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janeiro 31, 2007

MANIFESTO XXI, DE JORGE LIMA BARRETO

Ora aqui está um verdadeiro murro no estômago...

MANIFESTO XXI
Jorge Lima Barreto

Situação da ideologia da música portuguesa de hoje – é como abrir o ovo ofegante do sapo, bola translúcida peganhenta institucional, fluido ranhoso conservatório e de escarro neo universitário premiado, a envolver um feto fétido clonado de sapinho star… propaganda mediática sine sapore, projecto anacoico condecorado.

Viva a nova música portuguesa viva!!!

DA MÚSICA PORTUGUESA DE HOJE

No que respeita à Música Portuguesa de Hoje, a inventio, o experimentalismo, as novas concepções tecnosociocomunicativas, i.e. a abertura a futuros horizontes, são preteridos e desviadas por técnicas mercantis espectaculares, subjugadas à ideologia museomórfica, ampliadas no regime de alienação cultural nos mass media, especialmente na TV, com quedas para o abismo perfunctório – sincronicamente há, no entanto, o imune duma maravilhosa criatividade interveniente e construtiva da História da Música Portuguesa (historicamente ilustrada por Carlos Seixas, Viana da Mota, Luís de Freitas Branco, Lopes Graça, Peixinho, Filipe Pires, Emmanuel Nunes, Emanuel Dimas Melo Pimenta, Pinho Vargas, J.P. Oliveira, Carlos Zíngaro, João Marques Carrilho, e.a.) ...
A Nova Música dos compositores, dos compositores-intérpretes e dos intérpretes portugueses é sufragada pelo poder dos musoburocratas e circunscrita aos arranjinhos dos operadores culturais.
Os laboratórios para a investigação electroacústica e cibernética da Música são inexistentes, ou tímidos e privados focos de resistência com pálida imagem económico-financeira, ilustres desconhecidos lá fora e esmolando alvíssaras cá dentro.

O Governo é o maior responsável pela afirmação da Cultura Portuguesa, o garante das suas identidade e independência; porém…a guerra esteticamente autofágica – alternativa entre os partidos políticos os e seus aliados de ocasião, ao ignorar o situacionismo da Música, é culpada da sua decadência; a política cultural, pontificada por um ministério intelectual e artisticamente irrelevante, sem saber, bombardeia e censura o livre devir da Arte dos Sons, com efeitos colaterais irreparáveis.

Muitos músicos, talentos da criação interarte e com provas dadas internacionalmente, apenas por estrita sobrevivência individual e/ou social, funcionalizam a sua actividade profissional ao gosto, na maior parte das vezes fútil, de encenadores, coreógrafos, cineastas ou capatazes do espectáculo; uma aventura alegadamente pósmoderna, limiar que põe em risco a autonomia da Arte .

Os aparelhos ideológicos votam a arte musical ao isolamento; a política do liberalismo, dita "cultural", elege em sórdidos escrutínios, a galhofa, a bricolagem e a falsa sumptuosidade; a parasitose empresarial e industrial, caucionada pelo Governo, exorciza a criatividade não rentável.

O projecto terrorista da globalização insinua-se nos médias (rádio, disco, TV) injectando subprodutos da propaganda audiovisual, reduz a música à sua própria publicidade, esbate-se o brio nacional; o rosário de genuflexões dos operadores culturais portugueses ao que é estrangeiro denuncia a eleição do aparato, desculpada pela gratificação do ego americanizado…

Uma estratégia tentacular consolida-se nos palanques da festa multinacional, no sururu dos lobbies, na aparência do regionalismo e do nacionalismo; obsoleta e alienada das verdadeiras necessidades dos músicos portugueses de hoje (compositores e/ou intérpretes), superintende pequenas prestações musicográficas, rede historicista e tarefeira ampliada em jornais, dicionários & outras publicações.

O rito das músicas planetárias é manipulado por uma teoria tecnocrática com laivos de mixórdia cultural – assim se passa na discoteca, altar da hipnose aeróbica, habitat da alienação, da demissão social e da megalomania do ego transviado.

Consequentemente, músicos e operadores culturais com espírito independente, que pretendem prosseguir na invenção tecnológica, na originalidade técnica e na genuinidade estética não encontram apoios económicos e afectivos, necessários à concretização da sua arte.

A cumplicidade de editores, divulgadores e organizadores dependentes dos senhores da banca e dos media, coisifica a arte musical portuguesa – faz-lhe um aceno hipócrita, mas, impõe em grande escala o consumismo compulsivo do pseudoartístico, destila a permanente inovação das músicas do mundo e a proliferação de encontros epifânicos da música portuguesa com as mais variadas tipologias, do salsa à electrónica… o reino da mescla.

A invenção musical é esganada pelos interesses das multinacionais do disco, na rádio e na TV, diluída no miasma da NET, e assombrada por uma obsoleta musicologia de gabinete, que decreta o desaparecimento da identidade da Música Portuguesa, como ousou sonegar os Lusíadas, Eça, … (fomenta uma falsa luta pelo tradicional, para gáudio capitalista no share de audiências; dispensa a preservação da espécie ou recupera-a como uma falácia, degradação cultural epitomisada no espectáculo: arremedos, plágios, regurgitações da Severa, Amália, Menano, Marceneiro, Zeca, Paredes…).

Subsidiam-se os observadores da criação musical ad lib – viagens, bolsas, salários chorudos para administradores, mais-valia das vedetas do corriqueiro, de descarada conotação politiqueira, comendas paródicas, e.a., sonegando a criatividade, a necessária interacção artística nacional e internacional. Os eventos musicais via TV na sua maioria não têm qualquer originalidade, são modelos, pacotes empresariais, ruminações estéticas, olhares retrospectivos, liberalismo licencioso a aparentar o erudito, o jornalismo musical (imprensa, rádio e TV) é na generalidade rebarbativo, traditor, comprometido no seu pequeno mundo de vaidade e interesse súbdito multinacional; a Música Portuguesa de Hoje é nas diversas vertentes mal protegida, tida como zona demarcada minoritária e sem rentabilidade; impondo-se o mercado estúpido de massa; a musicologia e a praxis estão minadas pela presunção e o pasmo, sobretudo cúmplices dum processo comercialóide.

Como alegadamente vivemos em democracia, o cantor de protesto, promiscuído no estocástico tacho, não encontra razões para resinar - berloque trasladado para a lufa-lufa do biscate nos media, de preferência com rhythm section do "jazz".

Os impostos (IRS, IVA , CIA, autárquicos, S.S., i.e. segurança social, a taxa sobre instrumentos, livros, discos, partituras, vídeos, e outras leviandades do fisco) pesam impiedosamente sobre os autores, músicos, cidadãos culturalmente produtivos que vivem o quotidiano – há a ter em máxima consideração as simples questões de alimentação, alojamento, acrescido dos custos nunca remunerados de trabalho criativo (e.g. compor, tocar, ensaiar, escrever, ler, estudar; adquirir hardware para o seu trabalho) – enquanto as vedetas da "estupidez em dó maior" (ápodo atribuído por Jorge Peixinho) e os seus padrinhos ostentam sumarentas contas bancárias, tipo lux-vivenda & chofer & iate & avioneta - pluma sintética de avestruz, surda cabeça enterrada na areia; embargo sem o mínimo conhecimento e/ou audição de música decente; idolatria de religião feiticista/peep show; o kitsch, o socialmente imoral e o artisticamente ignóbil.

A indústria da cultura aventada como um valor de troca capitalista visita as catacumbas do irrisório, no limiar da pornofonia; funcionaliza a música ad extremis, em passarela da moda, telenovela, talk show, ou decoração desportiva; esgar terceiro- mundista ressuma a catinga, faz-se vedeta virtual, mostra a face do senso comum, protege a aparência da criatividade; é papona e paranóica ao vomitar a música aparvalhada.

A ópera é para o contribuinte um dispendioso mamute que se destina ao yuppie e ao espavento bilheteiro e mecenático da classe média e/ou da pseudo-aristocrática, de consequência eruditona.

O conservatório reitera a conserva; a programação clássica espectacular é sectária, nivela o anódino e o genial; o catálogo confunde o simulacro com o ícone.

