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março 31, 2007

UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de hoje de "Um Toque de Jazz" - Recordações de 2006 (6) -"You’re My Everything" (Rich Perry); "AirWalkers" (Roswell Rudd-Mark Dresser); "Marian McPartland’s Piano Jazz" (Shirley Horn); "As Tears Go By" (String Trio of New York & Jay Clayton).

Amanhã haverá Concertos Europeus (5) - O Quinteto Nordic Kollektiv, com Mathias Eick (trompete), Esa Pietilä (sax-tenor e soprano), Kjartan Valdermarsson (piano), Uffe Krokfors (contrabaixo) e Markku Ounaskari (bateria). Concerto realizado em 15 de Maio de 2005, em Helsínquia. Uma gravação Euroradio.

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM, e Mértola 92.2 FM)).

Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

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março 30, 2007

TONY SCOTT (1921 - 2007)

Tony Scott
Tony Scott

O clarinetista Tony Scott morreu ontem em Roma, aos 86 anos de idade.

"Tony Scott was one of the masters of the clarinet in the world of jazz. Born Anthony Joseph Sciacca on 17th June 1921 in Morristown, New Jersey he was drawn to jazz at a very early age. The first time he distinguished the sound of the clarinet soaring above a jazz band it seemed to him to embody the essence of life and freedom. This was his cue: this was how he would communicate. After a few years of private tuition, he attended the Juillard School of Music in New York. While still a student he started to feel his way in the New York jazz scene playing whenever he could, wherever he could. After graduation Scott did military service and was in the Army Band. He was one of the first musicians to interpret Bop on the clarinet and continued to sit in on jam sessions in the New York clubs, frequently playing several venues in the course of an evening. He soon got to know and played with all of the big names in jazz and also led his own quartets. Among his closest friends were Ben Webster, Charlie Parker, Lester Young and Billie Holiday. Always restless and essentially a wanderer at heart, Scott travelled through Europe and S. Africa in 1957. He returned to the States but not for long. Some of his dearest friends died and he felt that the jazz scene had died too. The sense of loss he experienced both on a human level and musically, prompted him to set off for more distant shores in search of new input. This time he was drawn not to Europe and Africa, the continents whose cultures had contributed to the inception of jazz, but to Asia. The Far East inspired his contribution to World and New Age Music. Scott always had an innovative spirit and was always excited by the impulse that different cultures conferred to his creativity. He fervently asserted that “Jazz is Black” but what lured him was its plasticity, its keenness for new stimuli and its propensity to improvisation. Since the 70’s Scott primarily lived in Rome. He recorded infrequently but appeared live in many clubs and festivals. His last recording, entitled “A Jazz Life”, complete with a 30’ video was made in 2006 and is being issued next month by Kind of Blue Records. To see Tony for the last time please go to: www.kindofbluerecords.com

RIP, Tony Scott.

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NELSON CASCAIS "NINE STORIES" NO ONDA JAZZ

Nelson Cascais Nine Stories

Ainda às voltas com o excelente "Nine Stories" (TOAP, 2005), o contrabaixista Nelson Cascais apresenta-se em quinteto esta noite no Onda Jazz (Arco de Jesus, 7 ao Campo das Cebolas, em Lisboa). Com ele estarão Pedro Moreira (saxofones), André Fernandes (guitarra), Jeffrey Davis (vibrafone) e Bruno Pedroso (bateria).

Publicado por António Branco às 08:17 AM | Comentários (0) | TrackBack

O JAZZ SEGUNDO VILLAS-BOAS

O Jazz Segundo Villas-Boas

Chega em Abril às livrarias, "O Jazz Segundo Villas-Boas" livro da autoria de João Moreira dos Santos, com chancela Assírio & Alvim, o primeiro sobre Luís Villas-Boas.

Mais um documento que se espera venha a fazer luz sobre a história do jazz no nosso País e do seu principal pioneiro.

Publicado por António Branco às 06:12 AM | Comentários (1) | TrackBack

março 29, 2007

JAZZ´N´DOURO 2007

Jazz 'n Douro 2007

Arranca hoje o Jazz 'n Douro 2007 - Festival Internacional de Jazz de Gaia, que se prolongará até sábado (31 de Março).

Eis o programa:

29 de Março (quinta-feira)
Maria João (apresentação do seu primeiro trabalho a solo)
Maria João (voz), Eleonor Picas (harpa), André Fernandes(guitarra), Cláudio Ribeiro (guitarra e voz), Yuri Daniel (ontrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria).

"Maria João começou a sua carreira na Escola de Jazz do Hot Club de Lisboa, em 1982. Um ano mais tarde formou o QUINTETO DE MARIA JOÃO, do qual faziam também parte Mário Laginha, Carlos Martins, António Ferro e Carlos Vieira. Esta formação deu origem a dois discos: Quinteto de Maria João (1983) e Cem Caminhos (1985 – neste último António Ferro deu lugar a David Gausden). Nesta altura era já considerada pela crítica da especialidade como uma verdadeira revelação no universo do jazz, tendo sido galardoada com diversos prémios, dos quais se destaca o atribuído no Festival de Jazz de San Sebastian (Espanha). 1986 marcou a primeira viragem na carreira da cantora, que rumou à Alemanha em busca de novos desafios. O seu terceiro disco – Conversa – saiu nesse ano, em resultado de um novo quinteto, do qual fazia parte o contrabaixista Carlos Bica. Contudo, num dos concertos de uma tournée na Alemanha, Maria João teve uma espectadora especial: a pianista japonesa de free-jazz Aki Takase, que a convidou para um projecto em duo. De 1987 a 1990 a cantora e a pianista surpreenderam os públicos dos festivais de jazz europeus, rendidos à liberdade e irreverência da música que apresentavam, bem registados em dois álbuns gravados ao vivo; Looking for Love (1987) e Alice (1990). Em 1991, Maria João envolveu-se num novo projecto com grupo português CAL VIVA, que marcou também o seu reencontro com Mário Laginha. O disco Sol, uma fusão da música tradicional portuguesa com os sons do jazz, rodou em tournées intensas por todo o país e pelo estrangeiro. A regularidade do trabalho com Laginha e a cumplicidade musical que se estabeleceu entre ambos incitou-os a um projecto mais acústico e intimista e assim surgiu Danças (1993), o primeiro disco de um duo que persiste até hoje, com o oitavo álbum – Tralha – editado em 2004. Pelo caminho ficaram discos marcados pela originalidade e liberdade criativa de dois músicos que rejeitam rótulos e fronteiras: Fábula (1996) um álbum que teve como convidados Ralph Towner, Manu Katché, Dino Saluzzi e Kai Eckhardt de Camargo, numa envolvente mistura de estilos. Cor (1998) e Chorinho Feliz (2000), que surgiram de duas encomendas da Comissão Nacional para a Comemoração dos Descobrimentos Portugueses e homenagearam respectivamente as culturas do Índico (com a colaboração de Trilok Gurtu e Wolfgang Muthspiel) e o Brasil (destaque para a participação de Gilberto Gil e Lenine). Lobos, Raposas e Coiotes (1999), um disco gravado com a Orquestra Filarmónica de Hannover e aclamado pelo público e pela crítica. Mumadji (2001), o primeiro disco ao vivo, e Undercovers (2002) um disco de covers, com temas de músicos tão diferentes quanto Björk, Caetano Veloso, Joni Mitchell, Alejandro Sanz ou Tom Waits. À parte do trabalho regular com Mário Laginha, Maria João tem trabalhado com destacados nomes da música nacional (António Pinho Vargas, Carlos Bica, José Peixoto, Blasted Mechanism, Clã, entre outros) e mundial (Laureen Newton, Bob Stenson, Christof Lauer, Gilberto Gil, Joe Zawinul, Saxofour, Hermeto Pascoal, Lenine, etc), para além de ter integrado espectáculos de fusão artística como RAIZES RURAIS, PAIXÕES URBANAS ou a coreografia AO VIVO, pela Companhia de Paulo Ribeiro." (texto da organização)

30 de Março (sexta-feira)
Bernardo Sasseti Trio
Bernardo Sassetti (piano), Carlos Barretto (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria).

"Como compositor destacam-se as suites Ecos de África , Sons do Brasil, Mundos, Fragments (Of Cinematic Illusion) , Entropé (para piano e orquestra) e 4 Movimentos Soltos (para piano, vibrafone, marimba e orquestra). O seu primeiro trabalho discográfico como líder, Salsetti (Groove/Movieplay), foi gravado em Abril de 1994 com a participação de Paquito D'Rivera, o segundo, Mundos (Emarcy/Polygram), em Janeiro de 1996; Nocturno, lançado pela editora Clean Feed em 2002, foi distinguido com o 1º prémio Carlos Paredes. Indigo e Livre são outras das suas gravações de piano solo para a mesma editora. Em 2005 é editado o trabalho "Ascent" – Trio2 , fruto da comunhão entre a música e as artes visuais derivadas da sua dedicação ao cinema e à fotografia. Em Dezembro de 2006, também dentro do contexto audiovisual, Bernardo Sassetti edita "Unreal", materializado em espectáculo como "Unreal"SideWalk Cartoon". Na área de composição para cinema, destaca-se a sua participação no filme do realizador Anthony Minguella - The Talented Mr. Riple" (Paramount/Miramax). Para este projecto gravou My Funny Valentine com o actor Matt Damon, entre outros temas. Compôs igualmente, em parceria com o trompetista Guy Barker, uma série de temas para serem apresentados na Premiére deste filme realizada em Los Angeles, Nova Iorque, Chicago, Berlim, Paris Londres e Roma. Os seus mais importantes trabalhos de composição para cinema são os seguintes: Maria do Mar de Leitão Barros, Facas e Anjos de Eduardo Guedes, Quaresma de José Álvaro Morais, O Milagre Segundo Salomé de Mário Barroso, A Costa dos Murmúrios de Margarida Cardoso, o documentário Noite em Branco de Olivier Blanc e a curta-metragem As Terças da Bailarina Gorda de Jeanne Waltz. Como solista, participou também no filme Pax de Eduardo Guedes e na curta-metragem Bloodcount de Bernard McLoughlan e recentemente, " Alice" de Marco Martins. Como concertista, no tempo presente, apresenta-se em piano solo, em trio com Carlos Barretto e Alexandre Frazão ou em duo com o pianista Mário Laginha, com quem gravou os CD's Mário Laginha/Bernardo Sassetti e Grândolas (uma homenagem a Zeca Afonso e aos 30 anos do 25 de Abril)." (texto da organização)

Eddie Henderson Quartet
Edddie Henderson (trompete), Isaac Turienzo (piano), Miguel Angel Chastang (contrabaixo) e Paulo Bandeira (bateria).

"Edddie Henderson teve a sua primeira aula de trompete, com apenas 9 anos de idade, pela mão do imortal Louis Armstrong. Estudou no Conservatório de Música de Sâo Francisco e integrou a San Francisco Conservatory Symphony Orchestra. Em 1957, Eddie conheceu Miles Davis e Miles encorajou-o a seguir a carreira de trompetista. "Miles is so very special to me because when I was in high school he stayed in my parents' house when he came through San Francisco. I was going to the conservatory then studying classical music. I saw him do all these songs live that I recorded on the tribute album." Em Maio de 2002, Eddie gravou um trabalho em sua homenagem "So What". O avô de Eddie foi médico de Duke Ellington, John Coltrane e Miles Davis, daí uma proximidade tão grande e uma influência tão marcada por esses monstros do jazz. Influenciado por Lee Morgan e Freddie Hubbard, Henderson tocou com notáveis nomes do jazz como: Art Blakey, Dexter Gordon, Roy Haynes, Jackie McLean, Joe Henderson, Elvin Jones, Johnny Griffin, Slide Hampton, Benny Golson, Max Roach e McCoy Tyner. Eddie tocou ainda com a Mingus Big Band. Palavras de Eddie Henderson: "I have a pretty imposing show business heritage. My mother was one of the dancers in the original Cotton Club. She had a twin sister, and they were called The Brown Twins, and they used to dance with Bill 'Bojangles' Robinson and the Nicholas Brothers. That film of Fats Waller doing 'Ain't Misbehavin' where the lady sits on the piano and he sings to her? That's my mother. And my father sang with Bill Williams and the Charioteers, who were like the number one black singing group in the nation-over and above the Ink Spots and the Mills Brothers. "My real father died when I was nine, and my mother remarried a doctor in San Francisco, and so I guess that influenced me to pursue medicine as well. But I never stopped the music ever since I was nine years old. Louis Armstrong was literally my first trumpet teacher, in person, because my mother knew all of these people. Duke Ellington. Count Basie. Billie Holiday was my mother's roommate. Sarah Vaughan was my mother's roommate. She knew Dizzy Gillespie from her days dancing in the chorus line in front of Cab Calloway's big band, when Dizzy was just starting out in the section." (texto da organização)

31 de Março (sábado)
Tito Pascoal Quintet
Tim Cunningham (saxofones tenor e soprano), Tim Pascoal (piano), Theo Pascoal (baixo) e Tito Pascoal (bateria).

"Pela primeira vez em Portugal, o jovem baterista Tito Pascoal (12 anos), apresenta o seu primeiro trabalho discográfico "Walk the Walk". É de suster a respiração ver um prodígio destes ao vivo, não só pela sua tenra idade, pela forma como toca a bateria, mas pela sua maturidade musical, na escolha do repertório por si apresentado. Temas como "Chicken" de Jaco Pastorious e "Giant Steps" de John Coltrane, são testemunho disso." (texto da organização)

Toni Solà Quartet c/ Scott Hamilton
Toni Solà (sofone tenor), Scott Hamilton (saxofone tenor), Gerard Nieto (piano), Ignasi Gonzelez (contrabaixo) e
Esteve PÍ (bateria).

Toni Solà
"Nasceu em Barcelona em 1966. Toni Solá de formação autodidacta, começou a tocar saxofone nos anos 80 em grupos de rock and roll e rhytm and blues. Em 1993 começou a trabalhar com o grupo de Lucky Gury e partilhou o palco com alguns músicos de jazz como: Gene Conners, Joanne Carthwraight e Jeff Ballard. No mesmo ano co-lidera um quinteto com o trompetista argentino Carlos Avallone. Desde 1995 até aos dias de hoje, Toni trabalha na televisão da Catalunha e na Antena 3 TV com Andréu Buenfuente em diferentes programas. O repertório actual do quarteto de Toni Solà colhe influências em músicos como Sony Rollins, Dexter Gordon, Stan Getz.... Depois do seu CD "Natural Sounds", chegou ao mercado o seu mais recente trabalho " Eight Reasons To Listen It", onde conta com a presença de Scott Hamilton." (texto da organização)

Scott Hamilton
"Scott Hamilton é um dos mais destacados saxofonistas 'mainstream' dos dias de hoje. Nasceu em Providence, Rhode Island, em 1964, a sua paixão pelas pequenas formações tem como suas principais influências Illinois Jacquet e Eddie Lockjaw Davis. Desde cedo que a editora Concord Records se interesou pelo seu trabalho através de um dos seus impulsionadores o advogado Carl Jefferson. O seu primeiro trabalho [Scott Hamilton is A Good Wind Who IS Blowing Us No Ill] gravado em 1977 obteve uma crítica muito favorável pelo veterano crítico Leonard Feather. O seu som quente e profundo atrai a interpretação de grandes baladas, as quais normalmente são acompanhadas pelo seu tro residente composto pelo pianista John Bunch, pelo contrabaixista Dave Green e pelo baterista Steve Brown. Compositores como Dave Brubeck, Fats Waller, Illinois Jacquet, Benny Carter, têm sido a sua prinicipal escolha na criação do seu repertório." (texto da organização)

Publicado por António Branco às 07:24 AM | Comentários (1) | TrackBack

março 28, 2007

LOPES & CURADO HOJE NA TREM AZUL

Lopes & Curado na Trem Azul

Hoje ao final da tarde, pelas 19h30, concerto com Luís Lopes (guitarra eléctrica) e Paulo Curado (saxofone) na Trem Azul Jazz Store (rua do Alecrim, 21 A, ao Cais do Sodré, em Lisboa).

