir de composições de um músico contemporâneo seleccionado e oito peças inéditas, da autoria de cada um dos músicos que integram o ensemble." (texto da organização)

Mais informações em www.funchaljazzfestival.com.

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julho 04, 2007

WORKSHOP A JAZZAR NO VERÃO 2007

A Jazzar no Verão 2007

A Associação Grémio das Músicas está a organizar um workshop integrado no programa "A Jazzar no Verão", que se realizará nos próximos dias 12 e 13 de Julho no Solar do Capitão-Mor, Teatro das Figuras, Faro, sob o tema geral "Sons e Novos Conceitos no Jazz Moderno".

O evento está a cargo do grupo Zé Eduardo UnitZé Eduardo (contrabaixo), Jesús Santandreu (saxofone tenor) e Bruno Pedroso (bateria).

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julho 03, 2007

E.S.T DE REGRESSO A PORTUGAL

E.S.T. no CCB a 22 de Julho
Esbjörn Svensson Trio

O trio liderado pelo pianista Esbjörn Svensson - com Dan Berglund (contrabaixo) e Magnus Ölström (bateria) - tem concerto marcado para o grande auditório do Centro Cultural de Belém, no próximo dia 22 de Julho (21h00).

O trio sueco combina jazz com drum 'n' bass, electrónica, funk, rock e música clássica. Pianista e compositor, Esbjörn Svensson nasceu em 1964, em Västeras, na Suécia. Com a música no sangue – a mãe era pianista clássica, o pai estava ligado ao jazz – estudou e formou-se em música na Universidade de Estocolmo. e.s.t, o trio que agora apresenta, foi formado em 1996. Desde então, já gravou nove discos, muitos dos quais receberam as mais elogiosas críticas.

Esbjörn Svensson é um músico aberto a novas experiências, particularmente interessado em sonoridades menos habituais no jazz. Há quem diga que a sua música é uma forma de arte que não se escuda na segurança de um estilo determinado e que, como tal, torna-se mais efectiva. Detentor de um fraseado pianístico particular, o pianista tem criado uma música improvisada, integrando elementos electrónicos e combinações de texturas, com soluções harmónicas e variações melódicas surpreendentes. A partir de meados dos anos oitenta, foi consolidando o seu estilo e definindo uma linguagem única, apoiada no reforço de excelentes e igualmente criativos músicos: o contrabaixista Dan Berglund e o baterista Magnus Öström.

Os bilhetes custam entre € 5 e € 15.

Publicado por António Branco às 03:41 PM | Comentários (0) | TrackBack

JAZZ IM GOETHE-GARTEN 2007

Jazz im Goethe-Garten 2007

Arranca hoje o Jazz im Gorthe-Garten (JiGG) 2007. Nesta que é a sua 3ª edição, o JiGG prossegue um caminho que incide preferencialmente nas actuais direcções do jazz da Europa.

O JiGG terá lugar em três terças e quintas feiras (pelas 19h00) Julho, nos jardins do Goethe Institut, em Lisboa.

O programa deste ano, mais uma vez da resposabilidade de Rui Neves, é o seguinte:

Hoje (terça-feira)
Raymond MacDonald (Reino Unido, saxofone) e Günter ‘Baby’ Sommer (Alemanhã, bateria)

Quinta-feira
Directions (Polónia) com Theo Jörgensmann (Alemanha, clarinete)

10 Julho (terça-feira)
Udu Calls (Itália)
Daniele Cavallanti (saxofone) e Tiziano Tononi (bateria)

12 Julho (quinta-feira)
Kaleidoscópio (Portugal)
Miguel Martins (guitarra), Carlos Bica (contrabaixo) e José Salgueiro (bateria)

