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outubro 31, 2006

2º ANIVERSÁRIO DA TREM AZUL JAZZ STORE

2º aniversário da Trem Azul

A Trem Azul Jazz Store está a comemorar o seu segundo aniversário. Hoje, a festa começa às 19h30 e por volta das 21h30 haverá o já habitual concerto, desta feita com o "Lugar da Desordem", com Paulo Curado nos saxofones, Ken Filiano no contrabaixo e Bruno Pedroso na bateria.

Parabéns Pedro, Hernâni e Ilídio!

Mais informações em www.tremazul.com.

Publicado por António Branco às 08:55 AM | Comentários (0)

outubro 30, 2006

ENTREVISTA FILIPE MELO

Filipe Melo
Filipe Melo (© Mercedes Pineda)

Lisboeta de gema, Filipe Melo ainda não completou 30 anos de idade. É um dos mais destacados pianistas nacionais de jazz da nova geração. A preparar o sucessor de “Debut”, disco de estreia como líder, conta ao "Improvisos Ao Sul" um pouco do seu percurso na música e como se viu envolvido com mortos-vivos…

Nasceu em Lisboa, em 1977. Como foram os seus primeiros passos na música? Por que razão escolheu o piano?
A história é curiosa. Numa festa de crianças, um dos meus colegas estava a tocar uma peça de Czerny e estava a fazer um grande sucesso. Depois dele, eu sentei-me ao piano e comecei a tocar, mas infelizmente não sabia dar uma para a caixa. A mãe dele disse que eu estava a desafinar o piano e pediu-me para parar de tocar. Nesse dia, cheguei a casa deprimido e pedi aos meus pais para me ajudarem a encontrar um professor de piano... Foi o princípio do fim!

Estudou na Escola de Jazz do Hot e na Academia de Amadores de Música. Como foram esses tempos? Em que medida contribuíram para a sua evolução enquanto músico e compositor?
A minha passagem pela Academia foi intensa mas pouco proveitosa. Percebi que não era o tipo de ensino que me motivava, porque não havia muita interacção musical entre os alunos. Terá tido alguma importância, porque me ajudou a disciplinar o estudo. A minha aprendizagem na escola do Hot foi extremamente importante, especialmente porque conheci as pessoas que me inspiraram e motivaram a frequentar o clube e os concertos. As jam sessions foram uma importante escola para mim; lembro-me de que o nível era bastante elevado, na altura, e tive oportunidade de aprender a tocar com músicos de alto nível como o Nuno Ferreira, o Carlos Barretto, o Pedro Moreira... Recordo esses tempos com alguma saudade, e lembro-me que, na altura, era francamente disciplinado. Nunca achei que fosse especialmente dotado, então, criei uma rotina de 6 horas de estudo diário para dedicar ao piano. Também transcrevia muitos solos. Era cansativo, mas acredito que é uma fase importante para todos os músicos. Tal como dizia o grande Wes Montgomery, no Jazz temos de ser verdadeiros autodidactas, por mais escolas que frequentemos.

Quais são as suas maiores referências musicais? Refira-nos os nomes dos cinco pianistas que considera serem os mais importantes da história do jazz...
É muito difícil dizer cinco nomes! Gosto de tantos pianistas... Posso tentar- Bill Evans, Thelonious Monk, Oscar Peterson, Herbie Hancock e António Carlos Jobim.

Assume-se como um pianista que se movimenta na área do jazz dito "mainstream"? Entende que faz sentido esta designação?
Assumo que sou um pianista que se apaixonou pela linguagem jazzística e pela improvisação em todas as suas formas. É natural que muitas vezes me associem a uma linguagem mais tradicional, pois é o tipo de música que mais tenho gravado e tocado. Há muita música que adoro e que, infelizmente, não tenho tocado tanto como gostaria, porque muitas vezes sou um pouco conotado com um jazz mais "antigo".

Ao longo da sua carreira já tocou com nomes tão díspares como Carlos do Carmo, Carlos Barretto, Laurent Filipe, Bernardo Moreira, Los Tomatos, Peste & Sida, entre muitos outros. Como analisa o seu percurso evolutivo, como músico e compositor?
Essencialmente, tentei tocar com o maior número possível de pessoas para conseguir encontrar o meu caminho e a minha "voz". Creio que, no princípio, procurei tocar todos os géneros possíveis. Hoje em dia quero encontrar o meu próprio som, o meu próprio caminho. Adoro "standards", adoro música brasileira, adoro escrever música. Espero que o futuro me permita transmitir o verdadeiro prazer que tenho a ouvir e a tocar música. A evolução nunca me preocupou, acredito que é um processo natural e orgânico, como o de uma criança que se transforma num adulto - quero apenas continuar o que estou a fazer, da melhor forma possível.

Envolveu-se na política ao ser co-director e webdesigner da campanha eleitoral de Manuel João Vieira à Presidência da República... Conte-nos lá um pouco desta experiência...
Sempre gostei de projectos divertidos. O Manuel João Vieira é um dos grandes génios criativos da actualidade lisboeta. Sei que muitos poderão discordar, mas, sinceramente, acredito que o sentido de humor e de oportunidade do Vieira é brilhante, e acho que a candidatura dele foi um dos pontos altos da sua atribulada carreira. Tal como adoro que me ajudem nos meus projectos, decidi embarcar na aventura da campanha Vieira, e fiz tudo o que estava ao meu alcance para o ajudar a chegar às urnas. Foi um fracasso, mas o que me diverti à conta disso valeu todo o esforço. Não é todos os dias que se leva uma caixa de Pokémons ao Tribunal Constitucional...

O que costuma ouvir (em casa, no carro...)? Compra habitualmente discos?
Compro bastantes discos, sempre que consigo. Oiço muita música distinta - tenho estado a ouvir muita música brasileira, muitos discos do Jobim. Na minha colecção de discos há de tudo. Desde o Ben Webster até ao Albert Ayler. Ultimamente ,tenho ouvido muito jazz português; gosto muito dos discos do André Fernandes, do Nelson Cascais, do Nuno Ferreira, do Bernardo Moreira… Neste momento, no carro, está o "Speak Like a Child", do Herbie Hancock.

O cinema é outra das suas grandes paixões... É uma actividade a que também tem dedicado importante parte da sua vida... Explique-nos o seu fascínio pelo cinema fantástico/terror e, em especial, por zombies...
O filme de "zombies" foi um acidente de percurso. Nunca percebi bem o que se passou - eu só queria juntar uns amigos e vesti-los de monstros. Poderão encontrar lá alguns músicos de Jazz vestidos de zombie - Bernardo Moreira, João Moreira, Gualdino Barros, Jesus Santandreu... Não percebi bem como é que o filme deu tanto que falar, e nunca esperei que fosse um motivo de orgulho tão grande para mim. Fiquei muito contente por ter viajado, a exibir o filme por festivais, e por conseguir contribuir para uma tradição que adoro - os filmes de zombies fazem parte da minha infância, e trazem-me boas memórias. Adoro cinema, vejo muitos filmes, e tenho alguma facilidade em imaginar e contar histórias dessa forma. Espero, sinceramente , regressar algum dia com outra aventura nessa área.

Existe em Portugal uma nova geração de talentosos guitarristas. Mas com o piano as coisas não se passam exactamente assim... Não há assim tantos pianistas jovens a aparecer... Em seu entender, a que se ficará a dever esta situação?
Há, de facto, uma sensacional geração de guitarristas. O nível guitarrístico é altíssimo, em todos os estilos e linguagens, mesmo dentro do jazz. Quando comecei a tocar, os "monstros" pianísticos portugueses eram o Mário Laginha e o Bernardo Sassetti. O Mário foi um dos músicos que mais me influenciou, não estilisticamente, mas musical e pessoalmente. A sua total honestidade, humildade e individualidade fizeram com que a fasquia pianística subisse muito em Portugal. É uma questão complicada esta, porque, efectivamente, há menos pianistas de nível médio / avançado em Portugal - é um facto. Acredito, pela minha experiência no ensino, que há alguma relutância em aprender a tradição. Muitas vezes reparo que nos alunos há uma preocupação excessiva em inovar sem dominar os princípios básicos da linguagem. Há uma herança jazzística, um legado. Não haveria Brad Mehldau sem o Wynton Kelly.

Como analisa a actual cena jazzística no nosso País (músicos, discos, festivais, editoras, imprensa,...)?
Não tenho dúvidas de que Portugal é um dos melhores sítios para se ser um músico de Jazz. Há um circuito sólido de festivais, de lojas de discos especializadas, de revistas, livros e editoras dedicadas ao Jazz. Acho também que, com todas as divergências e polémicas que existem, somos uma família, e que cada dia está mais unida. O nível dos músicos está cada dia mais alto. Who could ask for anything more???

O que está na manga do Filipe Melo para os tempos mais próximos, na música e no cinema? Já tem uma ideia (ou mais do que isso…) de como será o sucessor de "Debut"?
Gostaria que o sucessor de "Debut" fosse gravado rapidamente, e queria que fosse uma versão 2.0 do primeiro disco. Já temos repertório novo, e estou ansioso por voltar ao estúdio com os meus dois comparsas, Bernardo Moreira e Bruno Santos. O disco vai chamar-se "Second time Around", e queria gravá-lo em breve. Estarei também ocupado com arranjos para o novo disco da Marta Hugon, uma excelente cantora e amiga, que vai ser gravado muito em breve. Queria também ter oportunidade de tocar e compor para um novo grupo, experimentar a tecnologia. Adoro os meus contemporâneos na cena jazzística actual, e espero continuar a tocar com eles. Na área do cinema, tenho estado a acabar o argumento de uma nova aventura, uma longa-metragem chamada "As incríveis aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy", um filme de aventuras alucinado, que eventualmente será produzido. Entretanto, espero conseguir continuar a viver da música, o que é um privilégio e uma benção!

