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fevereiro 28, 2007

JOÃO PAULO ESTA NOITE NA CULTURGEST

João Paulo
João Paulo

Hoje (21h30), na Culturgest, o pianista João Paulo Esteves da Silva, apresenta o seu belíssimo novo disco a solo, intitulado "Memórias de Quem", com selo Clean Feed.

Basta ouvir "Mi Alma", "O Incêndio", "Durme", "Através"...

"João Paulo Esteves da Silva nasceu em Lisboa, em 17 de Maio de 1961, numa família de músicos. Começou a tocar piano aos quatro anos de idade. Estudou na Academia de Santa Cecília e no Conservatório Nacional de Lisboa onde obteve o diploma do Curso Superior de Piano com a classificação máxima. Com uma bolsa de estudos da Secretaria de Estado da Cultura foi completar a sua formação a Paris, no Conservatório de Rueil-Malmaison, onde esteve três anos obtendo as mais altas distinções (“Médaille d’Or”, “Prix Jacques Dupont”, “Prix d’Excellence”, “Prix de Perfectionement”). Terminados os estudos, permaneceu em Paris mais quatro anos, dando vários recitais em França e nos Estados Unidos, dos quais se salientam os de Nova Iorque no Carnagie Hall em 1986 e 1989. Exímio instrumentista, a sua actividade reparte-se por vários géneros musicais, do jazz à música popular portuguesa, da música erudita ao fado. Considerado um músico de jazz, tem sido, no entanto, convidado para interpretar, compor, ou orquestrar trabalhos de músicos dos mais variados quadrantes. Sérgio Godinho, Vitorino, José Mário Branco, Fausto, Filipa Pais, Tomás Pimentel, Mário Laginha, Maria João, Pedro Caldeira Cabral, Ana Paula Oliveira, Carlos Martins, André Fernandes, Carlos Barretto, são alguns dos músicos com quem tem trabalhado. De entre as suas colaborações mais recentes, contam-se as orquestrações e acompanhamento no CD de Maria Ana Bobone, Sra. da Lapa, os arranjos da peça interpretada por Maria João Pires na gravação de Mísia ou a sua presença em Sempre de Carlos Martins. No plano internacional tocou, entre outros, com músicos como John Stubblefield, Graham Haynes, Hamid Drake, Frank Cólon, Cláudio Puntin, Stephen Schon, Micahel Riessler e Peter Epstein. O concerto desta noite baseia-se no seu novo CD, Memórias de Quem, a editar durante o presente mês de Fevereiro pela Clean Feed/Trem Azul." (texto da organização)

Mais informações em http://www.culturgest.pt/actual/joao_paulo.html.

Publicado por António Branco às 06:21 AM | Comentários (1) | TrackBack

fevereiro 27, 2007

PROJECTO "JAZZ WORKSHOP"

O saxofonista Rui Azul acaba de criar o projecto "Jazz Workshop" (a que chamou jam-blog, disponível em http://jazz-workshop.blogspot.com), que consiste num colectivo de criatividade e improvisação multi-artes e multi-meios, situado online, sob o tema genérico jazz.

De acordo com as palavras de Rui Azul, o novo projecto é “constituído por apreciadores de Jazz, pessoas criativas, capazes de se motivarem pelo duplo desafio que este projecto coloca, tanto à sua inteligência e agilidade mental, como à sua sensibilidade artística e espírito criativo. Trata-se de estabelecer uma situação de jam-session, gerando uma improvisação colectiva, em vários domínios do audiovisual / multimédia”.

Mais informações em: http://jazz-workshop.blogspot.com.

Publicado por António Branco às 06:30 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 26, 2007

LEROY JENKINS (1932 - 2007)

Leroy Jenkins
Leroy Jenkins

O violinista Leroy Jenkins morreu no passado domingo, em Nova Iorque. Outro grande que parte...

...Jenkins was already performing violin at the age of 8 at his local Ebenezeer Baptist Church. The flavor of spirituals still remains in his music. He studied music in high school and then attended Florida A&M University Born in Chicago, Illinois in 1932, Jenkins was already performing violin at the age of 8 at his local Ebenezeer Baptist Church. The flavor of spirituals still remains in his music. He studied music in high school and then attended Florida A&M University where he studied with Bruce Hayden and completed his B.S. in music. For the next ten years Jenkins remained in the South teaching music. Jenkins returned to Chicago in 1965 and was drawn into the well spring of Chicago s creative music activities. Almost immediately, he joined the Association for the Advancement of Creative Music (AACM). Jenkins recalls that this union marked the first time that as a violin player he was truly welcomed into creative music performances. During this time he played and recorded with Muhal Richard Abrams , Leo Smith and Anthony Braxton . In 1969, Jenkins left for Paris with Braxton and Smith. With the addition of
drummer Steve McCall , they formed the Creative Construction Company . Their 1970 performance in New York, joined by Richard Davis on bass and Abrams on piano, gave New York the first taste of the new music that Chicago musicians were creating. Jenkins continued to work with the finest creative musicians.... Archie
Shepp , Albert Ayler , Alice Coltrane , Mtume , Cal Massey , to name a few. But it was the work of the collective Revolutionary Ensemble (co-founded with bassist Sirone and drummer Jerome Cooper) that gained Jenkins
prominence as the most significant violinist of the modern era. par Leroy works in a multitude of contexts. His recording on Tomato, Space Minds, New Worlds, Survival in America has received rave reviews. He is
performing in solo, trio and quintet contexts, and is also performing in duo settings with woodwindist Oliver Lake
".
(texto retirado de http://aacmchicago.org)

Publicado por António Branco às 06:59 PM | Comentários (0) | TrackBack

90 ANOS DE DISCOS DE JAZZ...

ODJB - Livery Stable Blues

Faz hoje 90 anos que a Victor Talking Machine Company editou o disco "Livery Stable Blues", acompanhado por "Dixie Jass Band One Step", da Original Dixieland Jass Band, o primeiro disco de jazz...

A história (registada) começava aí...

Publicado por António Branco às 07:35 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 25, 2007

JOSÉ DUARTE NA RÁDIO

Na emissão de hoje do programa "A Menina Dança?", será a vez de escutarmos Dianne Reeves, Rita Reys, Della Reese, Claude Nougaro e Michel Legrand. A Menina Dança? é um programa da autoria de José Duarte, que vai para o ar na RDP - Antena 1, aos domingos - às 00h07.

Já nas emissões desta semana do programa "Cinco Minutos de Jazz", vão estar em destaque Ornette Coleman (segunda, 26), Harry Conick Jr. (terça, 27), Adriana (quarta, 28), Mario Pavone (quinta, 1) e Archie Shepp (sexta, 2). Cinco Minutos de Jazz é um programa que vai para o ar na RDP - Antena 1, de segunda a sexta - 17h53 e 22h53.

No programa "Jazz com Brancas" será a vez de escutarmos George Russell (segunda, 26), Sonny Rollins (terça, 27), Charles Mingus (quinta, 1) e Sarah Vaughan e Joe Williams (sexta, 2). Jazz com Brancas é um programa que vai para o ar na RDP - Antena 2, de segunda a sexta - entre as 20h04 e as 21h00.

Na região de Beja, a RDP - Antena 1 pode ser escutada em 87.7 FM (em Mértola 90.9 FM). A RDP - Antena 2 pode ser escutada em 91.1 FM (em Mértola 92.2 FM)

Publicado por António Branco às 07:55 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 24, 2007

TRIO DE McCOY TYNER HOJE NA CULTURGEST

McCoy TYner
McCoy Tyner

Esta noite (21h30), na Culturgest, actua o trio do lendário pianista McCoy Tyner, velho companheiro de John Coltrane, acompanhado por Charnett Moffett (contrabaixo) (que já tocou, entre outros, com Ornette Coleman), e Eric Kaman Gravatt (bateria).

"Desde há mais de cinco décadas que a história do jazz (e do piano) é marcada pelo vigor, pela magistral percussão, pela cor harmónica, pelo pianismo de McCoy Tyner. Nascido em Filadélfia em 1938, começou a tocar piano aos treze anos, influenciado por Bud Powell, Art Tatum e Thelonious Monk, numa época em que, no seu bairro, viviam músicos como Lee Morgan, Archie Shepp, Bobby Timmons, Reggie Workman. Bud Powell, seu ídolo, mudou-se a certa altura para uma casa a dois quarteirões dos Tyner. Uma tal vizinhança e convívio haviam de influenciar o jovem músico. Tinha dezassete anos quando, tocando num clube de Filadélfia encontrou John Coltrane, ao tempo integrado na banda de Miles Davis. O saxofonista, cujo estilo estava ainda em formação, e com uma reputação em crescimento, não tinha nenhum grupo seu, mas tocava ocasionalmente com alguns músicos, entre os quais Tyner. O entendimento entre ambos era tão grande que Coltrane tornou claro que um dia, quando tivesse a sua banda, gostaria de contar com ele. O pianista fez parte do lendário septeto de Benny Golson e Art Framer, mas quando Coltrane abandonou o grupo de Miles para formar o seu próprio, em 1960, McCoy Tyner integrou a sua banda. E até 1965 dela fez parte, participando em numerosas gravações históricas como Africa Brass, A Love Supreme e My Favorite Things. Simultaneamente gravou os seus próprios álbuns para a editora Impulse! E mais tarde para a Blue Note. Depois de deixar Coltrane, Tyner registou alguns álbuns post-bop para a Blue Note. No início dos anos 1970 assinou com a editora Milestone onde gravou discos que são absoluta referência na história do jazz, como Sahara ou Enlightenment. Desde essa altura que tem trabalhado sempre com regularidade, seja em quarteto, em big band ou em trio, gravando para várias editoras. É em trio que esta lenda viva do jazz vem à Culturgest." (texto da organização)

Mais informações em http://www.culturgest.pt/actual/mccoy_tyner.html.

Publicado por António Branco às 09:10 AM | Comentários (0) | TrackBack

UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de hoje de "Um Toque de Jazz" - Novos discos portugueses (4) - "East of The Moon", pelo Duo Ibéria (Laurent Filipe, trompete; Pedro Sarmiento, piano); "Dedadas", pelo sexteto de Mário Barreiros; "Orquestra Angra Jazz com Paula Oliveira", com direcção de Claus Nymark e Pedro Moreira.

Amanhã haverá "Lee Konitz New Nonet", um álbum gravado ao vivo no clube The Jazz Standard (Nova Iorque) pelo novo noneto do saxofonista Lee Konitz. Direcção musical: Ohad Talmor.

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM, e Mértola 92.2 FM)).

Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

Publicado por António Branco às 07:48 AM | Comentários (0) | TrackBack

JAZZ NO PRINCIPAL 2007

Jazz no Principal 2007

Vai realizar-se entre hoje e 24 de Março, sempre ao sábado, o Jazz no Principal 2007, iniciativa organizada pelo SPJ (Seminário Permanente de Jazz de Pontevedra), que, à semelhança dos anos anteriores, terá lugar no Teatro que lhe dá nome, o Teatro Principal de Pontevedra (Galiza).

Un ano máis presentamos o ciclo Jazz no Principal na cidade de Pontevedra. Nesta edición de 2007 o SPJ mantén firmemente a súa filosofia de programación: unha decidida aposta pólo pouso didáctico que catro figuras do jazz deixáran nas xóvenes promessas deste estilo en Galiza. Contaremos coas visitas do baterista madrileño Juanma Barroso, os saxofonistas bascos Jon Robles e Mikel Andueza e o contrabaixista estadounidense Tom Warburton. As actuacións consisten nun programa elaborado pólos catro jazzistas convidados a Pontevedra que presentan xunto a unha selección dos alumnos máis representativos do SPJ. No caso particular de Mikel Andueza, o grupo acompañante serán os Ten Jazz Men, unha banda que recentemente editou o seu primeiro traballo discográfico “Mays Idea” (Free Code Jazz Records). Por suposto, o ciclo ofrece paralelamente os habituais obradoiros matutinos que imparten nesta ocasión Junma Barroso, Jon Robles, Mikel Andueza e Tom Warburton. Como salientable novidade, haberá tamén obradoiros en sesión de tarde com catro dos máis destacados docentes e instrumentistas de jazz de Galiza: Andrés Rivas (bateria), Manolo Gutiérrez (piano), Marcos Pin (guitarra) e Miguel Guerra (contrabaixo). Esta completa programación abonda unha vez máis naquela ideia sempre presente no facer do SPJ; o decidido apoio e dinamización do jazz e os jazzistas galegos.“ (texto da organização)

O cartaz da edição deste ano é o que se segue:

24 de Fevereiro (sábado; 21h30)
Juanma Barroso + SPJ Group
Juanma Barroso (bateria), Toño Otero (saxofone tenor), Nacho Pérez (guitarra), Iago Vazquez (piano) e Juansi Santomé (contrabaixo)

3 de Março (sábado; 21h30)
Tom Warburton + SPJ Group
Tom Warburton (contrabaixo), Martin Brea (saxofone tenor), Xavier Pereiro (trompete), Seir Caneda (piano) e Javier Barral (bateria)

17 de Março (sábado; 21h30)
Jon Robles + SPJ Group
Jon Robles (saxofone tenor), David Santiago (trompete), Felipe Villar (guitarra), Pablo Reyes (piano), Dani Batan (baixo eléctrico) e Chus Pazos (bateria)

24 de Março (sábado; 21h30)
Mikel Andueza + Tem Jazz Men
Mikel Andueza (saxofone alto), Martin Brea (saxofone tenor), Toño Otero (saxofone barítono), Xavier Pereiro (trompete), David Santiago (trompete), António Rodríguez (trombone), Felipe Villar (guitarra), Iago Vazquez (piano), Juansi Santomé (contrabaixo), Iago Fernandez (bateria) e Abe Rábade (direcção).

