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fevereiro 25, 2006

UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de hoje de "Um Toque de Jazz" poderemos escutar Novos Discos (4): «Solo Voyage» (Danny Zeitlin); «Shades of Jade» (Marc Johnson); «News on The Rail» (Marty Ehrlich); «The Art of Romance» (Tony Bennett); «TownOrchestraHouse» (Paal Nilssen-Love); «Begin Again» (Akiko Pavolka Trio) e «The Rolling Stones Project» (Tim Ries).

Amanhã será a vez de se continuar a série Concertos Europeus (4)A big band da BBC, sob a direcção de Lennie Niehaus (EUA) num concerto realizado em 27 de Novembro de.2004 no Festival de Jazz de Londres. Gravação cedida pela Eurorádio.

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 14h00 e as 15h00 na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM).

Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2

Publicado por António Branco às 11:50 AM | Comentários (0)

fevereiro 24, 2006

2º SEIA JAZZ & BLUES

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Começa hoje, prolongando-se até 4 de Março, o Seia Jazz & Blues - 2º Festival Internacional de Jazz & Blues de Seia, que procura dar seguimento ao sucesso da edição de estreia.

Aqui fica o cartaz:

24 de Fevereiro (sexta-feira, 22h00)
Maria João e Mário Laginha "Tralha"

25 de Fevereiro (sábado, 22h00)
Henri Texier "Strada" Sextet
Gueorgui Kornazov (trombone), Sébastien Texier (saxofone alto, clarinetes), François Corneloup (saxofones soprano, barítono), Manu Codjia (guitarra), Henri Texier (contrabaixo) e Christophe Marguet (bateria).

3 de Março (sexta-feira, 22h00)
B Flat Blues Band

4 de Março (sábado, 22h00)
Naco Goni & Stevie Zee

Em paralelo com os concertos, decorrem outras actividades, com destaque para as iniciativas "O jazz trocado por miúdos" (com as escolas do concelho) e "Palavra de jazz" (encontro de personalidades ligadas ao jazz). Há também lugar para workshops de vários instrumentos.

Publicado por António Branco às 07:40 AM | Comentários (0)

fevereiro 23, 2006

PORTALEGRE JAZZFEST 2006

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Também arranca hoje a série de concertos integrados na edição 2006 do Portalegre JazzFest, um dos mais interessantes eventos jazzísticos realizados em solo alentejano. Prolongando-se até ao próximo domingo, o Portalegre JazzFest irá ter lugar pela primeira vez no novo Centro das Arte do Espectáculo daquela cidade norte-alentejana, mais uma vez com direcção artística de Carlos Barretto.

Aqui fica o cardápio de concertos:

23 de Fevereiro (5ª feira, 22h00)

Contra3aixos
Carlos Barretto, Carlos Bica e Zé Eduardo (contrabaixo)

Ficções (Rui Dudas 5tet)
Rui Luís Pereira (Dudas) (guitarras, alaúde), Guto Lucena (saxofones e flauta), Ruben Alves (piano), Massimo Cavalli (baixo eléctrico, contrabaixo) e Carlos Miguel (bateria)

24 de Fevereiro (6ª feira, 22h00)

Henri Texier "Strada" Sextet
Gueorgui Kornazov (trombone), Sébastien Texier (saxofone alto, clarinetes), François Corneloup (saxofones soprano, barítono), Manu Codjia (guitarra), Henri Texier (contrabaixo) e Christophe Marguet (bateria).

25 de Fevereiro (sábado, 22h00)

Dee Dee Bridegwater
Dee Dee Bridgewater (voz), Louis Winsberg (guitarra), Ira Coleman (baixo), Minimo Garay (bateria e percussões) e Marc Berthomieux (acordeão).

Na sexta-feira, 24 de Fevereiro, terá lugar o WORK’IN JAZZ: Atelier de Jazz e Música Improvisada, no auditório da Escola Superior de Educação, pelas 18h, sob a direcção de Carlos Barretto.

Na sexta-feira e no sábado, round midnight, haverá jam session com o Kaleidoscópio, trio de Miguel Martins, no HIFI Tea (Rossio, Palácio Povoas).

Também como actividades paralelas, irão ter lugar, entre 23 e 25 de Fevereiro, uma feira do disco e da revista jazz (em parceria com a Trem Azul) e a já habitual mostra de vinhos regionais de Portalegre.

No Bar X-Tema, a partir das 16h, ficará localizado o Espaço EXPOJazz, no qual estará patente uma exposição de capas de vinil de clássicos do jazz, onde serão projectados documentários e filmes jazzísticos e será feita a venda de discos e publicações de jazz.

Publicado por António Branco às 11:19 AM | Comentários (0)

JOSÉ AFONSO VIVE

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Completam-se hoje , 23 de Fevereiro, 19 anos sobre o desaparecimento físico de José Afonso.

O Improvisos Ao Sul singelamente evoca a sua memória, recordando este poema:

Enquanto há força
No braço que vinga
Que venham ventos
Virar-nos as quilhas
Seremos muitos
Seremos alguém
Cantai rapazes
Dançai raparigas
E vós altivas
Cantai também

Levanta o braço
Faz dele uma barra
Que venha a brisa
Lavar-nos a cara
Seremos muitos
Seremos alguém
Cantai rapazes
Dançai raparigas
E vós altivas
Cantai também

(Enquanto Há Força, 1978)

Publicado por António Branco às 07:46 AM | Comentários (0)

fevereiro 22, 2006

POSTO DE ESCUTA

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John Hollenbeck Large Ensemble - "A Blessing"
Omnitone/Trem Azul, 2005

Ben Kono (saxofones alto e soprano, flauta); Chris Speed (clarinete); Tom Christensen, Dan Willis (saxofones tenor e soprano; english horn); Alan Won (saxofone barítono, clarinete baixo); John Owens, Tony Kadleck, Dave Ballou, Laurie Frink (trompete); Rob Hudson, Kurtis Pivert, Jacob Garchik, Alan Ferber (trombone); Gary Versace (piano); Matt Moran (vibrafone); Kermit Driscoll (contrabaixo); John Hollenbeck (bateria); Theo Bleckmann (voz); JC Sanford (direcção)

Nova Iorque (27 e 28/08/2003)

May the road rise to meet you... É este o mote de A Blessing, uma das mais recentes mostras do inclassificável universo musical de John Hollenbeck. Para além de liderar outros projectos, como o Claudia Quintet ou o Quartet Lucy, Hollenbeck tem com o seu Large Ensemble desafiado os limites tradicionais de uma big band de jazz. Apesar das pontuais referências a algumas big bands contemporâneas - como as dirigidas por Bob Brookmeyer e Maria Schneider - o som desenvolvido por esta orquestra questiona os cânones do género, assumido contornos que põem em evidência a excelência de Hollenbeck como compositor e arranjador. O líder está rodeado por alguns dos seus habituais colaboradores, como Chris Speed e Matt Moran (ambos do Claudia Quintet), Dan Willis (saxofonista do Quartet Lucy) ou Theo Bleckmann. As capacidades vocais de Bleckmann constituem, aliás, um dos elementos marcantes ao longo de todo o disco (ouça-se como usa a voz em "Abstinence"). Mas o que interessa verdadeiramente é a cuidadosa movimentação das peças do xadrez orquestral.

O tema título é uma longa oração povoada de elementos celtas, em que, para além do canto mágico de Bleckmann, merece realce o elegante solo de Tom Christensen no saxofone soprano. "RAM", um tributo a Muhal Richard Abrams, começa com Versace a definir a linha melódica, evoluindo para uma densa teia tímbrica, colorida pelo vibrafone de Moran. O magmático "Wenji" é marcado pelos ritmos angulosos desenhados por Hollenbeck. "April in Reggae" mistura swing e riddims jamaicanos. "The Music Of Life" é outro momento profundamente espiritual, assente num texto do líder sufi Hazrat Inayat Khan. Um dos grandes discos de 2005.

Publicado por António Branco às 07:56 AM | Comentários (0)

fevereiro 21, 2006

40 ANOS DE 5 MINUTOS DE JAZZ

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Completam-se hoje 40 anos desde que José Duarte, iniciou, então na Rádio Renascença, as emissões de "5 Minutos de Jazz", o mais antigo programa diário da rádio portuguesa (a primeira emissão reailizou-se a 21 de Fevereiro de 1966).

Depois de ter passado uns anos pela Rádio Comercial, o programa está desde 1993 na RDP. Vai para o ar diariamente na Antena 1, às 01h55, 18h55 e 22h55.