Publicado por António Branco às 08:30 AM | Comentários (0) | TrackBack

março 27, 2007

GUIA DE PENGUIN - OITAVA EDIÇÃO

The Penguin Guide to Jazz Recordings - 8th Edition

Já cá canta o utilíssimo "The Penguin Guide to Jazz Recordings - 8th Edition", de R. M. Cook e Brian Morton, uma publicação de referência absoluta para quem gosta de jazz...

Publicado por António Branco às 06:31 AM | Comentários (0) | TrackBack

março 26, 2007

VILLAS-BOAS HOMENAGEADO HOJE NO SÃO LUIZ

Parabéns, Luis Villas-Boas

Esta noite, pelas 22h00, o São Luiz Teatro Municipal e o Hot Clube de Portugal prestam homenagem a Luís Villas-Boas (1924 - 1999), referência máxima do Jazz em Portugal e que hoje completaria 83 anos.

Neste evento será lançado publicamente o livro "O Jazz Segundo Villas-Boas" – da autoria de João Moreira dos Santos, com prefácio e apresentação do Professor José-Augusto França e posfácio de George Wein (fundador do Newport Jazz Festival).

Esta é a primeira obra dedicada àquele que é considerado o "pai do Jazz" em Portugal e que durante mais de quatro décadas liderou uma verdadeira cruzada em prol deste género musical, tendo sido simultaneamente autor do programa radiofónico Hot Club (1945 - 1969) e de vários artigos pioneiros para a imprensa (1946/1985), fundador do Hot Clube de Portugal (1950 - ), impulsionador de programas televisivos, produtor discográfico, promotor de espectáculos (desde Sidney Bechet a Oscar Peterson, passando por Count Basie, Quincy Jones, Louis Armstrong, Ella Fitzgerald e Duke Ellington) e organizador do Cascais Jazz (1971/1988) e de outros festivais igualmente importantes, nomeadamente em Lisboa, Espinho, Figueira da Foz e Algarve.

E como de música se trata... três gerações de músicos de Jazz (incluindo músicos que participaram na primeira jam-session em Portugal, em Novembro de 1945!) e não só juntam-se em palco para, em jeito de jam-session, oferecer o seu talento artístico a Luís Villas-Boas, o Amigo, e para alguns o Homem de quem receberam o primeiro grande palco na sua carreira e os primeiros incentivos.

No Jardim de Inverno do S. Luiz Teatro Municipal cantam e tocam para Villas-Boas, entre muitos outros, António José Barros Veloso, Bernardo Moreira (pai e filho), Carlos Martins, Carlos Menezes, Carlos Mendes, Fernando Freitas da Silva, Fernando Tordo, Filipe Melo (vencedor do primeiro prémio Villas-Boas, instituído pela Câmara Municipal de Cascais), João Braga, João Moreira, Laurent Filipe, Maria Viana, Mário Laginha, Pedro Moreira, Rão Kyao, Rui Veloso, assim como todos os músicos da Orquestra do Hot Clube de Portugal.

E como alguns dos nossos críticos e produtores de jazz também tocam e cantam, sobem ainda ao palco Manuel Jorge Veloso e Paulo Gil, assim como um combo de finalistas da... Escola de Jazz Luís Villas-Boas/Hot Clube de Portugal.

O único problema é a lotação da sala já estar esgotada...

Publicado por António Branco às 11:25 AM | Comentários (0) | TrackBack

JAZZMIN 2007 ARRANCA HOJE

JazzMin - edição da Primavera

Arranca hoje a edição de Primavera do JazzMin - Festival de Jazz de Aljustrel, que estreia assim um novo formato.

Focalizando a sua atenção na componente de formação de músicos, esta edição de Primavera será constituída por um workshop (que irá decorrer num novo espaço municipal, as Oficinas de animação e formação cultural).

No dia 30 (sexta-feira), pelas 21h30, no auditório da Biblioteca Municipal de Aljustrel, actuará a Orquestra de Jazz de Lagos, dirigida por Hugo Alves.

No dia seguinte, à mesma hora toca a Orquestra Jazzmin, seguida pelos Meninos da Naza - Jazz Combo.

Em declarações à Rádio Voz da Planície (Beja), o presidente da autarquia aljustrelense, José Godinho, disse que "os workshops não se dirigem apenas às pessoas de Aljustrel, estão abertos a quem neles quiser participar, aliás, o JazzMin tem tido sempre uma boa participação de pessoas de outros concelhos".

Mais informações sobre o Jazzmin em http://www.mun-aljustrel.pt/eventos/eventos.asp?id=74.

Publicado por António Branco às 06:51 AM | Comentários (0) | TrackBack

março 25, 2007

URI CAINE ENSEMBLE HOJE NA CASA DA MÚSICA

Uri Caine
Uri Caine

O quinteto do pianista norte-americano Uri Caine apresenta-se esta noite (22h00), na Sala Suggia da Casa da Música (Porto). A formação completa-se com Joyce Hammann (violino), Michael Formanek (baixo), Ralph Alessi (trompete), Chris Speed (clarinete) e Jim Black (bateria, percussão).

"Na sequência do recente lançamento do seu novo álbum, Uri Caine apresenta na Casa da Música mais uma incursão do Jazz no repertório clássico, desta vez abordando algumas das composições mais conhecidas de W. A. Mozart. O percurso deste pianista natural de Filadélfia tem sido fortemente marcado pela exposição - em palco e em disco - de algumas das suas influências: desde as homenagens a pianistas históricos do Jazz, passando pelas origens da canção americana ou, noutro extremo, pelo funk e pelos pianos eléctricos, e assumindo o seu interesse pelo repertório clássico em variadas gravações e concertos. Depois de Mahler, Wagner, Schumann, Beethoven e Bach, cujas composições procurou recriar em gravações premiadas, volta-se agora para o classicismo vienense de Mozart, manipulando, re-arranjando e improvisando sobre as partituras. Os músicos que se apresentam com Uri Caine são cúmplices assumidos, agora como em Ensembles anteriores do pianista, neste processo de criação de um novo universo musical baseado na obra de grandes vultos da música clássica." (texto da organização)

Publicado por António Branco às 10:50 AM | Comentários (0) | TrackBack

JOSÉ DUARTE NA RÁDIO

Na emissão de hoje do programa "A Menina Dança?", será a vez de escutarmos Frank Sinatra, King Sisters, Four Lads, Doris Day, Al Jolson, Peggy Lee, Judy Garland, Julie London, Pointer Sisters, 'Fats' Domino,
Nelson Eddy + Jeanette McDonald, Linda Lawson, Dick Haymes + Helen Forrest.

A Menina Dança? é um programa da autoria de José Duarte, que vai para o ar na RDP - Antena 1, aos domingos - às 00h07.

Já nas emissões desta semana do programa "Cinco Minutos de Jazz", vai estar em destaque o disco The Julius Hemphill Sextet Live in Lisbon (de segunda, 26, a sexta, 30).
Cinco Minutos de Jazz é um programa que vai para o ar na RDP - Antena 1, de segunda a sexta - 17h53 e 22h53.

No programa "Jazz com Brancas" será a vez de escutarmos McCoy Tyner (segunda, 26), 'Conference of the Birds' e Eddie Condon (terça, 27), Edie Condon (quarta, 28), Sam Rivers e Bird and Diz (quinta, 29) e Bird and Diz e Oscar Peterson (sexta, 30). Jazz com Brancas é um programa que vai para o ar na RDP - Antena 2, de segunda a sexta - entre as 20h04 e as 21h00.

Na região de Beja, a RDP - Antena 1 pode ser escutada em 87.7 FM (em Mértola 90.9 FM). A RDP - Antena 2 pode ser escutada em 91.1 FM (em Mértola 92.2 FM).

Publicado por António Branco às 08:44 AM | Comentários (0) | TrackBack

março 24, 2007

ADRIANA MIKI 4 TET NO BE JAZZ CAFÉ

Logo mais, pelas, 23h00, no Be Jazz Café (Edifício da Escola de Jazz do Barreiro, Rua Salvador Correia de Sá, nº6, Barreiro), concreto com o quarteto da cantora Adriana Miki, com Gabriel Godoi (violão de 7 cordas), João Santos (guitarra) e Sérgio Crestana (baixo).

"Adriana Miki interpreta, com a sua voz singular, um repertório marcado pela diversidade. Sua interpretação passa pelos clássicos da bossa nova , standards do jazz , standards da música francesa, etc... Um repertório multicultural pincelado pela suavidade dos arranjos e de sua interpretação.Adriana Miki já se apresentou em vários palcos do país: Douro Jazz Festival, Rota Jazz de Trofa, Lisboa Mistura (Com Mário Delgado, Alexandre Frazão, Nelson Cascais, Nancy Vieira, Cool Hipnoise e direcção de Carlos Martins), Onda Jazz, Be Jazz Club (da Escola de Jazz do Barreiro), Bflat Jazz Club, Casa das Artes de Famalicão , Casino Estoril, etc. " (texto da organização)

Publicado por António Branco às 08:42 AM | Comentários (0) | TrackBack

UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de hoje de "Um Toque de Jazz" - Recordações de 2006 (4) - "Modinha" (Marc Copland-Gary Peacock-Bill Stewart); "Rue de Seine" (Martial Solal-Dave Douglas); "The Blue Guitar" (Mary LaRose); "Garden of Eden" (Paul Motian).

Amanhã haverá Concertos Europeus (3) – A Metropole Orchestra (Holanda), sob a direcção de Vince Mendoza com o convidado especial Bob Malach (piano). Gravação de um concerto realizado em 20 de Maio de 2006, cedida pela Eurorádio.

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM, e Mértola 92.2 FM)).

Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

Publicado por António Branco às 08:36 AM | Comentários (0) | TrackBack

março 23, 2007

JOSÉ VALENTE NO CARNEGIE HALL

O violetista português José Valente tocou na passada segunda-feira, 19 de Março, no Carnegie Hall, em Nova Iorque, num ensemble liderado pelo saxofonista Paquito d'Rivera.

Não é todos os dias que um português tem oportunidade para tocar numa das mais emblemáticas salas de concerto de todo o mundo...

A este propósito o Carnegie Hall escreveu um artigo sobre o músico português, e sobre o facto de tocar jazz com a viola d'arco, disponível em http://www.carnegiehall.org/article/newsletter/art_newsletter_07030602.html

Para saber mais sobre José Valente, pode consultar uma curta biografia (apresentada pelo Canegie Hall) em:
http://www.carnegiehall.org/article/box_office/events/evt_9599_ma.html?selecteddate=03192007#20.

Publicado por António Branco às 05:56 PM | Comentários (0) | TrackBack

WORKSHOP NA ESCOLA DE JAZZ DO BARREIRO

A Escola de Jazz do Barreiro organiza amanhã um "Workshop de Arranjos e Composição", com Tom Stein.

O workshop realizar-se-á pelas 16h00, e terá a duração de 2 horas.

O valor da inscrição é de € 10 (pagos antes do início da sessão).

"Tom Stein, construiu as suas primeiras raízes musicais na época da Guerra do Vietname, na chamada Flower Power Generation. Começa a tocar guitarra aos 16 anos e decide seguir carreira de músico. Viaja pela Europa com 17 anos onde participou em vários festivais, mas é na Holanda que tem os primeiros contactos com a música Jazz, levando-o a regressar aos E.U.A. para estudar Jazz no Berklee College of Music. Actualmente divide o seu tempo entre Boston e Nova Iorque onde actua e é professor. (texto da organização)

Publicado por António Branco às 11:48 AM | Comentários (0) | TrackBack

JAZZ NO SERVARTES

Sofia Ribeiro

Hoje à noite (23h00), concerto no Servartes - Espaço de Intervenção Cultural (rua da Constituição, nº 2105 r/c, Porto) com o quarteto da cantora Sofia Ribeiro e do contrabaixista Gui Duvignau, que se completa com João Salcedo (piano) e Marcos Cavaleiro (bateria).

"Sofia Ribeiro apresenta-nos um novo e aliciante projecto com o contrabaixista e compositor Gui Duvignau, licenciado em composição pela Berklee College of Music (Boston). Os dois iniciaram a sua colaboração musical em Boston e contam agora com a participação de João Salcedo no piano e Marcos Cavaleiro na bateria. O grupo interpreta originais, assim como arranjos pessoais de temas diversos, passando por Zeca Afonso, Erykah Badu e Betty Carter." (texto da organização)

Publicado por António Branco às 07:41 AM | Comentários (0) | TrackBack

MIGUEL MARTINS TRIO EM OLHÃO

Miguel Martins
Miguel Martins

Hoje e amanhã, o Cantaloupe-Bar, nos Mercados de Olhão, recebe, pelas 22h30, concertos com trio do guitarrista Miguel Martins, acompanhado por Renato Madeira (contrabaixo) e Ben Heinz (bateria).

"Miguel Martins nasceu em Faro em 1976. Em 1995 começou a tocar jazz profissionalmente com destaque para a sua longa participação na Big Band Jazz na Filarmónica dirigida pelo contrabaixista Zé Eduardo com o qual estudou as bases da improvisação e harmonia. Estudou guitarra com Riky Sabatés (ESP), Mário Delgado, Jonathan Kreiserberg(USA), e Phillipe Caterine(BEL). Participou em diversos Workshops com músicos como Frank Tiberi ou John Nugent, Doug Weis, Nguyen Lê entre outros. Em 1998 forma um quinteto como líder compositor intitulado Portujazz. No campo pedagógico é licenciado em Educação Musical, em 2000 lecciona a disciplina de guitarra na Escola de jazz do Barreiro e actualmente na Escola de jazz de Torres Vedras.Em 2006 realizou o workshop "Oficina Horta Jazz" nos Açores(Faial). Miguel Martins tem actuado em vários Festivais de jazz nacionais e internacionais tais como: Festival de Sevilha (ESP), Festival de Punta Umbria (ESP), Festival internacional de Loulé, Festival internacional de Faro, Festival de Vila Real (douro jazz), Festival Lagos jazz, Festival do Sodueste, Festival Paredes de Coura (jazz na relva), foi convidado pela Faro capital nacional da cultura 2005 para participar como solista convidado na Orquestra Jazz de Lagos OJL, Portalegre jazz Fest, TorresVedras Jazz Fest, "concert Hall's" em Loulé, Figueiró dos Vinhos, Beja,Horta, entre várias actuações nos principais clubes de jazz nacionais. Ao longo do seu percurso tocou com músicos nacionais e internacionais como: Zé Eduardo, António Mesa(ESP), Carlos Barretto, Antonio Ciaca (ITA), Markku Ounaskari (Filândia), Pedro Madaleno, André Sousa Machado, Nelson Cascais, Marco Franco, Laurent Filipe, José Salgueiro, Mário Franco, Paulo Bandeira etc.". (texto da organização).