Nos dias dos concertos haverá jam sessions, a partir da meia-noite, no Night & Day Jazzcafé.

Paralelamente aos concertos decorrerão workhops de vários instrumentos:

24 de Fevereiro: Juanma Barroso (11h – 14h) e Manolo Gutiérrez (16h – 19h)
3 de Março: Tom Warburton (11h – 14h) e Marcos Pin (16h – 19h)
17 de Março: Jon Robles (11h – 14h) e Miguel Guerra (16h – 19h)
24 de Março: Mikel Andueza (11h – 14h) e Andrés Rivas (16h – 19h)

Para mais informações consultar o sítio do SPJ, em http://www.spj.org.

Publicado por António Branco às 07:20 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 23, 2007

NUNO FERREIRA TRIO EM OLHÃO

Nuno Ferreira
Nuno Ferreira

O Cantaloupe Bar, nos Mercados de Olhão recebe hoje e amanhã , pelas 22h30, o trio do guitarrista Nuno Ferreira, com João Custódio (contrabaixo) e João Rijo (bateria).

Nuno Ferreira nasceu no Barreiro em 1975, tendo iniciado estudos musicais aos oito anos, com aulas de piano e posteriormente de guitarra. Frequentou o curso da escola de jazz do Hot Clube de Portugal (HCP), que conclui em 1994. Actua frequentemente como freelancer em Portugal, Espanha e nos Estados Unidos, com diferentes grupos, destacando-se colaborações com Bernardo Moreira, Marcello di Leonardo, Paul Gill, Nelson Cascais, Carlos Barretto e Jesus Santandreu. Da sua discografia avultam "Spin" (Tone Of A Pitch, 2005) e À Espera do Verão" (Tone Of A Pitch, 2005).

Mais informações em http://cantaloupeolhao.blogspot.com.

Publicado por António Branco às 07:24 AM | Comentários (0) | TrackBack

JOSÉ AFONSO MORREU HÁ 20 ANOS

José Afonso
José Afonso

Compeltam-se hoje vinte anos (como o tempo passa...) sobre a morte de José Afonso, referência incontornável da música portuguesa, e ainda tão incómoda para alguns...

Que a sua música continue a inspirar-nos, desta forma tão realista e actual...

Coro dos Caídos

Cantai bichos da treva e da aparência
Na absolvição por incontinência
Cantai cantai no pino do inferno
Em Janeiro ou em Maio é sempre cedo
Cantai cardumes da guerra e da agonia
Neste areal onde não nasce o dia

Cantai cantai melancolias serenas
Como trigo da moda nas verbenas
Canta cantai guisos doidos dos sinos
Os vossos salmos de embalar meninos
Cantai bichos da treva e da opulência
A vossa vil e vã magnificência

Cantai os vossos tronos e impérios
Sobre os degredos sobre os cemitérios
Cantai cantai ó torpes madrugadas
As clavas os clarins e as espadas
Cantai nos matadouros nas trincheiras
As armas os pendões e as bandeiras

Cantai cantai que o ódio já não cansa
Com palavras de amor e de bonança
Dançai ó Parcas vossa negra festa
Sobre a planície em redor que o ar empesta
Cantai ó corvos pela noite fora
Neste areal onde não nasce a aurora

(José Afonso)

Publicado por António Branco às 05:38 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 22, 2007

ASSIM FALAVA JAZZATUSTRA!, NA LER DEVAGAR

Hoje na Livraria Ler Devagar (Rua da Rosa, 145, Bairro Alto, em Lisboa) teremos "Assim Falava Jazzatustra!" (assim se chama a nova programação de jazz, todas as quintas-feiras, naquele espaço de cultura).

Desta vez a formação convidada será o trio do pianista Júlio Resende, com Hugo Antunes (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria).

No interlúdio, o escritor Rui Zink lerá o seu mais recente conto.

Publicado por António Branco às 09:00 AM | Comentários (0) | TrackBack

POSTO DE ESCUTA

Avishai Cohen Trio & Ensemble -

Avishai Cohen Trio & Ensemble - "At Home"
Razdaz Records, 2006

Avishai Cohen (contrabaixo e baixo eléctrico); Mark Guiliana (bateria e percussão); Sam Barsh (piano, órgão Hammond, Fender Rhodes, melódica); Yosvany Terry (saxofones, chekere); Anne Drummond (flauta); Diego Urcola (fliscórnio); Jeff Ballard (bateria); Tomer Tzur (hand drum)

Nova Iorque, 14 a 20 de Abril de 2004

“At Home”, o mais recente disco do contrabaixista Avishai Cohen, mais parece tratar-se de dois discos distintos amalgamados num só: um em formato de trio, geralmente mais contido e intimista, outro mais dinâmico e jovial, no qual o núcleo central – contrabaixo, piano (Sam Barsh) e bateria (Mark Giuliana) – é alargado em mais unidades. Gravado em Nova Iorque em Abril de 2004, “At Home” apresenta um diversificado conjunto de ambientes musicais, que têm o indesmentível condão de despertar a curiosidade do ouvinte (pelo menos deste) logo desde a primeira audição. Cohen assume por inteiro o seu cosmopolitismo, ora explorando sons urbanos, ora evocando lugares – Madrid, Toledo – e sonoridades de outras paragens – de África, do Médio Oriente, da Europa do Sul. Com o título do disco o músico talvez queira deixar claro que se sente “em casa” em todos esses diferentes contextos, musicais e geográficos. O disco começa com “Feediop”, um tema dominado pelo pulsante contrabaixo e pelo lirismo do saxofone soprano de Yosvany Terry. Se “Madrid” apresenta uma melodia cativante, já “Leh-Lah” é intensamente marcado pelas percussões – denotando claras influências africanas –, às quais se vêm juntar a melódica e o chekere. O formato de trio clássico resulta particularmente bem nos tempos mais lentos, como em “Remembering” – uma delicada balada assente numa melodia aparentemente simples delineada pelo piano de Barsh e complementada com a soberba contribuição de Cohen – e “No Words”. Merecem também atenção a riqueza tímbrica de “Gershon Beat” – onde se destaca a participação de Jeff Ballard na percussão – e a efervescência de “Saba”, com órgão e baixo eléctrico. O disco encerra com “Toledo”, um curioso tema a lembrar fidalgos loucos e moinhos de vento transformados em gigantes.

Publicado por António Branco às 07:22 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 20, 2007

V PORTALEGRE JAZZFEST ARRANCA HOJE

Portalegre JazzFest - Festival Internacional de Jazz de Portalegre 2007

Arranca hojea quinta edição do Portalegre JazzFest - Festival Internacional de Jazz de Portalegre 2007.

O programa das festas é o que se segue:

Hoje
Sexteto de Mário Barreiros
Mário Santos (saxofone tenor e clarinete baixo), José Pedro Coelho (saxofone tenor e flauta), José Luís Rego (saxofones alto e soprano), Pedro Guedes (piano), Pedro Barreiros (contrabaixo) e Mário Barreiros (bateria).

"A Música e o músico são indissociáveis em Mário Barreiros . Bem antes de enveredar pela actividade de produtor, Mário Barreiros viveu a música como músico, um baterista cujo mérito lhe permitiu integrar formações de relevo no panorama do jazz português, tais como o Quinteto de Maria João; Quarteto de António Pinho Vargas; Sexteto de Jazz de Lisboa e Quarteto de Mário Laginha, entre outras. Em 1994 formou o seu Sexteto de Mário Barreiros com alguns dos músicos frequentadores da Escola de Jazz do Porto. Hoje, a paixão pelo jazz volta a ocupar um primeiro plano, e o Sexteto de Mário Barreiros reaparece, agora constituído por Mário Santos (saxofone tenor e clarinete baixo), José Luís Rego (saxofones soprano e alto), José Pedro Coelho (saxofone tenor e flauta), Pedro Guedes (piano), Pedro Barreiros (contrabaixo) e Mário Barreiros (bateria), com um repertório alargado de temas originais da autoria de Mário Barreiros, Pedro Guedes e Mário Santos. " (texto da organização)

Amanhã (quinta-feira)
Trigon Quartet - Ethno Jazz group Trigon - Moldávia
Anatol Stefanet (viola), Vali Bogheanu (saxofone, trompete, trompete flugelhorn, flauta, kaval, vozes), Dorel Burlacu (órgão, piano, harmónica), Gari Tverdohleb (bateria, percussão, xilofone),

Os Trigon têm tido um enorme sucesso no encontrar do estreito caminho entre o folclore e o jazz, e na criação da sua própria música, demonstrando uma imaginação e virtuosidade tremendas. Todos os músicos são solistas, tocando a sua própria música no seu próprio estilo, o que é um feito exigente. Os espectadores, ao tentar acompanhar os músicos caem imediatamente em transe. E durante o resto do concerto estão perdidos num devaneio sonhador. A sonhar sonhos espantosamente belos. É impossível ficar indiferente durante o concerto. As imagens são reais, visíveis, palpáveis. É um Teatro de música, plástico, artístico, com um enorme sentido de humor. Pintura e Música – ousada, forte, dramática. Em que qualquer movimento do Arco, qualquer som é liberdade, prazer, alegria. É música vivida no palco. Música sobre verdades universais. Sobre o mundo e o nosso lugar nesse mundo. Sobre algo em nós, escondido fundo, inconsciente e deveras importante. Uma ilusão? Deveríamos antes dizer virtuosismo, conhecimento profundo, e metamorfose”. (texto da organização, citando o jornal “Megapolis” (2005, Moscovo, Rússia)

23 de Fevereiro (sexta-feira)
Michel Portal Quartet
Michel Portal (saxofone alto, bandoneon, clarinete), Louis Sclavis (clarinete, saxofone), Bruno Chevillon (contrabaixo) e Daniel Humair (bateria).

"Nascido em 1935, o compositor Michel Portal também toca clarinete, saxofone e o pequeno acordeão ou bandoneon. Músico difícil de classificar devido á sua enorme oferta em diversas categorias, Michel Portal é uma personagem extraordinária que está tão á vontade com compositores clássicos – Mozart, Brahms, Schumann, Berg – como com músicos contemporâneos, como Boulez, Stockhausen, Berio, Kagel, entre outros, com os quais já tocou. No vasto campo do jazz europeu, Portal têm tido uma influência profunda. Quer seja a fazer duetos com Bernard Lubat ou Martial Solal; ou convidado a acompanhar grupos (Humair-Jeanneau-Texier; Kuhn-Humair-Jenny Clark); ou a tocar como parceiro temporário com Jack DeJohnette, Dave Liebman, Howard Johnson, John Surman, ou Mino Cinelu, a sua influência têm sido notável. Os arranjos podem ser estruturados ou espontâneos, mas Portal consegue ser tanto um activista como um reaccionário. Michel Portal ocupa um lugar particular e singular na cena do jazz europeu. A sua reputação como solista clássico parece ter tornado desnecessária qualquer necessidade de reafirmação das suas capacidades técnicas. Recipiente directo das obras dos grandes compositores contemporâneos, Portal não é impelido pela necessidade de ser reconhecido. Regularmente aclamado pelos profissionais musicais de diversos géneros (três Óscares franceses, os Césares, pelo seu trabalho em bandas sonoras, complementam os mais variados prémios noutros campos), Portal está na posição de apreciar o lugar que ocupa. É isso que lhe possibilita a oportunidade de embarcar com vigor renovado em ainda mais improvisação, o que vêm por sua vez perturbar ainda mais as ideias definidas a seu respeito. Uma improvisação que não exclui a incerteza ou a veemência. Longas viagens musicais, um lirismo estridente, uma invenção caprichosa, sentimentos de fantasia que criam tensão em conjunto com melodias animadas. Através de uma teimosa procura pelo âmago da alma ou a explosão do ritmo, Portal parece viver cada quilómetro musical como se estivesse a trazer o Tom de volta á ribalta. Parece necessitar de expandir a sua alma musical até aos limites, assim como as regras de contribuição dos outros músicos. Ao fazer isso, consegue alcançar excepcionais pontos altos, não apenas em termos de momentos de paixão mas também quando gritos trágicos se manifestam. O palco é no entanto o seu lugar favorito. É apenas para as gravações (principalmente “Dejárme solo” e “Turbulence”), que ele reserva as suas matizes, os seus arranjos a solo com figuras cuidadosamente posicionadas e de comentários fixos que remetem para a sua agitação fora do palco. O jazz não é para ele um estilo entre muitos. É sim uma forma avassaladora de sentir a música, reflectindo sobre outras experiências musicais, de forma a transmutá-las, e finalmente reinventá-las." (texto da organização)

24 de Fevereiro (sábado)
Don Byron "Ivey Divey Trio"
Don Byron (clarinete, saxofone tenor), George Colligan (piano) e Ben Perowsky (bateria).