Para comemorar a efeméride, realiza-se esta noite, a partir das 21h00, no Jardim de Inverno do Teatro Municipal de São Luiz, em Lisboa, um concerto que conta com a participaçãO de Bernardo Sassetti, Jacinta, Paula Oliveira e Pedro Moreira e do Dixiegang .

Também a Universidade de Aveiro se associa às comemorações, levando a cabo uma série de iniciativas.

No âmbito das comemorações está também agendada a edição de uma caixa com 4 CD e livro, que será distribuída juntamente com o Diário de Notícias (nos dias 22 de Fevereiro e 1, 8 e 15 de Março).

Parabéns, Jazzé Duarte!

Publicado por António Branco às 11:45 AM | Comentários (2)

ENTREVISTA - PEDRO MADALENO

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Pedro Madaleno ao vivo em Beja - Fevereiro 2004
Foto: António Branco

Pedro Madaleno é um dos mais importantes guitarristas nacionais de jazz. Estudou na escola de jazz do Hot Clube de Portugal entre 1981 e 1985. Durante dois anos estudou piano clássico, tendo completado o 6º ano de educação musical no Conservatório Nacional.

Assume-se como compositor desde 1986, compondo não só para os seus grupos, mas também peças para música a solo, vídeos, dança, etc..

De 1986 a 1990 vive uma intensa experiência musical nos EUA, onde foi Bolseiro na Berklee School of Music (Boston) e na New School of Social Research (Jazz Program), em Nova Iorque. Nesta fase estudou e tocou com grandes músicos, como Lee Konitz, Jim Hall, John Abercrombie e Karl Berger, para além de ter estudado com John Scofield, Ken Werner, Attila Zoller, Ted Dunbar, Mark Helias e Hal Galper, entre outros.

Tem colaborado também com alguns dos mais prestigiados nomes do jazz luso, como os irmãos Moreira (Pedro, João e Bernardo), o saxofonista Carlos Martins e o trompetista Laurent Filipe, entre outros.

Desde 1990 é professor na escola de Jazz do Hot Clube de Portugal.

Já se apresentou, com as suas diferentes formações, em grande parte dos mais importantes festivais nacionais (Lisboa, Porto, Seixal, Festa do Avante, Braga, Valado dos Frades, etc.). Angola e China já tiveram igualmente oportunidade de o ver e ouvir ao vivo.

O Pedro Madaleno Grupo foi escolhido pela Secretaria de Estado da Cultura em 1995 para realizar o projecto Itinerâncias - uma digressão de vários concertos pelos Açores e Alentejo.

Na sua discografia constam: "Earth Talk" [Discáudio, 2002], "Easy Living" [2002], "The Sound Of Places" [Clean Feed, 2005] e "Underpressure" [Tone Of A Pitch, 2005], todos eles preenchidos por composições da sua autoria.

O Improvisos Ao Sul falou com ele sobre jazz, guitarras, guitarristas e mais.

Como analisa a evolução das sucessivas gerações de guitarristas de jazz em Portugal?
A evolução tem estado vinculada ao trabalho desenvolvido pelas escolas de jazz do país, nomeadamente Hot Clube, Escola de Jazz do Porto. Têm surgido outras escolas, mas o grosso dos bons guitarristas vem acima de tudo destas duas. Desde 1980 que se deu um ‘’boom’ de guitarristas. Foi através da escola do Hot, e até essa altura ninguém arriscava viver exclusivamente de ser músico de jazz. Mas existiam grandes guitarristas como Fredo Mergner, João Maló, Armindo Neves, José Peixoto, Rui Luis Dudas, etc.., que dividiam a sua actividade também por outras músicas. Então, em 1980, apareceram, sob o comando de bons professores como David Gausden, Zé Eduardo e Tomas Pimentel, o Mário Delgado, eu, Sérgio Pelágio, António Pinto... E, no Porto, Luís Lapa, Paulo Pinto, Ricardo Fabinni. Depois, a partir de 1990-92, passamos nos o testemunho a novos valores como Vasco Agostinho, Nuno Ferreira, André Fernandes, André Matos, Bruno Santos... Continuam a aparecer novos valores... Por um lado é bom, por outro há menos trabalho. Se bem que acho que toda a gente tem lugar!!! Há bons guitarristas, se bem que eu vejo musica como arte, e nesse aspecto fico contente porque há uma constante vontade de inovar e criar musica nova como compositores, dentro da vontade destes guitarristas. Não me agradam em nada aqueles que só mantém a tradição e só tocam aquilo que já foi feito há 40 anos , de forma ainda pior e sem trazer nada de novo á musica. Não tenho paciência para os ouvir. Viajo muito para a Alemanha, e nesse aspecto, acho que a guitarra jazz em Portugal é muito mais virada para a frente, o que é muito bom.

Qual o papel que atribui à guitarra no jazz que se fez/faz em Portugal?
Hoje em dia é muito difícil inovar. Já foi quase tudo feito. Todos os músicos em geral vêm de algum lugar em termos de influência, e soam sempre a alguém conhecido. Passa-se o mesmo com os guitarristas, incluindo eu. Até o Keith Jarrett ao principio soava como Paul Bley e o Brad Mehldau como Fred Hersch, etc... Por isso, todos os guitarristas que conheço em Portugal, têm de alguma forma uma influência directa no som e material melódico, de Wes Montgomery, Jim Hall, Pat Metheny, Kurt Rosenwinkel, Scofield ,Frisell, Mike Stern, etc... Estes os mais fortes em termos de influências aqui no burgo Luso. Posto isto, o papel da guitarra aqui em Portugal, tem mais a ver com assimilação, reciclagem e desenvolvimento do que propriamente inovação. Não acho isso mal, até é bom porque mostra o respeito por aquilo que já foi feito, e sei que todos nós estamos sempre á procura da primeira oportunidade para por um pe fora do estabelecido. Agora, dou é um grande valor aos guitarristas que se tem afirmado como compositores - Mário Delgado, André Fernandes, Nuno Ferreira, Dudas (Ficções), (... eu ...) pois isso coloca a guitarra no pedestal dos instrumentos, como líder de uma nova concepção e linguagem, pedestal esse que até agora era como sabemos controlada a nível mundial pelos sopros e pianistas. Cá em Portugal, a guitarra tem assim dado cartas, e em termos de composição, há mesmo muito poucos outros instrumentistas de outros naipes a competir!!!

Em seu entender, a que razões se fica a dever o aparecimento de uma profusão de guitarristas de jazz nacionais nos últimos anos?
Como já disse, tal se deve ao trabalho desenvolvido pelas escolas de jazz do país, que para alem de terem educado os alunos, tem também ajudado muitos novos guitarristas a estudar nos EUA e Holanda. Eu próprio preparei a geração de guitarristas dos anos 1990-2005 para dar o seu melhor, quase todos passaram pelas minhas mãos, do qual me orgulho, e incentivei-os a ir lá para fora estudar. Também sabemos que a guitarra é um instrumento super social, e dado que sempre se gostou de ‘’festa’ ’e ‘’borga’’ em Portugal, há muito pessoal que começa a tocar guitarra-rock para se fazer ás miúdas, depois vai para o Blues, bossa, e daí é um saltito para o jazz. Como no jazz a teoria, harmonia e composição são super avançados, há uma constante procura do estudo desta música nas escolas de Jazz nacionais, porque os músicos sabem que com muito boas bases podem ficar, mais do que em qualquer outra escola de clássica, rock, ou outra qualquer. E como a guitarra tem sempre uma predominância de escolha sobre os outros instrumentos, aí está o aparecimento de uma profusão de guitarristas nos últimos anos.