Publicado por António Branco às 07:38 AM | Comentários (0) | TrackBack

JAZZ NO CONTRABAIXO BAR

André Fernandes na Contrabaixo bar

Esta noite, a partir das 22h30, concerto no Contrabaixo Bar (Praia de Mira), com André Fernandes (guitarra), Ana Araújo (piano), Nelson Cascais (Contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria).

Publicado por António Branco às 07:33 AM | Comentários (0) | TrackBack

março 22, 2007

WISHFUL THINKING NO HOT

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Wishful Thinking (© Hernâni Faustino, retirada de jazzearredores.blogspot.com)

Hoje, amanhã e sábado (23h00), no Hot Clube de Portugal (praça da Alegria, 39, cave, Lisboa), tocam os Wishful Thinking (com disco na Clean Feed)- Alípio C. Neto (saxofone tenor), Johannes Krieger (trompete), Alex Maguire (piano), Ricardo Freitas (baixo eléctrico) e Rui Gonçalves (bateria).

A não perder!

Publicado por António Branco às 07:52 AM | Comentários (0) | TrackBack

ENTREVISTA - AFONSO PAIS

Afonso Pais
Afonso Pais

Afonso Pais é um dos mais talentosos músicos nacionais da nova geração. Prestes a editar “Subsequências”, o seu segundo disco com líder, falou ao Improvisos Ao Sul sobre as principais etapas do seu percurso e dá-nos a conhecer a sua visão sobre o actual panorama do jazz em Portugal.

O interesse pela música chegou bem cedo à sua vida. Quer falar-nos um pouco sobre esses primeiros tempos?
Tendo tido acesso ao piano em casa dos meus pais, o som foi provavelmente a minha primeira curiosidade, a qual me iniciou na busca por notas. Da procura de correspondências entre os sons que ouvia e as notas que os “revelavam” surgiu um primeiro encontro com o estímulo auditivo. A descoberta de que podia recombinar notas, integrar outras estranhas ou simplesmente saber como produzir melodias imaginando o teclado, deixou-me irremediavelmente preso à música.

Começou pelo piano, e só depois optou pela guitarra. Por alguma razão especial?
Abordei a guitarra quando finalmente entendi que “o tema” que qualquer guitarrista expõe de cada vez que decide pegar no instrumento não é uma música, mas sim a afinação do mesmo. Só me dei conta relativamente tarde...

Quando, em 1995, ingressou na Escola de Jazz do Hot já demonstrava um grande domínio do instrumento e uma musicalidade bastante desenvolvida. Qual foi a fórmula, para tão novo, exibir essa maturidade?
Para o meu imaginário criativo contribuíram todas as influências musicais (e não tanto) com as quais tive contacto, voluntária ou involuntáriamente. Já no que toca ao domínio técnico do instrumento, talvez porque para mim a aprendizagem da música se processe irremediavelmente do intuír para o racionalizar, nunca tive um mapa detalhado sobre o qual pudesse traçar um caminho metódico e seguramente viável rumo ao destino. Por outro lado, descobrir soluções técnicas de concretização para ideias que tenha, leva-me a outras ideias que me mostram outros caminhos técnicos a percorrer. Resumidamente, aguardo sempre que a ideia musical dite a técnica a desenvolver, nunca o contrário.

Como foi a passagem pela Escola do Hot, enquanto aluno?
No Hot Escola, e ao longo de dois anos de frequência, fui introduzido a duas facetas que me parecem ser essenciais no que respeita ao caminho do músico improvisador: o bom ouvinte e o praticante incurável. Praticante da música, em qualquer das suas vertentes, incapaz de estar afastado de um instrumento por mais de uns dias, sob pena de uma depressão. Quanto ao bom ouvinte, na vertente do consumidor as coisas mudaram muito desde então, faço parte da geração dos orgulhosos proprietários de exemplares originais de CD’s, e até à data invisto e afeiçoo-me a cada um dos títulos da minha colecção.

Participou num encontro anual da IASJ, em Siena, Itália. Como foi estar ao lado de talentosos jovens músicos de todo o mundo?
Foi verdadeiramente um quatro em um, aprendi no encontro da IASJ que o Jazz não tem iluminados, tal como não tem geografia, mas sim alunos mais ou menos trabalhadores, com uma paixão a condizer. Foi um “choque” encorajador para mim presenciar tanta competência e variedade. Durante o evento, sem saber, fui seleccionado para integrar uma Big Band Europeia, EJYO, em que participei no ano seguínte (1998). Na semana subsequente ao meeting fiz os meus primeiros gig’s de Jazz fora de Portugal, em Umbria. Aí assegurei, no contexto de um workshop da Berklee, uma bolsa de estudos que me permitiria ír para os Estados Unidos.

Ganhou uma bolsa completa para estudar em Boston (na Berklee College of Music) mas optou por ir para a New School, em NY, onde se licenciou. Como foi esta experiência?
Fui para N.Y. com 18 anos, sem noção do que me esperava, sem maturidade para verdadeiramente saber como lidar com tanta novidade. Creio que esse facto tornou a estada mais preenchida de surpresas, boas e más, mas não tenho dúvidas de que essa inconsequência trouxe experiências que de outra forma não teria tido, tal como Jam Sessions diáriamente até às 6h da manhã, com aulas às 10h na New School. Foi um periodo em que trabalhei muito, contactei com alguns dos músicos que sempre admirei, moldei a minha auto-disciplina. Voltei a N.Y. para uma segunda temporada de 3 anos, desta feita com o objectivo de tocar e fazer contactos, e cumprido o proposto dei comigo numa rotina de actuações onde por regra o conteúdo artístico era secundário, os cachets insuficientes para sustentar os gastos...

Quais são as suas referências fundamentais (guitarristas, mas não só)?
Como são demais para enumerar, vou contextualizar só alguns: Herbie Hancock, final dos 60’s (“The Prisioner”), Thelonious Monk (at Carnegie Hall), Kevin Hays (Open Range), Jim Hall (“Undercurrent”), Wes Montgomery (“Smokin’ at the Half Note), Peter Bernstein (“As One”, de Larry Goldings), John Scofield (Meant to be), Gracham Moncur III (Evolution), Joe Henderson (Power to the people), Wayne Shorter (Native Dancer), Miles Davis (Water Babies), Terence Blanchard (Discernment), Tom Jobim (Matita Perê), Edu Lobo (Cantiga do Longe), Hermeto Pascoal (Festa dos Deuses), Chico Buarque (Construção), Béla Bartók (Concerto for Orchestra), algum Sérgio Godinho, Vitorino ou José Mario Branco.

É hoje docente da Escola do Hot. Quais as principais mensagens que procura transmitir aos seus alunos?
Para além do Hot lecciono na JBJazz, ESMAE (no Porto), e ocasionalmente no Conservatório de Música da Madeira. Dediquei semanalmente duas tardes ao ensino, e sou um professor realizado quando o aluno atinge um patamar em que é capaz de esboçar o seu próprio “auto-retrato”, lidando com as suas limitações, transformando-as em traços da sua personalidade musical.

Em sua opinião, a que se ficará a dever o facto de em Portugal terem surgido, nos últimos anos, tantos guitarristas de óptimo nível e com estilos próprios? Em sua opinião, porque não se passa o mesmo em relação a outros instrumentos?
Nos últimos anos surgiram muitos músicos novos, alguns deles com projectos muito interessantes e uma dinâmica própria de quem tem uma confiança forte naquilo que está a oferecer. Creio que o facto de a maioria percentual destes lideres tocar guitarra não é um acaso, mas sim uma estatística mundialmente comprovada, como revela o número esmagador de guitarristas inscritos nas escolas de Jazz pelo mundo fora. Numa altura em que, em Portugal, praticamente todos os “novos” guitarristas têm ideias maturadas e vontade de apresentar a sua música, há inevitávelmente uma confluência de informação, a par dela um estímulo à creatividade e individualismo, como contrapeso.

Para quando o sucessor de "Terranova"? Já sabe como vai ser? E em que pé está o projecto "Subsequências", com Edu Lobo?
“Subsequências”, em Trio com Carlos Barretto e Alexandre Frazão, com a voz do convidado especial Edu Lobo, será editado no primeiro trimestre de 2007. Tal como o nome indica, representa um trabalho só possível na continuidade de “Terranova”. Creio que em muitos pontos é mais representativo da minha paixão pelo improviso, e julgo revelar um enredo de composições mais maduras, de audição simples e interiorização involuntária. O contributo do cant’autor Edu Lobo foi fundamental para o universo que pretendo ilustrar: A combinação do formato “canção sofisticada” vista da perspectiva do músico improvisador, e o universo do Jazz.

Como se classifica enquanto compositor? Esteticamente, onde se filia a sua escrita?
A música que idealizo é desde logo, e em simultâneo, uma consequência e antevisão do meu imaginário enquanto improvisador. A cada tema que componho tento conferir uma característica única, um conceito que o identifique e diferencie dos demais. Por essa razão muitos dos temas acabam por ser “tubos de ensaio” que me encaminham para outros, e dessa forma só uma fracção do resultado criativo chega ao repertório de disco, ou de concerto. São estes temas escolhidos que eventualmente representam a linguagem com que me expressarei, como improvisador.

Como analisa o actual panorama do jazz em Portugal (músicos, discos, editoras, etc.) e como prevê que o mesmo evolua nos próximos anos
Para a geração de músicos de que faço parte o momento não é particularmente favorável. A produção artística ultrapassa largamente a absorção do mercado, tanto pela crónica falta de interesse ao nível da programação de festivais de Jazz, como pelo espirito quase nulo de aposta por parte das editoras, passando por um conservadorismo suspeito no que toca à coexistência de gerações (musicais e/ou etárias) no mercado de trabalho, salvo excepções. Parece-me essencial que haja um reconhecimento das mais valias, e que o catalogar de “músico talentoso”, ou “geração com potencial”, se converta numa apreciação séria, só assim poderá haver uma evolução saudável e natural do panorama. Nos últimos anos o Jazz nacional deu provas do seu valor, com trabalhos dos mais variados estilos, liderados pelos mais variados músicos: Joana Machado, com quem trabalho proximamente desde 2001, Jorge Reis, Nelson Cascais ou Marco Franco são apenas alguns exemplos, a par dos meus colegas de instrumento que muito admiro, e cujos trabalhos sigo atentamente. É inevitável que lentamente a situação melhore, vejo que há uma receptividade crescente por parte dos ouvintes, casuais ou aficcionados, só falta mesmo uma estrutura empenhada em levar esta música ao público de uma forma eficaz.

Publicado por António Branco às 06:03 AM | Comentários (0) | TrackBack

março 21, 2007

IN LOKO HOJE NO ONDA JAZZ

In Loko
In Loko

Esta noite (23h00) no Onda Jazz, (ao Campo da Cebolas, em Lisboa) apresenta-se o super-grup In Loko, liderado pelo contrabaixista e compositor Carlos Barretto. Dele fazem ainda parte Mário Delgado (guitarra eléctrica + efeitos electrónicos), José Salgueiro (bateria/percussões), João Moreira (trompete + efeitos electrónicos), Bernardo Sassetti (piano, Fender Rhodes + efeitos ) e Hugo Menezes (percussionista convidado)

O projecto é apresentado como sendo de cariz universalista que pretende aglomerar as estéticas do jazz,do rock e da electrónica num diálogo transgressor e (ao mesmo tempo) consensual.

"A arquitectura dos ritmos e "groove" de batida pujante, é contaminada por sonoridades abstractas e improvisação colectiva, criando matéria aparentemente caótica mas orgânica, conduzindo a viagem a bom porto. De Jimmy Hendrix a Stockausen, tudo é permitido. Carlos Barretto inspirou-se em conceitos estéticos de dois dos mais consagrados génios da arte do séc. XX- Picasso e Miles Davis(no seu período eléctrico dos anos 70): ambos declararam que a criação artística não deve excluir os incultos e os leigos, antes pelo contrário, devemos partir de algo que seja suficientemente acessível ao comum dos mortais, dar-lhes referências que os ajudem a situar-se (no seu limitado conforto), conduzindo-os a fazer uma viagem a partir de elementos formais que já conhece, em direcção ao desconhecido, ao novo, à criação em estado puro."

Publicado por António Branco às 07:53 AM | Comentários (0) | TrackBack

NEW JAZZ FROM LISBON NO MUSIC BOX

New Jazz from Lisbon

As quartas-feiras no MusicBox (rua Nova do Carvalho, 24, Lisboa) são noites dedicadas ao New Jazz from Lisbon. Com início em Janeiro, propõe a divulgação de projectos na área do jazz apresentando diferentes formas de abordagem desta estética musical. A partir do mês de Abril, a rubrica que até agora tem tido uma periodicidade quinzenal passa a ser semanal.

Hoje (23h00), subirão ao palco Vítor Rua (guitarra eléctrica de 8 cordas), Marco Franco (bateria e electrónicas), Flak (guitarra eléctrica) e Cláudia (voz), num projecto ao qual deram o nome de Sweet Violence.

Depois haverá um DJ Set com Cortez (02h00).

Mais informações em: www.musicboxlisboa.com.

Publicado por António Branco às 06:13 AM | Comentários (0) | TrackBack

março 20, 2007

IMPROVISAÇÕES NA TREM AZUL

Dilar Pereira expõe na Trem Azull Jazz Store

Até 31 de Março está patente na Trem Azul Jazz Store (rua do Alecrim, 21A, ao Cais do Sodré, em Lisboa) está patente uma exposição - intitulada "Improvisações" - de trabalhos de colagem da artista plástica Dilar Pereira.