"O Ivey-Divey Trio vai buscar o seu nome e maior parte do seu reportório ao álbum homónimo de 2004, considerado pela revista Jazz Times como o “Disco do Ano”, e elogiado como o “melhor álbum de Don Byron em muitos anos”, pelo jornal “The New York Times”; este álbum inclui ainda a música “I Want to be Happy”, que contém um solo de Byron nomeado para os prémios Grammy. O trio homenageia de forma calorosa neste álbum Lester Young, lenda do Saxofone, e o seu álbum em conjunto com o pianista Nat “King” Cole e o baterista Buddy Rich, datado de 1946. Alem de executarem várias músicas dessa gravação clássica do Trio de Lester Young, o Ivey-Divey Trio interpreta também composições de Miles Davis, John Coltrane, e algumas músicas originais de Don Byron. A escolha de músicos para o seu trio foi tão acertada como sempre, incluindo dois dos mais talentosos e ritmicamente dotados músicos da nova geração, o pianista George Colligan (colaborador de longa data de Byron em diversos projectos) e o baterista Ben Perowsky. Desde o lançamento do CD, o Ivey-Divey Trio têm actuado com enorme sucesso em diversos festivais de jazz (Monterey, San Francisco, Seattle e Newport), assim como na New York’s Symphony Space, no Village Vanguard, e em diversos outros festivais de jazz. Além do trio habitual, participaram nestes concertos outros músicos de renome, como os pianistas Jason Moran e Edward Simon, e os bateristas Jack DeJohnette e Billy Hart." (texto da organização)

Os concertos têm lugar no Grande Auditório do Centro das Artes do Espectáculo de Portalegre, com início às 21h30. Os bilhetes têm preço único de € 10.

Nos dias 23 e 24 haverá jam sessions com o trio vibrafonista Jeffrey Davis - com Nelson Cascais (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria) - no Café Concerto CAEP por volta da meia-noite.

Publicado por António Branco às 07:10 AM | Comentários (1) | TrackBack

fevereiro 19, 2007

CURSO DE HISTÓRIA DO JAZZ NA VELHA-A-BRANCA

Curso de História do Jazz na Velha-a-Branca

A Velha-a-Branca - Estaleiro Cultural de Braga, organiza a partir de amanhã um curso de"História do Jazz - (nível básico)", ministrado por José Carlos Santos, conhecido divulgador do jazz naquelas paregens minhotas, e o principal responsável pela programação do BragaJazz.

Este curso de História de Jazz - nível básico, que se realiza pela quarta vez na Velha-a-Branca, pretende dar aos seus frequentadores uma noção geral da evolução do Jazz desde os primeiros "ensaios" até aos dias de hoje. Além da audição dos trechos musicais mais relevantes na história do Jazz, as quatros sessões contarão também com a exibição de pequenos documentários em vídeo sobre alguns dos movimentos e dos seus músicos. Posteriormente, num curso mais avançado a decorrer no fim deste, serão ministrados conhecimentos mais aprofundados sobre algumas das épocas abordadas neste curso de iniciação.

DESTINATÁRIOS
público em geral

SESSÕES, DURAÇÃO E HORÁRIO
- 4 sessões / 4 semanas
- às 3ªs das 22h às 23h30

PROGRAMA
1. RIO ACIMA
.Da música religiosa (espirituais e gospels) aos blues New Orleans
.As primeiras gravações em Chicago - o estilo Swing

2. JOVENS TURCOS
.O movimento Bop
.O Cool e o Jazz West Coast
.Os anos "Blue Note" - o Hard Bop
.O mestre "Miles Davis"

3. OS VENTOS DA REVOLTA
.O movimento free - o universo de Coltrane
.Outra vez Miles
.O poeta Bill Evans
.A raiva de Charles Mingus

4. O JAZZ ESTá MORTO?
.O jazz rock - o world jazz
.Novas tendências
.A vez da Europa
.E em Portugal?

FORMADOR
JOSÉ CARLOS SANTOS nasceu em Viana do Castelo no dia 25 do mês de Abril de 1960. Os estudos preparatórios e secundários realizou-os na sua cidade natal, tendo posteriormente cursado Filosofia na Universidade de Letras da cidade do Porto. Em Viana do Castelo foi um dos sócios fundadores do Cine Clube local e organizou inúmeros concertos de jazz, paixão que desde a juventude o vem atormentando. Residente em Braga desde 1989, aderiu nesse ano, sem condições, ao projecto da Rádio Universitária do Minho que desde 1989, semanalmente, projecta às sextas das 22h à meia-noite via ondas hertzianas, as sessões "SóJazz". Organiza ainda sessões da História do Jazz nas escolas do Minho e em instituições de carácter público e privado. Desde 2000 é o director artístico do festival anual BragaJazz.

PREÇO
- 30€ para Amigos-da-Velha
- 40€ para os ainda não amigos
Transferência Bancária [só até 7 dias antes do início do curso]
- enviar um e-mail para info@velha-a-branca.net com nome completo, n.º de contribuinte, curso e turma (se aplicável) relativos a cada inscrição pretendida;
- efectuar a transferência bancária para o NIB 0033 0000 452 752 241 3705; e
- trazer o comprovativo da transferência na 1ª sessão do curso

LOCAIS DE INSCRIÇÃO
Velha-a-Branca - Estaleiro Cultural(Largo da Senhora-a-Branca, 23 - 4710-433 BRAGA)
Universidade do Minho (Campus de Gualtar - CP2 - Gabinete de Apoio ao Aluno (falar c/ Bernardo))

MAIS INFORMAÇÕES:
E-mail - info@velha-a-branca.net; Messenger - adicionar contacto info@velha-a-branca.net; telefone 253 618 234
; skype velhafone

A Velha-a-Branca é uma cooperativa sem fins lucrativos situada no centro histórico de Braga. Abriu portas em Outubro de 2004 com o objectivo de promover a criação e a divulgação artística e cultura. Todos os dias é possível assistir às mais variadas actividades (conversas, lançamentos de livros, sessões de poesia, concertos, semanas temáticas, etc), visitar exposições (fotografia, pintura, escultura, etc) e frequentar cursos na área cultural ou do ambiente. A Velha ocupa um edifício do séc. XVIII, dispondo de várias salas e uma cafetaria de apoio. A estreita fachada esconde um extenso e surpreendente jardim em patamares que termina num miradouro com uma interessante vista sobre a cidade.

Publicado por António Branco às 06:40 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 18, 2007

JOSÉ DUARTE NA RÁDIO

Na emissão de hoje do programa "A Menina Dança?", será a vez de escutarmos canções interpretadas por Hanne Hukkelberg, Rare Silk, Dinah Shore, Marlene Shaw, Nina Simone, Son Seals, dr. Ross, Grady Tate e Ivonne de Carlo. A Menina Dança? é um programa da autoria de José Duarte, que vai para o ar na RDP - Antena 1, aos domingos - às 00h07.

Já nas emissões desta semana do programa "Cinco Minutos de Jazz", vai estar em destaque a pianista norte-americana Geri Allen. Cinco Minutos de Jazz é um programa que vai para o ar na RDP - Antena 1, de segunda a sexta - 17h53 e 22h53.

No programa "Jazz com Brancas" será a vez de escutarmos Ella Fitzgerald e Louis Armstrong (amanhã), Bill Evans e Oscar Peterson (terça, 20), Billie Holiday (quarta, 21), Charles Mingus (quinta, 22) e John Coltrane e Charlie Parker (sexta, 23). Jazz com Brancas é um programa que vai para o ar na RDP - Antena 2, de segunda a sexta - entre as 20h04 e as 21h00.

Na região de Beja, a RDP - Antena 1 pode ser escutada em 87.7 FM (em Mértola 90.9 FM). A RDP - Antena 2 pode ser escutada em 91.1 FM (em Mértola 92.2 FM)

Publicado por António Branco às 08:06 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 17, 2007

3x4 NA RÁDIO ZERO (IST)

Vai hoje para o ar a partir das 21h a segunda emissão do programa "4x3", que dá espaço a uma dupla: Paulo Raposo e André Gonçalves enchem os doze metros quadrados do estúdio da rádio Zero com uma performance baseada no improviso e no aspecto conceptual dos espaços e sons nele repercutidos. A ouvir hoje na Rádio Zero, do Instituto Superior Técnico (Lisboa), http://radio.ist.utl.pt.

A emissão repete no próximo sábado pelas 21h00 e logo de seguida é colocada para download no feed do podcast, para aqueles que desejarem subscrever o programa (devem fazê-lo através de sofware como os Live Bookmarks do Mozzila, iTunes, etc..) utilizem o link de subscrição: http://podcast.radio.ist.utl.pt/4x3.xml

O podcast da primeira emissão está disponível: http://podcast.radio.ist.utl.pt/4x3_20070120.mp3.

Publicado por António Branco às 04:55 PM | Comentários (0) | TrackBack

UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de hoje de "Um Toque de Jazz" - Novos discos portugueses (3) - "Teatro", pelo trio do saxofonista Rodrigo Amado com Kent Kessler (contrabaixo) e Paal Nilssen-Love (bateria) no Festival Spectrum (Teatro Nacional de S. João, Porto); "Believer" por Carlos Bica & Trio Azul, com Frank Möbus (guitarra), Jim Black (bateria) e o convidado especial DJ illvibe (gira-discos) e "A Jazzy Way", pela cantora Maria Anadon.

Amanhã haverá "Live at Port Townsend", um álbum gravado ao vivo no Festival de Jazz de Port Townsend (EUA) pelo duo de Red Mitchell (contrabaixo) e George Cables (piano), em 25 de Julho de 1992.

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM, e Mértola 92.2 FM)).

Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

Publicado por António Branco às 08:46 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 16, 2007

SARA VALENTE APRESENTA NOVO DISCO EM ALMADA

Sara Valente - Blue in Green

É esta noite apresentado no Teatro Municipal de Almada o novo CD de estreia da cantora de Sara Valente, intitulado “Blue in Green”.

“Blue in Green” surge da vontade de Sara Valente em registar alguns dos seus temas favoritos e onde propõe autores como Thelonious Monk, Horace Silver e uma diferente abordagem a alguns temas originalmente instrumentais de Miles Davis e Wayne Shorter.

Neste CD tocam João Maurílio (Piano), Gonçalo Marques (Trompete), Nelson Cascais (Contrabaixo), Paulo Bandeira (bateria).

Publicado por António Branco às 11:47 AM | Comentários (1) | TrackBack

RODRIGO AMADO NA INTERNET

Rodrigo Amado

O site do saxofonista Rodrigo Amado está reformulado.

Pistas para o seu trabalho enquanto músico e fotógrafo para descobrir em http://www.rodrigoamado.com.

Publicado por António Branco às 09:29 AM | Comentários (0) | TrackBack

DOWNBEAT FEV07

Já está nas bancas a edição de Fevereiro da revista norte-americana Downbeat. Aqui fica o índice do que há para ler neste número:

CAPA
Susan Tedeschi & Derek Trucks (“Hop Aboard the Family Blues Caravan!”)
FIRST TAKE
Club No. 101
CHORDS & DISCHORDS
THE BEAT
Rebel Song Stylist O´Day Dies
RIFFS
Noticiário diverso
BACKSTAGE WITH…
Geri Allen
VINYL FREAK
Eddie “Lockjaw” Davis – “Modern Jazz Expressions” (King, 1954)
THE QUESTION IS…?
What album from the last decade is a must-listen for jazz elders?
EUROPEAN SCENE
Pianist Bollani Deliberately Splits Personality
CAUGHT
Cecil Taylor Makes Own Rules At Iridium
PLAYERS
Dave Burrell (“No Down Time”)
Mark Egan (“Going Fretless”)
Asha Puthli (“Reclaiming Singularity”)
Yosvany Terry Cabrera (“New Shool Cuban”)
ARTICLES
Susan Tedeschi & Derek Trucks (“First Family of Modern Blues”)
Gonzalo Rubalcaba (“Beyond Notes”)
Matt Wilson (“Accentuate the Positive”)
100 GREAT JAZZ CLUBS
REVIEWS
Hot Box
Sonny Rollins – “Sonny, Please”
Tin Hat – “Tha Sad Machinery Of Spring”
Gil Goldstein – “Under Rousseau´s Moon”
Ron Miles – “Stone/Blossom”
BOOKS
“Music and the Creative Spirit”, de Lloyd Peterson (Scarecrow Press)
TOOLSHED
WOODSHED
Duke Ellington and Ray Brown´s duet on “Thinhs Ain´t What They Used To Be”
Master Class – “Bridging the Gap between Jazz, Pop and Rock”
JAZZ ON CAMPUS
BLINDFOLD TEST
Bill Henderson

Publicado por António Branco às 07:13 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 15, 2007

JÚLIO RESENDE & CIA

Júlio Resende
Júlio Resende

Hoje, pelas 23h, a cantora Vânia Fernandes e o pianista Júlio Resende apresentam "Cumplicidade", no Ondajazz (ao Campo das Cebolas, em Lisboa). Juntam-se-lhes o contrabaixista Hugo Antunes e o baterista Alexandre Frazão.

Amanhã é a vez da Livraria Ler Devagar (rua da Rosa 145, Bairro Alto, Lisboa) acolher, também às 23h, o trio voz-piano-contrabaixo (Fernandes/Resende/Antunes)!