Publicado por António Branco às 07:29 AM | Comentários (0)

outubro 29, 2006

OS TIGRES DO GRÉMIO EM OLHÃO

Os Tigres do Grémio

O Cantaloupe Bar, espaço aberto recentemente em Olhão, vai dar início à sua época de Inverno com a realização de um concerto com Os Tigres do Grémio, (Wenzl McGowen (saxofone tenor), Attila Muehl (guitarra), Charly Roussel (contrabaixo) e Eddie Jensen (bateria) - com o apoio e colaboração do Grémio das Musicas, hoje e amanhã, pelas 23h00.

"O grupo, Os Tigres do Grémio, constituído por Wenzl McGowen, no saxofone tenor, Attila Muehl, na guitarra, Charly Roussel, no contabaixo e Eddie Jensen, na bateria. É um quarteto de jovens músicos de diferentes origins, que cresceram numa comunidade artística do Algarve, onde a sua educação foi dirigida para as diversas áreas das artes, tais como a pintura, a dança , o teatro e a música. Em 2001, durante o Workshop Internacional de Jazz de Tavira, a jovem banda despertou a atenção do contrabaixista e professor Zé Eduardo que, através da Associação Grémio das Músicas (AGM), lhes garantiu desde então uma completa educação musical. Desde essa altura, a evolução do grupo tem sido notória e a banda teve a oportunidade de se apresentar não só em Portugal, como também em vários palcos europeus como Espanha, França, Alemanha e Áustria. O seu repertório vai do bop ao modern jazz. Interpretam os seus próprios arranjos de temas standards e be-bop assim como composições originais."

Publicado por António Branco às 09:46 AM | Comentários (0)

outubro 28, 2006

UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de hoje de "Um Toque de Jazz" - As Contas em Dia (4) - "We Are Not Obstinate Islands" (The Diplomats); "No Bounds" (Chris Walden Big Band); "Live in Seattle" (Joe Locke-Geoffrey Keezer); "I’ll Be Seeing You: A Sentimental Journey" (Regina Carter); "Standardized" (Bill Carrothers & Marc Copland); "Tentatives" (René Urtreger); "Blue Note Sessions" (Nigel Kennedy); "Archipe" (Thomas Savy).

Amanhã será a vez de escutarmos Concertos Internacionais (5) – O trio do contrabaixista canadiano Éric Lagacé com John Roney (piano) e Yves Boisvert (bateria) no Cabaret da Maison de Culture de Frontenac (Canadá) em 20 de Outubro de 2005. Uma gravação cedida pela Eurorádio.

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM).

Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

Publicado por António Branco às 09:10 AM | Comentários (0)

outubro 27, 2006

JAZZ NA CASA DA MÚSICA

Dave Douglas
Dave Douglas

Domingo (29 de Outubro) é dia de jazz na Casa da Música (Porto).

Primeiro (22h00, sala Guilhermina Suggia), concerto com o quinteto do trompetista norte-americano Dave Douglas, que regressa ao nosso país para apresentar o recente “Meaning & Mistery”, editado pela Greenleaf Records.

Logo a seguir (23h00, sala 2) terá lugar um showcase da editora Clean Feed, que incluirá um concerto com o projecto “Lugar da Desordem”, do saxofonista Paulo Curado.

Mais informações em www.casadamusica.com.

Publicado por António Branco às 08:57 AM | Comentários (0)

outubro 26, 2006

VIII FESTIVAL DE JAZZ DE PONTA DELGADA

VIII Festival de Jazz de Ponta Delgada

Entre hoje e domingo tem lugar o VIII Festival de Jazz de Ponta Delgada, com concertos no Teatro Micaelense (21h30).

Aqui fica o programa:

26 de Outubro (quinta-feira)
Lou Donaldson Quartet
Lou Donaldson (saxofone alto), Dr. Lonnie Smith (Hamond B3), Randy Jonhston (guitarra) e Fukushi Tainaka (bateria).

27 de Outubro (sexta-feira)
Jacinta Quinteto
Jacinta (voz), Jorge Reis (saxofone), Rui Caetano (piano), João Custódio (contrabaixo) e João Lencastre (bateria).

28 de Outubro (sábado)
Jonathan Baptiste Quartet
Aaron Holbrook (saxofone alto), Jonathan Batiste (piano), Phillip Kuehn (contrabaixo) e Joe Saylor (bateria).

29 de Outubro (domingo)
William Parker Quartet
William Parker (contrabaixo e percussão), Hamid Drake (bateria, adufe e percussão), Patrícia Nicholson (dança e voz) e Daniel Carter (piano e saxofone alto).

Publicado por António Branco às 07:56 AM | Comentários (0)

outubro 25, 2006

BERNARDO SASSETTI EM CASTRO VERDE

Bernatdo Sassetti
Bernardo Sassetti

Num concerto integrado nas comemorações do oitavo aniversário do “Lumière”, boletim informativo sobre cinema editado pela Câmara Municipal de Castro Verde (que o Improvisos Ao Sul daqui saúda), Bernardo Sassetti apresenta ao vivo, no próximo dia 12 de Novembro (no Cine-Teatro daquela vila), a banda sonora do filme “Alice”, do realizador Marco Martins. A banda sonora de “Alice” foi editada no ano passado pela Trem Azul.

Publicado por António Branco às 08:56 AM | Comentários (1)

NOITE DE JAZZ HOJE NO RIVOLI

Esta noite (a partir das 21h30) é "Noite de Jazz" no Rivoli - Teatro Municipal (Porto).

Na primeira parte toca o sexteto do trombonista Paulo Perfeito, que irá apresentar a "Bodhi Suite".

Depois, Carlos Bica e o seu trio Azul apresentam o novo "Believer".

Publicado por António Branco às 07:53 AM | Comentários (0)

outubro 24, 2006

POSTO DE ESCUTA

A descobrir de um fôlego:

Shlippenbach/Dörner/Mahall/Roder/Jennessen -

Shlippenbach/Dörner/Mahall/Roder/Jennessen - "Monk´s Casino" (Intakt, 2005)

Alexander von Schlippenbach (piano), Axel Dörner (trompete), Rudi Mahall (clarinete baixo), Jan Roder (contrabaixo) e Uli Jennessen (bateria).

Publicado por António Branco às 10:00 AM | Comentários (0)

outubro 23, 2006

CARLOS BICA & AZUL APRESENTAM "BELIEVER"

Carlos Bica & Azul -

Arranca hoje a digressão nacional de promoção de “Believer”, o quarto tomo da colaboração Carlos Bica & AzulCarlos Bica (contrabaixo), Frank Möbus (guitarra) e Jim Black (bateria) – a que se junta DJ Illvibe (aka Vincent von Sclippenbach).

Os showcases e concertos programados são os que se seguem:

Showcases

23 de OutubroLisboa (FNAC Chiado, 18h00)
24 de OutubroCoimbra (FNAC, 22h00)
25 de OutubroPorto (FNAC Santa Catarina, 18h30)

Concertos

25 de OutubroPorto (Teatro Rivoli, 21h30)
26 de OutubroMoita (Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, Baixa da Banheira, 22h00)
27 de OutubroTomar (Cine-Teatro, 21h30)
28 de OutubroLisboa (Casino de Lisboa, 22h00)

Mais informações em www.carlosbica.com.

Publicado por António Branco às 07:53 AM | Comentários (0)

outubro 21, 2006

UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de hoje de "Um Toque de Jazz" - As Contas em Dia (3) - "Singing to a Bee" (Will Holshouser); "Remember" (Pat Martino); "Boston Project" (Dennis González); "(V)ivre" (Henri Texier); "SnUg as a Gun" (IMI Kollektief); "The Other Side of This" (Ken Filiano); "The Present" (Laurent de Wilde); "Change of HearT" (Martin Speake).

Amanhã será a vez de escutarmos Concertos Internacionais (4) - O quarteto do saxofonista polaco Henryk Miskiewicz com Marek Napiorkowski (guitarra), Robert Kubiszyn (contrabaixo) e Krzysztof Dziedzic (bateria) no Festival de Jazz de Brno (República Checa) em 30 de Março de 2005. Uma gravação cedida pela Eurorádio.

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM).

Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

Publicado por António Branco às 09:10 AM | Comentários (0)

outubro 20, 2006

ODE TO MILES

Ode To Miles

O Abdul Moimême tem disponível no seu podcast Freemusic uma peça gravada ao vivo no Luso Café (Bairro Alto, Lisboa), no passado dia 26 de Setembro, com Partick Brennan (saxofone alto), Peter Baastian (objectos, percussão, field recording), Manuel Mota (fender stratocaster) e Abdul Moimême (fender stratocaster).

Publicado por António Branco às 07:35 AM | Comentários (0)

outubro 19, 2006

DIGGIN´ EM ÉVORA

Alípio C. Neto
Alípio C. Neto (com Luciano Vaz) (foto: Rui Portugal retirada daqui)

Via Jazz e Arredores tomei conhecimento de que o saxofonista Alípio C. Neto e o seu projecto Diggin’ tocam esta noite (22h00) em Évora, no Café da Cidade. Para além de Alípio, completam o quarteto o tubista Ben Stapp, o trompetista Jean-Marc Charmier e o baterista Paulo Bandeira.

Publicado por António Branco às 04:06 PM | Comentários (0)

METASONIC II

Hoje, amanhã e sábado decorre no Auditório do Goethe Institut (Campo dos Mártires da Pátria, 37, Lisboa) o Metasonic II, evento produzido pela Granular - com apoios do Goethe Institut e da Restart - vocacionado para a divulgação do trabalho de artistas nos domínios das paisagens sonoras, concretismos e field recordings.

