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março 31, 20064ª FESTA DO JAZZ DO SÃO LUIZA quarta edição Festa do Jazz do São Luiz arranca hoje, prolongando-se até domingo. Trata-se de um evento que assume contornos particulares, ao juntar, durante 3 dias, alunos de escolas de música a músicos profissionais. Na edição deste ano regista-se igualmente a participação de um convidado estrangeiro de renome, o saxofonista David Binney. Também este ano, os diversos combos provenientes das diversas escolas apresentar-se-ão ao vivo no Jardim de Inverno, nos dias 1 e 2 de Abril, entre as 14h00 e as 19h00. Mais uma vez, o Ensemble Festa do Jazz interpretará – em estreia - 5 obras encomendadas a outros tantos compositores portugueses da área do jazz, a saber: Andreia Pinto Correia, Nelson Cascais, Mário Laginha, Tomás Pimentel e Afonso Pais. Aqui fica o programa da 4ª Festa do Jazz do São Luiz (Sala Principal): 31 de Março (sexta-feira) 21h30 23h00 00h00 1 de Abril (sábado) 14h00 / 17h00 / 20h00 17h00 18h00 19h00 20h00 21h30 23h00 00h00 2 de Abril (domingo) 14h00 / 17h00 / 20h00 17h00 18h00 19h00 20h00 21h30 23h00 00h00 À semelhança do que aconteceu em anteriores edições, um júri composto por 3 especialistas (Manuel Jorge Veloso, Rui Neves e José Nogueira) elegerá, de entre as escolas participantes, o Melhor Combo, o Melhor Instrumentista e os Prémios Revelação. As escolas participantes são as que se seguem: - Escola Moderna de Jazz Almada (Seixal) Habituais neste evento são as master classes, sobretudo destinadas aos alunos das escolas de música participantes. Este ano, os docentes serão Bernardo Sassetti (1 de Abril, piano) e David Binney (2 de Abril, saxofone). No âmbito da Festa do Jazz haverá também a habitual feira do disco e uma mostra de instrumentos musicais. |
UM TOQUE DE JAZZNa emissão de amanhã de "Um Toque de Jazz" tem início um conjunto de emissões subordinadas ao tema "Charlie Mingus – Um livre pensador do jazz moderno (1) – Os 50 anos das gravações completas em estúdio para a Atlantic (1956-1961)". No domingo será a vez de escutarmos Concertos Europeus (1) – A cantora italiana Roberta Gambarini com Roy Hargrove (trompete), Slide Hampton (trombone), Johnny Griffin (sax-tenor), Eric Gunnison (piano) e Willie Jones III (bateria), no Festival de Jazz de Salzau (Alemanha) em 3 de Julho de 2004. Uma gravação cedida pela Eurorádio. "Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 14h00 e as 15h00 na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM). Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2 |
março 30, 2006JAZZ NO FEMININO - UMA NOITE COM ELLAProssegue esta noite, pelas 21h30, o Ciclo "Jazz no Feminino" que decorre até sábado no Pax Julia - Teatro Municipal, com a apresentação pela companhia Lisboa Ballet Contemporâneo do espectáculo “Uma Noite com Ella”, uma homenagam a Ella Fitzgerald. A propósito deste espectáculo, o coreógrafo Benvindo Fonseca refere: "Porque me devolve a minha infância (5/6 anos) no Niassa e as tardes em que o meu pai insistia em pôr música para toda a família. Billy Holliday, Sarah Vough, Ella Fitzgerald, Louis Armstrong e Nat King Cole costumavam envolver-nos aos domingos e feriados, e eu elegia espontaneamente Nat King Cole, cuja música era mais melodiosa para os meus ouvidos de criança - as outras grandes vozes pareciam-me ainda como que fora de rotação nos discos de vinil. O meu pai persistia, eu crescia, e fui aprendendo a ouvir e amar Ella. A sua voz de anjo ainda me transporta para esse mundo de Amor que é tão inspirador quanto mágico." Ficha técnica: A não perder, esta noite, no Pax Julia. |
LOPES & FAUSTINO NA TREM AZULAo fim da tarde (19h30) na Trem Azul Jazz Store, concerto com Luís Lopes (guitarra) e Rui Faustino (bateria). As entradas custam € 2. |
março 29, 2006DOWNBEAT ABR06
Na capa da edição de Abril da revista norte-americana “Downbeat”, que acaba de me chegar às mãos, surge o pianista Ramsey Lewis, agora também apresentador do programa “Legends Of Jazz”, que irá para o ar em dezenas de estações da rede PBS a partir de inícios do próximo mês. Eis o regresso, quarenta anos depois, de um programa semanal dedicado ao jazz na TV norte-americana… O primeiro episódio intitula-se “The Golden Horns” e conta com as participações de trompetistas de várias gerações, como Clark Terry, Roy Hargrove e o novo hype Chris Botti. Na secção “The Beat” pode ler-se uma interessante entrevista com o histórico saxofonista Sonny Rollins, realizada pelo também veterano crítico e produtor Ira Gitler, durante a reunião anual da International Association for Jazz Education, que teve lugar no passado dia 12 de Janeiro, em Nova Iorque. Sobre a sua convivência com Charlie Parker, Rollins recorda: “Charlie Parker was my idol. He had been using drugs, and knew that his disciples, like myself, had been using drugs because of him. There were some accidents that happened on that record date [as famosas sessões de gravação com Charlie Parker, Miles Davis e Percy Heath, em 1953] where I was fortunate to and blessed to play with him, and I lied to him. I told him I was straight and coll. Actualy, I wasn´t” . Muito interessante é o artigo “Keys To The Future”, que reúne pianistas: Frank Kimbrough, Marc Cary, Jean-Michel Pilc e Jason Lindnerque fala sobre o seu mais recente disco – “Time Lines”. Os quarto debatem a função que o piano desempenha na sua música e no jazz actual. Em “Rare Notes” é discutido o real papel que o trompetista Wynton Marsalis, que se encontra a comemorar os 25 anos de carreira, tem desempenhado no jazz actual, em particular nas correntes de feição mais conservadora e tradicionalista. Em “Vinyl Freak” recupera-se o disco “The Mad-Hatters At Midnight” (20th Century Fox, 1964), pelos The Mad-Hatters . É feita referência ao desaparecimento, no passado mês de Dezembro, do guitarrista britânico Derek Bailey, verdadeiro revolucionário na exploração das potencialidades sónicas da guitarra e uma das figuras de proa da música improvisada europeia das últimas quatro décadas. Outra figura que nos deixou foi Bob Weinstock, fundador da editora Prestige. Na secção “Players” podemos encontrar textos sobre o trompetista Rob Mazurek (“Abstract Journeyman”), os guitarristas Joel Harrison (“Remembering Beatle George”) e Ben Lapidus (“New Latin Jewish Swing”), e ainda sobre o saxofonista Woody Witt (“Texas Warmth”). O pianista Mose Allison, nome que inspirou dezenas de músicos, está na secção “Backstage With…”. Na “Hot Box” deste mês estão em destaque “Solo”, do pianista cubano Gonzalo Rubalcaba, “My Flame Burns Blue”, de Elvis Costello and the Metropole Orkest, “Asking No Permission”, do Omar Avital Group e “Quartet”, de Larry Goldings. Outros discos a merecer atenção na secção “Reviews” deste mês são “Garden Of Eden” da Paul Motian Band, “Free Association”, da dupla constituída pelo guitarrista Jim Hall e pelo pianistaGeoffrey Keezer, “Underground Memoirs”, disco a solo do pianista Cedar Walton, “Indigo 4”, do trombonista italiano Gianluca Petrella e ainda “Rhapsody In Blue”, de Michel Camilo. “Let´s Get To The Nitty Gritty”, a recente autobiografia de Horace Silver, recentemente publicada pela University Of California Press, é apresentada na secção “Books”. A secção “Woodshed” é preenchida com a versão para big band de “Good Morning Anya, tema escrito pelo baixista Jaco Pastorius para ser incluído em 1982, no disco “Holiday For Pans”, que acabaria por nunca ser editado. A edição deste mês inclui o caderno especial “Swingin´Into Summer – Downbeat´s Jazz Camp Guide”, com um vasto leque de propostas para locais de estudo e aperfeiçoamento musical. O habitual “Blindfold Test”é este mês com Chico Hamilton. O veterano baterista teve de adivinhar, entre outros, os sons de Roy haynes, Baby Dodds, Chick Webb e Tony Williams. Este número completa-se com as secções habituais: “First Take”, “Chords & Dischords”, “Thinhs To Come”, “The Archives” e “Caught”. |
março 28, 2006VARIABLE GEOMETRY ORCHESTRAVia Edurado Chagas tomei conhecimento que a promissora Variable Geometry Orchestra se vai apresentar no próximo sábado, dia 1 de Abril, pelas 23h00, no âmbito das Mass_Free_Ensemble Sessions, sob a direcção de Ernesto Rodrigues, na Galeria ZDB (Rua da Barroca, 59, ao Bairro Alto, em Lisboa). A Variable Geometry Orchestra é constituída por: Ernesto Rodrigues (violino, viola, direcção), Pedro Costa (violino), Guilherme Rodrigues (violoncelo), Hernâni Faustino (contrabaixo), David Rodrigues (harpa), Sei Miguel (pocket trumpet), Eduardo Chagas (trombone), Eduardo Lála (trombone), Bruno Parrinha (clarinete, clarinete alto), Miguel Bernardo (clarinete), Jorge Lampreia (flauta, saxofone soprano), Nuno Torres (saxofone alto), Rui Horta Santos (saxofone tenor), Helena Ornellas (saxofone alto), Rodrigo Amado (saxofone barítono), Luís Lopes (guitarra eléctrica), Ivan Cabral (didgeridoo), Jorge Trindade (tapes), Adriana Sá (harpa brasileirra, electrónica), Carlos Santos (electrónica), Rafael Toral (electrónica), Miguel Martins (melódica, xilofone, percussão), César Burago (percussão), Monsieur Trinité (percussão) e José Oliveira (bateria e guitarra aústica). Daqui retirei também este texto de apresentação: "A música produzida pela VARIABLE GEOMETRY ORCHESTRA resulta do jogo do material acústico versus o electrónico, numa contínua busca de pequenos detalhes e significados - o som rompe do silêncio para nele voltar a mergulhar. Com esta organização formal do caos, tenta-se aplicar novos conceitos de indeterminação e composição instantânea, através da erupção assimetricamente alternada de momentos de som e silêncio (ausência de som identificável) com predominância para estes últimos, seja pela emissão de sons de características subliminares e psico-acústicas, seja pela completa ausência de sons, permitindo assim aos músicos recuperar o seu ritmo natural de respiração e sentido aleatório de pulsação, bem como escutar toda a espécie de acontecimentos sonoros que estejam a ocorrer nesse preciso momento no espaço envolvente, ou então simplesmente escutar o que outro músico tenha começado, entretanto, a fazer, sem a preocupação de responder imediatamente e assim encher de forma inútil o espaço sonoro". |
NOVIDADES MOSAICA Mosaic Records, conhecida pelas suas sumptuosas edições, prepara o lançamento de um conjunto de cd´s em formato simples, o que acontece pela primeira vez na sua história. De entre os discos a lançar brevemente, geram em mim especial expectativa "The Cosmic Scene", de Duke Ellington - de 1958, editado por alturas do lançamento do primeiro satélite norte-americano - e "Of Course, Of Course", de Charles Lloyd. A lista completa das novidades é a que se segue: Duke Ellington - "The Cosmic Scene" Bud Freeman - "Chicago/ Austin High School" Al Cohn/Perkins/Kamuca - "The Brothers" JJ Johnson - "J.J." Art Blakey - "Hard Bop" Charles Lloyd - "Of Course, Of Course" Mais informações sobre estes discos estão diponíveis em www.mosaicrecords.com. |
março 27, 2006A LUZ DE RASun Ra: "The light of the future casts the shadows of tomorrow". |
março 24, 2006JAZZ NO FEMININO EM BEJAArranca amanhã em Beja o Ciclo "Jazz no Feminino", que se prolongará até ao próximo dia 1 de Abril (2005). O ponto alto do dia de amanhã será o concerto de Paula Oliveira e Bernardo Moreira, no qual apresentarão ao vivo "Lisboa que Adormece", disco que constitui uma incursão pelo universo da chamada «música ligeira» do período compreendido entre 1971 e 1976. "E Depois do Adeus", "Maria, Vida Fria", "Cavalo À Solta" e "No Teu Poema", manipuladas à luz da linguagem do jazz, são apenas algumas das canções que certamente escutaremos na ocasião. Dona de uma voz requintada e com uma carreira sólida, Paula Oliveira é sobretudo conhecida do grande público pela sua participação como professora de canto no concurso televisivo Operação Triunfo. A propósito deste disco o conhecido crítico e divulgador Manuel Jorge Veloso disse: "Não deixa de ser significativo que Lisboa nos surja logo evocada no título deste disco tão belo, onde tudo nos soa tão português. Como que querendo dizer-nos da certeza – e não já da possibilidade – da existência de um jazz nosso, com uma identidade própria". À tarde, pelas 16h00 terá lugar o colóquio “O Papel das Mulheres na História do Jazz – algumas considerações"que também contará com a presença de Paula Oliveira. Haverá igualmente uma Feira do CD e DVD em colaboração com a editora Trem Azul, uma Exposição Fotográfica de João Henriques e ainda uma Exposição/ venda e prova de vinhos da região. |
UM TOQUE DE JAZZNa emissão de amanhã de "Um Toque de Jazz" um conjunto de reedições especiais - a Rudy Van Gelder Edition (Blue Note): "Down With It!" (Blue Mitchell); "Reach Out!" (Hank Mobley); "The Sounds of Jimmy Smith" (Jimmy Smith); "Let Me Tell You ‘Bout It" (Leo Parker); "Turning Point" (Lonnie Smith); "That’s Where It’s At" (Stanley Turrentine). No domingo será a vez de escutarmos a Big Band de Oliver Nelson no Clube Marty’s on The Hill (Los Angeles), em 3 e 4 de Junho de 1967. "Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 14h00 e as 15h00 na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM). Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2 |