"Improvisações reúne um conjunto de obras recentes, que procedem da aplicação técnica da colagem. Estas obras manifestam uma intrínseca relação com o jazz, cujos músicos, temáticas, sincronias e desconstruções, serviram de inspiração a cada um dos trabalhos. As colagens surgem como práticas de improvisação plástica, imbricações de found papers que rodeiam a vida quotidiana e que, geralmente, acabam por ter uma existência efémera. Cada obra é um impulso dinâmico do acto de rasgar, seleccionar e voltar a compôr. O resultado plástico é uma combinação espontânea de formas, cores, palavras, texturas, equilibrios, diálogos, tensões e confrontos, que se estabelecem entre os papéis encontrados, que acabam por adquirir novas significações." (Dilar Pereira) (http://dailycollageproject.blogspot.com)

Publicado por António Branco às 07:54 AM | Comentários (0) | TrackBack

XXVI ESTORIL JAZZ - JAZZ NUM DIA DE VERÃO 2007

XXVI Estoril Jazz - Jazz Num Dia de Verão 2007

Publicado por António Branco às 07:32 AM | Comentários (0) | TrackBack

março 19, 2007

BLOGUE CLEAN FEED

Blogue Clean Feed

No sentido de facilitar a divulgação das suas novidades editorias, a Clean Feed criou um blogue que pode ser visitado em http://cleanfeed.wordpress.com/.

Publicado por António Branco às 07:31 AM | Comentários (0) | TrackBack

À DESCOBERTA DO JAZZ NA GULBENKIAN

à Descoberta do Jazz na Gulbenkian

Quando, como e porque é que nasceu o jazz? Quais a principais diferenças entre a música erudita e o jazz e quais as ligações entre ambos? Vem descobrir as origens, o crescimento e a multiplicidade de cruzamentos que o jazz evoca. Vem ouvir, improvisar e cantar um pouco de jazz.

Para responder a estas e a outras questões, a Fundação Calouste Gulbenkian organiza a oficina/ concerto de exploração e criatividade musical - "À Descoberta do Jazz", destinada a crianças entre os 6 e os 12 anos, concebida e orientada por João Falcato, que decorrerá entre hoje e 31 de Março na sede da Fundação (Av. Berna, 45A, em Lisboa, às 10h00 a 19 e 20 de Março às 15h00). O custo de participação é de € 5.

No Mundo do Jazz

Também de 26 a 31 de Março (em horários diversos, ver aqui), decorrerá o Concerto Encenado "No Mundo do Jazz", com direcção musical de Filipe Melo (destinado a crianças entre os 5 e os 13 anos).
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"Cinco amigos, um bar na cidade de Chicago. Todos eles se encontram no seu bar favorito a fazer grandes planos para o futuro. Acabaram de chegar à cidade e não sabem o que fazer para ganhar a vida. Depois de muitas indecisões e confusões, e como a única coisa que verdadeiramente sabem fazer é música, acabam por criar uma banda, que tornará esse bar famoso pelas suas fantásticas actuações, contagiando de forma irresistível todo o público que lá se dirige para os ver a actuar. Este cinco amigos tiverem percursos e aprendizagens muito diversas, mas têm todos uma paixão comum - o jazz! Quais as origens do jazz? Como é que o jazz funciona? Grandes compositores eruditos foram, ao longo do século XX, de uma forma mais ou menos decisiva influenciados pelo jazz, criando pontes entre estes dois mundos como Ravel e Stravinsky, ou George Gershwin e Bernstein. Na verdade com o correr dos tempos e com a sua natural evolução, o jazz e a música erudita, entrecruzam-se cada vez mais e influenciam-se mutuamente. Vem daí conhecer a história destes cinco músicos, e ouvir as particularidades e alguns dos grandes temas do jazz, evocando a música de Louis Armstrong, Duke Ellington, Cole Porter, George Gershwin, Thelonious Monk, John Coltrane, Miles Davies, entre outros".

Para mais informações sobre estas actividades, contactar:

Fundação Calouste Gulbenkian
Serviço de Música - Projecto Educativo
Avenida de Berna, 45-A, 1067-001 Lisboa
Tel: 21 782 3000
Fax: 21 782 3041

Publicado por António Branco às 05:38 AM | Comentários (0) | TrackBack

março 18, 2007

forUard III ARRANCA HOJE

forUard III

Arranca hoje o festivall forUard III, organizado pela Trem Azul.

A grande aposta da edição deste ano vai para o disco do quarteto 4 Corners, que tem a particularidade de juntar dois americanos (Ken Vandermark e Adam Lane) e dois europeus (o sueco Magnus Broo e o norueguês Paal Nilssen-Love) num exemplo de que se podem estabelecer óptimas relações musicais entre os dois lados do Atlântico.

O programa completo do forUard III é o seguinte:

Hoje (domingo; 18h30; Trem Azul Jazz Store)
Carlos Zíngaro / Ken Vandermark
Carlos Zíngaro (violino) e Ken Vandermark (clarinetes, saxofone barítono)

"Ken Vandermark pode ter escolhido um violoncelista, Fred Lonberg-Holm, para substituir o trombonista Jeb Bishop nos seus Vandermark 5, mas o único violino que já ouvimos a tocar consigo foi o de Phil Wachsmann, num projecto chamado CINC por ambos partilhado com Paul Lytton. Da parte de Carlos “Zíngaro”, é conhecida a sua relutância em trabalhar com saxofonistas, mas quando tal aconteceu – com Daunik Lazro, Evan Parker, Steve Lacy, Mats Gustafsson e John Butcher, sobretudo – o entrosamento foi muito especial. As reservas do músico português têm que ver com o facto de o saxofone estar à partida muito conotado como o instrumento-tipo do jazz, mas o certo é que aquilo que faz com o violino, e isso nota-se no corpo das notas que dele arranca e nas respirações dos seus fraseados, tem mais os clarinetes como referência do que propriamente outros violinistas. Ora, Vandermark é também um dos mais interessantes clarinetistas da actualidade, pelo que o comum gosto destes dois homens pel as sonoridades da madeira só contribuirá para os aproximar. Temos aqui, pois, uma estreia absoluta para estes exímios improvisadores, e importante porque emendará a injustiça de nunca terem antes tido a oportunidade de tocar juntos. Para todos os efeitos, alguns dos parceiros de Ken Vandermark, passados e presentes, tocaram também com o violinista de Lisboa, casos por exemplo de Lonberg-Holm, Gustafsson, Peter Brotzmann, Hamid Drake, Peter Kowald e Axel Dorner. Com tal contexto, o encontro que assim se proporciona tem todas as condições para vir a ser uma ocasião histórica, com resultados imprevisíveis mas que, com certeza, serão de elevada qualidade." (texto da organização)

Amanhã (segunda-feira; 21h00; CCB - Pequeno Auditório)
4 Corners - Magnus Broo/Adam Lane/Paal Nilssen-Love/Ken Vandermark
Magnus Broo (trompete), Ken Vandermark (clarinetes, saxofone barítono), Adam Lane (contrabaixo) e Paal Nilssen-Love (bateria)

"Não obstante todas as diferenças que os individualizam, Ken Vandermark e Adam Lane têm um ponto em comum: são ambos grandes ouvintes das músicas dos outros, as do seu (deles) tempo, as de antes do seu tempo e inclusive aquelas que parecem não ter qualquer familiaridade com as opções estéticas que vêm abraçando e com a tipologia musical em que firmaram o seu nome, o jazz. Stockhausen, Black Sabbath, Funkadelic, The Ex, Lee “Scratch” Perry e Morton Feldman são referências tão importantes para o que fazem quanto Duke Ellington, John Coltrane, Sun Ra ou Charles Mingus. Essa particularidade pessoal de que um e outro dão mostras está exponenciada no quarteto que formaram com Magnus Broo e Paal Nilssen-Love, e se o modelo perseguido com as combinatórias a que procedem entre composição e improvisação, Vandermark e Lane dividindo autorias, é declaradamente o do free jazz, a música que tocam está grávida de outros sons e modos de fazer, como os do hard bop e da chamada “música improvisada europeia”, com uma geral disseminação de elementos e técnicas da “new music” norte-americana e da clássica contemporânea do Velho Continente e com a energia interna do rock, o que quer dizer que tanto podem ser geométricos e complexos nas construções que apresentam, como cingir-se à simples eficácia do “riff” e de uma grelha rítmica que tem como propósito a agitação dos corpos, muitas vezes no mesmo tema. É, de resto, o jogo assim proporcionado – além, obviamente, das invulgares capacidades instrumentais dos músicos envolvidos – o que mais atrai nas propostas de sta formação que se estreou em Coimbra no último Verão e tem o primeiro disco a sair no início de 2007: a uma vertente cerebral e intelectualizada corresponde outra que investe tudo na espontaneidade, na intuição e na força expressiva, seja esta literal e de grande impacto (aquele impacto que faz com que a assistência salte das cadeiras com entusiasmo) ou adquirindo contornos mais subtis, por exemplo os de uma melodia que entra no ouvido e fica a ecoar na cabeça até muito depois do concerto, característica que alguns dizem ser exclusiva da pop mas, decididamente, não é. Quando se fala da “cena de Chicago”, uma das principais frentes do jazz que se pratica nos EUA, o primeiro nome que vem à mente é o de Ken Vandermark. Líder ou mentor de uma boa quantidade de grupos com actividade regular (Vandermark 5, Territory Band, Spaceways Inc, Tripleplay, etc.) e senhor de uma longa discografia, reconhece-se nele o legado da AACM, a associação local que se tornou num dos motores da New Thing nas décadas de 1960 e 70, bem como o da ilustre linhagem do saxofone tenor (Coleman Hawkins, Ben Webster, Lester Young...), apesar de dar atenção também a outros instrumentos, designadamente o saxofone barítono, o clarinete em si bemol e o clarinete baixo. Se Vandermark é um consagrado, tendo recebido o Genius Grant da MacArthur Foundation com que também John Zorn foi galardoado, Adam Lane é uma figura em rápida ascensão na Big Apple, hoje já apontado como um valor seguro da nova geração. Depois de ter estudado com Anthony Braxton e Wadada Leo Smith e de ter estagi ado com músicos da primeira linha como John Tchicai, Paul Smoker e Barry Altschull, especializou-se no formato “big band” com a sua Full Throttle Orchestra, um laboratório vivo que lhe permite aprofundar inovadores conceitos de escrita e de arranjo, e ao mesmo tempo desenvolver um estilo muito pessoal no contrabaixo. Ao lado dos americanos encontramos dois europeus em grande destaque no caldeirão nórdico do jazz. O trompetista sueco Magnus Broo tem inoculado a alma do hard bop na contemporaneidade do jazz, e os seus feitos no Fredrik Nordstrom Quintet e nos mais internacionais Atomic levaram Peter Brotzmann a alistá-lo no seu Tentet, um ensemble pretendidamente “all star”. Quanto ao norueguês Paal Nilssen-Love, a unanimidade da crítica atesta a importância que este dotado baterista conquistou, seja em contexto punk-jazz com os The Thing de Mats Gustafsson, no hendrixiano, mas abstracto e experimental, Scorch Trio ou como “sideman” de Ken Vandermark em combos mais próximos da natureza histórica do jazz ou no duo com que enobrecem a tradição anunciada por Coltrane e Rashied Ali em “Interstellar Space”. O que os ouvimos fazer prova que a “fire music” é finalmente universal. O rastilho pegou fogo; agora, é ver as plateias a arder..." (texto da organização)

Terça-feira; 20h00; Trem Azul Jazz Store
Wishful Thinking
Alípio C Neto (saxofone tenor), Johannes Krieger (trompete), Alex Maguire (piano), Ricardo Freitas (baixo eléctrico) e Rui Gonçalves (bateria)

"Os Wishful Thinking são precisamente aquilo que prometem com o nome, uma máquina desejante. É com as realidades da música que trabalham, por vezes escavando mesmo fundo na tradição do jazz (sabe-o quem já ouviu o pianista Alex Maguire tocar em jeito de “stride”), mas o que projectam dessas, digamos, “constatações de facto” tem sempre acrescentada uma componente de idealização, de sonho ou mesmo de utopia. Não só baralham de novo as cartas do jogo que têm na mão como inventam novas regras. O formato base deste grupo formado pelo pernambucano tornado alfacinha Alípio Carvalho Neto pode ser o hard bop, mas tem vertentes que não se coadunam com os postulados deste, e se a presença da composição, sugestiva ao ouvido mas tecnicamente difícil, é aquela que seria de suspeitar devido ao estilo adoptado e ao facto de os músicos que o integram serem também compositores, nem por isso a improvisação está mais circunscrita, e esta sabe quando pode e deve libertar-se. Os Wishful Thinking sã o, portanto, aquilo que aparentam ser e aquilo que vão revelando quando começam a retirar as camadas exteriores da cebola que é a sua música. A presença de um baixo eléctrico (atenção a Ricardo Freitas, um valor em plena ascensão na cena nacional!) torna-se algo desconcertante, mas tem tudo que ver com o “trompe l’oreille” do projecto. O “mainstream” ganhou uma ala “esquerdista” e nela militam Neto, Maguire, Krieger, Freitas e Gonçalves, fabricantes do futuro com as ferramentas do passado." (texto da organização)

Os bilhetes custam € 10,00 (hoje), € 15,00 (amanhã) e € 5,00 (terça-feira).

Mais informações em www.tremazul.com.

Publicado por António Branco às 11:08 AM | Comentários (1) | TrackBack

JOSÉ DUARTE NA RÁDIO

Na emissão de hoje do programa "A Menina Dança?", será a vez de escutarmos Frank Sinatra, e a música que se ouvia na Casa Branca nos tempos dos Kennedy.
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A Menina Dança? é um programa da autoria de José Duarte, que vai para o ar na RDP - Antena 1, aos domingos - às 00h07.

Já nas emissões desta semana do programa "Cinco Minutos de Jazz", vão estar em destaque De "Trem Azul" - Bernardo Sassetti (segunda, 19), De "Trem Azul" - Russ Lossing / Matt Maneri / Mark Dresser (terça, 20), Adriana - "Às vezes" (quarta, 21), De "Trem Azul" - Ethon Winogrand (quinta, 22) e De "Trem Azul" - Dennis Gonzalez / Chris Parker / Alvin Fielder (sexta, 23).
Cinco Minutos de Jazz é um programa que vai para o ar na RDP - Antena 1, de segunda a sexta - 17h53 e 22h53.

No programa "Jazz com Brancas" será a vez de escutarmos Louis Armstrong plays W C Handy (segunda, 19), Charles 'Baron' Mingus (terça, 20), Benny Goodman (quarta, 21), Dave Brubeck (quinta, 22) e Nat King Cole (sexta, 23). Jazz com Brancas é um programa que vai para o ar na RDP - Antena 2, de segunda a sexta - entre as 20h04 e as 21h00.

Na região de Beja, a RDP - Antena 1 pode ser escutada em 87.7 FM (em Mértola 90.9 FM). A RDP - Antena 2 pode ser escutada em 91.1 FM (em Mértola 92.2 FM).

Publicado por António Branco às 07:06 AM | Comentários (0) | TrackBack

março 17, 2007

RODRIGO AMADO NA RÁDIO EUROPA-LISBOA

Rodrigo Amado
Rodrigo Amado

O programa “Discofonia”, da Rádio Europa Lisboa (90,4 FM), recebe hoje (19h05), amanhã (redifusão, 21h05) e segunda-feira (redifusão, 20h05) o saxofonista Rodrigo Amado, mentor dos Lisbon Improvisation Players, apaixonado pela fotografia e colaborador do jornal "Público". Recorde-se que Amado fundou a sua própria editora, a European Echoes, e lançou "Teatro", disco recente com o contrabaixista norte-americano Kent Kessler e o baterista norueguês Paal Nilssen-Love.

