« janeiro 2007 | Entrada | março 2007 »
fevereiro 28, 2007JOÃO PAULO ESTA NOITE NA CULTURGESTHoje (21h30), na Culturgest, o pianista João Paulo Esteves da Silva, apresenta o seu belíssimo novo disco a solo, intitulado "Memórias de Quem", com selo Clean Feed. Basta ouvir "Mi Alma", "O Incêndio", "Durme", "Através"... "João Paulo Esteves da Silva nasceu em Lisboa, em 17 de Maio de 1961, numa família de músicos. Começou a tocar piano aos quatro anos de idade. Estudou na Academia de Santa Cecília e no Conservatório Nacional de Lisboa onde obteve o diploma do Curso Superior de Piano com a classificação máxima. Com uma bolsa de estudos da Secretaria de Estado da Cultura foi completar a sua formação a Paris, no Conservatório de Rueil-Malmaison, onde esteve três anos obtendo as mais altas distinções (“Médaille d’Or”, “Prix Jacques Dupont”, “Prix d’Excellence”, “Prix de Perfectionement”). Terminados os estudos, permaneceu em Paris mais quatro anos, dando vários recitais em França e nos Estados Unidos, dos quais se salientam os de Nova Iorque no Carnagie Hall em 1986 e 1989. Exímio instrumentista, a sua actividade reparte-se por vários géneros musicais, do jazz à música popular portuguesa, da música erudita ao fado. Considerado um músico de jazz, tem sido, no entanto, convidado para interpretar, compor, ou orquestrar trabalhos de músicos dos mais variados quadrantes. Sérgio Godinho, Vitorino, José Mário Branco, Fausto, Filipa Pais, Tomás Pimentel, Mário Laginha, Maria João, Pedro Caldeira Cabral, Ana Paula Oliveira, Carlos Martins, André Fernandes, Carlos Barretto, são alguns dos músicos com quem tem trabalhado. De entre as suas colaborações mais recentes, contam-se as orquestrações e acompanhamento no CD de Maria Ana Bobone, Sra. da Lapa, os arranjos da peça interpretada por Maria João Pires na gravação de Mísia ou a sua presença em Sempre de Carlos Martins. No plano internacional tocou, entre outros, com músicos como John Stubblefield, Graham Haynes, Hamid Drake, Frank Cólon, Cláudio Puntin, Stephen Schon, Micahel Riessler e Peter Epstein. O concerto desta noite baseia-se no seu novo CD, Memórias de Quem, a editar durante o presente mês de Fevereiro pela Clean Feed/Trem Azul." (texto da organização) Mais informações em http://www.culturgest.pt/actual/joao_paulo.html. |
fevereiro 27, 2007PROJECTO "JAZZ WORKSHOP"O saxofonista Rui Azul acaba de criar o projecto "Jazz Workshop" (a que chamou jam-blog, disponível em http://jazz-workshop.blogspot.com), que consiste num colectivo de criatividade e improvisação multi-artes e multi-meios, situado online, sob o tema genérico jazz. De acordo com as palavras de Rui Azul, o novo projecto é “constituído por apreciadores de Jazz, pessoas criativas, capazes de se motivarem pelo duplo desafio que este projecto coloca, tanto à sua inteligência e agilidade mental, como à sua sensibilidade artística e espírito criativo. Trata-se de estabelecer uma situação de jam-session, gerando uma improvisação colectiva, em vários domínios do audiovisual / multimédia”. Mais informações em: http://jazz-workshop.blogspot.com. |
fevereiro 26, 2007LEROY JENKINS (1932 - 2007)O violinista Leroy Jenkins morreu no passado domingo, em Nova Iorque. Outro grande que parte... ...Jenkins was already performing violin at the age of 8 at his local Ebenezeer Baptist Church. The flavor of spirituals still remains in his music. He studied music in high school and then attended Florida A&M University Born in Chicago, Illinois in 1932, Jenkins was already performing violin at the age of 8 at his local Ebenezeer Baptist Church. The flavor of spirituals still remains in his music. He studied music in high school and then attended Florida A&M University where he studied with Bruce Hayden and completed his B.S. in music. For the next ten years Jenkins remained in the South teaching music. Jenkins returned to Chicago in 1965 and was drawn into the well spring of Chicago s creative music activities. Almost immediately, he joined the Association for the Advancement of Creative Music (AACM). Jenkins recalls that this union marked the first time that as a violin player he was truly welcomed into creative music performances. During this time he played and recorded with Muhal Richard Abrams , Leo Smith and Anthony Braxton . In 1969, Jenkins left for Paris with Braxton and Smith. With the addition of |
90 ANOS DE DISCOS DE JAZZ...Faz hoje 90 anos que a Victor Talking Machine Company editou o disco "Livery Stable Blues", acompanhado por "Dixie Jass Band One Step", da Original Dixieland Jass Band, o primeiro disco de jazz... A história (registada) começava aí... |
fevereiro 25, 2007JOSÉ DUARTE NA RÁDIONa emissão de hoje do programa "A Menina Dança?", será a vez de escutarmos Dianne Reeves, Rita Reys, Della Reese, Claude Nougaro e Michel Legrand. A Menina Dança? é um programa da autoria de José Duarte, que vai para o ar na RDP - Antena 1, aos domingos - às 00h07. Já nas emissões desta semana do programa "Cinco Minutos de Jazz", vão estar em destaque Ornette Coleman (segunda, 26), Harry Conick Jr. (terça, 27), Adriana (quarta, 28), Mario Pavone (quinta, 1) e Archie Shepp (sexta, 2). Cinco Minutos de Jazz é um programa que vai para o ar na RDP - Antena 1, de segunda a sexta - 17h53 e 22h53. No programa "Jazz com Brancas" será a vez de escutarmos George Russell (segunda, 26), Sonny Rollins (terça, 27), Charles Mingus (quinta, 1) e Sarah Vaughan e Joe Williams (sexta, 2). Jazz com Brancas é um programa que vai para o ar na RDP - Antena 2, de segunda a sexta - entre as 20h04 e as 21h00. Na região de Beja, a RDP - Antena 1 pode ser escutada em 87.7 FM (em Mértola 90.9 FM). A RDP - Antena 2 pode ser escutada em 91.1 FM (em Mértola 92.2 FM) |
fevereiro 24, 2007TRIO DE McCOY TYNER HOJE NA CULTURGESTEsta noite (21h30), na Culturgest, actua o trio do lendário pianista McCoy Tyner, velho companheiro de John Coltrane, acompanhado por Charnett Moffett (contrabaixo) (que já tocou, entre outros, com Ornette Coleman), e Eric Kaman Gravatt (bateria). "Desde há mais de cinco décadas que a história do jazz (e do piano) é marcada pelo vigor, pela magistral percussão, pela cor harmónica, pelo pianismo de McCoy Tyner. Nascido em Filadélfia em 1938, começou a tocar piano aos treze anos, influenciado por Bud Powell, Art Tatum e Thelonious Monk, numa época em que, no seu bairro, viviam músicos como Lee Morgan, Archie Shepp, Bobby Timmons, Reggie Workman. Bud Powell, seu ídolo, mudou-se a certa altura para uma casa a dois quarteirões dos Tyner. Uma tal vizinhança e convívio haviam de influenciar o jovem músico. Tinha dezassete anos quando, tocando num clube de Filadélfia encontrou John Coltrane, ao tempo integrado na banda de Miles Davis. O saxofonista, cujo estilo estava ainda em formação, e com uma reputação em crescimento, não tinha nenhum grupo seu, mas tocava ocasionalmente com alguns músicos, entre os quais Tyner. O entendimento entre ambos era tão grande que Coltrane tornou claro que um dia, quando tivesse a sua banda, gostaria de contar com ele. O pianista fez parte do lendário septeto de Benny Golson e Art Framer, mas quando Coltrane abandonou o grupo de Miles para formar o seu próprio, em 1960, McCoy Tyner integrou a sua banda. E até 1965 dela fez parte, participando em numerosas gravações históricas como Africa Brass, A Love Supreme e My Favorite Things. Simultaneamente gravou os seus próprios álbuns para a editora Impulse! E mais tarde para a Blue Note. Depois de deixar Coltrane, Tyner registou alguns álbuns post-bop para a Blue Note. No início dos anos 1970 assinou com a editora Milestone onde gravou discos que são absoluta referência na história do jazz, como Sahara ou Enlightenment. Desde essa altura que tem trabalhado sempre com regularidade, seja em quarteto, em big band ou em trio, gravando para várias editoras. É em trio que esta lenda viva do jazz vem à Culturgest." (texto da organização) Mais informações em http://www.culturgest.pt/actual/mccoy_tyner.html. |