Em que medida a sua passagem pelos EUA o enriqueceu como músico?
Há coisas na vida que não existe dinheiro no mundo para o pagar. Eu gastei uma fortuna aos meus pais, quando lá estive, de 1986 a 1990, mas tudo aquilo que aprendi não tem preço e não me arrependo do que gastei. O facto de poder estudar e privar intensamente durante esses anos com Lee Konitz, Jim Hall, John Abercrombie, Karl Berger, Ken Werner, Ted Dunbar, e de uma maneira mais pontual com Attilla Zoller, Mark Helias, John Scofield, Arnie Lawrence, Reggie Workman, Jimmy Cobb, e grandes compositores como Anthony Davies, Aydin Esen, Henry Martin... diz tudo, não é ?? Juntei as peças todas deste ‘’puzzle’’ enorme que criei, pois enquanto estava lá só pensava em aprender o mais que pudesse com cada um deles, e fiquei com um ‘’puzzle’’ completo, que ainda hoje e até ao fim da minha vida me tem dado e dará uma direcção muito forte e segura, (baseada na tradição, mas sempre com um pé na irreverência e futuro) sobre aquilo que tenho que estudar, tocar e compor. Também da vivência com colegas que são hoje ‘’astros’’, não se esquece facilmente... tocar no mesmo grupo de escola que Chris Potter, Brad Mehldau, Roy Hargrove, e fazer inúmeras ‘’jams’’ com Peter Bernstein, Larry Goldings, Brad Mehldau... deixa marcas. Por outro lado, viver em NY nos 80, e ver músicos que hoje já cá não estão... Stan Getz, Joe Henderson, Gil Evans Orchestra, Mel Lewis Vanguard Orchestra, Tommy Flanagan, George Adams, Billy Higgins, o fantástico duo Ed Blackweel-Don Cherry, Jaco Pastorius embriagado varias vezes...mais umas centenas de concertos que nunca mais se esqueçem, como as ‘’premieres’’ de Pat e Ornette-Song X, John Zorn Naked City, Miniatured de Tim Berne, Bass Desires de Marc Johnson, Miles e a apresentação dos últimos álbuns, e depois ouvir grandes concertos com Ahmad Jamal, Mike Stern, Sonny Rollins, Sphere com Charlie Rouse, Cedar Walton Trio, Herbie, etc.... Ainda hoje mantenho o ‘’speed’’ e o sangue com que NY me infectou. Mudou totalmente a minha vida!

Como vê o actual panorama do jazz em Portugal e como antevê a sua evolução?
Vejo com positividade, acho que nos próximos anos vão surgir muitos bons novos músicos que dado á oportunidade que existe agora de estudar nos EUA e Europa (muito mais fácil do que foi para mim na altura), vão encher Portugal de criatividade. Vejo a música em 3 patamares ascendentes. O de guitarrista, o de músico e o de artista. Guitarristas e virtuosos há muitos, músicos poucos e artistas raros. Só me interesso mesmo pelo último patamar, e nesse aspecto espero que apareçam alguns ‘’cometas’’. Acho fantástico a guitarra estar a liderar, ao lado dos contrabaixistas, a produção discográfica e de composição cá em Portugal, e espero que isso mude um pouco, também precisamos mais de sopros bons. Pianistas sempre houve, irrita-me um pouco porque tem sempre os melhores ‘’tachos’’ dos concertos. Por exemplo, há muitos mais e tão bons pianistas na Alemanha, e alguns nem são mais conhecidos que nas próprias cidades onde vivem. Aqui, só o facto de se ser um pianista (instrumento bonito da sociedade) tem logo uma importância fenomenal, arranjam logo grandes concertos, e a verdade é que ainda não vi nenhum pianista português a fazer algo de novo ou inovador. É sempre na base tradicional... Em termos de trabalho, está mau. Tocamos pouco em sítios bem pagos, há uma politica constante nos bons festivais de convidar músicos de fora de free jazz, de que nunca ninguém ouviu falar, e que fazem musica péssima, que não traz nada de novo ao bom free jazz dos 60, e estamos sujeitos para poder rodar o nosso trabalho, a tocar em bares reles, cheios de fumo e com audiências pouco cultas e ruidosas... Tenho 4 cds no mercado, em 2001 pensava que as coisas iam mudar por ter CDs, mas chego há conclusão que nada mudou, continuo com pouco trabalho, e os organizadores de festivais em geral, não fazem a mínima ideia do que se passa por cá em termos de coisas novas e delegam o seu critério de escolha em não-músicos e críticos de jazz de gostos muito duvidosos. É assim a minha opinião.

Publicado por António Branco às 07:21 AM | Comentários (2)

fevereiro 20, 2006

4ªFESTA DO JAZZ DO SÃO LUIZ

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Como já se sabia há algum tempo, a quarta edição Festa do Jazz do São Luiz, terá lugar nos dias 31 de Março, 1 e 2 de Abril.

A Festa do Jazz do São Luiz é um evento que assume contornos particulares, ao juntar, durante 3 dias, alunos de escolas de música a músicos profissionais. Na edição deste ano regista-se igualmente a participação de um convidado estrangeiro de renome, o saxofonista David Binney.

Também este ano, os diversos combos provenientes das diversas escolas apresentar-se-ão ao vivo no Jardim de Inverno, nos dias 1 e 2 de Abril, entre as 14h00 e as 19h00.

Mais uma vez, o Ensemble Festa do Jazz interpretará – em estreia - 5 obras encomendadas a outros tantos compositores portugueses da área do jazz, a saber: Andreia Pinto Correia, Nelson Cascais, Mário Laginha, Tomás Pimentel e Afonso Pais.

Aqui fica o programa da 4ª Festa do Jazz do São Luiz (Sala Principal):

31 de Março (sexta-feira)

21h30
Bernardo Sassetti / Ascent Trio2
Ajda Zupancic (violoncelo), Jean François Lezé – vibrafone), Bernardo Sassetti – piano), Carlos Barretto (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria).

23h00
Ensemble Festa do Jazz
João Moreira (trompete), Carlos Martins (sax tenor), Perico Sambeat (sax alto), Nuno Ferreira – (guitarra), Jesse Chandler (piano), Paco Charlín (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria).

1 de Abril (sábado)

19h00
Joana Rios
Joana Rios (voz), Pedro Moreira (sax tenor), Claus Nymark (trombone) Bruno Santos (guitarra), Bernardo Moreira (contrabaixo) e André Sousa Machado (bateria).

21h30
TGB - Carolino/Delgado/Frazão
Sérgio Carolino (tuba), Mário Delgado (guitarra) e Alexandre Frazão (bateria).

23h00
Sexteto de Mário Franco com David Binney
David Binney (sax alto, sampler), André Fernandes (guitarra), Jesse Chandler (piano, órgão), João Gomes (sintetizador, fender rhodes, laptop), Mário Franco (contrabaixo, baixo eléctrico) e João Lencastre (bateria, percussões).

2 de Abril (domingo)

19h00
Paula Oliveira e Bernardo Moreira “Lisboa que Adormece”
Paula Oliveira (voz), Leo Tardin (piano), Bernardo Moreira (contrabaixo), Bruno Pedroso (bateria) e João Moreira (trompete).

21h30
Laurent Filipe "A Luz"
Laurent Filipe (trompete), Mário Delgado (guitarra), Rodrigo Gonçalves (piano), Nelson Cascais (contrabaixo) e Paulo Bandeira (bateria).

23h00
Estardalhaço Brass Band
Mário Marques (sax alto, soprano), André Murraças (sax tenor), António Morais (trompete), João Moreira (trompete), Ruben Santos (trombone), Luís Cunha (trombone), Sérgio Carolino (sousafone) e Luis Cascão (bateria).

À semelhança do que aconteceu em anteriores edições, um júri composto por 3 especialistas (Manuel Jorge Veloso, Rui Neves e José Nogueira) elegerá, de entre as escolas participantes, o Melhor Combo, o Melhor Instrumentista e os Prémios Revelação. As escolas participantes são as que se seguem:

- Escola Moderna de Jazz Almada (Seixal)
- ETIC- Escola Técnica de Imagem e Comunicação (Lisboa)
- Escola de Jazz de Torres Vedras
- Conservatório Escola das Artes (Funchal)
- ESMAE - Esc. Sup. de Música e das Artes do Espectáculo (Porto)
- Escola JBJazz (Lisboa)
- Escola de Jazz do Barreiro
- Escola de Música da C.M. da Nazaré
- RIFF- Escola de Música de Aveiro
- Escola de Jazz Luiz Villas Boas/Hot Clube de Portugal (Lisboa)

Habituais neste evento são as master classes, sobretudo destinadas aos alunos das escolas de música participantes. Este ano, os docentes serão Bernardo Sassetti (1 de Abril, piano) e David Binney (2 de Abril, saxofone).

No âmbito da Festa do Jazz haverá também a habitual feira do disco.

Publicado por António Branco às 07:19 AM | Comentários (0)

fevereiro 18, 2006

RAY BARRETTO (1929 - 2006)

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Ray Barretto

Adiós, conguero...

Publicado por António Branco às 06:03 PM | Comentários (2)

UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de hoje de "Um Toque de Jazz" poderemos escutar Novos Discos (3): «Not in Our Name» (Charlie Haden Liberation Music Orchestra); «The Eleventh Hour» (Evan Parker Electro-Acoustic Ensemble); «Ringing The Luminator» (George Gruntz); «What Now?» (Kenny Wheeler/Chris Potter/John Taylor/Dave Holland); «Creole Love Call» (Nils Landgren/Joe Sample); «I’m With the Band» (Tierney Sutton) e «Raccolto» (Stefano Battaglia).