Comecemos pelo que nos é dado ouvir, em disco e/ou ao vivo:

Não querendo fazer uma compilação de questões de rescaldo do final do século anterior, pensamos ser oportuna uma pequena observação sobre o situacionismo da música em Portugal, especialmente referenciando a sua divulgação e o seu regime de criatividade.

O nível dos nossos festivais é no critério estético, deveras coerente tendo em conta a exiguidade de meios financeiros e estratégicos para o levantamento de acontecimentos culturais de tal monta. Concertos episódicos de artistas portugueses e internacionais magnificaram as programações de algumas instituições.

Vulgarmente, um discurso estereotipado é extrapolado por alegorias nacional-regionalistas, ou então miscelânea epigonal relativa à lusofonia, o dejá vu etno-promocional desfraldando a bandeira da "música portuguesa".

Sabemos muito bem que Portugal é a única nação europeia onde a Música não faz parte das disciplinas do ensino primário e secundário. Na escolástica, os tirocinantes são predestinados na generalidade dos casos à servidão na TV e escarrados na música ligeira; em departamentos da musicologia oficial, a criação é produto ideológico, conceito etnomusical espúrio, incumbência de aprendizes, tratado sem consciência estético-cultural, serve quando muito para preparar operadores e críticos nos media, sem grandes perspectivas neste campo praxiológica, histórico e sociomusical.

Em Portugal - na imprensa, na rádio e na TV, fundamentalmente nos espectáculos ao vivo – a divulgação da Música de Arte foi progressivamente massmediatizada e conheceu conspícuos produtores, independentemente da incontornável polémica.

Na imprensa há um punhado de críticos; uma bibliografia que é escassa.

A pedagogia é tepidamente administrada por alguns peripatéticos, mentores classicistas, neomodernistas e in extremis alegados vanguardistas; fulcros da perpetuação do conhecimento paralógico da música; o sentido persistente da educação e preparação de compositores e intérpretes – o Ministério da Cultura, que tem obrigação de apostar neste tópico musical não procede para favorecer o seu progresso, não implementa o curriculum interactivo internacional – pelo contrário dá alento à mais-valia pimba, contra-reforma piscando o olho à populaça e benzendo a corruptela "cultural" nos media.

Ignorando o Mundo da Música, exulta-se a infracultura; barbaridades género touros de morte, cumplicidade com assassinos de massa, TV Shows, sionismo, derrames de grude, mafia, rebarbativa mea culpa colonial, cóboiada, militarismo made in USA, logos piroso e terrorista, tonitruante míssil genocida.

A produção dos músicos portugueses é esteticamente irregular, com abrasonadas edições ao vivo ou em disco, despontou uma nova e generosa geração de compositores/intérpretes a qual sobrevive à míngua da institucionalização político-administrativa da música, nas sombras da mendicância e da incompreensão; o laudatório inter pares distrai a necessidade duma luta contínua pela Arte musical, impedida na sua sóciocomunicação, arredada pela mediocracia, enganada por estratégias meritocráticas, censurada pelo convencional e execrada na sua possibilidade de realização prática; sancionada estatalmente pelo alibi da exiguidade de meios financeiros, aventada por um regime cultural perdulário votado ao provinciano e à rememoração festivaleira de santinhos & 25 de Abril; no que respeita ao Jazz a classe política é uma fasquia vistosa da pequena burguesia populista a penhorar a "antiga senhora", sem fazer nada de melhor – safados musoarcanos, portas fechadas à criatividade musical num tempo inopinado – a acção de compositores, intérpretes e compositores/ intérpretes, (interarte, considerando a privilegiada relação da Música e a poesia portuguesa) – reivindica a Música Portuguesa Viva e o conceito prospectivo como Obra Aberta é um projecto futurista e triunfal.

Em Portugal, a Música está, como no título do filme de Pierre Brasseur, em "situação desesperada mas não grave" .

A Arte Musical está sempre avançada à artimanha política – a sua pluralidade espectacular e imaginária é a superação do senso comum totalitário e globalizante; utopista, realiza na própria beleza a verdadeira democracia; reúne todos os povos no prazer universal; inventa um enlevo dialéctico e sentimental com a tecnologia; dissipa qualquer preconceito racista, nacionalista ou imperialista – sobretudo, MÚSICA é significado de PAZ e AMOR. – JLB"

(texto da autoria de Jorge Lima Barreto retirado de http://jazzearredores.blogspot.com/2007/01/manifesto-xxi-jorge-lima-barreto.html)

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janeiro 30, 2007

RÁDIO EUROPA LISBOA APRESENTA "DICIONÁRIO DO JAZZ"

Rádio Europa-Lisboa

Desde segunda-feira, todos os dias, a Rádio Europa-Lisboa (90.4 FM - (Lisboa) correrá, de A a Z, o “Dicionário do Jazz”.

Esta nova rubrica - com entre um a dois minutos de duração - abordará, todas as semanas, 10 referências do Jazz Com edição de Betânia Valente e Mafalda Costa e o lema "o Jazz subiu-nos à cabeça”, o “Dicionário” será emitido várias vezes por dia, sempre com itens diferentes. Assim, ao longo das emissões regulares da Europa Lisboa, poderão ser ouvidas definições de temas como músicos, compositores, vozes, canções e instrumentos que fizeram e fazem a História do Jazz.

Conforme indicam as duas editoras do “Dicionário do Jazz”, a preocupação da rubrica não passa por reproduzir definições técnicas "que já podem ser encontradas em várias obras de referência, em formato papel, por exemplo. Não vamos obviamente reproduzir aquilo que já existe publicado", referiu Betânia Valente. O objectivo passa sim por apresentar as grandes referências do Jazz "numa perspectiva suficientemente académica para ser ouvida com agrado pelos melómanos, mas especialmente ligeira e ilustrada para interessar ao público em geral, que não se movimenta em exclusivo neste meio mas é interessado e quer saber mais», disse Mafalda Costa.

Publicado por António Branco às 02:54 PM | Comentários (0) | TrackBack

QUINTETO DE DAVE DOUGLAS NO JAZZ STANDARD

Dave Douglas Live At The Jazz Standard

Entre os passados dias 5 e 10 de Dezembro o quinteto do trompetista Dave Douglas - com Donny McCaslin (saxofone tenor), Uri Caine (Fender Rhodes), James Genus (contrabaixo) e Clarence Penn (bateria) - assentou arraiais no Jazz Standard, em Nova Iorque, para uma série de oito noites de concertos.

A editora de Douglas, a Greenleaf Music, gravou todos os 12 sets que o grupo tocou durante essa semana. Cada um dos sets, com cerca de 60 minutos de duração, contém uma combinação de composições originais e de improvisações retiradas de álbuns anteriores, como "The Infinite" (2001), "Strange Liberation" (2003) e "Meaning and Mystery" (2006).

Os 12 sets de uma hora estão agora disponiveis apenas para download, no sítio musicstem.com. Está também disponível um livro com as partituras dos temas novos, apresentados durante a recente digressão do quinteto pela Europa (que passou por Portugal).

O pacote inclui 44 composições diferentes (14 das quais inéditas em disco), novos arranjos para temas de New arrangements of Bjork, Beck, Mary J. Blige e Rufus Wainwright, em 79 MP3s de alta qualidade.

Cada álbum em MP3 custa $7.0 (num total de $69.99 pelos 12 álbuns). Os MP3 podem ser adquiridos separadamente por $.99.

Publicado por António Branco às 06:16 AM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 29, 2007

"JAZZ EM PORTUGAL 1920-1956" APRESENTADO EM BEJA

A Cafetaria do Pax-Julia Teatro Municipal recebe no próximo sábado (3 de Fevereiro) à noite (22h00) uma sessão de apresentação do livro "Jazz em Portugal (1920 – 1956): – Anúncio - Emergência – Afirmação", da autoria de Hélder Martins.

O livro traça a história do jazz em Portugal, desde as primeiras notícias que surgiram na imprensa portuguesa na década de 20 do século XX, até 1956, ano do célebre concerto da orquestra de Count Basie no Cinema Império, em Lisboa.

Este livro veio colmatar uma lacuna em termos do conhecimento da evolução do jazz no nosso País, contribuindo para aumentar a escassa e limitada bibliografia existente sobre o assunto.