UM TOQUE DE JAZZNa emissão de hoje de "Um Toque de Jazz" - Novos discos portugueses (4) - "East of The Moon", pelo Duo Ibéria (Laurent Filipe, trompete; Pedro Sarmiento, piano); "Dedadas", pelo sexteto de Mário Barreiros; "Orquestra Angra Jazz com Paula Oliveira", com direcção de Claus Nymark e Pedro Moreira. "Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM, e Mértola 92.2 FM)). Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2. |
JAZZ NO PRINCIPAL 2007Vai realizar-se entre hoje e 24 de Março, sempre ao sábado, o Jazz no Principal 2007, iniciativa organizada pelo SPJ (Seminário Permanente de Jazz de Pontevedra), que, à semelhança dos anos anteriores, terá lugar no Teatro que lhe dá nome, o Teatro Principal de Pontevedra (Galiza). “Un ano máis presentamos o ciclo Jazz no Principal na cidade de Pontevedra. Nesta edición de 2007 o SPJ mantén firmemente a súa filosofia de programación: unha decidida aposta pólo pouso didáctico que catro figuras do jazz deixáran nas xóvenes promessas deste estilo en Galiza. Contaremos coas visitas do baterista madrileño Juanma Barroso, os saxofonistas bascos Jon Robles e Mikel Andueza e o contrabaixista estadounidense Tom Warburton. As actuacións consisten nun programa elaborado pólos catro jazzistas convidados a Pontevedra que presentan xunto a unha selección dos alumnos máis representativos do SPJ. No caso particular de Mikel Andueza, o grupo acompañante serán os Ten Jazz Men, unha banda que recentemente editou o seu primeiro traballo discográfico “Mays Idea” (Free Code Jazz Records). Por suposto, o ciclo ofrece paralelamente os habituais obradoiros matutinos que imparten nesta ocasión Junma Barroso, Jon Robles, Mikel Andueza e Tom Warburton. Como salientable novidade, haberá tamén obradoiros en sesión de tarde com catro dos máis destacados docentes e instrumentistas de jazz de Galiza: Andrés Rivas (bateria), Manolo Gutiérrez (piano), Marcos Pin (guitarra) e Miguel Guerra (contrabaixo). Esta completa programación abonda unha vez máis naquela ideia sempre presente no facer do SPJ; o decidido apoio e dinamización do jazz e os jazzistas galegos.“ (texto da organização) O cartaz da edição deste ano é o que se segue: 24 de Fevereiro (sábado; 21h30) 3 de Março (sábado; 21h30) 17 de Março (sábado; 21h30) 24 de Março (sábado; 21h30) Nos dias dos concertos haverá jam sessions, a partir da meia-noite, no Night & Day Jazzcafé. Paralelamente aos concertos decorrerão workhops de vários instrumentos: 24 de Fevereiro: Juanma Barroso (11h – 14h) e Manolo Gutiérrez (16h – 19h) Para mais informações consultar o sítio do SPJ, em http://www.spj.org. |
fevereiro 23, 2007NUNO FERREIRA TRIO EM OLHÃOO Cantaloupe Bar, nos Mercados de Olhão recebe hoje e amanhã , pelas 22h30, o trio do guitarrista Nuno Ferreira, com João Custódio (contrabaixo) e João Rijo (bateria). Nuno Ferreira nasceu no Barreiro em 1975, tendo iniciado estudos musicais aos oito anos, com aulas de piano e posteriormente de guitarra. Frequentou o curso da escola de jazz do Hot Clube de Portugal (HCP), que conclui em 1994. Actua frequentemente como freelancer em Portugal, Espanha e nos Estados Unidos, com diferentes grupos, destacando-se colaborações com Bernardo Moreira, Marcello di Leonardo, Paul Gill, Nelson Cascais, Carlos Barretto e Jesus Santandreu. Da sua discografia avultam "Spin" (Tone Of A Pitch, 2005) e À Espera do Verão" (Tone Of A Pitch, 2005). Mais informações em http://cantaloupeolhao.blogspot.com. |
JOSÉ AFONSO MORREU HÁ 20 ANOSCompeltam-se hoje vinte anos (como o tempo passa...) sobre a morte de José Afonso, referência incontornável da música portuguesa, e ainda tão incómoda para alguns... Que a sua música continue a inspirar-nos, desta forma tão realista e actual... Coro dos Caídos Cantai bichos da treva e da aparência Cantai cantai melancolias serenas Cantai os vossos tronos e impérios Cantai cantai que o ódio já não cansa (José Afonso) |
fevereiro 22, 2007ASSIM FALAVA JAZZATUSTRA!, NA LER DEVAGARHoje na Livraria Ler Devagar (Rua da Rosa, 145, Bairro Alto, em Lisboa) teremos "Assim Falava Jazzatustra!" (assim se chama a nova programação de jazz, todas as quintas-feiras, naquele espaço de cultura). Desta vez a formação convidada será o trio do pianista Júlio Resende, com Hugo Antunes (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria). No interlúdio, o escritor Rui Zink lerá o seu mais recente conto. |
POSTO DE ESCUTAAvishai Cohen Trio & Ensemble - "At Home" Avishai Cohen (contrabaixo e baixo eléctrico); Mark Guiliana (bateria e percussão); Sam Barsh (piano, órgão Hammond, Fender Rhodes, melódica); Yosvany Terry (saxofones, chekere); Anne Drummond (flauta); Diego Urcola (fliscórnio); Jeff Ballard (bateria); Tomer Tzur (hand drum) Nova Iorque, 14 a 20 de Abril de 2004 |
fevereiro 20, 2007V PORTALEGRE JAZZFEST ARRANCA HOJEArranca hojea quinta edição do Portalegre JazzFest - Festival Internacional de Jazz de Portalegre 2007. O programa das festas é o que se segue: Hoje "A Música e o músico são indissociáveis em Mário Barreiros . Bem antes de enveredar pela actividade de produtor, Mário Barreiros viveu a música como músico, um baterista cujo mérito lhe permitiu integrar formações de relevo no panorama do jazz português, tais como o Quinteto de Maria João; Quarteto de António Pinho Vargas; Sexteto de Jazz de Lisboa e Quarteto de Mário Laginha, entre outras. Em 1994 formou o seu Sexteto de Mário Barreiros com alguns dos músicos frequentadores da Escola de Jazz do Porto. Hoje, a paixão pelo jazz volta a ocupar um primeiro plano, e o Sexteto de Mário Barreiros reaparece, agora constituído por Mário Santos (saxofone tenor e clarinete baixo), José Luís Rego (saxofones soprano e alto), José Pedro Coelho (saxofone tenor e flauta), Pedro Guedes (piano), Pedro Barreiros (contrabaixo) e Mário Barreiros (bateria), com um repertório alargado de temas originais da autoria de Mário Barreiros, Pedro Guedes e Mário Santos. " (texto da organização) Amanhã (quinta-feira) “Os Trigon têm tido um enorme sucesso no encontrar do estreito caminho entre o folclore e o jazz, e na criação da sua própria música, demonstrando uma imaginação e virtuosidade tremendas. Todos os músicos são solistas, tocando a sua própria música no seu próprio estilo, o que é um feito exigente. Os espectadores, ao tentar acompanhar os músicos caem imediatamente em transe. E durante o resto do concerto estão perdidos num devaneio sonhador. A sonhar sonhos espantosamente belos. É impossível ficar indiferente durante o concerto. As imagens são reais, visíveis, palpáveis. É um Teatro de música, plástico, artístico, com um enorme sentido de humor. Pintura e Música – ousada, forte, dramática. Em que qualquer movimento do Arco, qualquer som é liberdade, prazer, alegria. É música vivida no palco. Música sobre verdades universais. Sobre o mundo e o nosso lugar nesse mundo. Sobre algo em nós, escondido fundo, inconsciente e deveras importante. Uma ilusão? Deveríamos antes dizer virtuosismo, conhecimento profundo, e metamorfose”. (texto da