No sábado, o quarteto (com Jorge Moniz na bateria) vai estar no Be Jazz Café, no Barreiro, também às 23h.

No domingo, esta formação (desta vez com João Rijo na bateria) apresenta-se no Jazz&Blues Company (em Massamá), às 17h.

Publicado por António Branco às 12:33 PM | Comentários (0) | TrackBack

BRAGAJAZZ 2007

A edição de 2007 do Bragajazz realiza-se entre os próximos dias 15 e 24 de Março, no magnífico Theatro Circo, em Braga. A programação esteve mais uma vez a cargo do incansável José Carlos Santos e é a seguinte:

15 de Março (quinta-feira)
Mário Laginha Solo / Trio

16 de Março (sexta-feira)
Baldo Martinez Grupo

17 de Março (sábado)
Ken Vandermark/Adam Lane quartet "4 Corners"

22 de Março (quinta-feira)
Sexteto de Carlos Barretto "Lokomotiv"

23 de Março (sexta-feira)
Jamie Saft trio "Plays John Zorn and Bob Dylan"

24 de Março (sábado)
Bunky Green Quartet

Entre os dias 15 e 17 e 22 e 24 de Março realizam-se workshops dirigidos pelo trio do saxofonista John O´Gallagher. Este trio animará as sessões "afterhours" do festival a partir da meia-noite (local em breve a determinar)nos dias dos concertos do festival (15,15,17, 22, 23 e 24 de Março).

Mais informações em www.theatrocirco.com.

Publicado por António Branco às 08:21 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 14, 2007

ENTREVISTA - HÉLDER MARTINS

Jazz em Portugal 1920-1956

Não são muitos os livros de autores portugueses que versem o jazz e a música improvisada. Os publicados por José Duarte, Jorge Lima Barreto, Rui Eduardo Paes e... pouco mais. No final de 2006 foi publicado o livro "Jazz em Portugal (1920 – 1956): – Anúncio - Emergência – Afirmação", da autoria de Hélder Bruno Martins - musicólogo, investigador científico (licenciado em Educação Musical pela Escola Superior de Educação de Coimbra, mestre em Ciências Musicais pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e doutorando em Musicologia na Universidade de Aveiro), director pedagógico da Academia de Música da Lousã e da Escola Jazz Ao Norte - que traça uma panorâmica sobre a evolução do jazz no nosso país, desde 1920 - altura em que começaram a surgir na imprensa nacional as primeiras notícias que falavam desta(s) música(s) - e 1956, data chave por ser o ano em que tocou entre nós a célebre orquestra de Count Basie. Na sequência da apresentação do livro em Beja - no passado dia 3 de Fevereiro, na Cafetaria do Pax-Julia Teatro Municipal - o Improvisos Ao Sul falou com Hélder Martins, para conhecer melhor os contornos deste seu livro...

Conte-nos um pouco a história da sua ligação à música (e ao jazz, em particular). Para além de investigador e docente é também músico... Como é conciliar todas estas vertentes?
A música faz parte de mim desde o tempo em que tenho consciência de existir... os discos que os meus pais ouviam, os brinquedos «com» e «para fazer música», as primeiras peças que toquei no piano (por volta dos 5 anos), as actuações nas festas de Natal da Escola Primária da Lousã... Com 11 anos entrei para o Conservatório de Música de Coimbra - curso de piano. Quando frequentava o 5.º grau, eu e um amigo soubemos que se iria realizar um workshop de Jazz no Conservatório de Música de Aveiro, nas férias de Natal, e lá fomos...Fiz 15 anos, no dia 15 de Dezembro, em pleno Workshop com Carlos Martins e Carlos Barreto! A partir dessa altura o meu pensamento musical nunca mais foi o mesmo! O Jazz passou a ser parte integrante do meu raciocínio harmónico, melódico e rítmico, e a estar verdadeiramente presente nas minhas opções estéticas (ao lado da música erudita europeia). Também ouvia Rock Alternativo, Gótico... enfim, como qualquer adolescente que viva intensamente e naturalmente esse fantástico período da vida! Cheguei mesmo a ser vocalista de uma banda de rock (até fomos ao Rock Rendez Vous em 1994... imagine! A banda chamava-se Vonavêmor... lembro-a com saudades! A mesma saudade que se tem dos amores e paixões de verão da adolescência!). Ao prosseguir os estudos no Conservatório de Música de Coimbra decidi optar pelo piano Jazz, o que me levou a estudar com Paulo Gomes na Escola de Jazz do Porto. Ao mesmo tempo descobria, nas disciplinas do Conservatório, a Musicologia. Decidi que era isto que queria fazer! Licenciei-me em Educação Musical na Escola Superior de Educação de Coimbra (apesar de saber que não era isso que queria fazer) para ter bases sólidas e poder ingressar numa carreira de investigação. Foi assim que entrei para o mestrado em Ciências Musicais da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e apresentei, em Abril de 2005, a tese «O Jazz em Portugal: da sua emergência à sua afirmação com o Hot Clube», sob orientação do Prof. Doutor José Maria Pedrosa Cardoso (musicólogo). Actualmente sou investigador e preparo o doutoramento em Musicologia na Universidade de Aveiro sob orientação da Professora Doutora Susana Sardo (etnomusicóloga). Não me considero músico... sei como se toca!!! gosto de tocar e preciso, até, de tocar! mas isso não faz de mim músico! Existe algo mais para além de tudo isto!... Músico? Sim, em algumas correntes e estilos talvez possa desempenhar um bom papel!!! Não é fácil conciliar de facto... e a prova disso é que já não estudo piano há muitos anos... e, inevitavelmente, tem consequências negativas no que respeita à performação, desempenho! Quanto ao facto de vir a ser docente, no segundo semestre, na Escola Superior de Educação da Guarda, é algo que, penso, será conciliável (e desejável que o seja) com a minha actividade de investigador. Cada vez mais se exige a um docente do Ensino Superior que se actualize e que produza conhecimento, só assim se pode gerar massa crítica, que tanta falta nos tem feito nos últimos anos (500 anos!!!... no mínimo).

O livro "Jazz em Portugal (1920 – 1956): – Anúncio - Emergência – Afirmação" decorre de uma investigação que desenvolveu para a sua Tese de Mestrado, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Como surgiu a ideia de investigar a história do jazz em Portugal, em concreto a dos seus alvores?
Desde que me apaixonei pela Musicologia que percebi que a produção científica sobre Jazz em Português e, concretamente, acerca deste comportamento expressivo em Portugal era inexistente. As obras que referem o Jazz em Portugal são trabalhos importantes, contudo, não são mais do que relatos de experiências de vida, redigidos de uma forma (quase) poética, estilística, lírica, até! Pensei que o meu contributo pudesse ser útil ao tratar este fenómeno numa perspectiva etnomusicológica (analisando o impacte de Jazz em Portugal, a sua relação com o poder e vice-versa, a reacção social e os comportamentos que gerou, etc.). Esta foi a principal motivação que me levou a fazer este estudo. Assim, decidi analisar o período mais sombrio, controverso, polémico: a «chegada» do Jazz a Portugal... e ainda há muito a fazer acerca deste período!

Para quem ainda não teve a oportunidade de ler o livro, pedia-lhe que resumisse o conteúdo de modo a aguçar a curiosidade dos potenciais leitores...
O livro, como se diz na introdução, é a adaptação da tese de mestrado despida, tanto quanto possível, de conceptualismo, academismo, no sentido de aproximar o leitor ao tema sem, contudo, perder rigor! O livro é, podemos dizer, uma análise da cultura, da sociedade e da política portuguesa, tendo como personagem principal o Jazz. A década de 20 é um marco histórico para o Jazz, mesmo em Portugal: é o Anúncio do Jazz em Portugal. Julgo que se apresentam informações interessantes a este respeito: artigos da época que não deixam de ser, para nós, de hoje, «bem humorados», a prova da presença de Sidney Bechet em Portugal, lista de rádios nacionais, de clubes, etc.. Depois o Estado Novo e a sua pragmatização de valores provenientes da matriz cultural portuguesa e que, com este sistema, começavam a ser instituídos pela própria máquina do Estado! Compreender a axiologia do Estado novo é compreender, não só, a barreira retardatária que constituiu para a afirmação do Jazz em Portugal, mas também, o aniquilamento do desenvolvimento cultural de Portugal e com a qual ainda sofremos nos dias de hoje. Apesar de tudo, Luiz Villas-Boas e companheiros conseguiram criar uma plataforma de aglutinação de interesses e esforços em prol do Jazz e, com sacrifício e persistência, fundaram o Hot Clube de Portugal. Como é que foi possível, que batalhas travaram, como venceram?... está no livro! Há uma lista de músicos portugueses que iniciaram uma actividade jazzistica nas décadas de 40, 50 e 60 e conhecer quem foram os nossos primeiros músicos de Jazz a alcançarem a internacionalização. Já agora: sabia que um guitarrista português foi considerado, por um dos maiores críticos de jazz da década de 50, um dos melhores guitarristas de Jazz do mundo? é verdade... está no livro!

O livro veio colmatar uma lacuna que existia em matéria do conhecimento do que foi a entrada e o processo de sedimentação do jazz em terras lusas... Quais considera serem as principais pistas que este seu livro abre para investigação futura? De certo que muito há ainda para investigar e conhecer...
Há muito, de facto, por fazer. Neste momento há 5 investigadores, em Portugal, 4 na Universidade de Aveiro sob orientação da Prof.ª Doutora Susana Sardo, que estão a preparar teses de doutoramento em musicologia/ciências musicais acerca do Jazz em Portugal. Comparativamente ao que tem vindo a ser realizado noutros países, no que concerne à produção de conhecimento musicológico no âmbito dos Estudos de Jazz, estamos muito atrasados. Existe o Centro de Estudos de Jazz da Universidade de Aveiro, cujo mentor é José Duarte e estou em querer que dará um forte contributo para o desenvolvimento desta área de estudos. Depois existe também a Jazz Ao Norte, que para além de ser uma excelente escola, com grandes mestres e instalações, é uma empresa que tenciona dedicar-se também à produção artística (festivais, concertos, workshops, etc.), pedagógica e científica. Um projecto muito interessante do Eng.º Pedro Ferreira (de profissão), saxofonista de Jazz (do coração)!

Quais foram os principais obstáculos com que se deparou ao longo da investigação? Encontrou resistências ou as portas foram-lhe escancaradas?
O maior problema ao longo do processo de pesquisa foi, sem dúvida, a fidelidade das fontes de informação. Todas as informações exigiam comparações com outras fontes, os próprios documentos careciam de ser comparados. O espólio de Luiz Villas-Boas, propriedade do Hot Clube de Portugal, foi muito importante. O Eng.º Bernardo Moreira foi sempre muito prestável e atencioso.... Depois a reflexão e o estudo, a análise das informações, a visão crítica e a resolução.

Como têm sido as reacções ao livro? Pelo que tenho visto, ouvido e lido, as críticas são bastante positivas...
Felizmente, sim! Para além das críticas, tenho recebido mensagens que, a avaliar pelo seu teor, demonstram o interesse que o livro tem suscitado. As personalidades que me têm escrito, amavelmente, de áreas diversas, comprovam a transversalidade e o interesse multidisciplinar deste trabalho relativamente aos estudos da sociedade, da cultura e da política portuguesa na 1.ª metade do séc. XX.

E agora: vai continuar a orientar o seu percurso científico para o jazz? Está nos seus planos escrever o livro "Jazz em Portugal 1956 - 2007"?
Estou neste momento a preparar a minha tese de doutoramento que será dentro dos estudos de Jazz. A seu tempo será conhecido o tema...

Tenho conhecimento de que estão na forja outros livros que farão luz sobre a história e a evolução do jazz em Portugal... Tem contactos com esses autores?
Conheço o Dr. João Moreira dos Santos que já tem desenvolvido pesquisas sobre a História do Jazz em Portugal e penso que está a preparar uma edição.

Tenho para mim que era hora de alguém escrever uma "Enciclopédia do Jazz Português" (ou do Jazz em Portugal), à semelhança do que já se fez para o cinema, por exemplo... Partilha desta ideia?
Sim, parece-me uma excelente ideia. Aliás, já há planos nesse sentido. Há um trabalho que está a ser desenvolvido pelo Instituto de Etnomusicologia da Universidade Nova de Lisboa, presidido pela Prof.ª Doutora Salwa Castelo-Branco (etnomusicóloga) que é uma Enciclopédia da Música Portuguesa no Séc. XX. Neste trabalho, que está a ser desenvolvido há mais de 10 anos e já no prelo, penso, existem entradas de músicos de Jazz.

