julho 03, 2009
SOFIA RIBEIRO E BARTOLOMEO BARENGHI NO BREYNER85
Esta sexta-feira, 3 de Julho, pelas às 19h00 concerto de Sofia Ribeiro (voz) e Bartolomeo Barenghi (guitarra acústica) no Breyner85 - Jazz no Jardim.
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BRUNO SANTOS 4TETO HOJE NO ESPAÇO LISBOA
O guitarrista Bruno Santos apresenta-se esta sexta-feira em quarteto no novo Espaço Lisboa (situado na rua da Cozinha Económica, 16, entre largo do calvário e a marginal, em Alcantâra), às 23h00 com Filipe Melo (fender rhodes), Demian Cabaud (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria).
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PORTUGAL JAZZ AMANHÃ NA COVILHÃ
O Portugal Jazz, festival itinerante de jazz, estará amanhã na Covilhã.
A partir das 15h00 terá lugar no Anfiteatro Ponte Mártir in Colo a acção didáctica "Ora Vamos Lá Improvisar", com Rui Eduardo Paes. À noite (21h30) haverá, no mesmo local, um certo com a Big Band do Município da Nazaré, sob a direcção de Adelino Mota.
A Big Band é constituída por Joaquim Pequicho e João Capinha (saxofones alto), André Murraças e Wilson Ferreira (saxofones tenor), Pedro Morais (saxofone barítono), Vítor Guerreiro, Margarida Louro, Luís Guerreiro e André Venâncio (trompetes), Reinold Vrielink, Élio Fróis, Luís Pires e Fábio Matias (trombones), Gonçalo Justino (guitarra), Ricardo Caldeira (piano), Tiago Lopes (baixo) e Bruno Monteiro (bateria) e Júlia Valentim (voz).
"Formou-se em Setembro de 99, por proposta do seu director à Câmara Municipal, na sequência de existirem no Concelho três Orquestras Ligeiras Juvenis e uma Banda, e tem como objectivo dar oportunidade de continuação aos Jovens que se forem destacando nas formações até aqui existentes. Nesta perspectiva, o repertório apresentado nos espectáculos é baseado em “standard’s” de Jazz e composições para Big Band de compositores como: Count Basie, Dizzy Gillespie, Charles Mingus, etc. e actualmente inclui também temas mais contemporâneos de autores como: Chick Corea, Herbie Hancock, Quincy Jones, Pat Metheny, entre outros. Esta Big-Band fez Concertos em Portugal, Espanha, Bélgica e Alemanha, destacando-se a participação no Festival de Jazz de Ponte-Vedra, Festival de Música de Medina del Campo, Festival de Jazz da Alta Estremadura, Festival de Jazz de Aljustrel, Festival de Jazz de Portalegre, Festa do Jazz no Teatro S. Luís, nos Encontros de Jazz de Évora (com Carlos Martins como convidado), no Festival de Tomar, Palco 1º de Maio da Festa do Avante, no Hot Club de Portugal e no Bflat em Matosinhos. O lançamento do primeiro CD decorreu na apresentação feita no 2º Festival Internacional de Big Band’s realizado em Julho de 2003 na Nazaré, tendo como convidada a cantora Joana Rios e em 2005 no 4º Festival, um concerto com a cantora Jacinta. O segundo CD, Filme, editado em 2006, é uma mostra da evolução musical desta formação e tem recebido os melhores elogios da crítica especializada. (texto da organização)
Mais informação em: http://portugaljazz.blogs.sapo.pt.
Publicado por António Branco às 07:53 AM | Comentários (0) | TrackBack (0)
ESTORIL JAZZ 2009 - SEGUNDO FIM DE SEMANA
Aí está o segundo fim-de-semana do Estoril Jazz - Jazz num Dia de Verão 2009, o principal festival português dedicado ao filão mais mainstream do jazz. A edição deste ano realiza-se pela primeira vez no Centro de Congressos do Estoril.
Aqui ficam os concertos agendados para este fim de semana:
3 de Julho (21h30)
David Murray 'Black Saint Quartet
"O nome de David Murray, saxofonista e clarinetista dos mais conceituados nas décadas de evolução e reconfiguração convulsiva do jazz moderno, tem já o seu lugar reservado na história desta música, sobretudo pelo papel que desempenhou em períodos-chave desse percurso ao lado de outros protagonistas maiores de uma caminhada que trouxe a primeiro plano os nomes de Cecil Taylor, Dewey Redman, Anthony Braxton, Oliver Lake ou Don Cherry, com os quais tocou nos anos de brasa do free jazz. Colaborando com Hamiett Bluiett, Lester Bowie e Frank Lowe no âmbito da chamada Energy Band, esta experiência levou-o a estar na fundação do famoso World Saxophone Quartet, uma formação de referência que constituiu com o mesmo Bluiett e ainda Oliver Lake e Julius Hemphill e no seio da qual sempre se reafirmou a força telúrica da grande música afro-americana, num experimentalismo que aliou, de forma muito original, o espírito da música religiosa negra, as influências ancestrais das poliritmias africanas, a modernidade do free jazz e as batidas da música popular urbana. No decurso da sua extensa carreira, David Murray (hoje radicado em Paris) sentiu-se também atraído pelo estudo e pela prática das músicas das Áfricas e das Caraíbas, quantas vezes materializada na constituição de grupos de maior ou menor amplitude com a participação de inúmeros músicos oriundos dessas paragens, numa constante viagem e convivência entre o jazz e a world music. Mas Murray nunca deixou de se afirmar nas linguagens da música afro-americana, tendo frequentado as companhias de Max Roach, Randy Weston ou Elvin Jones, entre tantos outros, até passar a privilegiar os seus próprios grupos, desde a mais ampla big band até ao octeto de dimensão média, fixando-se por último em múltiplas apresentações públicas nesta mais familiar formação de quarteto, como é o "Black Saint Quartet" à frente do qual actua no Estoril Jazz 2009 e cujo nome tem, na sua origem, o da conhecida editora independente italiana, para a qual o multi-instrumentista gravou inúmeros discos. Constituído ainda por Lafayette Gilschrist (piano). Jaribu Shahid (contrabaixo) e Hamid Drake (bateria), o quarteto Black Saint é o contexto por excelência para o desenvolvimento cada vez mais expressivo e concludente da faceta de compositor de David Murray, que o multi-instrumentista, de forma peremptória e calorosa, cada vez mais pretende desenvolver." (texto da autoria de Manuel Jorge Veloso, retirado de www.projazz.pt)
4 de Julho (sábado, 21h30)
Mingus Dynasty Septet
"Com o desaparecimentro prematuro de um dos maiores génios de todo o jazz - Charles Mingus - é impossível de prever o que continuaria a ser-nos proporcionado, em termos de invenção e de avanços estéticos, por um dos mais irreverentes e criativos instrumentistas e compositores do jazz moderno. Mas seria também impossível - revelando-se, aliás, extremamente injusto - deixar de realçar o papel supletivo e relevante que a sua viúva, Sue Mingus, vem desenvolvendo, após a morte do contrabaixista, no sentido de preservar e continuar a divulgar, em actuações públicas e em múltiplas gravações que vão sendo editadas, o extraordinário legado composicional e a mensagem mobilizadora que a música do grande mestre transporta para a vivência transformadora desse jazz contemporâneo. Esta actividade de revitalização do acervo de Mingus vem sendo assegurado por três formações instrumentais - três grupos "de repertório" - que, com amplitude muito diversa, melhor correspondem aos vários tipos de composições com a impressão digital do compositor: são elas a Mingus Orchestra, a Mingus Big Band e a Mingus Dynasty. As duas primeiras distinguem-se entre si, sobretudo, pela maior preponderância que, respectivamente, o peso da composição ou o peso da improvisação e do mérito solístico representam nas suas performances. Quanto à Mingus Dynasty, esta formação de septeto, pela maior facilidade de reunião e movimentação, é aquela que mais digressões internacionais leva a cabo, actuando precisamente nesta 28ª. Edição do Estoril Jazz. Uma particularidade interessante é que todos estes grupos instrumentais mantêm, nas suas fileiras, músicos que, num dado momento das suas carreiras, passaram pelas várias formações do próprio Charles Mingus, transmitindo à sua maneira aos novos músicos, que não tiveram essa ventura, a fidelidade a um estilo que se impôs pela sua originalidade e pelo especial poder de comunicação e afirmação. Noutro local deste programa, a simples consulta dos músicos que compõem nesta digressão a Mingus Dynasty levará seguramente à conclusão de que estaremos perante um dos seus melhores line up." (texto da autoria de Manuel Jorge Veloso, retirado de www.projazz.pt)