Amanhã será a vez de se continuar a série Concertos Europeus (3) – O trio dos britânicos Evan Parker (sax-soprano e tenor), Barry Guy (contrabaixo) e Paul Lytton(bateria) num concerto realizado em 31 de Março de 2005 no Festival Banlieues Bleues (Paris). Gravação cedida pela Eurorádio.

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 14h00 e as 15h00 na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM).

Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2

Publicado por António Branco às 09:26 AM | Comentários (0)

fevereiro 17, 2006

DOWNBEAT FEV 06

Um sorridente B. B. King surge na capa da edição de Fevereiro da revista norte-americana “Downbeat”. Num artigo/entrevista intitulado “Delta Rejuvenation” o lendário bluesman, agora com 80 anos, fala sobre os seus planos para o futuro, sobre música, política,…

De referir a inclusão na secção “European Scene” de um texto da autoria de Peter Margasak relativo ao violinista português Ernesto Rodrigues. Com a devida vénia, aqui fica o texto (original) completo:

Since the 1960s, when British musicians like Derek Bailey, Evan Parker and John Stevens forged a radical strain of non-idiomatic improvisation, abstract on-the-fly music making has gone through loads of permutations. But over the last decade or so, perhaps the biggest factor in the music´s growth has been non-musical. The Internet has allowed an international community of musicians to flourish and interact, and now it´s hardly surprising that strong players thrive in far-flung locals.

“It´s played an essential role in what concerns the edification of an international community, and we´re all part of it,” Portuguese violinist Ernesto Rodrigues said. In Lisbon, a city whose best best-known musical export remains the emotionally fraught fado, he´s emerged as a distinctive voice of experimentation. Thanks to his Creative Sources label, the world is becoming an even smaller place.

Although Rodrigues grew up around the arts – his father was a playwright and his godfather was a classical musician – a childhood pal got him enrolled in a conservatory. While he studied the classics, he was pursuing a strong interest in experimental music and soon became influenced by the English school of free improvisation. “The relationship with my instrument is focused on textural elements,” he said. “Electronic music was an early influence on my approach to violin playing, which challenges traditional romantic concepts of the instrument through the use of preparations and micro-tuning.”

Rodrigues launched he label in 2001, primarily to document his own work. He quickly managed to survey a broader range of activity in Lisbon with recordings that featured guitarists Manuel Mota and José Oliveira, pianist Gabriel Paiuk, bassist Margarida Garcia and his son, cellist Guilherme Rodrigues, among others. Much of the work subscribes to a minimal, gestural style of free improvisation, although Rodrigues recognizes a distinctly Mediterranean quality, that´s one doesn´t find outside the country. There´s generally some feeling of contemplation and lyricism,” he said.

Before long the strength of the work began attracting others, and now, with a catalog that boasts more than 50 titles, Creative Sources not only represents the state of the art of improvisation in Europe – with work from people like Axel Dörner (Germany), Stéphane Rives (France), Ingar Zach (Norway) and Alessandro Bossetti (Italy) – but in other locales as well, including the United States, Japan and Lebanon. Now Lisbon has become an important stop on any international itinerary, and early this year Rodrigues will be touring the United States with Mota.”

Which Way Up?” é a pergunta que serve de mote para uma entrevista ao saxofonista Chris Potter.

Muito interessante é o artigo (“American Pimp Technicolor Swank Porn Music”) com o inclassificável Uri Caine.

A ler com atenção é também o artigo “Back To The Revolution”, com o veterano trompetista e líder de orquestra Charles Tolliver.

A edição deste mês inclui o caderno especial “Home Studio”, que inclui, entre outros motivos de interesse, uma entrevista a Rudy Van Gelder.

Na secção “Players” estão em destaque deste mês o pianista Lafayette Gilchrist (“Avoiding The Herd”), o guitarrista Jake Shimabukuro (“Two-Octave Wonder”), o saxofonista Peter Apfelbaum (“A World Through Two Coasts”), e a dupla Moutin Reunion, composta pelos irmãos gémeos Louis e François Moutin (“Counting On Intuition”).

Em “The Question Is…” a pergunta deste mês é “What does a home studio do for you?”. Respondem o trompetista Dave Douglas, o guitarrista Mimi Fox, o baterista Harvey Mason e o teclista Scott Kinsey.

Na secção “Backstage With…” deste mês as atenções estão focalizadas para Clint & Kyle Eastwood, nos bastidores do Monterey Jazz Festival.

Com chamada para a “Hot Box” da secção “Reviews” estão nesta edição em destaque “Swing & Affairs”, da Vienna Art Orchestra, “To Love Again”, de Chris Botti, “Spiral”, da pianista Hiromi e “Brazil Duets”, do guitarrista Mike Marshall. Outros discos a merecer atenção são “Wildcrafted: Live At The Dakota” do trio do pianista Geoffrey Keezer, “News On The Rail”, de Marty Ehrlich, “The Rolling Stones Project”, do saxofonista Tim Ries, “Play Morricone”, pelo trio Enrico Pieranunzi/Marc Johnson/Joey Baron, o disco quádruplo “20 Standards (Quartet) 2003”, de Anthony Braxton e “The Eleventh Hour”, do Evan Parker Electro-Acoustic Ensemble. Nota de destaque para dois discos editados pela portuguesíssima Clean Feed: “Right Before Your Very Ears”, pelo trio do saxofonista Michael Blake e “The Wimbler”, pelo quarteto do baterista Gerry Hemingway.

É apresentado o novo livro do crítico britânico Stuart Nicholson, provocatoriamente intitulado “Is Jazz Dead (Or Has It Moved To A New Address)? ”.

Na secção “Woodshed” os trompetistas poderão aprender o solo de trompete de Miles Davis no histórico “Walkin´. Nesta secção os interessados podem também aprender mais sobre o estilo de piano característico de Nova Orleães.

O jovem mas já reputado saxofonista de origem porto-riquenha Miguel Zenón é submetido ao habitual “Blindfold Test”. O músico teve de adivinhar, os sons de Ornette Coleman, Tim Berne, Lee Konitz, Greg Osby, Henry Threadgill, entre outros.

Este número completa-se com as habituais secções “First Take”, “Chords & Dischords”, “Thinhs To Come”, “The Archives”, “Caught”, entre outras.

Publicado por António Branco às 07:48 AM | Comentários (1)

fevereiro 16, 2006

JAZZ NO PRINCIPAL 2006

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Começa no próximo sábado, 18 de Fevereiro, a edição 2006 do festival Jazz no Principal, que se realiza no Teatro Principal de Pontevedra.

O Jazz no Principal, organizado pelo Seminário Permanente de Jazz de Pontevedra (SPJ), constitui habitualmente um ponto importante de colaboração transfronteriça nos domínio do jazz, entre músicos portugueses e músicos galegos. Entre os músicos lusos que já tocaram no Jazz no Principal contam-se Carlos Barretto e João Moreira, entre outros.

Na edição deste ano a presença nacional será assegurada pelo pianista Filipe Melo.

Aqui fica a programação completa do Jazz no Principal 2006:

18 de Fevereiro (21h30)
Filipe Melo & SPJ-Group
Filipe Melo (piano), Martín Brea (saxofone tenor), JOrge Valero (guitarra), Jose Santomé (contrabaixo) e Roi Adrio (bateria).

4 de Março (21h30)
Dani Pérez & SPJ-Group
Dani Pérez (guitarra), Toño Otero (saxofone tenor), Seir Caneda (piano), Dani (baixo eléctrico) e Roi Adrio (bateria).

18 de Março (21h30)
John O´Gallagher & SPJ-Group
John O´Gallagher (saxofone tenor), Nacho Pérez (guitarra), Iago Vázquez (piano), José Ferro (contrabaixo) e Iago Fernández (bateria).

25 de Março (21h30)
Rámon Cardo & SPJ-Group
Rámon Cardo (saxofone tenor), Javier Pereiro (trompete), Telmo Fernández (guitarra), Alberto Vilas (piano), Jose Santomé (contrabaixo) e Iago Fernández (bateria).

No âmbito do Jazz no principal 2006, está também agendada uma série de workshops e uma master class.

18 de Fevereiro (11h)
Filipe Melo

4 de Março (11h)
Dani Pérez

18 de Março (11h)
John O´Gallagher

25 de Março (11h)
Rámon Cardo

Master Classde bateria (17h)
Jeff Williams

À semelhança das edições anteriores, o SPJ editará um CD com a recolha dos melhores momentos do festival.