Eis o cardápio do Metasonic II:

19 Outubro (quinta-feira)

21h30

Miguel Cabral: Tape-A-Way

O projecto “Tape-a-Way” consiste na manipulação directa sobre quatro a oito leitores de fita ligados entre si, contendo gravações diversas de ambientes do quotidiano. A “composição” em tempo real é feita em actuações directas sobre os mecanismos dos gravadores, inclusive perturbando o seu funcionamento normal, sem recurso a mesa de mistura e com o uso ocasional de um processador simples de efeitos. Os gravadores estarão dispostos sobre uma mesa, com pequenos altifalantes estrategicamente situados, e serão captados por dois microfones garantindo somente a estereofonia. Além dos sons reproduzidos, quaisquer movimentos que acontecem na mesa serão igualmente captados e, logo, “considerados”. A ideia é fazer uma abordagem assumidamente rudimentar, nos aspectos técnico e tecnológico, em que dedadas provocando atrasos nas fitas, cortes nas leituras, perturbações na alimentação eléctrica dos leitores ou gravações no momento sejam elementos base, em oposição ao uso de tecnologia digital. A acção sobre o tampo da mesa será projectada em vídeo.

22h30

Ulrich Mitzlaff + Manuel Guimarães + Carlos Santos: Collage Métrique

Improvisação estruturada com base na criação de materiais concretos produzidos por instrumentos convencionais (violoncelo, piano) e cruzados com “found sounds” (computador). Em “Collage Métrique” o espectro sonoro estende-se desde os ruídos e os sons da realidade que nos circunda, tal como o compositor Luc Ferrari fazia com as suas recolhas, até às notas tocadas nos instrumentos e processadas pela electrónica interactiva, com uma dinâmica do ppp em crescendo até ao fff e desde acontecimentos singulares e separados no tempo até uma densidade máxima complexa e intensa. Com formação clássica, o violoncelista Ulrich Mitzlaff movimenta-se na área da improvisação, com repetidas colaborações com músicos como Carlos “Zíngaro”, Nuno Rebelo, Carlos Bechegas e Rodrigo Amado. Senhor de um grande sentido de oportunidade e medida, o pianista Manuel Guimarães tem dividido a sua actividade entre a experimentação e a música popular. Antigo elemento dos Vitriol, Carlos Santos é um dos mais interessantes nomes da electrónica nacional.

20 Outubro (sexta-feira)

21h30

Filipe Bonito: A Cidade Não É Uma Árvore

Parafraseando Christopher Alexander, uma tentativa de resposta à pergunta: como será olhar para Lisboa como se fosse a primeira vez, sem mapas, sem horários e sem caminhos? Com base em registos vídeo / áudio, “A Cidade Não é Uma Árvore” é um exercício subjectivo e híbrido que estabelece relações, conjugações e escolhas, num processo de descoberta em que a memória dos lugares tem uma importante função. As imagens e os sons serão recolhidos por quatro lisboetas e combinados ao vivo por Filipe Bonito sem conhecimento prévio dos seus conteúdos, a partir de sequências, fades, acelerações / atrasos, repetições, etc. Constituir-se-á assim um novo registo audiovisual que procurará dar ordem ao caos através das relacionações possíveis. Tal como escreveu Bernardo Pinto de Almeida, “a imagem talvez seja, afinal, apenas a expressão da coincidência (da simultaneidade) da ideia com a sensação”, devendo entender-se como “imagem”, neste caso, tanto a visual como a sua contraparte sonora.

22h30

Ian Ferreira + Alberto Arruda + Ruben Costa + Vítor Joaquim

Um jovem “laptoper” – Ian Ferreira – de quem muito se espera grandes coisas no futuro próximo e um consagrado da música digital feita no nosso país – Vítor Joaquim – encontram-se em concerto com os dois elementos do projecto One Might Add, Alberto Arruda e Ruben Costa, músicos que somam habitualmente o ambientalismo com o “beat” e que aos seus instrumentos-base, teclados, computador e bateria, acrescentam outros de sua própria invenção, a que chamam “barulhómetros”. A utilização dos sons concretistas da electricidade será uma forte componente de um concerto totalmente improvisado em que a opção pelo paisagismo sonoro poderá ser interferida pela introdução dos ritmos do hip-hop ou da house.

21 Outubro (sábado)

21h30

Francisco Janes + Carlos Pereira: Parque

Um parque é, por definição, um lugar circunscrito e com uma significação que só lhe é atribuída por quem o frequenta e lhe dá uso. Pode ser muitas coisas diferentes, para pessoas diferentes, mas é quase sempre um local de refúgio para uma actividade específica. A peça sonora desenvolver aborda uma vivência particular deste espaço e um conjunto de significações que lá encontramos. Francisco Janes trabalhará com material sonoro recolhido “in situ”e posteriormente processado ou simplesmente seleccionado/seccionado, procurando colocar em evidência determinadas ideias ou emoções sugeridas pela experiência do lugar. Carlos Pereira verterá em som algumas impressões provocadas pelo espaço em questão, servindo-se para o efeito de matéria sonora gerada por computador sob a forma de pequenos apontamentos de cariz marcadamente tonal.

22h30

Rodrigo Amado Concrete Ensemble

Agrupamento formado por computadores (a cargo de Carlos Santos e André Gonçalves, aka OK Suitcase) e instrumentos convencionais (os saxofonistas Rodrigo Amado e Paulo Curado, o guitarrista Nuno Rebelo e o percussionista José Oliveira), o Concrete Ensemble associará “found sounds” e música instrumental, num entendimento da “musique concrète” que passa pelos conceitos da livre-improvisação, do jazz e do rock. Amado tem-se notabilizado, precisamente, na área do free jazz, mas os seus interesses musicais são bastante latos, indo desde o hip hop (colabora com os Rocky Marsiano) ao experimentalismo electroacústico (colaborações com Vítor Joaquim e com os Vitriol).

Os bilhetes custam € 7 (€ 3,50 Restart, CEM, Guilherme Cossoul, Goethe).

Mais informações em www.granular.pt.

Publicado por António Branco às 07:39 AM | Comentários (0)

outubro 18, 2006

BEJA RECEBE "MÚSICAS DO SUL"

Músicos do Sul

No Teatro Municipal Pax-Julia realiza-se nos dias 2, 3 e 4 de Novembro um ciclo de três espectáculos intitulado "Músicas do Sul", que pretende apresentar diferentes projectos musicais oriundos do "Sul"...

Neste evento onde participaração grupos de Espanha, da Guiné Equatorial e de Madagáscar. Aqui fica o programa completo do ciclo "Músicas do Sul":

2 de Novembro (quinta-feira)
Alex Ikot Batua (Guiné Equatorial)

"Este músico filho de mãe camaronesa e de pai nigeriano, nasceu na Guiné Equatorial. Desde cedo sentiu uma grande atracção pelas percussões. Começou como percussionista nos bailes de Mokum, Bonko e Ibanga. O seu imenso talento permitiu-lhe viajar por toda a Europa e América tocando distintos tipos de música e fazendo sessões de gravação com distintos padrões de bateria para outros artistas. A sua colaboração com outros artistas de renome é impressionante: Black Children, Kanga Emile, Nina Hagen, Mori Tani, Jimmy Tacove, Hijas del Sol, África Lisanga, entre outros. Alex Ikot actualmente tem a sua própria banda que se baseia em diferentes ritmos de África com um estilo definido como Afro-pop. Esta formação composta por músicos de diversas procedências seleccionou subtilmente um repertório, onde ritmos como o bangambé, sabar, cacha, dundumba, bikutsí são mesclados com melodias e arranjos próprios do jazz e do flamenco."

3 de Novembro (sexta-feira)
Raices del Sur (Andaluzia, Espanha)

"Espectáculo composto por 2 cantaores, 3 bailaores e 1 guitarrista flamenco. Este projecto visa oferecer um espectáculo no qual estão representadas as distintas artes do flamenco: guitarra, cajón, canto, frágua e baile. Tal como o próprio nome do grupo indica, A FRÁGUA (forja do ferreiro) é o eixo do espectáculo, no qual, um cantaor que representa um ferreiro no seu árduo trabalho, canta por martinetes (cante jondo flamenco), ou seja, um canto profundo da arte flamenca sem aditivos. Para além do cante jondo, que se caracteriza por ser extremamente ortodoxo e alheio às inovações e fusões, o espectáculo LA FRAGUA é caracterizado por momentos festivos através de alegrias, tangos e bulerías magistralmente interpretados por uma guitarra com identidade própria, que acompanha o baile de beleza e paixão e sobretudo, vozes carregadas de emoção e festa que adentram o espectador numa das artes mais belas e universais – el arte flamenco."

4 de Novembro (sábado)
Kilema (Madagáscar)

"Kilema é originário da cidade de Toliary situada ao Sudoeste da ilha de Madagáscar. Em 1993 foi viver para Paris, onde alcançou projecção internacional. Nesse mesmo ano integra o grupo Justin Vali Trio, no qual interpreta o Kabosy (bandolina do Madagáscar) e o Katsá. Cenários como o Japão, Nova Zelândia e a participação no mítico Woodstock do ano 1994, para citar apenas alguns, permitiram dar a conhecer as tradições e cultura da Grande Ilha Madagáscar, e o seu reconhecimento entre as principais músicas africanas.
Em 1997 Kilema cria a banda que adopta o seu nome. Depois de vários espectáculos em França, Itália e Espanha, apresenta em Maio de 1999 o seu primeiro disco, intitulado Ka Malisa. Desde então, Kilema participou em inúmeros eventos relacionados com a World Music: Enmas Festival (Milão), Festival Espantapitas (Almeria), Intermusic (Parla), Etnimálaga (Málaga), Etnosur (Jaén), Rainforest (Malásia), Festival Womad (Las Palmas), Tom de Festa (Tondela), Festival Sons do Mundo (Portalegre), San Marino Etnofestival... Kilema continuou com o seu trabalho de investigação e difusão das músicas tradicionais até perfilar o seu segundo trabalho discográfico, com o título de Lavi-Tany, que foi editado em 2003.
"

Nos dias 3 e 4 está prevista a realização de uma oficina de Flamenco. A organização do evento disponibilizará brevemente mais detalhes.