organização, citando o jornal “Megapolis” (2005, Moscovo, Rússia) 23 de Fevereiro (sexta-feira) "Nascido em 1935, o compositor Michel Portal também toca clarinete, saxofone e o pequeno acordeão ou bandoneon. Músico difícil de classificar devido á sua enorme oferta em diversas categorias, Michel Portal é uma personagem extraordinária que está tão á vontade com compositores clássicos – Mozart, Brahms, Schumann, Berg – como com músicos contemporâneos, como Boulez, Stockhausen, Berio, Kagel, entre outros, com os quais já tocou. No vasto campo do jazz europeu, Portal têm tido uma influência profunda. Quer seja a fazer duetos com Bernard Lubat ou Martial Solal; ou convidado a acompanhar grupos (Humair-Jeanneau-Texier; Kuhn-Humair-Jenny Clark); ou a tocar como parceiro temporário com Jack DeJohnette, Dave Liebman, Howard Johnson, John Surman, ou Mino Cinelu, a sua influência têm sido notável. Os arranjos podem ser estruturados ou espontâneos, mas Portal consegue ser tanto um activista como um reaccionário. Michel Portal ocupa um lugar particular e singular na cena do jazz europeu. A sua reputação como solista clássico parece ter tornado desnecessária qualquer necessidade de reafirmação das suas capacidades técnicas. Recipiente directo das obras dos grandes compositores contemporâneos, Portal não é impelido pela necessidade de ser reconhecido. Regularmente aclamado pelos profissionais musicais de diversos géneros (três Óscares franceses, os Césares, pelo seu trabalho em bandas sonoras, complementam os mais variados prémios noutros campos), Portal está na posição de apreciar o lugar que ocupa. É isso que lhe possibilita a oportunidade de embarcar com vigor renovado em ainda mais improvisação, o que vêm por sua vez perturbar ainda mais as ideias definidas a seu respeito. Uma improvisação que não exclui a incerteza ou a veemência. Longas viagens musicais, um lirismo estridente, uma invenção caprichosa, sentimentos de fantasia que criam tensão em conjunto com melodias animadas. Através de uma teimosa procura pelo âmago da alma ou a explosão do ritmo, Portal parece viver cada quilómetro musical como se estivesse a trazer o Tom de volta á ribalta. Parece necessitar de expandir a sua alma musical até aos limites, assim como as regras de contribuição dos outros músicos. Ao fazer isso, consegue alcançar excepcionais pontos altos, não apenas em termos de momentos de paixão mas também quando gritos trágicos se manifestam. O palco é no entanto o seu lugar favorito. É apenas para as gravações (principalmente “Dejárme solo” e “Turbulence”), que ele reserva as suas matizes, os seus arranjos a solo com figuras cuidadosamente posicionadas e de comentários fixos que remetem para a sua agitação fora do palco. O jazz não é para ele um estilo entre muitos. É sim uma forma avassaladora de sentir a música, reflectindo sobre outras experiências musicais, de forma a transmutá-las, e finalmente reinventá-las." (texto da organização) 24 de Fevereiro (sábado) "O Ivey-Divey Trio vai buscar o seu nome e maior parte do seu reportório ao álbum homónimo de 2004, considerado pela revista Jazz Times como o “Disco do Ano”, e elogiado como o “melhor álbum de Don Byron em muitos anos”, pelo jornal “The New York Times”; este álbum inclui ainda a música “I Want to be Happy”, que contém um solo de Byron nomeado para os prémios Grammy. O trio homenageia de forma calorosa neste álbum Lester Young, lenda do Saxofone, e o seu álbum em conjunto com o pianista Nat “King” Cole e o baterista Buddy Rich, datado de 1946. Alem de executarem várias músicas dessa gravação clássica do Trio de Lester Young, o Ivey-Divey Trio interpreta também composições de Miles Davis, John Coltrane, e algumas músicas originais de Don Byron. A escolha de músicos para o seu trio foi tão acertada como sempre, incluindo dois dos mais talentosos e ritmicamente dotados músicos da nova geração, o pianista George Colligan (colaborador de longa data de Byron em diversos projectos) e o baterista Ben Perowsky. Desde o lançamento do CD, o Ivey-Divey Trio têm actuado com enorme sucesso em diversos festivais de jazz (Monterey, San Francisco, Seattle e Newport), assim como na New York’s Symphony Space, no Village Vanguard, e em diversos outros festivais de jazz. Além do trio habitual, participaram nestes concertos outros músicos de renome, como os pianistas Jason Moran e Edward Simon, e os bateristas Jack DeJohnette e Billy Hart." (texto da organização) Os concertos têm lugar no Grande Auditório do Centro das Artes do Espectáculo de Portalegre, com início às 21h30. Os bilhetes têm preço único de € 10. Nos dias 23 e 24 haverá jam sessions com o trio vibrafonista Jeffrey Davis - com Nelson Cascais (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria) - no Café Concerto CAEP por volta da meia-noite. |
fevereiro 19, 2007CURSO DE HISTÓRIA DO JAZZ NA VELHA-A-BRANCAA Velha-a-Branca - Estaleiro Cultural de Braga, organiza a partir de amanhã um curso de"História do Jazz - (nível básico)", ministrado por José Carlos Santos, conhecido divulgador do jazz naquelas paregens minhotas, e o principal responsável pela programação do BragaJazz. Este curso de História de Jazz - nível básico, que se realiza pela quarta vez na Velha-a-Branca, pretende dar aos seus frequentadores uma noção geral da evolução do Jazz desde os primeiros "ensaios" até aos dias de hoje. Além da audição dos trechos musicais mais relevantes na história do Jazz, as quatros sessões contarão também com a exibição de pequenos documentários em vídeo sobre alguns dos movimentos e dos seus músicos. Posteriormente, num curso mais avançado a decorrer no fim deste, serão ministrados conhecimentos mais aprofundados sobre algumas das épocas abordadas neste curso de iniciação. DESTINATÁRIOS SESSÕES, DURAÇÃO E HORÁRIO PROGRAMA 2. JOVENS TURCOS 3. OS VENTOS DA REVOLTA 4. O JAZZ ESTá MORTO? FORMADOR PREÇO LOCAIS DE INSCRIÇÃO MAIS INFORMAÇÕES: |
fevereiro 18, 2007JOSÉ DUARTE NA RÁDIONa emissão de hoje do programa "A Menina Dança?", será a vez de escutarmos canções interpretadas por Hanne Hukkelberg, Rare Silk, Dinah Shore, Marlene Shaw, Nina Simone, Son Seals, dr. Ross, Grady Tate e Ivonne de Carlo. A Menina Dança? é um programa da autoria de José Duarte, que vai para o ar na RDP - Antena 1, aos domingos - às 00h07. Já nas emissões desta semana do programa "Cinco Minutos de Jazz", vai estar em destaque a pianista norte-americana Geri Allen. Cinco Minutos de Jazz é um programa que vai para o ar na RDP - Antena 1, de segunda a sexta - 17h53 e 22h53. No programa "Jazz com Brancas" será a vez de escutarmos Ella Fitzgerald e Louis Armstrong (amanhã), Bill Evans e Oscar Peterson (terça, 20), Billie Holiday (quarta, 21), Charles Mingus (quinta, 22) e John Coltrane e Charlie Parker (sexta, 23). Jazz com Brancas é um programa que vai para o ar na RDP - Antena 2, de segunda a sexta - entre as 20h04 e as 21h00. Na região de Beja, a RDP - Antena 1 pode ser escutada em 87.7 FM (em Mértola 90.9 FM). A RDP - Antena 2 pode ser escutada em 91.1 FM (em Mértola 92.2 FM) |
fevereiro 17, 20073x4 NA RÁDIO ZERO (IST)Vai hoje para o ar a partir das 21h a segunda emissão do programa "4x3", que dá espaço a uma dupla: Paulo Raposo e André Gonçalves enchem os doze metros quadrados do estúdio da rádio Zero com uma performance baseada no improviso e no aspecto conceptual dos espaços e sons nele repercutidos. A ouvir hoje na Rádio Zero, do Instituto Superior Técnico (Lisboa), http://radio.ist.utl.pt. A emissão repete no próximo sábado pelas 21h00 e logo de seguida é colocada para download no feed do podcast, para aqueles que desejarem subscrever o programa (devem fazê-lo através de sofware como os Live Bookmarks do Mozzila, iTunes, etc..) utilizem o link de subscrição: http://podcast.radio.ist.utl.pt/4x3.xml O podcast da primeira emissão está disponível: http://podcast.radio.ist.utl.pt/4x3_20070120.mp3. |