Publicado por António Branco às 07:36 PM | Comentários (0)

MARTINS, HERNÂNI E CHAGAS NO LUSO CAFÉ

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Esta noite, a partir das 23h00, no Luso Café (Bairro Alto, Lisboa), toca um trio constituído pelo estreante Eduardo Chagas (blogger, crítico e milhares de outras coisas) no trombone, pelo versátil Hernâni Faustino no contrabaixo e por Miguel Martins (melódica, trompete, train whistle, sinos).

Improvisos livres a não perder!

Publicado por António Branco às 02:10 PM | Comentários (1)

NEWSLETTER JAZZPORTUGAL.UA.PT

Anuncia-se para breve o regresso do site jazzportugal.ua.pt, da autoria de José Duarte, com o Centro de Estudos de Jazz da Universidade de Aveiro.

A antecipar o mesmo, surge agora a Newletter 1, cujo conteúdo reproduzo, com a devida vénia.

newsletter 1
14 fevereiro 2006

"sei como começar embora não saiba por onde
isto é não sei começar

agradeço a quem esperou por jazzportugal.ua.pt
a quem não esperou mas irá visitá-lo
agradeço a Jorge Freire pelos ensinamentos e paciência
agradeço-lhe ter oferecido toda o material publicado desde
os idos 1997 novembro 1

admiro o saber informático na UA (Universidade de Aveiro)
e o demorado trabalho de invenção e reorganização dos
dados históricos
sempre incompletos para o team sempre insatisfeito

a UA e o team de jazzportugal.ua.pt quer colaborar nas
celebrações dos há 40 anos que ‘Cinco Minutos de Jazz’
(programa de rádio agora na RDP Antena 1) foi ao ar a
primeira vez
21 fevereiro
e também irá ao ar nesse dia

entretanto anuncia já que estão previstos para o
aniversário dos ‘Cinco’:
1. concerto em Lisboa no Teatro São Luís/Jardim de Inverno
às 21:00 de 21 deste com:
Bernardo Sassetti
Dixiegang
Jacinta
Paula Oliveira
Pedro Moreira
2. edição em caixa com 4 cds comemorativa da data
3. reedição em caixa de “JAZZ CLASSICS” (EMI)

não posso deixar escapar esta oportunidade para lembrar o
recentemente falecido histórico radialista João Martins
que a certa altura de sua vida desviou a minha
‘Zé e que tal fazeres jazz na rádio . . . mas só cinco
minutos!’
teve tinha tem razão

e na UA com o ensino de todo o jazz em duas cadeiras de
opção
Audição Musical Comentada
História do Jazz
e o desenvolvimento do ‘Centro de Estudos de Jazz’
tudo se transformará

as transformações quanto mais lentas mais certas e
eficazes

jazzportugal.ua.pt espera pela sua visita a partir de 21

até já zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz"

Publicado por António Branco às 09:46 AM | Comentários (0)

fevereiro 15, 2006

ENTREVISTA - JASON KAO HWANG

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Jason Kao Hwang

O violinista e compositor norte-americano, de origem chinesa, Jason Kao Hwang (n. 1957), prepara-se para lançar (a 1 de Março próximo) “Edge”, o disco de estreia da sua mais recente aventura musical, ao lado de contrabaixista Ken Filiano, do baterista/percussionista Andrew Drury e do cornetista Taylor Ho Bynum.

Músico versátil e experiente, Jason Kao Hwang é um conceituado improvisador que tem dado particular atenção ao cruzamento de sonoridades e de culturas, através da utilização de instrumentos tradicionais do extremo oriente, trabalhando-os, de forma particular, à luz da linguagem do jazz e da música improvisada.

Fundou a célebre The Far East Side Band (1900-2004), com a qual aglutinou, numa mesma massa sonora multicultural, elementos da tradição chinesa, japonesa, coreana e americana. A Far East Side Band editou dois discos: “Urban Archaeology” (Victo Records) e “Caverns” (New World Records). Entre os seus projectos mais relevantes, conta-se também o trio Graphic Evidence - com o contrabaixista Tatsu Aoki e o saxofonista Francis Wong.

Em meados dos anos 90 fez parte de diversas formações lideradas por Anthony Braxton. Ao longo da sua carreira tem trabalhado igualmente com nomes importantes, como Henry Threadgill, Dominic Duval, David Murray, Butch Morris, Billy Bang, Reggie Workman, William Parker, entre muitos outros.

Em 2005 lançou a sua obra mais ambiciosa, a ópera “The Floating Box, A Story in Chinatown” (com libreto de Catherine Filloux), uma visão muito pessoal da história da comunidade de origem chinesa nos EUA, suas lutas e ambições.

Hwang tem desenvolvido um interessante trabalho na área das bandas sonoras de filmes e da dança (“Unbroken Thread” e “Wake Up Call”).

A vida académica, na Universidade de Nova Iorque, para a qual criou um curso de “música asiático-americana”, também desempenha um papel importante na sua actividade.

Visitou Portugal em Maio do ano passado, integrando o Trio Tarana, do baterista/percussionista Ravish Momin.

A pretexto do novo disco, o Improvisos Ao Sul falou com ele sobre esse e outros temas.

Improvisos Ao Sul: As suas origens são chinesas. Como incorpora elementos da milenar cultura chinesa na sua música? De que forma isso é importante para si?
Jason Kao Hwang: Eu luto por uma música para a qual a minha herança cultural contribua, num processo que é orgânico, inspirado pela consciência, tomado pelo intelecto e impelido pelo instinto, em oposição a noções imaginadas. Os meus pais escaparam de Hunan, China, nos anos 40, durante a Segunda Guerra Mundial. Eu cresci em Waukegan, Illinois, cerca de uma hora a norte de Chicago. Durante a minha infância, não haviam muitos músicos de origem asiática, estrelas de cinema, autores ou políticos que servissem de modelos para eu imitar. A cultura celebrava uma galeria de estereótipos raciais, o que deixava invisíveis os verdadeiros americanos de origem asiática. Testemunhei as dificuldades dos meus pais, que faziam parte de uma minoria invisível e sem poder. Eu sou uma parte do movimento asiático-americano que ganhou definição e forma no final da década de 70. A rejeição de estereótipos exóticos, a recusa em ser marginalizado e a asserção das verdadeiras identidades estão entre os valores fundamentais por que se luta ainda hoje na América de influência asiática. Quando ensino “música asiático-americana”, um curso que criei na Universidade de Nova Iorque, comecei com “Music of Life”, de Hazrat Inayat Khan. Ele concebe o mundo como um conjunto de vibrações, não apenas vibrações físicas e atómicas, mas também emocionais e históricas. Sabemos disto pela experiência; é um facto tangível. Sentimos a má ressonância de uma sala vazia onde alguém passou um mau bocado. Sentimos a alegria ou a raiva de alguém ao telefone, sem contacto verbal ou visual. Nós, humanos, somos instrumentos musicais, recebendo e amplificando as vibrações da vida desde o primeiro dia. Quando eu era bebé, olhando para os meus pais, eu via como eles riam e andavam. O meu riso e a minha linguagem corporal fazem-me lembrar os meus pais. Surpreendentemente, dentro das minhas emoções flúem também correntes dos seus instintos.

Pode descrever-nos o seu último disco, "Edge"?
“Edge” é a vibração dos instintos, resultando numa música onde são imaginadas, construídas e asseveradas verdadeiras identidades e afirmações culturais. Eu procuro vibrações. Ouço as inflexões da língua chinesa, ouço ópera chinesa, o “huqin” (violino chinês), a “pipa” (guitarra chinesa) e violino do sul da Índia. Em “Threads”, a segunda peça do CD, o meu pizzicato tremelo foi inspirado nos tocadores de “pipa” com quem trabalhei ao longo dos anos - Tang Liang Xing, Min Xiao Fen e Wu Man. Estas vibrações são fáceis de perceber porque os “marcadores” superficiais de etnicidade são aparentes via técnica. Existem muito mais vibrações que intervêm na criação da minha música que são igualmente importantes na alma do som, ainda que não apresentem os marcadores identificáveis da sua existência.