Emissão também disponível online em www.radioeuropa.fm ou através da powerbox da TV Cabo.

Publicado por António Branco às 05:26 PM | Comentários (0) | TrackBack

UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de hoje de "Um Toque de Jazz" - Recordações de 2006 (3) - "Streams of Expression" (jJoe Lovano); "Joys & Desires" (John Hollenbeck); "Quartet" (Larry Goldings); "Inventions – String Project" (Lee Konitz-Ohad Talmor) e "Awareness" (Luis Perdomo).

Amanhã haverá Concertos Europeus (3) – A Metropole Orchestra (Holanda), sob a direcção de Vince Mendoza com o convidado especial Jim Beard (piano). Gravação de um concerto realizado em 14 de Março de 2005, cedida pela Eurorádio.

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM, e Mértola 92.2 FM)).

Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

Publicado por António Branco às 08:35 AM | Comentários (0) | TrackBack

JAZZ NO ATENEU

Hoje, pelas 22h30, no Ateneu Café (rua das Portas de Santo Antão, 110, Lisboa) prossegue o Jazz no Ateneu", com o concerto dos Groove 4tet.

Publicado por António Branco às 07:03 AM | Comentários (0) | TrackBack

março 16, 2007

PORTUGAL JAZZ

Portugal

É esta manhã, pelas 11h00, apresentada na Sala Fernando Lopes Graça do Centro Cultural de Belém (CCB) a primeira edição do "Portugal Jazz – Festival Itinerante de Jazz" – uma iniciativa do JACC – Jazz ao Centro Clube, com o apoio do CCB. A apresentar este projecto estarão presentes o Presidente do JACC e director do projecto, Pedro Rocha Santos, o Delegado Regional da Cultura Centro, Prof. Doutor António Pedro Pita e o Director do Centro de Espectáculos do CCB, Dr. Miguel Leal Coelho.

Portugal Jazz é um festival itinerante que pretende chegar a todos os Municípios do Continente, compreendendo três valências fundamentais: a promoção, a divulgação e o ensino do Jazz. Segundo os seus responsáveis "pretende-se que a passagem deste Festival por cada Município seja satisfatória para aqueles que conhecem e apreciam o Jazz, consolide o crescente interesse dos jovens e do público em geral e desperte a curiosidade dos demais para a música, potenciando a apetência de novos públicos de forma decisiva e estruturante.".

Uma iniciativa que se espera venha a espevitar o interesse pelo jazz, em especial onde esta forma musical chega menos...

Mais informações sobre o Portugal Jazz em portugaljazz.org.

Publicado por António Branco às 08:52 AM | Comentários (3) | TrackBack

AAM CRIA CURSO DE JAZZ

Academia de Amadores de Música cria Curso de Jazz

Na sequência de uma longa tradição de qualidade e inovação no ensino da Música em Portugal a Academia de Amadores de Música acaba de criar o seu Curso de Jazz.

Nas palavras dos seus responsáveis, este curso pretende ser "não apenas mais um entre os vários cursos já em funcionamento no nosso país este é um projecto pedagógico coerente, alicerçado em sólidas bases pedagógicas e configurado tendo em vista os novos desafios que o ensino da Música, e do Jazz em especial, terão de enfrentar num futuro próximo".

Este curso é dirigido-se a todos aqueles que, fora do contexto da Música dita Clássica, querem adquirir as bases teóricas e práticas que lhes permitam quer o acesso à licenciatura quer o acesso directamente á vida profissional, este curso, com a duração de quatro anos, preparará músicos capazes e competentes em vários campos desde a Performance ao trabalho de Estúdio passando pela Composição e Arranjo.

O corpo docente deste Curso inclui um leque de professores de grande qualidade, empenho e larga experiência pedagógica, como Mário Delgado (guitarra e combo), Alexandre Frazão (bateria), Alexandre Diniz (piano e harmonia), José Menezes (saxofone e Combo) e Massimo Cavalli (contrabaixo e combo). Este grupo de músicos fará hoje, pelas 19h00, um concerto de apresentação do curso.

Para mais informações sobre este curso, contactar:

Academia de Amadores de Música
Rua Nova da Trindade, n.º18, 2º esquerdo 1200-303 Lisboa - Portugal
Telefone 21 342 50 22; Fax: 21 342 88 62; Telemovel: 93 8429153
E-mail : academiaam@clix.pt

Publicado por António Branco às 08:12 AM | Comentários (0) | TrackBack

CRICKET TOTEMS HOJE NA ZdB

Gianni Gebbia
Gianni Gebbia

Hoje, na Galeria Zé dos Bois (ao Bairro Alto, em Lisboa), concerto com o duo Cricket Totems, constituódp pelo saxofonista italiano Gianni Gebbia e o percussionista Marco Franco.

"Duo de livre improvisação com o italiano Gianni Gebbia em saxofone alto e Marco Franco na bateria. Gebbia, instituído improvisador em saxofone alto e sopranino, tem criado o seu carismático trilho de expressão dentro das linguagens do jazz e das músicas livres, tendo já colaborado com figuras como Evan Parker, Alexander von Schlippenbach, Fred Frith, Lee Ranaldo, Jim O'Rourke, Peter Kowald, Gianluigi Trovesi, Louis Sclavis ou Otomo Yoshihide. Por seu lado, Franco é uma figura central da música improvisada nacional, mantendo há mais de uma década com Nuno Rebelo um dos projectos essenciais das novas músicas portuguesas. Para além desta colaboração, já tocou ou gravou com músicos como Damo Suzuki, Kato Hideki, Audrey Chen, Massimo Puppillo ou Shelley Hirsh." (texto da organização)

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março 15, 2007

BRAGAJAZZ 2007 ARRANCA HOJE

BragaJazz 2007

Começa hoje a edição de 2007 do BragaJazz, que se prolonga até dia 24 de Março, no magnífico Theatro Circo, em Braga.

A programação do BragaJazz 2007, mais uma a cargo de José Carlos Santos é a que se segue:

Hoje
Mário Laginha Solo / Trio

Amanhã
Baldo Martinez Grupo

Sábado
Ken Vandermark/Adam Lane quartet "4 Corners"

22 de Março (quinta-feira)
Sexteto de Carlos Barretto "Lokomotiv"

23 de Março (sexta-feira)
Jamie Saft trio "Plays John Zorn and Bob Dylan"

24 de Março (sábado)
Bunky Green Quartet

Entre hoje e sábado e entre 22 e 24 de Março realizam-se workshops dirigidos pelo trio do saxofonista John O´Gallagher. Este trio animará as sessões "afterhours" do festival a partir da meia-noite (local em breve a determinar)nos dias dos concertos do festival (15,15,17, 22, 23 e 24 de Março).

Mais informações aqui..

Publicado por António Branco às 06:33 AM | Comentários (0) | TrackBack

março 14, 2007

PORTUGUESE RAG - A EXPLICAÇÃO 3 ANOS DEPOIS...

A 21 de Fevereiro de 2004 - vá lá vão mais de 3 anos, portanto - escrevia eu:

PORTUGUESE RAG
Em 1967, um grupo de fãs de ragtime de Los Angeles formaram o "Maple Leaf Club", que tinha como objectivo a preservação e divulgação do ragtime clássico. Um dos mentores do projecto, David E. Bourne juntou alguns músicos para tocar este estilo ascendente do jazz. Um ano depois, o pianista Richard Zimmerman disponibilizou cerca de 1400 orquestrações que tinham sido propriedade da Schmauch's Orchestra, de Hazelton, no estado norte americano da Pensilvânia. O grupo foi então extendido a nove elementos: David E. Bourne (corneta), Richard Zimmerman (piano), Jack Langlos (trompete), Dave Kennedy (trombone), Mike Baird (clarinete), Jack Malek (violino), Donna McCluer (violino), Art Levin (tuba) e Roy Roten (percussão). Esta formação foi alvo de uma recepção entusiástica, facto que conduziu às sessões de gravação efectuadas em 1971 e 1972, em Hollywood.
Tudo isto é interessante, mas... o curioso é que um dos temas gravados chama-se "Portuguese Rag"!

Acabei de receber um e-mail a resolver este enigma, enviado por Steven Baird, filho do clarinetista, Mike Baird... O seu texto reza assim:

"I made a search on my father's composition, Portuguese Rag for fun and found an old posting on your blog. It made me think why he named the composition Portuguese Rag. Since he was visiting me recently, I had the chance to ask him. Mike wrote this compostion while he was playing with the El Dorado Jazz Band in southern California. The name of the street where the band rehearsed was called Portuguese Street. So he took the name of the street for the name of the tune. Mike currently plays with Titanic Jazz Band after the break up of the South Frisco Jazz Band a few years back. Hope you find this trivia interesting.".

Aqui está a explicação...

Publicado por António Branco às 07:57 AM | Comentários (0) | TrackBack

JEAN-PIERRE COMO TRIO EM LISBOA

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Jean-Pierre Como

Esta noite, pelas 21h30, no Instituto Franco-Português (Av. Luís Bívar, 91, em Lisboa) concerto com trio do pianista Jean-Pierre Como, que se completa Yuri Daniel (contrabaixo) e José Salgueiro (bateria).

"Jean-Pierre Como contribui para reforçar a identidade do jazz francês onde a criação e as misturas de géneros musicais aparecem como os critérios maiores de toda a reflexão musical. Hoje, este mestre na matéria, mergulha no mais fundo das suas origens, a Itália, numa fórmula de trio acústico. O “efeito Como”, uma aliança pessoal entre generosidade, lirismo e criatividade. Depois dos seus primeiros álbuns, Soléa, Padre, Emprunte, Jean-Pierre Como lança-se no cinema com Storia e Scénario, dois álbuns fortes dos quais irá tocar alguns temas no concerto de Lisboa. Todas as suas composições assemelham-se-lhe, exprimindo, sugerindo, evocando, inspirando e respirando... Pelos álbuns Storia e Scénario, Jean-Pierre faz-nos viajar pela infância, a nostalgia, as lembranças, os perfumes de uma Itália primeva. A magia e imaginação melódica de Jean-Pierre Como sugerem-nos as imagens logo após as primeiras notas. Nada mais normal, pois Jean-Pierre faz o seu filme, à italiana. Ele encena as suas origens com uma sensibilidade poética e um lirismo de grande ternura. A música testemunha uma doçura e uma energia apaixonada. O concerto assegura-nos uma viagem de uma noite, entre uma homenagem soberba a Nino Rota, umas imagens fugazes de Vittorio Gassman e o riso de Fellini que atravessa o todo. A garantia absoluta de se ficar encantado. Sob os seus dedos, o piano torna-se sensível, romântico, fogoso e terno. Storia foi gravado com Thomas Bramerie no contrabaixo e André Cecarelli na bateria. Jean-Pierre Como volta a Portugal para um encontro inédito. Um cocktail de delícias oferecido aos “gourmets” da música. A seu lado, dois grandes músicos portugueses que partilham a mesma onda..." (texto da organização)

Publicado por António Branco às 06:47 AM | Comentários (0) | TrackBack

março 13, 2007

JAZZ.PT # 11 (MAR/ABR 07) À VENDA

Jazz.pt #11 (Mar/Abr 07)

Já está disponível o n.º 11 (Março/Abril 07) da revista Jazz.pt, a única revista portuguesa de jazz.

A jazz.pt é propriedade do JACC - Jazz Ao Centro Clube. O seu Director é Pedro Rocha Santos, o Editor é Rui Eduardo Paes e o responsável pelo grafismo, Rui Garrido. O preço de capa da revista é de € 5,00.

Eis o sumário da Jazz.pt #11:

EDITORIAL
CARNE VIVA (cartoon por Carlos “Zíngaro”)
NOTÍCIAS
NEW YORK IS NOW (Kurt Gottschalk)
JAZZ BRIDGES (Rui Miguel Abreu)
A ESTANTE DO MIGUEL (Miguel Martins)
CIBERJAZZ
PERFIL
Afonso Pais
ÀS ESCURAS
Nuno Ferreira
PREVIEW
Portugal Jazz - Festival Itinerante
Uri Caine
Festival de Jazz de Valado dos Frades
REPORT
Bernardo Sassetti + Drumming
Brad Mehldau
Ohad Talmor's News Reel
Big Band da Nazaré
Dianne Reeves
Rashiim Ausar Sahu / Ibrahim Galissa
Scott Fields Ensemble
ENTREVISTAS
Ken Vandermark / Adam Lane - "Cidadãos do mundo"
João Paulo Esteves da Silva - "Alma Lusa"
REWIND
Jack Kerouac - "Escritor bebop"
FORWARD
ESMAE
Dennis González
Creative Sources – Uma Editora do Século XXI (parte II)
33 1/3 R.P.M
Noah Howard - "The Black Ark" e "Space Dimension"
PONTO DE ESCUTA
Críticas de discos
30+ PARA 30 ANOS
Frank Kimbrough

Em Beja, a jazz.pt pode ser encontrada na sede da G Produções Culturais, na Rua Tenente Valadim, 22 e 24.

Pode igualmente efectuar a assinatura da revista enviando um e-mail para: assinaturas@jacc.pt.

O site da revista pode ser visitado em www.jazz.pt.

Publicado por António Branco às 08:10 AM | Comentários (0) | TrackBack

JAZZMIN 2007 - EDIÇÃO DA PRIMAVERA

JazzMin - edição da Primavera

Terá lugar entre os dias 26 e 30 de Março a edição de Primavera do JazzMin - Festival de Jazz de Aljustrel, que estreia assim um novo formato.

Focalizando a sua atenção na componente de formação de músicos, esta edição de Primavera será constituída por um workshop (que irão decorrer num novo espaço municipal, as Oficinas de animação e formação cultural).

No dia 30 (sexta-feira), pelas 21h30, no auditório da Biblioteca Municipal de Aljustrel, actuará a Orquestra de Jazz de Lagos, dirigida por Hugo Alves.

No dia seguinte, à mesma hora toca a Orquestra Jazzmin, seguida pelos Meninos da Naza - Jazz Combo.

Em declarações à Rádio Voz da Planície (Beja), o presidente da autarquia aljustrelense, José Godinho, disse que "os workshops não se dirigem apenas às pessoas de Aljustrel, estão abertos a quem neles quiser participar, aliás, o JazzMin tem tido sempre uma boa participação de pessoas de outros concelhos".

Mais informações sobre o Jazzmin em http://www.mun-aljustrel.pt/eventos/eventos.asp?id=74.

Publicado por António Branco às 07:29 AM | Comentários (1) | TrackBack

março 12, 2007

FESTIVAL INJAZZ 2007

Festival InJazz - Jazz em Português

Está em marcha a edição 2007 do Festival InJazz - Jazz em Português. Este ano, este festival itinerante visita as cidades de Alcobaça, Aveiro, BEJA, Évora, Montemor-O-Velho e Torres Novas.