PROGRAMAÇÃO BE JAZZ CAFÉ ABRIL06Hoje no Be Jazz Café (Barreiro), pelas 23h00, concerto com o trio de André Fernandes (guitarra), Bernardo Moreira (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria). Aqui fica a programação para o próximo mês de Abril: 21 de Abril Jam sessions todas as quintas e sábados. O Be Jazz Café (edifício da Escola de Jazz do Barreiro, Rua Salvador Correia de Sá, nº 6 - Barreiro) está aberto de quarta-feira a domingo, das 21h30 às 02h. |
março 23, 2006JAZZ NO PRINCIPAL 2006No próximo sábado, 25 de Março, às 21h30, concerto final do Jazz no Principal 2006, com a apresentação no Teatro Principal de Pontevedra, RAMÓN CARDO & SPJ-Group, com Ramón Cardo (sax tenor), Javier Pereiro (trompete), Telmo Fernández (guitarra), Alberto Vilas (piano), José Santomé (contrabaixo) e Iago Fernández (bateria). "Nado en Godella, Valencia no 1962, onde inicia a súa carreira musical aos 9 anos. Estuda no Conservatorio Superior de Música de Valencia a carreira superior de Saxofón. Completa a súa formación jazzística no Taller de Músics de Barcelona e en diversos Seminarios de Jazz Internacionais. Ten colaborado con músicos coma Tete Montoliu, Jack Walratz, Dave Liebman, Lluis Vidal, Ximo Tebar, Chano Domínguez, Lou Bennett, Idris Muhammad, Perico Sambeat, Jorge Pardo, Jordi Vilà, Joan Soler, Zé Eduardo, Orquesta de Cámara Teatre Lliure, Orquesta Sinfónica de Granada, etc. Na súa discografía coma lider destacan: Ramón Cardo e Joan Soler Quintet "Party Time" (1995), Ramón Cardo e Joan Soler Quartet "Old Portrait" (Satchmo, 2002), e Ramon Cardo Big Band "Per l´altra banda" (2002). Entre os premios acadados figuran : Mellor Grupo no Festival de Jazz de San Sebastián 1986, IIº premio do Certamen Internacional de Big Bands de Berlín 1988 ,Mellor Solista no Festival de Jazz de Getxo 1989, Mellor Saxofonista Premios Promusics 2002, Mellor Disco "OLD PORTRAIT" Premios Promusics 2002, etc.." |
março 22, 2006ELTON DEAN’S MEMORIAL CONCERTInfelizmente, no passado dia 8 de Fevereiro de 2006, o mundo do jazz perdeu Elton Dean, um dos nomes que mais contribuíram para o desenvolvimento do jazz e da música improvisada em Inglaterra e na Europa desde meados da década de 60 até uma semana antes da sua morte. Trabalhou com com muitos nomes da comunidade criativa, como nos pequenos grupos de Keith Tippett - conheceram-se na Barry Summer School - com Nick Evans e Mark Charig, Centipede, Ark and Tapestry Orchestra, até Robert Wyatt e Hugh Hopper nos Soft Machine, Brotherhood of Breath, até aos seus próprios quartetos, quintetos, o famoso Ninesense, entre muitos outros. Foi uma verdadeira individualidade, profissional, um saxofonista muito criativo, que deixará saudades. A 9 de Maio, no 100 Club em Londres, muitos dos músicos que foram seus amigos e companheiros durante esta jornada prestar-lhe-ão homenagem. Esta é apenas uma selecção, outros nomes não incluídosorganizarão outros eventos em sua memória. ELTON DEAN’S MEMORIAL CONCERT As portas abrirão às 19h30 e os concertos terão início às 20h00. Reservas até às 21h00 através do e-mail : hazel@cadillac.co.uk ou pelo telefone (terça a sexta)0207.619.9111. |
março 21, 2006LÁLA & LOPES NA TREM AZULAo final da tarde (19h30), concerto na Trem Azul Jazz Store (Rua do Alecrim, 21A, ao Cais do Sodré, em Lisboa) com Eduardo Lála (trombone) e Luís Lopes (guitarra). A entrada custa € 2. |
O JAZZ VAI À ESCOLATeve início no passado dia 7 de Março, o projecto "O Jazz Vai À escola", uma parceria entre a Escola de Jazz de Torres Vedras ( dinamizada pelo incansável José Menezes) e a Câmara Municipal local. Trata-se de uma acção de contornos inéditos na região Oeste que tem como objectivo central desvendar os "mistérios" do jazz e da improvisação a cerca de 5.000 alunos das escolas de todo concelho, numa faixa etária qua vai dos 7 aos 19 anos. Nas sessões conduzidas por professores da Escola de Jazz de Torres Vedras, com duração de cerca de 45 minutos, falar-se-á de jazz, do funcionamento de um grupo musical, dos instrumentos mais usuais, da forma como cada um pode fazer música preenchendo um espaço de liberdade no seio do grupo, etc.. Mais pormenores sobre esta louvável iniciativa em www.ojazzvaiaescola.com.. |
março 20, 2006WORKSHOPS JBJAZZA JBJazz, uma escola nova de jazz em Lisboa, está a promover alguns workshops com o respectivo corpo docente. O calendário de workshops é o que se segue: 25 e 26 Março - Voz - Joana Machado Todos os workshops funcionam nos dias indicados nas instalações da Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul, Av. D. Carlos I, nº 61, 1º (Santos), entre as 15h e as 18h. O número máximo de participantes é de 10 (excepto 20 em História do Jazz). O preço é de € 30 (€ 20 para alunos da JBJazz e sócios da Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul). As inscrições estão abertas desde o dia 13 de Março, através do 213 550 876 ou do e-mail info@jbjazz.net. |
março 18, 2006UM TOQUE DE JAZZNa emissão de hoje de "Um Toque de Jazz" um conjunto de reedições especiais - a Connoisseur CD Series (Blue Note): "Consequence" (Jackie McLean); "The Complete Blue Note 45 Sessions" (Ike Quebec); "Trio & Quintet" (Elmo Hope); "Where is Brooklyn?" (Don Cherry); "Texbook Tenor" (Booker Ervin); "Andrew!" (Andrew Hill). Amanhã será a vez de escutarmos Bill Evans e Orquestra – gravação em estúdio de obras de George Russell, Jimmy Giuffre, Günther Schuller, H. Shapero, M. Babbitt e Charlie Mingus tocadas no Festival de Jazz da Universidade Brandeis (Nova Iorque) em 10, 18 e 20 de Junho de 1957. A direcção Gunther Schuller. "Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 14h00 e as 15h00 na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM). Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2 |
março 17, 2006MILES NO HALL OF FAMEMiles Davis já está no Rock And Roll Hall Of Fame. So what? |
FREDRIK NORDSTROMÉ sueco, chama-se Fredrik Nordstrom, toca sax tenor. Ouvidos nele! Fredrik Nordstrom |