Como analisa o actual panorama do jazz em Portugal? Há mais músicos, mais concertos, mais discos, mais divulgação... mas há sempre um mas...
O Jazz em Portugal é uma música de Festivais. Aí sim, as salas estão cheias. O importante é que as pessoas saibam o que estão a ouvir. Será que sabem ouvir Jazz? Contudo, na Música Erudita Ocidental não se passará a mesma coisa? Por razões de formação cultural, a única música verdadeiramente consolidada é a música de massas, e o Jazz não é uma música de massas. É uma música de culto! Mas nada disto me choca: gosto de ver salas de concerto esgotadas e lentamente, acredito, o conhecimento vai-se sedimentando e o público tornar-se-á mais esclarecido. A este respeito julgo que existe uma «missão» importante que deve ser desenvolvida por musicólogos, músicos, críticos: Porque não fazer concertos comentados por especialistas (e não por curiosos)? Não chega saber quem tocava com Louis Armstrong nos Hot Five ou quem tocava com X no ano Y... ou saber os nomes dos discos e os temas que aí estão registados... são informações interessantes mas redutoras e isso não é saber sobre Jazz. Os concertos comentados, as palestras, etc., devem ser feitas por pessoas que conhecem as formas, as técnicas, a teoria, a genealogia, a história... julgo que seria importante pensar-se nisto. Na música erudita ocidental já se faz há muito tempo. O Prof. Doutor Rui Vieira Nery tem feito vários concertos comentados da chamada música clássica. Apesar de tudo, estamos no bom caminho... e Jazzfaz tarde (já se faz tarde)!

Publicado por António Branco às 06:26 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 13, 2007

REPORTAGEM - ESCOLA DE JAZZ LUIZ VILLAS-BOAS (HCP)

Escola de Jazz Luís Villas-Boas
(foto: Cristina Cortez)

A Escola de Jazz Luiz Villas-Boas, do Hot Clube de Portugal, é a mais antiga e mais prestigiada escola de jazz do país. Fomos conhecê-la por dentro, saber mais sobre a sua história, os seus problemas e ambições.

Aquela manhã fria mas solarenga de finais de Novembro convidava a um passeiro tranquilo à beira Tejo. Porém, os passos apressados de jovens a carregar o seu instrumento denunciavam a presença próxima de uma escola de música. Todos os caminhos convergem na direcção de um edifício, anteriormente pertencente à Standard Eléctrica, situado mesmo em frente à antiga FIL. É aí que, paredes-meias com a Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML), moram desde Outubro de 1996 não só a Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal (HCP), baptizada com o nome do fundador, Luiz Villas-Boas, mas também a própria Direcção, serviços administrativos e o valiosíssimo espólio do Hot.

Apesar de ter sido criada 30 anos depois da fundação do HCP, a Escola de Jazz Luiz Villas-Boas é a mais antiga e conceituada escola de jazz a funcionar em Portugal, contando actualmente com cerca de 150 alunos e 30 professores. Momento ímpar no processo evolutivo do jazz em Portugal, a criação da Escola de Jazz do Hot, veio possibilitar a formação, em regime de ensino formal, de várias gerações de novos músicos, mais habilitados e preparados para encetar uma carreira profissional sólida e duradoura. Dos bancos e salas de ensaio da Escola têm saído alguns dos mais importantes nomes do jazz nacional das últimas três décadas, como Carlos Martins, Mário Laginha, Bernardo Sassetti, Maria João, Mário Delgado, só para citar alguns dos nomes referenciais.

Uma Escola com passado…

Após um processo conturbado, repleto de contratempos e de vicissitudes várias, que data da segunda metade da década de 1940, foi constituído o Hot Clube de Portugal, com o propósito central de «promover e divulgar o jazz», num país marcado por uma mentalidade cultural retrógrada e provinciana. Salvo honrosas excepções, o jazz era profundamente detestado pelas conservadoras elites políticas e culturais do Portugal de então, que inúmeras vezes apelidaram esta música de “selvagem” e “infernal”.

A criação de uma escola de jazz não estaria nos planos iniciais dos pioneiros do HCP. Porém, considera Bernardo Moreira, Presidente da Direcção do Hot desde Fevereiro de 1992, que tal ideia «consta dos seus Estatutos», mas «na mentalidade dos fundadores nada estava excluído, mas nada estava concretamente idealizado», afirma. «A partir dos finais dos anos 1960, o Villas-Boas começou a pensar que seria muito interessante que se pudesse ter uma escola». «Duas coisas ele gostava de ter: uma escola e uma “big band”.» Com alguma mágoa, diz que «num país como o nosso foi preciso esperar 30 anos para ter uma escola e quase cinquenta para ter uma “big band”.»

Bernardo Moreira
Bernardo Moreira (foto: Cristina Cortez)

A criação da Escola, no final dos anos 1970, em muito se fica a dever à teimosia e a um inabalável desejo de romper com o marasmo de Zé Eduardo, dotado contrabaixista, que aliando as qualidades como instrumentista, compositor e arranjador, a uma profunda vertente pedagógica, por todos reconhecida, decidiu tomar as rédeas do projecto e dar-lhe vida. «O Zé Eduardo aparece no final da década de 1960, princípios da de 1970, como um jovem contrabaixista promissor» que «revelou, desde muito cedo, um aspecto verdadeiramente notável que foi uma enorme vocação pedagógica», recorda Bernardo Moreira. Incentivado por Villas-Boas – numa altura em que este não fazia parte da Direcção do Hot – Zé Eduardo «monta uma escola incipiente, com recursos praticamente nulos, com meia dúzia de alunos, um professor (ele próprio), uma sala de aulas (a sala do Hot) e um horário limitado». «Essa é uma época mal documentada dentro do Hot. Se eu quiser saber quem foram os primeiros alunos que se inscreveram, não há registo», desabafa o actual Presidente do Hot. Quando, em 1981, partiu para dinamizar o Taller de Músics de Barcelona, Zé Eduardo deixou atrás de si uma escola ávida de novos e mais altos voos, entre os quais continuava a estar a criação de uma “big band”. Na tentativa de saber mais sobre este fervilhante período temporal, quis a Jazz.pt falar com Zé Eduardo, que no entanto se recusou, amavelmente, a prestar declarações.

Nesses primeiros tempos, a aprendizagem era feita «um pouco à maneira da Idade Média», muito através do contacto e da convivência com os músicos mais velhos e experimentados, num processo quase osmótico. A herança deixada por Zé Eduardo permitiu à Escola desenvolver-se nos anos 1980, primeiro dirigida por Tomás Pimentel e depois pelo norte-americano David Gaudsen, de uma forma «globalmente muito razoável», nas palavras de Bernardo Moreira. A Escola funcionava então nos andares de cima do velhinho edifício da Praça da Alegria – à data já num adiantado estado de degradação – propriedade de uma seguradora e anteriormente arrendado ao Grupo Onomástico “Os Carlos”.

Com o passar dos anos, com mais alunos e professores, instalaram-se um maior rigor e formalismo, mas sem nunca se perder um lado informal na aprendizagem. David Gaudsen, «que introduziu alguma estrutura curricular», decide entretanto abandonar a Escola. Pouco meses depois, e com a entrada de uma nova Direcção para o HCP, Pedro Moreira assume o lugar de Director Pedagógico da Escola, que mantém até hoje. A Direcção do Hot pediu a Zé Eduardo que elaborasse um plano de reestruturação curricular, à imagem do modelo de Barcelona, que rapidamente se mostrou «desadaptado aos nossos costumes», diz o Presidente do Hot.

O processo de internacionalização da Escola conheceu um importante impulso em 1989, quando «por sugestão de Dave Liebman», a mesma se tornou um dos 16 membros fundadores – juntamente com outras 15 escolas europeias e a New School University, de Nova Iorque, com quem a Escola do Hot continua a manter estreitas relações de cooperação – da International Association of Schools of Jazz (IASJ), organização de que actualmente também fazem parte as mais importantes escolas de jazz do mundo, como o Berklee College of Music, de Boston, os Conservatórios de Paris e Tóquio ou a Royal Academy, de Londres, num total que ronda as 200 escolas. «Eu hoje sei como funcionam todas as escolas do mundo», afirma, orgulhoso, o Presidente do Hot. «Somos coordenadores da IASJ para o Brasil e África, com o objectivo de angariar mais escolas», afirma. A Escola do HCP participa desde 1994 no encontro anual que a IASJ promove – cada ano num local diferente –, seleccionado um aluno e um professor como seus representantes. O próximo decorrerá no próximo mês de Julho, em Siena (Itália).

Mas a expansão da Escola do Hot assume ainda outros contornos. Desde 1999, coordena também o Curso de Jazz do Conservatório – Escola das Artes da Madeira, fazendo deslocar semanalmente ao Funchal 2 ou 3 docentes.

Aprender música na Escola do Hot

Para Pedro Moreira, Director Pedagógico da Escola do Hot, desde Setembro de 1992, «há várias características que são próprias desta Escola», de entre salienta as quais o facto de ser «assumidissimamente a herdeira da Escola que a antecedeu» e de existirem, dentro da Escola do Hot, «várias escolas em simultâneo», consoante os objectivos dos alunos que a frequentam, desde a iniciação musical até a um nível mais avançado. «Cerca de dois terços são músicos amadores, que têm outras profissões, ou que estão a tirar outros cursos» – afirma – «e pagamos um preço por isso», ao nível da «logística pedagógica». Neste sentido, acrescenta: «gostaria que a Escola um dia se separasse em duas.»

Considera que com a mudança para as actuais instalações «se ganharam muitas coisas», embora as da Praça da Alegria tivessem «um ambiente muito especial, que tenho muita pena que se tenha perdido», relacionado com a vida do próprio edifício, «que corresponde a uma Lisboa que está a desaparecer», diz. O problema principal – considera Pedro Moreira – é que «a Escola e o Clube perderam com esta separação».

No que diz respeito à filosofia da Escola, sublinha que tem que ter «uma organização e uma estrutura», mas que precisa também de alguma «desorganização.» «O jazz corre riscos, no dia em que ficar totalmente sistematizado, organizado e académico», admite. A falta de apoios também condiciona o dia-a-dia da Escola, «que vive exclusivamente das propinas dos alunos».

Pedro Moreira aponta outro paradoxo no quotidiano da Escola: «cá não somos acreditados oficialmente, porque é um processo extremamente complicado do ponto de vista burocrático», mas, por outro lado, existem «acordos com a New School e com Berklee, duas das escolas mais reputadas, e elas dão equivalência completa ao nosso curso», afirma.

O curso da Escola de Jazz do HCP tem presentemente a duração de 5 anos, encontrando-se dividido em dois níveis de aprendizagem: o Nível Básico (3 anos) – para quem quer aprender música e a tocar um instrumento, mesmo como actividade secundária – e o Nível Avançado (2 anos) – destinado fundamentalmente a quem pretende encetar uma carreira profissional na área da música, «de nível absolutamente superior», segundo o Director Pedagógico da Escola. No terceiro ano opera-se uma espécie de «selecção natural», salienta. Existem disciplinas obrigatórias e disciplinas opcionais. Quem quiser frequentar a Escola tem primeiro de se fazer sócio do HCP.

São actualmente disponibilizados cursos dos mais variados instrumentos, em regime de “full-time” (opção recomendada para quem quer completar o curso, de acordo com a sua estrutura base), “part-time” (para quem tenha menos tempo disponível, completando as disciplinas obrigatórias num maior número de semestres) ou ainda em “regime livre”, à medida do aluno, uma modalidade que contempla “pacotes” de 5 ou 10 aulas de instrumento, em que não se faz distinção de níveis nem existe avaliação final.

Está prevista a atribuição em cada semestre de uma Bolsa no valor total da propina em “full-time”, após audição com um júri constituído por docentes da Escola.

Como forma de promover a ligação dos alunos com o mundo profissional, a Escola desenvolve uma série de iniciativas que passam pela selecção de combos para apresentação pública no Hot Clube, na Praça da Alegria, ou a organização de “workshops” e “masterclasses” com músicos, nacionais e estrangeiros, para contacto com os seus diferentes percursos e experiências.

Confrontado como o aparecimento no País de várias escolas de jazz, Pedro Moreira considera ser este «um bom sinal», embora afirme que a situação não lhe é indiferente, pois esse facto «provoca uma reacção na Escola.»

E deixa uma séria preocupação, que tem a ver com «a necessidade de se regulamentar verdadeiramente o ensino artístico, nomeadamente no que toca ao ensino da música», visto que o regulamento em vigor tem 25 anos e «nunca foi escrito na especialidade.» O Director Pedagógico da Escola do Hot considera que foi dado recentemente um grande passo atrás neste processo com a «extinção do Departamento de Ensino Artístico do Ministério.» Nas suas palavras, um «triste» sinal dos tempos.

O que dizem alunos e professores

«É um enorme prazer dar aulas no Hot Clube. Foi lá que estudei e, mais importante, foi onde conheci toda a gente com quem toco. Acho que é prestigiante para qualquer músico dar aulas no HCP.» Quem o diz é o guitarrista Bruno Santos, professor na Escola desde 2000. Lecciona as disciplinas de “Laboratório de Instrumento” (guitarra), «espécie de iniciação e em grupo», “Instrumento Individual e “Combo”. Quanto à preparação de base que os alunos apresentam quando chegam à Escola considera que «é muito diversificada.» «Uns sabem pouco ou nada, outros sabem algumas coisas ou têm noção de uma ou outra coisa. Por essa razão existem os testes de admissão que são mais para colocação do que admissão propriamente dita», refere. Procura essencialmente aconselhar e ajudar para que «toquem melhor». «Mas é necessário passar a mensagem que é preciso perder tempo com isto. Praticar e ouvir música é fundamental», sublinha. Já Filipe Melo dá aulas de piano e combo na Escola há cerca de 4 anos. Afirma ser «um grande prazer dar aulas no Hot Clube, especialmente porque frequentemente estamos a ensinar futuros músicos profissionais.» «Devo a minha paixão pelo jazz à instituição, e tento apenas transmitir a chama que me foi transmitida enquanto aluno da mesma. É um sítio onde os professores e alunos são tratados com uma dignidade fora do normal, e onde ainda existe a motivação e empenho que muitas vezes não se encontra no ensino da música», diz. Para Filipe Melo, «mais do que técnica ou uma disciplina rigorosa de estudo» há que «transmitir aos alunos o verdadeiro prazer de conhecer e dominar a linguagem jazzística e a riqueza da música improvisada.»