As composições são todas suas? Qual foi a contribuição dos outros músicos? Conte-nos um pouco do "making of" deste disco…
O disco “Edge” inclui as participações de Taylor Ho Bynum (cornetim, flugelhorn), Ken Filiano (contrabaixo), Andrew Drury (percussões) e de mim próprio, no violino. As composições são minhas, concebidas para potenciar ao máximo a individualidade da voz de cada músico. O Taylor e eu conhecemo-nos em meados da década de 90, tocando nas oratórias e nas óperas de Anthony Braxton. Conheci o Andrew no grupo do trombonista Jeff Hoyer. Ele depois substituiu Satoshi Takeishi no meu anterior quarteto, a Far East Side Band. O Ken apresentou-se após ter-me ouvido tocar violino eléctrico com o pitch alterado duas oitavas abaixo com William Hooker/The Gift. Quando ele elogiou a minha forma de tocar, não pude deixar de sorrir. O Taylor, o Ken e o Andrew inspiram e preenchem as minhas composições com o seu grande talento e com os seus espíritos positivos. Durante a parte final de 2004 e os inícios de 2005, o quarteto “Edge” tocou por diversas vezes na zona de Nova Iorque. No dia 6 de Maio gravámos toda a música nos estúdios Kaleidoscope Sound, em North Bergen, Nova Jérsia, mesmo do outro lado do rio Hudson. A gravação constituiu o meu veículo de aprendizagem como engenheiro de som, por isso demorou tanto tempo a finalizar. Durante os seis meses seguintes, editei e misturei as faixas, provavelmente uma dúzia de vezes, antes de ir buscar os engenheiros Paul Geluso e Paul Zinman para os trabalhos finais. Soa muito bem.

Qual é a relação entre"Edge" e os seus trabalhos anteriores?
“Edge” assinala o meu regresso em força à música improvisada. O último CD com a Far East Side Band, foi “Urban Archaeology” (Victo Records), em 1996. Entre 1998 e 2001, embora nunca tenha deixado de dar concertos, dediquei-me principalmente à composição e produção da ópera de câmara, “The Floating Box, A Story in Chinatown”. A ópera obrigou-me dar muito de mim. Felizmente, depois do lançamento do duplo CD, no ano passado, as críticas foram excelentes. A revista “Opera News” considerou-a uma das dez melhores gravações de ópera de 2005. Gradualmente, desde 2004, tenho vindo a regressar a outros projectos, trabalhando com o Trio Tarana de Ravish Momin, com William Hooker/The Gift e com o projecto Malcheck Muzikum, de Pheeroan Aklaff. Estes grupos inspiraram-me a começar outra vez com um grupo meu. Na Far East Side Band e na ópera “The Floating Box”, os instrumentos asiáticos tradicionais foram elementos-chave. O timbre e a linguagem associados a esses instrumentos fizeram luz sobre as minhas próprias vibrações internas, anteriormente “invisíveis”. Por causa da minha história, comecei a perceber como a música só pode crescer fora dos “estilos”. Anthony Braxton, com quem trabalhei em meados da década de 90, foi um grande inspirador a este propósito. Novos caminhos abriram-se ante mim. Pensei em criar uma linguagem musical americana própria que abrangesse as afinidades e as distâncias entre as diversas tradições. Os caminhos levaram a um local onde o diálogo musical tenha de ter lugar. Formei então o grupo Edge, no início orquestrado de acordo com as vozes improvisacionais dos músicos, e não apenas com a instrumentação. Edge segue o mesmo caminho dos projectos anteriores, mas com um conhecimento alargado das vibrações no seio de um fluxo arquitectural.

O novo disco será lançado pela Asian Improv Records. Qual é o papel desta editora?
Estou grato à Asian Improv pelo lançamento de “Edge”. Eles prestam um grande serviço aos seus artistas, através da grande qualidade das suas edições, distribuição e promoção. Dirigida pelo contrabaixista Tatsu Aoki e por Francis Wong [saxofonista], ambos excelentes músicos e meus companheiros no trio Graphic Evidence, a Asian Improv tem desenvolvido uma apaixonada cruzada em prol do jazz feito por americanos de origem asiática. A Asian Improv é a principal razão pela qual a expressão “jazz asiático-americano” faz parte do nosso léxico.

Você, o Ken Filiano, o Andrew Drury e o Taylor Ho Bynum parecem ser muito unidos. De que forma esse facto influencia a vossa música? Existe uma química especial entre vocês?
Estes tipos são os melhores. Todos eles são músicos monstruosos que motivam e inspiram o meu trabalho.

Apresentou o novo disco em Nova Iorque, em Janeiro. Qual foi a reacção do público?
A apresentação no Barbes foi o nosso primeiro concerto, e a energia foi óptima. O segundo concerto no The Stone foi ainda melhor. As actuações abriram as composições a novos territórios. Toda a gente tocou de forma inventiva e a resposta do público foi maravilhosa. Esperamos ansiosamente pelo nosso próximo concerto, na festa de lançamento do CD no The Stone, a 21 de Março. Butch Morris, responsável pela programação de Março, deu-nos oportunidade de tocar dois sets, às 20h e 22h. No primeiro set, tocaremos as peças do novo CD. O segundo set será preenchido com música nova, que será eventualmente gravada.

Quais são os planos para promover o novo disco? Está prevista uma vinda à Europa?
Espero apresentar “Edge” o mais possível nos próximos anos. Já contactei uma dúzia de festivais europeus, e quero tocar em alguns!

Publicado por António Branco às 08:38 AM | Comentários (0)

fevereiro 14, 2006

SÍTIO DO CEFALÓPODE FEV06

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O Sítio do Cefalópode é um espaço cultural com bar que tem vindo a organizar, de há 3 meses a esta parte, espectáculos de música, com uma programação onde o jazz ocupa um lugar de destaque.

O Sítio do Cefalópode fica em Lisboa, muito perto do Castelo de São Jorge. Trata-se de um espaço que em tempos pertenceu a José Carlos Ary dos Santos (que morava perto, na Rua da Saudade), em camaradagem com Fernando Tordo. Era então o Cantador-Mor. Como referem os actuais responsáveis do espaço: "A poesia e a música ficaram definitivamente entranhadas nas suas paredes".

O Sítio do Cefalópode funciona de segunda a sábado, das 22h00 às 02h. A partir de Março as portas passam a abrir-se às 15h, de segunda a sábado.

No que ao jazz diz respeito, aqui ficam as principais actividades agendadas para o que resta do corrente mês de Fevereiro:

17 de Fevereiro (sexta-feira)
Sílvia Nazário “Bossa & Outras Novas”
Sílvia Nazário (voz), Claudio Kumar (guitarra acústica) e Celinho Burlamak (guitarra acústica).

24 de Fevereiro (sexta-feira)
Aquarela Jazz Quartet
Luís Silva (saxofones e guitarra), Rui Rolo (baixo eléctrico), Augusto Macedo (piano) e Pedro Alsklin (bateria).

25 de Fevereiro (sábado)
Trio de Gonçalo Marques
Gonçalo Marques (trompete), Nelson Cascais (contrabaixo) e André Sousa Machado (bateria).

Consultar a programação completa.

Às segundas-feiras haverá também jazz open jam session.

Em Fevereiro, os pianistas convidam... (inicitiva coordenada por Nuno Ferreira ):

06 Fevereiro - Filipe Melo convida...
13 Fevereiro - Paula Sousa convida...
20 Fevereiro - Júlio Resende convida...

Para mais informações sobre o projecto encontra-se em www.cefalopode.com.

Publicado por António Branco às 07:27 AM | Comentários (0)

fevereiro 13, 2006

N.º 4 JAZZ.PT À VENDA

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Já está à venda o n.º 4 da revista jazz.pt (Janeiro/Fevereiro 06), a única revista portuguesa de jazz.

A jazz.pt é propriedade do JACC - Jazz Ao Centro Clube. O seu Director é Pedro Rocha Santos. O Editor é Pedro Costa, o Editor-Adjunto é Eduardo Chagas e o responsável pelo grafismo, Rui Garrido. O preço de capa da revista é de € 5,00.

Aqui fica o sumário deste quarto número:

NOTÍCIAS
CONCERTOS

Guimarães Jazz
Festival Jazz do Porto
Angra Jazz
ENTREVISTA
Alípio C Neto
PERFIL
Sun Ra
BLINDFOLD TEST
Sei Miguel
REWIND
Cantuária
MELHORES 2005
CD´S PONTO DE ESCUTA
PROGRAMAÇÃO JAZZ

Colaboram neste número Abdul Moimême, António Branco, António Rúbio, Eduardo Chagas, Gonçalo Falcão, Hernâni Faustino, João Aleluia, José Marques, João Pedro Viegas, Jorge Trindade, Leonel Santos, Manuel Jorge Veloso, Manuel Pissarro, Nuno Franco, Pedro Costa, Raul Vaz Bernardo, Ricardo Gross, Rui Duarte, Rui Eduardo Paes e Rui Neves.

Em Beja, a jazz.pt pode ser encontrada na sede da G Produções Culturais, na Rua Tenente Valadim, 22 e 24.