Os espectáculos terão o seu início às 21h30. O preço dos bilhetes avulso será de € 5. A assinatura para os três espectáculos custa € 12.

Mais informações aqui.

(Nota: Os textos em itáilco foram retirados do programa do evento)

Publicado por António Branco às 07:09 AM | Comentários (1)

outubro 17, 2006

JAZZ AO NORTE

Jazz ao Norte

Via Ideias Soltas tive conhecimento da criação da empresa "Jazz Ao Norte - Ensino, Apoio e Promoção do Jazz, Lda" cujo principal objectivo passa por "revelar-se a partir do Norte do país pela distinção no tratamento que merece o Jazz, tão nobre e simultaneamente popular corrente da cultura, realidade pragmática conhecida e reconhecida nos quatro cantos do Mundo."

A primeira actividade a desenvolver por esta empresa é a da Escola de Música “Jazz Ao Norte” (EJAN). Do corpo docente fazem parte professores como Paulo Gomes, José Duarte, Laurent Filipe, Fátima Serro, Pedro Barreiros, Michael Lauren, Manuel Marques, Susana Silva, Paulo Pinto, Nuno Ferreira, Carlos Mendes, entre outros.

Será igualmente criado um Auditório, anexo ao espaço da EJAN, com capacidade para cerca de 100 pessoas, que os mentores do projecto pretendem que mantenha uma programação activa, permanente e diversificada: o Clube de “Jazz Ao Norte” (CJAN)..

Mais informações em: www.jazzaonorte.com/default.asp.

Publicado por António Branco às 08:56 AM | Comentários (0)

outubro 16, 2006

NOVO CURSO DE CANTO JAZZ NA ESMAE

A Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo (ESMAE) disponibiliza no ano lectivo 2006/2007, um novo curso livre de Canto Jazz, ministrado pela cantora e professora Sofia Ribeiro.

Para mais informações sobre este curso visitar:
http://www.esmae-ipp.pt/site/ensinoformacao/outroscursos/jazz_canto.asp

Publicado por António Branco às 09:01 AM | Comentários (0)

outubro 14, 2006

TRIO DE HUGO ALVES NO BE JAZZ CAFÉ

Hugo Alves

O Be Jazz Café (Edifício da Escola de Jazz do Barreiro Rua Salvador Correia de Sá, 6, Barreiro) recebe esta noite (23h) o trio de Hugo Alves (trompete) - com Rodrigo Monteiro (contrabaixo) e Michael Lauren (bateria).

"O trompetista Hugo Alves vem ao Be Jazz Cafe apresentar o seu novo projecto em trio, na companhia do contrabaixista Rodrigo Monteiro e do baterista norte-americano Michael Lauren. Hugo Alves vem-se destacando na cena jazz nacional através da gravações de dois álbuns ('Estranha Natureza' e 'Taksi') e vários participações com músicos internacionais de onde se destacam as presenças em Itália e África do Sul no ano passado."

Publicado por António Branco às 10:56 AM | Comentários (0)

UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de hoje de "Um Toque de Jazz" - As Contas em Dia (2) - "Human Motion" (Jeff Greene); "Burnin’ Live at The Jazz Standard" (Pete Zimmer); "Dear Mr. Sinatra" (John Pizzarelli & The Clayton-Hamilton Jazz Orchestra); "The River in Reverse" (Elvis Costello & Allen Toussaint); "Meaning and Mistery" ; "Nut Club" (Free Range Rat); "Mozart, La Nuit" (Antoine Hervé); "More Like Us" (Michael Blake).

Amanhã será a vez de escutarmos Concertos Internacionais (3) – O quarteto da cantora Janis Siegel (EUA) com Alan Pasqua (piano), Darek Oles (contrabaixo) e Steve Hass (bateria) no Festival de Jazz de Brno (República Checa) em 3 de Abril de 2005. Uma gravação cedida pela Eurorádio.

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM).

Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

Publicado por António Branco às 09:09 AM | Comentários (0)

outubro 13, 2006

ALBERT AYLER

Albert Ayler
Albert Ayler

Publicado por António Branco às 08:24 AM | Comentários (0)

outubro 12, 2006

ENTREVISTA - ALEXANDRE FRAZÃO

Alexandre Frazão
Alexandre Frazão

“Sonhei com os prédios do Terreiro do Paço antes de os ver”. A afirmação é de Alexandre Frazão, baterista nascido do outro lado do Atlântico (Niterói, cidade do estado do Rio de Janeiro), um dos mais requisitados e multifacetados a trabalhar em Portugal, onde se encontra radicado em Portugal desde 1987. Ao longo das últimas duas décadas tem colaborado com inúmeros artistas do panorama nacional e internacional, como Von Freeman, Perico Sambeat, Bernardo Sassetti, Carlos Martins, Maria João e Mário Laginha, Laurent Filipe, Afonso Pais, Rodrigo Gonçalves, Rão Kyao, Rui Veloso e Júlio Pereira, entre muitos outros.
O “Improvisos Ao Sul” falou com ele.

Alexandre Frazão, como surge a música na sua vida? Conte-nos como tudo começou lá do outro lado do Atlântico…
Meu pai (que não é músico) sempre ouviu muita música, particularmente jazz ( e sempre alto!),vem daí a minha primeira lembrança musical.

O Brasil é um país com um ritmo inigualável. Porque razão escolheu a bateria como instrumento principal? Toca outros instrumentos?
Tive a sorte de viver no Brasil 19 anos onde a música faz parte do dia a dia das pessoas. Na escola fiz amizade com uma família de músicos em que "todos" tocavam, eram uns 7 ou 8 e vários instrumentos pela casa para "brincar" gostei da ideia de poder ter um brinquedo para a vida toda...actualmente também toco melódica.

Veio para Portugal em 1987. Quais as razões que estiveram na base da sua decisão de fazer carreira em Portugal? Está satisfeito com a decisão que tomou?
Vim para Portugal porque tinha que ser... Antes de alguma vez ter visto filmes, fotos ou gravuras de Lisboa, (recentes, porque dos descobrimentos tive que estudar na escola) já tinha visto em Sonhos !!! não é tanga , sonhei com os prédios do Terreiro do Paço antes de os ver (pura verdade... !)

Quais são as suas maiores influências? Quais os músicos que mais contribuíram para "moldar" o seu som?
No meu imaginário musical existem muitos artistas não só bateristas, sou fã de gente tão diferente como Jimmy Page, Stan Getz, Ornette Coleman,Tony Bennett, Randy Weston, Chris Cornell e Hermeto Pascoal. No passado era um problema saber qual era a minha "cena". Hoje penso que é mais valia pois entendo vários estilos por dentro e não superficialmente... "Bateristicamente falando": Max Roach, Keith Moon, Jim Keltner, Sonny Murray, Joey Baron, Matt cameron, Nenê, Jack De Johnette, John Bonham, Roy Haynes, Robertinho Silva, Philly Joe Jones, Dave Grohl, Márcio Baia, Han Bennink, Dave Lombardo, Elvin Jones. Entre outros...

O que anda a ouvir actualmente? Compra discos? Lembra-se dos últimos que comprou?
Comprei recentemente "Gone, just like a train" do Bill Frisell, já tem uns anos mas é incrível, e um pouco mais antigo o cd "Animals" dos Pink Floyd que tinha em LP .Ganhei o "Canções e Fugas" do Mário Laginha que sou fã e amigo.

Para além de notável instrumentista, o Alexandre Frazão já deu provas de ser um inspirado compositor… Está nos seus horizontes desenvolver mais essa sua faceta de compositor?
Agradeço o elogio, não sou compositor, faço uns temas que ouço na minha cabeça e tento passar para o universo dos TGB com o virtuosismo da tuba e a criatividade da guitarra em mente... Mesmo que saiam baladas !

Como está o trabalho com os TGB? Penso que esteja na forja o sucessor do aclamado "TubaGuitarra&Bateria"… Como é o processo criativo no seio dos TGB?
Temos feito bons concertos com boas criticas, agora com imagens de filmes feitos por nós ou que tenham a ver com o universo da música. Vamos gravar no próximo verão. Há novos temas meus e do Mário Delgado. Todos contribuímos nos arranjos, mas penso que os outros dois não se chateiam que eu diga que sou o "filtro" do grupo na espécie ideológica e última palavra...

Ao longo da sua actividade tem demonstrado uma enorme versatilidade, tocando com músicos oriundos de diversos estilos musicais, da música tradicional portuguesa ao pop-rock, e ao hard-rock (é membro de uma banda de tributo aos Led Zeppelin, os Led On)…. Em que medida esta mistura de sonoridades contribui para a sua evolução enquanto músico? É salutar?
Como disse sou eclético por opção e por gosto, tenho prazer em tocar rock, jazz ou gravar música pop, não Há música fácil, todas têm o seu grau de dificuldade, já vi muito baterista de jazz com pedigree não conseguir gravar ou tocar música dita mais "básica" ... Não faço coisas por dinheiro e outras por prazer, faço o que sei pelos dois motivos ao mesmo tempo. Tenho sorte de gostarem como toco e sou fiel a minha veia artística e meu estilo que tento aprimorar o mais possível.

Em sua opinião como está o actual panorama do jazz em Portugal?
Muito melhor do que a dez anos, mais músicos e melhores, o nível é internacional em muitos casos, gente como o Laginha ou Sassetti deviam ter reconhecimento mundial!... Tenho sorte de tocar fora de Portugal com frequência e vejo que há tanta porcaria feita em muitos festivais e que gravam para grandes editoras que me espanta...Há cá coisas muito melhores à espera de uma chance.

Como antevê a sua evolução futura?
Continuar ser o que tento ser e talvez se puder... melhorar muito mais! em todos os aspectos...