UM TOQUE DE JAZZNa emissão de hoje de "Um Toque de Jazz" - Novos discos portugueses (3) - "Teatro", pelo trio do saxofonista Rodrigo Amado com Kent Kessler (contrabaixo) e Paal Nilssen-Love (bateria) no Festival Spectrum (Teatro Nacional de S. João, Porto); "Believer" por Carlos Bica & Trio Azul, com Frank Möbus (guitarra), Jim Black (bateria) e o convidado especial DJ illvibe (gira-discos) e "A Jazzy Way", pela cantora Maria Anadon. "Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM, e Mértola 92.2 FM)). Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2. |
fevereiro 16, 2007SARA VALENTE APRESENTA NOVO DISCO EM ALMADAÉ esta noite apresentado no Teatro Municipal de Almada o novo CD de estreia da cantora de Sara Valente, intitulado “Blue in Green”. “Blue in Green” surge da vontade de Sara Valente em registar alguns dos seus temas favoritos e onde propõe autores como Thelonious Monk, Horace Silver e uma diferente abordagem a alguns temas originalmente instrumentais de Miles Davis e Wayne Shorter. Neste CD tocam João Maurílio (Piano), Gonçalo Marques (Trompete), Nelson Cascais (Contrabaixo), Paulo Bandeira (bateria). |
RODRIGO AMADO NA INTERNETO site do saxofonista Rodrigo Amado está reformulado. Pistas para o seu trabalho enquanto músico e fotógrafo para descobrir em http://www.rodrigoamado.com. |
DOWNBEAT FEV07Já está nas bancas a edição de Fevereiro da revista norte-americana Downbeat. Aqui fica o índice do que há para ler neste número: CAPA |
fevereiro 15, 2007JÚLIO RESENDE & CIAHoje, pelas 23h, a cantora Vânia Fernandes e o pianista Júlio Resende apresentam "Cumplicidade", no Ondajazz (ao Campo das Cebolas, em Lisboa). Juntam-se-lhes o contrabaixista Hugo Antunes e o baterista Alexandre Frazão. Amanhã é a vez da Livraria Ler Devagar (rua da Rosa 145, Bairro Alto, Lisboa) acolher, também às 23h, o trio voz-piano-contrabaixo (Fernandes/Resende/Antunes)! No sábado, o quarteto (com Jorge Moniz na bateria) vai estar no Be Jazz Café, no Barreiro, também às 23h. No domingo, esta formação (desta vez com João Rijo na bateria) apresenta-se no Jazz&Blues Company (em Massamá), às 17h. |
BRAGAJAZZ 2007A edição de 2007 do Bragajazz realiza-se entre os próximos dias 15 e 24 de Março, no magnífico Theatro Circo, em Braga. A programação esteve mais uma vez a cargo do incansável José Carlos Santos e é a seguinte: 15 de Março (quinta-feira) 16 de Março (sexta-feira) 17 de Março (sábado) 22 de Março (quinta-feira) 23 de Março (sexta-feira) 24 de Março (sábado) Entre os dias 15 e 17 e 22 e 24 de Março realizam-se workshops dirigidos pelo trio do saxofonista John O´Gallagher. Este trio animará as sessões "afterhours" do festival a partir da meia-noite (local em breve a determinar)nos dias dos concertos do festival (15,15,17, 22, 23 e 24 de Março). Mais informações em www.theatrocirco.com. |
fevereiro 14, 2007ENTREVISTA - HÉLDER MARTINSNão são muitos os livros de autores portugueses que versem o jazz e a música improvisada. Os publicados por José Duarte, Jorge Lima Barreto, Rui Eduardo Paes e... pouco mais. No final de 2006 foi publicado o livro "Jazz em Portugal (1920 – 1956): – Anúncio - Emergência – Afirmação", da autoria de Hélder Bruno Martins - musicólogo, investigador científico (licenciado em Educação Musical pela Escola Superior de Educação de Coimbra, mestre em Ciências Musicais pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e doutorando em Musicologia na Universidade de Aveiro), director pedagógico da Academia de Música da Lousã e da Escola Jazz Ao Norte - que traça uma panorâmica sobre a evolução do jazz no nosso país, desde 1920 - altura em que começaram a surgir na imprensa nacional as primeiras notícias que falavam desta(s) música(s) - e 1956, data chave por ser o ano em que tocou entre nós a célebre orquestra de Count Basie. Na sequência da apresentação do livro em Beja - no passado dia 3 de Fevereiro, na Cafetaria do Pax-Julia Teatro Municipal - o Improvisos Ao Sul falou com Hélder Martins, para conhecer melhor os contornos deste seu livro... Conte-nos um pouco a história da sua ligação à música (e ao jazz, em particular). Para além de investigador e docente é também músico... Como é conciliar todas estas vertentes? |
fevereiro 13, 2007REPORTAGEM - ESCOLA DE JAZZ LUIZ VILLAS-BOAS (HCP)A Escola de Jazz Luiz Villas-Boas, do Hot Clube de Portugal, é a mais antiga e mais prestigiada escola de jazz do país. Fomos conhecê-la por dentro, saber mais sobre a sua história, os seus problemas e ambições. Aquela manhã fria mas solarenga de finais de Novembro convidava a um passeiro tranquilo à beira Tejo. Porém, os passos apressados de jovens a carregar o seu instrumento denunciavam a presença próxima de uma escola de música. Todos os caminhos convergem na direcção de um edifício, anteriormente pertencente à Standard Eléctrica, situado mesmo em frente à antiga FIL. É aí que, paredes-meias com a Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML), moram desde Outubro de 1996 não só a Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal (HCP), baptizada com o nome do fundador, Luiz Villas-Boas, mas também a própria Direcção, serviços administrativos e o valiosíssimo espólio do Hot. Apesar de ter sido criada 30 anos depois da fundação do HCP, a Escola de Jazz Luiz Villas-Boas é a mais antiga e conceituada escola de jazz a funcionar em Portugal, contando actualmente com cerca de 150 alunos e 30 professores. Momento ímpar no processo evolutivo do jazz em Portugal, a criação da Escola de Jazz do Hot, veio possibilitar a formação, em regime de ensino formal, de várias gerações de novos músicos, mais habilitados e preparados para encetar uma carreira profissional sólida e duradoura. Dos bancos e salas de ensaio da Escola têm saído alguns dos mais importantes nomes do jazz nacional das últimas três décadas, como Carlos Martins, Mário Laginha, Bernardo Sassetti, Maria João, Mário Delgado, só para citar alguns dos nomes referenciais. Uma Escola com passado… Após um processo conturbado, repleto de contratempos e de vicissitudes várias, que data da segunda metade da década de 1940, foi constituído o Hot Clube de Portugal, com o propósito central de «promover e divulgar o jazz», num país marcado por uma mentalidade cultural retrógrada e provinciana. Salvo honrosas excepções, o jazz era profundamente detestado pelas conservadoras elites políticas e culturais do Portugal de então, que inúmeras vezes apelidaram esta música de “selvagem” e “infernal”. A criação de uma escola de jazz não estaria nos planos iniciais dos pioneiros do HCP. Porém, considera Bernardo Moreira, Presidente da Direcção do Hot desde Fevereiro de 1992, que tal ideia «consta dos seus Estatutos», mas «na mentalidade dos fundadores nada estava excluído, mas nada estava concretamente idealizado», afirma. «A partir dos finais dos anos 1960, o Villas-Boas começou a pensar que seria muito interessante que se pudesse ter uma escola». «Duas coisas ele gostava de ter: uma escola e uma “big band”.» Com alguma mágoa, diz que «num país como o nosso foi preciso esperar 30 anos para ter uma escola e quase cinquenta para ter uma “big band”.»