março 16, 2006COIMBRA EM BLUESNos próximos três dias, a cidade de Coimbra recebe a quarta edição do Coimbra em Blues - 4º Festival Internacional de Blues. Aqui ficam as propostas: 16 Março "A abrir esta 4ª edição do Festival chega-nos Little Freddie King, um dos últimos grandes nomes de country blues eléctrico, que já partilhou o palco com nomes como Bo Diddley e John Lee Hooker. Nesta sua estreia em Portugal, o centro das atenções será o seu ultimo álbum “You Don’t Know what I know”, lançado em 2005 pela editora Fatpossum Records." 17 Março Adolphus Bell "A 2ª noite do Festival é dedicada ao sons mais clássicos e tradicionais do blues. A abrir a noite temos George Higgs, que traz na bagagem o seu álbum de estreia “Tarboro Blues” (2005). Com uma abordagem muito íntima e pessoal, Higgs combina a guitarra acústica e a harmónica, a uma voz profunda, densa e expressiva. De Alabama chega-nos Adolphus Bell. Com um repertório que inclui tanto temas originais como clássicos, Bell é o genuíno “One Man Band”: canta, toca guitarra, harmónica e bateria." 18 Março Heavy Trash "A encerrar esta edição do festival de Blues chegam-nos os sons e abordagens mais contemporâneos a este género musical: por um lado temos Kenny Brown, que para além de uma considerável obra em nome próprio, foi o braço direito, nos últimos 25 anos, do lendário e recentemente falecido R.L. Burnside. Por outro lado, o Rock´n´Roll, country, blues dos Heavy Trash, o mais recente projecto de Jon Spencer e Matt Verta-Ray, dois dos nomes mais importantes do Rock contemporâneo." (informações retiradas daqui) |
março 15, 2006A MÚSICA DE EUGÉNIOMÚSICA Os álamos. Essa música Doces vogais Calhandra matinal Acidulada música Música do fogo Desatada Entre as pernas Música Só aroma, Repouso e regaço Música, levai-me: Onde estão as barcas? (Eugénio de Andrade, retirado do livro “Obscuro Domínio”, 1971) |
março 14, 2006WATTS, FAUSTINO E MOIMÊME NO TREMLogo mais na Trem Azul Jazz Store, às 19h30, concerto de estreia de um novo trio de música improvisada, constituído por António Watts (bateria), Hernâni Faustino (contrabaixo) e Abdul Moimême (guitarra). (informação obtida via Jazz e Arredores) |
SONS E PALAVRASA primeira sessão da iniciativa "Sons e palavras ... da grande lusofonia" tem lugar esta noite, pelas 21h00, na Biblioteca Municipal Dr.Júlio Dantas, em Lagos. A composição e direcção musical estará a cargo de Hugo Alves. "Sons e Palavras é um Programa que combina música original com textos lusófonos. Um espectáculo misto que pode ainda adicionar, outras cores, outras imagens. A temática das primeiras quatro sessões será centralizada na Grande Lusofonia, Brasil, África e Portugal. A composição e direcção musical estará a cargo de Hugo Alves (http://hugoalves.com) que liderará diferentes formações de músicos e interpretando composições realizadas expressamente para o efeito. Música mais ou menos acústica, mais ou menos electrónica, mais ou menos improvisada... Jazz ou Música Moderna, talvez. Os textos serão ditos por Sandro William Junqueira, que também os seleccionou, e foram também mote para as composições. Sérgio Condessa ilustra ainda a sessão com projecção de fotos de sua autoria subjacentes aos temas. A primeira sessão inicia-se com uma breve apresentação do Programa, pelas 21:00h com presença da Vice-Presidente da CML, Dra. Joaquina Matos, do Director da Biblioteca, Dr. Luís Bordalo, e ainda Hugo Alves, Sandro Junqueira e Sérgio Condessa, estando desde já toda a imprensa convidada. O Programa é uma iniciativa da Biblioteca Municipal Dr. Júlio Dantas e da Câmara Municipal de Lagos, num espaço que se transforma em artístico, multidisciplinar e criativo. A ocorrer todas as segundas terças-feiras do mês entre Março e Dezembro de 2006 na Biblioteca Dr. Júlio Dantas. A Produção está a cargo da Actus, Lda. e a Associação Músicas no Sul / Orquestra de Jazz de Lagos apoiam logisticamente o Programa cedendo ainda músicos." Música Original e Direcção Musical: Hugo Alves |
CROSSING POINTS NA TREM AZULAté final do mês de Março estará patente na Trem Azul Jazz Store (Rua do Alecrim, 21A, ao cais do Sodré, em Lisboa) a video-instalação "Crossing Points", da autoria de Carlos Santos e João Silva. “Crossing Points” como o próprio título indica é baseado nos pontos de travessia sobre o rio Tejo, na ponte/fluxo social e cultural que existe entre Lisboa e Almada. Duas cidades que se desenvolveram juntas nas últimas décadas do séc.XX, e que se encontram “aparentemente” separadas pelo Tejo, fronteira natural, mas também, veículo de informação histórico biunívoco, testemunha silenciosa de crescimento populacional e respectivo catalizador de transformação paisagística. Este projecto procura reflectir uma determinada carga simbólica, que se efectua na travessia do Tejo, acima de tudo marítima, através de uma sistematização na recolha de materiais sonoros e visuais junto aos pontos de ligação entre as duas cidades, nomeadamente, os ais marítimos, as pontes, as suas estruturas de apoio, os veículos, as pessoas que diariamente as utilizam, criando assim numa primeira etapa a contextualização do material recolhido, para posteriormente efectuar uma aproximação de cariz mais poético, na manipulação dos sons e imagens, procurando acentuar assim a justaposição de uma ideia sonora e imagética de fronteira, transposição, disseminação, contraste, fluxo, permanente, invisível, história, memória, “site-especific”. |
BRAGAJAZZ 2006 - RESCALDOJá na sua sétima edição, o Bragajazz, que decorreu nos dias 9, 10 e 11 de Março, no auditório do Parque de Exposições da capital minhota, voltou este ano a contar com um abrangente conjunto de propostas, onde o jazz cá do burgo também se fez representar. Sob a batuta de José Carlos Santos, o Bragajazz tem vindo a assumir-se ao longo dos anos como um ponto de paragem obrigatório no roteiro dos festivais nacionais de jazz. Um cartaz plural em termos de opções estéticas foi mais uma vez a chave do sucesso. 9 de Março Perante uma sala a meio gás, o festival arrancou com o trio de Anouar Brahem, um dos nomes grandes do oud, instrumento próximo do alaúde renascentista. Acompanhado por uma dupla francesa – François Couturier no piano e Jean-Louis Matinier no acordeão –, o tunisino, senhor de um apreciável pecúlio como instrumentista e compositor, apresentou a sua habitual fusão de sonoridades das duas margens do Mediterrâneo. Ouviram-se temas não só de “Le Pas Du Chat Noir” (2004) mas também do novíssimo “Le Voyage de Sahar”.De jazz esta música pouco ou nada tem, o que à partida não teria qualquer importância, desde que a proposta aguçasse os sentidos. Não foi manifestamente o que aconteceu. Apesar da simplicidade e da indiscutível beleza da música de Brahem, a mesma encontra-se carente de soluções imaginativas que a impeçam de resvalar frequentemente para a sonolência.