5 de Julho (domingo, 19h00)
Christian McBride Quinteto
"Tendo surgido na cena do jazz em finais dos anos de 1980, Christian McBride é, tipicamente, o produto de uma fornada de jovens talentos que, sob a genérica chancela young lions, nessa época se apresentaram como novas revelações, quando não expoentes, em praticamente toda a panóplia do instrumentário do jazz. Mas a especial versatilidade de que sempre deu provas, tanto no contrabaixo acústico como no baixo eléctrico, permitiu-lhe uma polivalência instrumental e estética numa carreira que imediatamente o colocou em plano de destaque na cena do jazz, pela multitude de projectos aos quais emprestou o seu virtuosismo de instrumentista bem apetrechado tecnicamente. Solicitado pelas mais variadas figuras de distintas áreas musicais - de Diana Krall a Sting, passando por McCoy Tyner ou Kathleen Battle - McBride aprofundou ao mesmo tempo a sua prática musical de forma a enfrentar os mais variados contextos musicais. Não admira, assim, que, no campo estrito do jazz "puro e duro", o contrabaixista (herdeiro moderno de mestres como Ray Brown ou Paul Chambers) tenha feito lugar nos grupos de Bobby Watson, Benny Golson, Roy Hargrove, Kenny Barron, John Hicks, Larry Willis, Gary Bartz, Freddie Hubbard ou Benny Green. O seu primeiro opus discográfico - "Gettin' to It" (Verve) - data de 1994 e, desde então até hoje, Christian McBride vem demonstrando as várias tendências das suas apostas musicais. Entre estas, as frequentes incursões na música popular urbana (pop, funk, fusão) chegaram a desempenhar papel de relevo, detectável por entre um conjunto de 8 álbuns que entretanto gravou como líder. Ultimamente virado para uma faceta de compositor, a sua coroa de glória foi uma obra intitulada "Bluesin' in Alphabet City", já apresentada em público pela Lincoln Center Jazz Orchestra, sob a direcção de Wynton Marsalis, e que resultou de uma encomenda do próprio Jazz at Lincoln Center. Ainda em 1998, uma outra encomenda da Arts Society de Portland em conjunto com o National Endowment for the Arts resultou na composição de "The Movement, Revisited", uma obra que retrata a luta pelos direitos cívicos dos negros norte-americanos nos anos de 1960, escrita para quarteto de jazz e um coro gospel de 30 vozes." (texto da autoria de Manuel Jorge Veloso, retirado de www.projazz.pt)
Mais informações em http://www.projazz.pt.
Publicado por António Branco às 06:32 AM | Comentários (0) | TrackBack (0)
julho 02, 2009
A SEMANA NO HOT
O Hot Clube de Portugal (Praça da Alegria, 39 - Lisboa) apresenta hoje, amanhã e sábado o Scott Reeves Quintet, com Scott Reeves (saxofone alto, fliscórnio e trombone), Ben Kraef (saxofone tenor), Janet Reeves (piano), Nelson Cascais (contrabaixo) e Marcos Cavaleiro (bateria).
O Hot Clube está aberto de terça a sábado, das 22h00 às 02h00, e que os concertos têm duas partes sendo a primeira das 23h00 às 24h00 e a segunda das 00h30 à 01h30.
Mais informação sobre o Clube pode ser adquirida através da consulta em http://www.hotclubedeportugal.org, http://pt.wikipedia.org/wiki/Hot_Clube_de_Portugal ou http://www.myspace.com/hotclubedeportugal.
Publicado por António Branco às 07:26 AM | Comentários (0) | TrackBack (0)
JAZZ ÀS 5AS NO CCB HOJE COM CARLOS BARRETTO "LOKOMOTIV"
Prossegue esta quinta-feira no Centro Cultural de Belém (CCB) a iniciativa "Jazz às 5ªs", que todas as quintas-feiras, a partir das 22h00, leva jazz à Cafetaria Quadrante. Este espaço transforma-se então em clube de jazz, com uma programação diversificada pensada por Pedro Costa e Ilídio Nunes (da Trem Azul).
Hoje será a vez de podermos ouvir o trio do contrabaixista Carlos Barretto, "Lokomotiv", com Mário Delgado (guitarra) e José Salgueiro (bateria).
"Três músicos com licença para experimentar sem limites, criando um som único de grande coesão e beleza, alicerçado na cumplicidade, na abertura de espírito e sobretudo no trabalho intenso desenvolvido ao longo de tantos anos, fazendo deste trio um dos mais interessantes "combos" do panorama actual. Depois da Suite da Terra, Silêncios, Radio Song e Lokomotiv, um novo CD está em preparação, e serão esses novos temas apresentados em première neste concerto obrigatório." (texto da organização)
A entrada é livre.
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julho 01, 2009
JORGE MONIZ QUARTETO EM CONCERTO
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JAZZ ÀS ONZE ATÉ 12 DE JULHO
Entre hoje e o dia 12 de Julho o jazz chega aos ascensores da Bica, Santa Justa e da Glória, numa iniciativa chamada "Jazz às Onze".
As apresentações têm lugar às 11h00 e às 23h00 e custam o acesso para uma viagem de eléctrico.
Publicado por António Branco às 07:11 AM | Comentários (0) | TrackBack (0)
POSTO DE ESCUTA

Paul Bley/Kresten Osgood - "Florida"
Ilk Music
Paul Bley (piano); Kresten Osgood (bateria)
West Palm Beach, 5 de Janeiro de 2007
Desde a sua estreia em 1953 – com Charles Mingus e Art Blakey –, Paul Bley tem sido obreiro de verdadeiras inovações no que ao piano em contexto reduzido (trios, duos, solos) diz respeito. O pianista tornou-se num dos nomes mais relevantes do último meio século, ao lado de Monk, Powell, Hill, Taylor, Schlippenbach e Jarrett. Aos 76 anos, continua a desdobrar a sua actividade em diferentes direcções, como é exemplo este disco, gravado em apenas um dia, no início de 2007, com o baterista dinamarquês (que também produz) Kresten Osgood. Músico igualmente bastante activo, Osgood já tem atrás de si um percurso invejável, do qual avultam as colaborações com Sam Rivers, John Tchicai e Michael Blake, entre outros. O encontro entre estes dois músicos de gerações diferentes bem se poderia ter chamado “Meeting of the Minds”, título de uma das peças mais conseguidas de todo o disco. Os créditos das peças apresentadas repartem-se pelos dois músicos, com Bley a ser responsável por quatro peças, Osgood por três, sendo duas de autoria conjunta. A única peça alheia à dupla é uma curiosa versão de “All The Things You Are”, standard recorrente de Jerome Kern. As duas primeiras peças são solos nos respectivos instrumentos. “Darkness” é uma peça obtusa, com Bley a exibir toda a sua capacidade de expressão dramática, experimentando diferentes ambiências, a partir de um motivo que é retomado no final. Essa é, aliás, uma característica dominante do seu pianismo, uma espantosa capacidade de integração de diferentes elementos harmónicos e melódicos (remetendo mesmo, aqui e ali, para outras épocas da história do jazz). “Light”, “The Beaten Track” e “True Blue and Gold” (ideal como banda sonora de um filme sci-fi) são peças para percussão solo, nas quais Osgood se revela sóbrio e inventivo na arte da tecelagem rítmica. Frutuosos diálogos acontecem em “Arches” (que começa delicada e subtil e vai lentamente adquirindo novas dinâmicas) e “Told You So”, peça de contornos mais angulosos, onde se capta bem a empatia entre os dois músicos. Um disco que sem deslumbrar se escuta com prazer.