17 Julho (terça-feira)
Quarteto de Pepa Païvinen (Finlândia)

19 Julho (quinta-feira)
Nickendes Perlagras Trio (do clarinetista Michael Thieke, Alemanha)

"Na sua 3ª edição, o Jazz im Goethe-Garten 2007 prossegue uma incidência nas actuais direcções do jazz da Europa procurando estabelecer sólidas bases de conhecimento de uma música que, ao longo de décadas criou uma forte identidade no Velho Continente. A característica do JiGG, focando grupos sem piano e de dimensão mais reduzida (duos, trios, quartetos), confere à sequência um tom menos ortodoxo mas igualmente apelativo por uma acurada visão sobre talentos recentes estabelecidos na Europa mais necessitados de exposição, suscitando assim a descoberta e a fruição. Estabelecendo parcerias frutuosas com Institutos Culturais e Embaixadas acreditadas em Portugal – este ano, o Instituto Ibero-Americano da Finlândia, Instituto Italiano de Cultura, Embaixada da Polónia e British Council – o Goethe-Institut de Portugal é o anfitrião do evento que em 2007 assume seis concertos distribuídos pelas Terças e Quintas-feiras de Julho no jardim do Goethe, ao ar livre, a partir das 19h, servido por excelentes condições técnicas e ambientais. Facto relevante do JiGG 2007 é uma exposição de fotografias e textos sobre o jazz da Alemanha organizada pelo Jazzinstitut Darmstadt e que se encontra em digressão mundial, por países em que o Goethe-Institut está representado. Ao mesmo tempo acolherá uma conferência do seu director Wolfram Knauer, que inaugurará a mostra no dia 3 de Julho, às 18 horas antes de iniciar a primeira sessão de jazz, fazendo luz sobre uma realidade irrefutável. O JiGG 2007 inicia-se (3 Julho) com um duo do Reino Unido e Alemanha, o saxofonista escocês Raymond MacDonald e o baterista consagrado Günter ‘Baby’ Sommer numa reiteração de um seu 1º encontro em Glasgow e que deu origem a um disco a ser editado na label Clean Feed em coincidência. Da Polónia (5 Julho), o Trio Directions dos irmãos Oles´na sua parceria intimista com o celebrado clarinetista Alemão Theo Jörgensmann. De Itália (10 Julho), o duo Udu Calls é uma cultivada parceria do saxofonista Daniele Cavallanti e do baterista Tiziano Tononi, dois músicos ultra-referenciados nos caminhos do jazz transalpino. De Portugal (12 Julho) um novo talento, o guitarrista Miguel Martins no trio Kaleidoscópio, acompanhado por dois músicos bem conhecidos, o contrabaixista Carlos Bica e o baterista José Salgueiro, explanará as suas convicções. Na semana derradeira, uma representação da Finlândia (17 Julho), o Quarteto do saxofonista Pepa Païvinen, outrora membro da famosa orquestra Sound & Fury de Edward Vesala, provará a preponderância do jazz Escandinavo na actualidade, enquanto que da Alemanha, a finalizar (19 Julho), o criativo Trio Nickendes Perlagras do clarinetista Michael Thieke fixará da melhor maneira os objectivos artísticos propostos no JiGG 2007. Bem-vindos ao JiGG 2007, bem-vindos à descoberta do jazz da Europa." Rui Neves (Direcção Artística)

Mais informações em: http://www.goethe.de/ins/pt/lis/kue/mus/pt2378960.htm.

Publicado por António Branco às 06:34 AM | Comentários (0) | TrackBack

julho 02, 2007

PATRIMÓNIO COM JAZZ EM BARCELOS

Património com Jazz em Barcelos

De 4 a 28 de Julho, realiza-se em Barcelos o Património com Jazz. O objectivo do festival é promover e divulgar a cultura contemporânea de vanguarda, o património cultural e histórico de Barcelos e contribuir para a dinamização cultural da cidade.

O festival, que conta com a direcção artística de Pedro Costa, é organizado pela Zoom -Associação Cultural, a Amimuola - Associação dos Amigos do Museu de Olaria e a Acib –Associação Comercial e Industrial de Barcelos.