A criação da Escola, no final dos anos 1970, em muito se fica a dever à teimosia e a um inabalável desejo de romper com o marasmo de Zé Eduardo, dotado contrabaixista, que aliando as qualidades como instrumentista, compositor e arranjador, a uma profunda vertente pedagógica, por todos reconhecida, decidiu tomar as rédeas do projecto e dar-lhe vida. «O Zé Eduardo aparece no final da década de 1960, princípios da de 1970, como um jovem contrabaixista promissor» que «revelou, desde muito cedo, um aspecto verdadeiramente notável que foi uma enorme vocação pedagógica», recorda Bernardo Moreira. Incentivado por Villas-Boas – numa altura em que este não fazia parte da Direcção do Hot – Zé Eduardo «monta uma escola incipiente, com recursos praticamente nulos, com meia dúzia de alunos, um professor (ele próprio), uma sala de aulas (a sala do Hot) e um horário limitado». «Essa é uma época mal documentada dentro do Hot. Se eu quiser saber quem foram os primeiros alunos que se inscreveram, não há registo», desabafa o actual Presidente do Hot. Quando, em 1981, partiu para dinamizar o Taller de Músics de Barcelona, Zé Eduardo deixou atrás de si uma escola ávida de novos e mais altos voos, entre os quais continuava a estar a criação de uma “big band”. Na tentativa de saber mais sobre este fervilhante período temporal, quis a Jazz.pt falar com Zé Eduardo, que no entanto se recusou, amavelmente, a prestar declarações. Nesses primeiros tempos, a aprendizagem era feita «um pouco à maneira da Idade Média», muito através do contacto e da convivência com os músicos mais velhos e experimentados, num processo quase osmótico. A herança deixada por Zé Eduardo permitiu à Escola desenvolver-se nos anos 1980, primeiro dirigida por Tomás Pimentel e depois pelo norte-americano David Gaudsen, de uma forma «globalmente muito razoável», nas palavras de Bernardo Moreira. A Escola funcionava então nos andares de cima do velhinho edifício da Praça da Alegria – à data já num adiantado estado de degradação – propriedade de uma seguradora e anteriormente arrendado ao Grupo Onomástico “Os Carlos”. Com o passar dos anos, com mais alunos e professores, instalaram-se um maior rigor e formalismo, mas sem nunca se perder um lado informal na aprendizagem. David Gaudsen, «que introduziu alguma estrutura curricular», decide entretanto abandonar a Escola. Pouco meses depois, e com a entrada de uma nova Direcção para o HCP, Pedro Moreira assume o lugar de Director Pedagógico da Escola, que mantém até hoje. A Direcção do Hot pediu a Zé Eduardo que elaborasse um plano de reestruturação curricular, à imagem do modelo de Barcelona, que rapidamente se mostrou «desadaptado aos nossos costumes», diz o Presidente do Hot. O processo de internacionalização da Escola conheceu um importante impulso em 1989, quando «por sugestão de Dave Liebman», a mesma se tornou um dos 16 membros fundadores – juntamente com outras 15 escolas europeias e a New School University, de Nova Iorque, com quem a Escola do Hot continua a manter estreitas relações de cooperação – da International Association of Schools of Jazz (IASJ), organização de que actualmente também fazem parte as mais importantes escolas de jazz do mundo, como o Berklee College of Music, de Boston, os Conservatórios de Paris e Tóquio ou a Royal Academy, de Londres, num total que ronda as 200 escolas. «Eu hoje sei como funcionam todas as escolas do mundo», afirma, orgulhoso, o Presidente do Hot. «Somos coordenadores da IASJ para o Brasil e África, com o objectivo de angariar mais escolas», afirma. A Escola do HCP participa desde 1994 no encontro anual que a IASJ promove – cada ano num local diferente –, seleccionado um aluno e um professor como seus representantes. O próximo decorrerá no próximo mês de Julho, em Siena (Itália). Mas a expansão da Escola do Hot assume ainda outros contornos. Desde 1999, coordena também o Curso de Jazz do Conservatório – Escola das Artes da Madeira, fazendo deslocar semanalmente ao Funchal 2 ou 3 docentes. Aprender música na Escola do Hot Para Pedro Moreira, Director Pedagógico da Escola do Hot, desde Setembro de 1992, «há várias características que são próprias desta Escola», de entre salienta as quais o facto de ser «assumidissimamente a herdeira da Escola que a antecedeu» e de existirem, dentro da Escola do Hot, «várias escolas em simultâneo», consoante os objectivos dos alunos que a frequentam, desde a iniciação musical até a um nível mais avançado. «Cerca de dois terços são músicos amadores, que têm outras profissões, ou que estão a tirar outros cursos» – afirma – «e pagamos um preço por isso», ao nível da «logística pedagógica». Neste sentido, acrescenta: «gostaria que a Escola um dia se separasse em duas.» Considera que com a mudança para as actuais instalações «se ganharam muitas coisas», embora as da Praça da Alegria tivessem «um ambiente muito especial, que tenho muita pena que se tenha perdido», relacionado com a vida do próprio edifício, «que corresponde a uma Lisboa que está a desaparecer», diz. O problema principal – considera Pedro Moreira – é que «a Escola e o Clube perderam com esta separação». No que diz respeito à filosofia da Escola, sublinha que tem que ter «uma organização e uma estrutura», mas que precisa também de alguma «desorganização.» «O jazz corre riscos, no dia em que ficar totalmente sistematizado, organizado e académico», admite. A falta de apoios também condiciona o dia-a-dia da Escola, «que vive exclusivamente das propinas dos alunos». Pedro Moreira aponta outro paradoxo no quotidiano da Escola: «cá não somos acreditados oficialmente, porque é um processo extremamente complicado do ponto de vista burocrático», mas, por outro lado, existem «acordos com a New School e com Berklee, duas das escolas mais reputadas, e elas dão equivalência completa ao nosso curso», afirma. O curso da Escola de Jazz do HCP tem presentemente a duração de 5 anos, encontrando-se dividido em dois níveis de aprendizagem: o Nível Básico (3 anos) – para quem quer aprender música e a tocar um instrumento, mesmo como actividade secundária – e o Nível Avançado (2 anos) – destinado fundamentalmente a quem pretende encetar uma carreira profissional na área da música, «de nível absolutamente superior», segundo o Director Pedagógico da Escola. No terceiro ano opera-se uma espécie de «selecção natural», salienta. Existem disciplinas obrigatórias e disciplinas opcionais. Quem quiser frequentar a Escola tem primeiro de se fazer sócio do HCP. São actualmente disponibilizados cursos dos mais variados instrumentos, em regime de “full-time” (opção recomendada para quem quer completar o curso, de acordo com a sua estrutura base), “part-time” (para quem tenha menos tempo disponível, completando as disciplinas obrigatórias num maior número de semestres) ou ainda em “regime livre”, à medida do aluno, uma modalidade que contempla “pacotes” de 5 ou 10 aulas de instrumento, em que não se faz distinção de níveis nem existe avaliação final. Está prevista a atribuição em cada semestre de uma Bolsa no valor total da propina em “full-time”, após audição com um júri constituído por docentes da Escola. Como forma de promover a ligação dos alunos com o mundo profissional, a Escola desenvolve uma série de iniciativas que passam pela selecção de combos para apresentação pública no Hot Clube, na Praça da Alegria, ou a organização de “workshops” e “masterclasses” com músicos, nacionais e estrangeiros, para contacto com os seus diferentes percursos e experiências. Confrontado como o aparecimento no País de várias escolas de jazz, Pedro Moreira considera ser este «um bom sinal», embora afirme que a situação não lhe é indiferente, pois esse facto «provoca uma reacção na Escola.» E deixa uma séria preocupação, que tem a ver com «a necessidade de se regulamentar verdadeiramente o ensino artístico, nomeadamente no que toca ao ensino da música», visto que o regulamento em vigor tem 25 anos e «nunca foi escrito na especialidade.» O Director Pedagógico da Escola do Hot considera que foi dado recentemente um grande