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junho 30, 2009
MÚSICAS NO PLURAL 29 JUN 09
Músicas no Plural - Um programa de Rui Neves com edição de Tiago Jónatas, que se encontra disponível no site do Serviço de Música da Fundação Calouste Gulbenkian.
Edição de 29 de Junho de 2009
"Primeira de 6 emissões, dedicadas aos artistas do Jazz em Agosto 2009: o projecto electro acústico Sequel de George Lewis com dedicatória explícita a Lester Bowie, sua área alternativa de intervenção, iniciada em 1979 com Homage to Charlie Parker incorporando sínteses e processamentos; o duo Rough Americana de DJ Mutamassik e Morgan Craft, turntablism experimental, irradiando uma mensagem engagé politicamente global."
Para descarregar, aqui.
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DOWNBEAT - 75TH ANNIVERSARY
A revista norte-americana Downbeat brinda-nos com uma interessantíssima edição comemorativa do seu 75.º aniversário (foi fundada em 1934).
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junho 29, 2009
ERIC DOLPHY MORREU HÁ 45 ANOS
Completam-se hoje quarenta e cinco anos sobre a morte do genial saxofonista, flautista e clarinetista baixo Eric Dolphy (29 de Junho de 1964).
Evoco o incontornável legado que nos deixou, escutando as gravações de 1964 - onde participou juntamente com outras luminárias como John Lewis e Mike Zwerin- de peças compostas por Kurt Weill, que retratam a Berlim pré-Hitler. Berlim onde viria a morrer prematuramente, de coma diabético, faz hoje 45 anos...
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junho 28, 2009
JOSÉ DUARTE NA RÁDIO
Nas emissões desta semana do programa "Cinco Minutos de Jazz", vãi estar em destaque o pianista Errol Garner (até sexta, 3 de Julho). Cinco Minutos de Jazz é um programa de José Duarte que vai para o ar na Antena 1, de segunda a sexta às 22h50 e às 03h50.
Por seu lado, nas emissões desta semana do programa "Jazz com Brancas", vão estar em destaque Ornette Coleman (segunda, 29), Tony Williams (terça, 30), New Orleans Jass (quarta, 1), Art Ensemble of Chicago (quinta, 2) e The Stryker/Slagle Band (sexta, 3). Jazz com Brancas é um programa de José Duarte que vai para o ar na Antena 2, de segunda a sexta às 20h05 e às 21h00.
Na região de Beja, a Antena 1 pode ser escutada em 87.7 FM (em Mértola 90.9 FM).
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junho 27, 2009
AUDIÇÃO FINAL DE ALUNOS DO AJMMA
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AQUI JAZZ + UM TOQUE DE JAZZ NA ANTENA 2
Hoje na Antena 2 há "Aqui Jazz", programa da autoria de José Navarro de Andrade. Não foi disponibilizada informação sobre os conteúdos a serem emitidos. "Aqui Jazz" vai para o ar aos sábados entre as 23h04 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM e Mértola 92.2 FM).
Amanhã será a vez do programa "Um Toque de Jazz" com Concertos Internacionais (4) - “We All Love Ella” – Concerto de homenagem a Ella Fitzgerald, com os cantores Ian Shaw, Claire Martin, David McAlmont, Lizz Wright, Terri Walker, Lea De Laria e Juliet Roberts e a Big Band da BBC, realizado em 16 de Novembro de 2008, durante o Festival de Jazz de Londres. Gravação Euroradio. "Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos domingosentre as 23h04 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM e Mértola 92.2 FM).
Webcast: http://tv1.rtp.pt/wportal/popups/player.php?canal=2
Arquivos: http://tv1.rtp.pt/wportal/multimedia/programa.php?prog=1126&from_iframe=on
Emissão on-line: mms://rdp.oninet.pt/antena2.
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junho 26, 2009
7ª FESTA DO JAZZ DO SÃO LUIZ ARRANCA HOJE
Arranca hoje - prolongando-se até domingo - a sétima edição da Festa do Jazz do São Luiz, evento de características únicas que une nomes consagrados do jazz nacional a jovens promessas provenientes de inúmeras Escolas de Jazz um por pouco por todo o país.
O programa é o que se segue:
26 DE JUNHO (SEXTA-FEIRA)
Sala Principal (21h30)
António Pinho Vargas
António Pinho Vargas (piano solo)
Sala Principal (23h00)
Ensemble Festa do Jazz
João Moreira (trompete), Paulo Perfeito (trombone), Carlos Martins (saxofone tenor), André Fernandes (guitarra), Bernardo Sassetti (piano), Carlos Barretto (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria)
Jardim de Inverno (24h00)
Big Band da Escola de Jazz do Barreiro
Direcção: Iuri Gaspar
Alexandre Andrade, José Monteiro, José Batata e Fábio Cruz (trompetes), José Amaral, Francisco Andrade, Rui Morgado e Telmo Campos (saxofones), Alexandre Cunha, Hélder Vicente, Joaquim Salgueiro e António Bravo (trombones), André Silva (piano), Hugo Lima (guitarra), José Canha (contrabaixo) e Luís Gaspar (bateria)
27 DE JUNHO (SÁBADO)
Estúdio Mário Viegas (15h00)
Masterclass por George Garzone
(destinada principalmente aos alunos das Escolas de Música participantes na Festa)
São Luiz Spot (16h00 e 19h00)
Triospiro
João Mortágua (saxofones), Manuel Brito (contrabaixo) e Miguel Moreira (guitarra)
Estúdio Mário Viegas (17h00)
Desidério Lázaro Quarteto
Desidério Lázaro (saxofone tenor), João Firmino (guitarra), João Hasselberg (contrabaixo) e Luís Candeias (bateria)
Estúdio Mário Viegas (18h00)
Rui Caetano Trio
Rui Caetano (piano), Bernardo Moreira (contrabaixo) e Marco Franco (bateria)
Sala Principal (18h30)
Vozes 3
Maria João (voz), Maria Viana (voz), Maria Anadon (voz), Júlio Resende (piano), João Farinha (piano), Carlos Barretto (contrabaixo) e Joel Silva (bateria)
Estúdio Mário Viegas (20h00)
Tim Tim por Tim Tum
Marco Franco (bateria, percussão), Lucía Martínez (bateria, percussão), José Salgueiro (bateria, percussão) e Carlos Miguel (bateria, percussão)
Sala Principal (21h30)
Zé Eduardo Unit
Jesus Santandreu (saxofone tenor), Zé Eduardo (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria)
Sala Principal (23h00)
André Matos Trio + George Garzone
George Garzone (saxofone tenor), André Matos (guitarra), Demian Cabaud (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria)
Jardim de Inverno (24h00)
Septeto de Jazz da ESMAE
João Mortágua (saxofones), Virxilio da Silva (guitarra), Gonçalo Moreira (piano), Inmaculada Galiot (contrabaixo) e Filipe Sequeira (bateria)
Jardim de Inverno (entre as 14h00 e as 19h00)
Academia de Amadores de Música - Lisboa (14h00 - 14h30)
Combo de Jazz do Conservatório Nacional (14h45 - 15h15)
Escola de Jazz do Barreiro (15h30 - 16h00)
Escola de Música Valentim de Carvalho – Porto (16h15 - 16h45)
Conservatório Escola Profissional das Artes da Madeira (17h00 - 17h30)
Escola de Jazz do Porto (17h45 - 18h15)
Escola de Jazz Luiz Vilas-Boas / Hot Clube de Portugal - Lisboa (18h30 - 19h00)
O júri das escolas de música é constituído por Tomás Pimentel, Rui Neves e Jerónimo Belo.