Pode igualmente efectuar a assinatura da revista enviando um e-mail para: assinaturas@jacc.pt.

Publicado por António Branco às 09:13 AM | Comentários (0)

fevereiro 12, 2006

ENCONTRO DE BLOGUES EM ALVITO

É já no próximo dia 22 de Abril (sábado)!

Para inscrições e informações completas sobre esta iniciativa, consultar: http://www.alvito.pt.la/

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Publicado por António Branco às 10:02 AM | Comentários (0)

fevereiro 11, 2006

KALEIDOSCÓPIO EM FIGUEIRÓ DO VINHOS

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O projecto Kaleidoscópio, trio liderado pelo guitarrista Miguel Martins - com o contrabaixista Carlos Barretto e o baterista Joel Silva - apresenta-se ao vivo hoje à noite (22h00) no Casa de Cultura de Figueiró dos Vinhos.

"Em 2004 nasceu o Miguel Martins Trio, devido à cumplicidade musical do guitarrista com um dos músicos de jazz mais consagrados em Portugal, o contrabaixista Carlos Barretto. Na origem do grupo, na bateria, está um nome importante do jazz finlandês, Markku Ousnaskari, outro cúmplice do guitarrista de várias experiências musicais em Espanha, mais especificamente na Andaluzia, com o sexteto de jazz flamenco de António Mesa.
Este trio propõem-se despertar múltiplas sensações no público, fazendo-o viajar através da música improvisada no momento. O repertório inclui temas originais dos membros do trio, no qual coexistem o Free Jazz, a electrónica, a "mescla" de grooves com influências Rock e Etno, que vão ao encontro da vanguarda experimental do jazz europeu. Miguel Martins tem actuado em vários de Jazz nacionais e internacionais, tais como: Festival de Sevilha (ESP), Festival de Punta Umbria (ESP), Festival Internacional de Loulé, Festival Internacional de Faro, Festival de Vila Real (Douro Jazz), Festival Lagos Jazz, Festival do Sudoeste, Festival de Paredes de Coura (Jazz na Relva), foi convidado pela Faro Capital Nacional da Cultura 2005, para participar como solista convidado na Orquestra de Jazz de Lagos (OJL), Festival de Portalegre, entre várias actuações nos principais clubes de jazz nacionais
".

Publicado por António Branco às 01:47 PM | Comentários (0)

UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de hoje de "Um Toque de Jazz" poderemos escutar Novos discos (2) - "Swing & Affairs" (Vienna Art Orchestra); "Canvas" (Robert Glasper Trio); "Journey Into the Centre of an Egg" (Rabih Abou-Khalil/Joachim Kühn/Jarrod Cagwin); "Blueprint of a Lady" (Nnenna Freelon); "African Flashback" (Aldo Romano/Louis Sclavis/Henri Texier); "Gambit" (Matt Darriau "Paradox Trio"); "Plays the Music of Albert Mangelsdorff" (Joe Fidler Trio); "Live at Yoshi’s, Vol. 2" (Jessica Williams Trio) .

Amanhã será a vez de se continuar a série Concertos europeus (2) – O duo norte-americano de Alan Broadbent (piano) e Gary Foster (sax-tenor)) num concerto realizado em 19 de Abril de 2004, no Semilaso de Brno (República Checa). Gravação cedida pela Eurorádio.

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 14h00 e as 15h00 na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM).

Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2

Publicado por António Branco às 09:38 AM | Comentários (0)

fevereiro 10, 2006

BBB - BLOGUE BIG BANG

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A Associação Músicas no Sul (AMS) / Orquestra de Jazz de Lagos (OJL) acaba de lançar o blogue Big Bang, que veio substituir a edição mensal do Big Bang, que passa assim a uma edição mais compacta e menos frequente no futuro.

O Big Bang original não morre na versão A4 pdf, mas viverá de outra forma. Segundos os responsáveis da AMS/OJL, este novo blogue terá exactamente as mesmas funções da anterior versão em A4 pdf: divulgar o jazz como linguagem: o que acontece pelo Algarve e restante País e obviamente "dar a conhecer também o que vão a AMS e/ou a OJL fazendo das suas vidas."

A Associação Músicas no Sul é uma entidade cultural do concelho de Lagos, criada no seguimento do processo da Orquestra de Jazz de Lagos, cujos objectivos passam não só por gerir os destinos da OJL, mas também por actuar no domínio da música, em particular do Jazz, através da organização e promoção de eventos, ensino ou outras acções.

O Improvisos Ao Sul saúda a AMS/OJL por esta sua entrada na blogosfera jazzística nacional!

Publicado por António Branco às 11:18 AM | Comentários (0)

BRAD MEHLDAU NO CCB

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Brad Mehldau
(retirada de www.bradmehldau.com)

É hoje à noite (21h00) que o trio do pianista Brad Mehldau - com Larry Grenadier no contrabaixo e Jeff Ballard na bateria - sobe ao palco do Grande Auditório do Centro Cultural de Belém. No bornal traz o novo disco "Day is Done".

"Com formação clássica, mas desde cedo apaixonado pelo jazz, Brad Mehldau é considerado actualmente um dos mais geniais pianistas de jazz do mundo. Influências tão variadas como Beethoven, Bill Evans, Schumann e Keith Jarrett fizeram com que Mehldau não criasse barreiras musicais. Exemplos disso são as participações em várias bandas sonoras e a revisão pessoal de temas dos Radiohead, Beatles, Paul Simon e Nick Drake.
Elogiado pelas suas composições e capacidade de improvisação, Brad Mehldau desloca-se a Lisboa acompanhado do contrabaixista Larry Grenadier e do baterista\percussionista Jeff Ballard. O trio formou-se em meados dos anos 90, editando o disco de estreia: «Introducing Brad Mehldau», em 1995. É em formato trio que Mehldau explora a sua paixão pelo jazz, na vertente mais pura, do que são prova os álbuns intitulados «Art of the Trio», já com diversos volumes. Por não se rever apenas num estilo musical, é considerado um dos músicos mais arrojados e inovadores da actualidade. Participou nas bandas sonoras dos filmes «Meia-noite do Jardim do Bem e do Mal», de Clint Eastwood, «De Olhos Bem Fechados», de Stanley Kubrick e «Million Dollar Hotel – O Hotel» de Wim Wenders. A sua admiração por áreas mais populares da música levou-o a reinterpretar temas dos britânicos Radiohead – “Paranoid Android” e “Exit Music (For a Film)” – e Beatles – “Blackbird”. Com o novo disco «Day is Done» de 2005 na bagagem, o Brad Mehldau Trio desloca-se ao Grande Auditório do Centro Cultural de Belém para um concerto que, tendo em conta o bem sucedido espectáculo com que Mehldau presenteou os lisboetas no verão passado (também promovido pela Incubadora d’Artes), se antevê mais um sucesso retumbante
".

Publicado por António Branco às 07:38 AM | Comentários (0)

fevereiro 09, 2006

HEADLESS TROMBONE

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(retirada daqui)

Publicado por António Branco às 07:50 AM | Comentários (0)

fevereiro 08, 2006

TREM AZUL JAZZ STORE X2

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A Trem Azul prepara-se para inaugurar a sua segunda Jazz Store, que ficará localizada em Coimbra. Como se pode ler no site do Jazz Ao Centro Clube, este é o "fruto da melhor relação entre o JACC e a Trem Azul".

A nova loja será no Adro de Baixo, 6, na Praça do Comercio, junto à sede do JACC.

E nós aqui tão longe...

Publicado por António Branco às 09:40 AM | Comentários (0)

fevereiro 07, 2006

WORKSHOPS@AGM FEV06

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Publicado por António Branco às 11:50 AM | Comentários (2)

ANDRÉ FERNANDES NA NET

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André Fernandes
(retirada de www.andrefernandes.com)

O guitarrista André Fernandes acaba de lançar o seu novo site, disponível em www.andrefernandes.com.

Lá poderá encontrar biografia, discografia, agenda de concertos, projectos com os quais está envolvido e muitas outras informações sobre um dos mais interessantes e activos guitarristas de jazz nacionais.

Publicado por António Branco às 09:44 AM | Comentários (0)

fevereiro 06, 2006

TEMPO DE JAZZ NA FNAC

As lojas FNAC do Chiado e de Cascais vão promover, entre 7 a 15 deste mês, um ciclo denominado "Tempo do Jazz".