passo atrás neste processo com a «extinção do Departamento de Ensino Artístico do Ministério.» Nas suas palavras, um «triste» sinal dos tempos. O que dizem alunos e professores «É um enorme prazer dar aulas no Hot Clube. Foi lá que estudei e, mais importante, foi onde conheci toda a gente com quem toco. Acho que é prestigiante para qualquer músico dar aulas no HCP.» Quem o diz é o guitarrista Bruno Santos, professor na Escola desde 2000. Lecciona as disciplinas de “Laboratório de Instrumento” (guitarra), «espécie de iniciação e em grupo», “Instrumento Individual e “Combo”. Quanto à preparação de base que os alunos apresentam quando chegam à Escola considera que «é muito diversificada.» «Uns sabem pouco ou nada, outros sabem algumas coisas ou têm noção de uma ou outra coisa. Por essa razão existem os testes de admissão que são mais para colocação do que admissão propriamente dita», refere. Procura essencialmente aconselhar e ajudar para que «toquem melhor». «Mas é necessário passar a mensagem que é preciso perder tempo com isto. Praticar e ouvir música é fundamental», sublinha. Já Filipe Melo dá aulas de piano e combo na Escola há cerca de 4 anos. Afirma ser «um grande prazer dar aulas no Hot Clube, especialmente porque frequentemente estamos a ensinar futuros músicos profissionais.» «Devo a minha paixão pelo jazz à instituição, e tento apenas transmitir a chama que me foi transmitida enquanto aluno da mesma. É um sítio onde os professores e alunos são tratados com uma dignidade fora do normal, e onde ainda existe a motivação e empenho que muitas vezes não se encontra no ensino da música», diz. Para Filipe Melo, «mais do que técnica ou uma disciplina rigorosa de estudo» há que «transmitir aos alunos o verdadeiro prazer de conhecer e dominar a linguagem jazzística e a riqueza da música improvisada.» Rui Travassos é aluno da Escola desde Outubro passado. Estuda clarinete. «Fiz um percurso clássico e agora pensei em vir para o jazz», afirma. Escolheu a Escola pelo «prestígio», dado ser “uma instituição conhecida”, mas também porque vive em Lisboa e já conhecia o seu professor, Paulo Gaspar. Integrado no mercado de trabalho na área da música clássica, refere que veio «na expectativa de complementar a formação», mas também para «mudar um pouco a minha visão sobre a música, e tentar fazer os meus próprios projectos noutra área sem ser a clássica.» A dois passos, e a discutir apaixonadamente uma partitura, dois alunos mais jovens, Pedro Felgar e Sandro Félix. O primeiro entrou este ano para aprender bateria «Gosto muito de música e resolvi experimentar», diz, sorridente. «Sinto que o jazz é um estilo musical que pode desenvolver muito a bateria». O seu objectivo é «seguir uma via profissional na música», embora afirme ser «muito cedo» para definir desde já uma orientação estética a seguir. «Gosto de dar o passo em frente, mas também gosto muito de swingar», afirma. Sandro Félix estuda trompete na Escola há um ano. «Sempre gostei bastante de jazz, fui educado pelos meus pais a ouvir jazz.» Identifica-se em particular com o “be-bop”, nomeando como referências Dizzy Gillespie e Roy Eldridge. Também encara a música como «um futuro profissional» pretendendo dedicar-se a ela «a cem por cento.» O problema das instalações As instalações têm sido desde sempre um dos calcanhares de Aquiles para o funcionamento da Escola. O mau estado estrutural do edifício da Praça da Alegria, numa altura em que a Escola já contava com cerca de 140 alunos, motivou mesmo a suspensão do funcionamento da mesma durante algum tempo. Após ter ponderado a aquisição do edifício, a Direcção do HCP, perante os avanços e recuos da Câmara Municipal de Lisboa, chegou mesmo a colocar em cima da mesa a hipótese de mudar a Escola do Hot para fora do concelho de Lisboa... Mas, devido à urgência de uma resolução para o problema, surgiu a oportunidade de instalar a Escola numa ala desocupada do edifício ocupado pela OML, também ele a necessitar urgentemente de obras de adaptação às exigências de uma escola de música. Algum tempo depois começou a vislumbrar-se no horizonte a hipótese Parque Mayer, por onde hoje é certo que passará o futuro do Hot Clube de Portugal, num processo que já está oficializado com a Câmara Municipal de Lisboa. «Há um compromisso da Câmara de passar o Hot Clube para o Parque Mayer», reafirma, convicto, Bernardo Moreira. Uma vez que o projecto apresentado pelo arquitecto Frank Gehry envolvia verbas astronómicas, houve que o reformular. Com a decisão camarária de não demolir o Capitólio outra hipótese se levanta. Consideram os responsáveis que é já tempo do Hot ter instalações condignas com o seu estatuto e com tudo o que tem feito em prol da cidade de Lisboa e do País. É tudo uma questão de tempo e de dinheiro. O futuro... Em 2010, o Hot comemora oficialmente os 60 anos de existência. Porém, «estamos a fazer 60 anos muito aos bocados», afirma Bernardo Moreira. «Quisemos fazer os 60 anos da primeira rubrica de 20 minutos chamada “Hot Clube”, no programa do Artur Agostinho, na Emissora Nacional, mas perdemos essa hipótese.» Está previsto o lançamento de “O Jazz Segundo Villas-Boas”, «uma compilação em livro do que o Villas-Boas pensava.» E levanta um pouco do véu: «são 7 ou 8 programas de rádio para mostrar em que data, o Villas-Boas falou pela primeira vez do Miles Davis e de outros. Esses programas foram transcritos e vão ser editados em livro.» Foi tentada uma comemoração em 2005 no Teatro Municipal São Luiz, «mas não consegui ninguém para financiar». Ainda sobre Villas-Boas, diz Bernardo Moreira: «convivi com ele toda a vida e nunca estivemos jazzisticamente em desacordo.» E conclui: «O Presidente do Hot continua a ser o Villas-Boas, ele continua a exercer por interposta pessoa.» FICHA TÉCNICA: Director Pedagógico: Pedro Moreira Disciplinas opcionais: Corpo docente: Preçário: (Nota: Acresce aos valores acima a quota de sócio do HCP, no valor de € 45 por Semestre) Horário de funcionamento da Escola: das 10h00 às 20h00 Contactos: |
fevereiro 12, 2007PALESTRA SOBRE A MUSICALIDADE NEGRA DA FCSH-UNLO Departamento de Antropologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH-UNL), o Instituto de Etnomusicologia da FCSH-UNL e o British Council, Lisboa organizam hoje (12 de Fevereiro, 17h30) uma Palestra subordinada ao tema "A Musicalidade Negra como forma de pensar a Identidade Atlântica", pelo prof. David Treece, do King´s College, de Londres. A palestra decorrerá na Sala de Reuniões Directivo da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (Av. de Berna 26C, Torre B 7º piso, em Lisboa). "Se o Atlântico nos oferece um modelo “fluído” para conceptualizar a teia de relações que ocupam o espaço colonial e pós-colonial delimitado pela África, as Américas e a Europa, a música, sobretudo o “oceano sonoro” da musicalidade negra, talvez seja o meio mais expressivo de darmos voz e movimento àquele conceito. Pela multiplicidade e unidade das suas significações, batuque e samba remetem-nos para o carácter plural e integrado da arte negra contra a especialização ocidental moderna. A fluidez e mobilidade dos gêneros transatlânticos da música lusófona – modinha, lundu, fado – mas também os princípios de ambiguidade e de poliritmia que percorrem a música negra traduzem ambos o processo atlântico do diálogo e do intercâmbio culturais. Para pensarmos como a identidade se faz como processo histórico, entre a continuidade e a transformação, há muito a aprender com a teoria do tempo musical, com o princípio da repetição e variação, e com a tradição responsorial da música negra. Por final, é igualmente importante questionar o pressuposto ocidental da separação mente-corpo, sobre o qual assenta boa parte do pensamento racista moderno, o que nos levará a um aspecto chave da musicalidade diaspórica, em que linguagem e ritmo, razão e emoção, se encontram reunidos numa só inteligência somática. |