DOMINGO (28 DE JUNHO)
Jardim de Inverno (12h00)
Aprender a ouvir Jazz? (concerto comentado com o Maestro Adelino Mota + Quarteto Maravilha)
Adelino Mota (direcção), João Capinha (saxofone alto), Márcio Silvério (guitarra), Tiago Lopes (baixo) e Vítor Copa (bateria)
Estúdio Mário Viegas (15h00)
Masterclass por Chris Cheek
(destinada principalmente aos alunos das Escolas de Música participantes na Festa)
São Luiz Spot (16h00 e 19h00)
Duo Nuno Ferreira & Zeca Neves
Nuno Ferreira (guitarra) e Zeca Neves (contrabaixo)
Estúdio Mário Viegas (17h00)
Pedro Madaleno U.N.Derpressure
João Moreira (trompete), Pedro Madaleno (guitarra), Miguel Amado (baixo eléctrico) e Vicky (bateria)
Estúdio Mário Viegas (18h00)
Laurent Filipe IN-éditos
Laurent Filipe (trompete e samplers), Mário Delgado (guitarra), Massimo Cavalli (baixo) e Bruno Pedroso (bateria)
Sala Principal (19h00)
Orquestra Jazz de Matosinhos
Autores Portugueses
Direcção: Pedro Guedes e Carlos Azevedo
Convidado especial: André Fernandes (guitarra)
Paulo Perfeito, Álvaro Pinto, Daniel Dias e Gonçalo Dias (trombones), Rogério Ribeiro, Susana Silva, Gileno Santana e José Silva (trompetes), Mário Santos, João Guimarães, José Luís Rego, José Pedro Coelho, Rui Teixeira (saxofones), Carlos Azevedo (piano), Demian Cabaud (contrabaixo) e Marcos Cavaleiro (bateria)
Estúdio Mário Viegas (20h00)
Acácio Salero Secret Apache
Acácio Salero (composição, saxofones), Serafim Lopes (guitarra), Luis Lapa (guitarra, fliscórnio), Paulo Perfeito (trombone), Sérgio Carolino (tuba), Hugo Raro (teclados), Rui Leite (contrabaixo) e Marcos Cavaleiro (bateria)
Sala Principal (21h30)
José Peixoto El Fad
José Peixoto (guitarra), Carlos Zíngaro (violino), Yuri Daniel (contrabaixo) e José Salgueiro (bateria, percussão)
Sala Principal (23h00)
Ricardo Pinheiro Quinteto c/ Chris Cheek
Chris Cheek (saxofone tenor), Ricardo Pinheiro (guitarra), Mário Laginha (piano), João Paulo (piano),
Demian Cabaud (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria)
Jardim de Inverno (entre as 14h00 e as 19h00)
Escola das Artes de Sines (14h00 - 14h30)
Jazz Class Dámsom - Setúbal (14h45 - 15h15)
RIFF - Escola de Música de Aveiro (15h30 - 16h00)
Escola JBJazz – Lisboa (16h15 - 16h45)
UÉ - Universidade de Évora (17h00 - 17h30)
ESML - Escola Superior de Música de Lisboa (17h45 - 18h15)
ESMAE - Esc. Sup. de Música e das Artes do Espectáculo - Porto (18h30 - 19h00)
O júri das escolas de música é constituído por Tomás Pimentel, Rui Neves e Jerónimo Belo.
Jardim de Inverno (24h00)
Lucía Martínez Quarteto
João Pedro Brandão (saxofone alto, flauta), Pedro Neves (piano, melódica), Carl Minnemann (contrabaixo) e Lucía Martínez (bateria)
Livre-Trânsito a 15, 25 e 30 euros respectivamente para 1, 2 e 3 dias.
Para informações mais detalhadas consultar: aqui.
Publicado por António Branco às 07:00 AM | Comentários (0) | TrackBack (0)
TASS JAZZ 2009 - VASCO AGOSTINHO "IN TEMPUS"
Prossegue a edição 2009 do festival Tass Jazz, que se realiza na vila de Odemira em todas as sextas-feiras deste mês de Junho.
26 de Junho (21h30; Jardim da Fonte Férrea)
Vasco Agostinho “In Tempus”
Vasco Agostinho (guitarra), Jeffery Davis (vibrafone), Demian Cabaud (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria)
“O guitarrista Vasco Agostinho é actualmente um dos mais conceituados músicos de jazz do panorama nacional. Aposta na espontaneidade como método de criação artística, para enriquecer cada som com um novo elemento para a teia de sensações, tomando o concerto numa experiência única e completa. O repertório inclui composições originais, temas do cancioneiro português e outras linguagens raramente incluídas no universo jazz.” (texto de organização)
Mais informações sobre o Tass Jazz em: http://www.cm-odemira.pt.
Publicado por António Branco às 06:43 AM | Comentários (0) | TrackBack (0)
COMEÇA HOJE O ESTORIL JAZZ 2009
Tem hoje início mais uma edição do Estoril Jazz - Jazz num Dia de Verão 2009, o principal festival português dedicado ao filão mais mainstream do jazz. A edição deste ano realiza-se pela primeira vez no Centro de Congressos do Estoril.
Paralelamente aos concertos agendados, no dia 28 (domingo) será lançado (20h30) o livro "Jazz em Cascais: Uma História com 80 Anos", da autoria de João Moreira dos Santos.
Eis o programa completo da edição deste ano do Estoril Jazz:
26 de Junho (sexta-feira, 21h30)
James Carter Quinteto
"Tendo surgido na cena do jazz apenas com 17 anos de idade e logo partindo para tocar em digressão ao lado de Wynton Marsalis, é irrecusável ter de reconhecer que, ao falar-se de James Carter, não se está a falar de um músico vulgar, coisa que os passos que se seguiram na sua carreira vieram a confirmar amplamente. Na verdade, o virtuosismo técnico de Carter, aliado a uma extrema capacidade para se adaptar a várias situações e contextos musicais, não só lhe permitiram uma rápida ascenção na sua carreira (aliás previsível já aos 11 anos, quando se revelava um menino prodígio ao estudar com o trompetista Marcus Belgrave) como o tornaram um dos músicos mais solicitados entre os seus contemporâneos para colaborar nos grupos de músicos já instalados e de maior nomeada como, entre outros, Cyrus Chestnut, Rodney Whitacker, Frank Lowe, Julius Hemphill, Ronald Jackson ou a Mingus Big Band que chegou a integrar. Entretanto, é a explosão da sua própria carreira pessoal como líder e não tanto o seu trabalho diário como sideman, que caracterizam a singularidade de James Carter. Em primeiro lugar pela genuína facilidade com que toca toda a família dos saxofones ou ainda dos clarinetes - o que lhe possibilita tornar-se polivalente nas suas próprias obras discográficas - mas ainda, e sobretudo, pela individualidade estilística através da qual marca cada um dos vários instrumentos que toca. Por um lado, esta faculdade permite-lhe conferir personalidade própria às muito diversas peças tocadas mas, por outro lado, uma certa dispersão estética e estilística directamente relacionada com esta polivalência instrumental pode contribuir para o risco de uma exibição pela exibição, sempre possível de acontecer neste tipo de talentos sem freio. Positivo, sem dúvida, é o facto de o concerto que se antevê como possível para esta actuação de James Carter e seus companheiros no Estoril Jazz 2009 ser preenchido com parte substancial do repertório do seu último álbum "Present Tense" e assim surpreendê-lo, para além da execução de peças próprias, na homenagem a grandes referências do jazz de todos os tempos, como Eric Dolphy ou Duke Ellington, Clifford Brown ou Django Reinhardt, Sonny Rollins ou Dodo Marmarosa, Stanley Turrentine ou Gigi Gryce." (texto da autoria de Manuel Jorge Veloso, retirado de www.projazz.pt)
27 de Junho (sábado, 15h00)
Jazz em Miúdos
"Tudo começou há quatro anos, quando a ECM - não, não confundamos a sigla com a da célebre editora de Manfred Eicher mas liguemo-la, sim, ao de uma pequena editora de Santa Comba Dão, de seu nome Edições Convite à Música - resolveu lançar a público uma experiência não só emocionante como original em alto grau: nada menos do que um conjunto de temas clássicos, os chamados standards, habitualmente conhecidos do universo do jazz, nas vozes de 6 jovens raparigas cujas idades, à época, variavam entre os 7 e os 10 anos de idade, acompanhadas em piano, contrabaixo e bateria por um trio de músicos profissionais. O projecto foi abraçado por dois docentes de música, Paulo Gomes e Luís Matos, ambos incentivados sendo na iniciativa por outros dois professores, César Oliveira e Augusto Faustino, sendo estes os responsáveis pela tradução e adaptação das letras das canções que compõem o CD, gravado em Junho de 2004 na ESMAE, Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo do Porto. Interessante é que, sem atraiçoar a frescura e a individualidade musical dos originais a que recorreram, aqueles autores tenham sido capazes de incorporar as letras cantadas no imaginário da gente pequena que lhes deu nova vida. E é assim que "My Favorite Things" se transformou em "Tantas Coisas", "Bye, Bye Blackbird" é agora "Melro, adeus!", "Solitude" passou a chamar-se "Quando Estou Só" ou "Blue Monk" virou "O Palhaço Jarbas". Além das vozes de Anaísa Melo, Laura Neves, Luísa Gomes, Margarida Gomes, Nádia Meireles e Sofia Marques, estarão em palco, a acompanhá-las, o trio de Hugo Raro (piano), Rodrigo Monteiro (contrabaixo) e António Torres Pinto (bateria), num projecto que poderá hoje ser ouvido no concerto que irá dar início à tarde de jazz e que é também uma estreia neste conjuntural novo figurino do Estoril Jazz 2009." (texto da autoria de Manuel Jorge Veloso, retirado de www.projazz.pt)