Dois septetos, com orientações estéticas marcadamente diferentes, marcaram a segunda noite do festival. Primeiro, o Sud Ensemble, liderado pelo trompetista, compositor e arranjador italiano Pino Minafra – bem disposto e comunicativo – que regressou ao Minho depois de em 1999 ter actuado em Guimarães. A função centrou-se no mais recente registo discográfico do colectivo, “Terronia”, de 2005, começando com a declaração política que é “Canto General”, poema de Neruda declamado por Camilo, conhecida figura bracarense. Do puzzle sonoro que constitui a música do Sud Ensemble, ressalta a propensão para súbitas metamorfoses e mudanças de direcção, pontuadas pelas intervenções dos vários solistas, de entre os quais se destacam o excelente Carlo Actis Dato no saxofone barítono e Sandro Satta no alto. De entre as peças apresentadas, nota particular para “Maccaroni, multicolor exaltação da diáspora italiana, com referências à América Latina e do Norte e também “Mediterraneo”, com o seu início solene, evoluindo para uma atmosfera festiva. O balanço é claramente positivo. Seguiu-se a formação liderada pelo pianista norte-americano Bruce Barth, ilustre representante do mainstream, que regressou a Braga depois de há dois anos ter acompanhado a cantora Carla Cook. Constituído por excelentes músicos – líderes eles próprios das suas formações –, o septeto desenvolveu o seu neo-bop polido, mas por vezes falho de soluções imaginativas. Barth é um pianista inteligente mas que parece estar a necessitar de novo fôlego. Apesar das novidades, o grosso dos temas foram retirados de “East And West” (2001), com “Ridding Off” e “The Lexter” a serem os mais conseguidos. No plano dos solistas, nota de relevo para a sonoridade luminosa do saxofonista Adam Kolker e para o drive certeiro do baterista Montez Coleman. Uma prestação morna, onde ainda assim foram raros os momentos de verdadeiro vigor criativo. 11 de Março O primeiro concerto da última noite foi o proporcionado pela única formação representante do jazz nacional, o projecto Quinto Elemento, quinteto criado em 2004 por Paulo Gomes, pianista de reconhecido talento, e pela cantora Fátima Serro – com o jovem contrabaixista Hugo Carvalhais e o muito requisitado Bruno Pedroso, na bateria – a que se juntou como convidado especial o saxofonista britânico Julian Argüelles. As composições de Gomes, construídas a partir de poemas de autores nacionais, como Fernando Pessoa e António Gedeão, soaram, na sua maioria, demasiado compactas e sem respiração, não deixando saudades. Para o final estava guardado o melhor concerto de todo o festival, que nos foi proporcionado por outro septeto – não há dois sem três –, desta feita o liderado pela flautista norte-americana Jamie Baum, responsável pelo excelente “Moving Forward, Standing Still”, um dos melhores discos de 2004. Uma noção exacta do todo instrumental, materializada quer ao nível da composição quer dos sofisticados arranjos, traduziu-se em momentos plenos de invenção como “All Roads Lead To You”, “Spring Rounds” – com o pianista George Colligan em bom plano – ou “In The Journey”. Destaque ainda para as inspiradas intervenções de Douglas Yates, no saxofone alto, e para a sobriedade do trompete de Shane Endsley. O septeto terminou com uma peça nova, como que aguçando o apetite para uma próxima gravação – que deverá acontecer já este ano. |
março 13, 2006JAZZ ALLEGRO DANSABILEO quinteto do saxofonista e compositor Pedro Moreira junta-se a um quarteto de cordas para apresentar hoje à noite - a partir das 21h - o espectáculo “Jazz Allegro Dansabile”, no pequeno auditório do Centro Cultural de Belém. O quinteto de Pedro Moreira (saxofones) é formado por pelos seus irmãos João Moreira (trompete) e Bernardo Moreira (contrabaixo), André Fernandes (guitarra) e André Sousa Machado (bateria). Por seu turno, o quarteto de cordas é constituído por Francisca Fins e Raquel Cravino (violino), Joana Moser (viola) e Ângela Carneiro (violoncelo). A coreografia e a dança estarão a cargo de Inês Jacques, uma das mais interessantes criadoras da nova geração. “O jazz, neste concerto, surge num contexto pouco habitual. A grande versatilidade dos instrumentos de corda permite composições muito ricas, estabelecendo assim uma ponte entre dois mundos, o da música erudita e o do jazz, estimulante para a componente de improvisação do grupo. O repertório é exclusivamente composto por originais de Pedro Moreira e busca sonoridades que vão de Bartók a Bach, num contexto de jazz contemporâneo. Uma das obras é baseada na Soberba, um dos sete pecados mortais que deu origem a uma das peças mais conhecidas de Brecht.” (texto retirado de www.ccb.pt) Este espectáculo insere-se na parceria CCB/Antena 2, tendo transmissão em directo na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM). Talvez seja, digo eu, um espectáculo próximo daquele que vimos em Aljustrel, no Jazzmin do ano passado. |
SOFIA RIBEIRO APRESENTA DISCO DE ESTREIAA cantora Sofia Ribeiro (que ficou recentemente classificada em segundo lugar no concurso internacional "Young Jazz Singers", que se disputou em Bruxelas em Outubro de 2005) e o contrabaixista luxemburguês Marc Demuth acabam de lançar o novo disco "Dança da Solidão". Com este disco, o duo propõe-nos uma viagem intimistapor temas bem conhecidos do jazz, bossa-nova, pop e fado, passando por compositores tão diversos como Milton Nascimento, Cole Porter, Pixinguinha, Janita Salomé e Carl Perkins, com arranjos originais adaptados a esta formação peculiar de voz e contrabaixo. A partir de uma cumplicidade musical iniciada em Barcelona há dois anos, os dois têm vindo a construir um projecto já com numerosas prestações em clubes de jazz e festivais por toda a Europa e EUA.. Nota biográfica de Sofia Ribeiro "Sofia Ribeiro nasceu em Lisboa em 1978. Estudou canto jazz na Escola de Jazz do Porto e na Escola Superior de M·sica e Artes do Espect·culo do Porto, com Maria João e Fay Claassen. Frequentou a Escola Superior de Música da Catalunya (Barcelona) durante um ano, através do programa Erasmus. Actualmente a estudar no Berklee College of Music em Boston, a cantora actua frequentemente no estrangeiro, tendo já passado por palcos no Luxemburgo, Bélgica, França, Holanda, Alemanha, Espanha e E.U.A." Sofia Ribeiro e Marc Demuth estão a organizar realizar uma digressão pelo país, para apresentação do novo disco, ao longo deste mês de Março, na qual estão previstas passagens pelos seguintes locais: 16 de Março (Porto) - Teatro Helena Sá e Costa (21h45) |
março 11, 2006UM TOQUE DE JAZZNa emissão de hoje de "Um Toque de Jazz" poderemos escutar Novos Discos: "Seasons of a Life" pela cantora Lena Horne, "Tri-Cycle" pelo trio do contrabaixista Peter Paulsen, "Encounter" pelo quarteto do guitarrista Misja Fitzgerald Michel, "Plays Sinatra His Way", pelo quarteto do organista Joey DeFrancesco, "Length of Days" pelo quarteto da cantora-pianista Deanna Witkowski, "Liquid Gardens" pelo sexteto do trompetista Franco Ambrosetti. Amanhã será a vez de continuar a apresentação do concerto comemorativo do 80º aniversário do compositor e chefe de orquestra norte-americano George Russell, com a participação da Living Time Orchestra. 2ª. Parte: "So What" (Miles Davis), "It’s About Time" e "Electronic Sonata for Souls Loved by Nature" (George Russell). Gravação de 2003, realizada em digressão. "Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 14h00 e as 15h00 na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM). Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2 |