Quando se trata de jazz e improvisação, é certo e sabido que a música que se vai ouvir fala muitas línguas e é o produto de um encontro de músicos com “backgrounds”, culturas e perspectivas do mundo muito diferentes. Em Barcelos, o Português cruzar-se-á com o Inglês de prenúncia americana e escocesa, o Alemão, o Sueco, o Norueguês e o Francês porque por essas línguas passa a rota das músicas criativas dos nossos dias. Se o conceito de “vanguarda” morreu há 40 anos com o minimalismo e o free jazz, um e o outro as derradeiras frentes musicais organizadas, as propostas deste ciclo de concertos dedicado ao jazz progressivo continuam, de qualquer modo, a ter por definição o estarem mais à frente. O século XXI chegou mesmo ao Cávado...

O Património com Jazz inclui 4 concertos de avant-jazz em dois espaços património histórico da cidade – Paço dos Duques de Barcelos e Claustro do Museu de Olaria.

Hoje (22h00, Paço dos Condes de Barcelos)
Gunter "Baby" Sommer / Raymond MacDonald (Alemanha/Escócia)
Gunter "Baby" Sommer (percussão) e Raymond MacDonald (saxofones)

"Quando temos perante nós um duo de saxofone e bateria e um dos músicos se chama Gunter “Baby” Sommer, de antemão que vamos assistir a uma abordagem essencialista dos poderes comunicativos da improvisação. E ei-lo, nu até ao osso – um free jazz solto, intenso e furioso, não de raiva mas com uma imensa alegria. Este é um encontro de gerações, o percussionista alemão (Sommer) um pioneiro, o saxofonista escocês (MacDonald) um novo valor da cena internacional. O que aqui temos é infra e hiper-música, música de antes e de depois da música,
nuclear e ao mesmo tempo cósmica, tal como a praticada por John Coltrane e Rashied Ali. Nada tem de mística, mas a celebração que faz da vida é equivalente. “Baby” Sommer pertenceu à mesma brigada de revolucionários do jazz em que se deram a conhecer Peter Brotzmann, Alexander von Schlippenbach, Peter Kowald, Evan Parker, Leo Smith e Cecil Taylor quando o mundo mudou para sempre nas décadas de 60 e 70. Longe de se deixar impressionar por isso, MacDonald tem num interessante percurso o seu BI, seja com o Burt-MacDonald Quintet, com a Glasgow Improvisers Orchestra ou tocando com luminárias do Reino Unido como Keith Tippett, Maggie Nicols, Lol Coxhill ou Harry Beckett. É impossível ficarmos indiferentes ao que nos propõem, na mesma medida em que é impossível eles ficarem indiferentes um ao outro." (texto da organização)

13 de Julho (22h30, Claustro do Museu de Olaria)
Stephen Gauci / Ingebrigt Haker Flaten / Jorge Queijo (EUA/Noruega/Portugal)
Stephen Gauci (saxofone tenor), Ingebrigt Haker Flaten (contrabaixo) e Jorge Queijo (bateria)
(entrada livre com reserva antecipada de bilhetes)

"Estados Unidos, Noruega e Portugal em trio. Nenhuma música como a improvisada é capaz de concertar culturas com a espontaneidade que está na sua natureza e na sua razão de ser. Stephen Gauci, Ingebrigt Haker Flaten e Jorge Queijo nunca tocaram juntos nem nada vão preparar antes de subirem para o palco. Será um momento de improvisação total e absoluta. Com o formato-padrão de um combo do free jazz, isto é, sem instrumento harmónico, apenas um saxofone sobre a base rítmica proporcionada pelo contrabaixo e pela bateria, o que teremos promete ser intenso e exploratório. Gauci tem-se distinguido nas últimas fornadas de saxofonistas surgidas em Nova Iorque, e tanto assim que nomes sonantes como William Parker, Sabir Mateen, Tony Malaby, Ben Allison, Mark Helias, Matt Maneri, Roy Campbell ou Daniel Carter já requisitaram os seus serviços. Com o seu possante som de tenor, ele é a prova viva de que o jazz não só está bem vivo como a inventar o futuro. Haker Flaten é um dos mais jovens prodígios do contrabaixo dos nossos dias, aliando um enorme respeito pela tradição com uma inventividade, muito europeia e nórdica, que o coloca na linha da frente. Membro dos Atomic, dos The Thing de Mats Gustafsson, do Scorch Trio, dos Electrics de Axel Dorner, dos Free Fall de Ken Vandermark e de mais uns quantos projectos, parece multiplicar-se em presenças e feitos. Queijo, por fim, já há muito que deixou de ser apenas uma promessa do jazz português para se tornar no baterista certo quando a música se quer aberta e inconformista. Agora, chegou a altura de brilhar na companhia dos melhores que nos visitam..." (texto da organização)