Para além do autor, também estará presente na sessão José Duarte. No final actuará o Quarteto Manuel Ferraz.

A entrada é livre.

Nota biográfica do autor:
Hélder Bruno Martins – musicólogo, investigador científico (lic. em ed.musical - ESEC, mestre em Ciências Musicais - FLUC e doutorando em Musicologia na Universidade de Aveiro), dir. pedag. da Academia de Música da Lousã e da Escola Jazz Ao Norte. Autor do primeiro estudo sobre o Jazz, a Política e a Cultura em Portugal na primeira metade do séc. XX (considerado pelo Semanário Sol um dos melhores de 2006 - Sol, 30/12/2006, caderno principal, secção Cultura; e referido como um livro de referência pelos jornais Expresso, Público, Diário de Notícias, BLITZ, JAZZ.PT; recomendado por algumas figuras cimeiras da cultura portuguesa actual como os Professores Doutores: Marcelo Rebelo de Sousa - in As Escolhas de Marcelo, RTP 1 -, Fernando Rosas, Salwa Castelo-Branco, José Maria Pedrosa Cardoso, Susana Sardo, entre outros). Os seus trabalhos de investigação têm resultado em artigos publicados em revistas científicas. Nos últimos anos tem vindo a debruçar-se sobre o estudo cultural da Música. Apesar disso, através da sua formação, tem explorado outros domínios das Ciências Musicais, nomeadamente a Análise Musical e a Matemática Musical. "

Publicado por António Branco às 06:03 AM | Comentários (3) | TrackBack

SONNY ROLLINS RECEBE PRÉMIO "POLAR MUSIC"

Sonny Rollins
Sonny Rollins

O saxofonista Sonny Rollins - um velho favoirito do "Improvisos Ao Sul" - acaba de ser galardoado com o prémio "Polar Music", anualmente atribuído pela sueca Academia Real da Música.

A Academia sueca considerou-o "uma das mais poderosas e pessoais vozes no jazz ao longo de mais de 50 anos (...) levou o solo acompanhado ao mais alto nível artístico - caracterizado por um som distinto e poderoso, irresistível swing e um sentido de humor muito próprio" (in Público, de 26 de Janeiro).

Em sua homenagem escolhi como "disco do dia" o absolutamente imbatível "Saxophone Colossus"...

Mais informações aqui.

Publicado por António Branco às 04:22 AM | Comentários (1) | TrackBack

janeiro 27, 2007

JÚLIO RESENDE 4TET HOJE NO HOT

O Hot Clube de Portugal recebe esta noite (23h00) o quarteto do pianista Júlio Resende, “Da Alma”.

Diz-se que é nos sonhos que as almas abandonam a sua prisão-corpo e viajam sem os constrangimentos das leis físicas, atravessando paredes, quebrando distâncias. Daí que nos sonhos possamos fazer coisas sobre-humanas. Somos nos sonhos maiores do que o próprio mundo, porque nos sonhos somos o próprio mundo, criamo-lo. O que anseio da minha música é esta liberdade criadora da alma nos sonhos, e é no Jazz e na sua valorização da liberdade que a minha alma encontrou o seu sonho.” Júlio Resende

Publicado por António Branco às 09:06 AM | Comentários (0) | TrackBack

UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de hoje de "Um Toque de Jazz" - Reedições recentes (4) - As Sessões de Gravação dos Pequenos Grupos de Buddy Rich para a Argo, a EmArcy e a Verve (1953-1961) 2.º Programa.

Amanhã haverá Concertos portugueses (4) - Gravações de arquivo como saxofonista belga Jean-Pierre Gebler, recentemente falecido, e que foi decisivo para a evolução do jazz em Portugal nos anos 60/70.

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM).

Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

Publicado por António Branco às 08:21 AM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 26, 2007

CARLOS BICA E CONVIDADOS NO HOT FIVE

Carlos Bica
Carlos Bica (Foto de Raul Cruz, retirada de www.carlosbica.com)

Hoje e amanhã no Hot Five (Rua António Cândido, 20, Porto) o contrabaixista e compositor Carlos Bica apresenta o seu disco “Single” acompanhado por convidados: hoje será a vez do guitarrista Mário Delgado, amanhã o pianista João Paulo Esteves da Silva.

Os bilhetes custam € 10 (com reserva) e € 15 (sem reserva). As reservas podem ser feitas para os e-mail's: hotfivejazz@gmail.com ou hotfive.club@gmail.com.

Publicado por António Branco às 08:51 AM | Comentários (0) | TrackBack

TRIO DE MÁRIO FRANCO NO BE JAZZ CAFÉ

Be Jazz Café

O trio do contrabaixista Mário Franco - com Mário Delgado (guitarra) e Alexandre Frazão (bateria) - apresenta-se amanhã à noite (23h) no Be Jazz Café, no Barreiro (Edifício da Escola de Jazz do Barreiro, Rua Salvador Correia de Sá, 6).

Publicado por António Branco às 07:56 AM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 25, 2007

DIANNE REEVES HOJE NO CCB

Dianne Reeves
Dianne Reeves

A cantora norte-americana Dianne Reeves regressa esta noite (21h00) a Portugal para um concerto no grande auditório do Centro Cultural de Belém, no qual será acompanhada apenas por dois guitarristas, Russel Malone e Romero Lubambo.

"Dianne Reeves é hoje considerada uma das mais directas sucessoras das grandes vozes femininas do jazz: Sarah Vaughan, Billie Holliday ou Dinah Washington. A cantora norte-americana iniciou a sua carreira no final dos anos setenta, mas foi na década de oitenta que viu reconhecido o seu virtuosismo, tornando-se a primeira vocalista a assinar contrato com a editora Blue Note/ EMI. Good Night and Good Luck, a banda sonora original do filme com o mesmo nome (2005) realizado por George Clooney, relançou a carreira da diva do jazz, logo após ter recebido o prémio americano (Grammy) para Melhor Interpretação de Jazz. O sucesso de vendas e o novo disco que a cantora gravou com o duo que a acompanha esta noite em palco justificam o seu regresso a Portugal." (texto da organização)

Publicado por António Branco às 08:48 AM | Comentários (3) | TrackBack

janeiro 24, 2007

DIZZY GILLESPIE THE VERVE/PHILIPS SMALL GROUP SESSIONS

Dizzy Gillespie

A Verve acaba de editar uma caixa que disponibiliza todas as gravações efectuadas pelo trompetista Dizzy Gillespie à frente de pequenas formações, para os prestigiados selos Verve e Philips, entre 1954 e 1964. Um importante conjunto de documentos para se conhecer melhor a obra de um dos mais importantes músicos de jazz de sempre.

Escusado será dizer que Dizzy Gillespie é uma das figuras mais marcantes de toda a história do jazz. O seu contributo, não só como expressivo e virtuoso improvisador, mas sobretudo como esteta, influenciou decisivamente o jazz das décadas subsequentes. Até aos dias de hoje, poderemos acrescentar sem beliscar a verdade histórica. De facto, Gillespie foi protagonista central de um dos mais sensacionais períodos da evolução da música afro-americana no século XX: a fervilhante década de 1940. “É como se Monet tivesse estado na vanguarda da Impressionismo e do Cubismo”. Quem o diz é Donald L. Maggin, investigador da vida e obra de Dizzy Gillespie e autor da biografia “Dizzy: The Life and Times of John Birks Gillespie”, a propósito do facto de o músico ter estado em duas revoluções operadas nesse período: o be-bop e o “boom” do jazz de inspiração afro-cubana.
Com a sua característica postura exuberante, Gillespie fez parte de um grupo de visionários, no qual se incluíam também Charlie Parker, Thelonious Monk, Charlie Christian e Kenny Clarke, que contribuiu para expandir as fundações rítmicas e harmónicas do jazz, libertando-o da rotina comercial que havia sido imposta pelas amarras estéticas das “big bands”. Os músicos passaram, com maior liberdade, a poder desenvolver personalidades musicais próprias e a exprimir-se criativamente. No final da década de quarenta, Gillespie teve ainda parte de leão no estabelecimento daquela que ficou conhecida como a revolução do jazz afro-cubano – a incorporação de elementos de origem africana oriundos de Cuba, e de diferentes pontos da América do Sul, no jazz – no qual se destacou ao lado de nomes como Mario Bauzá e Chano Pozo.