Rui Travassos é aluno da Escola desde Outubro passado. Estuda clarinete. «Fiz um percurso clássico e agora pensei em vir para o jazz», afirma. Escolheu a Escola pelo «prestígio», dado ser “uma instituição conhecida”, mas também porque vive em Lisboa e já conhecia o seu professor, Paulo Gaspar. Integrado no mercado de trabalho na área da música clássica, refere que veio «na expectativa de complementar a formação», mas também para «mudar um pouco a minha visão sobre a música, e tentar fazer os meus próprios projectos noutra área sem ser a clássica.» A dois passos, e a discutir apaixonadamente uma partitura, dois alunos mais jovens, Pedro Felgar e Sandro Félix. O primeiro entrou este ano para aprender bateria «Gosto muito de música e resolvi experimentar», diz, sorridente. «Sinto que o jazz é um estilo musical que pode desenvolver muito a bateria». O seu objectivo é «seguir uma via profissional na música», embora afirme ser «muito cedo» para definir desde já uma orientação estética a seguir. «Gosto de dar o passo em frente, mas também gosto muito de swingar», afirma. Sandro Félix estuda trompete na Escola há um ano. «Sempre gostei bastante de jazz, fui educado pelos meus pais a ouvir jazz.» Identifica-se em particular com o “be-bop”, nomeando como referências Dizzy Gillespie e Roy Eldridge. Também encara a música como «um futuro profissional» pretendendo dedicar-se a ela «a cem por cento.»

O problema das instalações

As instalações têm sido desde sempre um dos calcanhares de Aquiles para o funcionamento da Escola. O mau estado estrutural do edifício da Praça da Alegria, numa altura em que a Escola já contava com cerca de 140 alunos, motivou mesmo a suspensão do funcionamento da mesma durante algum tempo.

Após ter ponderado a aquisição do edifício, a Direcção do HCP, perante os avanços e recuos da Câmara Municipal de Lisboa, chegou mesmo a colocar em cima da mesa a hipótese de mudar a Escola do Hot para fora do concelho de Lisboa...

Mas, devido à urgência de uma resolução para o problema, surgiu a oportunidade de instalar a Escola numa ala desocupada do edifício ocupado pela OML, também ele a necessitar urgentemente de obras de adaptação às exigências de uma escola de música. Algum tempo depois começou a vislumbrar-se no horizonte a hipótese Parque Mayer, por onde hoje é certo que passará o futuro do Hot Clube de Portugal, num processo que já está oficializado com a Câmara Municipal de Lisboa. «Há um compromisso da Câmara de passar o Hot Clube para o Parque Mayer», reafirma, convicto, Bernardo Moreira. Uma vez que o projecto apresentado pelo arquitecto Frank Gehry envolvia verbas astronómicas, houve que o reformular. Com a decisão camarária de não demolir o Capitólio outra hipótese se levanta. Consideram os responsáveis que é já tempo do Hot ter instalações condignas com o seu estatuto e com tudo o que tem feito em prol da cidade de Lisboa e do País. É tudo uma questão de tempo e de dinheiro.

O futuro...

Em 2010, o Hot comemora oficialmente os 60 anos de existência. Porém, «estamos a fazer 60 anos muito aos bocados», afirma Bernardo Moreira. «Quisemos fazer os 60 anos da primeira rubrica de 20 minutos chamada “Hot Clube”, no programa do Artur Agostinho, na Emissora Nacional, mas perdemos essa hipótese.»

Está previsto o lançamento de “O Jazz Segundo Villas-Boas”, «uma compilação em livro do que o Villas-Boas pensava.» E levanta um pouco do véu: «são 7 ou 8 programas de rádio para mostrar em que data, o Villas-Boas falou pela primeira vez do Miles Davis e de outros. Esses programas foram transcritos e vão ser editados em livro.» Foi tentada uma comemoração em 2005 no Teatro Municipal São Luiz, «mas não consegui ninguém para financiar». Ainda sobre Villas-Boas, diz Bernardo Moreira: «convivi com ele toda a vida e nunca estivemos jazzisticamente em desacordo.» E conclui: «O Presidente do Hot continua a ser o Villas-Boas, ele continua a exercer por interposta pessoa.»

FICHA TÉCNICA:

Director Pedagógico: Pedro Moreira
Duração do curso: 5 anos – Nível Básico (3 anos) + Nível Avançado (2 anos)
Período lectivo: Setembro – Dezembro (1º Semestre); Fevereiro – Junho (2º Semestre)
Número actual de alunos: Cerca de 150
Disciplinas obrigatórias:
Lab. Instrumento I, História do Jazz, Treino Auditivo I, Solfejo I, Teoria Musical, Combo I, Treino Auditivo II, Solfejo II, Harmonia I, Instrumento Individual (em todos ao anos), Combo II, Treino Auditivo III, Solfejo III, Harmonia II, Piano Complementar I, Combo III, Treino Auditivo IV, Solfejo IV, Harmonia III, Piano Complementar II, Combo IV, Treino Auditivo V, Solfejo V, Harmonia IV, Análise Rítmica.

Disciplinas opcionais:
Existe uma lista de disciplinas opcionais (que só funcionam com um número mínimo de alunos inscritos), actualizada em cada semestre.

Corpo docente:
Bateria: Jorge Moniz, Bruno Pedroso, Henry Sousa, Pedro Viana
Baixo eléctrico: Miguel Amado, José Neves
Clarinete: Paulo Gaspar
Contrabaixo: Bernardo Moreira, Nelson Cascais
Flauta: Daniel Rebelo
Guitarra: Vasco Agostinho, André Fernandes, Afonso Pais, Bruno Santos
Percussão: Osvaldo Pegudo
Piano: Ana Araújo, Rui Caetano, Filipe Melo
Saxofone: Pedro Moreira, Jorge Reis
Trombone: Claus Nymark
Trompete: João Moreira, Tomás Pimentel
Voz: Paula Oliveira, Joana Rios
Combo: Ana Araújo, Bernardo Moreira, Vasco Agostinho, Miguel Amado, Nelson Cascais, André Fernandes, Filipe Melo, João Moreira, Pedro Moreira, Afonso Pais, Bruno Santos
Harmonia: João Moreira, Vasco Mendonça, Nuno Campos
Treino Auditivo: Rui Cardoso, Jorge Moniz, Pedro Moreira, Daniel Rebelo, Vasco Mendonça
Solfejo: Rui Cardoso, Jorge Moniz, Pedro Moreira, Daniel Rebelo, Nuno Campos
História do Jazz: Eng.º Bernardo Moreira
Teoria Musical: Nuno Campos, Daniel Rebelo
Piano Complementar: Ana Araújo, Rui Caetano, Nelson Cascais, Filipe Melo, Vasco Mendonça, João Moreira
Bateria Complementar: Pedro Viana
Análise Rítmica: Afonso Pais

Preçário:
Matrícula “full-time” (entre 7 e 12 créditos): € 850 por semestre
Matrícula com mais de 12 créditos: € 850 + € 78,5 por crédito adicional
Matrícula “part-time” (entre 1 e 7 créditos): € 118 por crédito
Curso livre: € 360 por “pacote” de 10 aulas individuais
€ 189 por “pacote” de 5 aulas individuais

(Nota: Acresce aos valores acima a quota de sócio do HCP, no valor de € 45 por Semestre)

Horário de funcionamento da Escola: das 10h00 às 20h00

Contactos:
Morada: Travessa da Galé, 36 – 1º, 1300-263 Lisboa
Telefone: 213 619 740
Fax: 213 619 748
E-mail: escola@hcp.pt
Sítio: www.hcp.pt/escola.asp?page=1

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fevereiro 12, 2007

PALESTRA SOBRE A MUSICALIDADE NEGRA DA FCSH-UNL

O Departamento de Antropologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH-UNL), o Instituto de Etnomusicologia da FCSH-UNL e o British Council, Lisboa organizam hoje (12 de Fevereiro, 17h30) uma Palestra subordinada ao tema "A Musicalidade Negra como forma de pensar a Identidade Atlântica", pelo prof. David Treece, do King´s College, de Londres.

A palestra decorrerá na Sala de Reuniões Directivo da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (Av. de Berna 26C, Torre B 7º piso, em Lisboa).

"Se o Atlântico nos oferece um modelo “fluído” para conceptualizar a teia de relações que ocupam o espaço colonial e pós-colonial delimitado pela África, as Américas e a Europa, a música, sobretudo o “oceano sonoro” da musicalidade negra, talvez seja o meio mais expressivo de darmos voz e movimento àquele conceito. Pela multiplicidade e unidade das suas significações, batuque e samba remetem-nos para o carácter plural e integrado da arte negra contra a especialização ocidental moderna. A fluidez e mobilidade dos gêneros transatlânticos da música lusófona – modinha, lundu, fado – mas também os princípios de ambiguidade e de poliritmia que percorrem a música negra traduzem ambos o processo atlântico do diálogo e do intercâmbio culturais. Para pensarmos como a identidade se faz como processo histórico, entre a continuidade e a transformação, há muito a aprender com a teoria do tempo musical, com o princípio da repetição e variação, e com a tradição responsorial da música negra. Por final, é igualmente importante questionar o pressuposto ocidental da separação mente-corpo, sobre o qual assenta boa parte do pensamento racista moderno, o que nos levará a um aspecto chave da musicalidade diaspórica, em que linguagem e ritmo, razão e emoção, se encontram reunidos numa só inteligência somática.
David Treece é titular do cargo Professor Camões of Portuguese e Director do Centre for the Study of Brazilian Culture and Society no King’s College, Universidade de Londres. Foi co-fundador/co-editor da Journal of Latin American Cultural Studies até 2004, e é um dos co-editores da revista Portuguese Studies. É o autor de The Gathering of Voices: the twentieth-century poetry of Latin America, com Mike Gonzalez (Verso, 1992), e o autor de Exiles, Allies, Rebels: Brazil’s Indianist Movement, Indigenist Politics, and the Imperial Nation-State (Greenwood, 2000). Actualmente trabalha num estudo sobre a estética da musicalidade negra no Brasil e é coordenador do projeto “Culturas do Atlântico Negro Lusófono”, patrocinado pelo Arts and Humanities Research Council.
"

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fevereiro 11, 2007

A MENINA DANÇA?

Na emissão de hoje do programa "A Menina Dança?", será a vez de escutarmos canções relativas aos Óscares de 1939 a 1944 e 1946.

A Menina Dança? é um programa da autoria de José Duarte, que vai para o ar na RDP - Antena 1, aos domingos - às 00h07.

Na região de Beja, a RDP - Antena 1 pode ser escutada em 87.7 FM (em Mértola 90.9 FM).

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fevereiro 10, 2007

EROSCÓPIO HOJE EM ESTREMOZ

Eroscópio em Estremoz

O projecto bejense “Eroscópio” apresenta-se esta noite em Estremoz, no Teatro Bernardim Ribeiro, a partir das 21h30.

O projecto "Eroscópio" surgiu em 2004, como resultado de uma cumplicidade artística entre o músico Paulo Ribeiro (ex-Anonimato) e o actor/performer António Revez, aos quais se juntaram posteriormente Marco Cesário (Zedisaniolight), Nuno Figueiredo (Virgem Suta) e Manuel Nobre (ex-Anonimato).

Com música de Paulo Ribeiro e arranjos de todos os elementos da formação, este projecto vai beber nas palavras de diversos autores interpretadas por António Revez. Jorge de Sena, Natália Correia, Al Berto, Nuno Júdice, José Luís Peixoto e Manuel Alegre, entre muitos outros, fazem parte do roteiro arty do “Eroscópio”, onde o Amor e o Erotismo convergem para a elaboração de um universo poético de Alma Portuguesa.

O projecto gravou dois temas para a compilação “Phono 05”, editada pela Fonoteca Municipal de Lisboa, nomeadamente “Casamento de Conveniência”, de Rui Knopli e “Figura Velada na Cave” de Nuno Júdice.

Os bilhetes custam € 3,00 e estão à venda no dia e local do espectáculo. Reservas de bilhetes e informações:
tel. 268 339 216 ou e-mail: patrimonio.cultural@cm-estremoz.pt.

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UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de hoje de "Um Toque de Jazz" - Novos discos portugueses (2) -"T.O.A.P. Colectivo – Vol. 1", com Pedro Moreira (saxofone tenor), Jorge Reis (saxofone alto), André Fernandes (guitarra), Nelson Cascais (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria); "Timbuktu", pelo quinteto de André Fernandes com várias formações e solistas, entre os quais, Matt Renzi (saxofone tenor) e Pete Rende (piano).