20 de Julho (22h00, Paço dos Condes de Barcelos)
Louis Sclavis / Vincent Courtois Duo (França)
Louis Sclavis (saxofones e clarinete) e Vincent Courtois (violoncelo e electrónica)

"Ainda que muitos tenham como assente que o mundo é governado pelo Acaso, há coisas cuja inevitabilidade parece mesmo obra do destino. Uma delas era (e vai ser no ForUjazz) a apresentação ao vivo do duo formado por Louis Sclavis e Vincent Courtois, dois companheiros de longa data nas lides da música criativa de matriz jazz. Estiveram juntos em muitos palcos e estúdios (Courtois tem sido membro fixo dos mais recentes grupos de Sclavis), mas sempre com outros músicos de permeio, como nos celebrados “Napoli’s Walls” e “L’Affrontement des
Prétendants”. Agora, vamos vê-los e ouvi-los no mais directo dos “tête-a-têtes”, clarinetes em si bemol e baixo e saxofone soprano de um lado, violoncelo e electrónica do outro. Não estranhará que algumas das composições a servir de base para o trabalho improvisacional de ambos provenham daqueles dois discos assinados por Louis Sclavis, nem que possamos reconhecer temas retirados, por exemplo, a “Translucide”, de Vincent Courtois, mas neste contexto soarão a algo de muito diferente. Com uma maior crueza, provavelmente, mas também com um reforço de imediatismo. A fórmula escolhida incidirá com certeza no jazz de câmara a que os dois instrumentistas /
autores se têm dedicado, carregado de referências das músicas “eruditas” moderna e contemporânea (e não só: Rameau e o barroco têm sido objecto da sua atenção), mas igualmente de motivos étnicos (era à formulação de um “folclore imaginário” aquilo a que Sclavis se propunha nos seus tempos de Workshop de Lyon), de experimentalismos vários e até das sonoridades electro, incluindo as do rock e da “club music” – aliás, Courtois já confessou o seu gosto pelo techno. Ora tocando limpo e “clássico”, ora recorrendo a efeitos e processamentos, o cello deste pode até transformar-se numa guitarra eléctrica, assim como o clarinete mais grave do primeiro sabe remeter-se a funções rítmicas. Não há, de qualquer modo, pastiche de estilos nestes procedimentos, nem piscadelas de olho à facilidade ou superficiais pretenciosismos “pós-modernos”. Este é um jazz-esponja que tudo absorve e torna seu. Herdeiro em vida de Michel Portal, com quem, de resto, actua regularmente, Louis Sclavis é reconhecido como um dos mais inventivos clarinetistas do planeta jazz e seus arredores, tendo colaborado já com muitas das luminárias da improvisação livre ou estruturada, de Cecil Taylor a Fred Frith, passando por Evan Parker e Mark Dresser. Cada álbum que lança é mais do que uma colecção de peças avulsas, obedecendo a um conceito específico, como foi o caso da pintura mural de Ernest Pignon-Ernest homenageada em “Napoli’s Walls”. Com uma sólida formação de Conservatório, Vincent Courtois está tão à vontade no contexto da canção popular (chegou a
acompanhar Juliette Greco) como nos domínios “avant jazz” em que se notabilizou. Marc Ducret, Mark Feldman, Dave Douglas, Noel Akchoté, Pierre Favre, Steve Swallow e Yves Robert, entre muitos outros, atestam-no com entusiasmo
". (texto da organização)