fevereiro 11, 2007A MENINA DANÇA?Na emissão de hoje do programa "A Menina Dança?", será a vez de escutarmos canções relativas aos Óscares de 1939 a 1944 e 1946. A Menina Dança? é um programa da autoria de José Duarte, que vai para o ar na RDP - Antena 1, aos domingos - às 00h07. Na região de Beja, a RDP - Antena 1 pode ser escutada em 87.7 FM (em Mértola 90.9 FM). |
fevereiro 10, 2007EROSCÓPIO HOJE EM ESTREMOZO projecto bejense “Eroscópio” apresenta-se esta noite em Estremoz, no Teatro Bernardim Ribeiro, a partir das 21h30. O projecto "Eroscópio" surgiu em 2004, como resultado de uma cumplicidade artística entre o músico Paulo Ribeiro (ex-Anonimato) e o actor/performer António Revez, aos quais se juntaram posteriormente Marco Cesário (Zedisaniolight), Nuno Figueiredo (Virgem Suta) e Manuel Nobre (ex-Anonimato). Com música de Paulo Ribeiro e arranjos de todos os elementos da formação, este projecto vai beber nas palavras de diversos autores interpretadas por António Revez. Jorge de Sena, Natália Correia, Al Berto, Nuno Júdice, José Luís Peixoto e Manuel Alegre, entre muitos outros, fazem parte do roteiro arty do “Eroscópio”, onde o Amor e o Erotismo convergem para a elaboração de um universo poético de Alma Portuguesa. O projecto gravou dois temas para a compilação “Phono 05”, editada pela Fonoteca Municipal de Lisboa, nomeadamente “Casamento de Conveniência”, de Rui Knopli e “Figura Velada na Cave” de Nuno Júdice. |
UM TOQUE DE JAZZNa emissão de hoje de "Um Toque de Jazz" - Novos discos portugueses (2) -"T.O.A.P. Colectivo – Vol. 1", com Pedro Moreira (saxofone tenor), Jorge Reis (saxofone alto), André Fernandes (guitarra), Nelson Cascais (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria); "Timbuktu", pelo quinteto de André Fernandes com várias formações e solistas, entre os quais, Matt Renzi (saxofone tenor) e Pete Rende (piano). "Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM). Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2. |
fevereiro 09, 2007ENTREVISTA CARLOS BICA
Dele se diz habitualmente que é o músico português mais internacional. Na música do contrabaixista e compositor Carlos Bica cabem, sem pruridos estéticos, diferentes universos musicais, que vão desde o jazz e as novas músicas improvisadas à música erudita contemporânea, passando pelo rock, pela música tradicional portuguesa e pelo fado. Radicado na Alemanha desde 1981, para onde partiu com o firme propósito de prosseguir estudos clássicos de contrabaixo, Carlos Bica tem vindo a construir uma sólida carreira, quer com o trio Azul (com Frank Möbus e Jim Black), o lado mais visível do seu trabalho, quer nas inúmeras colaborações com outros músicos, como José Mário Branco, Carlos do Carmo, Camané, João Paulo e Maria João, entre uma infinidade de outros. Dando mostras de grande vigor criativo, Bica lançou dois discos novos nos últimos meses: “A Chama do Sol” (ao lado do guitarrista finlandês Kalle Kalima e do trompetista alemão Sven Klammer) e “Believer”, o quarto disco do trio Azul, que conta com a participação de Vincent Von Schlippenbach, aka DJ Illvibe, filho de uma das principais luminárias do jazz europeu de vanguarda das últimas quatro décadas. Ao analisarmos o seu percurso musical, chegamos à conclusão de que a música que faz não conhece fronteiras, nem estilos, sendo construída a partir de uma síntese muito pessoal de diferentes influências e linguagens... Presumo que não se considere um "músico de jazz" na mais corrente acepção da expressão... isso seria algo redutor, atendendo à versatilidade da sua actividade enquanto músico e compositor. É assim? O que busca através da música? As suas composições surgem muitas vezes bastante estruturadas, meticulosamente organizadas... Qual o prato da balança que pesa mais no seu processo criativo: a composição ou a improvisação? De qual parte preferencialmente? E qual é então o papel que atribui à vertente de improvisação? Como surgiu o seu interesse pela música? Percebeu cedo que queria seguir uma carreira musical? Pode dizer que tinha um rumo traçado? Iniciou os estudos de contrabaixo aos 18 anos. Porque escolheu este instrumento? Quais as características que queria explorar e que não encontrou noutros instrumentos? A sua abordagem ao contrabaixo é de uma grande carga melódica, facto que terá certamente a ver com a sua formação clássica. Será esta a principal matriz da sua música? Dado o seu eclectismo, será curioso conhecer as suas principais referências, musicais, mas não só... É comprador de discos? O que ouve habitualmente? Reside em Berlim há mais de duas décadas. Considera que tudo teria sido igual se tivesse ficado em Portugal? Viver no coração da Europa de certo contribuiu para olhar o mundo de outra forma... Há, contudo, na sua música um acentuado lado melancólico e evocativo, que diria profundamente português. Assume esta "portugalidade"? É muito requisitado para acompanhar fadistas. Qual é a sua relação com o fado? É uma fonte de inspiração? No seu disco a solo, "Single", editado em 2005, resolveu aventurar-se ainda mais na exploração das vastas potencialidades do contrabaixo. Considera que foi uma aposta ganha? Depois de "Azul", "Twist" e "Look What They´ve Done To My Song", "Believer" é o quarto tomo da colaboração com o guitarrista alemão Frank Möbus e o baterista norte-americano Jim Black. E é talvez o disco mais introspectivo dos quatro. Fale-nos um pouco dele. Pressente-se uma grande cumplicidade e empatia entre os três músicos, estou em crer fruto de um longo caminho já percorrido em conjunto. Como funciona o grupo em matéria de criação musical? E as electrónicas? Sente-se atraído pela exploração destas novas linguagens? Em "Believer" surge acompanhado por DJ Illvibe. Lançou também recentemente "A Chama do Sol", composto na quase totalidade por peças suas. Quer falar-nos também um pouco sobre este disco? Como se enquadra, no conjunto da sua restante discografia? Tem composto para teatro, dança e cinema. Mas a sua música tem, só por si, um forte apelo cinematográfico. Concorda? Gosta de cinema? E como está o projecto Contra3aixos, o trio com Carlos Barretto e Zé Eduardo, músicos com vincadas e distintas personalidades musicais? Deram alguns concertos, gravaram em Fevereiro último… Já têm data para a edição do disco? Está atento ao que se passa actualmente em Portugal nos domínios do jazz e da música improvisada? Já sabe o que vai fazer a seguir? Novos projectos? Como líder: Carlos Bica & Azul – “Believer” (Enja, 2006) Como sideman: Carlos do Carmo – “Ao Vivo: Coliseu dos Recreios de Lisboa” (Universal, 2004) [entrevista publicada no n.º 11 da revista Jazz.pt Jan/Fev 2007] |
fevereiro 08, 2007OHAD TALMOR "NEWS REEL" EM BRAGAEsta noite, pelas 21h30, o Museu Nogueira da Silva, em Braga, organiza um concerto de jazz com o quinteto do saxofonista norte-amaericano Ohad Talmor, denominado "News Reel". O quinteto é constituído por Ohad Talmor (saxofone tenor), Shane Endsley (trompete), Jacob Sacks (piano), Matt Pavolka (contrabaixo) e Dan Weiss (bateria). Recorde-se que exceptuando Ohad Talmor (que é hoje director musical do noneto do saxofonista Lee Konitz), todos os restantes músicos já passaram pela cidade de Braga incorporados em diversos grupos (David Binney Quartet, Jamie Saft septet ,etc), sendo actualmente considerados como músicos em ascensão na "Ohad Talmor’s Newest and Most Exciting Project brings together 5 great musicians-improvisers based out of New York’s exciting scene, all at ease in a wealth of different musical situations, all giving you a “true” update on the state of the world - not only musically !, but definitely politically incorrect. The music mixes old and new medias, speeches and songs out of the mind of Ohad’s iconoclastic universe: a repertoire which fuses seamlessly Contemporary Jazz mixed with Classical northern Indian music, Contemporary Classical and Funk ! Ohad Talmor can be heard as a composer/arranger/saxophonist in projects as varied as: Lee Konitz New Nonet and String Project (both for which he serves as Musical Director), Steve Swallow 6tet, the MOB trio (with Matt Wilson and Bob Bowen) or his own 4tet featuring Jason Moran. He is an Omnitone Record and Palmetto Recording Artist. Shane Endsley is the trumpeter (and often times a drummer !) of choice for groups as varied as Steve Coleman Five Elements to Ralf Alessi’s 4tet ,Tim Bern’s Trio or his own contemporary electric group “Kneebody” ! Jacob Sacks is involved in numerous projects taking full advantage of his phenomenal musical mind, starting with Dave Binney's group, Tony Malaby or his own 4tet featuring Paul Motian. Matt Pavolka is just as comfortable playing soulfully in Chris Cheek's 4tet, grooving hard with the Guillermo Klein's Big Band or roaming freely part of George Garzone’s Group. Dan Weiss is New York's wonder boy of the drums. He's fast becoming THE most sought after drummer AND tabla player in New York and beyond, whether with Kenny Werner's group, Dave Binney/Mark Turner 5tet, his Trio featuring Jacob Sacks and Thomas Morgan or with his Tabla Guru Samir Chatterjee." |