Após esta fase de grande pujança criativa, seguiu-se um período de maiores dificuldades. Com efeito, a recessão económica atingiu tudo e todos. A “indústria” do jazz, em especial a das “big bands” – com os elevados custos envolvidos – foi particularmente abalada. Gillespie viu-se igualmente obrigado a suspender a sua “big band” em Maio de 1950. Com a extinção de muitas orquestras, um conjunto de dotados músicos começaram subitamente a ficar sem trabalho. Não obstante as dificuldades, Dizzy Gillespie foi sempre um lutador, e começou então a virar a sua atenção para as pequenas formações (quartetos, quintetos e sextetos), contextos musicais que viria a explorar nos anos seguintes. Com os salários que pagava a diminuírem, a qualidade dos músicos que o acompanhavam começou também a baixar, chegando ao ponto de ter de mandar remover das gravações de concertos algumas improvisações, de tão medíocres que eram... Foi então que a sua mulher, Lorraine, o convenceu a aceitar a tentadora proposta que lhe fora feita pelo empresário Norman Granz, que passava por gravar para as suas editoras (Norgran e Verve) e fazer uma digressão de três meses por ano com o “Jazz at the Philharmonic”. Com este passo na sua carreira, Gillespie passaria a ganhar num mês mais do que ganharia em três com os seus próprios grupos.

A caixa editada recentemente pela Verve/Mosaic, com tiragem limitada a 10.000 exemplares, reúne em sete CD´s (num total de 132 faixas, 11 das quais completamente inéditas até agora) o conjunto das gravações efectuadas por Dizzy Gillespie à frente de pequenas formações, no período compreendido entre Maio de 1954 e Abril de 1964, para as editoras de Granz, primeiro a Norgran e depois Verve, e, após a saída de cena de Granz, para a Philips. Será de notar que, concomitantemente com estas gravações, Gillespie continuou a desenvolver uma das suas grandes paixões, tocar e gravar com a sua própria “big band”, que entretanto reergueu, mas igualmente participar em sessões “all-stars”, ao lado de nomes como Sonny Rollins, Stan Getz, Roy Eldridge e Sonny Stitt.

No CD1 incluem-se as gravações datadas do período entre 25 de Maio de 1954 e 17 de Dezembro de 1957. No primeiro conjunto de temas – nos quais Dizzy surge à frente de um quinteto, depois sexteto, onde pontificam nomes como os de Hank Mobley (então uma jovem estrela em ascensão, no saxofone tenor) e Charlie Persip (um novato, na bateria) – está bem patente uma certa continuidade com o período pré-Granz. A balada “One Alone (Lonely One)”, o swing descontraído de “Sugar Hips” e o calypso “Money Honey”, com uma vocalização tipicamente “gillespiana”, estão entre os pontos altos. Da segunda parte do CD, ganham relevo os temas que saíram da sessão de 17 de Dezembro de 1957 que deu origem a “The Greatest Trumpet Of Them All”, em especial as interpretações de “Just By Myself” e de “Blues After Dark”, com um monumental arranjo de Benny Golson e dois assombrosos solos de Gillespie.

No CD2 o destaque vai para a superior revisitação de alguns clássicos de décadas precedentes, como “St. Louis Blues”, “My Man” ou “My Heart Belongs To Daddy”. Realce igualmente para um dos temas emblemáticos de Gillespie, “Swing Low Sweet Cadillac”, uma paródia não a uma mas a duas vacas sagradas: os cânticos rituais africanos e os espirituais negros.

Das importantes sessões que tiveram lugar a 17, 18 e 20 de Fevereiro de 1959 – que deram origem a dois memoráveis álbuns (“Have Trumpet, Will Excite” e “The Ebullient Mr. Gillespie”, CD3) – notas para uma versão inédita de “Oo-Shoo-Be-Doo-Be”, para “Squatty Roo”, com o fabuloso contributo do compositor, o saxofonista Johnny Hodges, e para os três “takes” alternativos de “There Is No Greater Love”.

No CD4 recuperam-se os temas do disco “An Electrifying Evening With Dizzy Gillespie” (1961) do qual se destacam as leituras de dois clássicos do be-bop: os incontornáveis “Salt Peanuts” e “A Night In Tunísia” (com Gillespie a destilar energia por todo os poros), e ainda de “The Mooche”, peça maior do repertório de Ellington.

Nos CD´s 4 e 5 são reunidos os 25 temas que Gillespie gravou em 1962 sob a supervisão de Quincy Jones. O “working quintet” de Gillespie incluía então o pianista Lalo Schifrin e o saxofonista/flautista Leo Wright. Parte desses 25 temas foram originalmente incluídos nos discos “New Wave!” e “ Dizzy On The French Riviera”, sendo os restantes inéditos ou alvo de lançamento comercial apenas no Japão. De escutar as aproximações à bossa-nova de Jobim/Vinicius, em “Desafinado”, “Pau de Arara” e numa espantosa versão ao vivo de 10 minutos de “Chega de Saudade”.

Do CD 6 ressaltam os temas incluídos nos discos “Something Old, Something New” – de 1963, com James Moody, Kenny Barron (então com apenas 19 anos), Chris White e Rudy Collins, por muitos considerado o segundo melhor quinteto de Gillespie, depois do clássico de 1945, com Charlie Parker, Max Roach, Al Haig e Curley Russell – , e “Dizzy Gillespie & The Double Six Of Paris” – com os expatriados Bud Powell (piano) e Kenny Clarke (bateria), o contrabaixista francês Pierre Michelot e o famoso grupo vocal parisiense –, num disco que contou novamente com arranjos de Schifrin.

No CD7 são incluídas as recriações, efectuadas em Abril de 1964, de acentuada carga dramática, das composições que o pianista Mal Waldron compôs para a banda sonora do filme “The Cool World”, de 1963, onde se conta a história de Duke, um rapaz do Harlem que se vê envolvido no sub-mundo dos gangs.

Um sumptuoso documento da evolução artística, num período muito particular, de um dos nomes fundamentais da história do jazz.

Publicado por António Branco às 07:57 AM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 23, 2007

BRAD MEHLDAU A SOLO EM PORTUGAL

Brad Mehldau
Brad Mehldau

Brad Mehldau, um dos mais conceituados pianistas da actualidade, está de regresso a Portugal, para três concertos a solo: esta noite (21h30) no Theatro Circo, em Braga, amanhã (21h30) no grande auditório do CCB e depois de amanhã no Cine-Teatro de Alcobaça (21h30).

Brad Mehldau, um dos mais prestigiados pianistas de jazz da actualidade, é dotado de uma técnica notável, onde se reconhecem influências de Schumann e de Keith Jarrett. Nasceu em 1970 na Florida, Estados Unidos da América, e aos seis anos de idade iniciou os seus estudos de piano. É na adolescência que começa a interessar-se pela música rock, enquanto estudante na prestigiada escola de música de Berklee, onde se aplica também ao estudo da música contemporânea. A sua carreira começa, verdadeiramente, em 1994, numa digressão pela Europa com um quarteto por si formado. Com grande interesse pela composição e interpretação, desenvolveu um estilo inspirado nas influências jazzísticas de Bill Evans e Keith Jarrett, mas onde também transparece a sua formação clássica, sobretudo através Beethoven, Schumann e Schubert. Em 1997, com o apoio de Pat Metheney e Charlie Haden, edita o seu segundo disco The Art of the Trio, galardoado com um Grammy. É também reconhecido pela sua música para cinema, particularmente no filme de Stanley Kubrick Eyes Wide Shut e de Wim Wenders Million Dollar Hotel." (texto da organização).

Mais informações sobre Brad Mehldau em www.bradmehldau.com.

Publicado por António Branco às 07:14 AM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 22, 2007

ESPALHEM A NOTÍCIA: FELGUEIRAS HOMENAGEIA ZECA

Felgueiras homenageia Zeca Afonso

A 23 de Fevereiro comemoram-se 20 anos sobre a morte de José Afonso. Felgueiras dá o pontapé de saída para uma série de homenagens.