Eis o cardápio:

Alcobaça (Cine-Teatro Alcobaça, 22h00)

23 Março - Sexteto Mário Barreiros

Centro Cultural da Benedita
24 Março - TGB
31 Março - Marta Hugon

Torres Novas (Teatro Virgínia, 21h30)

17 Março - Carlos Martins Quarteto

Beja (Teatro Pax Julia, 21h30)

13 Abril - Marta Hugon
14 Abril - Carlos Martins Quarteto

Montemor-o-Velho (locais a definir, 22h)

13 Abril - Carlos Martins Quarteto
14 Abril - Marta Hugon
20 Abril - João Paulo solo
21 Abril - TGB
27 Abril - Sexteto Mário Barreiros

Évora (Teatro Garcia de Resende, 22h00)

27 Abril - Carlos Martins Quarteto
28 Abril - Sexteto Mário Barreiros
2 Maio - Marta Hugon + TGB
3 Maio - João Paulo

Publicado por António Branco às 07:48 AM | Comentários (0) | TrackBack

VILLAS-BOAS HOMENAGEADO NO SÃO LUIZ

No próximo dia 26 de Março, pelas 22h00, o São Luiz Teatro Municipal e o Hot Clube de Portugal prestam homenagem a Luís Villas-Boas (1924 - 1999), referência máxima do Jazz em Portugal e que neste mesmo dia completaria 83 anos.

Neste evento será lançado publicamente o livro "O Jazz Segundo Villas-Boas" – da autoria de João Moreira dos Santos, com prefácio e apresentação do Professor José-Augusto França e posfácio de George Wein (fundador do Newport Jazz Festival).

Esta é a primeira obra dedicada àquele que é considerado o "pai do Jazz" em Portugal e que durante mais de quatro décadas liderou uma verdadeira cruzada em prol deste género musical, tendo sido simultaneamente autor do programa radiofónico Hot Club (1945 - 1969) e de vários artigos pioneiros para a imprensa (1946/1985), fundador do Hot Clube de Portugal (1950 - ), impulsionador de programas televisivos, produtor discográfico, promotor de espectáculos (desde Sidney Bechet a Oscar Peterson, passando por Count Basie, Quincy Jones, Louis Armstrong, Ella Fitzgerald e Duke Ellington) e organizador do Cascais Jazz (1971/1988) e de outros festivais igualmente importantes, nomeadamente em Lisboa, Espinho, Figueira da Foz e Algarve.

E como de música se trata... três gerações de músicos de Jazz (incluindo músicos que participaram na primeira jam-session em Portugal, em Novembro de 1945!) e não só juntam-se em palco para, em jeito de jam-session, oferecer o seu talento artístico a Luís Villas-Boas, o Amigo, e para alguns o Homem de quem receberam o primeiro grande palco na sua carreira e os primeiros incentivos.

No Jardim de Inverno do S. Luiz Teatro Municipal cantam e tocam para Villas-Boas, entre muitos outros, António José Barros Veloso, Bernardo Moreira (pai e filho), Carlos Martins, Carlos Menezes, Carlos Mendes, Fernando Freitas da Silva, Fernando Tordo, Filipe Melo (vencedor do primeiro prémio Villas-Boas, instituído pela Câmara Municipal de Cascais), João Braga, João Moreira, Laurent Filipe, Maria Viana, Mário Laginha, Pedro Moreira, Rão Kyao, Rui Veloso, assim como todos os músicos da Orquestra do Hot Clube de Portugal.

E como alguns dos nossos críticos e produtores de jazz também tocam e cantam, sobem ainda ao palco Manuel Jorge Veloso e Paulo Gil, assim como um combo de finalistas da... Escola de Jazz Luís Villas-Boas/Hot Clube de Portugal.

Publicado por António Branco às 06:48 AM | Comentários (0) | TrackBack

março 11, 2007

PÁGINAS À MARGEM

Páginas À Margem

O velho amigo Jorge Serafim concretizou ontem um sonho de uma vida: abrir em Beja uma livraria-café...

Chamou-lhe Páginas À Margem (fica na rua do Sembrano, em pleno coração histórico da cidade).

Esperam-se muitas palavras, conversas, petiscos, amizade.

O Improvisos Ao Sul deseja ao Jorge a maior das felicidades neste seu novo projecto!

Publicado por António Branco às 03:07 PM | Comentários (0) | TrackBack

JOSÉ DUARTE NA RÁDIO

Na emissão de hoje do programa "A Menina Dança?", será a vez de escutarmos Frank Sinatra, Peggy Lee, Johnny Hartman, Adriana, Glenn Miller e Blossom Dearie.
A Menina Dança? é um programa da autoria de José Duarte, que vai para o ar na RDP - Antena 1, aos domingos - às 00h07.

Já nas emissões desta semana do programa "Cinco Minutos de Jazz", vão estar em destaque Sara Valente (segunda, 12), V Semanário Permanente de Jazz de Pontevedra (terça, 13), Adriana (quarta, 14), Michel Petrucciani (quinta, 15) e Doris Cales (sexta, 16).
Cinco Minutos de Jazz é um programa que vai para o ar na RDP - Antena 1, de segunda a sexta - 17h53 e 22h53.

No programa "Jazz com Brancas" será a vez de escutarmos Wes Montgomery (segunda, 12), Kay Winding & J J Johnson (terça, 13), Lionel Hampton / Stan Getz (quarta, 14), Keith Jarrett (quinta, 15) e Miles Davis (sexta, 16). Jazz com Brancas é um programa que vai para o ar na RDP - Antena 2, de segunda a sexta - entre as 20h04 e as 21h00.

Na região de Beja, a RDP - Antena 1 pode ser escutada em 87.7 FM (em Mértola 90.9 FM). A RDP - Antena 2 pode ser escutada em 91.1 FM (em Mértola 92.2 FM).

Publicado por António Branco às 08:59 AM | Comentários (0) | TrackBack

março 10, 2007

UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de hoje de "Um Toque de Jazz" - Recordações de 2006 (2) - "Meaning and Mistery" (Dave Douglas); "Cities and Desire" (David Binney); "Absolute Quintet" (Dafnis Prieto); "Plays The Music of Thelonius Monk" (Elliott Sharp); "Live at The Bimhuis" (Fred Hersch) e "Artist in Residence" (Jason Moran).

Amanhã haverá Concertos Europeus (2) – A Metropole Orchestra (Holanda), sob a direcção de Vince Mendoza com o convidado especial Yuri Honing (saxofones). Gravação de um concerto realizado em 22 de Fevereiro de 2006, cedida pela Eurorádio.

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM, e Mértola 92.2 FM)).

Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

Publicado por António Branco às 07:52 AM | Comentários (0) | TrackBack

ALEXANDRA ÁVILA 4TETO NO ONDA JAZZ

Alexandra Ávila
Alexandra Ávila

Esta noite (23h00) no Onda Jazz (ao Campo da Cebolas, em Lisboa), o quarteto da cantora Alexandra Ávila apresenta "Portugal e Brasil no Jazz". O quarteto completa-se com Vasco Agostinho (guitarra), Augusto Macedo (contrabaixo) e Pedro Rijo (bateria). A direcção musical está a cargo de Vasco Agostinho.

"Para este concerto seleccionei alguns dos temas da música portuguesa e da música brasileira que considero mais belos, tanto pelas suas melodias e harmonias como pelas palavras (em Português) que as acompanham. Depois juntou-se-lhes o jazz, que já se pressentia em muitas das composições antes de as tocarmos. Da música portuguesa, o jazz convida para este concerto Jorge Palma, Sérgio Godinho, Vitorino e os músicos e cantautores açorianos Zeca Medeiros, Luís Bettencourt e Aníbal Raposo. Da música brasileira, o jazz convida para este concerto António Carlos Jobim, Vinícius de Moraes, Chico Buarque, Edu Lobo e Heitor Villa-Lobos. Em Portugal e Brasil no Jazz queremos que se crie um espaço de partilha entre os músicos e o público e que a música como linguagem universal e o Português como língua do mundo se fundam em momentos de grande intimismo." (Alexandra Ávila)

Publicado por António Branco às 07:45 AM | Comentários (0) | TrackBack

março 09, 2007

HAPPY BIRTHDAY, ORNETTE!

Ornette Coleman

Hoje, 9 de Março, Ornette Coleman faz 77 anos. Happy Birthday, Ornette!

Publicado por António Branco às 06:14 PM | Comentários (0) | TrackBack

JAZZ AO NORTE

Jazz ao Norte

Já está em plena actividade o projecto Jazz Ao Norte, cujo principal objectivo passa por "revelar-se a partir do Norte do país pela distinção no tratamento que merece o Jazz, tão nobre e simultaneamente popular corrente da cultura, realidade pragmática conhecida e reconhecida nos quatro cantos do Mundo."

A primeira actividade desenvolvida por esta empresa é a da Escola de Música “Jazz Ao Norte” (EJAN), cujo director pedagógico é Hélder Martins. Do corpo docente fazem parte professores como Paulo Gomes, José Duarte, Laurent Filipe, Fátima Serro, Pedro Barreiros, Michael Lauren, Manuel Marques, Susana Silva, Paulo Pinto, Nuno Ferreira, Carlos Mendes, entre outros.

Paralelamente à escola funciona também o Clube de “Jazz Ao Norte” (CJAN), com jam sessions às quartas-feiras das 21h30 às 0h00.

Mais informações em: www.jazzaonorte.com/default.asp.

Publicado por António Branco às 06:30 AM | Comentários (1) | TrackBack

março 08, 2007

HUGO ALVES EM MARÇO

Hugo Alves
Hugo Alves (foto: Rita Costa)

O multifacetado músico algarvio Hugo Alves continua em grande actividade neste mês de Março:

12 de Março - Jazz Na Escola EB2 Lagos (Lagos)
13 de Março - Hugo Alves, "Sons e Palavras" (Biblioteca Municipal de Lagos) 1º aniversário!
14 de Março - Jazz Na Escola EB1 Lagos (Lagos)
17 de Março - Orquestra de Jazz de Lagos (Lagos - Stevie Rays)
22 de Março - Hugo Alves 4tet (Guarda - a confirmar)
23 de Março - Hugo Alves 5tet (Portimão)
30 de Março - Orquestra de Jazz de Lagos (JazzMin - Aljustrel)

Para breve está igualmente o anúncio da programação do Lagos Jazz 2007, que este ano se raliza entre 3 e 7 de Abril.

Publicado por António Branco às 08:07 AM | Comentários (0) | TrackBack

VÂNIA FERNANDES E JÚLIO RESENDE 4TETO NO HOT

Júlio Resende
Júlio Resende

Esta quinta, sexta e sábado, a cantora Vânia Fernandes e Júlio Resende 4teto apresentam no Hot Clube de Portugal as "As nossa canções favoritas!", a partir das 23h.

O 4teto do pianista Júlio Resende e de Vânia Fernandes, completa--se com o contrabaixista Hugo Antunes e o baterista Jorge Moniz.

"Os meus temas favoritos...isto na verdade dava demasiado "pano p'ra mangas"como diz Rosa Passos... fiquei perdida entre tantos temas favoritos que descobri que tinha. No que se trata de música sincera, composições da alma, a música, e o jazz em particular, desfrutaram ao longo dos tempos de bons compositores que nunca me farto de ouvir. Desde Gerswhin, Cole Porter e John Mercer a Thelonius monk, Charlie parker e Tom jobim...poesias várias de cores intocáveis e que sempre deram corpo aos improvisos e ao discurso variado dos meus intérpretes favoritos... Hoje proponho pequenas peças do puzzle imenso que é a minha música favorita... ". (Vânia Fernandes

"... a reinvenção das nossas canções é o mote desta nossa música..." (Júlio Resende)

Publicado por António Branco às 07:23 AM | Comentários (0) | TrackBack

JAZZ INSPIRATIONS DE XICO FRAN

Jazz Inspirations, de Xico Fran
"Solo" (Xico Fran)

É hoje ao final da tarde (19h00) inaugurada no Espaço Óptica (rua do Conde Redondo, 12c, em Lisboa), uma exposição de pintura do artista plástico Xico Fran, subordinada ao tema "Jazz Inspirations".

A mostra estará patente até ao dia 31 de Março.

Publicado por António Branco às 06:29 AM | Comentários (0) | TrackBack

março 07, 2007

CRICKET TOTEMS NA ZdB

No próximo dia 16 de Março, na Galeria Zé dos Bois (ao Bairro Alto, em Lisboa), concerto com o duo Cricket Totems, constituódp pelo saxofonista italiano Gianni Gebbia e o percussionista Marco Franco.

"Duo de livre improvisação com o italiano Gianni Gebbia em saxofone alto e Marco Franco na bateria. Gebbia, instituído improvisador em saxofone alto e sopranino, tem criado o seu carismático trilho de expressão dentro das linguagens do jazz e das músicas livres, tendo já colaborado com figuras como Evan Parker, Alexander von Schlippenbach, Fred Frith, Lee Ranaldo, Jim O'Rourke, Peter Kowald, Gianluigi Trovesi, Louis Sclavis ou Otomo Yoshihide. Por seu lado, Franco é uma figura central da música improvisada nacional, mantendo há mais de uma década com Nuno Rebelo um dos projectos essenciais das novas músicas portuguesas. Para além desta colaboração, já tocou ou gravou com músicos como Damo Suzuki, Kato Hideki, Audrey Chen, Massimo Puppillo ou Shelley Hirsh."

Publicado por António Branco às 07:16 AM | Comentários (0) | TrackBack

março 06, 2007

JASON MORAN & BANDWAGON HOJE NO CCB

Jason Moran & Bandwagon
Jason Moran & Bandwagon

Um dos mais destacados pianistas da actualidade, o norte-americano Jason Moran, e a sua banda, The Bandwagon (composta pelo baixista Tarus Mateen, pelo baterista Nasheet Waits e pelo guitarrista Marvin Sewell) tocam esta noite (21h00) no grande auditório do Centro Cultural de Belém (em Lisboa).

"Jason Moran nasceu em Houston e vive actualmente em Nova Iorque. Desde o seu fulgurante aparecimento na cena musical, no final dos anos noventa, tornou-se um artista de culto no panorama do jazz moderno. Em praticamente todas as categorias de referência – improvisação, composição, conceito de grupo, repertório, técnica e experimentação tecnológica –, Moran e a sua banda, The Bandwagon (composta pelo baixista Tarus Mateen, pelo baterista Nasheet Waits e pelo recente guitarrista Marvin Sewell) têm vindo a desafiar constantemente os cânones do jazz. Como líder do grupo The Bandwagon e como solista, Moran recebeu elogios dos principais críticos de música pelas suas actuações nos mais importantes clubes e festivais de jazz de todo o mundo. O Washington Post considerou The Bandwagon como o grupo composto pelos “três melhores músicos de jazz da geração dos sub-35”, enquanto o The New York Times afirmou que Moran “provou ser um conceptualista hábil, encontrando inspiração no ritmo e na tonalidade da linguagem falada no cinema, na música jazz e pop, e no hip-hop” (texto da organização).