27 de Junho (sábado, 16h30)
Jon Mayer Trio
"A presença, este ano, do pianista Jon Mayer tem um significado evocativo muito especial para todos aqueles que, nos idos de 1960, tiveram a oportunidade de o ouvir pela primeira vez tocar entre nós, num clube cuja vida teve curta duração: o CUJ - Clube Universitário de Jazz, inaugurado em 1959 em Lisboa, também ali nas vizinhanças da Praça da Alegria, destinada pelos vistos a albergar parte sinificativa da história do jazz em Portugal. Jon Mayer integrava então o chamado "New Blues Jazz Sextet", na companhia de outros músicos notáveis, como o contrabaixista Chuck Israels, o clarinetista Perry Robinson, o baterista Alan Dawson ou ainda o saxofonista-barítono belga Jean-Pierre Gebler, "compagnon de route" dos primeiros músicos de jazz portugueses em full time (embora amadores) e figura decisiva para a maioridade do jazz moderno em Portugal. Mayer começou por se graduar na High School of Music and Arts de Manhattan e passou brevemente pelas salas de aula da Manhattan School of Music. Mas foi na dura labuta diária dos clubes e dos estúdios de gravação que o pianista se formou como músico de parte inteira, frequentando a movimentadíssima cena do jazz de Nova Iorque, tocando ao lado de músicos como Kenny Dorham, Tony Scott ou Pete LaRoca e chegando mesmo a gravar com dois mestres do jazz moderno: Jackie McLean, para o álbum "Strange Blues" (Prestige), e John Coltrane numa sessão, hoje lendária, conhecida por "I Talk With the Trees", finalmente editada em 1990 como parte integrante da reedição em CD do álbum "Like Sonny" de Coltrane para a Roulette. Depois de alguns anos de actividade nos quais tocou nos EUA e na Europa com a Thad Jones/Mel Lewis Jazz Orchestra, Dionne Warwick, Sarah Vaughan ou os Manhattan Transfer, Jon Mayer abandonou precocemente, por motivos vários, a carreira musical profissional activa tendo regressado à cena do jazz há cerca de década e meia, voltando hoje a tocar em público e a gravar em vários contextos, particularmente com o seu trio. Admirador confesso de Bud Powell, Bill Evans, Red Garland, Wynton Kelly ou Horace Silver, Jon Mayer é um inveterado fiel à linguagem do bebop (que nunca abandonou) e um talentoso improvisador, pleno de delicadeza técnica e de swing impulsivo." (texto da autoria de Manuel Jorge Veloso, retirado de www.projazz.pt)
27 de Junho (sábado, 21h30)
Roseanna Vitro com Kenny Werner
"Talvez não ande nas bocas do mundo como outras suas companheiras, cantoras de profissão, porventura mais dadas ao espalhafato e com maior sabedoria para adornar carreiras proveitosas, assim melhor caíndo nas boas graças do sacrossanto "mercado" discográfico. Mas Roseanna Vitro é, sem dúvida, senhora de um talento indiscutível e sobretudo versátil, que alia ao extremo bom gosto das suas escolhas, sempre sujeitas ao swing recatado que coloca nas suas interpretações, o tratamento quase instrumental do seu canto, tornando-se uma das mais interessantes vozes femininas da actualidade. Não admira que, a seu lado, tenham estado com frequência músicos que, regra geral, mais do que meros acompanhadores, são eles próprios solistas de primeiro plano, entre os quais é indispensável destacar James Carter, Randy Brecker, Ray Anderson, Adam Rogers, Joe Lovano ou Buster Williams, isto para apenas referir aqueles que comprovam o amplo espectro dos seus interesses musicais. Característica particular do estilo de Roseanna é, pois, a sábia associação que em geral faz do ambiente instrumental em que gosta de cantar e se, neste concerto, o seu trio tem no contrabaixo de Robert Bowen e na bateria de Tim Horner dois atentos, talentosos e cúmplices acompanhadores, é sem dúvida o seu velho conhecido Kenny Werner, convidado especial desta noite, que muito contribuirá para a excelência musical do concerto. Werner figura, seguramente, entre a meia dúzia de grandes pianistas de estilo intemporal e inclassificável que hoje mantêm vivo o esplendor de um instrumento que tantas glórias trouxe ao jazz de todas as épocas sendo, ao mesmo tempo, um criador de momentos musicais nos quais o classicismo e a modernidade se conjugam de uma forma imprevisível e jamais acomodada, assim enriquecendo como poucos a música que toca e em que toca. Charles Mingus, Archie Shepp, Joe Lovano, Eddie Gomez, Bob Brookmeyer, Peter Erskine, John Abercrombie, Lee Konitz, Joe Henderson, Tom Harell, Gunther Schuller, Dave Holland, Chris Potter ou Jack DeJohnette são apenas alguns dos nomes que, ao longo dos anos, gostaram de ter a seu lado a invenção criativa de Kenny Werner, ele próprio compositor de primeira água, pelo que este concerto se antevê digno de se transformar e figurar entre as melhores noites do Estoril Jazz." (texto da autoria de Manuel Jorge Veloso, retirado de www.projazz.pt)
28 de Junho (domingo, 21h00 & 22h30)
Chick Corea
"Falar de Chick Corea é falar de um dos mais fabulosos pianistas que o jazz conheceu até hoje, senhor de uma técnica impressionante que lhe permite estar à altura de todas as exigências que se coloca a si próprio mas também de um talento criativo que, em verdadeiras revoadas, atravessa quer as suas próprias composições quer os standards mais conhecidos, que permanentemente reinventa, sempre deixando as suas marcas inconfundíveis em vários períodos-chave da história do jazz, que ajudou a construir e a definir, desde os já longínquos anos de 1960. Pode sem margem para dúvidas dizer-se que, a par de um Herbie Hancock e de um Keith Jarrett, Chick Corea é um dos pianistas que de forma mais arrebatadora e criativa continuou, renovando-o, o legado das duas grandes linhas de evolução do piano-jazz moderno, iniciadas com McCoy Tyner ou Bill Evans. Como se isso não bastasse, Corea foi ainda o autor de composições que, na sua época, se tornaram novos standards do jazz, como "Spain", "La Fiesta", "Windows" ou "Return to Forever", para já não falar na sua participação em discos seminais do jazz de todos os tempos, como os paradigmáticos "Filles of Kilimajaro", "In a Silent Way", "Bitches Brew" ou "At Filmore", nos quais integrou bandas históricas de Miles Davis, ou outras obras discográficas de referência que co-liderou, como "Now He Sings, Now He Sobs" (com Miroslav Vitous e Roy Haynes). Jamais permanecendo estático ou aquietado num dado percurso musical linear ou contínuo, Chick Corea não se sentiu apenas ou sobretudo atento às exigências de obras conceptuais de grande fôlego, como as já referidas. Pelo contrário, deixando-se ainda arrebatar pelas tentações das várias fusões e crossovers musicais, apaixonado pela música de origem latina, Corea era assim capaz de se sentir ao mesmo tempo à vontade na criação de obras profundamente arreigadas à música popular urbana, tornando-se deste modo um caso único no jazz moderno. Como alternativa às suas actuações em contextos instrumentais mais alargados - e mesmo em alguns discos mais recentes gravados nos últimos anos, como "Solo Piano: Originals" e "Solo Piano: Standards" (2000), "Past, Present & Future" (2001), "Rendez-vous in New York" (2003), "To The Stars" (2004) ou "The Ultimate Adventure" (2006) - os recitais a solo, como os dois que esta noite Chick Corea apresentará em salas certamente lotadas, são o contexto cada vez mais habitual em que a arte de Chick Corea melhor se deixa disfrutar. Não percamos, portanto, a oportunidade!" (texto da autoria de Manuel Jorge Veloso, retirado de www.projazz.pt)