"Foi há 20 anos, no dia 23 de Fevereiro de 1987. O andarilho "voou" para outras paragens mas continuou a caminhar connosco, como sempre. Lamúrias e velórios, medalhas e estátuas... tudo há-de vir ao de cima! Nós, Casa do Povo da Longra, concelho de Felgueiras, sabemos o que queremos – porque "conhecemos o Zeca" – já que é natural que se multipliquem pelo país iniciativas evocativas da sua vida, da sua obra e do seu exemplo de cidadania. Felgueiras, felizmente, vai abrir esse ciclo, no dia 3 de Fevereiro – um sábado –, pelas 21,30 horas, na sala de espectáculos da Casa do Povo da Longra, na Vila da Longra – a 5 quilómetros da cidade, de quem vem de Lousada ou na saída da A11 –, resultado de uma parceria com a Associação José Afonso, com sede em Setúbal, através do seu Núcleo do Norte (Porto). Depois, o roteiro de festas de homenagens prossegue, para outras regiões: Porto, Guimarães, Galiza e por aí adiante. Esta iniciativa terá como símbolo principal o espectáculo “SOMOS NÓS OS TEUS CANTORES”, e contará com a participação de Francisco Fanhais, Tino Flores, grupo Erva de Cheiro (Lisboa), grupo AJAFORÇA (Porto) e a banda Hyubris. Os actores Alexandre Castanheira e Fernando Soares farão da poesia o eco do homem da "Grândola". Neste dia vai falar-se também de Adriano Correia de Oliveira, companheiro de canções de luta e de vida de José Afonso, a quem a Casa do Povo da Longra dedicará, em Outubro, um evento de tributo ao cantor da “Trova do Vento que Passa”, na passagem dos 25 anos da sua ida para outras paragens. Na parte de tarde, pelas 16 horas, haverá lugar a um debate/tertúlia, para o qual foram convidados Alípio de Freitas, presidente da AJA, Isabel e José Manuel Correia de Oliveira (filhos do Adriano), Alexandre Manuel (jornalista e ex-editor do DN), Paulo Alão (músico que participou em algumas gravações do Zeca e do Adriano), Alexandre Castanheira (académico), Soares Novais (jornalista e editor da Arca das Letras), e representantes da Casa do Povo, entre outros que poderão juntar-se." (texto da organização)

O preço do bilhete é de € 10.

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janeiro 20, 2007

FESTIVAL TERRAS SEM SOMBRA EM BEJA

Festival Terras Sem Sombra

A cidade de Beja recebe esta noite (21h30) a edição 2006/2007 do Festival Terras Sem Sombra - Festival de Música Sacra do Baixo Alentejo, com um Recital de Cravo e Clavicórdio ("Imagens da Música de Tecla Ibérica do Maneirismo ao Pós-Barroco"), a cargo de João Paulo Janeiro, na restaurada Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres.

O Programa inclui obras de António Carreira, Bernardo Pasquini, Domenico Scarlatti, Carlos Seixas, Francisco Xavier Baptista e Alberto José Gomes da Silva.

"Este programa apresenta uma selecção de alguns dos tópicos mais relevantes e porventura dos mais atractivos da música de tecla em Portugal, no contexto musical da Península Ibérica dos séculos dezasseis, dezassete e dezoito. Desde a raiz vocal, presente em várias peças, passando pela música de dança, frequentemente marcada pela escrita de variações, até à sonata bipartida de finais de setecentos, diversos são os recursos utilizados pelos compositores para dar forma à escrita para tecla. O reportório para cravo e para clavicórdio era maioritariamente comum, embora estes instrumentos fossem utilizados em diferentes contextos: o cravo, de sonoridade mais generosa, apresentava-se em ambientes palacianos e na igreja, quer como solista, quer na realização do baixo contínuo; o clavicórdio, pelo contrário, com um volume sonoro muito limitado, mas dispondo de recursos expressivos a que nenhum outro instrumento de tecla pode aceder, era utilizado no contexto mais íntimo do recital privado e do estudo individual. (...)" (texto da organização).

O Festival Terras Sem Sombra decorre até 24 de Março. Depois de Beja visitará ainda Almodôvar (3 de Fevereiro), Alvito (3 de Março) e Santiago do Cacém (24 de Março).

Mais informações em www.terrassemsombra.com.

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UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de hoje de "Um Toque de Jazz" - Reedições recentes (3) - As Sessões de Gravação dos Pequenos Grupos de Buddy Rich para a Argo, a EmArcy e a Verve (1953-1961) 1.º Programa.

Amanhã haverá Concertos portugueses (2) - quarteto N.I.B. com o saxofonista suiço Séb Pipe e o guitarrista André Matos, o contrabaixista Mário Franco e o baterista João Lencastre. Concerto realizado em 1 de Julho de 2006 no Onda Jazz (Lisboa).

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM).

Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

Publicado por António Branco às 08:42 AM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 19, 2007

JÚLIO RESENDE 4TET HOJE NO ONDA JAZZ

O quarteto do pianista Julio Resende - com Zé Pedro Coelho (saxofone), Hugo Antunes (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria) - apresenta-se esta noite (23H00) no Onda Jazz (ao Campo das Cebolas, em Lisboa). O concerto será gravado para posterior emissão na Antena 2.

"Esta formação tem um só som. Existe uma partilha que vem do prazer que têm em tocar juntos. As composições são originais, intercaladas pelos sempre bons "standards". O Ondajazz já os recebeu, várias vezes, com muito agrado, numa visita ao universo musical das composições de Júlio Resende e a standards enérgicos que foram de Herbie a Miles ou Charlie Chaplin... Jazz! Um repertório aberto, melódico e muito envolvente. Privilegiam o calor das notas, dos sons e sabem dar prazer na escuta dos temas" (texto da autoria programador do OndaJazz)

Publicado por António Branco às 08:18 PM | Comentários (0) | TrackBack

POSTO DE ESCUTA

John Butcher/Paal Nilssen Love - Concentric

John Butcher/ Paal Nilssen-Love- "Concentric" (Clean Feed / Trem Azul, 2006)

John Butcher (saxofones tenor e soprano); Paal Nilssen-Love (bateria e percussão)

Oslo, 14 e 16 de Setembro de 2001

John Butcher é vinte anos mais velho do que Paal Nilssen-Love. Pertencem a gerações diferentes, cresceram sob influências musicais distintas, observam a “tradição” de ângulos divergentes. O saxofonista britânico anda desde os anos oitenta a explorar os caminhos abertos por Evan Parker, Derek Bailey, John Stevens e outros magos. Os seus estudos nos domínios da microtonalidade, da amplificação e do “feedback” catapultaram-no para a linha da frente da música improvisada europeia da última vintena de anos. O baterista norueguês é também um nome cimeiro do jazz de vanguarda do velho continente, como atesta a miríade de projectos em que está envolvido, como os ao lado de Mats Gustafsson e Kan Vandermark, para além do super-grupo Atomic. Butcher e Nilssen-Love conheceram-se em 1999, no Blå, importante clube de Oslo, virado para o jazz contemporâneo e para a música improvisada. Logo decidiram trabalhar juntos, mais foi preciso esperar até 2002 para que os dois realizassem uma digressão pela Escandinávia. Comungam do interesse em partilhar o prazer de arriscar, de ousar, improvisando. A aposta na frugal fórmula saxofone-bateria não é novidade para ambos. Butcher tocou e gravou com Gerry Hemingway e Dylan van der Schyff. Por seu turno, estão bem na memória as aventuras interestelares de Nilssen-Love com Vandermark. Todo o disco se centra na difícil arte de improvisar, de ouvir e reagir, de explorar timbres, texturas, frequências. Não são poucas as vezes em que temos certa dificuldade em apurar o instrumento que escutamos. Ao passar os olhos pela ficha técnica do disco, deparei-me com o facto de o mesmo ter sido gravado escassos dias após o 11 de Setembro. Não interessará grandemente saber se os músicos estavam sob a influência desse marcante acontecimento. O facto é que, musicalmente, este disco transporta a urgência característica de algo iminente, que jazia latente, a aguardar a melhor oportunidade para se tornar realidade. Constituído por quatro densas e longas improvisações, “Concentric” está aí para ser lentamente degustado.

Publicado por António Branco às 07:50 AM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 18, 2007

3 ANOS DE IMPROVISOS AO SUL

O "Improvisos Ao Sul" completa hoje três anos de existência.