Amanhã haverá "Without a Song, The 9/11 Concert", um álbum gravado ao vivo no Berklee Performing Center (Boston) pelo sexteto do saxofonista Sonny Rollins, em 15 de Setembro de 2001.

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM).

Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

Publicado por António Branco às 08:52 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 09, 2007

ENTREVISTA CARLOS BICA

Carlos Bica
Carlos Bica (Ftoto: Steve Stoer)

Dele se diz habitualmente que é o músico português mais internacional. Na música do contrabaixista e compositor Carlos Bica cabem, sem pruridos estéticos, diferentes universos musicais, que vão desde o jazz e as novas músicas improvisadas à música erudita contemporânea, passando pelo rock, pela música tradicional portuguesa e pelo fado. Radicado na Alemanha desde 1981, para onde partiu com o firme propósito de prosseguir estudos clássicos de contrabaixo, Carlos Bica tem vindo a construir uma sólida carreira, quer com o trio Azul (com Frank Möbus e Jim Black), o lado mais visível do seu trabalho, quer nas inúmeras colaborações com outros músicos, como José Mário Branco, Carlos do Carmo, Camané, João Paulo e Maria João, entre uma infinidade de outros. Dando mostras de grande vigor criativo, Bica lançou dois discos novos nos últimos meses: “A Chama do Sol” (ao lado do guitarrista finlandês Kalle Kalima e do trompetista alemão Sven Klammer) e “Believer”, o quarto disco do trio Azul, que conta com a participação de Vincent Von Schlippenbach, aka DJ Illvibe, filho de uma das principais luminárias do jazz europeu de vanguarda das últimas quatro décadas.

Ao analisarmos o seu percurso musical, chegamos à conclusão de que a música que faz não conhece fronteiras, nem estilos, sendo construída a partir de uma síntese muito pessoal de diferentes influências e linguagens... Presumo que não se considere um "músico de jazz" na mais corrente acepção da expressão... isso seria algo redutor, atendendo à versatilidade da sua actividade enquanto músico e compositor. É assim?
O género musical que me permite maior liberdade como músico criador chama-se jazz, por isso poderá ser correcto considerar-me um músico de jazz, apesar de preferir ser só músico. Todo o músico criador tem interesse em estar em permanente movimento, tem necessidade de ser constantemente surpreendido. Esse é o espírito que na minha opinião melhor caracteriza o jazz.

O que busca através da música?
A música faz parte da minha procura mais íntima. Uma viagem para o desconhecido.

As suas composições surgem muitas vezes bastante estruturadas, meticulosamente organizadas... Qual o prato da balança que pesa mais no seu processo criativo: a composição ou a improvisação? De qual parte preferencialmente?
Eu diria que sou um músico que gosta de compor e de fazer parte das suas criações, tornando-se numa das peças-chave das mesmas. Composição e improvisação não são antagónicas, pelo contrário, as melhores composições serão por certo aquelas que nascem de improvisações livres.

E qual é então o papel que atribui à vertente de improvisação?
Eu faço uso diário da improvisação e a maior parte das minhas composições nasceram de improvisos. Compor é a magia de deixar que o som nos leve ao inesperado assim como o improviso.

Como surgiu o seu interesse pela música? Percebeu cedo que queria seguir uma carreira musical? Pode dizer que tinha um rumo traçado?
O interesse pela música surgiu muito cedo e durante a adolescência tive as minhas bandas de garagem. Até aos 18 anos de idade nunca tinha posto a hipótese de vir a ser um músico profissional, pois imaginava que os músicos pertenciam a um grupo de eleitos. Quando então me foi dada a oportunidade de aprender a tocar um instrumento não a deixei escapar pois era um sonho que se tornava realidade. Desde então todo o meu percurso musical tem sido resultado de uma grande paixão e dedicação.

Iniciou os estudos de contrabaixo aos 18 anos. Porque escolheu este instrumento? Quais as características que queria explorar e que não encontrou noutros instrumentos?
Eu diria que o contrabaixo é que me escolheu. Quando me fui inscrever na Academia de Amadores de Música, desconhecia qual o instrumento que queria estudar. Fui então surpreendido pelo som do contrabaixo do Fernando Flores, que viria a ser o meu professor e mentor, e no dia seguinte comecei a aprender a tocar contrabaixo. Um feliz acaso.

A sua abordagem ao contrabaixo é de uma grande carga melódica, facto que terá certamente a ver com a sua formação clássica. Será esta a principal matriz da sua música?
O facto de a minha abordagem ao instrumento contrabaixo ter uma forte componente melódica deve-se em parte à minha formação musical, por outro lado não fui eu que escolhi o contrabaixo, ele é que me escolheu a mim. Eu não tinha qualquer ideia preconcebida de como um contrabaixo deveria soar. Ao mesmo tempo que eu aprendia a tocar este instrumento, também fui descobrindo o modo de me exprimir como músico cujo instrumento é o contrabaixo. No fundo, acabou por ser a minha natureza musical mais genuína aquela que prevaleceu. Um músico não pode vestir a pele do instrumento que toca, só assim será verdadeiramente livre para criar.

Dado o seu eclectismo, será curioso conhecer as suas principais referências, musicais, mas não só...
Eu ouço todos os géneros musicais. Gosto de ser surpreendido e por isso sempre gostei de ouvir rádio (apesar de as surpresas nem sempre serem pela positiva). Gosto de captar a energia e autenticidade das coisas e essa existe um pouco por todo o lado, há apenas que estar apto a captá-la.

É comprador de discos? O que ouve habitualmente?
Compro discos com alguma regularidade. Como neste momento considero ter em minha casa muita música para ouvir, com tantas coisas ainda por descobrir, perco por vezes a vontade de comprar mais cd´s pelo receio de não lhes dar a atenção que merecem.

Reside em Berlim há mais de duas décadas. Considera que tudo teria sido igual se tivesse ficado em Portugal? Viver no coração da Europa de certo contribuiu para olhar o mundo de outra forma...
Não sei como teria sido se eu nunca tivesse saído de Portugal. Tenho no entanto a certeza que a abertura que eu procurava na música, encontrei-a na cidade de Berlim. O liberalismo desta cidade e o encontro com músicos de culturas e escolas muito diversas é muito enriquecedor para o processo criativo.

Há, contudo, na sua música um acentuado lado melancólico e evocativo, que diria profundamente português. Assume esta "portugalidade"?
O meu lado português faz parte de mim próprio, é impossível fugir-lhe. É fundamental que exista honestidade naquilo que se faz, se essa vertente poética existe, ainda bem que assim é.

É muito requisitado para acompanhar fadistas. Qual é a sua relação com o fado? É uma fonte de inspiração?
Conheci o fado há 23 anos quando fui convidado para tocar num disco do Carlos do Carmo cuja direcção musical estava a cargo do José Mário Branco. A simplicidade da música e o poder de comunicação da mesma fascinaram-me desde esse primeiro encontro. Desde então fui convidado a participar em outras produções musicais de fado, nomeadamente nos álbuns do Camané. Toda a música poderá ser uma fonte de inspiração e o fado é a música mais portuguesa que existe e com a qual eu, como português, sinto uma afinidade muito forte.

No seu disco a solo, "Single", editado em 2005, resolveu aventurar-se ainda mais na exploração das vastas potencialidades do contrabaixo. Considera que foi uma aposta ganha?
Sem margem para dúvida. Pouco ou nada foi premeditado a longo prazo, desde a intenção de gravar um álbum a solo até à própria gravação do mesmo, que foi gravado num único dia. Foi um desafio ganho do qual muito me orgulho e uma grande lição a todos os níveis.

Depois de "Azul", "Twist" e "Look What They´ve Done To My Song", "Believer" é o quarto tomo da colaboração com o guitarrista alemão Frank Möbus e o baterista norte-americano Jim Black. E é talvez o disco mais introspectivo dos quatro. Fale-nos um pouco dele.
Para mim um álbum ideal, é aquele que independentemente do número de faixas funciona como uma peca única. Em "Believer" penso ter conseguido isso mais do que nunca. Apesar de eu tocar com dois dos melhores músicos do mundo, não é isso que se ouve em primeiro lugar, o que se ouve é a música. Na minha opinião é o álbum mais forte que nós até hoje fizemos e o segredo está na entrega às canções.

Pressente-se uma grande cumplicidade e empatia entre os três músicos, estou em crer fruto de um longo caminho já percorrido em conjunto. Como funciona o grupo em matéria de criação musical?
Muitas das músicas tem uma estrutura muito definida, outras começam por ser pequenos apontamentos onde eu acredito existir um potencial muito forte ainda por desvendar. O trabalho do “bandleader” é levar os trabalhos de casa já feitos para uma sala de ensaios, deixando no entanto a porta aberta para que a música possa vir a tomar rumos muito diferentes dos inicialmente previstos. Nós já tocamos juntos há 15 anos, e a química que existe entre nós tem vindo a amadurecer, não foi um dado adquirido, foi um presente dos deuses. A contribuição do Frank e do Jim para o som do Azul é única e imprescindível.

E as electrónicas? Sente-se atraído pela exploração destas novas linguagens? Em "Believer" surge acompanhado por DJ Illvibe.
As electrónicas são instrumentos ainda muito jovens mas com um potencial infinito. Sem dúvida que me sinto atraído pelo uso dos novos instrumentos e a exploração dos mesmos. Ao ter a oportunidade de ouvir o DJ Illvibe ao vivo fiquei fascinado pelas possibilidades incríveis do gira-discos usado por um músico. O gira-discos não é no entanto um instrumento electrónico, eu diria que é um instrumento analógico, o uso que o DJ Illvibe faz do gira-discos, esse poder-se-á situar no campo das novas linguagens electrónicas. A participação do DJ Illvibe no "Believer" é o resultado de 4 horas de estúdio sem ensaios prévios.

Lançou também recentemente "A Chama do Sol", composto na quase totalidade por peças suas. Quer falar-nos também um pouco sobre este disco? Como se enquadra, no conjunto da sua restante discografia?
O álbum "A Chama do Sol" é o resultado do meu encontro com dois músicos que também residem em Berlim: o trompetista alemão Sven Klammer e o guitarrista finlandês Kalle Kalima. Apesar de eu gostar muito deste álbum e da maior parte das composições serem da minha autoria, não o vejo como um álbum em que eu sou o líder, daí o nome da formação: Bica-Klammer-Kalima. Foi mais uma vez o som, resultante da junção destes instrumentos (guitarra acústica, trompete e contrabaixo) que me fascinou e me levou a juntar estes músicos. As cores do som são uma grande fonte de inspiração.

Tem composto para teatro, dança e cinema. Mas a sua música tem, só por si, um forte apelo cinematográfico. Concorda? Gosta de cinema?
Não existe nenhuma ligação directa com imagens quando componho ou toco, mas sim com sentimentos ou estados de espírito e serão esses que provocam no ouvinte uma associação a imagens. A existência de espaço na minha música, o facto de eu deixar a música respirar, poderá também ajudar à visualização de imagens. Sim, gosto muito de cinema.

E como está o projecto Contra3aixos, o trio com Carlos Barretto e Zé Eduardo, músicos com vincadas e distintas personalidades musicais? Deram alguns concertos, gravaram em Fevereiro último… Já têm data para a edição do disco?
Essa questão deverá ser levantada directamente à editora [Clean Feed], que foi a mentora da gravação em cd do projecto Contra3aixos.

Está atento ao que se passa actualmente em Portugal nos domínios do jazz e da música improvisada?
Tento acompanhar ao máximo a música de um modo geral em Portugal. O número de músicos e o número de concertos de jazz tem vindo a aumentar de uma maneira muito positiva por todo o Portugal, o que aumenta directamente a diversidade de oferta. Existem novas editoras discográficas portuguesas com grande vontade de trabalhar, só espero que mantenham presente a necessidade que os músicos portugueses têm em gravar e editar os seus trabalhos. Reconheço muitas vezes nos músicos portugueses uma atitude de tentarem seguir os padrões que lhes são impostos do estrangeiro, seria bom se eles acreditassem que há muito coisa por descobrir no próprio quintal.

Já sabe o que vai fazer a seguir? Novos projectos?
O próximo novo projecto em que eu irei estar envolvido será um projecto de dança com direcção de Madalena Victorino que terá estreia em Março, na Culturgest, em Lisboa. No início do próximo ano irá ser editado um novo álbum da cantora finlandesa Tuomi e iremos fazer de seguida uma digressão pela Alemanha. O Azul também irá fazer a sua "Believer" Tour pela Europa, em Maio. Não tenho o hábito de fazer planos a longo prazo, acredito que as coisas têm o seu tempo para acontecer, é apenas necessário estar a caminho.


DISCOGRAFIA SELECCIONADA

Como líder:

Carlos Bica & Azul – “Believer” (Enja, 2006)
Bica/Klammer/Kalima – “A Chama do Sol” (Nabel, 2006)
Carlos Bica – “Single” (solo) (Bor Land, 2005)
Carlos Bica & Azul – “Look What They´ve Done To My Song” (Enja, 2003)
Carlos Bica e Ana Brandão – “Diz” (Enja, 2001)
Carlos Bica & Azul – “Twist” (Enja, 1999)
Carlos Bica & Azul – “Azul” (Enja, 1995)

Como sideman:

Carlos do Carmo – “Ao Vivo: Coliseu dos Recreios de Lisboa” (Universal, 2004)
José Mário Branco – “Resistir É Vencer” (EMI-VC, 2004)
Camané – “Pelo Dia Dentro” (EMI-VC, 2001)
Carlos do Carmo – “Um Homem no País” (Philips, 1983)

[entrevista publicada no n.º 11 da revista Jazz.pt Jan/Fev 2007]

Publicado por António Branco às 06:37 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 08, 2007

OHAD TALMOR "NEWS REEL" EM BRAGA

Ohad Talmor

Esta noite, pelas 21h30, o Museu Nogueira da Silva, em Braga, organiza um concerto de jazz com o quinteto do saxofonista norte-amaericano Ohad Talmor, denominado "News Reel".