As actividades programadas são as seguintes:

7 de Fevereiro
Projecção de vídeo - Miles Davis em Munique (FNAC Chiado, 14h00)
Projecção de vídeo - Chucho Valdez (FNAC Cascais, 21h00)

9 de Fevereiro
Projecção de vídeo - "Mingus in Greenwhich Village" (FNAC Chiado, 14h00)

10 de Fevereiro
Joana Machado ao vivo (FNAC Chiado, 18h30) - apresentação do disco "CRUde"

13 de Fevereiro
Projecção de vídeo - "Jammin the blues", com Lester Young (FNAC Chiado, 14h00)

Publicado por António Branco às 08:53 AM | Comentários (0)

fevereiro 05, 2006

KEN FILIANO NO LUSO CAFÉ

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Ken Filiano a solo em Tondela 2006.06.09
Fotografia: António Branco

Logo mais, pelas 23h00, no Luso Café (Bairro Alto, Lisboa), concerto a solo com o grande Ken Filiano.

Publicado por António Branco às 03:22 PM | Comentários (0)

fevereiro 04, 2006

THE SAINT NICHOLAS ORCHESTRA

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The Saint Nicholas Orchestra

Os sons tradicionais eslavos far-se-ão ouvir esta noite em Serpa, com a presença da The Saint Nicholas Orchestra. O concerto terá lugar no Cine-Teatro Municipal de Serpa, às 21h30, e tem entrada livre.

"Surgiu em 1988, focando a sua actividade na recuperação do folclore polaco. Foi o primeiro grupo a ser inspirado na música Eslava com um estilo próprio conhecido por “pós-Orquestral”. Este grupo introduziu também novos instrumentos nos sons populares polacos assim como uma técnica de voz apelidada de “voz branca”. O começo da Orquestra está ligado ao montanhismo praticado nas montanhas Polacas que há cinquenta anos eram ainda habitadas pelos Lemko e Boyko Ruthenians (grupos étnicos eslavos das regiões fronteiriças e com fortes ligações à Rússia). Inicialmente o repertório era composto principalmente por musicas Ruthenians mas agora contém também músicas da região Hutsul e da Polónia. Os instrumentos utilizados são o violino, dulcimer (antepassado directo do piano forte), bandolim, mandola, dutar (antecessor da guitarra), flautas, congas, uod, saz, e o koboz entre muitos outros."

Este espectáculo encerra o "MusiKando - Festival de Inverno", um novo projecto cultural da Câmara Municipal de Serpa, segue na esteira do Encontro de Culturas e World Music Center, e que pretende apresentar propostas culturais de qualidade, traduzidas numa variedade de manifestações musicais oriundas de todo o mundo.

Publicado por António Branco às 03:13 PM | Comentários (0)

UM TOQUE DE JAZZ

Na emissão de hoje de "Um Toque de Jazz" poderemos escutar Novos discos (1) - "Flow" (Terence Blanchard); "African Flashback" (Aldo Romano/Louis Sclavis/Henri Texier); "Oort-Entropy" (Barry Guy New Orchestra); "Day is Done" (Brad Mehldau Trio); "Tati" (Enrico Rava Quinteto); "Duologues" (Jim Hall/Enrico Pieranunzi) e "Don’t Be Afraid" (Lincoln Center Jazz Orchestra) .

Amanhã será a vez de se iniciar a série Concertos europeus (1), com o quinteto nórdico dos saxofonistas Joel Pálsson (Islândia) e Fredrik Nordström (Suécia) num concerto realizado em 4 de Novembro de 2003 no Festival de Jazz de Reyjlavik (Islândia). Gravação cedida pela Eurorádio.

"Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos sábados e domingos entre as 14h00 e as 15h00 na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM).

Emissão on-line disponível em: mms://rdp.oninet.pt/antena2

Publicado por António Branco às 09:27 AM | Comentários (0)

fevereiro 03, 2006

TAKSI TRIO NO BE JAZZ CAFÉ

Esta noite, no Be Jazz Café concerto com o Taksi Trio, de Hugo Alves (trompete, fliscórnio), Rodrigo Monteiro (contrabaixo) e Jorge Moniz (bateria).

O Be Jazz Café fica no Edifício da Escola de Jazz do Barreiro Rua Salvador Correia de Sá, 6, Barreiro.

Publicado por António Branco às 03:55 PM | Comentários (0)

ALDO ROMANO NA CULTURGEST

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Amanhã à noite, a partir das 21h30, no Grande Auditório da Culturgest, em Lisboa, apresenta-se o trio do baterista Aldo Romano, com Danilo Rea (piano) e Remi Vignolo (cntrabaixo).

"Instrumentista versátil e original, Aldo Romano é igualmente um músico e compositor imaginativo, que ultrapassa as fronteiras do jazz académico, sem qualquer espécie de demagogia musical, explorando temas evocativos das mais diversas origens geográficas (América Latina, África, Europa, para além dos Estados Unidos) quer de música popular, quer de música erudita, reiventando-se, experimentando novos estilos, participando em numerosas e diversificadas formações.
Em 2004 recebeu o prestigiado Jazzpar, o mais importante prémio de jazz internacional, consagrando uma carreira ímpar. Nesse ano, com Danilo Rea ao piano e Remi Vignolo no contrabaixo, gravou Threesome, CD largamente premiado e que está na base do concerto que vem fazer à Culturgest. Aldo Romano é um dos nomes maiores do jazz europeu.
"

(texto retirado daqui).

Publicado por António Branco às 07:26 AM | Comentários (0)

fevereiro 02, 2006

ZÉ EDUARDO UNIT HOJE NA ZDB

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Zé Eduardo Unit

O Zé Eduardo Unit - formado pelo próprio no contrabaixo, Jesus Santandreu (sax tenor) e Bruno Pedroso (bateria) -, apresenta-se esta noite, pelas 23h00, na Galeria Zé dos Bois (Rua da Barroca 59, Bairro Alto, em Lisboa).

"Trio liderado por Zé Eduardo (contrabaixo), com Jesus Santandreu (sax tenor) e Bruno Pedroso, editou em 2004 «A Jazzar No Zeca», trabalho sobre os «motifs» melódico-líricos presentes na obra de Zeca Afonso, mesclados com improvisação de jazz, escola do hard bop, entretecida com o conhecimento do «free» como visto por Coltrane ou Steve Lacy. Celebrado docente, arranjador e músico na Península Ibérica, Zé Eduardo tem sido figura presente, há mais de 20 anos, em escolas, orquestras e workshops de jazz por Portugal e Espanha, deixando obra em todos os locais por onde passa, sempre em estadias de vários anos e de trabalho constante." (texto retirado daqui).

Publicado por António Branco às 09:25 AM | Comentários (3)

fevereiro 01, 2006

CONTRA3AIXOS EM DIGRESSÃO

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Contra3aixos (Tavira, Agosto de 2004)
Foto: António Branco

Projecto estreado em Agosto de 2004 num memorável concerto realizado no Convento do Carmo, em Tavira - a que o Improvisos Ao Sul teve a felicidade de assistir -, o projecto Contra3aixos (Carlos Barretto, Carlos Bica e Zé Eduardo) está de regresso para uma digressão nacional, estando igualmente prevista para breve a estreia em disco.

"Projecto recém estreado, Contra3aixo reúne 3 pilares do contrabaixo português. Carlos Barretto, Carlos Bica e Zé Eduardo propõem-nos uma rara combinação sonora, cujo resultado promete ser tão surpreendente quanto brilhante. Apenas Tavira os ouviu pela primeira vez, em 2004, com casa cheia e uma plateia que aplaudiu de pé, rendida à grandeza do som e a partilha ousada dos seus talentos. Quer seja em pizzicato, com arco, como percussão, nos sons graves, agudos ou harmónicos, na melodia como na harmonia, os Contra3aixos expõem uma paleta sonora inesperada, de contrastes insondáveis. Com larga experiência nos circuitos internacionais, os três músicos, líderes dos seus próprios projectos, e aqui reunidos por uma causa comum, escrevem música expressamente para esta rara formação instrumental, com edição de registo discográfico para breve."

O mês de Fevereiro vai ser de grande actividade para o trio:

15 e 16 de Fevereiro - Lisboa (Hot Clube de Portugal)

17 e 18 de Fevereiro - Faro (Taetro Lethes e workshop)

19 de Fevereiro - Torres Vedras (Teatro Cine)

22 de Fevereiro - Moita (Fórum Cultural José Manuel Figueiredo)

23 de Fevereiro - Portalegre (IV Portalegre JazzFest (Centro de Congressos)

25 de Fevereiro - Leiria (Teatro Miguel Franco - Mercado Sant´Anna)

Publicado por António Branco às 09:31 AM | Comentários (0)