Discos preferidos de Moran: "Black Stars" (Blue Note, 2001) e "Same Mother" (Blue Note, 2005)...

Publicado por António Branco às 12:16 PM | Comentários (0) | TrackBack

LAGOS JAZZ 2007

Lagos Jazz 2007

Já é conhecido o cartaz do Lagos Jazz 2007, um festival que este ano se antecipa ao habitual calendário de Agosto, realizando desta feita entre 3 e 7 de Abril (coincidindo com as férias escolares da Páscoa). O Lagos Jazz é uma organização da Câmara Municipal de Lagos, que conta mais uma vez com a direcção artística de Hugo Alves.

Na edição deste ano o Lagos Jazz mantém o formato habitual, que já deu provas de equilíbrio e interesse. O programa do festival é o que se segue (todos os concertos são às 22h00 no Centro Cultural de Lagos, na Rua Lançarote de Freitas, em Lagos):

3 de Abril (terça-feira)
Orquestra de Jazz de Lagos (com convidado especial José Menezes)

"A Orquestra de Jazz de Lagos dispensa apresentações para quem é da Cidade, para os que não são fica a informação que nasceu em Outubro de 2004, produto também deste Festival. Reúne 18 músicos e a sua agenda tem sido preenchida com mais de vinte concertos anuais, alguns em Festivais de Jazz também. Mas passemos ao convidado deste ano: José Menezes. Menezes é um saxofonista português, com um importante percurso como músico, também na senda do Jazz Português. Iniciou-se no Jazz nos anos 80, co-fundou a Escola de Jazz do Porto, é actualmente licenciado em Jazz pela Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo (ESMAE - Porto) e, só para citar as suas realizações mais recentes, fundou a Escola de Jazz de Torres Vedras, o Festival TVedras Jazz e ainda a Big Band do Oeste. A temática deste concerto serão os arranjos de Sammy Nestico, um dos mais importantes orquestradores da actualidade e que escreveu nos anos 60 para a Orquestra de Count Basie. Um programa especialmente preparado para este dia!" (texto da organização)

4 de Abril (quarta-feira)
IMI Kollektief
Alípio C Neto (saxofone tenor), Jean-Marc Charmier (trompete, fliscórnio, acordeão), Jeffrey Davies (vibrafone), Hugo Antunes (contrabaixo) e Mark Sanders (bateria)

"O IMI Kollektief, um quinteto liderado pelo saxofonista brasileiro Alípio Neto, faz-se ao palco! Este músico multifacetado faz-se acompanhar dos músicos Jean-Marc Charmier (trompete, fliscórnio, acordeão), Jeffrey Davies (vibrafone), Hugo Antunes (contrabaixo) e Mark Sanders (bateria). Este é um projecto que já tem disco pela mão da Cleen Feed, e que tem sido distinguido pela imprensa, sendo até considerado como um dos melhores de 2006. É sem dúvida uma das mais importantes formações actuais nacionais (apesar de reunir músicos de várias nacionalidades) na área do Jazz criativo e contemporâneo." (texto da organização)

5 de Abril (quinta-feira)
Quinteto de Mário Santos "Bloco de Notas"
Mário Santos (saxofone tenor), Xosé Luís (saxofone tenor), Rui Teixeira (saxofone barítono), António Augusto Aguiar (contrabaixo) e Michael Lauren (bateria)

"O quinteto de Mário Santos "Bloco de Notas", apresenta "Encomenda", um projecto encomendado pelo Festival de Jazz do Porto, a que o saxofonista correspondeu, e bem, a avaliar pelas críticas que recebeu. O Bloco de Notas é um quinteto que reúne a particularidade de ter três saxofones em palco: Mário Santos (tenor), Xosé Luís (tenor) e Rui Teixeira (barítono). Completam a formação o contrabaixista António Augusto Aguiar e o baterista Michael Lauren. Um projecto que traça caminhos no Jazz que se faz no nosso País, desta feita, mais a norte. É "ver" para ouvir!" (texto da organização)

6 de Abril (sexta-feira)
Kelvin Sholar Trio presents the music of Igor Stravinsky: "The Firebird Suite"
Kelvin Sholar (piano), Jonathan Robinson (contrabaixo) John Arnold (bateria)

"Este trio do pianista que o liderada traz-nos ainda John Arnold (bateria) e Jonathan Robinson (contrabaixo). Uma formação norte-americana que nos vem apresentar, em estreia mundial, o seu novo trabalho que acaba de ser gravado e que versa a sua interpretação do "Pássaro de Fogo" de Stravinsky... e o Jazz? Vai lá estar de certeza! Escusado será dizer que Kelvin Sholar tem as suas origens musicais na música, dita, clássica, mas é no Jazz que se exprime e de formas muito diversas, incluindo os instrumentos eléctricos e a electrónica em geral. Tem tocado com músicos como sejam Branford Marsalis (de quem nos acaba de chegar), Ron Carter, Roy Hargrove, Mark Turner e tantos, tantos outros. Um trio "clássico", na acepção jazzística, mas com uma forte componente de interpretação, em que Kelvin Sholar tanto impressiona." (texto da organização)

7 de Abril (sábado)
Lagos Jazz Summit

"Encerra o "certame", com a tradicional entrega de diplomas aos alunos, o tradicional concerto de alunos (até parece Natal!), e com uma segunda parte de concerto que reúne em palco todos os sete professores: o Lagos Jazz Summit, e de que se espera um concerto menos... tradicional!"

Workshops de Jazz

Objectivos: 1) Proporcionar aos participantes 4 dias de trabalho, seguidos de 1 de ensaio geral e concerto, de experiências que contribuam para o alargamento e aprofundamento dos seus conhecimentos musicais e, em particular, do Jazz; 2) Experimentação e divulgação do Jazz enquanto género musical; 3) Criação de Combos (pequenas formações) que interpretarão dois a três temas cada, em concerto final; 4) Criação de um combo de Big Band, também para apresentação no concerto final (dependente do número de inscritos e instrumentos).

Destinatários: 1) Todos quantos toquem um instrumento musical e detenham conhecimentos gerais sobre Música. 2) O workshop não restringe instrumentos mas poderá limitar o número de participantes de acordo com as instalações disponíveis por forma a proporcionar a melhor qualidade de ensino possível; 3) Serão admitidos alunos “ouvintes” não praticantes de instrumento; 4) Não há limite de idade de inscrição; Nota: os alunos devem trazer sempre o seu instrumento (à excepção de pianistas e bateristas), bem como estante para partituras.

Programa de trabalho: De 03 a 07 de Abril, com aula de Big Band (11:00 ás 12:30 - apenas se houver alunos e instrumentação suficientes!), aula instrumento/teórica (14:00 ás 15:30), aula de combo (15:30 às 17:00); Dia 07 de Agosto, ensaios gerais e concerto final pelas 22:00h com entrega de diplomas; Nota: os horários podem ser sujeitos a alterações, sendo então os inscritos informados.

O corpo docente do workshop é formado por Kelvin Sholar (piano/combo), Jonathan Robinson (contrabaixo/combo), John Arnold (bateria/combo), Miguel Martins (guitarra/combo), José Meneses ( saxofone/combo), Lars Arens (trombone/combo) e Hugo Alves (trompete, coordenação pedagógica, big band).

A participação no workshop custa € 65,00 (sem descontos de Refomados ou Cartão Jovem). Os ouvientes pagam € 25,00. Os alunos Participantes tem 50% de desconto nos bilhetes dos concertos. A inscrição para o workshopdeverá ser efectuada em http://lagosjazz.com/Inscricao%20Net%202007.doc.

O preço por concerto é de € 8,00. Para o "pacote 4 concertos" o preço é de € 27,00 (com direito a uma t-shirt do Festival). O último concerto é grátis mas sujeito a reserva de lugares. Os reformados e os portadores de Cartão Jovem têm direito a um desconto de 50%.

Nos dias 3, 4, 5 e 6 de Abril, a partir das 22h30, haverá ainda as habituais jam sessions no Stevie Ray´s Blues Jazz Bar.

Mais informações em www.lagosjazz.com.

Publicado por António Branco às 07:58 AM | Comentários (0) | TrackBack

março 05, 2007

forUard III

forUard III

O festivall forUard III, organizado pela Trem Azul, decorre nos dias 18, 19 e 20 Março, em Lisboa. Em edições anteriores (em que se chamou forUmusic e forUjazz), este evento acolheu figuras de topo como Joachim Kuhn, Don Byron, Rashied Ali/Sonny Fortune, Louis Sclavis, Peter Brotzmann e Alexander Von Schlippenbach, além dos portugueses LIP, Afonso Pais e Zé Eduardo Unit.

A grande aposta da edição deste ano vai para o disco do quarteto 4 Corners, que tem a particularidade de juntar dois americanos (Ken Vandermark e Adam Lane) e dois europeus (o sueco Magnus Broo e o norueguês Paal Nilssen-Love) num exemplo de que se podem estabelecer óptimas relações musicais entre os dois lados do Atlântico.

Sem poder contar este ano com o apoio da autarquia lisboeta, o festival vai decorrer em dois locais durante três dias. Inicia-se na Trem Azul Jazz Store no dia 18 de Março com o inédito duo Ken Vandermark / Carlos "Zíngaro", seguindo para o pequeno auditório do CCB com o grupo 4 Corners, numa apresentação do seu disco de estreia para a Clean Feed, regressando à loja da Trem Azul para um concerto com o quinteto Wishful Thiking que inclui o pianista britânico Alex Maguire e o saxofonista Alípio Carvalho Neto, também este grupo com um disco homónimo, “Wishful Thinking”.

O programa completo do forUard III é o seguinte:

18 de Março (domingo; 18h30; Trem Azul Jazz Store)
Carlos Zíngaro / Ken Vandermark
Carlos Zíngaro (violino) e Ken Vandermark (clarinetes, saxofone barítono)

"Ken Vandermark pode ter escolhido um violoncelista, Fred Lonberg-Holm, para substituir o trombonista Jeb Bishop nos seus Vandermark 5, mas o único violino que já ouvimos a tocar consigo foi o de Phil Wachsmann, num projecto chamado CINC por ambos partilhado com Paul Lytton. Da parte de Carlos “Zíngaro”, é conhecida a sua relutância em trabalhar com saxofonistas, mas quando tal aconteceu – com Daunik Lazro, Evan Parker, Steve Lacy, Mats Gustafsson e John Butcher, sobretudo – o entrosamento foi muito especial. As reservas do músico português têm que ver com o facto de o saxofone estar à partida muito conotado como o instrumento-tipo do jazz, mas o certo é que aquilo que faz com o violino, e isso nota-se no corpo das notas que dele arranca e nas respirações dos seus fraseados, tem mais os clarinetes como referência do que propriamente outros violinistas. Ora, Vandermark é também um dos mais interessantes clarinetistas da actualidade, pelo que o comum gosto destes dois homens pel as sonoridades da madeira só contribuirá para os aproximar. Temos aqui, pois, uma estreia absoluta para estes exímios improvisadores, e importante porque emendará a injustiça de nunca terem antes tido a oportunidade de tocar juntos. Para todos os efeitos, alguns dos parceiros de Ken Vandermark, passados e presentes, tocaram também com o violinista de Lisboa, casos por exemplo de Lonberg-Holm, Gustafsson, Peter Brotzmann, Hamid Drake, Peter Kowald e Axel Dorner. Com tal contexto, o encontro que assim se proporciona tem todas as condições para vir a ser uma ocasião histórica, com resultados imprevisíveis mas que, com certeza, serão de elevada qualidade." (texto da organização)

19 de Março, (segunda-feira; 21h00; CCB - Pequeno Auditório)
4 Corners - Magnus Broo/Adam Lane/Paal Nilssen-Love/Ken Vandermark
Magnus Broo (trompete), Ken Vandermark (clarinetes, saxofone barítono), Adam Lane (contrabaixo) e Paal Nilssen-Love (bateria)

"Não obstante todas as diferenças que os individualizam, Ken Vandermark e Adam Lane têm um ponto em comum: são ambos grandes ouvintes das músicas dos outros, as do seu (deles) tempo, as de antes do seu tempo e inclusive aquelas que parecem não ter qualquer familiaridade com as opções estéticas que vêm abraçando e com a tipologia musical em que firmaram o seu nome, o jazz. Stockhausen, Black Sabbath, Funkadelic, The Ex, Lee “Scratch” Perry e Morton Feldman são referências tão importantes para o que fazem quanto Duke Ellington, John Coltrane, Sun Ra ou Charles Mingus. Essa particularidade pessoal de que um e outro dão mostras está exponenciada no quarteto que formaram com Magnus Broo e Paal Nilssen-Love, e se o modelo perseguido com as combinatórias a que procedem entre composição e improvisação, Vandermark e Lane dividindo autorias, é declaradamente o do free jazz, a música que tocam está grávida de outros sons e modos de fazer, como os do hard bop e da chamada “música improvisada europeia”, com uma geral disseminação de elementos e técnicas da “new music” norte-americana e da clássica contemporânea do Velho Continente e com a energia interna do rock, o que quer dizer que tanto podem ser geométricos e complexos nas construções que apresentam, como cingir-se à simples eficácia do “riff” e de uma grelha rítmica que tem como propósito a agitação dos corpos, muitas vezes no mesmo tema. É, de resto, o jogo assim proporcionado – além, obviamente, das invulgares capacidades instrumentais dos músicos envolvidos – o que mais atrai nas propostas de sta formação que se estreou em Coimbra no último Verão e tem o primeiro disco a sair no início de 2007: a uma vertente cerebral e intelectualizada corresponde outra que investe tudo na espontaneidade, na intuição e na força expressiva, seja esta literal e de grande impacto (aquele impacto que faz com que a assistência salte das cadeiras com entusiasmo) ou adquirindo contornos mais subtis, por exemplo os de uma melodia que entra no ouvido e fica a ecoar na cabeça até muito depois do concerto, característica que alguns dizem ser exclusiva da pop mas, decididamente, não é. Quando se fala da “cena de Chicago”, uma das principais frentes do jazz que se pratica nos EUA, o primeiro nome que vem à mente é o de Ken Vandermark. Líder ou mentor de uma boa quantidade de grupos com actividade regular (Vandermark 5, Territory Band, Spaceways Inc, Tripleplay, etc.) e senhor de uma longa discografia, reconhece-se nele o legado da AACM, a associação local que se tornou num dos motores da New Thing nas décadas de 1960 e 70, bem como o da ilustre linhagem do saxofone tenor (Coleman Hawkins, Ben Webster, Lester Young...), apesar de dar atenção também a outros instrumentos, designadamente o saxofone barítono, o clarinete em si bemol e o clarinete baixo. Se Vandermark é um consagrado, tendo recebido o Genius Grant da MacArthur Foundation com que também John Zorn foi galardoado, Adam Lane é uma figura em rápida ascensão na Big Apple, hoje já apontado como um valor seguro da nova geração. Depois de ter estudado com Anthony Braxton e Wadada Leo Smith e de ter estagi ado com músicos da primeira linha como John Tchicai, Paul Smoker e Barry Altschull, especializou-se no formato “big band” com a sua Full Throttle Orchestra, um laboratório vivo que lhe permite aprofundar inovadores conceitos de escrita e de arranjo, e ao mesmo tempo desenvolver um estilo muito pessoal no contrabaixo. Ao lado dos americanos encontramos dois europeus em grande destaque no caldeirão nórdico do jazz. O trompetista sueco Magnus Broo tem inoculado a alma do hard bop na contemporaneidade do jazz, e os seus feitos no Fredrik Nordstrom Quintet e nos mais internacionais Atomic levaram Peter Brotzmann a alistá-lo no seu Tentet, um ensemble pretendidamente “all star”. Quanto ao norueguês Paal Nilssen-Love, a unanimidade da crítica atesta a importância que este dotado baterista conquistou, seja em contexto punk-jazz com os The Thing de Mats Gustafsson, no hendrixiano, mas abstracto e experimental, Scorch Trio ou como “sideman” de Ken Vandermark em combos mais próximos da natureza histórica do jazz ou no duo com que enobrecem a tradição anunciada por Coltrane e Rashied Ali em “Interstellar Space”. O que os ouvimos fazer prova que a “fire music” é finalmente universal. O rastilho pegou fogo; agora, é ver as plateias a arder..." (texto da organização)