Aproveito a ocasião para agradecer a todos quantos têm por aqui passado e que contribuiram com as suas informações, críticas, opiniões e sugestões.

A AVENTURA CONTINUA!

Publicado por António Branco às 05:46 AM | Comentários (5) | TrackBack

janeiro 17, 2007

SARA VALENTE LANÇA "BLUE IN GREEN"

Sara Valente -

Já se encontra à venda na FNAC o CD de estreia da cantora Sara Valente, intitulado “Blue in Green”.

Neste disco, Sara Valente propõe uma abordagem própria a alguns temas originalmente instrumentais de Miles Davis ou Wayne Shorter, bem como de alguns standards.

Em "Blue In Green" participam João Maurílio, Nelson Cascais, Paulo Bandeira e Gonçalo Marques

Mais informações sobre Sara Valente em www.saravalentejazz.com.

Publicado por António Branco às 07:04 AM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 16, 2007

OLYMPIA JENSEN TRIO NO CANTALOUPE BAR

Olympia Jensen
Olympia Jensen

O Cantaloupe Bar, vai realizar nos Mercados de Olhão, nos próximos dias 19 e 20 de Janeiro (sexta-feira e sábado), pelas 22h30, com o apoio e colaboração da Associação Grémio das Músicas, concertos com o trio da saxofonista Olympia Jensen, com Giotto Roussies (piano) e Charly Roussel (contrabaixo).

Para mais informações já está disponível o bogue do Cantaloupe Bar, em cntaloupeolhao.blogspot.com

Publicado por António Branco às 02:44 PM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 15, 2007

JAZZ.PT #10 (JAN/FEV 07) À VENDA

Jazz.pt #10 (Jan/Fev 07)

Já está à venda o n.º 10 (Janeiro/Fevereiro 07) da revista Jazz.pt, a única revista portuguesa de jazz.

A jazz.pt é propriedade do JACC - Jazz Ao Centro Clube. O seu Director é Pedro Rocha Santos, o Editor é Rui Eduardo Paes e o responsável pelo grafismo, Rui Garrido. O preço de capa da revista é de € 5,00.

Eis o sumário da Jazz.pt #10:

EDITORIAL
CARNE VIVA (cartoon por Carlos “Zíngaro”)
NOTÍCIAS
NEW YORK IS NOW (Kurt Gottschalk)
JAZZ BRIDGES (Rui Miguel Abreu)
A ESTANTE DO MIGUEL (Miguel Martins)
CIBERJAZZ
PERFIL
Bruno Pedroso
ÀS ESCURAS
Paulo Curado
PREVIEW
Brad Mehldau solo
McCoy Tyner Trio
Jason Moran and the Bandwagon
REPORT
Guimarães Jazz 2006
Jazz ao Centro – Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra (2ª parte)
Below the Radar (Casa da Música)
Festival de Jazz de Ponta Delgada
Tampere Jazz Happening 2006
Total Meeting 2006
Hipnótica
Variable Geometry Orchestra
Maria Schneider Orchestra
MELHORES DE 2006
ENTREVISTAS
Carlos Bica
Charlie Haden
REWIND
Visões Paralelas – Jazz e Banda Desenhada
FORWARD
Escola de Jazz Luís Villas-Boas
Creative Sources – Uma Editora do Século XXI (parte I)
33 1/3 R.P.M
Duke Ellington – Old Tunes, New Treatments
PONTO DE ESCUTA
Críticas de doiscos
30+ PARA 30 ANOS
Mats Gustafsson

Em Beja, a jazz.pt pode ser encontrada na sede da G Produções Culturais, na Rua Tenente Valadim, 22 e 24.

Pode igualmente efectuar a assinatura da revista enviando um e-mail para: assinaturas@jacc.pt.

O site da revista pode ser visitado em www.jazz.pt.

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janeiro 14, 2007

RIP MICHAEL BRECKER E ALICE COLTRANE

Ontem foi um dia negro para o jazz. Morreram Alice Coltrane (1938-2007) e Michael Brecker (1949 - 2007).

Alice Coltrane
Alice Coltrane

Alice Coltrane, the jazz performer and composer who was inextricably linked with the adventurous musical improvisations of her late husband, legendary saxophonist John Coltrane, has died. She was 69. (All About Jazz, 2007-01-14)

Michael Brecker
Michael Brecker

Michael Brecker, 57, the Grammy-winning saxophonist from Cheltenham who was one of the most highly regarded jazz players of his time and an in-demand session man who contributed to recordings by Bruce Springsteen and Parliament-Funkadelic, died yesterday in New York. (All About Jazz, 2007-01-14)

Paz às suas Almas.

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janeiro 13, 2007

UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de hoje de "Um Toque de Jazz" - Reedições recentes (2) - As Sessões de Gravação da Big Band de Oliver Nelson para a Argo, Verve e Impulse! (1962-1967). 2º programa

Amanhã haverá Concertos portugueses (2) -O quarteto do pianista francês Thibault Falk, com o saxofonista John Yellon e o contrabaixista Gary Hoopengardner (EUA) e o baterista Marcun Lonak (Polónia). Concerto realizado em 9 de Junho de 2006 no Onda Jazz, em Lisboa.

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM).

Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

Publicado por António Branco às 10:02 AM | Comentários (0) | TrackBack

MARIA ANADON HOJE EM ALMADA

Maria Anadon
Maria Anadon

A cantora Maria Anadon apresenta-se esta noite (21h00) com o seu Ensemble, no Fórum Romeu Correia, em Almada.

A proposta passa por uma revisão dos standards, cruzados com o sabor latino do pianista cubano Victor Zamora.

O Maria Anadon Ensemble é constituído por MA (voz), Victor Zamora (piano), Guto Lucena (saxofones), Gustavo Roriz (contrabaixo) e Marcelo Araújo (bateria).

A cantora gravou em Junho do ano passado nos Estados Unidos o disco "A Jazzy Way" (com selo Arbors), com as Five Play: MA (voz), Anat Cohen (saxofones e clarinete), Tomoko Ohno (piano), Noriko Ueda (baixo) e Sherrie Maricle (bateria).

Publicado por António Branco às 07:12 AM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 12, 2007

SOFIA RIBEIRO & MARC DEMUTH

Sofia Ribeiro
Sofia Ribeiro

O duo formado pela cantora Sofia Ribeiro e o contrabaixista Marc Demuth - a que se vem juntar como convidado o guitarrista Nuno Ferreira - actua esta noite na Tertúlia Castelense, na Maia, a partir das 23h00.

"A partir de uma cumplicidade musical iniciada em Barcelona há três anos, a cantora portuguesa Sofia Ribeiro e o contrabaixista luxemburguês Marc Demuth têm vindo a construir um projecto ao longo das suas já numerosas prestações em clubes de jazz e festivais por toda a Europa e E.U.A. Uma colaboração muito bem sucedida que resultou na gravação do seu primeiro CD, intitulado "Dança da Solidão", lançado e vendido já em diversos países pelo mundo fora. Para esta ocasião o duo convida o conceituado guitarrista Nuno Ferreira e apresentam-se em trio, propondo-nos uma viagem aliciante pelo mundo de compositores tão diversos como Cole Porter, Pixinguinha, Carl Perkins e Janita Salomé, dando agora mais ênfase a temas originais." (texto da organização)

Mais informações sobre Sofia Ribeiro em www.sofiaribeiro.com ou www.myspace.com/sofiaribeiro.

Publicado por António Branco às 07:30 AM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 11, 2007

IBERO JAZZ 2007

Ibero Jazz 2007

Entre hoje e 25 de Janeiro a cidade galega da Corunha, de vasta tradição jazzistica, recebea edição de 2007 do Ibero Jazz, um festival de contornos ibéricos. A direcção artística está a cargo deAlberto Conde.

