« 2º ANIVERSÁRIO DA TREM AZUL JAZZ STORE | Entrada | BEJA RECEBE "MÚSICAS DO SUL" »

novembro 01, 2006

ENCONTROS INTERNACIONAIS DE JAZZ DE COIMBRA - 2ª PARTE

Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra - 2ª Parte

Decorre entre amanhã e sábado a segunda parte dos Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra 2006, uma organização do Jazz Ao Centro Clube.

Eis o cardápio do que aí vem:

2 de Novembro (quinta-feira, 21h45, Teatro Académico Gil Vicente)
Quinteto de Mário Santos
Mário Santos (saxofones tenor e alto), Rui Teixeira (saxofones barítono e alto), Zé Pedro (saxofones tenor e soprano), António Augusto Aguiar (contrabaixo) e Michael Lauren (bateria).
Este concerto será gravado para posterior edição.

"Mário Santos trocou o curso de Engenharia Civil pela música e fez muito bem – engenheiros há muitos e de bons músicos ainda vamos precisando. É o caso, precisamente, deste saxofonista portuense que tem feito carreira nas mais diversas formações (a Orquestra de Jazz de Matosinhos, o Sexteto Mário Barreiros, o Michael Joussein Quintet, o Sexteto Mingus e Mais de Laurent Filipe e o seu próprio grupo Bloco de Notas são apenas alguns deles) e na docência, presentemente na ESMAE. Estudou com grandes figuras do jazz como Greg Osby, Lee Konitz e Chris Speed e o seu currículo é rico em colaborações nacionais e internacionais: Joe Chambers, Maria Schneider, Carlos Barretto, Kenny Wheeler, Gianluigi Trovesi, Bernardo Moreira, Michael Gibs, Perico Sambeat, Pedro Barreiros, Mário Delgado, Mark Turner, Bob Mintzer, Pedro Madaleno, Julian Arguelles, Nguyên Lê e Chris Cheek, entre muitos outros. A sua discografia é longa e variada em termos de géneros musicais, ainda que só possua um disco em seu nome, “Encomenda”. Gravou com os Clã os álbuns “LusoQualquerCoisa” e “Kazoo”, com Raul Marques e Os Amigos da Salsa o CD “Ligações Perigosas” e com os Bandemónio de Pedro Abrunhosa os títulos “Viagens” e “F”, participou em “Norte” de Jorge Palma e em “Tejo Beat” dos Ornatos Violeta, e encontramo-lo em “A Tribute to Bessie Smith” de Jacinta e “Narsad Suite” dos T4. O Quinteto de Mário Santos é bem um indicativo da excelência do ensino de jazz no Porto, com uma poderosa secção de saxofones que vai do soprano ao barítono e uma dupla rítmica sólida e trabalhadora. O concerto será registado para posterior edição discográfica." (texto da organização)

3 de Novembro (sexta-feira, 21h45, Teatro Académico Gil Vicente)
Kühn/Humair/Chevillon
Joachim Kühn (piano), Bruno Chevillon (contrabaixo) e Daniel Humair (bateria).

"A associação de Joachim Kühn com Daniel Humair remonta ao início da década de 1970, curiosamente numa altura em que o pianista alemão era celebrado como um dos pioneiros do jazz-rock na Europa e o baterista francês ganhara prestígio como um dos protagonistas do “nouveau jazz” do Hexágono. Nessa altura, já Kühn tinha tocado com Gato Barbieri, Don Cherry, Karl Berger, Jimmy Garrison e Michel Portal, figuras de topo do free, mas também com outras do “mainstream”, entre elas Slide Hampton, Philly Joe Jones e Phil Woods, iniciando uma prestação nos Experience de um Jean-Luc Ponty que pouco antes havia “estagiado” com Frank Zappa. O que denotava já uma característica que o vem acompanhando até aos dias de hoje: a indiferença relativamente a fronteiras entre tipologias e estilos musicais. As suas colaborações com Humair, cujo percurso já passara também pelos maiores (Dexter Gordon, George Gruntz, Joe Henderson, Herbie Mann e Anthony Braxton, entre muitos outros), solidificaram num combo que fez furor nos anos 80, tendo o malogrado contrabaixista Jean-François Jenny Clarke como terceiro vértice. Desaparecido este antigo parceiro de Steve Lacy, parecia também interrompida uma particular visão do trio de piano. Até que ambos decidiram retomar o velho projecto, chamando outro homem que se notabilizou, pela sua competência e pela sua originalidade, no contrabaixo: Bruno Chevillon, que tal como Jenny Clark tem um pé no jazz e o outro na música “erudita” contemporânea." (texto da organização)

4 de Novembro (sábado, 21h45, Teatro Académico Gil Vicente)
Gábor Gadó Quartet
Gábor Gadó (guitarra), Matthieu Donarier (saxofone tenor), Sébastien Boisseau (contrabaixo) e Joe Quitzke (bateria).