março 10, 2006VASCO AGOSTINHO EDITA FRESCOJá está disponível no site da editora nacional Tone Of A Pitch, o muito aguardado e merecido disco de estreia do guitarrista Vasco Agostinho, intitulado "Fresco". Acompanham Agostinho, o saxofonista Jorge Reis, o contrabaixista Hugo Antunes e o baterista Bruno Pedroso. |
LEE KONITZ COM A OJM NA CULTURGESTLogo mais à noite (21h30) concerto no grande auditório da Culturgest com a Orquestra de Jazz de Matosinhos, sob a direcção de Ohad Talmor, tendo como solista e compositor convidado o veterano saxofonista Lee Konitz. Os bilhetes custam € 15 (até 30 anos: € 5). "Por ocasião de Porto 2001 a Orquestra de Jazz de Matosinhos (OJM) encomendou obras a vários compositores portugueses. Pretendendo alargar as encomendas a compositores estrangeiros, dirigiu um convite a Lee Konitz, uma das grandes lendas vivas do Jazz e um dos mais originais saxofonistas alto de sempre. Estudou e gravou com Lennie Tristano, fez parte do Miles Davis Birth Cool Nonet. O convite foi aceite, Lee Konitz compôs todas as peças que integram este concerto, em que participa como solista principal. (texto retirado daqui) |
março 09, 2006BRAGAJAZZ 2006 ARRANCA HOJEComeça ESTA NOITE a edição 2006 do festival BragaJazz - Festival Internacional de Jazz de Braga, no auditório do Parque de Exposições da capital minhota. A organização está a cargo do Município de Braga, sendo a direcção artística uma responsabilidade de José Carlos Santos. Do excelente programa destacam-se as participações dos septetos da flautista Jamie Baum e do pianista Bruce Barth. Programa: 9 der Março (21h30) 10 de Março (21h30) 23h00 11 de Março (21h30) 23h00 Para além dos concertos, o programa do BragaJazz inclui, como é habito, uma Feira do Disco jazz, organizada pela Trem Azul. |
CICLO “JAZZ NO FEMININO” EM BEJAO jazz está de volta à cidade de Beja! Como já aqui tínhamos dado conta em devido tempo, o Pax Julia – Teatro Municipal vai levar a efeito, entre 25 de Março e 1 de Abril, o Ciclo “Jazz no Feminino”, que terá como pontos altos os concertos de Paula Oliveira/Bernardo Moreira e de Jacinta. Trata-se de uma ideia inovadora no panorama dos Festivais de Jazz em Portugal já que se dedica, especificamente, a um tema – as mulheres. O programa do Ciclo é o que se segue: 25 Março (sábado, 21h30) Não deixa de ser significativo que Lisboa nos surja logo evocada no título deste disco tão belo, onde tudo nos soa tão português. Como que querendo dizer-nos da certeza – e não já da possibilidade – da existência de um jazz nosso, com uma identidade própria. (Manuel Jorge Veloso) 30 de Março (quinta-feira, 21h30)
Porque me devolve a minha infância (5/6 anos) no Niassa e as tardes em que o meu pai insistia em pôr música para toda a família.O meu pai persistia, eu crescia, e fui aprendendo a ouvir e amar Ella. A sua voz de anjo ainda me transporta para esse mundo de Amor que é tão inspirador quanto mágico. (Benvindo Fonseca) 1 de Abril (sábado, 21h30) Gravado nos Estados Unidos, o novo disco desta grande cantora, há muito consagrada no meio jazzístico internacional, tem direcção de Greg Osby e nele se encontram um conjunto de músicos verdadeiramente excepcional, além de Jacinta e Osby, James Weidman (piano), Matt Brewer (contrabaixo) e Rodney Greene (bateria). É um álbum com um reportório baseado em temas de Duke Ellington (com poemas de Tiago Torres da Silva), Thelonius Monk, Tom Jobim , Djavan e ainda de José Afonso. Como actividades paralelas, no dia 25 de Março, pelas 16h00: terá lugar o Colóquio “O Papel das Mulheres na História do Jazz – algumas considerações com a participação humilde mas sempre apaixonada deste vosso amigo e de Paula Oliveira. Haverá igualmente uma Feira do CD e DVD em colaboração com a editora Trem Azul, uma Exposição Fotográfica de João Henriques e ainda uma Exposição/ venda e prova de vinhos da região. O preço dos espectáculos é de € 8. Para menores de 25 anos, maiores de 65 e reformados, o preço é de € 5. Existe ainda a possibilidade de adquirir uma assinatura para os 3 espectáculos pelo valor de € 20 ou € 12, mediante as mesmas condições de desconto. Os restantes eventos são de entrada livre. Mais informações em www.paxjulia.org. |
março 08, 2006JOSÉ DUARTE NA RÁDIOAgora a comemorar os 40 anos do seu "Cinco Minutos de Jazz" (na Antena 1, de segunda a sexta, 01h55, 18h55 e 22h55), José Duarte apresenta também na Antena 2, cinquenta minutos de jazz diários, de segunda a sexta - "Jazz com Brancas" (20h10 - 21h00). Na Antena 1, JD continua também com "A menina dança?" (domingos, à 00h07). |
ENTREVISTA - PACO CHARLÍNO contrabaixista galego Paco Charlín é um dos mais importantes elos de ligação entre o jazz nacional e o jazz do país vizinho, em concreto da Galiza, de onde é originário e onde desenvolve grande parte da sua actividade como músico e docente. Apesar dos seus 31 anos, já possui um currículo do qual constam colaborações com músicos como Steve Kuhn, Mark Turner, Chano Dominguez, Miguel Zenón, Chris Cheek, Perico Sambeat, Bob Sands, entre outros. Acaba de lançar na editora Free Code Jazz Records, o disco do projecto “The Ultimate Jazz Earth-tet”, em que é acompanhado pelo saxofonista Jaleel Shaw, pelo excelente guitarrista norte-americano Jonathan Kreisberg e pelo baterista Donald Edwards. O Improvisos Ao Sul falou com ele. No seu último disco, toca com Jonathan Kreisberg, Donald Edwards e Jaleel Shaw. Como surgiu a oportunidade para gravarem juntos? Está satisfeito com o resultado final? Todas as composições do novo disco são suas. A sua música parece estar mais próxima do jazz afro-americano do que propriamente do jazz europeu. Concorda com esta opinião? Como define a sua música? Nasceu na Galiza, em Vilanova de Arousa, Pontevedra. Começou a estudar música aos 8 anos de idade. O seu primeiro instrumento foi o baixo eléctrico. Só depois vem o contrabaixo. Fale-nos sobre esses primeiros tempos. E o interesse pelo jazz, quando aparece? Estudou em várias escolas dos EUA, incluindo na prestigiada Berklee College of Music. Como foi a experiência? O que guarda dela? Quais os músicos que mais o influenciam como instrumentista e compositor? È influenciado por outras formas de arte, como a literatura ou a pintura, por exemplo? Tem colaborado com diversos músicos portugueses, como Bernardo Sassetti, Rodrigo Gonçalves e Rui Veloso. Como é trabalhar com músicos portugueses? Fale-nos um pouco melhor sobre o panorama do jazz na Galiza. É também docente no Seminario Permanente de Jazz de Pontevedra. É importante para si? Essa actividade influencia a sua evoluçao como músico? Como analisa o actual panorama do jazz ibérico e como antevê a sua evolução? |
MULHERESAssinala-se hoje o Dia Internacional da Mulher. E falar de mulheres no jazz é falar de … Billie Holiday. Aqui fica uma singela a todas as mulheres, em especial as que têm swing… BILLIE HOLLIDAY Canta e é um barco Por detrás a nuvem do sono E um grito Canta [poema de João Pedro Mésseder, in Dez Mandamentos, Porto, Plenilúnio, 1999; retirado de Poezz – Jazz na Poesia em Língua Portuguesa, eds. José Duarte e Ricardo António Alves, Coimbra, Almedina, 2004] |