28 de Julho (22h00, Paço dos Condes de Barcelos)
Ben Stapp Trio (EUA/Portugal)
Ben Stapp (tuba), Paulo Curado (saxofones alto e soprano) e Jorge Queijo (bateria)

"Na página que mantém no myspace.com, o jovem tubista americano Ben Stapp diz que gostaria de conhecer os filhos do Sr. Bebop com a Sra. Neue Muzik, e essa aspiração caracteriza muito bem o seu modo de estar na música. A sua paixão pelo jazz da década de 50 e pela música “clássica contemporânea”, como é chamada nos EUA, a que junta um particular gosto por “jazzmen” inconformistas como Anthony Braxton e Steve Lacy e por projectos situados nas margens do rock e do hip hop como Tool e Outkast, reflecte-se na música do seu novo trio
português. Essa postura implicaria que se fizesse acompanhar por instrumentistas com igual abertura e é esse o caso, precisamente, do saxofonista e flautista Paulo Curado e do baterista Jorge Queijo. O primeiro vem perseguindo uma causa que o nome do seu projecto O Lugar da Desordem evidencia cabalmente. Essa desordem é a mesma proposta por Adorno como uma terceira via além do conceito de música programática de Stravinsky e do determinismo das “leis internas” da composição advogado por Schoenberg. O importante, para eles, é que uma
cooperação musical possa ser um factor de democracia, nenhum elemento se sobrepondo aos demais. Interpretação de partituras escritas e improvisação relacionam-se das formas menos óbvias, por vezes sendo mesmo impossível discernir onde termina uma e começa a outra. Terreno fértil para Queijo demonstrar por que motivo é a escolha certa nas baquetas quando se trata de construir algo fora do “status quo”. (texto da organização)

Reserva e venda bilhetes: Museu de Olaria, e através dos telefones: 253 824 741 e 917 303 594 (preços: Normal: € 5. M/65 e estudantes: € 3).

Publicado por António Branco às 03:13 PM | Comentários (0) | TrackBack

RUSS LOSSING

Imagens do pianista norte-americano Russ Lossing captadas no Teatro Cine de Torres Vedras, a 5 de Maio de 2007, em http://www.tvitamina.com/index.php?option=com_xevidmegafx&Itemid=26&func=viewcategory&catid=38.

Publicado por António Branco às 10:30 AM | Comentários (0) | TrackBack

EJTV ORGANIZA WORKSHOP COM VASCO AGOSTINHO

EJTV organiza workshop com Vasco Agostinho

Publicado por António Branco às 06:06 AM | Comentários (0) | TrackBack

julho 01, 2007

JOSÉ DUARTE NA RÁDIO

Na emissão de hoje do programa "A Menina Dança?", será a vez de escutarmos Frank Sinatra, Stefanie Schlesinger, Zimbabué, orquestra de Chico O'Farrill, Dainne Schuur e B. B. King. A Menina Dança? é um programa da autoria de José Duarte, que vai para o ar na RDP - Antena 1, aos domingos - das 23h10 às 24h00.

No programa "Jazz com Brancas" será a vez de escutarmos músicos CONTEMPORARY (I) (segunda, 2), Oliver Nelson (terça, 3), Armstrong (quarta, 4) e Buddy Rich (quinta, 5) e músicos CONTEMPORARY (II) (sexta, 6). Jazz com Brancas é um programa que vai para o ar na RDP - Antena 2, de segunda a sexta - entre as 20h05 e as 21h00.

Na região de Beja, a RDP - Antena 1 pode ser escutada em 87.7 FM (em Mértola 90.9 FM). A RDP - Antena 2 pode ser escutada em 91.1 FM (em Mértola 92.2 FM).

Publicado por António Branco às 08:25 AM | Comentários (0) | TrackBack