20 de Março (terça-feira; 20h00; Trem Azul Jazz Store)
Wishful Thinking
Alípio C Neto (saxofone tenor), Johannes Krieger (trompete), Alex Maguire (piano), Ricardo Freitas (baixo eléctrico) e Rui Gonçalves (bateria)

"Os Wishful Thinking são precisamente aquilo que prometem com o nome, uma máquina desejante. É com as realidades da música que trabalham, por vezes escavando mesmo fundo na tradição do jazz (sabe-o quem já ouviu o pianista Alex Maguire tocar em jeito de “stride”), mas o que projectam dessas, digamos, “constatações de facto” tem sempre acrescentada uma componente de idealização, de sonho ou mesmo de utopia. Não só baralham de novo as cartas do jogo que têm na mão como inventam novas regras. O formato base deste grupo formado pelo pernambucano tornado alfacinha Alípio Carvalho Neto pode ser o hard bop, mas tem vertentes que não se coadunam com os postulados deste, e se a presença da composição, sugestiva ao ouvido mas tecnicamente difícil, é aquela que seria de suspeitar devido ao estilo adoptado e ao facto de os músicos que o integram serem também compositores, nem por isso a improvisação está mais circunscrita, e esta sabe quando pode e deve libertar-se. Os Wishful Thinking sã o, portanto, aquilo que aparentam ser e aquilo que vão revelando quando começam a retirar as camadas exteriores da cebola que é a sua música. A presença de um baixo eléctrico (atenção a Ricardo Freitas, um valor em plena ascensão na cena nacional!) torna-se algo desconcertante, mas tem tudo que ver com o “trompe l’oreille” do projecto. O “mainstream” ganhou uma ala “esquerdista” e nela militam Neto, Maguire, Krieger, Freitas e Gonçalves, fabricantes do futuro com as ferramentas do passado." (texto da organização)

Os bilhetes custam € 10,00 (dia 18), € 15,00 (dia 19) e € 5,00 (dia 20).

Mais informações em www.tremazul.com.

Publicado por António Branco às 12:12 PM | Comentários (1) | TrackBack

DOWNBEAT MAR07

Acaba de me chegar às mãos o número de Março da revista norte-americana Downbeat. Eis o índice do que há para ler neste número:

CAPA
David Sanborn (“How He Defined the Alto Saxophone for a Generation”)
FIRST TAKE
Going Home
CHORDS & DISCHORDS
THE BEAT
James Brown Veterans Remember Their Soul Godfather
New Documentary, Recording Honor Billy Strayhorn
New Projects Mark Mingus´ 85th Anniversary
Jazz and Blues Piano Master Jay McShann Does
RIFFS
Noticiário diverso
BACKSTAGE WITH…
Tierney Sutton
VINYL FREAK
Archie Shepp – “Plays the Music of James Brown” (Impulse!, never issued)
Cozy Egglestone – “Grand Slam” (Co-Egg, circa 1969)
THE QUESTION IS…?
Does MySpace impact visibility and sales?
CAUGHT
Randy Weston Crosses Borders, Ignore Age at Dizzy´s
Skycap Festival Brings German Edge to Boston
JazzFest Picante Serves Up Latin Weekend in Cleveland
PLAYERS
Steve Kuhn (“Playing from the Heart”)
Ellen Johnson (“Classically Sparse”)
Omer Avital (“Village Rejuvenation”)
Wally Schnalle (“Silicon and Snares”)
ARTICLES
David Sanborn (“Evolution of the Sound”)
Bobby Hutcherson & Joey DeFrancesco (“Odd Men In”)
John Hollenbeck (“Outside Real Time”)
“The Bradeley´s Hang”
REVIEWS
Hot Box
Charles Tolliver Big Band – “With Love”
Otis Taylor – “Definition of a Circle”
Reginald Robinson – “Man Out of Time”
Nicholas Payton/Bob Belden/Sam Yahel/John Hart/Billy Drummond – “Mysterious Shorter”
BOOKS
“Shout, Sister, Shout! – The Untold Story of Rock-and-Roll Trailblazer Sister Rosetta Tharpe”, de Gayle F. Wald (Beacon Press)
TOOLSHED
DOWNBEAT´S ANNUAL JAZZ CAMP GUIDE
WOODSHED
Marcin Wasilewski´s piano solo on “The Soul of Things Part 3”
Master Class – “Don´t Forget to Breathe”
JAZZ ON CAMPUS
BLINDFOLD TEST
Joe Henry

Publicado por António Branco às 06:19 AM | Comentários (0) | TrackBack

março 04, 2007

JOSÉ DUARTE NA RÁDIO

Na emissão de hoje do programa "A Menina Dança?", será a vez de escutarmos Frank Sinatra, Vi Velasco, Ada Moore, Sivuca e Adriana.
. A Menina Dança? é um programa da autoria de José Duarte, que vai para o ar na RDP - Antena 1, aos domingos - às 00h07.

Já nas emissões desta semana do programa "Cinco Minutos de Jazz", vão estar em destaque Wycliffe Gordon e Ron Westray (trombones) (de segunda, 5, a sexta, 9), excepto (quarta, 7), co Adriana.
Cinco Minutos de Jazz é um programa que vai para o ar na RDP - Antena 1, de segunda a sexta - 17h53 e 22h53.

No programa "Jazz com Brancas" será a vez de escutarmos Jackie McLean (segunda, 5), Kenny Burrell (terça, 6), Eddie 'Lockjaw' Davis (quarta, 7), Coleman Hawkins (quinta, 8) e Sarah Vaughan e Sonny Rollins (sexta, 9). Jazz com Brancas é um programa que vai para o ar na RDP - Antena 2, de segunda a sexta - entre as 20h04 e as 21h00.

Na região de Beja, a RDP - Antena 1 pode ser escutada em 87.7 FM (em Mértola 90.9 FM). A RDP - Antena 2 pode ser escutada em 91.1 FM (em Mértola 92.2 FM).

Publicado por António Branco às 07:10 AM | Comentários (0) | TrackBack

março 03, 2007

UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de hoje de "Um Toque de Jazz" - Recordações de 2006 (1) - "Time Lines» (Andrew Hill); "The Line Up" (BassDrumBone); "House on Hill» (Brad Mehldau); "Braggtown» (Branford Marsalis); "Absolute Quintet" (Dafnis Prieto).

Amanhã haverá Concertos Europeus (1) – A Metropole Orchestra (Holanda) sob a direcção de John Clayton. A suite "La Vie est Belle", do compositor holandês Marco C. De Bruin. Gravação de um concerto realizado em 9 Fevereiro de 2005, cedida pela Eurorádio.

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM, e Mértola 92.2 FM)).

Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

Publicado por António Branco às 08:39 AM | Comentários (0) | TrackBack

março 02, 2007

POINT OF DEPARTURE N.º 10

Já está disponível o número 10 da publicação on-line Point of Departure, do conceituado crítico Bill Shoemaker.

Aqui fica o menu:

"Issue 10 features excerpts from recent books on jazz and improvised music: Mike Heffley’s Northern Sun/Southern Moon: Europe's Reinvention of Jazz (Yale University Press; New Haven and London); David Lee’s The Battle of the Five Spot: Ornette Coleman and the New York Jazz Field (The Mercury Press; Toronto); and an interview with pianist Marilyn Crispell included in Lloyd Peterson’s Music and the Creative Spirit: Innovators in Jazz, Improvisation and the Avant Garde (The Scarecrow Press; Lanham, MD; Toronto; Oxford). Issue 10 also marks the debut of A European Proposal, a new column by the renowned Italian jazz critic, historian and presenter, Francesco Martinelli. In his inaugural column, Martinelli celebrates the Art Ensemble of Chicago’s 40th anniversary. Art Lange examines the genealogy of a riff in his A Fickle Sonance column while Brian Morton confronts the Great Wall of China-like legacy of John Coltrane in his Far Cry column. An international panel of improvisers take part in this issue’s What’s New? Roundtable. Danish saxophonist Lotte Anker, Brooklyn-based multi-instrumentalist Ned Rothenberg and UK-based pianist and electronicist Pat Thomas discuss the real-time art of improvised music. A dozen recommended CDs are reviewed in Moment’s Notice including Ethnic Heritage Ensemble’s Hot ‘N’ Heavy (Delmark), William Parker’s For Percy Heath (Victo), and Enrico Rava’s The Words and the Days (ECM). If that’s not enough, the Free Jazz contest offers readers the chance to win real prizes. Readers will have the opportunity to win, courtesy of Nuscope Records, one of three prize packages, consisting of: a copy of Chicago Approach by Guillermo Gregorio, Pandelis Karayorgis and Nate McBride and a copy of Distich by Mat Maneri and Denman Maroney."

Publicado por António Branco às 12:36 PM | Comentários (0) | TrackBack

LADIES IN THE BLUES

Ladies in the Blues

Amanhã, pelas 21h30, sobe ao Auditório Municipal de Lagoa o espectáculo "Ladies In The Blues'". Cantam Marta Plantier e Bárbara Lagido. Os arranjos são de Laurent Filipe.

"Muitas foram as mulheres que, de uma forma mais ou menos reconhecida contribuíram, quer como intérpretes quer como autoras, para a evolução do “blues” enquanto forma de expressão sociocultural. O espectáculo "Ladies in the Blues" evoca algumas das figuras mais marcantes tais como: Alberta Hunter, Ida Cox, Bessie Smith, Billie Holliday, Ella Fitzgerald e também Aretha Franklin, de quem conhecemos menos a sua "blue soul". Para além de intérpretes extraordinárias, estas mulheres enriqueceram a temática do “blues” pela forma viva e vivida como transmitiram a sua mensagem, deixando para sempre uma marca de referência em cada canção. As vozes de Marta Plantier e Bárbara Lagido transmitem, de forma vibrante e emocionante todo o espírito das Senhoras do “Blues” num espectáculo carregado de energia e apoiado numa banda e arranjos excepcionais, com a garantia de qualidade a que Laurent Filipe nos tem habituado". (texto da organização)

Publicado por António Branco às 12:20 PM | Comentários (3) | TrackBack

UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de hoje de "Um Toque de Jazz" – Novos discos (7) – "Party Hats" (Will Bernard); "New Momentum" (Robert Irving III); "Route F" (Billy Hart); "Quartet" (Pat Metheny/Brad Mehldau); "CodeBook" (Rudresh Mahanthappa); "Duets» (Anthony Braxton/Joe Fonda); "Exponentially Monk" (John Stetch).

Amanhã haverá "Live at The City Hall" (Glasgow), um concerto pela European Youth Jazz Orchestra, sob a direcção de Barry Forgie (BBC), gravado em 13 de Maio de 2006.

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM, e Mértola 92.2 FM)).

Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

Publicado por António Branco às 08:16 AM | Comentários (0) | TrackBack

SOFIA RIBEIRO E MARC DEMUTH EM CONCERTO

Sofia Ribeiro
Sofia Ribeiro

Próximos concertos do duo Sofia Ribeiro (voz) e Marc Demuth (contrabaixo):

Sexta 2 Março (17h30) - Vila Nova de Gaia (El Corte Inglês - Semana do Jazz)
Quarta 7 Março (23h) - Lisboa (Hot Clube de Portugal (Lisboa)
Quinta 8 Março (19h) - Lisboa (Museu da Música - Concerto aberto em directo para a Antena 2)
Sexta 9 Março (23h30) - Matosinhos (Bflat), com convidado Carlos Azevedo (piano)
Sábado 10 Março (23h30) - Matosinhos (Bflat), com convidado Carlos Azevedo (piano)

Publicado por António Branco às 08:09 AM | Comentários (1) | TrackBack

março 01, 2007

NOVIDADES XII VISION FESTIVAL NYC

Bill Dixon
Bill Dixon

Fontes nova-iorquinas confidenciaram ao Improvisos Ao Sul que a próxima edição, a XII, do Vision Festival, que, como habitualmente, irá ter lugar no próximo mês de Junho, vai ser dedicada ao trompetista Bill Dixon e vai ter uma presença portuguesa...

A saber vamos...


Publicado por António Branco às 12:10 PM | Comentários (0) | TrackBack

NOVO DISCO DO TRIO DE ALBERTO CONDE

Alberto Conde Trio
Alberto Conde Trio

No próximo sábado, 3 de Março, é apresentado no Centro Cultural Caixanova de Vigo, pelas 20h30, o novo disco do trio do pianista e compositor Alberto Conde, intitulado "Andaina". A ele juntam-se o contrabaixista Baldo Martínez e o baterista e percussionista Nirankar Khalsa. Como artistas convidados, participam Cuchús Pimentel (guitarra flamenca) e Maite Dono (voz).

"Alberto Conde y Baldo Martínez interesados en intercambiar la sus experiencias y apoyados por Nirankar Khalsa [ percusionista - baterísta afroamericano ] consiguen crear una música fresca y original, que desvela los sentidos. Esta formación, que está participando activamente en diversos festivales del panorama español, posee un trabajo, dentro del campo del jazz y de las Noticias Músicas, extenso y rico en formas y contenidos. Cada uno de los integrantes del trío tiene su propia formación artística, una larga trayectoria musical y 20 años de incansable labor sus costas. "Andaina" es un trabajo musical donde nuevamente en la búsqueda de la integración estilística, la Música gallega viaja a través del Jazz en composiciones y arreglos para trío, creando una atmósfera abierta, con sencillas melodías, espontaneidad, expresividad y variedad de rítmos. Música gallega enriquecida con la música afroamericana. En esta ocasión, se suma la colaboración de dos artístas, el guitarrista flamenco Cuchús Pimentel y la cálida voz de Maite Dono, su participación aporta nuevos colores a este particular y al mismo tiempo universal paixase musical."

Mais informações em http://www.albertoconde.com.

Publicado por António Branco às 07:11 AM | Comentários (0) | TrackBack