Discografia selecionada

Bernardo Sassetti Trio2 – Ascent (Clean Feed, 2005)
Afonso Pais – Terranova (Clean Feed, 2004)
Laurent Filipe – A Luz (Clean Feed, 2004)
Rodrigo Gonçalves – Tribology (Capella, 2004)
TGB – TubaGuitarra&Bateria (Clean Feed, 2004)
Bernardo Sassetti – Nocturno (Clean Feed, 2002)
Mário Delgado – Filactera (Clean Feed, 2002)
Carlos Martins – Sempre (EMI/VC, 1999)
Tim Tim por Tim Tum – Diálogos de Bateria (BMG, 1997)

Publicado por António Branco às 07:17 AM | Comentários (3)

outubro 11, 2006

TSUKI HOJE NA TREM AZUL

Tsuki

Hoje ao final da tarde (19h30) concerto na Trem Azul Jazz Store (Rua do Alecrim nº 21 A, ao Cais do Sodré, em Lisboa) com o duo Tsuki - Ricardo Costa (laptop, programações, teclados) e José Lencastre (saxofone alto, percurssão, voz). O bilhete custa € 2.

"Os Tsuki são um dos novos projectos nacionais e que se dedicam a fazer o cruzamento entre a música electrónica e o jazz oferecendo-nos paisagens planantes, doces e envolventes. Os Tsuki, absorvem as formas da improvisação, misturando instrumentos de circuit bend (desenhados e produzidos pela banda), saxofone, vozes e todo o tipo de instrumentos analógicos. "Tsuki ignora os métodos supostos e impostos pela electrónica e desmonta-os numa viagem de improvisação e de imaginário contemplativo."

Publicado por António Branco às 08:37 AM | Comentários (0)

CADÁVER ESQUISITO

Ciclo Der Gelbe Klang

Os concertos integrados no Ciclo Der Gelbe Klang - "O Som Amarelo" têm hoje (19h00; Sala Polivalentedo Museu do Chiado, Rua Serpa Pinto, 4 Lisboa) o seu epílogo, com a apresentação do projecto Cadáver Esquisito (Bruno Parrinha, Genoveva Faísca, Manuel Guimarães e António Chaparreiro.

"Colagens de elementos contraditórios e exploração das operações do inconsciente, mesmo quando o resultado foge à racionalidade e o non-sense domina. O Surrealismo finalmente transladado para a música. Músicos cubistas, Parrinha, Faísca, Guimarães e Chaparreiro procuram um sentido escondido onde este não existe, mesmo que seja um relógio a escorrer pela encosta. Os clarinetes soprano e alto de Bruno Parrinha têm os olhos do mesmo lado da cabeça, como os touros picassianos, sendo um o jazz e o outro a improvisação experimental. Genoveva Faísca é uma concretista da voz que procura espremer a universalidade da alma portuguesa, mesmo que esta tenha a forma de um grito ou de um lamento quase inaudível. O teclista Manuel Guimarães é o exemplo acabado do músico inquieto e sempre à procura de algo que possa ser “posicionista situacionista dimensionista libertário”, para utilizar os adjectivos com que um dos muitos projectos em que participa (Guímara Cenúsica) é apresentado. António Chaparreiro, o ideólogo de “A Ordem dos Contrários” (álbum quádruplo em que as mesmas gravações separadas de três guitarristas são conjugadas em três diferentes duos e um trio final, com o que é igual a metamorfosear-se em algo de diferente) gosta de armadilhar o conceito com a prática e a prática com o conceito."

Mais informações em: www.granular.fm/_/home.php.

Publicado por António Branco às 07:30 AM | Comentários (0)

outubro 10, 2006

RESCALDO DO ANGRAJAZZ 2006

Aqui ficam algumas breves notas sobre o que se viu e ouviu durante a oitava edição do Angrajazz – Festival Internacional de Jazz de Angra do Heroísmo, que decorreu entre os passados dias 4 e 7 de Outubro.

4 de Outubro
Orquestra Angrajazz (com Zé Eduardo)
Joe Lovano Ensemble

A edição deste ano do Angrajazz começou, como tem vindo a tornar-se um hábito, com a actuação da Orquestra Angrajazz, formação composta por músicos locais, sob a direcção de Claus Nymark e Pedro Moreira (desta feita ausente), que tem por hábito convidar um músico para consigo se apresentar na noite inaugural do festival. Optando por um repertório consideravelmente diferente do escolhido no ano transacto, deu mostras de estar em pleno processo de amadurecimento. Porém, dadas as sobejamente conhecidas características do convidado deste ano – o contrabaixista, compositor e professor Zé Eduardo – era legítimo esperar-se que este procurasse levar a orquestra para domínios de maior arrojo interpretativo, o que, em termos gerais, não se veio a concretizar. Nota de destaque para a revisão de “Rimas”, tema composto por Zé Eduardo a pensar no pianista catalão Tete Montoliu.

Joe Lovano
Joe Lovano (© Jorge Monjardino)

A fechar a primeira noite, um dos concertos mais aguardados de todo o festival, o do ensemble de Joe Lovano – alargado para decateto, com a inclusão não prevista do tenor George Garzone. Ao fraseado altivo e fluente de Lovano, vieram juntar-se os contributos de um conjunto de músicos de luxo, dotados de reconhecidas capacidades como improvisadores, de entre os quais se destacaram Garzone (que arrancou o melhor solo de todo o festival), Steve Slagel e Gary Smulyan. O ensemble centrou a sua prestação no recente registo discográfico “Streams Of Expression” –, do qual foram apresentados os dois primeiros movimentos da “Streams Of Expression Suite” – “Streams” e “Cool” –, com os melhores resultados a serem obtidos neste último. A grande expectativa estava, contudo, na recriação dessa obra maior da história do jazz que é “The Birth Of The Cool Suite” (“Moon Dreams” / “Move” / “Boplicity”), arranjada por Gunther Schuller. Apesar de não acrescentar nada de verdadeiramente surpreendente à versão original, estivemos perante um estimulante exercício de interacção colectiva, quase num espírito de jam sessions.

5 de Outubro
Bruce Barth Trio com Carla Cook e Vanessa Rubin

O segundo dia do Angrajazz foi dedicado em grande medida ao jazz vocal, com o trio do pianista Bruce Barth a ser acompanhado na segunda parte da noite pelas cantoras Carla Cook e Vanessa Rubin. Herdeiro da longa tradição pianística norte-americana, Barth é um músico competente e dotado, que se revela à vontade nos diversas registos, mas cuja audição, apesar de prometer, fica muitas vezes a saber a pouco. Da primeira parte, em que o trio se apresentou em formato instrumental, retiveram-se as versões de “Mood Indigo”, de Ellington, e “In The Still Of The Night”, de Cole Porter. É óbvia a cumplicidade entre os três músicos, com realce para o apurado sentido rítmico do excelente baterista que é Montez Coleman. Já na segunda parte, com o pianista a mostrar-se mais inspirado como acompanhador, Carla Cook, com a sua voz encorpada, apostou num registo influenciado pelo gospel e pelo blues (curiosa a interpretação de “So What”, de Miles). Vanessa Rubin optou por um registo mais descontraído e swingante e também por uma maior comunicação com o público. Da sua actuação, destaque para a rendição a “Never Been In Love”, de Tadd Dameron. No final, ocasião ainda para as duas cantoras interpretaram um par de temas em conjunto.

Bruce Barth
Bruce Barth (© Jorge Monjardino)

6 de Outubro
Enrico Pieranunzi (piano solo)
Enrico Rava Quintet

Na noite de sexta-feira apresentaram-se dois nomes maiores do jazz transalpino das últimas décadas: na primeira parte o pianista Enrico Pieranunzi, a solo, e na segunda o quinteto do trompetista Enrico Rava.
Pieranunzi, senhor de um pianismo pautado pelo bom gosto, sensibilidade e vincado lirismo, esteve soberbo nas baladas “Ecos Y Voces” e “Islas” e na versão inspirada do estafado standard “Stella By Starlight”. A curta prestação de Enrico Pieranunzi constituiu-se como um dos pontos altos de todo o evento.
Seguiu-se o quinteto do outro Enrico italiano, este de apelido Rava, que balançou entre temas do aclamado “Easy Living” (“Algir Dalbughi”, “Travelling Night”, “Sand”) e por temas a incluir no novo disco – cujo lançamento está previsto para Janeiro do próximo ano –, de entre os quais um intitulado “Serpent”. Nota alta para a versão do “Art Deco”, tema saído da pena inovadora de Don Cherry. Uma palavra para a cúmplice interacção entre os músicos, audível a cada momento, com realce para a prestação do sempre irrequieto Gianluca Petrella no trombone e para o baterista Roberto Gatto, verdadeiro pulmão rítmico da formação. O pianista Andrea Pozza e o jovem contrabaixista Francesco Ponticelli também estiveram em bom plano.

Erico Rava
Enrico Rava (© Jorge Monjardino)

6 de Outubro
Filipe Melo Trio
Eddie Palmieri Afro Caribbean Jazz All Stars

A derradeira noite do Angrajazz começou com o trio do jovem pianista lisboeta Filipe Melo, que, acompanhado pelo guitarrista Bruno Santos e pelo contrabaixista Bernardo Moreira, continua a buscar inspiração na grande arca da tradição jazzística. O trio rubricou uma agradável prestação, da qual sobressaíram as interpretações da delicada balada “When Lights Are Low”, de Benny Carter (a aguardar inclusão no sucessor de “Debut”) e de “Moose The Mooche”, tema retirado do imenso legado de Charlie Parker.
O festival encerrou com os sons latinos do Afro Caribbean Jazz All Stars do pianista Eddie Palmieri, numa prestação prejudicada por um exagerado volume sonoro, o qual, segundo constou, foi solicitado pelo próprio... O público presente pareceu não ter ligado muito e fez a festa. Salvaram-se o magnífico baterista Horácio “El Negro” Hernandez, uma verdadeira máquina de ritmo, e alguns apontamentos do saxofonista Donald Harrison.