"Sin duda en estos últimos años, Galicia está experimentando un cambio sustancial en el terreno de la creación artística y en toda las formas de expresión cultural. El Jazz, desde los estilos más clásicos a los más vanguardistas, se está convirtiendo en un punto de referencia cultural en nuestra autonomia que indudablemente evoluciona en paralelo al desarrollo de esta música en todo el territorio peninsular e insular. Estamos comprobando como un buen número de jazzístas gallegos en linea con las corrientes ibéricas y europeas, están aportando al Jazz señales de identidad que esta música lleva inscrita en sus genes desde sus orígenes. Estas señales se reflejan en un sonido autóctono que sin duda está incluido dentro de los movimientos que los críticos denominan como world jazz, etno jazz o jazz con raíz, y jazz europeo, y que representan una gran parte de las estéticas más visibles del jazz actual. El Iberojazz, que partiendo de esta filosofía, nace para dar cabida y divulgación a los proyectos gallegos junto a las propuestas más selectas del momento de la península Ibérica, convirtiendose en este año 2007 en un Festival de referencia estatal y de ámbito internacional. A Coruña, ciudad con una amplia tradición jazzistica en Galicia, da cabida por segundo año consecutivo a una representación de lo más destacado del jazz internacional de procedencia ibérica. Una selección de artistas que están consiguiendo excelentes críticas dentro y fuera de la península con sus últimos trabajos discográficos, alternarán escenario con una amplia representación escojida y destacada del jazz gallego actual. Cinco diferentes escenarios [ Forúm Metropolitano, Teatro Rosalia de Castro, Club Filloa, Club JazzVides, Pub Garufa ] donde se podrá vivir el jazz contemporáneo con influencias mediterráneas, europeas, de vanguardia, gallegas , lusas, seleccionados con el máximo rigor de calidad y variedad. Un total de 10 espectáculos de procedencias gallega, valenciano-catalana, y lusa llenaran la programación de esta edición, que se prolongará a lo largo de tres semanas." (texto da organização)

O cardápio completo do IberoJazz 2007 é o que se segue:

Hoje (Forum Metropolitano, 21h00 )
Sumrrá
Manuel Gutiérrez (piano), Xacobe Martínez (contrabaixo) e Luis Alberto Rodríguez (bateria).

"Sumrrá nace en el verano de 2001, como resultado de una série de contactos establecidos entre sus componentes en numerosas jam sessions. Desde el primer momento surge una forma natural de empastar entre ellos, de crear, de hacer música, por lo que podríamos decir que Sumrrá nace del azar, de la espontaneidad, del capricho. Sumrrá nace libre y sigue libre. Fue tambien una casualidad la que quiso que se llamaran Sumrrá, y no otra cosa. Sumrrá podria haber sido Manuel Gutiérrez trío, Xacobe Martínez Grupo o Luis Alberto Rodríguez Project, pero es Sumrrá de todos y de ninguno. Este grupo tiene un primer disco en el mercado, grabado en el año 2002 y editado con el titulo homónimo por la discográfica compostelana Madame Mir en el año 2003. En el año 2006 ve la luz su segundo disco: “ 2 ”. Este trío trabaja básicamente sobre composiciones originales, lo que facilita que el grupo se vea inmerso en proceso constante de retroalimentación creativa: de la composición a la interpretación, de la grabación al directo. (texto da organização)

12 de Janeiro (sexta-feira, Forum Metropolitano, 21h00)
Kin García Trio
Kin García (contrabaixo), Gabriel Evens (piano) e Andrés Rivas(bateria).

"Trío que trata de conjugar el jazz universal con el paisaje gallego y la influencia que este tiene sobre el artista, en su sensibilidad y en su proyección a la hora de tocar. Kin García se lanza a sacar su primer disco en formación de Trío en la primavera 2006 : “ O lobo morde a mán“ Kin García (bajo) lidera este grupo, después de muchas y valiosas colaboraciones con Alberto Conde, Jesús Pimentel, Fernando Llorca, Tom Guyon, Tom Harret, Billy Pierce, John Smith, Tony Lazan, Uxía, Dulce Pontes, Marcos Teira, Espiritu 986, Capercaillie, José Afonso, Filipa Pais, Susana Seivana, Nani García, Carmen Rey e Berrogüetto." (texto da organização)

18 de Janeiro, quinta-feira, Forum Metropolitano, 21h00)
Perico Sambeat Sexteto
"En el año 1980, Perico Sambeat inicia el aprendizaje del saxofón de una forma autodidacta. Se traslada a Barcelona en el año 1982, donde finaliza sus estudios clásicos de flauta al tiempo que ingresa en el Taller de Músicos de la ciudad, donde estudia armonía y arreglos con Zé Eduardo. Toca en festivales y clubs de jazz de todo el mundo. En el año 1991 se traslada a Nueva York donde tiene la oportunidad de tocar junto a figuras de la talla de Lee Konitz, Jimmy Cobb, Joe Chambers, etc. Trabaja profesionalmente con Steve Lacy, Daniel Humair, Michael Brecker, Bob Mintzer, Pat Metheny, Maria Schneider etc. En su último trabajo discográfico “ Ziribuye “ el músico gozó de una total autonomia para darle forma a un trabajo que vincula la tradición con el presente, acompañado por una banda joven, fresca y divertida, que presentan con rigor la tradición aunque reinventando su sonido en cada nota." (texto da organização)

19 de Janeiro (sexta-feira, Forum metropolitano, 21h00)
Baldo Martinz Quinteto
Baldo Martínez (contrabaixo), David Herrington (trompete), Eduardo Ortega (violino), Antonio Bravo (guitarra) e Pedro López (bateria).

"El contrabajista Baldo Martínez que es «una de las figuras más destacadas del panorama jazzístico español resalta que « el jazz es más una forma de hacer música que un estilo en si mismo, lo cual lo lleva a desarrollar una música basada en las raíces pero utilizando un lenguaje abierto y sin prejuicios». Lo que lo llevo a, «convertirse en uno de los músicos que más está contribuyendo a personalizar el jazz ibérico, huyendo en lo posible de los parámetros norteamericanos». Baldo Martínez Grupo – Tusitala su último trabajo discográfico. “Tusitala”, “El contador de historias”, así es como llamaron al escritor Robert Louis Stevenson los samoanos cuando le escucharon por primera vez. Cada uno de los temas que componen el proyecto es una historia diferente que se inicia en un sitio, acaba en otro y deja volar la imaginación del espectador escuchando y creando nuevas historias. La incorporación del violín, crea un puente entre la música clásica y el jazz; la sólida experiencia de los músicos, magníficos narradores, hacen que el espectador escuche con los oídos y la mirada de un niño." (texto da organização)

25 de Janeiro (quinta-feira, Teatro Rosalia de Castro, 21h00)
Orquestra de Jazz de Matosinhos
Sob a direcção de Carlos Azevedo e Pedro Guedes. Convidado: Mário Laginha (piano)

"La Orquestra de Jazz de Matosinhos ( OJM ) a lo largo de estos años va consolidando un repertorio de autores portugueses destinado a big-band. La construcción de este repertorio se inicia hace seis años a partir de un proyecto desarrollado con el apoyo de la Sociedad Porto 2001. La OJM acrecienta su ya larga lista de autores interpretados con nuevos temas de Mário Laginha y Pedro Guedes. El programa de concerto para este ciclo, además de dos novedades absolutas, contará con composiciones de los creadores que están enriqueciendo el cancionero jazzistico portugués para gran orquesta. Mário Laginha, Bernardo Sassetti, Pedro Moreira, Laurent Filipe, Paulo Perfeito, António Pinho Vargas, Zé Eduardo, Carlos Azevedo, Claus Nymark y Tomás Pimentel integran el grupo de músicos que ya compusieron para la OJM. (texto da organização)

Paralelamente aos concertos principais haverá também uma frenética actividade em vários clubes:

11 de Janeiro, quinta-feira, Club Filloa, 23h00)
Javier Constenla "Impro - Vía"
Javier Constenla (piano e teclados), Quique Alvarado (baixo eléctrico) e Miguel Cabana (bateria e percussão).

12 de Janeiro (sexta-feira, Bodega Jazz Vides, 23h30)
Telegraph Vadis
Iago Mouriño (teclados), Daniel Batán (baixo eléctrico) e Xoán Lois Amado (bateria).

18 de Janeiro (quinta-feira, Pub Garufa a las 23h00 )
Carlos López Quartet
Voro García (trompete), Oscar Marcelino da Graça (piano), Kin García (contrabaixo) e Carlos López (batería).

19 de Janeiro (sexta-feira, Bodega Jazz Vides, 23h30)
Acuña´s Quartet
José Acuña (guitarra), Angélica Nistal (piano), Antonio López (contrabaixo) e Naima Acuña (batería).