março 07, 2006PROGRAMAÇÃO ONDA JAZZ MAR 06Aqui fica a programação do clube Onda Jazz (Arco de Jesus, 7, Alfama - Lisboa) para o mês de Março: Dias 8, 15, 22, 29 de Março (quartas-feiras) 7 de Março (terça-feira, 23h00) 10 de Março (sexta-feira, 23h00) 11 de Março (sábado, 23h00) 16 de Março (quinta-feira, 23h00) 17 e 18 de Março (sexta-feira e sábado, 23h30) 23 de Março (quinta-feira, 23h00) 30 de Março (quinta-feira, 23h00) |
JÚLIO RESENDE HOJE EM ÉVORA
O quarteto do pianista Júlio Resende - com Zé Maria (saxofones tenor e soprano), João Custódio (contrabaixo) e João "Fofes" Rijo (bateria) - toca esta noite no Café da Cidade. em Évora. |
RED DANCERed Dance 05 (© Mark Kazav) |
março 06, 2006JACINTA APRESENTA DAYDREAMÉ hoje colocado à venda o novo álbum da cantora Jacinta, intitulado "Daydream", mais uma vez com o selo da prestigiada Blue Note. “Day Dream” foi gravado em Nova Iorque com um conjunto de músicos, do qual se destaca o saxofonista Greg Osby, que também assumiu a produção do disco. O repertório do novo disco é na sua grande maioria composto por temas de Duke Ellington (com letras em português de Tiago Torres da Silva), mas também são incluídos temas de Thelonious Monk e Cole Porter. Jacinta canta, pela primeira vez em disco, temas em português, designadamente “Canção de Embalar” (José Afonso), “Luiza” (Tom Jobim) e “Jogral” (Djavan). |
POSTO DE ESCUTAEm audição intensiva por estas bandas: Marty Ehrlich - "News From The Rail" (Palmetto, 2005) [Marty Ehrlich (saxofone alto, clarinete), James Zollar (trompete, flugelhorn), Howard Johnson (tuba, saxofone barítono, clarinete baixo), James Weidman (piano, melodica), Greg Cohen (contrabaixo) e Allison Miller (bateria)] |
março 04, 2006MODERN JAZZ QUARTET HOJE NA 2:Esta noite há jazz na 2.. A partir da 01h00, podemos ver em acção o histórico Modern Jazz Quartet. |
CARLOS BARRETTO NO BE JAZZ CAFÉ |
UM TOQUE DE JAZZNa emissão de hoje de "Um Toque de Jazz" poderemos escutar Novos Discos (5): "Two Portraits of Chet Baker" pela cantora Fay Claassen, "Spiral" pelo trio da pianista Hiromi Uehara, "Waltz Again" pelo quarteto do saxofonista David Murray, com cordas, "Love is Here To Stay" pelo duo Bill Charlap (piano) - Sandy Stewart (voz); "Nomad" pelo guitarrista Ferenc Snètberger, "Kindred Spirits" pelo duo do saxofonista Avram Fefer e do pianista Bobby Few, "Once to Every Heart" pelo cantor Mark Murphy. Amanhã será a vez da apresentação do concerto comemorativo do 80º aniversário do compositor e chefe de orquestra norte-americano George Russell, que conta com a participação da Living Time Orchestra. Na 1ª parte: "Listen to the Silence" e "The African Game», obras de George Russell. Gravação de 2003, realizada em digressão. "Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 14h00 e as 15h00 na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM). Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2 |
março 03, 2006DOWNBEAT MAR06Na capa da edição de Março da revista norte-americana “Downbeat” surge o trompetista Roy Hargrove. Nas páginas anteriores, um artigo/entrevista intitulado “Throwback – Roy Hargrove is simply looking for a great jam” onde o músico aborda a sua carreira, a sua visão sobre o jazz actual e futuro, entre outros temas. Mais interessante é o artigo (“Now´s The Time”) com o veterano pianista Andrew Hill, que fala sobre o seu mais recente disco – “Time Lines” – sobre a forma como a música o tem ajudado a resistir a problemas de saúde - sofreu um ataque cardíaco em Portugal, em Fevereiro de 2004 -, e na luta contra um cancro: “I look at the blessing of being able to continue working and for the previous music to stand the test of time”. Nesta edição, aborda-se a recente controvérsia à volta da entrada de Miles Davis no Rock & Roll Hall Of Fame. Na sempre interessante secção “Vinyl Freak” recupera-se o disco “At The Hoffman House” (Universal Artists, 1969), pelo trio do guitarrista Johnny Shacklett. A edição deste mês inclui o caderno especial “Digital Music 2006”, com as mais recentes novidades em matéria de tecnologias digitais de gravação, downloads, reprodução, etc.. Na secção “Players” estão em destaque o pianista Geoffrey Keezer (“Orchestral Scope”), o contrabaixista Drew Gress (“Mobile Surprise”), o baterista e percussionista Anthony Brown (“Asian Rhapsodies”), e o veterano saxofonista Ed Riley Jr. (“Burly Resurgence”). “How important is a Grammy? é a pergunta deste mês em “The Question Is…” é. As respostas são do guitarrista Pat Martino, do saxofonista Jimmy Heath, do percussionista Ray Barretto ((entretanto falecido)) e da cantora brasileira Luciana Souza. Na secção “Backstage With…” temos oportunidade para conhecer melhor está a jovem guitarrista Kaki King. Na “Hot Box” da secção “Reviews” estão nesta edição em destaque “Songlines”, da Derek Truck´s Band, “The Lost Tapes”, do histórico baterista Buddy Rich, “The Ultimate Adventure”, de Chick Corea e “One”, do pianista Matthew Shipp. Outros discos a merecer atenção este mês são “The Hidden Land” de Béla Fleck & The Fleckstones, “Live At The Jazz Standard – Days Of Wine And Roses”, da Maria Schneider Orchestra, “Demian As Posthuman”, do saxofonista Steve Lehman, “Underground”, do também saxofonista Chris Potter e “All Soul”, de Houston Person. O polémico “The Devil´s Horn”, o novo livro do crítico Michael Segell é apresentado na secção “Books”. Na secção “Woodshed” os saxofonistas poderão aprender o solo de Michael Brecker no tema “Delta City Blues, incluído no seu disco de 1998, “Two Blocks From The Edge”. O pianista Fred Hersch é a vítima do habitual “Blindfold Test”. O músico teve de adivinhar, os sons de Ran Blake, Jason Moran, Vijay Iyer, Cedar Walton, Danilo Perez, entre outros. As habituais secções “First Take”, “Chords & Dischords”, “Thinhs To Come”, “The Archives”, “Caught”, entre outras, completam este número. |
março 02, 2006THE CRACK NO LUSO CAFÉAs actividades no Luso Café (Travessa da Queimada, ao Bairro Alto, Lisboa) prosseguem imparáveis. Esta noite, a partir das 23h00, toca um quarteto formado por Travassos (tapes, craclebox), pelo sempre activo Hernâni Faustino no contrabaixo, Abdul Moimême (aquaphone, percussões, flauta) e Guilherme Rodrigues (violoncelo). Mais livres improvisos a não perder! |
VELHA-A-BRANCA PROMOVE CURSO DE HISTÓRIA DO JAZZA Velha-A-Branca Estaleiro Cultural, sedeada em Braga, vai levar a efeito, a partir do dia 14 de Março, um curso de "História do Jazz - nível básico", destinado ao público em geral e ministrado por José Carlos Santos, figura de proa do jazz a norte do país e director artístico do Bragajazz (que se vai realizar já nos próximos dias 9, 10 e 11 de Março). O curso será composto por 4 sessões, ditribuídas por outras tantas semanas, com as mesmas a ter lugar às O Curso de História de Jazz - nível básico, que se realiza pela terceira vez na Velha-a-Branca, pretende dar aos seus frequentadores uma noção geral da evolução do Jazz desde os primeiros "ensaios" até aos dias de hoje. Além da audição dos trechos musicais mais relevantes na história do Jazz, as quatros sessões contarão também com a exibição de pequenos documentários em vídeo sobre alguns dos movimentos e dos seus músicos. Posteriormente, num curso mais avançado a decorrer no fim deste, serão ministrados conhecimentos mais aprofundados sobre algumas das épocas abordadas neste curso de iniciação. DESTINATARIOS SESSÕES, DURAÇÃO E HORÁRIO PROGRAMA 2ª sessão - "Os Jovens Turcos" 3ª sessão - "Os Ventos da Revolta".O movimento free - o universo de Coltrane 4ª sessão - "O Jazz Está Morto?" FORMADOR PREÇO LOCAIS DE INSCRIÇÃO 2. Universidade do Minho 3. Transferência Bancária RESERVAS E INFORMAÇÕES: |