A nona edição da grande festa do jazz nos Açores já tem data marcada: 4, 5 e 6 de Outubro de 2007.

(o “Improvisos Ao Sul” agradece à organização do Angrajazz a cedência das fotos aqui publicadas)

Publicado por António Branco às 05:44 PM | Comentários (0)

outubro 07, 2006

SAVINA YANNATOU HOJE NA CULTURGEST

Savina Yannatou na Culturgest
Savina Yannatou

A cantora grega Savina Yannatou apresenta esta noite no grande auditório da Culturgest o seu mais recente disco, "Sumiglia" (ECM, 2005). Virá acompanhada pelo grupo Primavera en Salonico, formado por Kostas Vomvolos (quanun, orquestração), Yannis Alexandris (oud, guitarra), Michalis Siganidis (contrabaixo), Kyriakos Gouventas (violino, viola), Kostas Thedorou (percussão) e Haris Lambrakis (nay, flautas).

"Savina Yannatou nasceu em Atenas e estudou no seu Conservatório Nacional, tirando uma pós-graduação na Guidhall School of Music and Drama em Londres. A sua carreira profissional como cantora começou ainda era estudante, com participações num famoso programa da rádio nacional grega, e foi-se desenvolvendo pelos caminhos da música e da ópera contemporâneas, da música tradicional, do jazz, da música improvisada. Com o grupo Primavera en Salonico, com quem se apresenta por todo o mundo desde 1996, oferecem, baseado em material tradicional, um som aberto, sem fronteiras ou rótulos, estendendo-se das simples canções a formas musicais contemporâneas. Insistindo nos instrumentos acústicos, metade dos quais têm a sua origem no Leste, procuram explorá-los até aos limites das suas possibilidades. Para além da sua notável capacidade interpretativa, Savina dá especial ênfase à expressão musical de cada língua, sem que isso a impeça de muitas vezes utilizar a sua voz como mais um instrumento. O concerto que vêm apresentar na Culturgest baseia-se no CD Sumiglia, editado em 2005 pela ECM, com excelente recepção pela crítica (foi, nomeadamente, distinguido com “Choc du Mois” por Le Monde de la Musique) e que também esteve na base de aclamadas digressões nos EUA e na Europa Central. Nas línguas originais, são interpretadas canções tradicionais de vários países como Grécia, Espanha, Albânia, Itália, Moldávia, Ucrânia, Arménia, Palestina, celebrando simultaneamente as diferenças entre as tradições e a base comum que as unem."

Mais informações em: www.culturgest.pt/actual/savina.html.

Publicado por António Branco às 09:00 AM | Comentários (0)

UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de hoje de "Um Toque de Jazz" - As Contas em Dia (1) - "Honors Series" (Jimmy Cobb); "Excerpt This!" (Adam Unsworth); "Echoes of Ellington" (Jean-Luc Fillon); "Bebop Bassoon" (Daniel Smith); "Honors Series" (Michael Carvin); "Continuo" (Avishai Cohen); "A Tribute to Strayhorn" (Franck Amsallem).

Amanhã será a vez de escutarmos Concertos Internacionais (2) – O trio do contrabaixista canadiano Michel Donato no Cabaret da Maison de Culture de Frontenac (Canadá) em 19 de Outubro de 2005. Uma gravação cedida pela Eurorádio.

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 23h00 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM).

Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2.

Publicado por António Branco às 08:42 AM | Comentários (0)

6º SEMINARIO PERMANENTE DE JAZZ DE PONTEVEDRA 2006-2007

Arranca hoje em Pontevedra – Galiza, o “6º Seminário Permanente de Jazz de Pontevedra” (curso 2006-2007). Este curso, que decorrerá até Junho de 2007, será orientado, tal como nos anos anteriores por Abe Rábade e Paco Charlín.

Aqui ficam algumas informações importantes sobre o “6º Seminário Permanente de Jazz de Pontevedra”:

Introdución
O Seminario Permanente de Jazz de Pontevedra leva xa seis anos sendo o referente do jazz en Galicia, traballando dous pilares básicos: a formación de futuros músicos e a dinamización deste estilo na sociedade por medio de ciclos de jazz, concertos didácticos para escolares ou na edición de traballos discográficos. Nestes seis anos, o SPJ logrou votar as súas raices en Pontevedra, expandindo a súa semente polo resto de Galicia da man dos dous músicos máis sobranceiros do jazz galego: Abe Rábade e Paco Charlín, e acercando a Pontevedra os músicos máis destacados da Península Ibérica: Perico Sambeat, Jesús Santandreu, Carlos Martín, Javier Vercher, Ramón Cardo, Toni Berenguer e Vicent Maciá (Valencia); Albert Bover, Raynald Colom, Dani Pérez, Marc Ayza, Guim G. Balasch, José Reinoso ou Llibert Fortuny (Catalunya); Victor de Diego e Pablo de Martín (Euskadi); Carlos Barretto, Zé Eduardo, Mário Barreiros, João Moreira, Filipe Melo, Nuno Ferreira, Nelson Cascais, João Silvestre, Rodrigo Goncalves, Alexandre Frazão, Sérgio Carolino, Mário Delgado, André Fernandes, Bruno Pedroso, Jesse Chandler, Bernardo Moreira, André Sousa Machado, Big Band da Nazaré, Grámio das Musicas, Zé Pedro e Joao Gumarães (Portugal); Bob Sands, Chris Kase, Doris Cales e Andy Phillips (EE.UU, Madrid); Santi Quintáns, Ramón Ángel Rey e Cuchús Pimentel (Galiza); ou incluso aos artistas máis destacados da outra beira do Océnao Atlántico, coma son os neoiorquinos Jonathan Kreisberg, Jaleel Shaw, Donald Edwards, Aruán Ortiz, Brannen Temple, John O´Gallagher, Jeff Williams e Miguel Zenón. Pero amáis disto o SPJ contou nas súas programacións cos grupos máis representativos do novo jazz galego coma Sumrrá, Pablo Castaño & Michel González Quintet, La Calle Jazz Trio, Nando Lago Quartet, Terela Gradín & Manolo Gutiérrez, Moreira-Cuacci “Cantando a Jobim” , Orquestra de Jazz do Morrazo, etc.
Na edición discográfica, o SPJ é pioneiro na edición de cd´s onde se plasme o traballo de tódolos seus alumn@s. Neste formato o SPJ conta xa con “Cruzada” (curso 2002-2003) ou “Gajaezzia” (curso 2003-2004), “JAZZ LIVE! No Principal Vol. I” (onde os alumn@s acompañan a artistas coma Carlos Martín, Joao Moreira e Carlos Barretto), “Nimbos” (curso 2004-2005), “SPJ tributo a Charlie Parker” (cum texto do prestixioso crítico de jazz Zé Duarte) e “JAZZ LIVE! No Principal Vol. II” (onde os alumn@s acompañan a artistas coma Filipe Melo, John O´Gallagher e Ramón Cardo).
Na actualidade o SPJ non soio é un curso intensivo de Outubro a Xuño, senón que é un dos dinamizadores do jazz na Galiza con ciclos coma o “Jazz no Principal” (inverno) ou o “Pontejazz” (no Festival Internacional de Jazz de Pontevedra) ou o Festival Internacional de Jazz de Cangas “Canjazz” ; ou cursos coma o “Pontejazz Workshop” e “Canjazz Workshop”.
O oxetivo principal do Seminario será dotar a tódolos músicos daqueles materiais teóricos e fundamentalmente prácticos que potenciem ó máximo a súa formación como improvisadores e intérpretes de jazz.

Contidos
Os contidos esenciais do Seminario serán de tipo práctico. Estableceránse varios grupos dunhas 7-8 persoas, conformando 6 ou máis combos completos:
Voz + instrumentos(s) solista(s) + piano + guitarra + baixo ou contrabaixo + batería
O traballo estará centrado pois no terreo da interpretación, repertorio, improvisación e ensamblaxe. Ademáis das clases de tipo teórico, traballarase a composición, harmonia, arranxos, e historia para potenciar ó máximo os coñecementos do alumnado en materia de jazz.
Empregarase todo tipo de material de apoio nas clases: transcricións de solos, análise das composicións e arranxos, audicións de audio, proxeccións de vídeo....

Organización das Clases
As clases de Combo/Interpretación/Improvisación serán os Luns, Sábados e Domingos con 6 posibilidades horarias:
Luns:
Grupo I: 11 a 13 h. Grupo II: 16 a 18 h. Grupo III: 18 a 20 h.
Sábados:
Grupo IV: 16 a 18 h. Grupo V: 18 a 20 h.
Domingos:
Grupo VI: 16 a 18 h
As clases de Harmonia/Arranxos/Composición séran os Luns e os Sábados con 2 posibilidades horarias:
Luns: Sábados
Grupo I: 13 a 14h. Grupo II: 13 a 14h.

Actividades
Concerto de Nadal nas instalacións do Teatro Principal de Pontevedra a cargo de tódalas formacións do SPJ.
Ciclo “Jazz no Principal” onde o SPJ-Group (unha selección de alumn@s acompañará a varios dos artistas máis destacados da península ibérica. Estes concertos gravaranse ao vivo e serán editados a posteriori no cd “JAZZ LIVE! No Principal Vol. III”.
“Obradoiros do SPJ” onde os alumn@s do SPJ poderán disfrutar das ensinanzas dos artistas máis destacados da península ibérica.
Concertos didácticos para escolares no Pazo da Cultura, onde os alumn@s do SPJ amosarán aos escolares galegos os segredos do jazz.
Gravación do doble CD de alumn@s do SPJ (curso (2006-2007) no que participarán todos sen excepción e que será editado posteriormente.
Concerto Fin de Curso nas instalacións do Teatro Principal de Pontevedra a cargo de tódalas formacións do SPJ.
Descontos especiais para os alumn@s do SPJ no “Pontejazz Workshop” e no “Canjazz Workshop”, onde terán a oportunidade de recibir as ensinanzas de varios dos musicos máis destacados do jazz actual.
Participación do SPJ-Group acompañado a un artista convidado tanto no Festival Internacional de Jazz de Pontevedra coma no Festival Internacional de Jazz de Cangas.
Participación dos alumn@s do SPJ no “Tavira en Jazz 2007” cos mestres máis destacados de Nova Iorque, e desfrutando dunha beca do SPJ.
Participación en outros festivais, intercambios con outras escolas da península, becas no extranxeiro, gravación de proxectos discográficos, etc.