3 de Julho (21h30)
David Murray 'Black Saint Quartet
"O nome de David Murray, saxofonista e clarinetista dos mais conceituados nas décadas de evolução e reconfiguração convulsiva do jazz moderno, tem já o seu lugar reservado na história desta música, sobretudo pelo papel que desempenhou em períodos-chave desse percurso ao lado de outros protagonistas maiores de uma caminhada que trouxe a primeiro plano os nomes de Cecil Taylor, Dewey Redman, Anthony Braxton, Oliver Lake ou Don Cherry, com os quais tocou nos anos de brasa do free jazz. Colaborando com Hamiett Bluiett, Lester Bowie e Frank Lowe no âmbito da chamada Energy Band, esta experiência levou-o a estar na fundação do famoso World Saxophone Quartet, uma formação de referência que constituiu com o mesmo Bluiett e ainda Oliver Lake e Julius Hemphill e no seio da qual sempre se reafirmou a força telúrica da grande música afro-americana, num experimentalismo que aliou, de forma muito original, o espírito da música religiosa negra, as influências ancestrais das poliritmias africanas, a modernidade do free jazz e as batidas da música popular urbana. No decurso da sua extensa carreira, David Murray (hoje radicado em Paris) sentiu-se também atraído pelo estudo e pela prática das músicas das Áfricas e das Caraíbas, quantas vezes materializada na constituição de grupos de maior ou menor amplitude com a participação de inúmeros músicos oriundos dessas paragens, numa constante viagem e convivência entre o jazz e a world music. Mas Murray nunca deixou de se afirmar nas linguagens da música afro-americana, tendo frequentado as companhias de Max Roach, Randy Weston ou Elvin Jones, entre tantos outros, até passar a privilegiar os seus próprios grupos, desde a mais ampla big band até ao octeto de dimensão média, fixando-se por último em múltiplas apresentações públicas nesta mais familiar formação de quarteto, como é o "Black Saint Quartet" à frente do qual actua no Estoril Jazz 2009 e cujo nome tem, na sua origem, o da conhecida editora independente italiana, para a qual o multi-instrumentista gravou inúmeros discos. Constituído ainda por Lafayette Gilschrist (piano). Jaribu Shahid (contrabaixo) e Hamid Drake (bateria), o quarteto Black Saint é o contexto por excelência para o desenvolvimento cada vez mais expressivo e concludente da faceta de compositor de David Murray, que o multi-instrumentista, de forma peremptória e calorosa, cada vez mais pretende desenvolver." (texto da autoria de Manuel Jorge Veloso, retirado de www.projazz.pt)
4 de Julho (sábado, 21h30)
Mingus Dynasty Septet
"Com o desaparecimentro prematuro de um dos maiores génios de todo o jazz - Charles Mingus - é impossível de prever o que continuaria a ser-nos proporcionado, em termos de invenção e de avanços estéticos, por um dos mais irreverentes e criativos instrumentistas e compositores do jazz moderno. Mas seria também impossível - revelando-se, aliás, extremamente injusto - deixar de realçar o papel supletivo e relevante que a sua viúva, Sue Mingus, vem desenvolvendo, após a morte do contrabaixista, no sentido de preservar e continuar a divulgar, em actuações públicas e em múltiplas gravações que vão sendo editadas, o extraordinário legado composicional e a mensagem mobilizadora que a música do grande mestre transporta para a vivência transformadora desse jazz contemporâneo. Esta actividade de revitalização do acervo de Mingus vem sendo assegurado por três formações instrumentais - três grupos "de repertório" - que, com amplitude muito diversa, melhor correspondem aos vários tipos de composições com a impressão digital do compositor: são elas a Mingus Orchestra, a Mingus Big Band e a Mingus Dynasty. As duas primeiras distinguem-se entre si, sobretudo, pela maior preponderância que, respectivamente, o peso da composição ou o peso da improvisação e do mérito solístico representam nas suas performances. Quanto à Mingus Dynasty, esta formação de septeto, pela maior facilidade de reunião e movimentação, é aquela que mais digressões internacionais leva a cabo, actuando precisamente nesta 28ª. Edição do Estoril Jazz. Uma particularidade interessante é que todos estes grupos instrumentais mantêm, nas suas fileiras, músicos que, num dado momento das suas carreiras, passaram pelas várias formações do próprio Charles Mingus, transmitindo à sua maneira aos novos músicos, que não tiveram essa ventura, a fidelidade a um estilo que se impôs pela sua originalidade e pelo especial poder de comunicação e afirmação. Noutro local deste programa, a simples consulta dos músicos que compõem nesta digressão a Mingus Dynasty levará seguramente à conclusão de que estaremos perante um dos seus melhores line up." (texto da autoria de Manuel Jorge Veloso, retirado de www.projazz.pt)
5 de Julho (domingo, 19h00)
Christian McBride Quinteto
"Tendo surgido na cena do jazz em finais dos anos de 1980, Christian McBride é, tipicamente, o produto de uma fornada de jovens talentos que, sob a genérica chancela young lions, nessa época se apresentaram como novas revelações, quando não expoentes, em praticamente toda a panóplia do instrumentário do jazz. Mas a especial versatilidade de que sempre deu provas, tanto no contrabaixo acústico como no baixo eléctrico, permitiu-lhe uma polivalência instrumental e estética numa carreira que imediatamente o colocou em plano de destaque na cena do jazz, pela multitude de projectos aos quais emprestou o seu virtuosismo de instrumentista bem apetrechado tecnicamente. Solicitado pelas mais variadas figuras de distintas áreas musicais - de Diana Krall a Sting, passando por McCoy Tyner ou Kathleen Battle - McBride aprofundou ao mesmo tempo a sua prática musical de forma a enfrentar os mais variados contextos musicais. Não admira, assim, que, no campo estrito do jazz "puro e duro", o contrabaixista (herdeiro moderno de mestres como Ray Brown ou Paul Chambers) tenha feito lugar nos grupos de Bobby Watson, Benny Golson, Roy Hargrove, Kenny Barron, John Hicks, Larry Willis, Gary Bartz, Freddie Hubbard ou Benny Green. O seu primeiro opus discográfico - "Gettin' to It" (Verve) - data de 1994 e, desde então até hoje, Christian McBride vem demonstrando as várias tendências das suas apostas musicais. Entre estas, as frequentes incursões na música popular urbana (pop, funk, fusão) chegaram a desempenhar papel de relevo, detectável por entre um conjunto de 8 álbuns que entretanto gravou como líder. Ultimamente virado para uma faceta de compositor, a sua coroa de glória foi uma obra intitulada "Bluesin' in Alphabet City", já apresentada em público pela Lincoln Center Jazz Orchestra, sob a direcção de Wynton Marsalis, e que resultou de uma encomenda do próprio Jazz at Lincoln Center. Ainda em 1998, uma outra encomenda da Arts Society de Portland em conjunto com o National Endowment for the Arts resultou na composição de "The Movement, Revisited", uma obra que retrata a luta pelos direitos cívicos dos negros norte-americanos nos anos de 1960, escrita para quarteto de jazz e um coro gospel de 30 vozes." (texto da autoria de Manuel Jorge Veloso, retirado de www.projazz.pt)
Mais informações em http://www.projazz.pt.
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junho 25, 2009
JAZZ ÀS 5AS NO CCB HOJE COM JOÃO PAULO A SOLO
Prossegue esta quinta-feira no Centro Cultural de Belém (CCB) a iniciativa "Jazz às 5ªs", que todas as quintas-feiras, a partir das 22h00, leva jazz à Cafetaria Quadrante. Este espaço transforma-se então em clube de jazz, com uma programação diversificada pensada por Pedro Costa e Ilídio Nunes (da Trem Azul).