25 de Janeiro (quinta-feira, Pub Filloa, 23h00)
Cuchús Pimentel & Derafín Carballo
Cuchús Pimentel (guitarra flamenca) e Serafín Carballo (guitarra eléctrica).

Mais informações sobre o Ibero Jazz 2007 aqui.

Publicado por António Branco às 07:25 AM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 10, 2007

JAZZ EM DVD

Jazz em DVD

A editora Planeta DeAgostini acaba de colocar no mercado a colecção "Jazz em DVD", composta por 41 DVDs (€9,99 cada, à excepção da primeira entrega, de 2 DVDs pelo mesmo preço) com concertos ao vivo de grandes nomes do jazz.

Os títulos - alguns bastante interessantes - desta colecção (conforme o site) são os seguintes:

Diana Krall - Live in Paris + Louis Armstrong - Satchmo on Parade
Miles Davis - Miles in Paris
Count Basie & Ella Fitzgerald - Montreux 79
Dizzy Gillespie "Live at The Royal Festival Hall"
John Coltrane Tribute - Live under the Sky (1987)
Duke Ellington - The Duke Ellington Masters (1965)
Charles Mingus - Live at Montreux (1975)
Kenny Drew Trio - Live in London (1992)
Stan Getz - Vintage Getz
Tommy Flanagan Trio - Montreux 77
Oscar Peterson Solo - Montreux 75
Chick Corea - The Chick Corea Elektric Band
Count Basie - Montreux 77
Charlie Parker Tribute - Birdsongs
Carmen Mcrae - Live in Tokyo (1986)
Vintage Collection - 1958-1961
Ray Charles - W/Edmonton Symphony Orchestra
Benny Carter - Montreux 77
Bill Evans Tribute - Live at Brewhouse
Mary Lou Williams - Montreux 78
Al Di Meola - Live at Montreux 1986/1993
Oscar Peterson Trio - Montreux 77
Ella Fitzgerald & Tommy Flanagan Trio - Montreux 77
Roy Eldridge - Montreux 77
Jazz at the Philarmonic - Montreux 75
The Gadd Gang - The Gadd Gang Digital Live 1988
Joe Pass - Montreux 75 e 77
Diane Schuur & the Count Basie Orchestra 1987
Nat King' Cole - The One and Only - When I fall in Love
Dizzy Gillespie Sextet - Montreux 77
Clark Terry Sextet - Montreux 77
Eddie Lockjaw - Montreux 77
Ray Briant - Montreux 77
Roots - Salute to the Saxophone (1992)
Milt Jackson & Ray Brown - Montreux 77
Niacin - Live in Tokyo feat Billy Sheen (1996)
Count Basie - Montreux - Jam 75
George Benson - Absolutely Live

Mais informações sobre esta colecção aqui.

Publicado por António Branco às 07:05 AM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 09, 2007

IN JAZZ EM BEJA

Marta Hugon

Na sequência da apresentação da programação para os primeiros meses de 2007, ficou a saber-se que o jazz irá estar de regresso a Beja no próximo mês de Abril, com a passagem do festival "In Jazz" pelo Pax-Julia Teatro Municipal.

Os concertos previstos são:

13 de Abril - Carlos Martins (com um novo projecto)

14 de Abril - Marta Hugon Quarteto

Mais novidades são esperadas para breve.

Publicado por António Branco às 07:03 AM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 08, 2007

BOWIE, 60 ANOS

David Bowie
David Bowie

Happy Birthday, Mr. Jones!

Publicado por António Branco às 07:34 AM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 06, 2007

PETRELLA CANCELADO

Por motivo de doença súbita da mulher, foi anulado o concerto de hoje à noite do quarteto do Gianluca Petrella, a realizar na Culturgest.

Publicado por António Branco às 04:31 PM | Comentários (0) | TrackBack

UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de hoje de "Um Toque de Jazz" - Reedições recentes (1) - As Sessões de Gravação da Big Band de Oliver Nelson para a Argo, Verve e Impulse! (1962-1967).

Amanhã haverá Concertos portugueses (1) - Jazz Allegro Dansabile: o quinteto do saxofonista Pedro Moreira, com João Moreira (trompete), André Fernandes (guitarra), Bernardo Moreira (contrabaixo) e André Sousa Machado (bateria) e um quarteto de cordas constituído por Francisca Fins e Raquel Cravino (violino), Joana Moser (viola) e Ângela Carneiro (violincelo). Concerto realizado no CCB em 13 de Março de 2006. Gravação RDP .

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM).

Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

Publicado por António Branco às 10:26 AM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 05, 2007

JAZZ LOGICAL, O NOVO SITE DE LEONEL SANTOS

Jazz Logical

Já existe um novo site dedicado ao jazz na internet. É da autoria do Leonel Santos - antigo director da revista All Jazz e ex-colaborador da Jazz.pt - , que assim dará mais visibilidade à sua já habitual Agenda Jazz.

Está em www.jazzlogical.net.

O Improvisos Ao Sul desde já endereça ao Leonel as maiores felicidades nesta sua nova aventura jazzístico-cibernauta.

Publicado por António Branco às 09:26 AM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 04, 2007

ORQUESTRA SINFÓNICA DE KIEV EM BEJA

Orquestra Sinfónica de Kiev
Orquestra Sinfónica de Kiev

Beja tem hoje o raro previlégio de receber, para um Concerto de Ano Novo, a Orquestra Sinfónica Estatal de Kiev.

O Concerto é às 21h30 no Pax-Julia Teatro Municipal.

Publicado por António Branco às 09:58 AM | Comentários (2) | TrackBack

janeiro 03, 2007

POSTO DE ESCUTA

Enquanto não ponho os ouvidos no novo "Artist In Residence", ouço com insistência:
Jason Moran -

Jason Moran & Bandwagon - "Black Stars" (Blue Note, 2001)

[Jason Moran (piano), Tarus Mateen (contrabaixo), Nasheet Waits (bateria) e Sam Rivers (saxofones tenor e soprano, flauta, piano)]

A não perder Jason Moran & Bandwagon ao vivo no CCB, no próximo dia 6 de Março.

Publicado por António Branco às 05:40 AM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 02, 2007

DOWNBEAT JAN07

Acaba de me chegar às mãos a edição de Janeiro de 2007 da revista norte-americana Downbeat. Aqui fica o cardápio completo do que há para ler neste número:

CAPA
Brad Mehldau (“The Most Influential Jazz Artist of His Generation?”)
FIRST TAKE
Delivering on Potential
CHORDS & DISCHORDS
THE BEAT
Friendly Skies? Ponomarev´s Airport Ordeal Sparks Discussion on Travelling with Instruments
THINGS TO COME
RIFFS
Noticiário diverso
VINYL FREAK
Leonard Feather – “The Night Blooming Jazzmen” (Mainstream, 1971)
THE QUESTION IS…?
What is the worst piano you´ve ever played on a gig?
LIVING JAZZ
CAUGHT
PLAYERS
Corey Wilkes (“Building His Scene”)
Jonathan Freilich (“Around The World In New Orleans”)
Katherine Davies (“Blues Teacher”)
Gebhard Ullmann (“Multihorn Dilemma”)
ARTICLES
Brad Mehldau (“The Mehldau Effect”)
Lee Morgan (“The Sidewinder´s Coda”)
Roberta Gambarini (“Echoes of Ella”)
BEST CD´s OF 2006
REVIEWS
Hot Box
Russell Malone – “Live At The Jazz Standard”
Various Artists – “Nina Simone: Remixed and Reimagined”)
Rudresh Mahanthappa – “Codebook”
Flat Earth Society – “Psychoscout”
BOOKS
“Someone To Watch Over Me: The Life And Music Of Ben Webster”, de Frank Büchmann-Møller (University Of Michigan Press)
“Big Boss Man: The Life And Music Of Bluesman Jimmy Reed”, de Will Romano (Back Beat Books)
TOOLSHED
WOODSHED
Joe Henderson´s Solo on “Una Mas”
Master Class
JAZZ ON CAMPUS
BLINDFOLD TEST
The Yellowjackets

Publicado por António Branco às 06:03 AM | Comentários (2) | TrackBack