Lugar
Locais do SPJ, Alfonso XIII, 7 1º andar, Pontevedra

Duración
Tódolos Luns, Sábados e Domingos lectivos dende o 7 de Outubro 2006 a Xunho 2007.
Ao final do curso entregarase un diploma acreditativo a tódolos alumn@s, certificando a asistencia e o número de horas lectivas.

Matrícula
O custo das actividades do Seminario Permanente de Jazz, (clases de Combo/Interpretación/Improvisación, Harmonia/Arranxos/Composición, Master Classes, Gravación do CD, etc.) é de 700 €. Esta matrícula poderase dividir en dous prazos, un de 400 euros a pagar no prazo de inscripción, e outro de 300 euros a ingresar antes do 1 de decembro. (O SPJ non devolverá o importe da inscrición baixo ningún concepto)

Ingresar a cuota ou dous pagos fraccionados na conta de Caixagalicia n.º 2091 0500 18 3040467259.

Prazo de inscrición
Antes do 5 de Outubro

Mais informações sobre o “6º Seminario Permanente de Jazz de Pontevedra 2006-2007” em www.pontejazz.org, através do e-mail pontejazz@pontejazz.org ou do telefone +34 679 4541 66.

Publicado por António Branco às 08:18 AM | Comentários (0)

outubro 06, 2006

1000 CAPAS DE JAZZ NA TASCHEN

Segundo noticia a revista Blitz na sua edição de Outubro, o português Joaquim Paulo – radialista e coleccionador de vinil – irá em breve editar o livro “1000 Jazz Record Covers”, pela prestigiada editora Taschen. O livro, que reproduzirá capas de 1000 discos de jazz considerados importantes pelo seu valor histórico e artístico, será editado em todo o mundo, e estará disponível em quatro línguas: inglês, francês, alemão e japonês.

Segundo declarações do autor à publicação referida, “como coleccionador de jazz em vinil, juntar um punhado de discos raros, historicamente importantes, e mostrar as capas num livro, era um sonho” (Blitz, Out. 06).

Na preparação do livro, Paulo deslocou-se a Nova Iorque para falar com personalidades importantes do meio editorial do jazz, como Michael Cuscuna, Creed Taylor e o lendário engenheiro de som Rudy Van Gelder, entre outros.

Para além da reprodução das capas dos discos, o livro conterá igualmente entrevistas a Fred Cohen (proprietário da Jazz Record Center), Ashley Kahn (autor, entre outros livros, do recente “The House That Trabe Built – The Story Of Impulse! ”, Bob Ciano (designer da CTI) e Gilles Peterson (o “cérebro” da Talkin´ Loud).

O livro “1000 Jazz Record Covers”, com cerca de 750 páginas, deverá ser colocado à venda em Fevereiro de 2007.

Publicado por António Branco às 08:30 AM | Comentários (0)

outubro 04, 2006

3 PIANOS, 3 CONCERTOS

3 Pianos

Mário Laginha, Bernardo Sassetti, Pedro Burmester. 3 pianos. 3 concertos. Hoje e amanhã (Centro Cultural de Belém, 21h00) e sábado (Europarque, 22h00).

Publicado por António Branco às 10:18 AM | Comentários (0)

ENCONTROS DE MÚSICA EXPERIMENTAL 06

Encontros de Música Experimental (Palmela) 2006

Começa hoje a edição de 2006 dos Encontros de Música Experimental (EME), em Palmela (Igreja de Santiago, Castelo), sob a direcção artística de Vítor Joaquim.

Prologando-se até sábado, os EME´06 apresentam um interessante naipe de projectos na área das novas linguagens e da experimentação musical, em diferentes vertentes. O destaque maior da edição deste ano vai para a participação de Murcof e dos alemães Oval.

Eis o programa completo dos EME´06:

4 de Outubro (quarta-feira)
Micro Audio Waves (Portugal)
Harald Sack Ziegler (Alemanha)

5 de Outubro (quinta-feira)
Húmus (Portugal)
Murcof (México)

6 de Outubro (sexta-feira)
One Might Add (Portugal)
Oval (Alemanha)

7 de Outubro (sábado)
Collen (Reino Unido)
Naja Orchestra + Collen (Portugal/Reino Unido)

Paralelamente à música estarão patentes instalações de Paulo Mendes, António J. Gonçalves, Edgar Santinhos, Hugo Garcia Louro e Vítor Joaquim.

Mais informações em: www.emefestival.org.

Publicado por António Branco às 09:24 AM | Comentários (1)

ANGRAJAZZ 2006 ARRANCA HOJE

Angra Jazz 2006

Começa hoje o Angrajazz 2006 - 8º Festival Internacional de Jazz de Angra do Heroísmo, que decorrerá até sábado no Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo.

Eis o programa completo do Angra Jazz 2006:

4 de Outubro (quarta-feira, Grande Auditório)

21h30
Orquestra Angrajazz com Zé Eduardo (dir. Pedro Moreira e Claus Nymark)
"Formada por músicos residentes na ilha Terceira, provenientes de várias filarmónicas, orquestras ligeiras e também do Conservatório Regional, a Orquestra Angrajazz surgiu como corolário das acções de formação levadas a efeito nas três primeiras edições do Festival Internacional de Jazz de Angra do Heroismo. A sua direcção musical e formação estão a cargo dos professores e maestros Pedro Moreira e Claus Nymark. A orquestra reuniu-se pela primeira vez em Julho de 2002, tendo feito o seu concerto inaugural no 4.º Angrajazz (2002). Participou no ciclo comemorativa da abertura do Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroismo, nas celebrações do 10 de Junho de 2003, no Festival de Jazz do Funchal em 2003. Desde 2003 tem participado nas várias edições das Festas Sanjoaninas, assim como nas Festas da Praia da Vitória. Em 2005 foi a banda convidada para fazer o encerramento do Festival de Filarmónicas da Calheta, Ilha de S. Jorge. Marcou também presença nas várias edições do Angrajazz. Nas edições de 2004 e 2005 teve como convidados especiais a cantora Paula Oliveira e o pianista Mário Laginha, respectivamente. Em Maio último lançou o seu primeiro CD, intitulado “Orquestra Angrajazz com Paula Oliveira”. Apresenta-se este ano no 8º Angrajazz de novo com um convidado, desta feita o incontornável contrabaixista português Zé Eduardo."

23h30
Joe Lovano Noneto
Joe Lovano (saxofone tenor), Ralph Lalama (saxofone tenor), Steve Slagle (saxofone alto), Gary Smulyan(saxofone baritono), Barry Ries (trompete), Larry Farrel (trombone), James Weidman (piano), Dennis Irwin (contrabaixo) e Otis Brown III (bateria).

"Nascido no Ohio em 1952, o saxofonista tenor Joe Lovano é sem dúvida um dos maiores da sua geração. Filho de um saxofonista relativamente importante na sua terra que era amigo de infância de Tadd Dameron, entre outros, aos 22 anos Joe foi contratado por Lonnie Smith com quem tocou e gravou, assim como com George Benson. Tem uma carreira brilhante participando em várias grandes orquestras e conjuntos famosos, para além de constituir os seus próprios grupos, com configurações variadas, sempre com enorme sucesso. Foi várias vezes eleito o músico de jazz do ano e o melhor saxofonista tenor. Com uma sonoridade dura e seca, cujos contornos por vezes se amaciam e desfiam nos graves, um lirismo caloroso e uma invenção melódica inesgotável, mas sobretudo uma energia que flui sem frenesim nem violência, desenvolve magistralmente o melhor das diversas tradições saxofonísticas."

5 de Outubro (quinta-feira, Grande Auditório)

21h30
Bruce Barth Trio com Vanessa Rubin e Carla Cook
Vanessa Rubin (voz), Carla Cook (voz), Bruce Barth (pano), Doug Weiss (contrabaixo) e Montez Coleman (bateria)

"O pianista-compositor Bruce Barth nasceu em Passadena, em 1958. Cresceu em Nova Iorque, desde cedo envolvendo-se no mundo da música pois a mãe era pianista clássica. Começou a estudar piano com 5 anos, vindo a terminar o Curso Superior no Conservatório da Nova Inglaterra, no final dos anos 70. Depois de se interessar mais profundamente pelo jazz, teve oportunidade de se especializar com Jaki Byard e George Russell (entre 1982 e 1984). Fez parte da Orquestra de George Russell e dos grupos de Nat Adderley, Vincent Herring, Stanley Turrentine e Terence Blanchard. Tem tocado um pouco por todo o mundo, apresentando-se na Europa – já tocou duas ou três vezes no nosso país – Japão, Coreia e África. Gravou com todos os músicos atrás referidos, além de Steve Wilson e Randy Johnston. Em 1992, participou no filme "Malcolm X".Desde meados da década de 90, exerce actividade pedagógica nas Universidades de Brooklyn e de Filadélfia. Cleveland, Ohio e, em 1982 mudou-se para Nova Iorque onde estudou com Barry Harris e Frank Foster no Jazz Cultural Theater. Rapidamente obteve contratos com músicos famosos como Kenny Barron, George Coleman, Pharoah Sanders, e as orquestras de Lionel Hampton e de Mercer Ellington, entre outros."