fevereiro 07, 2007MIGUEL MARTINS - KALEIDOSCÓPIO EM CONCERTOO projecto Kaleidoscópio - do guitarrista Miguel Martins - toca esta noite no Musicbox (ao Cais do Sodré, em Lisboa) e amanhã, sexta e sábado no Hot Clube de Portugal (Praça da Alegria, Lisboa). Ainda em Fevereiro, o Kaleidoscópio andará por Huelva (dia 15, no Farqueo Jazzclub) e no Seixal (dia 23, TocaqFarta). |
fevereiro 06, 2007SOFIA RIBEIRO & GUI DUVIGNAU NO HOT FIVEA cantora Sofia Ribeiro apresenta nos próximo dias 8 e 9 (quinta e sexta-feira) no Hot Five (Porto) um novo projecto com o contrabaixista e compositor Gui Duvignau, licenciado em composição pela Berklee College of Music (Boston). Os dois iniciaram a sua colaboração musical em Boston e contam agora com a participação de João Salcedo no piano e Marcos Cavaleiro na bateria. O grupo interpreta originais, assim como arranjos pessoais de temas diversos, passando por Zeca Afonso, Erykah Badu e Betty Carter. |
fevereiro 05, 2007O JAZZ VAI À ESCOLAO projecto pedagógico O Jazz Vai à Escola, desenvolvido pela Câmara Municipal da Lourinhã em parceria com a Escola de Jazz de Torres Vedras, teve o seu arranque no passado dia 1 de Fevereiro, com uma sessão realizada no Auditório Maestro Manuel Maria Baltazar - Sede da AMAL. Direccionada a 1900 jovens alunos dos 2.º e 3.º ciclos e do ensino secundário, esta iniciativa formativa, que decorre durante o mês de Fevereiro, tem um nítido cariz pedagógico/musical, que, de acordo com o Director da Escola de Jazz de Torres Vedras, José Menezes, não se pode dissociar de uma componente direccionada para a educação cívica. Ao longo de 16 sessões didácticas, cinco músicos da Escola de Jazz de Torres Vedras explicarão os processos de funcionamento e os mecanismos de “conversação” entre os músicos dum grupo de Jazz, fomentando nos jovens ouvintes o espírito crítico e o prazer de ouvir música". A História do Jazz será ainda abordada através de uma divertida projecção multimédia, no decorrer da qual será fornecida aos alunos uma perspectiva de como os acontecimentos marcantes do século XX influenciaram a criação musical. Neste âmbito, a discriminação racial será um dos pontos abordados, enquanto factor condicionador da própria história do jazz. Este projecto culminará com um concerto de carácter pedagógico com a Big Band do Oeste. |
OHAD TALMOR NA MADEIRAO projecto NewsReel, de Ohad Talmor, hoje à noite (21h30) no Teatro Municipal Baltazar Dias (Madeira)... A brand new project, with a social conscience... |
fevereiro 03, 2007"JAZZ EM PORTUGAL 1920-1956" HOJE APRESENTADO EM BEJAA Cafetaria do Pax-Julia Teatro Municipal recebe esta noite (22h00) uma sessão de apresentação do livro "Jazz em Portugal (1920 – 1956): – Anúncio - Emergência – Afirmação", da autoria de Hélder Martins. O livro traça a história do jazz em Portugal, desde as primeiras notícias que surgiram na imprensa portuguesa na década de 20 do sécuilo XX, até 1956, ano do célebre concerto da orquestra de Count Basie no Cinema Império, em Lisboa. Este livro veio colmatar uma lacuna em termos do conhecimento da evolução do jazz no nosso País, contribuindo para aumentar a escassa e limitada bibliografia existente sobre o assunto. Para além do autor, também estará presente na sessão José Duarte. No final actuará o Quarteto Manuel Ferraz. A entrada é livre. Nota biográfica do autor: |
UM TOQUE DE JAZZNa emissão de hoje de "Um Toque de Jazz" - Novos discos portugueses (1) - "OJM Invites Chris Cheek", pela Orquestra de Jazz de Matosinhos tendo como solista convidado o saxofonista tenor Chris Cheek (EUA) e direcção musical de Carlos Azevedo e Pedro Guedes. "Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM). Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2. |
fevereiro 02, 2007SCOTT FIELDS ENSEMBLE NO D. MARIA IIHoje ao final da tarde (19h00), o Scott Fields Ensemble - Scott Fields (guitarra, composição), Alípio C Neto (saxofone tenor), Ben Stapp (tuba), João Lobo (bateria) - apresenta em concerto no Teatro Nacional D. Maria II (em Lisboa), o novo CD "Beckett", acabado de sair pela Clean Feed. "O que poderá resultar do encontro de um guitarrista e compositor de jazz interessado nas soluções harmónicas da música contemporânea, e designadamente no sistema “pós-tonal” de Stephen Dembski, o qual permite a formulação de uma música sucedânea do dodecafonismo, politonal por condição, com um saxofonista e compositor que inspira os seus conceitos na linguística e nas técnicas rítmicas da poesia? É difícil de prever, mas ficaremos a sabê-lo quando ouvirmos Scott Fields a tocar com o pernambucano tornado alfacinha Alípio Carvalho Neto, suportados ambos pela secção rítmica constituída pelo Californiano Ben Stapp (tuba) e pelo português João Lobo (bateria). É com esta formação e com tais coordenadas que o músico americano actuará em Portugal, mas mais do que subjugar-nos com conceitos e processos, é de prever – dados os perfis dos músicos envolvidos – que a nossa rendição se deva à forte capacidade comunicacional de que vêm dando mostras, algo que, como se sabe, depende mais da pele do que do intelecto. Se o meio é a mensagem, como professava McLuhan, a expressão é a forma com que a ideia se apresenta, de tal forma que, na presença da sua realização, deixamos de nos preocupar com a parte da sua gestação. E no que respeita a expressão, é certo e sabido que esta depende inteiramente daquilo que os indivíduos são, passando pelas suas experiências de vida. Estas teve-as Fields quanto baste: na adolescência foi “spotter” de traficantes de droga e ladrão especializado em jantes de automóveis, mas atinou com a idade e acabou por completar um curso de jornalismo e economia (com uma tese sobre a forma como a crítica de música influencia as aquisições de discos e as opiniões de quem ouve) e estudar música na University of Wisconsin. Irreverência, arrojo e força de vontade são características da personalidade deste natural da Cidade do Vento, Chicago. Quanto a Neto, é por demais evidente que se trata de um homem dos trópicos, um intelectual decerto, mas com os chakras bem distribuídos pelo corpo e nenhuma resistência ao permanente apelo da estrada, lugar em que experimentar é mais importante do que interpretar, procurar entender ou julgar. O encontro faz-se na altura em que o mais recente disco de Scott Fields, “Beckett” (Clean Feed), chega aos escaparates. À semelhança do anterior “Mamet”, no qual a música é uma derivação da escrita do dramaturgo David Mamet, o novo álbum baseia-se nas mais curtas peças do mestre do “non-sense” Samuel Beckett, cada “pitch” e cada ritmo correspondendo aos diálogos do irlandês. Alípio Carvalho Neto só podia ficar entusiasmado com tal abordagem, ele que estudou musicalmente os versos e a prosa de Jack Kerouac e Boris Vian. Algo de muito bom poderá surgir desta colaboração, é o que desde já se vaticina..." (texto da organização) A entrada é livre. |
fevereiro 01, 2007JAZZ A QUATRO MÃOSO jazz chegou ao novo espaço da Livraria Ler Devagar, no Bairro Alto (Rua da Rosa 145, em Lisboa). Hoje às 23h00, "Jazz a Quatro Mãos", com Júlio Resende (piano) e Hugo Antunes (contrabaixo). |


