Hoje será a vez de podermos escutar a solo o pianista João Paulo.
"Nasceu em Lisboa em 1961. Filho de mãe pianista, começou muito cedo os seus estudos musicais, na Academia de Santa Cecília, iniciando-se rapidamente no piano. Posteriormente, ingressou no Conservatório Nacional, onde, em 1984, obteve o diploma do Curso Superior de Piano com a classificação máxima. Com uma bolsa de estudo da Secretaria de Estado da Cultura, muda-se imediatamente para Paris. Aí, durante três anos, aprofunda os seus estudos no Conservatório de Rueil-Malmaison e obtém sucessivamente as mais altas distinções – Médaille d' Or, Prix Jacques Dupont, Prix d' Excellence e Prix de Perfectionement. Na área da música popular, participa como pianista acompanhante em numerosos discos de artistas nacionais. Destaca-se a sua colaboração com Fausto (Por este rio acima), José Mário Branco (Ser solidário), Vitorino (Eu que me comovo por tudo e por nada), Filipa Pais (L'Amar) e Sérgio Godinho. Foi com este último que desenvolveu um trabalho mais intenso: acompanhou-o em espectáculos e colaborou, primeiramente como músico (1981), no disco Canto da boca, sendo mais tarde o arranjador e director musical dos álbuns Coincidências e Tinta permanente. Com Jorge Reis, Mário Franco e José Salgueiro grava Serra sem fim, o primeiro disco em seu nome. Presentemente, as suas “working bands” são NASCER (com Ricardo Dias e Peter Epstein), que se dedica à música tradicional portuguesa e sefardita, o trio As Sete Ilhas de Lisboa, música improvisada com Paulo Curado e Bruno Pedroso e o trio COR com Cláudio Puntin e Samuel Rohrer. Toca também regularmente em duo com o contrabaixista Carlos Bica. Para além disto, continua o seu trabalho a solo, os CD Roda e Memórias de Quem são os excelentes exemplos da melhor maneira de lhe ouvir toda a sua magia, a solo." (texto da organização)
A entrada é livre.
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junho 24, 2009
"JAZZ, DE A A Z" EM SERPA – SESSÃO 8
Termina hoje o curso livre de iniciação à história do jazz intitulado “Jazz de A a Z – Uma Viagem à História do Jazz” com uma sessão subordinada ao tema “Um Olhar sobre o Jazz em Portugal” , que terá lugar pelas 21h30, no Espaço VOL, em Serpa (Largo 5 de Outubro, 7).
Portugal conhece actualmente uma pujança jazzística sem precedentes na sua história: nunca houve tantos músicos, discos, concertos, festivais, editoras… Porém, a história do jazz no nosso país ainda está por escrever. É um facto que os portugueses tomaram parte na pré-história do jazz, como intervenientes directos no comércio de escravos de África para o continente americano.
Tendo eclodido em Nova Orleães nos alvores do século XX, o jazz começou a chegar à Europa no período pós I Guerra Mundial, com a chegada de músicos americanos. Formas aparentadas com a música negra de Nova Orleães chegaram a Portugal em meados dos anos 1920. Porém, o jazz propriamente dito só viria a entrar no nosso país em meados dos anos 1940.
Em 1945, Luís Villas-Boas iniciou na Emissora Nacional o programa “Hot Clube” e, três anos depois, fundou o Hot Clube de Portugal. O Estado Novo encarava este género musical como uma afronta à cultura portuguesa, banindo-o da emissora pública.
Em Outubro de 1956, acontece o primeiro grande concerto de jazz em Portugal, com a célebre orquestra de Count Basie a apresentar-se no antigo Cinema Império, em Lisboa. Mas só em Novembro de 1971 se realizou entre nós o primeiro festival internacional de jazz, organizado por Luís Villas-Boas, o “Cascais Jazz”.
Considerado o “inventor do jazz português”, Rão Kyao gravou em 1976 “Malpertuis”, o primeiro disco de jazz gravado por músicos portugueses. Outro momento importante ocorreu em 1978, quando Zé Eduardo criou a big band do Hot Clube de Portugal e no ano seguinte fundou e dirigiu a Escola de Jazz do HCP. A partir de então temos assistido ao surgimento de sucessivas gerações de músicos de jazz, com crescente visibilidade nacional e mesmo além-fronteiras.
A conversa girará assim em torno do jazz em Portugal, evolução histórica, datas e acontecimentos marcantes, principais protagonistas, entre outras temáticas alusivas. No final da sessão será aberta uma fase de discussão, em que os participantes poderão intervir.
Mais informações em http://www.myspace.com/vemos_ouvimos_e_lemos, através dos telefones 284 540 580 (VOL) e 284 312 880 (CRBA) e do e-mail livraria@vol.com.pt.
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ZÍNGARO+FERRANDINI NA TREM AZUL
A Trem Azul Jazz Store recebe hoje, ao dealbar da tarde, (19h30) um concerto com Carlos "Zíngaro" (violino) e Gabriel Ferrandini (bateria, percussão).
"Não é todos os dias que tal acontece. Um pioneiro do free jazz e da improvisação livre em Portugal na década de 1970, Carlos “Zíngaro”, encontra-se em concerto com um dos mais convincentes músicos da novíssima geração nessas mesmas áreas, o baterista e percussionista Gabriel Ferrandini. São 37 os anos que os separam, e este encontro teria o simbolismo de uma passagem de testemunho se o violinista, um dos mais respeitados improvisadores a nível planetário, não continuasse a ocupar a linha da frente da inovação musical, envolvido em projectos que continuam a germinar o futuro. Não se trata, pois, do fechar de um ciclo a fim de dar início a outro, mas da comprovação de que a viagem pelo tempo do jazz e da criação espontânea de música é feita por todos em conjunto, quem chegou primeiro e “inventou” as formas e quem agora se está a revelar, adoptando-as e prosseguindo-as com a mente no que vem a seguir. A combinação instrumental proposta é altamente invulgar: raras vezes se constituíram duos de violino e bateria, mas os que já houve são uma sólida referência, como o de Leroy Jenkins com Rashied Ali ou os de Billy Bang com Kahil El’Zabar ou com William Hooker. Se essas difíceis combinatórias fizeram história, esta decerto que também ficará gravada na memória de todos os que testemunharem tão especial momento. Imperdível!" (texto da organização)
A entrada custa 3 euros.
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junho 23, 2009
POSTO DE ESCUTA
The Flatlands Collective - "Maatjes"
Clean Feed
Jorrit Dijkstra (saxofone alto, lyricon, sintetizador analógico); James Falzone (clarinete); Jeb Bishop (trombone); Fred Lonberg-Holm (violoncelo, electrónica analógica); Jason Roebke (contrabaixo); Frank Rosaly (bateria, percussão)
Chicago, 18 de Fevereiro de 2008
Quando, em 2002 se mudou para Boston, o saxofonista e manipulador de electrónicas holandês Jorrit Dijkstra já era um nome com créditos firmados na cena do jazz mais aventuroso e da música improvisada no seu país natal. Desde então, tem mantido estreitas colaborações com músicos norte-americanos. No caso presente do Flatlands Collective chama a si nomes cimeiros da cena de Chicago: James Falzone, Jeb Bishop, Fred Lonberg-Holm, Jason Roebke e Frank Rosaly. Apesar de claramente marcada pelo idioma do jazz, a visão musical de Dijkstra incorpora elementos muito diversos, que vão da referida tradição jazzística à música improvisada contemporânea, passando por correntes mais minimalistas e pelas electrónicas. Dijkstra é um devoto do lyricon, um instrumento de sopro electrónico dos anos 1970, cujas potencialidades continua a utilizar com bom gosto. O músico e compositor holandês mostra-se um cuidadoso arquitecto sonoro, dispondo as pedras num interplay pouco convencional. As simbioses instrumentais – aqui mais ásperas ali contemplativas – revelam-se através da sobreposição de camadas sonoras, da exploração da alargada paleta de recursos tímbricos ou de jogos contrapontísticos. Em “Mission Rocker” entrelaçam-se serpentes sonoras. Graciosa nos seus uníssonos e motivos melódicos, “Micro Mood” é uma jóia. “Partially Overdone” e “In D Flat Minor” são dominadas pelas texturas criadas pelo lyricon, pelo contrabaixo e pelo violoncelo (acolitado por uma panóplia de pedais de efeitos) e por uma percussão de relojoaria, sobre as quais pairam os sopros. Peça muito interessante é “Druil”, que, a dado passo, evolui para territórios épico-swingantes. “Maatjes 2” é uma peça de contornos mais coloridos que termina de forma belíssima. Mais fantasmagórica e sombria é “Phil´s Tesora”. Muito bom.