março 01, 2006LOPES & LÁLA HOJE NA TREM AZULMais logo, ao final da tarde (19h30), concerto na Trem Azul Jazz Store (Rua do Alecrim, 21A, ao Cais do Sodré, Lisboa) com Luís Lopes (guitarra eléctrica) e Eduardo Lála (trombone). |
PORTALEGRE JAZZFEST 2006 - RESCALDOComo vem sendo hábito, a cidade norte-alentejana de Portalegre recebeu nos dias 23, 24 e 25 de Fevereiro, o seu festival internacional de jazz, evento que paulatinamente vai cimentando a posição como um dos mais interessantes realizados no interior do país. Pelo quarto ano consecutivo, sob a direcção artística de Carlos Barretto, o cartaz do Portalegre JazzFest voltou a assentar num triângulo cujos vértices são o jazz nacional, o jazz de matriz europeia e o jazz norte-americano. O festival teve lugar no novo Centro de Congressos – um antigo convento jesuíta restaurado – deixando para trás o velhinho Cine-Teatro Crisfal, edifício já sem quaisquer condições de segurança e de conforto para albergar um evento desta natureza. Na edição deste ano, as formações nacionais Contra3aixos e Ficções, o sexteto do contrabaixista francês Henri Texier e a cantora norte-americana Dee Dee Bridgewater fizeram a festa. 23 de Fevereiro Um concerto duplo, solução de programação até aqui inédita neste festival, marcou a primeira noite, dedicada ao jazz feito em Portugal. A abrir as hostilidades, o projecto Contra3aixos, formação de contornos únicos, que reúne de uma assentada três referências maiores do contrabaixo nacional – Carlos Bica, Carlos Barretto e Zé Eduardo –, senhores de distintas e vincadas personalidades musicais. Estreado no Verão de 2004, o projecto assenta na exploração das potencialidades do instrumento e no entrecruzar das diferentes vozes, seja dedilhado, tocado com arco ou como se de um instrumento de percussão se tratasse. O resultado é uma paleta sonora ousada e estimulante, o que ficou bem patente, por exemplo, na leitura a três de "Paris, Texas", de Ry Cooder – gravada recentemente a solo por Carlos Bica - ou na extraordinária adaptação de "Password" (extraído de "Look What They´ve Done To My Song", disco de Bica, de 2003). Outras peças como, "A Single Melody" ou "Black Wine", parecem confirmar que Bica se assume como o principal compositor da formação. Uma prestação que deixou água na boca para a estreia discográfica prometida para breve. O segundo concerto da noite esteve a cargo do grupo Ficções – liderado pelo guitarrista, alaúdista e compositor Rui Luís Pereira (Dudas), com Guto Lucena no saxofone soprano e na flauta, Ruben Alves no piano, Massimo Cavalli no contrabaixo e baixo eléctrico e Carlos Miguel na bateria. Há quase vinte anos a explorar as fusões entre a música de raiz ibérica, os sons do norte de África e o jazz, o quinteto centrou a actuação em alguns temas nucleares do seu repertório, como Aqua ou Ocidental Praia, pouco se desviando do modelo a que nos habituou. O momento mais interessante aconteceu quase no final, em "Mil E Uma Noites", uma conseguida combinação instrumental, com bons apontamentos de Guto Lucena na flauta e do próprio Dudas, no alaúde. Um concerto morno, claramente prejudicado pelas deficientes condições acústicas da sala.
Resolvido o problema que na noite anterior mal deixava ver os músicos em acção, tudo estava a postos para receber, pela primeira vez no nosso país, o sexteto Strada, liderado pelo veterano contrabaixista e compositor francês Henri Texier, figura de proa do jazz de feição europeia. O propósito era o de apresentar "(V)ivre", disco do ano passado. A palavra «revolta» funcionou como mote para o que veio a seguir. Ao lado do mestre, sempre dono de um som possante e de grande sobriedade, um conjunto de músicos de primeira água. Sem piano, com três sopros – o nosso bem conhecido François Corneloup no saxofone barítono, o búlgaro Gueorgui Kornazov no trombone e Sébastien Texier no saxofone alto e clarinetes – e secção rítmica – com o guitarrista Manu Codjia e Christophe Marguet na bateria –, o sexteto funcionou ora como um bloco coeso, destilando energia e dinamismo, ora se desdobrou em duos ou trios, explorando sabiamente diferentes jogos instrumentais. Ouviu-se um jazz organizado, mas sempre de grande frescura e interacção criativa, pontuado por magníficas intervenções de todos os músicos, com especial relevo para Corneloup e Kornazov. O sexteto seguiu por diversas vias, desde territórios clássicos, a derivas mais étnicas, passando por momentos intensos, próximos da alta voltagem rock. Peças como "Work Revolt Song", "Black March Revolt", o abrasivo "Sacrifice" – com Texier filho em grande – e o mais repousado e elegante "Lady Bertrand" foram pontos altos de um excelente concerto. 25 de Fevereiro Para a derradeira noite do festival, por norma a mais nobre, era aguardada com particular expectativa a actuação da cantora norte-americana Dee Dee Bridgewater. O interesse estava em saber como resultava ao vivo a sua visão sobre um repertório baseado na chanson francesa, consubstanciada no seu mais recente registo discográfico, "J´Ai Deux Amours". Os ecos que chegavam àquelas paragens transtaganas vindos da sua actuação na noite anterior, no CCB, ainda elevavam a fasquia. De facto, Dee Dee não é uma cantora qualquer, dessas que enxameiam os tops de vendas com as suas musiquetas delicodoces pretensamente jazzísticas. Descende em linha directa das grandes referências do jazz vocal feminino, como Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan e Betty Carter. É uma verdadeira força da natureza, um portento de vitalidade. Dee Dee desde cedo conquistou a empatia do público que lotava a sala, com a sua energia transbordante, com aquela espantosa capacidade de comunicação e incrível noção de espectáculo. De entre os músicos que a acompanharam, destaque para a sobriedade do contrabaixista Ira Coleman, em contraste com a desadequada postura dos restantes dois – Louis Winsberg na guitarra e Minimo Garay na bateria –, demasiado dados a exibicionismos. O recurso ao acordeão foi mais uma colagem forçada ao imaginário da música francesa do que propriamente um elemento catalizador da sonoridade global do grupo. Com o seu estilo muito pessoal, a cantora começou por homenagear a capital francesa, que a acolheu durante cerca de vinte anos, com "J´Ai Deux Amours". Visitou de forma muito pessoal conhecidos temas como "La Belle Vie" (de Sacha Distel), "Et Maintenant" ou no menos conseguido "La Vie en Rose". Esteve fabulosa em "Girl Talk", tema clássico de Neal Hefti. Terminou em apoteose, já com as luzes acesas, a cantar um blues no meio do público em delírio. |
JNPDI! MUDA-SEO blogue Jazz No País do Improviso!, da autoria de João Moreira dos Santos, mudou de endereço. A partir de agora está disponível em http://jnpdi.blogspot.com. |