O quinteto é constituído por Ohad Talmor (saxofone tenor), Shane Endsley (trompete), Jacob Sacks (piano), Matt Pavolka (contrabaixo) e Dan Weiss (bateria).

Recorde-se que exceptuando Ohad Talmor (que é hoje director musical do noneto do saxofonista Lee Konitz), todos os restantes músicos já passaram pela cidade de Braga incorporados em diversos grupos (David Binney Quartet, Jamie Saft septet ,etc), sendo actualmente considerados como músicos em ascensão na
difícil e exigente cena jazz nova-iorquina.

"Ohad Talmor’s Newest and Most Exciting Project brings together 5 great musicians-improvisers based out of New York’s exciting scene, all at ease in a wealth of different musical situations, all giving you a “true” update on the state of the world - not only musically !, but definitely politically incorrect. The music mixes old and new medias, speeches and songs out of the mind of Ohad’s iconoclastic universe: a repertoire which fuses seamlessly Contemporary Jazz mixed with Classical northern Indian music, Contemporary Classical and Funk ! Ohad Talmor can be heard as a composer/arranger/saxophonist in projects as varied as: Lee Konitz New Nonet and String Project (both for which he serves as Musical Director), Steve Swallow 6tet, the MOB trio (with Matt Wilson and Bob Bowen) or his own 4tet featuring Jason Moran. He is an Omnitone Record and Palmetto Recording Artist. Shane Endsley is the trumpeter (and often times a drummer !) of choice for groups as varied as Steve Coleman Five Elements to Ralf Alessi’s 4tet ,Tim Bern’s Trio or his own contemporary electric group “Kneebody” ! Jacob Sacks is involved in numerous projects taking full advantage of his phenomenal musical mind, starting with Dave Binney's group, Tony Malaby or his own 4tet featuring Paul Motian. Matt Pavolka is just as comfortable playing soulfully in Chris Cheek's 4tet, grooving hard with the Guillermo Klein's Big Band or roaming freely part of George Garzone’s Group. Dan Weiss is New York's wonder boy of the drums. He's fast becoming THE most sought after drummer AND tabla player in New York and beyond, whether with Kenny Werner's group, Dave Binney/Mark Turner 5tet, his Trio featuring Jacob Sacks and Thomas Morgan or with his Tabla Guru Samir Chatterjee."

Publicado por António Branco às 07:52 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 07, 2007

MIGUEL MARTINS - KALEIDOSCÓPIO EM CONCERTO

Miguel Martins Kaleidoscópio
Miguel Martins

O projecto Kaleidoscópio - do guitarrista Miguel Martins - toca esta noite no Musicbox (ao Cais do Sodré, em Lisboa) e amanhã, sexta e sábado no Hot Clube de Portugal (Praça da Alegria, Lisboa).

Ainda em Fevereiro, o Kaleidoscópio andará por Huelva (dia 15, no Farqueo Jazzclub) e no Seixal (dia 23, TocaqFarta).

Publicado por António Branco às 08:02 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 06, 2007

SOFIA RIBEIRO & GUI DUVIGNAU NO HOT FIVE

Sofia Ribeiro & Gui Duvignau
Sofia Ribeiro & Gui Duvignau

A cantora Sofia Ribeiro apresenta nos próximo dias 8 e 9 (quinta e sexta-feira) no Hot Five (Porto) um novo projecto com o contrabaixista e compositor Gui Duvignau, licenciado em composição pela Berklee College of Music (Boston).

Os dois iniciaram a sua colaboração musical em Boston e contam agora com a participação de João Salcedo no piano e Marcos Cavaleiro na bateria. O grupo interpreta originais, assim como arranjos pessoais de temas diversos, passando por Zeca Afonso, Erykah Badu e Betty Carter.

Publicado por António Branco às 09:38 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 05, 2007

O JAZZ VAI À ESCOLA

O Jazz Vai à Escola

O projecto pedagógico O Jazz Vai à Escola, desenvolvido pela Câmara Municipal da Lourinhã em parceria com a Escola de Jazz de Torres Vedras, teve o seu arranque no passado dia 1 de Fevereiro, com uma sessão realizada no Auditório Maestro Manuel Maria Baltazar - Sede da AMAL.

Direccionada a 1900 jovens alunos dos 2.º e 3.º ciclos e do ensino secundário, esta iniciativa formativa, que decorre durante o mês de Fevereiro, tem um nítido cariz pedagógico/musical, que, de acordo com o Director da Escola de Jazz de Torres Vedras, José Menezes, não se pode dissociar de uma componente direccionada para a educação cívica.

Ao longo de 16 sessões didácticas, cinco músicos da Escola de Jazz de Torres Vedras explicarão os processos de funcionamento e os mecanismos de “conversação” entre os músicos dum grupo de Jazz, fomentando nos jovens ouvintes o espírito crítico e o prazer de ouvir música".

A História do Jazz será ainda abordada através de uma divertida projecção multimédia, no decorrer da qual será fornecida aos alunos uma perspectiva de como os acontecimentos marcantes do século XX influenciaram a criação musical. Neste âmbito, a discriminação racial será um dos pontos abordados, enquanto factor condicionador da própria história do jazz.

Este projecto culminará com um concerto de carácter pedagógico com a Big Band do Oeste.

Publicado por António Branco às 10:01 AM | Comentários (0) | TrackBack

OHAD TALMOR NA MADEIRA

Ohad Talmor Newsreel

O projecto NewsReel, de Ohad Talmor, hoje à noite (21h30) no Teatro Municipal Baltazar Dias (Madeira)...

A brand new project, with a social conscience...

Publicado por António Branco às 07:19 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 03, 2007

"JAZZ EM PORTUGAL 1920-1956" HOJE APRESENTADO EM BEJA

Hélder Martins e José Duarte
Héder Martins e José Duarte

A Cafetaria do Pax-Julia Teatro Municipal recebe esta noite (22h00) uma sessão de apresentação do livro "Jazz em Portugal (1920 – 1956): – Anúncio - Emergência – Afirmação", da autoria de Hélder Martins.

O livro traça a história do jazz em Portugal, desde as primeiras notícias que surgiram na imprensa portuguesa na década de 20 do sécuilo XX, até 1956, ano do célebre concerto da orquestra de Count Basie no Cinema Império, em Lisboa.

Este livro veio colmatar uma lacuna em termos do conhecimento da evolução do jazz no nosso País, contribuindo para aumentar a escassa e limitada bibliografia existente sobre o assunto.

Para além do autor, também estará presente na sessão José Duarte. No final actuará o Quarteto Manuel Ferraz.

A entrada é livre.

Nota biográfica do autor:
Hélder Bruno Martins – musicólogo, investigador científico (lic. em ed.musical - ESEC, mestre em Ciências Musicais - FLUC e doutorando em Musicologia na Universidade de Aveiro), dir. pedag. da Academia de Música da Lousã e da Escola Jazz Ao Norte. Autor do primeiro estudo sobre o Jazz, a Política e a Cultura em Portugal na primeira metade do séc. XX (considerado pelo Semanário Sol um dos melhores de 2006 - Sol, 30/12/2006, caderno principal, secção Cultura; e referido como um livro de referência pelos jornais Expresso, Público, Diário de Notícias, BLITZ, JAZZ.PT; recomendado por algumas figuras cimeiras da cultura portuguesa actual como os Professores Doutores: Marcelo Rebelo de Sousa - in As Escolhas de Marcelo, RTP 1 -, Fernando Rosas, Salwa Castelo-Branco, José Maria Pedrosa Cardoso, Susana Sardo, entre outros). Os seus trabalhos de investigação têm resultado em artigos publicados em revistas científicas. Nos últimos anos tem vindo a debruçar-se sobre o estudo cultural da Música. Apesar disso, através da sua formação, tem explorado outros domínios das Ciências Musicais, nomeadamente a Análise Musical e a Matemática Musical. "

Publicado por António Branco às 08:14 AM | Comentários (0) | TrackBack

UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de hoje de "Um Toque de Jazz" - Novos discos portugueses (1) - "OJM Invites Chris Cheek", pela Orquestra de Jazz de Matosinhos tendo como solista convidado o saxofonista tenor Chris Cheek (EUA) e direcção musical de Carlos Azevedo e Pedro Guedes.

Amanhã haverá Mingus Big Band "Live in Tokyo", um álbum gravado ao vivo no clube "The Blue Note" (Tóquio), em 31 de Dezembro de 2005.

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM).

Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

Publicado por António Branco às 07:10 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 02, 2007

SCOTT FIELDS ENSEMBLE NO D. MARIA II

Scott Fields -

Hoje ao final da tarde (19h00), o Scott Fields Ensemble - Scott Fields (guitarra, composição), Alípio C Neto (saxofone tenor), Ben Stapp (tuba), João Lobo (bateria) - apresenta em concerto no Teatro Nacional D. Maria II (em Lisboa), o novo CD "Beckett", acabado de sair pela Clean Feed.

"O que poderá resultar do encontro de um guitarrista e compositor de jazz interessado nas soluções harmónicas da música contemporânea, e designadamente no sistema “pós-tonal” de Stephen Dembski, o qual permite a formulação de uma música sucedânea do dodecafonismo, politonal por condição, com um saxofonista e compositor que inspira os seus conceitos na linguística e nas técnicas rítmicas da poesia? É difícil de prever, mas ficaremos a sabê-lo quando ouvirmos Scott Fields a tocar com o pernambucano tornado alfacinha Alípio Carvalho Neto, suportados ambos pela secção rítmica constituída pelo Californiano Ben Stapp (tuba) e pelo português João Lobo (bateria). É com esta formação e com tais coordenadas que o músico americano actuará em Portugal, mas mais do que subjugar-nos com conceitos e processos, é de prever – dados os perfis dos músicos envolvidos – que a nossa rendição se deva à forte capacidade comunicacional de que vêm dando mostras, algo que, como se sabe, depende mais da pele do que do intelecto. Se o meio é a mensagem, como professava McLuhan, a expressão é a forma com que a ideia se apresenta, de tal forma que, na presença da sua realização, deixamos de nos preocupar com a parte da sua gestação. E no que respeita a expressão, é certo e sabido que esta depende inteiramente daquilo que os indivíduos são, passando pelas suas experiências de vida. Estas teve-as Fields quanto baste: na adolescência foi “spotter” de traficantes de droga e ladrão especializado em jantes de automóveis, mas atinou com a idade e acabou por completar um curso de jornalismo e economia (com uma tese sobre a forma como a crítica de música influencia as aquisições de discos e as opiniões de quem ouve) e estudar música na University of Wisconsin. Irreverência, arrojo e força de vontade são características da personalidade deste natural da Cidade do Vento, Chicago. Quanto a Neto, é por demais evidente que se trata de um homem dos trópicos, um intelectual decerto, mas com os chakras bem distribuídos pelo corpo e nenhuma resistência ao permanente apelo da estrada, lugar em que experimentar é mais importante do que interpretar, procurar entender ou julgar. O encontro faz-se na altura em que o mais recente disco de Scott Fields, “Beckett” (Clean Feed), chega aos escaparates. À semelhança do anterior “Mamet”, no qual a música é uma derivação da escrita do dramaturgo David Mamet, o novo álbum baseia-se nas mais curtas peças do mestre do “non-sense” Samuel Beckett, cada “pitch” e cada ritmo correspondendo aos diálogos do irlandês. Alípio Carvalho Neto só podia ficar entusiasmado com tal abordagem, ele que estudou musicalmente os versos e a prosa de Jack Kerouac e Boris Vian. Algo de muito bom poderá surgir desta colaboração, é o que desde já se vaticina..." (texto da organização)

A entrada é livre.

Publicado por António Branco às 07:37 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 01, 2007

JAZZ A QUATRO MÃOS

Ler Devagar

O jazz chegou ao novo espaço da Livraria Ler Devagar, no Bairro Alto (Rua da Rosa 145, em Lisboa).

Hoje às 23h00, "Jazz a Quatro Mãos", com Júlio Resende (piano) e Hugo Antunes (contrabaixo).

Publicado por António Branco às 10:57 AM | Comentários (0) | TrackBack

MANUEL AMADO NO PALÁCIO DA AJUDA

Manuel Amado expõe no Palácio Nacional da Ajuda
Manuel Amado "Dois Conspiradores", 2004. Óleo s/ tela, 130x89 cm

Até 17 de Março está patente no Palácio Nacional da Ajuda uma exposição do pintor Manuel Amado, 69 anos, pai do saxofonista Rodrigo Amado, subordinada ao tema geral do teatro.

Publicado por António Branco às 06:33 AM | Comentários (0) | TrackBack