(texto publicado na Jazz.pt n.º 24 (Mar/Abr 09)
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junho 22, 2009
MÚSICAS NO PLURAL 22 JUN 09
Músicas no Plural - Um programa de Rui Neves com edição de Tiago Jónatas, que se encontra disponível no site do Serviço de Música da Fundação Calouste Gulbenkian.
Edição de 22 de Junho de 2009
"Praticante de improvisação, o trio britânico de cordas, ARC, fundado em 1988 em recente registo, The Pursuit of Happiness; Peter Evans, trompetista revelação no seu recente Nature/Culture, colecção de 13 solos em estúdio e em concerto; o encontro intercultural do percussionista Pierre Favre e da instrumentista chinesa de pipa Yang Jing em Two in One."
Para descarregar, aqui.
Publicado por António Branco às 10:35 AM | Comentários (0) | TrackBack (0)
junho 21, 2009
JOSÉ DUARTE NA RÁDIO
Na emissão deste domingo do programa "A Menina Dança?" poderemos escutar Frank Sinatra, Stacey Kent, Billie Holiday, Norah Jones, Cassandra Wilson, Jacinta,
Amos Lee, Patricia Barber, Bobby McFerrin, Buika e Martírio. A Menina Dança? é um programa de José Duarte que vai para o ar na Antena 1, aos domingos, das 23h10h às 24h00.
Nas emissões desta semana do programa "Cinco Minutos de Jazz", vai estar em destaque o pianista Erroll Garner (até sexta, 3 de Julho). Cinco Minutos de Jazz é um programa de José Duarte que vai para o ar na Antena 1, de segunda a sexta às 22h50 e às 03h50.
Por seu lado, nas emissões desta semana do programa "Jazz com Brancas", vão estar em destaque Lee Konitz (segunda, 22) e músicos que actuarão no festival jazz Cascais 2009 (sexta, 25). Jazz com Brancas é um programa de José Duarte que vai para o ar na Antena 2, de segunda a sexta às 20h05 e às 21h00.
Na região de Beja, a Antena 1 pode ser escutada em 87.7 FM (em Mértola 90.9 FM).
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junho 20, 2009
IRABAGON/FAUSTINO/FERRANDINI SÁBADO NA ZDB
Este sábado na ZDB (23h00) apresenta-se um trio constituído pelo saxofonista norte-americano Jon Irabagon, acompanhado por uma secção rítmica formada pelo contrabaixista Hernâni Faustino e o baterista Gabriel Ferrandini (bateria).
Jon Irabagon, saxofonista alto de Astoria, Queens, foi o vencedor em 2008 do evento anual produzido pelo Thelonious Monk International Jazz Competition. Toca regularmente em diversas formações como líder e sideman, assumindo uma postura abrangente, do mais puro straight aheadjazz ao lado de nomes como: Dave Liebman, Wynton Marsalis, Jason Moran, Frank Wess e Joe Lovano; ou em projectos dedicados à improvisação com Ken Vandermark, Mike Pride, RIDD Quartet, ou à destruição do bebop pelos (terroristas) Mostly Other People do the Killing.
Trata-se de uma apresentação única em Portugal. A entrada custa € 6.
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AQUI JAZZ + UM TOQUE DE JAZZ NA ANTENA 2
Hoje na Antena 2 há "Aqui Jazz", programa da autoria de José Navarro de Andrade. Não foi disponibilizada informação sobre os conteúdos a serem emitidos. "Aqui Jazz" vai para o ar aos sábados entre as 23h04 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM e Mértola 92.2 FM).
Amanhã será a vez do programa "Um Toque de Jazz" com Concertos Internacionais (3) - Recital a solo de Martial Solal (piano) por ocasião do seu 80º aniversário, em 16 de Setembro de 2007, durante o Festival Présences 2007-2008; Concerto pelo quinteto de Ray Anderson (trombone), com Lew Soloff (trompete), Lonnie Plaxico (baixo) e Bobby Previte (bateria) nos estúdios Rolf Liebermann (Hamburgo) em 5 de Junho de 2008. Gravação Euroradio. "Um Toque de Jazz" é um programa realizado e apresentado por Manuel Jorge Veloso, que vai para o ar aos domingosentre as 23h04 e a meia-noite na rede nacional de frequências da Antena 2 (Beja – 91.1 FM e Mértola 92.2 FM).
Webcast: http://tv1.rtp.pt/wportal/popups/player.php?canal=2
Arquivos: http://tv1.rtp.pt/wportal/multimedia/programa.php?prog=1126&from_iframe=on
Emissão on-line: mms://rdp.oninet.pt/antena2.
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junho 19, 2009
TORAL/EDWARDS/NAKATANI HOJE NA CULTURGEST

Rafael Toral © Nuno Martins / John Edwards / Tatsuya Nakatani © Makoto Takeuchi
Integrado no Ciclo "Isto É Jazz?" , comissariado por Pedro Costa, a Culturgest apresenta esta noite (21h30, pequeno auditório) um desafiante trio, formado por Rafael Toral (amplificador MT-10 modificado, sintetizador modular e circuito de ressonância modulada), John Edwards (contrabaixo) e Tatsuya Nakatani (percussão)
"O Trio formado por Rafael Toral, John Edwards e Tatsuya Nakatani aparece no ciclo “Isto é Jazz?” em estreia mundial, desafiando os limites do jazz, da música improvisada e electrónica. É um ensemble em que todos estão em pé de igualdade, com resultados tão imprevísiveis como a riqueza dos músicos que o compõem deixa supor. Este tipo de formação (electrónica com contrabaixo e percussão) pode induzir em erro quem pensar que se trata de uma internacionalização do Space Trio de Toral, um grupo de inspiração free. Aqui apenas existe a junção de três músicos e três mundos muito pessoais. Não há dúvidas sobre a capacidade de qualquer um dos três em se relacionar com o jazz, cada um à sua maneira, mas este é um concerto que leva bem longe a resposta à pergunta que dá nome ao título deste ciclo. Rafael Toral é um músico e artista que se notabilizou pelo trabalho com guitarra e electrónica, tendo sido considerado nos anos 1990 pelo Chicago Reader “um dos guitarristas mais dotados e inovadores da década”. Colaborou com John Zorn, Jim O’Rourke, Alvin Lucier, Roger Turner e Evan Parker, mantendo uma importante e duradoura parceria musical com Sei Miguel. Em 2004 lança o Space Program, uma pesquisa de longo curso sobre performance, silêncio, disciplina e estruturação do discurso musical com instrumentos electrónicos experimentais, numa abordagem marcada pelo valor da expressão física do corpo. Traçando uma orientação sem precedentes conhecidos, centra na “música electrónica pós-free jazz” o seu campo de trabalho. John Edwards tem estado envolvido numa grande diversidade de projectos, seja na música escrita como na improvisada. É um dos mais solicitados baixistas da cena jazzística londrina. O seu nome figura em mais de 80 gravações e muito recentemente editou o seu primeiro CD a solo. Tatsuya Nakatani é um dos mais originais percussionistas da actualidade, inventando muitos dos instrumentos que toca e desenvolvendo novas técnicas. A sua linguagem baseia-se na música experimental e improvisda, jazz, free jazz, rock, noise e também na música tradicional japonesa. Tem tocado por todo o mundo e em várias palcos de grande nome." (texto da organização)
Publicado por António Branco às 07:25 AM | Comentários (0) | TrackBack (0)
