"Guitarrista húngaro formado no prestigiado Conservatório Superior de Música Bela Bartok, de Budapeste (primeiro prémio do departamento de jazz), Gábor Gadó tem sido fiel ao título de um dos seus discos iniciais, “Cross Culture”. De facto, a sua música é um claro exemplo de mestiçagem cultural, conciliando a tradição folclórica da Hungria com o jazz e pelo meio acrescentando alguns “factores” do rock (efeitos, distorção, “feedback”, etc.). Agora radicado em Paris, é o seu quarteto francês que traz a Portugal, o mesmo que a crítica gaulesa já apontou como uma «máquina de remontar o jazz». Com uma técnica admirável e uma imaginação sem policiamentos, Gadó pode dedilhar catadupas de notas mas também ser particularmente delicado, ou trabalhar com estruturas complexas sem ser cerebral e expressar emoções não incorrendo em maneirismos, tudo isto sempre dando mostras de um apurado sentido de “swing” e de propósito. Musicalmente, o Gábor Gadó Quartet funciona como se Ornette Coleman tivesse tocado com Django Reinhardt ou Wes Montgomery com os Fantômas de Mike Patton, com o espírito camerístico de Alfred Schnittke a pairar frequentes vezes sobre um tratamento da música cigana do Leste como se se tratasse de outra forma de blues. O saxofonista Matthieu Donarier é uma peça chave deste original projecto, trazendo o saber ganho em diversificadas experiências com Daniel Humair, Stephan Oliva, Django Bates, David Liebman, Joe Lovano, Marc Ducret, Louis Sclavis e mais. Seu companheiro nos Baby-Boom de Humair, o contrabaixista Sébastien Boisseau constitui com o percussionista Joe Quitzke um suporte rítmico implacável e a que ninguém poderá ficar indiferente." (texto da organização)

Nos dias 2, 3 e 4 de Novembro haverá after-hours no Salão Brasil (Baixa de Coimbra), round midnight, com Paulo Curado "O Lugar da Desordem" feat. Ken Filiano: Paulo Curado (saxofones e flauta), Ken Filiano (contrabaixo) e Acácio Salero (bateria). Transmissão em directo na RUC – Rádio Universidade de Coimbra.

"Para o saxofonista e flautista Paulo Curado, o “lugar da desordem” de que fala o nome do seu mais duradouro projecto (ainda que com possíveis mudanças de elenco – como será agora o caso com Filiano e Salero nos lugares ocupados habitualmente por Pedro Gonçalves e Bruno Pedroso) é a improvisação, forma inerentemente democrática de fazer música e também aquela em que os intervenientes podem ser livres de facto, e livres porque, diz o próprio, «cultivando as diferenças de pressupostos culturais, de formação, de personalidade e todas as outras». Compositor de bandas sonoras para desenhos animados e para teatro, Curado está ciente da intrínseca narratividade da música e do seu impacto quando colocada em cena, noções que emprega com toda a naturalidade nos seus investimentos como improvisador. Vai ser este ex-Shish e ex-Plopoplot Pot que já colaborou com os Lisbon Improvisation Players e com João Paulo Esteves da Silva em “As Sete Ilhas de Lisboa” a animar as “after hours” dos Encontros de Coimbra, com os fundamentais apoios de um gigante do contrabaixo jazz da actualidade como é o norte-americano Ken Filiano, músico continuamente ocupado em alargar as capacidades do seu instrumento (que o digam Vinny Golia, Bobby Bradford, Roswell Rudd, Paul Smoker e Steve Adams, os seus parceiros mais habituais) e de um baterista nacional que é considerado um dos mais dignos representantes da “classe” neste rectângulo à beira do Atlântico, Acácio Salero. O ambiente será, seguramente, de festa, não só porque o jazz convida a tal, mas também porque há que comemorar a crescente qualidade da música portuguesa." (texto da organização)

Durante o evento estarão patentes exposições de fotografia no Teatro Académico de Gil Vicente, no Salão Brazile na Livraria XM.

A programação pedagógica inclui o Concerto conversado, com o pianista João Paulo Esteves da Silva, na sexta-feira, 3 de Novembro, Teatro Académico Gil Vicente, pelas 15h00, com entrada livre.

No TAGV os bilhetes custam € 10 (1 dia) e € 25 (3 dias). Os sócios do JACC / Estudantes pagam € 8 (1 dia) e € 20 (3 dias). Para os after-hours no Salão Brasil os bilhetes custam € 4 (1 dia).

Mais informações em www.jacc.pt.

Publicado por António Branco às novembro 1, 2006 05:36 PM

Comentários

Comente




Recordar-me?