6 de Outubro (sexta-feira, Grande Auditório)

21h30
Enrico Pieranunzi "Piano Solo"
Enrico Pieranunzi (piano)

"O pianista e compositor Enrico Pieranunzi nasceu em Roma em 1949, tendo-se dedicado ao piano desde muito cedo. Em 1974 já co-dirige uma grande orquestra e constitui o seu primeiro quarteto, gravando e participando no famoso Festival de Jazz de Umbria no ano seguinte. A partir dos anos 80 acompanha grandes músicos como Chet Baker, Jim Hall, Lee Konitz, Charlie Haden ou Johnny Griffin, mantendo o seu trio italiano e formando o seu trio «internacional» com Marc Johnson e Joey Baron ou Paul Motian, com que ainda continua a tocar e a gravar. Em 2005 gravou o álbum Duologues em duo com Jim Hall. Pieranunzi domina todos os aspectos do piano, desenvolvendo uma linguagem pessoal, embora se possam encontrar nela certas influências de Bill Evans. Tem centenas de composições, tendo mesmo algumas tornado-se verdadeiros standards internacionais, como por exemplo, “Night Bird”, gravada por Chet Baker e tocada por muitos outros."

23h30
Enrico Rava Quinteto
Enrico Rava (trompete), Gianluca Petrella (trombone), Andrea Pozza (piano), Francesco Ponticelli (contrabaixo) e
Roberto Gatto (bateria).

"O trompetista e compositor italiano Enriço Rava nasceu em Trieste em 1939. Começa a tocar com o baterista Franco Mondini e o pianista Maurizio Lama e logo a seguir é contratado por Giorgio Buratti e depois fica seis meses com Gato Barbieri. Toca com Don Cherry, Steve Lacy e Mal Waldron. Vai no grupo de Lacy à Inglaterra e Itália e depois Argentina, onde fica bastante tempo antes de se mudar para Nova Iorque onde entra em contacto com a vanguarda free, nomeadamente com Roswell Rudd, Rashid Ali, Cecil Taylor e Carla Bley. Em 1968 volta para Itália onde dá concertos com diversos músicos italianos, no ano seguinte regressa a Nova Iorque onde fica até 1977 tocando com inúmeros músicos famosos. Posteriormente instala-se na Europa passando a tocar com muitos músicos italianos, franceses e escandinavos, quer nos seus próprios grupos quer em diversas colaborações. Inscrito primeiramente de modo muito deliberado no movimento free, a sua arte vai-se libertando progressivamente, verificando-se cada vez mais um gosto pronunciado pelo swing e por um lirismo e suavidade, certamente ligados às suas origens."

7 de Outubro (sábado, Grande Auditório)

21h30
Filipe Melo Trio
Filipe Melo (piano), Bruno Santos (guitarra) e Bernardo Moreira (contrabaixo).

"Influenciado pelo estilo de Óscar Peterson, Bobby Timmons e Mulgrew Miller, o pianista Filipe Melo iniciou a sua formação na Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal (HCP), com Mário Laginha, Carlo Morena e Rodrigo Gonçalves, e participa em workshops com Bruce Barth, Phil Markowitz e David Liebman, entre outros. Estuda depois no Berklee College of Music em Boston, tendo como professores Joanne Brackeen, Ray Santisi e Kevin Mahogany. Tem, ainda, aulas com Benny Green e Monty Alexander. Em Agosto de 2000 forma o seu trio, o qual tem tocado em muitos locais e festivais em Portugal. Por outro lado tem acompanhado músicos como Jesus Santandreu, Darren Barrett, Stratos Vougas, irmãos Moreira, Carlos Martins, Jacinta, entre outros. Em 2003 ganhou o prémio “Músico Revelação” do site jazzportugal.net e o prémio “Luiz Villas-Boas” da Câmara Municipal de Cascais. É professor de Piano e Combo na Escola do Hot, onde é coordenador do departamento de piano, e no Conservatório do Funchal. "

23h30
Eddie Palmieri Afro Caribbean Jazz All Stars
Eddie Palmieri (piano), Joe Santiago (contrabaixo), Craig Handy (saxofone), Brian Lynch (trompete), Conrad Herwig (trombone), Giovanni Hidalgo (percussão) e Horacio Hernandez (bateria).

"Descendente de porto-riquenhos, o pianista, compositor e chefe de orquestra Eddie Palmieri nasceu em Nova Iorque em 1936. Entre os vários tipos da música latina típica, Palmieri fez uma aproximação muito pessoal a este género, caracterizada por uma livre improvisação e experimentação. Começou por tocar em grupos latinos no Bronx e tornou-se profissional em 1955 na orquestra de Johnny Segul, passou por vários grupos até constituir a sua primeira banda La Perfecta em 1961. A partir daí nunca mais deixou de ter os seus próprios grupos.
As suas influências incluem vários músicos cubanos dos anos 40 mas também alguns dos maiores pianistas de jazz, como Art Tatum, Bill Evans, Bud Powell, Horace Silver, McCoy Tyner e Herbie Hancock e o grande Miles Davis.
Foi premiado com cinco Grammies.
"

Como actividades paralelas nos dias do Festival, no Átrio Principal, haverá a habitual venda de artigos Angrajazz, uma Feira do Disco com a presença das distribuidoras Trem Azul e Discantus e ainda uma exposição colectiva de pintura subordinada ao tema “Jazz”, com a colaboração da Oficina d’Angra, patente até dia 12 de Outubro.

Informações completas sobre o Angrajazz 2006 disponível em: www.angrajazz.com (donde foram retirados os textos acima).

Publicado por António Branco às 07:18 AM | Comentários (0)

outubro 03, 2006

JAZZ´IN TONDELA 2006

Jazz´In Tondela 2006

O jazz regressa a Tondela com a edição 2006 do Jazz´In Tondela, que se realiza entre amanhã e sábado, no espaço Novo Ciclo ACERT. A organização esta a cargo da ACERT (Associação Cultural e Recreativa de Tondela).

O texto promocional reza que "Num ano que marca os 30 anos de actividade da ACERT, esta edição do Jazzin’Tondela complementa todo um conjunto de realizações — Festivais, novos espectáculos e a programação pluridisciplinar do Novo Ciclo ACERT. Procura-se festejar um aniversário sem pompa cerimoniosa, mais consonante com a naturalidade como se viveram três décadas de festa colectiva. Desejámos que os 30 anos fossem o prolongamento afectivo de uma relação duradoura entre criadores e público, de forma a restituir autenticidade a um percurso de cumplicidades permanentes. É a primeira vez que este Festival troca o advento do calor dos primeiros dias de Junho pela melancolia que as noites chuvosas de Outono despertam. Não se trata de uma mudança definitiva, mas antes um ajuste de calendário provocado pela intensa actividade da equipa da ACERT na criação de novos espectáculos, na itinerância e na promoção das grandes realizações."

O cartaz do Jazz´In Tondela 2006 é o seguinte:.

4 de Outubro (quarta-feira)
Ester Andújar Group + Ximo Tebar “Celebrating Cole Porter”
Ficções

5 de Outubro (quinta-feira)
Westbrook Trio
Carlos Bica "Single"

6 de Outubro (sexta-feira)
Floros Floridis Trio
Ruben Alves Trio

7 de Outubro (sábado)
Drumming
Carlos Peninha Quarteto

Como actividades paralelas, haverá uma exposição de Kate Westbrook "Recent Paintings", que estará patenta no restaurante do Novo Ciclo ACERT, entre 4 a 28 de Outubro. A exposição colectiva "Out of School/School Out 2", em colaboração com a galeria arthobler.com, será visitável na Galeria do Novo Ciclo ACERT, de 4 de Outubro a 14 de Novembro.

Mais informações em: www.acert.pt/jazzintondela2006/index.html.

Publicado por António Branco às 07:48 AM | Comentários (1)

outubro 02, 2006

JAZZ.PT OUT/NOV06 À VENDA

Jazz.pt #8 (Out/Nov 06)

Já está disponível o n.º 8 (Outubro/Novembro 06) da revista Jazz.pt, a única revista portuguesa de jazz.

A jazz.pt é propriedade do JACC - Jazz Ao Centro Clube. O seu Director é Pedro Rocha Santos. O Editor é Rui Eduardo Paes e o responsável pelo grafismo, Rui Garrido. O preço de capa da revista é de € 5,00.

Eis o sumário da Jazz.pt #8:

NOTÍCIAS
JAZZ BRIDGES
ESTANTE DO MIGUEL
CIBER JAZZ
PERFIL
Laurent Filipe
PREVIEW
Guimarães Jazz
Angra Jazz
REPORTS
Jazz em Agosto
Jazz na Relva
Lagos Jazz
ENTREVISTAS
Peter Brotzmann
Rafael Toral
FORWARD
A Sul de Nenhum Norte
REWIND
ESP: Liberdade Escolhida
33 1/3 RPM
John / Alice Coltrane: Infinity
CDs
Ponto de Escuta
30+

Em Beja, a jazz.pt pode ser encontrada na sede da G Produções Culturais, na Rua Tenente Valadim, 22 e 24.

Pode igualmente efectuar a assinatura da revista enviando um e-mail para: assinaturas@jacc.pt.

O site da revista pode ser visitado em www.jazzpontopt.com.

Publicado por António Branco às 07:17 AM | Comentários (0)

outubro 01, 2006

SUITES DE JAZZ DE SCHOSTAKOVICH HOJE NO CCB

Dmitri Shistakovich
Dmitri Shostakovich

No âmbito das comemorações do centenário do nascimento do compositor, Dmitri Schostakovich a Orquestra Metropolitana de Lisboa junta-se à Big Band do Hot Clube de Portugal, sob a direcção de Pedro Moreira, esta tarde (19h00, grande auditório do Centro Cultural de Belém)para a interpretação das Suites de Jazz n.º 1 e n.º 2 de Dmitri Schostakovich, entre outras obras de autores como Ellington, Hermann, Bernstein, Milhaud e Stravisnky.

Publicado por António Branco às 01:28 PM | Comentários (0)